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Academic year: 2021

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(1)CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA , ARQUITETURA E AGRONOMIA DE PERNAMBUCO. Manual do Profissional.

(2) Manual do Profissional. Maio/99 5º Edição Junho/2003.

(3) Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco - CREA - PE Presidente: Engenheiro Civil Telga Araújo Filho Manual do Profissional Autora: Advogada Jacqueline Saunders Assessora Jurídica do CREA - PE Colaborador: Engenheiro Civil José Luiz Vieira da Cruz Gerente Técnico do CREA - PE Foto da Capa: Luciano Ferreira Ilustração: Samuca 4.

(4) Apresentação A trajetória percorrida pelo estudante, desde o ingresso na universidade até a conclusão do curso, mostra, na maioria das vezes, que o futuro profissional não está familiarizado ou, pelo menos, tem alguma noção sobre as questões básicas das atividades que irá desenvolver quando obtiver o diploma. Essa regra geral acontece de modo muito mais evidente com os alunos das áreas da Engenharia, Arquitetura, Agronomia e profissões afins, devido às peculiaridades e interfaces que envolvem tais profissões, todas abrangidas por um mesmo Conselho. Se, por um lado, aparentemente, isso acirra os conflitos decorrentes dessas coincidências de várias atividades, por outro, permite a possibilidade de uma melhor organização profissional pela convergência de interesses no campo profissional. Percebe-se, portanto, a dificuldade que tem um formando de entender como se dará a sua inserção em um mercado de trabalho, por si só, já tão complexo. Foi com essa preocupação que o CREA-PE elaborou este Manual, cuja finalidade é auxiliar os formandos a entenderem aspectos que vão do modelo de organização profissional vigente, passando pela legislação básica, com ênfase para a questão das atribuições e acervo técnico, concluindo com os diversos tipos de responsabilidades decorrentes do exercício profissional. Esperamos que este trabalho possa também funcionar como uma referência de consulta para os profissionais que já militam há mais tempo no mercado, mas carecem de maior acesso e conhecimento da legislação específica do Sistema CONFEA/CREA, muitas vezes necessárias, por exemplo, para a participação em certames licitatórios, elaboração de documentos técnicos etc. Entendemos, porém, que o alcance dos objetivos deste Manual só será possível com a sua leitura e aplicação, inclusive, através de uma visão crítica que possibilite seu aperfeiçoamento em futuras edições. AFONSO VITÓRIO Presidente do CREA-PE. 5.

(5) ÍNDICE 1. O Sistema CONFEA/CREA ......................................... 1.1 Histórico ............................................................ 1.2 Objetivo e Estrutura Organizacional .................... 1.3 As Entidades de Classe e Instituições de Ensino ..... 09 10 11 11. 2. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco – CREA-PE ....................... 2.1 Objetivo e Principais Atribuições.......................... 2.2 A Composição do CREA-PE................................. 2.3 Dos Registros e Vistos .......................................... 13 14 14 16. 3. Da Anotação de Responsabilidade Técnica e do Acervo Técnico ........................................................... 21 4. Da Habilitação Técnica e das Atribuições .................... 25 5. Das Responsabilidades Decorrentes das Obras de Edificações ............................................................ 5.1 Da Responsabilidade Técnica .............................. 5.2 Da Responsabilidade Civil .................................. 5.3 Da Responsabilidade Penal ................................. 5.4 Da Responsabilidade Trabalhista ......................... 6.. 27 28 29 31 32. Legislação Pertinente ................................................. 33.

(6) 1. O SISTEMA CONFEA/CREA.

(7) 1.1 Histórico O Sistema CONFEA/CREA foi criado a partir do Decreto Federal 23.569, de 11 de dezembro de 1933, regulando o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor. Através de legislação própria, outras profissões foram sendo regulamentadas e incorporadas ao Sistema. Aquele Decreto concedia ao CONFEA a prerrogativa de criar os Conselhos Regionais. Em 23 de abril de 1934, por meio da Resolução nº 2, foi aprovada a organização dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura, sendo Recife a sede da 2ª Região, que integrava os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. A instalação da sede deste Regional ocorreu em 07 de julho de 1934. Ao longo dos anos, foram sendo criados Conselhos em todos os Estados da Federação, sendo designados com o nome da Unidade onde têm sua sede. Em 24 de dezembro de 1966 foi sancionada a Lei 5.194, definindo a organização, estrutura e funcionamento dos Conselhos Federal e Regionais (estes criados a partir de Resoluções do CONFEA) e regulando as atribuições das profissões a eles vinculadas. Esta Lei revogou tacitamente o Decreto Federal 23.569/ 33. Atualmente, as profissões vinculadas e fiscalizadas pelo Sistema são: Engenharia, em suas diversas modalidades, Arquitetura, Agronomia, Geografia, Meteorologia, Geologia e técnicos de 2º grau nessas áreas. Através de Medida Provisória, de nº 1.549, em várias edições, posteriormente convertida em Lei, de nº 9.649, de 27 de maio de 10.

(8) 1998, os conselhos de fiscalização do exercício das profissões regulamentadas obtiveram mais um diploma legal, além das suas leis específicas, dispondo sobre seu objetivo e sua forma de organização.. 1.2 Objetivo e Estrutura Organizacional O CONFEA tem por objetivo a regulamentação das Leis e Decretos aos quais está subordinado. Para tanto, baixa Resoluções que dispõem sobre o funcionamento dos CREAs, a definição das atribuições das diversas modalidades profissionais e a fiscalização do exercício profissional. Sua Plenária é o órgão máximo, composto por conselheiros federais representantes dos estados e das modalidades das profissões integrantes do Sistema, tendo como funções principais a discussão e aprovação das Resoluções e Decisões que norteiam as ações dos Conselhos Regionais, além da discussão de temas relevantes à sociedade, nos setores tecnológicos. Julgam, em última instância, os recursos de processos oriundos dos CREAs, relativos a infrações ao Código de Ética Profissional (Resolução nº 205/71) e à Lei 5.194/66.. 1.3 As Entidades de Classe e Instituições de Ensino As entidades de classe e as instituições de ensino integram o Sistema CONFEA/CREAs mediante registro no Conselho Federal, no caso de entidades nacionais, e nos Regionais, se entidades estaduais. Para a concessão de registro do profissional, necessário que a sua formação tenha ocorrido em instituição de ensino reconhecida pelos Conselhos Nacional e Estaduais de Educação e registrada no CREA da sua jurisdição. 11.

(9) As entidades nacionais são as federações, confederações e outras que agregam entidades de classe de âmbito regional, estadual e municipal..

(10) 2. O CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DE PERNAMBUCO – CREA -PE CREA-PE.

(11) 2.1 Objetivo e Principais Atribuições O principal objetivo do Conselho Regional, para o qual foi criado, é a fiscalização do exercício das profissões vinculadas, pelos profissionais e empresas, bem como promover a valorização do exercício profissional, por meio de ações que visem ao reconhecimento e ao cumprimento da legislação específica do Sistema CONFEA/CREA. Por se tratarem de profissões regulamentadas, a habilitação legal para o desempenho de toda e qualquer atividade própria dos engenheiros, arquitetos, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas, assim como dos técnicos industriais e agrícolas de nível médio ou de 2º grau, dá-se mediante o registro no Conselho Regional da jurisdição na qual pretenda desempenhar suas atividades e do pagamento da anuidade.. 2.2 A Composição do CREA-PE O CREA-PE é constituído de uma plenária (instância maior), e seus conselheiros são distribuídos entre as Câmaras Especializadas de Engenharia Civil, Elétrica, Industrial (modalidades Mecânica e Química), Geologia e Minas, de Pesca, Agronomia e Arquitetura que analisam e decidem sobre registros de acervo técnico, atribuições profissionais e outros assuntos relacionados à atividade profissional. O Conselho conta com conselheiros e seus suplentes, representantes das seguintes entidades e instituições de ensino, nos respectivos quantitativos:. 14.

(12) INSTITUIÇÃO DE ENSINO/ENTIDADE. Nº. CENTRO DE TECNOLOGIA – UFPE. 02. DEPTO. DE ARQUITETURA – UFPE. 02. ESCOLA POLITÉCNICA – UPE. 02. UNICAP. 02. FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO. 02. ETFPE (representantes informais). 02. SINDICATO DOS ARQUITETOS. 02. ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS ENGENHEIROS ELETRICISTAS. 04. ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS. 04. ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DE PESCA. 02. SINDICATO DOS ENGENHEIROS. 19. INSTITUTO PERNAMBUCANO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA - IPEAPE. 02. CLUBE DE ENGENHARIA. 12. ASSOCIAÇÃO DOS GEÓLOGOS. 02. ASSOCIAÇÃO NORDESTINA BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE MINAS/PE. 02. INSTITUTO DOS ARQUITETOS DO BRASIL/PE. 04. SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS DE ARQ. E ENG. CONSULTIVA - SINAENCO (Representantes informais). 02. Além das instâncias representativas e dos setores integrantes da estrutura administrativa, o CREA-PE conta ainda com a Assessoria de Defesa do Consumidor, que atua nas relações de consumo visando à solução de conflitos entre os contratantes de serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e com uma Assessoria Jurídica que orienta profissionais, empresas e órgãos pú15.

(13) blicos nas questões relacionadas às licitações públicas cujo objeto seja a contratação de obras ou serviços inseridos naquelas modalidades profissionais. Outra ação voltada para a sociedade é a realização, periodicamente, das Fiscalizações Preventivas Integradas, em conjunto com outras instituições públicas, nos espaços coletivos, a fim de orientar seus usuários e responsáveis quanto à segurança e à correta utilização dos equipamentos e instalações.. 2.3 Dos Registros e Vistos A partir do registro, o CREA-PE pode identificar os profissionais e as empresas que atuam no mercado, possibilitando a efetiva fiscalização de suas atividades, definindo as atribuições a que cada um está habilitado, conforme a modalidade envolvida e o objetivo social da pessoa jurídica. É o registro que dá a habilitação legal para o exercício profissional. Sem ele, as pessoas físicas e jurídicas enquadrar-se-ão no artigo 6º da Lei 5.194/66, por exercício ilegal da profissão. No caso dos profissionais, poderá ser concedido registro provisório, caso não tenha sido emitido, pela instituição de ensino, o diploma. Tem validade de 01 (um) ano, podendo ser prorrogado por igual período, desde que solicitado até o primeiro dia útil após o seu vencimento. Tal disposição está prevista no artigo 57 da Lei 5.194/66. Quando se apresenta o diploma, é concedido o registro definitivo. O profissional estrangeiro que venha a desempenhar atividades no Brasil, deve requerer o registro temporário, com prazo igual ao de seu visto de permanência no País. 16.

(14) A empresa deve, também, ser registrada no CREA para o desempenho de suas atividades. O valor da anuidade é calculado em função do capital social. Para o registro de pessoas jurídicas, vale ressaltar alguns dados importantes, que facilitarão a tramitação no Conselho e demais órgãos competentes: • O objeto social deve ser descrito de modo claro e ser condizente com a denominação da empresa e com as atribuições de seus responsáveis técnicos e integrantes do quadro técnico (artigo 9º da Resolução nº 336/89). Ou seja, não pode a empresa ter responsáveis técnicos com atribuições distintas daquelas descritas no objeto social; como, também, não pode ter em seu objeto atividades além das que competem aos seus responsáveis técnicos. Exemplos: 1. Se uma empresa pretende atuar na área da Agronomia, deve ter como responsável técnico um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola (no caso do técnico, observar algumas limitações de atribuições). Não aceita-se a indicação de um engenheiro eletricista ou de outra modalidade, pois a empresa não se propõe a desempenhar tarefas alheias à Engenharia Agronômica. 2. Se uma empresa insere em seu objeto social atividades vinculadas à Engenharia Civil e Mecânica, deve ter engenheiros ou técnicos daquelas modalidades (observadas as limitações legais no caso de técnicos de nível médio). Se, porventura, apresenta apenas um engenheiro civil como responsável técnico, seu registro poderá ser concedido, no entanto, restrito à área da Engenharia Civil, restrição esta que constará da Certidão de Registro e Quitação, só sendo solucionada quando da apresentação de profissional que cubra as atividades não abrangidas ou com a alteração de seus objetivos, com a exclusão dessa modalidade (artigo 13 e parágrafo único da Resolução nº 336/89). 17.

(15) • Se a empresa tem em sua razão social as palavras “engenharia”, “arquitetura” ou “agronomia”, a direção deve ser composta, em sua maioria, por profissionais registrados no CREA. É o que diz o artigo 5º da Lei 5.194/66. • Sempre que houver alteração em qualquer dos dados cadastrais (objeto ou capital social, quadro societário, endereço etc.) a pessoa jurídica deve apresentar ao CREA a respectiva alteração contratual, devidamente registrada no órgão competente (Junta Comercial ou Cartório), pois essa modificação torna nula a Certidão de Registro e Quitação, que é o documento hábil para a comprovação de regularidade perante o Conselho Regional. Os profissionais e empresas que sejam registrados em CREA de outra jurisdição devem requerer visto no CREA do Estado onde pretende atuar. O visto das pessoas físicas não têm prazo de validade, e os das pessoas jurídicas não podem exceder a 180 (cento e oitenta) dias. Se a atividade contratada ultrapassar esse prazo, ou se a empresa vier a se instalar no Estado, deverá solicitar registro definitivo (artigo 58 da Lei 5.194/66 e Resolução nº 413/97, do CONFEA). Para participação em licitações públicas, o artigo 69 da Lei 5.194/ 66 e a Resolução nº 413/97, do CONFEA, estabelecem a obrigatoriedade de visto ao registro da pessoa jurídica, se essa for registrada em CREA de jurisdição distinta daquela onde a atividade licitada deva ser desempenhada. Relacionamos, a seguir, os documentos necessários para a concessão de registros e vistos:. 18.

(16) • Registro provisório de profissional – Original e cópia do título de eleitor – Original e cópia da carteira de identidade (também para estrangeiros) – Original e cópia do CIC – Original e cópia do certificado militar – 2 fotos 3x4 iguais e recentes – Declaração de conclusão do curso e da tramitação de expedição do diploma, ou protocolo – Original e cópia do histórico escolar • Registro definitivo de profissional – Original e cópia do título de eleitor – Original e cópia da carteira de identidade (também para estrangeiros) – Original e cópia do CIC – Original e cópia do certificado militar – 3 fotos 3x4 iguais e recentes – Original e cópia do diploma – Original e cópia do histórico escolar – Documento comprobatório do tipo sangüíneo (opcional) – Caso estrangeiro, apresentar prova de autorização de permanência no País • Registro de empresa – ART dos profissionais que exercerão a responsabilidade de cargo ou função técnica (os profissionais devem ter atribuições condizentes com o objeto social da empresa) – Cópia do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ – Cópia do Contrato Social ou estatuto e todas as alterações, devidamente registradas na Junta Comercial, ou em Cartório, no caso de empresas civis 19.

(17) • Vistos a) De profissionais: – Original e cópia da carteira de anotações – 1 foto 3x4 recente – cópia do comprovante da última anuidade paga b) De empresa: b.1) Para participação em licitações públicas – Original e cópia da Certidão de Registro e Quitação expedida pelo CREA de origem b.2) Para execução de obras ou serviços – Original e cópia da Certidão de Registro e Quitação expedida pelo CREA de origem e comprovação de registro ou visto do responsável técnico indicado -á: • O cancelamento do registro dar dar-- se se-á: – Automaticamente, por inadimplência relativa ao pagamento da anuidade, por 02 (dois) anos consecutivos; – Por solicitação do profissional, devendo ser apresentadas as carteiras de anotações e de identidade profissional e o diploma; – Por solicitação da empresa, devendo ser apresentado o contrato social com alteração no seu objeto ou distrato ou documento comprobatório do encerramento de suas atividades..

(18) 3. D A ANO TAÇÃO DE DA ANOT RESPONSABILIDADE TÉCNICA E DO ACERVO TÉCNICO.

(19) Toda e qualquer atividade de Engenharia, Arquitetura e Agronomia desempenhada em Pernambuco deve, obrigatoriamente, ser registrada no CREA-PE, através da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica. A ART foi instituída pela Lei 6.496, de 07 de dezembro de 1977, e regulada pela Resolução nº 425/98. A ART é registrada através de formulário próprio, que pode ser adquirido no CREA, no qual devem constar todas as informações necessárias à identificação do profissional e da atividade a ser desempenhada, seja proveniente de contrato escrito ou verbal. Há dois tipos de ART: a de cargo ou função técnica, que deve integrar a documentação de registro da pessoa jurídica, e a de execução de obra ou serviço, inclusive projetos, estudos, laudos etc. No caso de execução, esse documento, que deve encontrar-se no local onde a obra ou o serviço está sendo executado, permite a identificação, pela fiscalização do CREA e pelos usuários desses serviços, de que há um profissional técnica e legalmente habilitado a exercer a atividade, coibindo o seu exercício por leigos ou por profissionais cujas atribuições sejam distintas das necessárias para aquela atividade. É importante frisar que os profissionais funcionários de empresas públicas, da administração direta ou indireta, integrantes dos quadros técnicos, também estão obrigados ao registro da ART de cargo ou função técnica e das ART das atividades desempenhadas, devendo a empresa assumir o ônus decorrente desse registro (artigos 5º e 6º da Resolução nº 425/98). Além de definir a responsabilidade técnica do profissional pelas 22.

(20) empresas às quais estão vinculados e pelos empreendimentos (como trataremos no item “Das Responsabilidades”), a ART legaliza as diversas atividades a serem desenvolvidas, assegura a autoria dos projetos e estudos, permitindo a constituição do acervo técnico, considerado, ainda, um importante instrumento de qualificação do mercado e de reconhecimento do bom exercício profissional. Lembramos que a ART não gera, por si só, acervo técnico, o que só ocorre quando da conclusão da atividade e emissão do atestado pertinente. O acervo técnico é oriundo das ARTs e dos atestados de execução dos serviços contratados, sendo registrado através da Certidão de Acervo Técnico, expedida em nome do responsável técnico. Representa toda a experiência do profissional, servindo de comprovação de qualificação técnico-profissional nas licitações públicas, em cumprimento ao que preceitua o artigo 30 da Lei 8.666/ 93. Para solicitar a Certidão de Acervo Técnico, o requerente deve apresentar 02 (duas) vias do atestado de conclusão do serviço ou o habite-se, este no caso das edificações. O atestado tornar-se-á parte integrante da respectiva Certidão, sendo anexado à mesma. Esse procedimento é fundamental para cumprimento do que estabelece a Lei 8.666/93, que trata das licitações e contratações da Administração Pública direta e indireta, especificamente no que tange à qualificação técnico-profissional. O artigo 30 daquele diploma legal, que trata da qualificação técnica, determina a apresentação de prova de registro na entidade profissional competente, acervo técnico de características similares ao objeto licitado, em nome dos profissionais indicados responsáveis técnicos pelas empresas licitantes, devidamente registrados na entidade competente, e observância de exigências 23.

(21) previstas em lei especial, quando for o caso. O assunto encontra-se, ainda, disciplinado em legislação específica do Sistema CONFEA/CREAs através das Leis 5.194/66 e 6.496/77, regulamentadas pelas Resoluções nºs 425/98, 317/ 86 e 394/95. É importante ressaltar que se a atividade não foi registrada na época devida, pode ser regularizada posteriormente. Para tanto, deve-se registrar a ART, pagando, além da taxa normal, uma multa pela irregularidade. O atestado de execução já deve ser anexado para a emissão da respectiva Certidão de Acervo Técnico..

(22) 4. D A HABILIT AÇÃO TÉCNICA E DA HABILITAÇÃO DAS A TRIBUIÇÕES ATRIBUIÇÕES.

(23) Enquanto a habilitação legal é conquistada através do registro do profissional no CREA e do pagamento da anuidade, a habilitação técnica é adquirida com a formação educacional, em instituições de ensino de nível superior ou médio e, como dito anteriormente, reconhecidas pelos Conselhos Nacional e Estaduais de Educação. A Resolução nº 218/73, do CONFEA, regulamenta as atribuições das diversas modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Para o enquadramento do profissional e a definição das atividades que pode desempenhar, há que proceder a uma análise do currículo escolar, a fim de observar as matérias cursadas que propiciam o conhecimento técnico específico (art. 25 da Resolução nº 218/73). Os cursos de especialização e pós-graduação devem ser apostilados, sendo anotados na carteira do profissional, podendo acrescentar atribuições, desde que na mesma modalidade da graduação. É o que diz o artigo 25 da Resolução acima mencionada..

(24) 5. DAS RESPONSABILIDADES DECORRENTES DAS OBRAS DE EDIFICAÇÕES.

(25) Ao falarmos das atividades relativas ao exercício das profissões regulamentadas, devemos abordar os aspectos legais delas decorrentes e aos quais estão sujeitos os profissionais. Tratando especificamente das edificações e todas as suas obras complementares, afins e correlatas, estaremos nos dirigindo às pessoas físicas e jurídicas que atuam na engenharia e na arquitetura, em suas diversas modalidades. A responsabilidade técnica é definida pelos Conselhos Profissionais. Além dessa, há as responsabilidades penal, civil e trabalhista, conforme cada situação. Falemos sobre cada uma delas.. 5.1 Da Responsabilidade Técnica A legislação do Sistema CONFEA/CREAs dispõe sobre a obrigatoriedade de profissional técnica e legalmente habilitado para o exercício de toda e qualquer atividade da engenharia, arquitetura, agronomia, geologia, meteorologia, geografia, nos níveis superior e de 2º grau. Para tanto, a Lei 6.496, de 07 de dezembro de 1977, instituiu a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, disciplinada na Resolução nº 425/98, do CONFEA (vide item 3 deste Manual). Segundo aqueles normativos, os serviços inerentes às profissões vinculadas ao Sistema só poderão ser iniciados após o registro da respectiva ART. É esse documento que define, para efeitos legais, os profissionais que respondem tecnicamente pelas atividades envolvidas na obra ou no serviço. No caso da construção civil, por exemplo, diversos podem ser os profissionais envolvidos: o projetista, o calculista, o construtor ou executor, o fiscal e, ainda, o proprietário da obra. O mau exercício profissional e a infringência à legislação pertinente, especialmente às Leis 5.194/66 e à Resolução nº 205/71, do CONFEA – Código de Ética Profissional, originam a instaura28.

(26) ção de processo ético-disciplinar no Conselho Regional no qual o profissional está registrado. As penalidades aplicáveis (sempre incidentes sobre a pessoa física), variam em função da gravidade e/ou reincidência da falta, consistindo em: advertência reservada, censura pública, multa, suspensão temporária do exercício profissional, até o cancelamento definitivo do registro (art. 71 da Lei 5.194/66). Daí ser fundamental exigir a Anotação de Responsabilidade Técnica, até porque é a partir dela que o profissional compõe seu acervo técnico.. 5.2 Da Responsabilidade Civil Um assunto que nos é trazido freqüentemente trata da responsabilidade civil decorrente das obras de edificações. Considerando o público alvo desta publicação, aproveitamos o espaço do CREA-PE para tecer comentários acerca da matéria, transcritos do Manual do profissional editado pelo Conselho e à disposição de todos na página www.creape.org.br. Responsabilidade civil é: "a aplicação de medidas que obrigam uma pessoa a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ela mesma praticado, por pessoa por quem ela responda, por alguma coisa que a ela pertença, ou de simples imposição legal." (Curso de Direito Civil Brasileiro, Volume 7, 6ª Edição – Maria Helena Diniz) O art. 618 (antigo art. 1.245) do Código Civil trata do prazo de garantia de 05 (cinco) anos pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo, nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis. Esse prazo, que é de garantia, não se confunde com o prazo 29.

(27) previsto no art. 205 (antigo art. 177) do Código Civil, que é de 10 (dez) anos (anteriormente, 20 anos) para o ajuizamento das ações pessoais em geral. O Código de Defesa do Consumidor veio para regular as relações de consumo, na qual inserem-se os contratos de empreitada. Em seu Art. 3º, define o que é fornecedor, parte necessária naquela relação: “Art. 3º - Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública, privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.” (grifos nossos) O Art. 14 prevê a obrigação do fornecedor de serviços em reparar, independentemente da existência de culpa, os danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. Responde, ainda, por informações insuficientes ou inadequadas sobre fruição e riscos. O § 4º do mesmo artigo ressalva que, tratando-se de profissionais liberais, a responsabilidade pessoal será apurada mediante a verificação de culpa. Essa culpa será averiguada, além de outros meios de prova em Direito permitidos, através de perícias técnicas capazes de identificar as causas que provocaram o evento. Há que observar as espécies de responsabilidade civil reguladas pelo CDC. A primeira advém do fato do produto ou do serviço, derivada de danos, também chamados de acidentes de consumo. Nesse caso, para efeito de indenização, considera-se todo e qualquer acidente provocado por produto ou serviço que causar dano ao consumidor, entendendo-se este como todas as vítimas do evento (Art. 17). 30.

(28) A segunda é proveniente de defeito que torna a coisa imprópria ou inadequada ao uso a que se destina. Assemelha-se ao vício oculto ou redibitório. Há, também, nessa situação, o dever de indenizar. A doutrina e a jurisprudência deram ao Art. 1.245 do Código Civil (hoje disposto no art. 618) o entendimento de que o prazo de 05 (cinco) anos, contado a partir da conclusão e entrega da obra, refere-se à sua garantia, conforme já mencionamos anteriormente. A partir do Código de Defesa do Consumidor, o prazo para interposição de ações relativas à pretensão pela reparação de danos causados pelo fato do produto é de 05 (cinco) anos contados do conhecimento do dano e de sua autoria (Art. 27 do CDC). Na construção civil, a responsabilidade é originariamente do construtor, mas pode estender-se ao autor do projeto, ao fiscal da obra, ao calculista e aos demais profissionais envolvidos na obra, se constatada a culpa para atribuição da respectiva responsabilidade. Cabe a apuração das responsabilidades em virtude das causas detectadas nas provas colhidas pelos meios legais cabíveis, inclusive, e principalmente, pela perícia técnica.. 5.3 Da Responsabilidade Penal O Direito Penal brasileiro descreve, dentre os casos de contravenção, os relativos a desabamento de construção e ao perigo de desabamento, previstos nos arts. 29 e 30 do Decreto-lei nº 3.688/41 – Das Contravenções Penais, e art. 256 do Código Penal. O desabamento pode ser oriundo de erro no projeto ou na execução; o perigo de desabamento refere-se à omissão de alguém em adotar providências ante o estado ruinoso da construção. 31.

(29) Salientamos que as penalidades recaem, sempre, sobre a pessoa física do profissional que deu causa ao fato que, normalmente, ocorre por imprudência, imperícia ou negligência, caracterizando um crime culposo, pois, nesses casos, não houve a intenção de cometer o delito. Definindo aqueles termos, temos que: • Imprudência decorre da inobservância involuntária de medidas preventivas e de segurança, necessárias para evitar um mal ou uma infração de conseqüências previsíveis. Exemplificativamente, um profissional que se utilize de um produto ou material inadequado, provocando prejuízos e riscos aos usuários, agiu imprudentemente. • Imperícia caracteriza-se pela falta de habilitação ou experiência para o desempenho da atividade. Caso típico é a extrapolação de atribuições técnicas ou, ainda, do exercício, por um leigo, de atividades exclusivas de uma determinada profissão. Ambos os casos enquadram-se no preceituado no art. 6º da Lei 5.194/66, que trata do exercício ilegal da profissão. • Negligência representa uma omissão voluntária de medidas necessárias à segurança e cujas conseqüências sejam previsíveis. Como exemplo, citaríamos o uso de materiais fora dos padrões exigidos pelas normas técnicas pertinentes. O Código Penal contempla, também, em seu art. 184, a violação de direito autoral seja por leigo, seja por profissional, através da reprodução, venda ou outro tipo de uso de obra intelectual, sem a anuência do autor.. 5.4 Da R esponsabilidade T rabalhista Responsabilidade Trabalhista Detentoras de legislação própria - a CLT – as relações de emprego originam obrigações quando da contratação de pessoal para a prestação de serviços. Dentre elas temos as obrigações provenientes dos 32.

(30) acidentes de trabalho e as previdenciárias. A relação de emprego, pelo texto legal vigente, ocorre tanto nas contratações efetuadas pelas pessoas jurídicas quanto pelas pessoas físicas dos profissionais que, sob sua dependência, utilizam mãode-obra. Obviamente que essa relação empregatícia deve ser caracterizada por requisitos que a diferenciam do trabalho eventual ou temporário, quais sejam: • Prestação de serviço de natureza permanente; • Subordinação, • Pagamento de salários.. 33.

(31) 6. LEGISLAÇÃO PERTINENTE.

(32) O Sistema CONFEA/CREAs é regido por uma extensa legislação, entre leis, decretos, decretos-leis, resoluções e decisões normativas. No entanto, transcreveremos neste trabalho os textos dos principais normativos que devem ser de conhecimento de todo profissional e com os quais lidará no seu dia-a-dia.. 36.

(33) LEI Nº 5.194, DE 24 DEZ 1966. Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências. O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: O Congresso Nacional decreta:. TÍTULO I Do Exercício Profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia CAPÍTULO I Das Atividades Profissionais Seção I Caracterização e Exercício das Profissões Art. 1º - As profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo são caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano que importem na realização dos seguintes empreendimentos: a) aproveitamento e utilização de recursos naturais; b) meios de locomoção e comunicações; c) edificações, serviços e equipamentos urbanos, rurais e regionais, nos seus aspectos técnicos e artísticos; d) instalações e meios de acesso a costas, cursos, e massas de água e extensões terrestres; e) desenvolvimento industrial e agropecuário. Art. 2º - O exercício, no País, da profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado: a) aos que possuam, devidamente registrado, diploma de faculdade ou escola superior de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, oficiais ou reconhecidas, existentes no País; b) aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, bem como os que tenham esse exercício amparado por convênios internacionais de intercâmbio; 37.

(34) c). aos estrangeiros contratados que, a critério dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, considerados a escassez de profissionais de determinada especialidade e o interesse nacional, tenham seus títulos registrados temporariamente. Parágrafo único - O exercício das atividades de engenheiro, arquiteto e engenheiro- agrônomo é garantido, obedecidos os limites das respectivas licenças e excluídas as expedidas, a título precário, até a publicação desta Lei, aos que, nesta data, estejam registrados nos Conselhos Regionais. Seção II Do uso do Título Profissional Art. 3º - São reservadas exclusivamente aos profissionais referidos nesta Lei as denominações de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo, acrescidas, obrigatoriamente, das características de sua formação básica. Parágrafo único - As qualificações de que trata este Artigo poderão ser acompanhadas de designações outras referentes a cursos de especialização, aperfeiçoamento e pós-graduação. Art. 4º - As qualificações de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo só podem ser acrescidas à denominação de pessoa jurídica composta exclusivamente de profissionais que possuam tais títulos. Art. 5º - Só poderá ter em sua denominação as palavras engenharia, arquitetura ou agronomia a firma comercial ou industrial cuja diretoria for composta, em sua maioria, de profissionais registrados nos Conselhos Regionais. Seção III Do exercício ilegal da Profissão Art. 6º - Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiroagrônomo: a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, reservados aos profissionais de que trata esta Lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais: b) o profissional que se incumbir de atividades estranhas às atribuições discriminadas em seu registro; c) o profissional que emprestar seu nome a pessoas, firmas, organizações ou empresas executoras de obras e serviços sem sua real participação nos trabalhos delas; d) o profissional que, suspenso de seu exercício, continue em atividade; e) a firma, organização ou sociedade que, na qualidade de pessoa jurídica, exercer atribuições reservadas aos profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, com infringência do disposto no parágrafo único do Art. 8º desta Lei.. 38.

(35) Seção IV Atribuições profissionais e coordenação de suas atividades Art. 7º - As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em: a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas e de economia mista e privada; b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária; c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação técnica; d) ensino, pesquisa, experimentação e ensaios; e) fiscalização de obras e serviços técnicos; f) direção de obras e serviços técnicos; g) execução de obras e serviços técnicos; h) produção técnica especializada, industrial ou agropecuária. Parágrafo único - Os engenheiros, arquitetos e engenheiros-agrônomos poderão exercer qualquer outra atividade que, por sua natureza, se inclua no âmbito de suas profissões. Art. 8º - As atividades e atribuições enunciadas nas alíneas “a”, “b”, “c”, “d”, “e” e “f” do artigo anterior são da competência de pessoas físicas, para tanto legalmente habilitadas. Parágrafo único - As pessoas jurídicas e organizações estatais só poderão exercer as atividades discriminadas no Art. 7º, com exceção das contidas na alínea “a”, com a participação efetiva e autoria declarada de profissional legalmente habilitado e registrado pelo Conselho Regional, assegurados os direitos que esta Lei lhe confere. Art. 9º - As atividades enunciadas nas alíneas “g” e “h” do Art. 7º, observados os preceitos desta Lei, poderão ser exercidas, indistintamente, por profissionais ou por pessoas jurídicas. Art. 10 - Cabe às Congregações das escolas e faculdades de Engenharia, Arquitetura e Agronomia indicar ao Conselho Federal, em função dos títulos apreciados através da formação profissional, em termos genéricos, as características dos profissionais por elas diplomados. Art. 11 - O Conselho Federal organizará e manterá atualizada a relação dos títulos concedidos pelas escolas e faculdades, bem como seus cursos e currículos, com a indicação das suas características. Art. 12 - Na União, nos Estados e nos Municípios, nas entidades autárquicas, paraestatais e de economia mista, os cargos e funções que exijam conhecimentos de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, relacionados conforme o disposto na alínea “g” do Art. 27, somente poderão ser exercidos por profissionais habilitados de acordo com esta Lei. Art. 13 - Os estudos, plantas, projetos, laudos e qualquer outro trabalho de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia, quer público, quer particular, somente poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico quando seus autores forem profissionais habilitados de acordo com esta Lei. 39.

(36) Art. 14 - Nos trabalhos gráficos, especificações, orçamentos, pareceres, laudos e atos judiciais ou administrativos, é obrigatória, além da assinatura, precedida do nome da empresa, sociedade, instituição ou firma a que interessarem, a menção explícita do título do profissional que os subscrever e do número da carteira referida no Art. 56. Art. 15 - São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da Engenharia, Arquitetura ou da Agronomia, inclusive a elaboração de projeto, direção ou execução de obras, quando firmados por entidade pública ou particular com pessoa física ou jurídica não legalmente habilitada a praticar a atividade nos termos desta Lei. Art. 16 - Enquanto durar a execução de obras, instalações e serviços de qualquer natureza, é obrigatória a colocação e manutenção de placas visíveis e legíveis ao público, contendo o nome do autor e co-autores do projeto, em todos os seus aspectos técnicos e artísticos, assim como os dos responsáveis pela execução dos trabalhos. CAPÍTULO II Da Responsabilidade e Autoria Art. 17 - Os direitos de autoria de um plano ou projeto de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, respeitadas as relações contratuais expressas entre o autor e outros interessados, são do profissional que os elaborar. Parágrafo único - Cabem ao profissional que os tenha elaborado os prêmios ou distinções honoríficas concedidas a projetos, planos, obras ou serviços técnicos. Art. 18 - As alterações do projeto ou plano original só poderão ser feitas pelo profissional que o tenha elaborado. Parágrafo único - Estando impedido ou recusando-se o autor do projeto ou plano original a prestar sua colaboração profissional, comprovada a solicitação, as alterações ou modificações deles poderão ser feitas por outro profissional habilitado, a quem caberá a responsabilidade pelo projeto ou plano modificado. Art. 19 - Quando a concepção geral que caracteriza um plano ou projeto for elaborada em conjunto por profissionais legalmente habilitados, todos serão considerados co-autores do projeto, com os direitos e deveres correspondentes. Art. 20 - Os profissionais ou organizações de técnicos especializados que colaborarem numa parte do projeto deverão ser mencionados explicitamente como autores da parte que lhes tiver sido confiada, tornando-se mister que todos os documentos, como plantas, desenhos, cálculos, pareceres, relatórios, análises, normas, especificações e outros documentos relativos ao projeto sejam por eles assinados. Parágrafo único - A responsabilidade técnica pela ampliação, prosseguimento ou conclusão de qualquer empreendimento de engenharia, arquitetura ou agronomia caberá ao profissional ou entidade registrada que aceitar esse encargo, sendo-lhe, também, atribuída a responsabilidade das obras, devendo o Conselho Federal adotar resolução quanto às responsabilidades das partes já executadas ou concluídas por outros profissionais. Art. 21 - Sempre que o autor do projeto convocar, para o desempenho do seu encargo, o concurso de profissionais da organização de profissionais especializados e legalmente habilitados, serão estes havidos como co-responsáveis na parte que lhes. 40.

(37) diga respeito. Art. 22 - Ao autor do projeto ou aos seus prepostos é assegurado o direito de acompanhar a execução da obra, de modo a garantir a sua realização, de acordo com as condições, especificações e demais pormenores técnicos nele estabelecidos. Parágrafo único - Terão o direito assegurado neste Artigo, o autor do projeto, na parte que lhe diga respeito, os profissionais especializados que participarem, como co-responsáveis, na sua elaboração. Art. 23 - Os Conselhos Regionais criarão registros de autoria de planos e projetos, para salvaguarda dos direitos autorais dos profissionais que o desejarem. TÍTULO II Da Fiscalização do Exercício das Profissões CAPÍTULO I Dos Órgãos Fiscalizadores Art. 24 - A aplicação do que dispõe esta Lei, a verificação e a fiscalização do exercício e atividades das profissões nela reguladas serão exercidas por um Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), e Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), organizados de forma a assegurarem unidade de ação. Art. 25 - Mantidos os já existentes, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia promoverá a instalação, nos Estados, Distrito Federal e Territórios Federais, dos Conselhos Regionais necessários à execução desta Lei, podendo a ação de qualquer deles estender-se a mais de um Estado. § 1º - A proposta de criação de novos Conselhos Regionais será feita pela maioria das entidades de classe e escolas ou faculdades com sede na nova Região, cabendo aos Conselhos atingidos pela iniciativa opinar e encaminhar a proposta à aprovação do Conselho Federal. § 2º - Cada unidade da Federação só poderá ficar na jurisdição de um Conselho Regional. § 3º - A sede dos Conselhos Regionais será no Distrito Federal, em capital de Estado ou de Território Federal. CAPÍTULO II Do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Seção I Da Instituição do Conselho e suas Atribuições Art. 26 - O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, (CONFEA), é a instância superior da fiscalização do exercício profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia. Art. 27 - São atribuições do Conselho Federal: a) organizar o seu regimento interno e estabelecer normas gerais para os regimentos dos Conselhos Regionais; b) homologar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais; 41.

(38) c). examinar e decidir em última instância os assuntos relativos ao exercício das profissões de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, podendo anular qualquer ato que não estiver de acordo com a presente Lei; d) tomar conhecimento e dirimir quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais; e) julgar em última instância os recursos sobre registros, decisões e penalidades impostas pelos Conselhos Regionais; f) baixar e fazer publicar as resoluções previstas para regulamentação e execução da presente Lei, e, ouvidos os Conselhos Regionais, resolver os casos omissos; g) relacionar os cargos e funções dos serviços estatais, paraestatais, autárquicos e de economia mista, para cujo exercício seja necessário o título de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo; h) incorporar ao seu balancete de receita e despesa os dos Conselhos Regionais; i) enviar aos Conselhos Regionais cópia do expediente encaminhado ao Tribunal de Contas, até 30 (trinta) dias após a remessa; j) publicar anualmente a relação de títulos, cursos e escolas de ensino superior, assim como, periodicamente, relação de profissionais habilitados; k) fixar, ouvido o respectivo Conselho Regional, as condições para que as entidades de classe da região tenham nele direito à representação; l) promover, pelo menos uma vez por ano, as reuniões de representantes dos Conselhos Federal e Regionais previstas no Art. 53 desta Lei; m) examinar e aprovar a proporção das representações dos grupos profissionais nos Conselhos Regionais; n) julgar, em grau de recurso, as infrações do Código de Ética Profissional do engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo, elaborados pelas entidades de classe; o) aprovar ou não as propostas de criação de novos Conselhos Regionais; p) fixar e alterar as anuidades, emolumentos e taxas a pagar pelos profissionais e pessoas jurídicas referidos no Art. 63. q) autorizar o presidente a adquirir, onerar ou, mediante licitação, alienar bens imóveis. Parágrafo único - Nas questões relativas a atribuições profissionais, a decisão do Conselho Federal só será tomada com o mínimo de 12 (doze) votos favoráveis. Art. 28 - Constituem renda do Conselho Federal: Iquinze por cento do produto da arrecadação prevista nos itens I a V do Art. 35; II - doações, legados, juros e receitas patrimoniais; III - subvenções; IV - outros rendimentos eventuais. Seção II Da Composição e Organização Art. 29 - O Conselho Federal será constituído por 18 (dezoito) membros, brasileiros, diplomados em Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, habilitados de acordo com esta Lei, obedecida a seguinte composição: (alterado pela Lei 9.649/98) a) 15 (quinze) representantes de grupos profissionais, sendo 9 (nove) engenheiros representantes de modalidades de engenharia estabelecidas em termos genéri42.

(39) cos pelo Conselho Federal, no mínimo de 3(três) modalidades, de maneira a corresponderem às formações técnicas constantes dos registros nele existentes; 3 (três) arquitetos e 3 (três) engenheiros-agrônomos; b) 1 (um) representante das escolas de engenharia, 1 (um) representante das escolas de arquitetura e 1 (um) representante das escolas de agronomia. § 1º - Cada membro do Conselho Federal terá 1 (um) suplente. § 2º - O presidente do Conselho Federal será eleito, por maioria absoluta, dentre os seus membros. § 3º - A vaga do representante nomeado presidente do Conselho será preenchida por seu suplente. Art. 30 - Os representantes dos grupos profissionais referidos na alínea “a” do Art. 29 e seus suplentes serão eleitos pelas respectivas entidades de classe registradas nas regiões, em assembléias especialmente convocadas para este fim pelos Conselhos Regionais, cabendo a cada região indicar, em forma de rodízio, um membro do Conselho Federal. Parágrafo único - Os representantes das entidades de classe nas assembléias referidas neste artigo serão por elas eleitos, na forma dos respectivos estatutos. Art. 31 - Os representantes das escolas ou faculdades e seus suplentes serão eleitos por maioria absoluta de votos em assembléia dos delegados de cada grupo profissional, designados pelas respectivas Congregações. Art. 32 - Os mandatos dos membros do Conselho Federal e do Presidente serão de 3 (três) anos. Parágrafo único - O Conselho Federal se renovará anualmente pelo terço de seus membros. CAPÍTULO III Dos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Seção I Da Instituição dos Conselhos Regionais e suas Atribuições Art. 33 - Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) são órgãos de fiscalização do exercício de profissões de engenharia, arquitetura e agronomia, em suas regiões. Art. 34 - São atribuições dos Conselhos Regionais: a) elaborar e alterar seu regimento interno, submetendo-o à homologação do Conselho Federal; b) criar as Câmaras especializadas atendendo às condições de maior eficiência da fiscalização estabelecida na presente Lei; c) examinar reclamações e representações acerca de registros; d) julgar e decidir, em grau de recurso, os processos de infração da presente Lei e do Código de Ética, enviados pelas Câmaras Especializadas; e) julgar, em grau de recurso, os processos de imposição de penalidades e multas; f) organizar o sistema de fiscalização do exercício das profissões reguladas pela presente Lei; g) publicar relatórios de seus trabalhos e relações dos profissionais e firmas. 43.

(40) registrados; examinar os requerimentos e processos de registro em geral, expedindo as carteiras profissionais ou documentos de registro; i) sugerir ao Conselho Federal medidas necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício das profissões reguladas nesta Lei; j) agir, com a colaboração das sociedades de classe e das escolas ou faculdades de engenharia, arquitetura e agronomia, nos assuntos relacionados com a presente Lei; k) cumprir e fazer cumprir a presente Lei, as resoluções baixadas pelo Conselho Federal, bem como expedir atos que para isso julguem necessários; l) criar inspetorias e nomear inspetores especiais para maior eficiência da fiscalização; m) deliberar sobre assuntos de interesse geral e administrativos e sobre os casos comuns a duas ou mais especializações profissionais; n) julgar, decidir ou dirimir as questões da atribuição ou competência das Câmaras Especializadas referidas no artigo 45, quando não possuir o Conselho Regional número suficiente de profissionais do mesmo grupo para constituir a respectiva Câmara, como estabelece o artigo 48; o) organizar, disciplinar e manter atualizado o registro dos profissionais e pessoas jurídicas que, nos termos desta Lei, se inscrevam para exercer atividades de engenharia, arquitetura ou agronomia, na Região; p) organizar e manter atualizado o registro das entidades de classe referidas no artigo 62 e das escolas e faculdades que, de acordo com esta Lei, devam participar da eleição de representantes destinada a compor o Conselho Regional e o Conselho Federal; q) organizar, regulamentar e manter o registro de projetos e planos a que se refere o artigo 23; r) registrar as tabelas básicas de honorários profissionais elaboradas pelos órgãos de classe; s) autorizar o presidente a adquirir, onerar ou, mediante licitação, alienar bens imóveis.(1) “Art. 35 -Constituem rendas dos Conselhos Regionais: Ianuidades cobradas de profissionais e pessoas jurídicas; II - taxas de expedição de carteiras profissionais e documentos diversos; III - emolumentos sobre registros, vistos e outros procedimentos; IV - quatro quintos da arrecadação da taxa instituída pela Lei nº 6.496, de 7 DEZ 1977; V - multas aplicadas de conformidade com esta Lei e com a Lei nº 6.496, de 7 DEZ 1977; VI - doações, legados, juros e receitas patrimoniais; VII - subvenções; VIII - outros rendimentos eventuais. Art. 36 - Os Conselhos Regionais recolherão ao Conselho Federal, até o dia trinta do mês subseqüente ao da arrecadação, a quota de participação estabelecida no item I do Art. 28. Parágrafo único - Os Conselhos Regionais poderão destinar parte de sua renda líquida, proveniente da arrecadação das multas, a medidas que objetivem o aperfeih). 44.

(41) çoamento técnico e cultural do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo. Seção II Da Composição e Organização Art. 37 - Os Conselhos Regionais serão constituídos de brasileiros diplomados em curso superior, legalmente habilitados de acordo com a presente Lei, obedecida a seguinte composição: a) um presidente, eleito por maioria absoluta pelos membros do Conselho, com mandato de 3(três) anos; b) um representante de cada escola ou faculdade de Engenharia, Arquitetura e Agronomia com sede na Região; c) representantes diretos das entidades de classe de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo, registradas na Região, de conformidade com o artigo 62. Parágrafo único - Cada membro do Conselho terá um suplente. Art. 38 - Os representantes das escolas e faculdades e seus respectivos suplentes serão indicados por suas congregações. Art. 39 - Os representantes das entidades de classe e respectivos suplentes serão eleitos por aquelas entidades na forma de seus Estatutos. Art. 40 - O número de conselheiros representativos das entidades de classe será fixado nos respectivos Conselhos Regionais, assegurados o mínimo de 1 (um) representante por entidade de classe e a proporcionalidade entre os representantes das diferentes categorias profissionais. Art. 41 - A proporcionalidade dos representantes de cada categoria profissional será estabelecida em face dos números totais dos registros no Conselho Regional, de engenheiros das modalidades genéricas previstas na alínea “a” do Art. 29, de arquitetos e de engenheiros-agrônomos que houver em cada região, cabendo a cada entidade de classe registrada no Conselho Regional o número de representantes proporcional à quantidade de seus associados, assegurando o mínimo de 1 (um) representante por entidade. Parágrafo único - A proporcionalidade de que trata este Artigo será submetida à prévia aprovação do Conselho Federal. Art. 42 - Os Conselhos Regionais funcionarão em pleno e para os assuntos específicos, organizados em Câmaras Especializadas correspondentes às seguintes categorias profissionais: engenharia nas modalidades correspondentes às formações técnicas referidas na alínea “a” do Art. 29, arquitetura e agronomia. Art. 43 - O mandato dos Conselheiros Regionais será de 3 (três) anos e se renovará anualmente pelo terço de seus membros. Art. 44 - Cada Conselho Regional terá inspetorias, para fins de fiscalização nas cidades ou zonas onde se fizerem necessárias.. 45.

(42) CAPÍTULO IV Das câmaras especializadas Seção I Da instituição das câmaras e suas atribuições Art. 45 - As Câmaras Especializadas são os órgãos dos Conselhos Regionais encarregados de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização pertinentes às respectivas especializações profissionais e infrações do Código de Ética. Art. 46 - São atribuições das Câmaras Especializadas: a) julgar os casos de infração da presente Lei, no âmbito de sua competência profissional específica; b) julgar as infrações do Código de Ética; c) aplicar as penalidades e multas previstas; d) apreciar e julgar os pedidos de registro de profissionais, das firmas, das entidades de direito público, das entidades de classe e das escolas ou faculdades na Região; e) elaborar as normas para a fiscalização das respectivas especializações profissionais; f) opinar sobre os assuntos de interesse comum de duas ou mais especializações profissionais, encaminhando-os ao Conselho Regional. Seção II Da composição e organização Art. 47 - As Câmaras Especializadas serão constituídas pelos conselheiros regionais. Parágrafo único - Em cada Câmara Especializada haverá um membro, eleito pelo Conselho Regional, representando as demais categorias profissionais. Art. 48 - Será constituída Câmara Especializada desde que entre os conselheiros regionais haja um mínimo de 3 (três) do mesmo grupo profissional. CAPÍTULO V Generalidades Art. 49 - Aos Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais compete, além da direção do respectivo Conselho, sua representação em juízo. Art. 50 - O conselheiro federal ou regional que durante 1 (um) ano faltar, sem licença prévia, a 6 (seis) sessões, consecutivas ou não, perderá automaticamente o mandato, passando este a ser exercido, em caráter efetivo, pelo respectivo suplente. Art. 51 - O mandato dos presidentes e dos conselheiros será honorífico. Art. 52 - O exercício da função de membro dos Conselhos por espaço de tempo não inferior a dois terços do respectivo mandato será considerado serviço relevante 46.

(43) prestado à Nação. § 1 º - O Conselho Federal concederá aos que se acharem nas condições deste Artigo o certificado de serviço relevante, independentemente de requerimento do interessado, dentro de 12 (doze) meses contados a partir da comunicação dos Conselhos. § 2º - Será considerado como serviço público efetivo, para efeito de aposentadoria e disponibilidade, o tempo de serviço como Presidente ou Conselheiro, vedada, porém, a contagem cumulativa com o tempo exercido em cargo público. Art. 53 - Os representantes dos Conselhos Federal e Regionais reunir-se-ão pelo menos uma vez por ano para, conjuntamente, estudar e estabelecer providências que assegurem ou aperfeiçoem a aplicação da presente Lei, devendo o Conselho Federal remeter aos Conselhos Regionais, com a devida antecedência, o temário respectivo. Art. 54 - Aos Conselhos Regionais é cometido o encargo de dirimir qualquer dúvida ou omissão sobre a aplicação desta Lei, com recurso “ex-offício”, de efeito suspensivo, para o Conselho Federal, ao qual compete decidir, em última instância, em caráter geral. TÍTULO III Do registro e fiscalização profissional CAPÍTULO I Do registro dos profissionais Art. 55 - Os profissionais habilitados na forma estabelecida nesta Lei só poderão exercer a profissão após o registro no Conselho Regional sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade. Art. 56 - Aos profissionais registrados de acordo com esta Lei será fornecida carteira profissional, conforme modelo adotado pelo Conselho Federal, contendo o número do registro, a natureza do título, especializações e todos os elementos necessários à sua identificação. § 1 º - A expedição da carteira a que se refere o presente artigo fica sujeita a taxa que for arbitrada pelo Conselho Federal. § 2 º - A carteira profissional, para os efeitos desta Lei, substituirá o diploma, valerá como documento de identidade e terá fé pública. § 3 º - Para emissão da carteira profissional, os Conselhos Regionais deverão exigir do interessado a prova de habilitação profissional e de identidade, bem como outros elementos julgados convenientes, de acordo com instruções baixadas pelo Conselho Federal. Art. 57 - Os diplomados por escolas ou faculdades de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, oficiais ou reconhecidas, cujos diplomas não tenham sido registrados, mas estejam em processamento na repartição federal competente, poderão exercer as respectivas profissões mediante registro provisório no Conselho Regional. Art. 58 - Se o profissional, firma ou organização, registrado em qualquer Conselho Regional, exercer atividade em outra Região, ficará obrigado a visar, nela, o seu registro.. 47.

(44) CAPÍTULO II Do registro de firmas e entidades Art. 59 - As firmas, sociedades, associações, companhias, cooperativas e empresas em geral, que se organizem para executar obras ou serviços relacionados na forma estabelecida nesta Lei, só poderão iniciar suas atividades depois de promoverem o competente registro nos Conselhos Regionais, bem como o dos profissionais do seu quadro técnico. § 1º - O registro de firmas, sociedades, associações, companhias, cooperativas e empresas em geral só será concedido se sua denominação for realmente condizente com sua finalidade e qualificação de seus componentes. § 2º - As entidades estatais, paraestatais, autárquicas e de economia mista que tenham atividade na engenharia, na arquitetura ou na agronomia, ou se utilizem dos trabalhos de profissionais dessas categorias, são obrigadas, sem qualquer ônus, a fornecer aos Conselhos Regionais todos os elementos necessários à verificação e fiscalização da presente Lei. § 3º - O Conselho Federal estabelecerá, em resoluções, os requisitos que as firmas ou demais organizações previstas neste Artigo deverão preencher para o seu registro. Art. 60 - Toda e qualquer firma ou organização que, embora não enquadrada no artigo anterior, tenha alguma seção ligada ao exercício profissional da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na forma estabelecida nesta Lei, é obrigada a requerer o seu registro e a anotação dos profissionais, legalmente habilitados, delas encarregados. Art. 61 - Quando os serviços forem executados em lugares distantes da sede, da entidade, deverá esta manter junto a cada um dos serviços um profissional devidamente habilitado naquela jurisdição. Art. 62 - Os membros dos Conselhos Regionais só poderão ser eleitos pelas entidades de classe que estiverem previamente registradas no Conselho em cuja jurisdição tenham sede. § 1º - Para obterem registro, as entidades referidas neste artigo deverão estar legalizadas, ter objetivo definido permanente, contar no mínimo trinta associados engenheiros, arquitetos ou engenheiros-agrônomos e satisfazer as exigências que forem estabelecidas pelo Conselho Regional. § 2º - Quando a entidade reunir associados engenheiros, arquitetos e engenheiros-agrônomos, em conjunto, o limite mínimo referido no parágrafo anterior deverá ser de sessenta. CAPÍTULO III Das anuidades, emolumentos e taxas Art. 63 - Os profissionais e pessoas jurídicas registrados de conformidade com o que preceitua a presente Lei são obrigados ao pagamento de uma anuidade ao Conselho Regional a cuja jurisdição pertencerem. § 1º - A anuidade a que se refere este artigo será devida a partir de 1º de janeiro 48.

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