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O Movimento Revolucionário e a sua História
1964 – 31 de Março
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BIBLIOTHECA DO EXERCITO Casa do Barão de Loreto
— 1881 —
Fundada pelo Decreto n
o8.336, de 17 de dezembro de 1881, por FRANKLIN AMÉRICO DE MENEZES DÓRIA, Barão de Loreto,
Ministro da Guerra, e reorganizada pelo General-de-Divisão VALENTIN BENÍCIO DA SILVA, pelo Decreto n
o1.748, de 26 de junho de 1937.
Comandante do Exército
General-de-Exército Francisco Roberto de Albuquerque Departamento de Ensino e Pesquisa General-de-Exército Sergio Ernesto Alves Conforto
Diretor de Assuntos Culturais General-de-Divisão Antônio Gabriel Esper
Diretor da Biblioteca do Exército Coronel de Engenharia Luiz Eugênio Duarte Peixoto
Conselho Editorial Presidente
Coronel de Artilharia e Estado-Maior Luiz Paulo Macedo Carvalho Beneméritos
General-de-Divisão Carlos de Meira Mattos Coronel Professor Celso José Pires
Membros Efetivos Embaixador Vasco Mariz
General-de-Divisão Ulisses Lisboa Perazzo Lannes General-de-Divisão Paulo Cesar de Castro General-de-Brigada Aricildes de Moraes Motta General-de-Brigada Cesar Augusto Nicodemus de Souza Coronel de Cavalaria e Estado-Maior Nilson Vieira Ferreira de Mello Coronel de Engenharia e Estado-Maior Luiz Carlos Carneiro de Paula
Professor Doutor Arno Wehling Professor Doutor Ricardo Vélez Rodríguez Professor Doutor Guilherme de Andrea Frota
Biblioteca do Exército Editora
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Biblioteca do Exército Editora Rio de Janeiro
2003
Coordenador Geral Aricildes de Moraes Motta
TOMO 12 Ceará
O Movimento Revolucionário e a sua História
1964 – 31 de Março
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1964 – 31 de Março: O Movimento Revolucionário e a sua História Tomo 12 Copyright © 2003 by Biblioteca do Exército Editora
Coordenador Assistente do Projeto de História Oral do Exército Aurelio Cordeiro da Fonseca
Coordenador Regional – CE Entrevistador
Tarcísio dos Santos Vieira
Coordenadores Assistentes – CE
Antônio Setembrino de Mesquita e Souza Francisco Sobreira de Alencar
Capa
Murillo Machado
Revisão
Ivan Pedro César da Cunha Solange d’Almeida Telles
Impresso no Brasil Printed in Brazil M637 1964 – 31 de março : o movimento revolucionário e a
sua história / Coordenação geral de Aricildes de Moraes Motta. – Rio de Janeiro : Biblioteca do Exército Edi- tora, 2003.
XXXt. – (Biblioteca do Exército; 745)
ISBN 85-7011-357-9 (t. 12)
1. Brasil – História – Revolução, 1964. 2. Militares – Entrevistas. I. Motta, Aricildes de Moraes.
CDD 981.06
Sumário
Apresentação ... 9
Considerações Metodológicas ... 15
Ai dos vencidos ... 25
ENTREVISTAS Tenente-Brigadeiro-do-Ar Murillo Santos ... 27
Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Barbosa Moreira Lima ... 39
General-de-Divisão Luiz Augusto Cavalcanti Moniz de Aragão ... 91
General-de-Divisão Théo Espindola Basto ... 125
General-de-Brigada Gentil Nogueira Paes ... 137
General-de-Brigada Adalberto Bueno da Cruz ... 147
Coronel Petrônio Maia Vieira do Nascimento e Sá ... 159
Coronel Francisco de Andrade Garcez ... 173
Coronel Francisco Sobreira de Alencar ... 181
Coronel José Firmino Dias Lopes ... 195
Tenente-Coronel Artur de Freitas Torres de Melo ... 205
Tenente-Coronel Affonso Taboza Pereira ... 215
Major Geraldo Nogueira Diógenes ... 227
Advogado Juvenal Antonio Araújo de Arruda Furtado ... 235
Desembargadora Águeda Passos Rodrigues Martins ... 243
Economista Paulo Roberto Coelho Pinto ... 251
Engenheiro Agrônomo Francisco Valter Vieira ... 261
Engenheiro César Cals de Oliveira Neto ... 267
Engenheiro João Paulo Simões Accioly de Carvalho ... 281
Engenheiro José Walter Barbosa Cavalcante ... 297
Juiz Ângelo Rattacaso Junior ... 303
Juiz Stênio Rocha Carvalho Lima ... 313
Procurador de Justiça Meton César de Vasconcelos ... 321
Professor Francisco Olavo Silva Colares ... 329
Nisi utili est quod facimus stulta gloria
Apresentação
O segundo empreendimento realizado sob a égide da História Oral do Exército incide sobre o Movimento Revolucionário de 31 de Março de 1964.
Criado por uma Portaria Ministerial, em 3 de março de 1999, e implementado a partir de janeiro de 2000, assenta-se sobre as vivências de civis e militares, estes em maior número, narradas nas 250 entrevistas que estão reunidas em uma coletânea de livros editados pela Biblioteca do Exército.
O primeiro projeto – Segunda Guerra Mundial –, extraordinariamente bem- sucedido, orientou, por isso mesmo, o emprego de idêntica metodologia neste outro sobre a Revolução de 1964. A propósito, os dois trabalhos, conduzidos paralelamen- te, na fase das entrevistas, foram executados nas seis coordenadorias originalmente organizadas: Brasília–DF, Fortaleza–CE, Recife–PE, Rio de Janeiro–RJ, Belo Hori- zonte–MG, Porto Alegre–RS e São Paulo–SP.
Ambos os projetos retratam, pela maioria dos entrevistados, a participação, naqueles contextos históricos, dos integrantes da Força Terrestre, das outras For- ças Armadas, bem como de civis que contribuíram com suas valiosas experiências e insopitável patriotismo.
Esta coletânea, sobre o Movimento armado de 1964, visa a tornar mais co- nhecido o processo revolucionário, especialmente pela palavra daqueles que, ago- ra, ganham a oportunidade de expor suas motivações, identificar seus propósitos e narrar suas ações.
Com suspeita insistência, desde o final do ciclo revolucionário, mormente
por parte da mídia, o que é posto à mostra está quase sempre falseado. Homens
impenitentes, sob o império de motivações ideológicas, movem insidiosa campa-
nha, por intermédio da qual praticam escancarado “revanchismo”.
Todos são cativos da ignorância ou da má-fé, no intuito de impedir que as novas gerações possam pesquisar, estudar, ler e encontrar a verdade. Outros seto- res, como os de certos responsáveis pela educação de nossos jovens, poucos feliz- mente, mas atuantes nas salas de aula, bem como autores de compêndios escola- res, pela palavra e pela pena, indisfarçadamente, reescrevem a história, falsificada a seu talante. E destacam-se, nesse mister, posto que utilizam artifícios e técnicas hábil e sutilmente preparados. Têm a seu favor os inocentes úteis, pouco habitua- dos a refletir sobre o que lêem e escutam. É o velho e eficaz princípio: “Vale mais a versão do que o fato.”
Pois essa cantilena espúria tem circulado livremente, verdadeiro desvio da história, mesmo quando, por um descuido, ou num rasgo de sinceridade, vem a público, alguém, para dar, de forma altiva, o seu testemunho sobre o que aconte- ceu naqueles idos dos anos de 1960:
Com a coragem de um herói da Segunda Guerra Mundial, Salomão Malina, último secretário-geral do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB), admitiu que setores do partidão, com o apoio de Luís Carlos Prestes, chegaram a conspirar para dar um golpe, em 1964, antes da tomada do Poder, em 31 de março, pelos milita- res... Havia uma corrente golpista no partidão, em 1964. Foi um equívoco de pes- soas que não avaliaram bem que a correlação de forças, na sociedade, não estava a nosso favor.
1Apoiados por coniventes ocupantes de postos de mando destacados, pre- miam criminosos e desconhecem as vítimas mais humildes que apenas cumpriam suas missões e tarefas a serviço das autoridades constituídas.
Assaltantes, seqüestradores, terroristas, desertores, agora, são regiamente abonados.
Afinal, os que aqui falam, oferecem, ao livre exame de todos os brasileiros, o que há “do outro lado da colina”.
Se não viessem à tona, porque, até então, vedados os acessos e canais da livre expressão do pensamento, não se conheceriam as palavras daqueles que foram compelidos a agir em favor da sociedade ameaçada, em conjuntura tão delicada para nosso País.
Não se pretende entronizar a polêmica. Mas é forçoso reconhecer que os fatos devem ser analisados de forma justa, limpa e honesta, e que, ao menos, se
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