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Q U E F O I A P R E S E N T A D A
A FACULDADE DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO
,
ESUSTENTADA A 9DEDEZEMBRO DE 1842
1*0II
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FIT
.
HO DOTENENTECOHONELJTanrisai î>c jJaula TmriraJCoprs
,
NATURAL DA CIDADE DA CAMPARJIA (PROVÍNCIA DEMINAS)
.
DOUTOEEMMEDICINAPELAME8MAÏACULDADE
. .. Pourcalmerlasourdeviol,mce D'ummol quiscnourri,et s'accroît ensilence,
Ilâ tc-toi;quetariersagement rigoureux S'ouvreau scinde Pulcire un chemin douloureux."
L'auer.'ut I.ii.Lc.
m © mui miîiMiîiB© ^
TVPOGRAPHIAIMPARCIALDE FRANCISCODE PAULA BRITO,
PIIAÇ A DACONSTITUIÇÃO N
.
61.
184 ® .
AOS 1LLMS
.
EEXMS.
SENHORESSENADORESZ E ICELLC ,
zznzo Z E Z Z E
DIOGO ANTONIO FEIJO .
Dignai
-
vos de ncccitar,Senhores,estemesquinho, mos sincerotributo de gra-
tidão, eamizadequevosconsagro
.
ÁSAUDOSAMEMORIADEMINHAPRESADAAVO',
A SRA . D . MARIA EUGENIA DE JEZUS .
Perdoa, oh ! sombraveneranda,seousointerromperaplacidaventura, que frues nasacramoradados justos, para rogar
-
lequebenigna acolhasestamelancólica expressãoda mais viva dor,e eternasaudade.
AMEU RESPEITADO TIO
© 33 U Æ T® â ® 3 P2IDIB ® imiRI ß ffilllB
ÄMHP
ÏBSa
Hatrintaannosquoosliamesdaamizadeamais profunda estreitaramoslaços,
comqueanatureza vos unioameu Pai, c nestelongo espaçodetempotendes mostrado apossibilidaded’essa força desympalhia,queomodernismo inconstante chama fabulosa,cdaquala velha Roma, eantiga Grécia tantos exemplos nos ministram
.
Nisus fiel,ouPilades dedicado, vóssoisum d essesamigos dos tempos heroicos,cninguémvosconhece,quevos n ãoadmire.
Estendendoaosfilhoso amor,queconsagraos aoPai, cada dia denossaexistêncianosliciovosso
.
Pcrmclli poisque, inscrevendovossonome nafrentede minha these, euvosdêumtestemunhopublicoderespeito, e veneraçãodevidoavossasvirtu-
des,cumalimitadaprovade eternagratidão
.
revelaalgumbone
-
F &KE& ÇÃ O ,
Triste victims do infortúnioomais acerbo, acurvado pelo tufãodadiversidade, nossa alaia esmagada pela l érrea mãodo destino ,edislraliida toda peladôr,es
-
paçonão temque risivelorgulho,oulouca vaidadepossam encher
.
Seousamo» transpor a fatal barreira que circunda a escabrosaarena doescriplor,somoscom-
pellidos pela necessidade urgente de terminar deproroptonossainfelizcarreira escholar, e não pelov ão desejo depassageiragloria, aquesópodem aspiraros mimososda natureza, ou os predilectosda fortuna
.
Mantenedormalarmado, conseio denossafraqueza,cinsufficiencia, comtimido pé nãoousaríamoscalcar a perigosaliç a,ondesetemabalroadocm vãolidadores amestrados, senãocon-
tássemoscom abenevolcnciados nossos sábios,eindulgentes Juizes,que, vendo cmnossa fronte estampado o infortúnio com caracteres,quiçá indeléveis, rele- varã onossas faltas,edesculparãoo temerário arrojo, á queodever noscoage
.
Deixandoos bancos daescholan ão vamos, como sôeacontecer,trilhar brilhan
-
tecarreira , e colher ofructo denossaslucubrações,e vigílias; outra hcasorte que oceoiradonosdepara! A vidaque quizeramosvotaráconsolação dos allli
-
clos,e aoserviçodahumanidade,ecujoslimites, quetãoarredadospareciam, d’horaáhorarápidosseapproximatif nós avamosterminareinsolitárioalbergue inaccessivclàvista dohomem
. >
ia melancholica situação,aquenosarrojouo fadoinimigo,ounicobem, quenos é dado prestaràsociedade, éesconderem algumcantoimpenetrávelnossamedonha catadura, paranãocontristarmosos co-
rações sensiveiscom o lastimoso aspectoda desgraça personalisada, para não enchermosdohorrorasalmas indifferentessócuidosasdo seubem estar;cfinal
-
mentepara queosseres durosc semgenerosidade, que,julgandopoucoos pa
-
decimentos do infeliz,buscamaggraval
-
oscomoescarneo,cfingidacompaixão,não socubram deopprobrio,cn ãodeshonremamaisbella obradoCrcador, nivclan-
do
-
secom ostigres.
Parasatisfazermos oultimo preceitoque nosimpõe a lei,longotempovogá
-
mos incerto naescolhade um ponto sobre que dissertássemos, nlé que alfim pairámos nossas listassobrea trepanação
.
O pouco apreço, emque ó tida entrenósesta importante operação, quecm numerosos casos pode arrancaro homem dasgarrasda morte, e roubaioaotumuloprestesalragal-o, delermi-
cscolha. Scconseguirmosdespertaraallençãodospráticos para um meiocirúrgico,unico aquesspode recorrercmcircunstancias desesperadas, c queémuitas vezes seguidode resultados estupendos,e maravilhosos, teremos feilo umserviçoáhumanidade,e ocomplementodenossosdesejos será opré
-
mio dosnossosesforços
.
nounossa
1
DISSERTA ÇÃ O
SOBRE
é , f S l f ê l l l l ® »
DEFINIÇÃO
.
Apalavratrépano, trepunum
,
terebellum derivada da radical gregaTpvxavcv,
oufuro, temsidotomadacomduplaaccepção;assimcomella humas vezes se designaocomplexodeinstrumentosnecessários para a trepanaçao, ou aquelle que lieespecialmente consagradoaesta operação;outrasvezes seapplicaápró
-
pria operação
.
Nósporémaempregaremos para indicar o arsenal cirúrgico da operaçãodotrépano,e esseinstrumento especial,de quelãllamos, reservando a palavra trepanação,trepanatio, parasignificaraacção cirúrgica, que consiste nn applicaçaomclhodica do um trépano aocorpo humano para evacuarliquidos mórbidos, collectosem baixodos ossos,extrahir corpos extranhos , clevantar ossosdeprimidos.
HISTORIA
.
OsescriptosdoVelho de Cós nos revelamosprimeirostra ços datrepanação; mas a perfeição, com que estaoperaçãoédescriptapelo Pai daMedicina nos acrerqueellalongeestádo seugrosseiro berço,semque todavia algum indicio anterior nos permitia remontar aoinventor, cujonome venerando sc perdenaimmcnsidadedostempos
.
EntreosGregosaartedo trepanar consti-
tuí aamaisinteressante parto do tratamentodas feridas do cabeça , eseu fim, comoactualmcnlo, era evacuarliquidos , contidos na cavidade docranco,oextra
-
hiresquirolns
.
Com cffeitonós vemosIlyppocrntcsnoseu livro dasferidasdo cabeçadistinguir comcuidado as indicações do trépano devidas á accidente » arrasta—
ft—
rerebraes primitivos daqiielles quesão consecutivosás fracturas, c fondas do crnneo,que lliuparecem exigirsem dilaçãooempregodeste meio
.
Paraserc-
conhecerasrachas do oraneo, aconselha fricçõescom tinta sobroos ossos, por queesteliquor,seinsinuandopela fenda, atornamaissensivcl
.
Relalivamente aoperação,Hippocratesprescreve quesenãoperfuredeum sógolpeaabobada craneana,para nãoexpor n dura-
malcr, c occrebroaosdentesdaserro.
Ades-
igualespessura dos ossos lhemerecenllcnção, cparaprevenirosaccidentes, a queellapode daroccasião,propõequeseinterrompa algumasvezesaoperação;
não sóparanestesintervalles sondarcom umeslileteotraçoproduzido pelaco
-
roa,comomesmo paraesfriar oinstrumento, mergulhando
-
o cmoguufria.
Per-
dido foi paraaorle deirepanar olongoespaço de cincoséculos,quesemedioa entreHippocrates eCelso
.
Este illustre escriplor, cujasobrasdevem serlidas noitee diasegundooconselho, quenosdeixou Fahricio d’Aquapundaulc:Koclunxaversalc matm
,
versatcdiurna,parece.1errecopiladoasobrasdogrande Mestre no queconcerne aoperaçãodo Ircpano
.
Todavia algunsinstrumentosforam porelleinventados,eentreoutros merecesingularmcnç.
iOoscalpercxcisorius,
destinadoparaaexlrncção dos pontos ósseos,queseparamasaberturas feitas pelotrépano, e omcningo-
pliilax,
quees-
corregapor baixodosossos, quandoosquerarrancar com agoivaeomalho
.
Celso descreveosdoustrépanos empregados por Hippocrates, cserve-seexclusivamenlc dotrépano perforador,quemuito seassemelhaáIrcphina dos Inglez.es.
Heliodoro, contemporâneode Caliano,eiiriqueceooormamenlarcoda trepanaçãode numero - sosinstrumentos,muitos dos quaessãoaindav
,agorautilmente empregados.
Otra- tamento consecutivoáoperação fuiporçlle aperfeiçoadocompreceitosdesubido peso.
A trepanaçãopoucodeve a Galinuo, naturalde Pergma,cidaded’Asia menor, famosa porseutemplo de Esculápio.
Estecelebrecirurgiãolimita-
scaseguir reslriclarncnto osprocessosusados por Celso semnada addicionnr; eao contrario, julgando jámuicomplicado omanual opcralorio,seeleva contrao»
seuscontemporâneos, que inventamoabaplislon, trépanoconlorneado por uma
-
.orlametalica destinada a obstar que acorôa peneiresubitamente, e v á ferir a«
fuqa
-mater.
OsSéculos, quese seguiram caraclerisados por costumes enervados, foram falacs a>grandesoperações cirúrgicas, entrepanação, uma<lasprimeiras,sofí rco oolvido
.
Os unguentos, oleos, eosvulneroreosde toda a cspccie, usurparam olugar,queestaoperaçãooulr’oraoccupara.
Os Arabesaignoravamiulciiameu-
te, eoútesmoAvincenesaflhmacategoricamenteque oscirurgiõesdoseu tempo eramincapazesde npraticar
.
ultimasnoçõesdamedicina Grega,dcsapparcccramdoOccidcnlc, c acirurgia
—
5—
objecto deespe-
passouasorexercida porfrades ignorantes,que dollafaziam«un
colação,envolvendo
-
nde impenetráveis mysteriös,edovergonhosas super-
lições.
Os pós,o osunguentoseramseusremédios favoritos,caAve
-
Maria,recitadanaoccasião do osnpplicar, dava
-
lhes a acçãocenergia,quelhesfaltava.
O modoceleberrimo, peloqualesteshypocritasfaziampagar seushonorários, revolta, e enche deindignaçãoas almas bem formadas
.
Aretribuição eraproporcionada aovolumedasesquirolas desprendidas das fracturas,e o seu valordeterminado pelosomqueellnsproduziam, cahindode uma altura variave! cm umabaciame-
tálica
.
Ilenecessário chegaráRogerdeParme, PaidaCirurgia Italiana, para verresurgiro trépano.
Todaviaaindaos seus esforços unidos aosdodisliuclo GuillaumedeSalicet, edeLanlianc, ocelebrefundadordocollcgiodeCirurgia dePaiis,são cm parleimpotentes, eaoperaçãodo trépanocomo deshonradase vairefugiarentreasmãosdoscharlatães,queapraticavammuitas vezes com suc-
cesso
.
Osmedicos julgavam rebaixarsuadignidade, recorrendoaosmeiosihc-
rapeoticos conhecidos, eempregadospeloempirismo
.
Entretantoumsabiose apresenta nestaépoca,que,ergoendo-
sc ácimadesseorgulho contagioso,o não desdenhandoaprendercom osc.irculatorcs.
o(pieignorava ,restitueaoperaçãoaos cirurgiõesprofessional's.
Estegrandehomem éGuvdoCbauliac, quesiiblrabea coroadotrépanodooUido,emquejaziadesde Hippocrates,addiciona-
lheapyra-
mide,peçaimportanli>>ima,eprohibea trepanaçãosobreassuturas
.
Osmedicos foram-
se familiarisandoaospoucoscomnartedo Ircpanar,parlicularmentcosda Italia; poisque naAlemanha sóellu foi conhecidanodecimosexto século.
Nósagoraassistimos a dcsenvoluçãode umanãointerrompidaserie deesforços
.
Vigo, Fallope,Carcano,Andréde laCroix,Fabriced’Aqnapandanle,aperfeiçoam o arsenal cirúrgicodatrepanação,eimaginam novosinstrumentos
.
Atnbrosio Parè desenvolvemelhor queseus antecessores as indicações, e contra-
indicações destaoperação, e é o primeiro ademonstrarosinconvenientes, que resultar po-
dem doempregodo trépano sobre os seiosTronUes
.
Modificaoantigomenin-
go
-
piiilax,
dando-
lhe a fôrma de umpequenodiscometálico,unidoa um longo cabo; einventaotrépano exfoliador.
Seus esforços são vantajosamentesecunda - dosporJaquesGuillamcau,seu discípulo,quesimplificaoapparelhoiuslrumcnlolreregeitatodas as peças,que barulham, einutilmente complicamo manualopera* lorio
.
Aomesmo tempo Franciscod’Arcélabuta na ílespanhacmprol<laitera -
ção, emostraosmales, queemanamdesoudesprezo
.
Otrépanoperforator, as legrnsegoivascabem emdesuso, eoscirurgiões dodecimosétimoséculo prefe-
remosmaissimplesmethodosde trépanai , adespeitoda tondcncin retrógrada dc Scollet,que faz consistir sua gloria nomérito lacildocomplicar oapparelhodo trépano,imaginando instrumentosnovos
.
Simplificado,caperfeiçoadooarmauientareodatrepanação,osespí ritosseoccu.
pum deobjectos nãomenosimportantes, e asindicações do trépano são amplia
-
‘2
—
fi—
dis á Iesõosindependentes dasfracturasdocranco
.
Panaroli,Marchetti*eSe vérin recorremátrepanaçãopara combater cephalalgias chronicas, devidasacau-
sasvoneroas; caepilepsia refractariaaosuicios therapcuticos ordinários, cede aesta importante operaçao
.
Os Italianos acoroçoadospor tãolisongeirossuc-
cessos setornamprogressivamentemaisousadosnoemprego dotrépano,eCortesi
á exemplo deBcrenger de Carpi opérasobre assuturas, c posto seja por Mar
-
chetlis censurado,nãolhelaltam imitadores
.
JobdeMekrcn nãomenossuperiorav ãos temoreslevao trépanoáregiãotemporal,ecoagidopela necessidade, rei
-
teramuitas vezes aoperação nomesmo indivíduo, coexito o mais felizcomaoseu arrojo
.
Para evacuar humacollecçã odeliquidos derramados naconcavidade da dura-
mater, Glandrop incisaestamembrana,oquenem-
umcirurgiãoantesdello tinha ousado fazer,postonnecessidade fossegernlmente sentida.
Um importante problema occupava iufructuosamente oespirito dos práticos desde nsépocasasmaisremotas,quandode la Vauguyon consegueagloria de o resolverde umamaneira salisfacloria, demonstrandoque acompressão cerebral é aindicaçãoformal dotrépano, eque dadacila,a operaçãodeve serpratica
-
da, mesmo que osossos do cranco seapresentem inlaclos
.
Esteprincipio ge-
ralmcnle odoptado,foiespecialmentesustentadopor Knualt,Mory,delaMotteo Carengeot, aquemcabe agloriade haver sidooprimeiro,que trepanou nas frac - turasporcontra
-
pancada.
Oapparelhodaoperaçãodotrépanojábastante simplificadoleveaindadesol- frer modificaçõesimportantes
.
ClieseldancSharp supprimcmaarvore, cdão ao instrumento afôrmade uma verruma ,substituindo igualuientcascoroas cónicas poroutras de formula cylindrica.
Sem nttcu ção aosbrilhantessuccessos comosoccorro da trepanaçãoobtido»
emprolda humanidadeofilicla , escriptoresnãofaltaram,que buscassemenne
-
grecel
-
a , calumniando seus eireilos.
E’ assimque\\ick,cAlkinssustentam freneticamente quecila éconstanlcmcnlcmortal,equecomotaldeve serpros-
cripta
.
Mas similhante prejuízonãopôde resistirásabia refutaçãodcPott,oqua!, semnegar a gravidadedaoperação,demonstracomtudo queosaccidentes culivosao.seu emprego, ainda mesmoexagerados, sãodenem- umpeso,quando comparadosásgrandes vantagens, que deliasepodetirar.
Estesprincipiespelo celebreMorganiinlciramenle adopladeseconfirmados pelas observaçõesreflorida» porLassas, sãodepois combalidos por Desaultcsuaeschola; eaindauma vez aeslrclladestaimportanteoperaçãoscobscurece,o seuempregose tornaIãoraro, quanto outr’orafôrafrequente.
Já osopiniões originaes pareciamcompletamente exhauridas,e acritica pres- surosasetinha apossado dctodasasquestões,que ora com factos esclarecia comespeciososraciocínios confundia; quandoDupuytren, com aimpavide*do genio, levou obisturii propria substancia do cercbro,paraevacuarumabcesso couse•
,ora
—
7—
desenvolvidono interiordamassa encephalic«
.
A audaciu dostepratico t 2odig-
uamenlecelebro enchede assombro asalmaslimidas; mas nein porisso deixa de serimitada por Mr
.
Hegen.
Actualmcntese não encontranos autores moder-
nosmaisqueobservações,eeslalislicas ácerca doempregodo trépanonas len
-
dasde cabeça
.
No Brasil,ousamosaílirmar semtemordeerrar, nãolio umsó cirurgião, que u ãoesteja habilitadocom osconhecimentos necessários paraapraticar;ecomtudo, a serem exactasas informaçõesque nos foram ministradasarespeito; noRio de Janeiro sólenisido empregadapeloscirurgiõesMouraeFreire Allcmno, e pelo nossoprofessoro Sr
.
Dr.
PereiradeCarvalho.
Similhante desfavor lie tanto mais inexplicável, quanta bea utilidade, que se pódc obter deuma operação, que, tendo sido primilivamenic reservada, e calculada para a perforaçâo da caixa craneana, quecontêm eprotegeo cerebro, porextensãotemsidoapplicada a outras parlesdo corpo para combater lesões muivariadascomo secomprovacoinas observaçõesrelleridas por Marchcltis, Marlioière,Else, Boucher, Bilguer e outros cirurgiões , quetrepanarum sobre os ossos da face, do peito, da bacia edos membros
.
TREPANAÇÃO
DO CRANEO .
IKDICAç5R8
.
A trepanação considerada cm si mesmo não é uma operação mortal; masocortejo de accidentes,queordinariamentea acompanha, titucuma acçãocirúrgicagrove, a qual só é dado ao cirurgiãorecorrer, com-
quando,esgotadasinfnicliicraincnie medica
-
acoiis
-
pellidoporindicaçõesprecisas, ou
çõesrnenosarriscadas,ella se antolha comoultimo recurso para asalvaçao rio enfermo, embora duvidoso, e incerto
.
Gonseguintemenledeterminarcomprecisão os casos em que e.-
ta operação convêm, é uma tareia assás importante; é um ponto de doctrinaessencial,quo poderia darlugar adissertações ião ex-
tensas,quanto interessantes; eque nosesforçaremosporesclarecer, pondopara essefiuiemtributo nossosapoucados conhecimentosacerca deuuiamatena tã o
vasta edifïicil
.
Até o decimo oitavo século oscirurgiões pretendiam que accidentes desagra
-
dnveis omortaesjauiaispodiam serproduzidos pelaoperação «lo trépano,eque seumresultadofunestosegueuuiaou outravez suaapplicação, é porqueáella serecone,para combaterlesõesprofundas, que,nãocedendoae>lepoderosomeio curativo, refraclarias lambem seriamaqualqueroutro agente,«pie porventura empregado fossecom intuito de dissipal
-
as.
Entrevendo aoperaçãoporumprisma tãolisonjeiro, e acordescom ojuizo, quetinhamdelia formado, sopráticosaerigiramemformula geral,esemdislinc
-
çãoa prescreviam emtodas ascspecies de feridasdacabeça,quercouio meio curativodosaccidentes consecutivos, quandorsic>jásetinham manifestado;quer como meio preservativo,quandoainda se nãotinham desenvolvido
.
Esta monomonia trepanadora (r<leve
-
se-
nos a expressão) foivivamenlecom- balida por Wick,Rider, A.
Cooper,e com mais ailanpor Desault, e suacschola, oqualpor numerosos insuccessos despeitadoa encorava com prevenidosoliios, e a considerava pejada sempre de accidentes mclancholicosefalaes;preconceito, quebuscavacomprovar,já comsuasvaliosas observações, jácomengenhoso eiocinios fundadossobre os eif itos, «pieproduzir deveoarsobre a periphcriado cerebro,quea yniurezacuido.«»depositou euiuma caixasolidamenleconstituí-
da aoabrigoda acçãodolefluido
.
Os primeiros, entreos quaos se contam homens distinctes, tars comoLnu
-
'
ric, Schindler.
Pott,e Qtiosnay, o celebre historiadorda pristina Academia de Cirurgia, estabelecendocomoprincipal preceito a applicaçãodotrépano todas as Iracluras craneanas, fossem cilas, ou nãocomplicadas de accidente*ecrebraes, ofundamentavamcom razõesdesubidopeso,e embreve quadro
.
-
ra-etn
que passamos nexpor
—
•9—
Diziampnisquoaeslrnctura, do quo õ dotada a laminainterna dos O'sos do torua nimiamente fragil, scnclo asfracturasquo nellasc opornm na
crani‘0 «
pluralidadedoscasoscmformadoraio, acompanhadasdersquirolns queso des
-
prendem ,ovãoestimular, c mesmo ferira dora
-
maler, o ocereliro; que cm consequênciadesta espcciede fracturasrompemseosvasossanguineus,queesta-
belecemestreitos liamesentreocrancocadura
-
maler,efornecem derramamen-
tos,sempre consideráveis, c perigosos relalivamentendelicadaeslructnra, eim
-
portância doorgàosobrequosedepositamosdoidosextravasados; que cia de svmptomas decompressãojamaispódoIranquilisaropraticointelligente,o qual deveesperarquesemelhanteaccidente scmanifestecedo, ou tarde, refle, cliiulo quenestasespecies de feridas a substanciadiplna dos ossos do experimentaumafurtoe profunda altrição,seguida quasisempredephénomènes inflammalorios,quesoterminam por suppuraçfio ; acontecendo queos> \diplo - mas decompressão virão a maniferlar-se, quandoocerebrocseusanncxos so acharem largamcnle alterados, cnestacritica situaçã olornar
-
so-
baa trepanaçãoHUT meio therapeulico iuíiele pouco poderoso; qoc íinalmente na bypolbcse de umderramamento, aesperanç alisongeira , mas muitasvozesfallazdarcabsorp
-
çao, nãopódeescusaraocirurgião,querccú a oempregodaoperaçãoaló aomo
-
mentoem queossvmptomas semostram emtodaasuaenergia; porqueent ãoo cercbro, e seusinvólucrosseachamsob o dominiodoumaiiiílainmnção vielen
-
aauscn
-
cranco
ta; osanguederramadotem
-
sedecomposto, cputrificado, e o trépanovem ascr umrecursoimpotenteparadissiparlesões tãograves.
Tacssã oosfundamentos,que influí ram noespirito dos antigos cirurgiões, « que oslevaram aconsiderar afractura simples ou complicada como uma in
-
dicaçãoporexceilcncia, paraqueatrepanaçãopossasercom eílicaciaevantagem praticada
.
Aeste preceito se oppõc Desault, cuja pratica èdesfavorável ao credito daoperação, echamandoaexperiência cmapoiodas suas objecções, es-
tabeleceumprincipio inteiramentecontrario,istoé, que as fracturas do craneo
»impies, oucomplicadas,devemser tratadas pelosagentesmedicinacs ordinários;
«quesó seter árecurso oo trépano,quandoestesmeiosempregadoscomperseve
-
rançaforem absoluiamenlcimprofícuos
.
Suas objecções fundamse nos factos seguintes: 1.
",fracturascom,ou semdepressãodos ossos fracturados temgua-
rccido por nm tratamentosimples,bemdirigido, eaobservaçãoensina que esto resultado édevido,umasvezes aonivelamento dos ossos deprimidos, (pie são sublevadospelos movimentos docncephalo; e outras vezes aohabito,que con
-
•
raboocercbro, oqual,como queresignado, sesuhinelleaoagente,
queocom-
prime
.
ede.-
t’artc proscgiie nonormal excrciciodesuasmaravilhosas funeções talregularidade qnonãoparecesob odominio de umacausa destruidora:.
atrepanaçãonão umaoperaçãoinnocente, eisemptadcperigo, porque lesãogravo, jáexistente, sc vaiaddiciouarurna nova lesãoioin
>uma cujasconso
-
3
—
10—
quenciasnãosãomenos falaes;pois queaexperienceloindemonstrado quea
denudação dasmembranas do ccrcbro , indispensável nesta oporaçflo , 6 urn facto desummaconsideração,muitas vezes seguido de uma inflammação in
-
no osso,vindo em tensa,«piecoageoenccplmloasahir pela aberturapraticada
consequênciaaulcerar
-
seadura-
mater,calbrmarem-
seexcrescênciasfungosos:5
.
°, finalmenle, a reabsorpção dosangue derramado é um laclocomprovado pela observação.
Do resumidp esboço, emquelemos exposto as razões mais potentes pelos enllmsiastasdatrepanaçãosuggeridas em abono doemprego da operação no tratamento de todasas fracturas do craneo,e asobjecções,com que osseus adversáriosseempenharam porcoinbalel-
a, emesmo nulliíical-
n ;scconclue que afastaram-sc igualmenle da verdadelodososcirurgiões,que discussãolabutarampor precisar as indicaçõesdo trépanonaslesõescrancanas; unsexagerandosua eíTicacidnde, eampliandoosenempregoaquasi todasalte
-
raçõesiutra-ccphalicas, «•considerando
-
amesmocomo meio preservativo dessas applicação, «|no a rcstricçãoequivale.Evitarestesdonsextremosé omeio unico de nesta
alterações; ontrosrestringindotantosua a uma completa proscripção
.
chegoráverdade,6 anorma que desejar acertar
.
peida , porqueaverdade,como muihem dizMr.liegen,nãoprecisadedefenso
-
res; ácercaporém do principiodeQucsnay, observaremos, queoperigo, que acompanha ordinariamenteasfracturas do craneo nãodecorre dosimpleslacto dese achar um ossofracturado; mas só, eunicamente daslesões,queem se
-
de conducta, aquedeve adherir lodoo pratico
.
Combater Desault,esuaeschola, égastartempoempura
melhailles fracassos experimentam os delicadosorgãos, contidos na caixa cra- Desleprincipioevidente,eincontestável, segue
-
seoseguinte corolário, nãomenos verdadeiro; queas fracturas complicadasdeaccidentes cercbraesde- mandam oempregodos meiosos maisenergicos, que a arte possue; que pelo contrario deverão serdesprezadas, ou tratadaspelos agentes ordinários aqnellas, que nom- nmacomplicaçãoapresentarem. .
No primeirocasoaoperaçãoserain - dicada,scpor venturascmanifestaremsymplomasdo compressãocerebral; dada porcin a segunda hypothèse, n ão sóaoperaçãoé iuntil.
como podo mesmofatalaoenfermo, determinandoaccidentes,quetalvez não se manifestassem, seelia não fosse empregada
.
Não desconhecemos quo esta pratica pódeser uma ououtra vezmalswcccdida.
liefora deduvida que hum derramamtntn,quandosefazlenlamentc, ésusccplivelde sc tornar considerável antes dede - terminar gravesiucomioodos;éigualmentecerto, queem umpequenoderra
-
mamentoosaccidentesnãosedeclaram, senãoquando o fluido derramado <c altera,cdetermina a gangrenadasineniugias, e do oerehro,ou umasuppura
rão perigosa
.
Mas oque se pódedaqui concluir? Nossa pratica deve fundada sobreoresultadodaobservaçãogeral, e nãosobrofuctospart í cula eexcepcionacs, ácoica dos quaes nem-
umpreceitosepódedar.
Estes case»ncana
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ser
M T I<»
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I f—
tlilliccissòlimalonga pratica pormillo descriminar, ou cnlão ogenio, partilha depoucos,favoritos, e mimosos da natureza, comobellauientedisseosabio ltosseaunasuaepistola aClement Marot:
Minerveà tousnedépartseslargesses, Toussavent l’art,peu saventscsfinesses
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pensadaspelos Quando dissemos que asfendas, ou fracturassimplesdevem
meiostberapeuticosordinários,nãoestabelecemos umprincipioarbitrário , e aesmo pronunciado; somosaocontrariolevadospelosfactosque bem alto faliam , pelas observações dequeinç adoss»acham todososauclores
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Aexcellencia desteprin-
cipiotemsidoporvezesverificada por alguns dosdislinctos professoresdaeschola do medicina, osquaesjamaistiveramoccasiã ode secontristar, pornãoseguiro
scr
preceitodeQuesnnv
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Nonosso sentiraoperaçãodotrépanon ã o sóconvém , mas étalvezoremédioúnico na universalidade doscasos, em que symptomas dc com-
pressãocerebralsemanifestam, qualquer que seja aliásacausaclTicienledeseme
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lhanteaccidente
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Poucoimporia«pieseja elleproduzido porderramamentode qualquernatureza ,porossosdeprimidos,esquirolas, ou bailas encravadas;liacom-
pressã ocerebral ? Tal óacondição,queformulatodasasindicaçõesdotrépano;
é só ellnquepodedeterminar o cirurgiãoprudenteaperforarafoulamente acaixa craneana
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Mas, verificadasua existência,todatibiezaé censurável,cprejudicial, não ha um momento aperder,nem-
umaconlempoiisação,quea razão, cumasãexperiênciapossam escusar
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O trépano é a única taboa de salvação parao triste enfermo, ccnesteensejo que Dupuytren, essegeniodacirurgia ,mesmo no Hotel Dieu , trepanava com success«), n ãoobstanteainfluenciamorlifera, quoesse hospitalexercesobre osindiví duos trepanados.
Euifim, osseguintes versos do poetaManlnano melhorexprimema forçade nossaconvicçãoacerca daimportância desta indicação :Alilurvitium,vivihjuetegendo : Dummedicas adhiberemantisad vulnera pastor Abnegat;
Algunscasosporemscpodemapresentar, cm«piea evidenciadesta indicação, contrariada seja porcircunstancias, que colloqucmopraticocmhum pélago«lo incertezas,c obstem, áque elle ministreossoccorros necessáriosaoenfermo, con
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tido pelo temor de errar,ou arreceioso de compromettcr suareputação
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Clom cmamentolieito, muitas<lesanguevezos,apuscompressã ocerebralé produzida porumsimples derra-
,ou scrosidade, proveniente depancadas, dadas sobreo cranco, sem que senolonoexterioralgumindiciodefractura,ouabatimento
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Quando a séde do mal éindicadapelosignal,«jueogolpe imprimiocm um pontir
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dn cabeça,n conduct!
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quose doveseguir 6simples, eclorn, e gifio cumçazãohesitaria;masocontrarioacontecequando,raspadocontra
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sédepoisdoexame o maisminuciosoapelle perfeitamciileinlacta, ella não énem tumefacta, nemdescurada “ nullumofjectilocisignum,neque tumorputter naturam,nequedoloraliquis extat,, c comtudo manifestossãoos symplotnas de compressão, a qual farásuccumbiroenfermo, se aoperação não 1erpraticada.
Como conduzir
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se deveocirurgiãoemsemelhanteoccurrencia? Ocasoeverda-
deiramenleembaraçoso. Nãorecorrer ao trépano, se algumsignalexteriornão indicaaséde do mal pela incerteza,queenvolveoprognosticodaoperação, tal c opreceitoadmillido pela maioria dos práticos modernos, equeestá emperfeito acordo com a reflexãodeCeUo,quediz :
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Prudenlis hominisestprimumcumQ H I senarinon polest,nunattingere,neque subire speciemejus, quem sorsipsius intere-
mit
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Masesteprincipioéindignodoelevadocaraclerdo medico,edevecon-
seqnentemenlo srrbanidodapratica
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Mais consentâneocomanobretareia, que sobre seushouibros pésa , mais honroso, edignode serseguido poraqucllosque se tem votado aoserviç o da humanidade, é semduvidaoconselho,quenos da nem-
umcirur-
ocraneo, en
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omesmo Celso, quando diz :meliusestincertumauxilium adhiberc,quamnullum
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Em verdade, sesóaoperação do trépano podo destruira cansacompressora, epôr ao abrigodeumapromplamorte;desprezaresteultimo meio,quedeixaentrever algumaprobabilidadede salvaçãopara oinisnroenfermo, seriamostrarum ex
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cessodeiudiflerença, dequesen ã ovêexemplonacirurgiamoderna
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Se sãoim-
potentes osrecursos da materiamedico, é dever docirurgiãoabandonal
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os,eem-
pregaroutros, que porventurapossamsermais eilicazes, como bem dizlioracio em uma do suasepistolas:
Sivulnus tibi monstrata radicerclkerba Aonfielet Uvius, fugeres radier,eel herbu Proficiente nihilcurarier
Concordamos quenaausênciaabsoluta d’algum signalexterno,queaséde da lesãodesigne, muitoincerto é que, lerebrando, seencontre exactamenlccom o lugar, cmqueicsidcacausacompressora;convimos igualmenlc queOssympto
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masdeterminados pela commoção tanto seassemelhamalgumasvezesaosprodu- zidospelacompressão, que muidiflicilédeterminar precisamente, á qualdas duascausas sãodevidosossymptomasdominantes
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Sem negarmosopesodese-
melhantesobpcçocs,n ão asjulgamostodaviairrespondiveis
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17lura do douda quesómenloossignaes malcriaos indicam com certezao ponto docraneo.. .
quosc devolevar o trépano; mas na completaausênciadesses signaes, aopraticoé
pcrmillidoguiar
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sepelas luzes,quelheministraremossignaesracionar«,o*quar- .
se nãodão certeza, fornecem aomenosumcertonumerode grftosdepwbibih
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1 3—
dade,oque já nãoho pouco
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Mas dirse- hatalvezqueestessignncssãoillnso-
rios,c quecomolacsdevem serproscriplos
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N;'0liesilaromoscmconcederque umïra.
smlcou oliporem develroloumdo—
aconleeerin abstractose,—
reunidos miiilosnem-
umaconfian, lodosçaposconvergirem-
ainspirar; deparaouo-
mesmoresullado, semamenordiscrepânciaemsuassignificações :ent ãoellessão de suhido valor,eerro seria despresul-os.
Qunnlo ásegunda objecção,facil é responder,disiingoindoosaccidentesemprimitivos,eem consecutivos, como fez Pclit.
Osaccidentes primitivosdevem seralliihnidosaconnnoção,aqualcontra-
indicaaoperaçãodo Irepano,em qoantoqueosconsecutivosprescrevema trepa
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nação
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porque reconhecemquasi sempre porcausaumderramamento,caquelles quesobrevêm muito tempodepoisdogolpe,são osmaisurgentesparaaoperação.
Oquedeixamos dito, nos parecesulïicienlo, para minorar aforçadas duas objecções;masdemos queellassubsistam em suaintegridade perfeita, equenem de leve asalacassemos:quid imle? Quando a morteé c
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rla,einevitável, seaarten ãovieremsoccorro da desgraçada viclima,serámelhorabandonaiaásua sorteadversa, do que empregarummeio doçuraincerto? O tcpanonão con
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viria sem duvida , se outrorecursoesperançoso se
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apresentasse,oumesmo, seelle aggravasse operigo.
Mis(piando ossymplomassetemexasperado tanto,quesó aoperaçãopode,sem empcioraroestado doenfermo, roubaioaotumulo prestesatragaio; onobre desejo de osalvar, ede orc»liluirà suaangustiada familia,e aosseuscontristados amigos;ahonramesmo daarleimperiosainenlocommodam quesepratique aoperação, emboradubio sejaoseuexilo
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Previnasc.
afamilia,eaosamigosdoenfermodoperigo queoameaça;selhesfaça sentirqueaope
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ração éa derradeira esperança,queresta; masque essaesperança 6fraca,e precaria;celles, nãosemd ôr,sedecidirãopelaoperação
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Snpponha-
seporém que o exilo éfatal, equesenãoencontramesmoderramamento, ououtracausa decompressãocerebral; aindaassimocirurgião nãoserá comjustiç acensurado.
Depoisde tudohavertentado, paraarrancarà morte ainfeliz viclima,a familia eosamigosdo enfermo, oproprio cirurgião encontrarãomaismotivos deconso- lação,doquese tacstentativasnãofossemfeitas
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Dest'arteseconduziorecenlo-
nienle oHim
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Sr.
Dr.
CândidoBorgesMonteiro, quandopraticoualigadurada aortaabdominalemumindivíduo, queapresentavaumconsideráveltumoraneu-
rismaticonaartériafemoral,occopaodolodo o ladodireitodoabdomen
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Nonosso sentir suaconducts foi nobre,edigna doser imitada, c asseitasquecontrasua re-
putaçãodardeja nojentaave dearribação, resvalandoporsnaconsciência pura c desinteressada,irão sequebraraospesdoshomensintelligentes, eleacs,qnftme
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nospresomaimprudenlogralha, aindaquando enfeitadacom asdouradaspcnnai dopavão
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Julgamosterassãselucidadoesteponto duvidoso;passaremos portantoa outros, que igualmcntedemandamallcnção,cesclarecimentos
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Observadores doil reco-
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ill—
nhccidoméritotomnotadoqueatrepanaçãos/>podosordispensadanasfracturai, indicação Ademonstrada,quandoaspoças do osso Iractnrad» são emquosua
extremadas,c entresideixam snflicicnleespaço, pelo qual possacorrerosangue, queporventuraexista sobreadura
-
mater.
Scmelhanlcmento,eporidênticara-
pontofracluradotemdispensadoo zãooapartamento deuma suturaconliguano
empregodo trépano
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Masestescasos reclamam umaatlen çãosingular;porquanto oderramamento existomuitasvezesdosdousladosdasutura, eeffeitua-
scunica-
mente aevacuaçãodo sangue derramadocm um lado
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Arazãodesteincidenteê, porqueadura-
mater, àdespeitoda percussãodocraneo,permaneceadherent«áumadasbordasdasutura, econseguinlemenlcretêm osanguequedesselado possa existir
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Convêmportanto,dadoestecaso, applicaro trépanodeambososlados, semsedeixar impor pelo apartamentoda sutura.
Esta doclrina éapoiadasobre observações,dequeseseuletodaa con-
equcncia, e das quaes resulta queéper-
miltidoeincertoscasosexcepcionaestransporasregrasmaisinvariáveis«laarte; masquesen ã odevefazer semgrande conhecimento,ecircunspecção
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Passaremos agoraaexaminar um terceiro casoduvidoso, noqualasopiniõesacerca daindicaçãodotrépanosãomuito maisdivergentes
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Todososdias nosmo-
lra aexpe-
riência que consecutivamenteha umapercussãodo craneo, aferidasecicatriz» perfeiiamenle; masolugar, emque«;llaexistira,tornasenséde deuma«lôrlixa, aqual devendominorar comotempo, adquire aocontrario maior intensidade,e refractaria alodoso» topicos empregados para combalel-a , incommodagrande
-
mente ao
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enfermo,en ãoéraro terminar-sepela morte.
Algunscirurgiões tem incisadoapelleno pontocorrespondenteadôr,c descoberto o osso;mistem to- mado o arbitrio deoniginar;outrosde esperar a cxfoliação, cmuitosdelecorrcr aotrépano.
Posto-
ctenha altingidoo mesmofimpor processosdiversos,coroa - dos«le váriosresultados,segundoosdifferentescasos, nãoconvêm todavia em-
pregaiosiudilTri
-
ntemimlc.
Observa çõesnumerosasreferidas por Qnesnaydeixam entreverqueatnpanarãosóconvêm,quandooosso se apresentaalteradoem toda asuaespessura,ouse, lendo sejulgado conveniente esperara exiblinção, esta diminue aforça dosac«'idenles.
Se poréma dôr se mostraexterior, seapressão noponto,emquefellase f. .
zsentir,aexaspera, acxlbliação seráorneioindicado paracombale! a.
Terminaremosas nossas considerações acercadas indicaçõesdotrépano,ex pondoaclassificaçãoque d'ellasfez Mr
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liegen, eque,senãoestáiiiteirauiculeao abrigodacritica ,épelomenos a melhor de quantas temosvisto.
Asindicações«lo trépanosoveramchleanalysadassão primitivas
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secundarias, on remotas.
\sprimeiras sã ofundadas nas lêridasdecabeçasobreindicaçõesma nif« 'Stos, ed-
talnatureza ,que deverão,quasiinevitavelmentedeterminar euer phalites,asquaesent«elidas porestasmesmascomplicações,farãogrito grauesperigose mesmodeterminarãoamorteádespeito doempregodo*
loccorrososmaismelhodicosdaarte
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Tacssãonao
correrao su
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Iß—
4
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*Asdepressões consideráveis dosossos,adirocção do suasponlas ondesuas bordas para asmcningoas, ooccrcbro.
2.°Oscorpos exlranlios implantadosna substanciaóssea,cpenetrandonacavidadedocraneo.
Fica entendidoqueo tré-
panonão conv êm nestes dons casos,senãoquandopor outros meios nãosepode attingir aomesmofim
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3.
'Amanifestaçãoimtnedialade syuiplomasdecompres-
são; como paralysia, hemiplegia,&c
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As indicaçõesdasegunda categoriasão menosurgentes,queasprimeiras,equasisempre fundadas sobre inducções antes,doquosobreaobservaçãodirecta
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Entretanto podesctrepanar:1
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"Quando nos casos, aprincipioduvidosos,osaccidentes de congestãocere-
bral, cdeencéphalites persistem, eaugmentant gra’lalmcnle,npeznr do emprego de um tratamentorigoroso;sobretudoseo ossodescobertopelacausa vulnerante ou porincisõessecundariasscmostradeuma côrcinzentaealteradocm sua tex
-
tura:nestecasoé provávelqueexista nointeriordocraneoalguma cousa não perceptive!fora, como umafractura dalaminainterna , oufoco sangu íneo, que, entretendoairritação, a tornamrefracluriaalodos osesforçosdaarte
.
2.
®Quandoaencéphaliteseterminaporfriosvagos,peso dc cabeça ,algumaparalysia parcial, r.queoindiv íduo continuaaapresentar signacs obscuros; masbemdeterminados deirritaçãocerebral
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Ücirurgiãoéent ãoauclorisadoapensarque aphlogoscter-
minou
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sc por suppuração, cquea evacuaçãodo abcesso produzirábomefteito.
Nestesdons casosatrepanaçã onãodeveserpraticada,senãodepois de,se1erem
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pregadocom aenergia,e perseverança convenientesosmeios susccptiveis de tor
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nar desnecessária sua applicução
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Emfim temosentreasindicações doterceiro goncroascaries, asnecroses,e a» outras alterações analogas dosossos; ascephalalgiasIocaes perseverantescoin symploinasgraveseaccessesnervososcépileptiformes, partindoconst.mlomente deumaregiã odeterminada docraneo,oulr’oraferida ,ounão;os tumoresfungo sos dadura
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ma1er.
PO
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VTOSDDCRANEOEãl QUE SENÃ ODEVETREPANAR INDISTINCTAMENTE.
Comgrandecuidadosãonostratadosdecirurgia indicadasaspartesdocraneo, emquescnãopodeapplicaro trépanosemperigo, eque por consegninto convêm evitar
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Mas impossível é napraticarespeitarc^ leslimites, porqueooperador obri-
gado a trepanarnoponto correspondenteósêdcdo mal ,em casosmui raros tem oarbí trio deescolherumlugar particular
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Nãoha porémamenor duvida quea operaçãoé menosperigosa, quandonãosãointeressadasas parles, situadas abaixo do umalinha circular,que passe sobreabossanasal,eaprotuberânciaoccipital; os seios Ironlaes,apartemediaeinferior do coronal; oanguloantero-
inferior do parietal, oIrajeclodos seios da dura muter;assuturas,aregiãotemporal, efr-
Daluienleasprotuberânciasoccipilacs