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Análise das demonstrações contábeis básicas da empresa Lojas Grazziotin S.A.

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO

RIO GRANDE DO SUL

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,

ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

SANDRO ANTONIO DAL`PIAZ RONCAGLIO

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS BÁSICAS DA

EMPRESA LOJAS GRAZZIOTIN S.A.

(Trabalho de Conclusão do Curso)

IJUÍ (RS)

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SANDRO ANTONIO DAL`PIAZ RONCAGLIO

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS BÁSICAS DA

EMPRESA LOJAS GRAZZIOTIN S.A.

Trabalho de Conclusão do Curso apresentado no DACEC - Curso de Ciências Contábeis da UNIJUÍ, como requisito para obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis.

Profº Orientador: IRANI PAULO BASSO

(3)

RESUMO

O presente estudo tem como foco principal a análise das demonstrações contábeis da empresa Lojas Grazziotin S.A., empresa de capital aberto, grande rede de varejo e situada nas principais cidades brasileiras. Foi feito um estudo de âmbito econômico, financeiro e patrimonial da empresa, o qual foi analisado seus demonstrativos contábeis e a partir deles foi realizada a análise nos anos 2011 a 2015. Os objetivos do estudo visam analisar a posição, evolução e identificar as tendências patrimoniais, financeira e econômicas da entidade em estudo. Foram analisados os demonstrativos contábeis atualizados apurando os indicadores e através deles relatado as conclusões de ordem econômica, financeira e patrimonial com vistas a melhorar as condições técnicas na hora de tomar as decisões e definir as estratégias de negócios. A pesquisa classifica-se, quanto a sua natureza, como aplicada, quanto aos objetivos, como descritiva, sendo sua forma de abordagem qualitativa e quanto aos procedimentos como pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e estudo de caso. No trabalho prático, foram analisados os demonstrativos atualizados onde foram aplicadas as principais técnicas de análise de balanços, como: em valores absolutos e relativos, análise do balanço de fundos, os indicadores financeiros de liquidez e endividamento; econômicos como a lucratividade, rentabilidade, indicadores de atividades e de solvência, evidenciando a situação e tendências econômicas, financeiras e patrimoniais da organização, fornecendo subsídios para o negócio aos gestores para compreensão da realidade e qualificação do processo decisório.

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Cálculo do fator de atualização pelos índices do IGPM ... 41

Quadro 2 – Balanço patrimonial em valores atualizados ... 42

Quadro 3 – Comparativo do balanço patrimonial em valores atualizados ... 43

Quadro 4 – Demonstração do resultado do exercício em valores atualizados ... 47

Quadro 5 – Comparativo da demonstração do resultado do exercício em valores atualizados 48 Quadro 6 – Análise vertical do balanço patrimonial em valores relativos ... 50

Quadro 7 – Comparativo da análise vertical do balanço patrimonial em valores relativos ... 51

Quadro 8 – Análise vertical da demonstração do resultado do exercício em valores relativos 53 Quadro 9 – Comparativo da análise vertical da demonstração do resultado do exercício em valores relativos ... 54

Quadro 10 – Análise horizontal do balanço patrimonial em valores relativos ... 56

Quadro 11 – Comparativo da análise horizontal do balanço patrimonial em valores relativos 2011 - 2015 ... 57

Quadro 12 - Análise horizontal da demonstração do resultado do exercício em valores relativos ... 60

Quadro 13 – comparativo da análise horizontal da demonstração de resultado do exercício em valores relativos ... 60

Quadro 14 – Apuração do capital circulante líquido ... 63

Quadro 15 – Apuração da variação do capital circulante líquido... 63

Quadro 16 – Demonstração das variações dos grupos de contas do não circulante ... 64

Quadro 17 – Resumo do balanço de fundos ... 64

Quadro 18 – Resumo do balanço de fundos do ano 2013 ... 66

Quadro 19 – Resumo do balanço de fundos do ano 2014 ... 68

Quadro 20 – Resumo do balanço de fundos do ano 2015 ... 69

Quadro 21 - Cálculo do capital circulante líquido em valores atualizados ... 71

Quadro 22 - Cálculo do coeficiente de liquidez circulante em valores atualizados ... 72

Quadro 23 – Cálculo do coeficiente de liquidez seca em valores atualizados ... 74

Quadro 24 – Cálculo do coeficiente de liquidez geral em valores atualizados ... 75

Quadro 25 – Cálculo do coeficiente de liquidez imediata em valores atualizados ... 76

Quadro 26 – Cálculo do coeficiente de dívidas circulantes em valores atualizados ... 78

Quadro 27 - Cálculo do coeficiente de dívidas totais em valores atualizados ... 79

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Quadro 29 – Cálculo do coeficiente de segurança máxima em valores atualizados ... 81

Quadro 30 – Cálculo da margem de lucro operacional bruto ... 82

Quadro 31 – Cálculo da margem de lucro operacional líquido ... 84

Quadro 32 – cálculo da margem de lucro líquido do exercício ... 85

Quadro 33 – Cálculo da rentabilidade do capital social ... 86

Quadro 34 – Cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido ... 87

Quadro 35 – Cálculo da remuneração do ativo total ... 89

Quadro 36 – Cálculo da taxa de retorno do investimento operacional ... 90

Quadro 37 – Cálculo da taxa de retorno do investimento operacional ... 91

Quadro 38 – Cálculo do grau de imobilizado do patrimônio líquido ... 92

Quadro 39 – Cálculo do exame de rotação dos estoques ... 94

Quadro 40 – Cálculo do exame do prazo de cobrança de duplicatas ... 95

Quadro 41 - Cálculo do exame do prazo de pagamento de duplicatas ... 97

Quadro 42 – Cálculo do exame do prazo relativo das duplicatas ... 98

Quadro 43 – Cálculo do coeficiente de overtrading... 99

Quadro 44 – Cálculo do índice de solvência/insolvência de kanitz ... 100

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Composição do ativo ... 44

Gráfico 2 - Composição das fontes de recursos ... 44

Gráfico 3 – Demonstração das fases do resultado ... 48

Gráfico 4 – Representação percentual dos grupos do ativo... 51

Gráfico 5 – Representação percentual das fontes de recursos ... 52

Gráfico 6 – Representação percentual das fases do resultado ... 54

Gráfico 7 – Evolução dos ativos em números índices ... 57

Gráfico 8 - Evolução das fontes de recurso em números índices ... 59

Gráfico 9 – evolução das fases do resultado em números índices ... 61

Gráfico 10 – Balanço de fundos – composição percentual das fontes ano 2011/2012 ... 65

Gráfico 11 – Balanço de fundos – composição percentual das aplicações ano 2011/2012... 66

Gráfico 12 – Balanço de fundos – composição percentual das fontes ano 2012/2013 ... 67

Gráfico 13 – Balanço de fundos – composição percentual das aplicações ano 2012/2013... 67

Gráfico 14 – Balanço de fundos – composição percentual das fontes ano 2013/2014 ... 68

Gráfico 15 – Balanço de fundos – composição percentual das aplicações ano 2013/2014... 69

Gráfico 16 – Balanço de fundos – composição percentual das fontes ano 2014/2015 ... 70

Gráfico 17 – Balanço de fundos – composição das aplicações de recursos 2014/2015 ... 70

Gráfico 18 - Evolução do capital circulante liquido no período estudado ... 72

Gráfico 19 - Evolução dos coeficientes de liquidez circulante ... 73

Gráfico 20 – Evolução dos coeficientes de liquidez circulante ... 74

Gráfico 21 – Evolução dos coeficientes de liquidez geral... 75

Gráfico 22 – Evolução dos coeficientes de liquidez imediata ... 77

Gráfico 23 – Evolução dos coeficientes de dívidas circulantes... 78

Gráfico 24 – Evolução dos coeficientes de dívidas torais ... 79

Gráfico 25 – Evolução dos coeficientes de dívidas de longo prazo ... 80

Gráfico 26 – Evolução dos coeficientes de segurança máxima... 81

Gráfico 27 – Evolução da taxa de margem de lucro bruto ... 83

Gráfico 28 – Evolução da taxa de margem de lucro operacional líquido... 84

Gráfico 29 – Evolução da taxa de margem de lucro líquido do exercício... 85

Gráfico 30 – Evolução da taxa de rentabilidade do capital social ... 87

Gráfico 31 – Evolução da taxa de remuneração do patrimônio líquido ... 88

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Gráfico 33 – Evolução da taxa de retorno do investimento operacional ... 90

Gráfico 34 – Tempo em anos para retorno do ativo operacional ... 91

Gráfico 35 – Grau de imobilização do patrimônio líquido ... 93

Gráfico 36 – Exame de rotação dos estoques ... 94

Gráfico 37 – Tempo em dias de giro dos estoques ... 95

Gráfico 38 – Tempo em dias para recebimento de clientes ... 96

Gráfico 39 – Tempo em dias para pagamento de fornecedores ... 97

Gráfico 40 – Prazo relativo de duplicatas ... 98

Gráfico 41 – Coeficiente de overtrading ... 100

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LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

CCL Capital circulante líquido

CDC Coeficiente de dívidas circulantes CDLP Coeficiente de dívidas de longo prazo CDT Coeficiente de dívidas totais

CFC Conselho Federal de Contabilidade CLC Coeficiente de liquidez circulante CLG Coeficiente de liquidez geral CLI Coeficiente de liquidez imediata CLS Coeficiente de liquidez seca

CMLB Coeficiente de margem de lucro operacional bruto CMLLE Coeficiente de margem de lucro líquido do exercício CMLOL Coeficiente de margem de lucro operacional líquido COver Coeficiente de overtrading

CPCT Coeficiente de participação de capitais de terceiros CPDCP Coeficiente de participação de dívidas de curto prazo CRAT Coeficiente de rentabilidade do ativo total

CRCS Coeficiente de rentabilidade do capital social CRPL Coeficiente de rentabilidade do patrimônio líquido CSM Coeficiente de segurança máxima

DC Demonstrações contábeis

DRE Demonstração do resultado do exercício ERE Exame de rotação dos estoques

GIPL Grau de imobilização do patrimônio líquido NBC Normas Brasileiras de Contabilidade

PL Patrimônio líquido

PMCD Prazo médio de cobrança de duplicatas PMPD Prazo médio de pagamento de duplicatas PRD Prazo relativo de duplicatas

TCC Trabalho de conclusão de curso

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 10

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 11

1.2 DEFINIÇÃO DO TEMA EM ESTUDO ... 11

1.3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ... 12 1.4 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA ... 12 1.5 OBJETIVOS ... 13 1.5.1 Objetivo geral ... 13 1.5.2 Objetivos específicos ... 13 1.6 JUSTIFICATIVA ... 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA ... 15 2.1 CONTABILIDADE ... 15

2.1.1 Conceituação, objetivo e finalidades ... 15

2.1.2 Técnicas contábeis básicas ... 16

2.1.3 Princípios de contabilidade ... 16

2.1.4 Relatórios e demonstrações contábeis ... 17

2.2 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕESCONTÁBEIS ... 18

2.2.1 Caracterização e finalidades da análise das demonstrações contábeis ... 19

2.2.2 Obtenção e preparação das demonstrações contábeis para análise de balanços .... 19

2.2.3 Atualização de valores para fins de análise comparativa de balanços ... 19

2.2.4 Análise de balanço em valores absolutos ... 20

2.2.5 Análise de balanço em valores relativos ... 20

2.2.6 Análise do balanço de fundos ... 21

2.2.7 Análise de balanços por índices econômicos e financeiros ... 22

3 METODOLOGIA DO ESTUDO ... 37

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA ... 37

3.1.1 Quanto a natureza ... 37

3.1.2 Quanto aos objetivos ... 38

3.1.3 Quanto a forma de abordagem do problema ... 38

3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos ... 39

3.2 COLETA DE DADOS ... 39

3.3 ANALISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ... 40

(10)

4.1 REESTRUTURAÇÃO DAS DEMONTRAÇÕES PARA ANÁLISE ... 41

4.2 ATUALIZAÇÃO DAS DEMONTRAÇÕES PARA ANÁLISE ... 41

4.3 ANÁLISE DEMONSTRAÇÕES EM VALORES ABSOLUTOS ATUALIZADOS ... 42

4.4 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM VALORES RELATIVOS . 49 4.4.1 Análise vertical ... 50

4.4.2 Análise horizontal ... 55

4.5 ANÁLISE DO BALANÇO DE FUNDOS ... 63

4.6 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES POR ÍNDICES ECONOMICOS E FINANCEIROS ... 71

4.6.1 Análise da liquidez ... 71

4.6.1 Capital circulante líquido ... 71

4.6.2 Análise de endividamento ... 77

4.6.3 Análise da lucratividade ... 82

4.6.4 Análise da rentabilidade ... 86

4.6.5 Análise de indicadores de atividades ... 92

4.6.6 Análise de solvência ... 99 4.7 CONCLUSÕES DA ANÁLISE ... 101 4.7.1 Situação financeira ... 102 4.7.2 Situação patrimonial ... 103 4.7.3 Situação econômica... 103 CONCLUSÃO ... 105 REFERÊNCIAS ... 107

(11)

1 INTRODUÇÃO

A contabilidade como ciência social que estuda o Patrimônio das entidades, busca evidenciar suas fontes de recursos bem como a aplicação dos mesmos. A análise das demonstrações contábeis é uma área em que o profissional contábil analisa a partir de números econômicos e financeiros evidenciados em demonstrativos contábeis, verificando qual é a real situação patrimonial, econômica e financeira da entidade, analisando se a mesma está bem ou não econômica e financeiramente.

No primeiro capítulo deste trabalho de conclusão de curso, é apresentada a contextualização do estudo, identificando a importância da análise de balanços, bem como a definição do tema em estudo, a caracterização da empresa, a problematização do tema, levantando a questão a ser estudada, além dos objetivos geral e específicos e a justificativa do proponente pela qual se dá a realização do trabalho de conclusão de curso.

Em seguida, no capítulo dois é apresentada de forma resumida, a fundamentação teórica, onde, através de ampla pesquisa bibliográfica, envolvendo a Contabilidade e a técnica contábil da Análise das Demonstrações Contábeis, como revisão de conhecimentos e embasamento teórico do proponente para a realização das tarefas práticas do trabalho de conclusão de curso.

No terceiro capítulo é apresentada a metodologia do trabalho seguida na elaboração do estudo e da parte prática do trabalho de conclusão de curso, evidenciando-se a classificação da pesquisa - quanto a sua natureza, seus objetivos, a forma de abordagem do problema e quanto aos procedimentos técnicos, concluindo com a apresentação da descrição da coleta e análise de dados.

No quarto e último capítulo, e relatado o produto das tarefas práticas do trabalho de conclusão de curso elaborado pelo autor, culminando com as conclusões da análise e conclusão do trabalho de conclusão de curso.

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1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

A análise dos números é de extrema importância na hora da tomada de decisão de uma entidade qualquer, pois uma análise minuciosa requer muito esforço e dedicação de quem elabora e de muita atenção de seus usuários, seja eles internos ou externos. Os números apresentados em um determinado período mostram em que situação a empresa está no momento, e também para mostrar onde a empresa esteve bem e o que precisa ser melhorado.

1.2 DEFINIÇÃO DO TEMA EM ESTUDO

A contabilidade, como ciência social, estuda o patrimônio das organizações, seja ele quantitativo ou qualitativo e registra todas as transações que ocorrem em uma entidade que possam ser demonstradas em termos monetários. Basso (2011, p.26),elenca que:

[...] a contabilidade, como um conjunto ordenado de conhecimentos próprios, leis científicas, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativo (monetário) e qualitativo (físico), e que como conjunto de normas, preceitos, regras, e padrões gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar e registrar informações de suas variações e situação, especialmente de natureza econômica e financeira e, complementarmente, controla, registra e informa situações impactantes de ordem socioambiental decorrentes de ações praticadas pela entidade no ambiente que está inserida.

Segundo Basso, Filipin, Enderli (2015), as demonstrações contábeis elaboradas por profissional da área contábil, tendo por base a escrituração contábil dos acontecimentos de natureza econômica que impactam no patrimônio da entidade, trazem, de forma sintética em seus grupos de contas, os valores que representam a situação patrimonial da época de sua elaboração, bem como os valores acumulados de um determinado período de suas variações modificadas evidenciando a formação, destinação e distribuição do resultado do período. Na fase seguinte, é preciso fazer os números falarem aos usuários das demonstrações contábeis, ou seja, de forma isolada ou conjugada, o profissional contábil necessita, com base em metodologias apropriadas, levar de forma analítica e interpretativa a uma compreensão mínima do que representam aqueles números gerados pela Contabilidade aos usuários das demonstrações contábeis por ela elaboradas.

Através da análise das demonstrações contábeis, são calculados os índices de liquidez, endividamento, solvência ou insolvência, lucratividade, rentabilidade e giro dos estoques.

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Proporciona um auxílio na hora da tomada de decisão além de permitir o analista extrair tendências e comparar o desempenho com outras empresas.

1.3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

O grupo Lojas Grazziotin S.A., possui sua sede em Passo Fundo RS, a qual é uma empresa do comércio varejista que atua nos três estados do sul do Brasil. Na sede trabalham mais de 300 colaboradores. Neste local encontra-se o centro administrativo, centro de treinamentos, e centros de distribuição. Totalizando 320 pontos de venda, o Grupo Grazziotin é composto por quatro redes de lojas:

 A Rede Grazziotin, até o final de 2014, é composta por 52 lojas de departamentos. É especializada em comercializar moda feminina e masculina, calçados cama mesa e banho, com foco direcionado aos públicos B e C.

 A Rede Tottal, atualmente opera com 68 lojas, com direcionamento a públicos B e C, comercializa produtos de utilidades para o lar nos setores de cama, mesa, banho, bazar, decoração e lazer.

 A Rede Pormenos, opera hoje com 176 lojas, e tem como comercialização principal de moda direcionadas aos públicos D e C.

 A Rede Franco Giorgi, comercializa moda masculina com marca própria, e tem como público alvo os consumidores das classes B e C.

1.4 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA

Vive-se na era da informação, onde todo mundo possui acesso rápido e fácil de tudo o que está acontecendo no mundo inteiro. Cada trabalho realizado e compartilhado está ao alcance de todos para análise, seja ela de forma positiva ou negativa.

Para Matarazzo (2010, p. 3), “[...] as demonstrações financeiras fornecem uma série de dados sobre a empresa, de acordo com as regras contábeis. A Análise de Balanços transforma esses dados em informações e será tanto mais eficiente quanto melhores informações produzir”. Ou seja, a análise de balanços tem como objetivo extrair das informações financeiras informações para a tomada de decisões de seus gestores.

Na Análise de Demonstrações Contábeis são calculados os índices de liquidez, solvência, lucratividade, rentabilidade, entre outros, que representa a capacidade de

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pagamento de obrigações a curto prazo da empresa; índices de atividade, onde envolvem todas as fases operacionais da empresa e mensuração das durações de um ciclo operacional, sendo que os índices de endividamento que são analisadas a estrutura de capital da empresa, mostrando as fontes de financiamento e os custos correspondentes. As taxas de rentabilidade, na qual é identificado o nível de lucratividade da empresa, bem como as margens de lucros encontradas nas diversas fases dos resultados. Como dizem Silva e Niyama, que a Análise das Demonstrações Contábeis são quocientes que calculados geram índices e esses ao serem analisados, geram informações muito importantes para a entidade:

A análise de demonstrações contábeis, ou simplesmente análise de balanços, consiste na técnica de calcular quocientes e avaliar seus significados. Esta técnica de calcular quocientes e avaliar seus significados. Esta técnica permite ao analista extrair tendências, comparar desempenho com outras empresas, determinar características setoriais e regionais e, com bastante cuidado, apresentar parâmetros. (SILVA;NIYAMA, 2012, p. 236).

Assim, origina-se a seguinte questão-problema a que o presente trabalho procura dar respostas: como evoluiu a situação econômica e financeira do grupo empresarial Grazziotin S.A. ao longo dos últimos cinco anos de gestão, constatadas através das técnicas de análise de demonstrações contábeis?

1.5 OBJETIVOS

Os objetivos buscam definir preventivamente o que se quer alcançar com a realização do trabalho e se dividem em geral e específicos.

1.5.1Objetivo geral

Analisar as demonstrações contábeis do grupo empresarial Grazziotin S.A. objetivando constatar sua real situação econômica e financeira no período 2011 a 2015.

1.5.2Objetivos específicos

Os objetivos específicos buscam definir os vários momentos do trabalho, procurando estabelecer especificidades na análise econômico-financeira da empresa em estudo, como segue:

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a) Revisar a literatura referente Contabilidade e a técnica contábil de Análises das Demonstrações Contábeis;

b) Levantar as demonstrações contábeis da empresa objeto de estudo, adaptando-as para a aplicação das diversas técnicas de análise de demonstrações contábeis disponíveis;

d) Calcular, interpretar e analisar os principais indicadores da situação econômica e financeira da empresa em estudo;

e) Tirar conclusões e apresentar recomendações, caso necessário, para eventuais correções de rumos operacionais, econômicos e/ ou financeiros para a empresa objeto de estudo.

1.6JUSTIFICATIVA

A técnica contábil de Análise das Demonstrações Contábeis possui uma importância relevante nas organizações, como algo diretamente ligado aos gestores da entidade, pois nela está expressa tudo o que está acontecendo na empresa, e a partir daí, pode-se tomar decisões muito mais embasadas tecnicamente, buscando assim ser mais competitivas no mercado, atingindo melhores resultados.

Os indicadores econômicos e financeiros quando isolados, podem não demonstrar completamente o que está de fato acontecendo na entidade, e sua projeção para o futuro. Mas quando em confronto com uma boa análise comparativa, pode ficar bem mais claro, tanto para seus gestores na hora da tomada de decisão, quanto para seus usuários em geral, facilitando uma melhor compreensão maior de sua realidade.

Para mim na condição de acadêmico concluinte do curso de Ciências Contábeis e como futuro profissional na área de Contabilidade, esse estudo me disponibilizou uma ampla visão e conhecimento desta área muito importante para as entidades em geral, pois é na Análise das Demonstrações Contábeis que se faz os números “falarem”, ou seja é demonstrado em indicadores em palavras o que está acontecendo e induzindo os gestores e leitores em geral há um caminho mais claro e objetivo da entidade em estudo.

Para a Universidade, enquanto instituição de ensino, serve como material de consulta para outros alunos em formação, tanto para o curso de Ciências Contábeis como para a sociedade em geral.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

Neste capítulo, abordou-se os principais fundamentos teóricos e conceitos para embasar o tema proposto no trabalho. E que foram aplicadas nas atividades práticas do trabalho de conclusão de curso.

2.1CONTABILIDADE

Usada como uma forma de registrar, controlar e estudar os patrimônios, seja de pessoas físicas e principalmente de pessoas jurídicas, é um instrumento fundamental no dia a dia das organizações no processo de tomadas de decisões. Os tópicos a seguir, vão evidenciar os principais conceitos e aspectos que a contabilidade exerce e contribui para o conhecimento da humanidade.

2.1.1 Conceituação, objetivo e finalidades

A contabilidade é a ciência social que tem como seu objeto de estudo o patrimônio das entidades, sob aspectos quantitativos e qualitativos e as variações por ele sofridas, registrando desse modo seus efeitos ocorridos. De acordo com Basso (2011, p. 26) o conceito de contabilidade é:

[...] conjunto ordenado de conhecimentos próprios, leis científicas, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativos (monetários) e qualitativo (físico), e que, como conjunto de normas, preceitos, regras e padrões gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar, e registrar informações de suas variações e

situação, especificamente de natureza econômica e financeira e,

complementarmente, controla, registra e informa situações impactantes de ordem socioambiental decorrentes de ações praticadas pela entidade no ambiente em que está inserida.

Ainda conforme Basso (2011, p. 27) diz sobre o objeto de estudo da contabilidade “[...] é o patrimônio, geralmente constituído de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma determinada entidade”.

E complementando no mesmo pensamento de Basso (2011, p. 28), “Os bens e os direitos formam a parte positiva do patrimônio, enquanto que as obrigações constituem a sua parte negativa”.

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De acordo com esses conceitos, temos a contabilidade como ferramenta indispensável para gerar informações econômicas de seu objeto de estudo que é o patrimônio, e no processo decisório nas organizações.

2.1.2 Técnicas contábeis básicas

Na contabilidade são utilizadas quatro grandes técnicas contábeis para tornar-se mais útil e compreensivo para com seus usuários. Segundo Basso (2011, p. 35), essas técnicas são:

a) Escrituração - trata-se dos registros dos fatos contábeis nos livros de escrituração contábil (Diário e Razão) e nos livros auxiliares;

b) Demonstrativos contábeis – relatos econômicos e financeiros originados da escrituração contábil, conhecidos como Balancete de Verificação, Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração do fluxo de caixa, Demonstração de Lucros ou Prejuízos acumulados ou Demonstração das mutações do Patrimônio Líquido e Demonstração do Valor Adicionado. Outros demonstrativos podem ser elaborados, como o Balanço Social e a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, que complementam a geração de informações diretas e indiretas do patrimônio da entidade;

c) Auditoria – Exame dos procedimentos administrativos, operacionais e das práticas contábeis, envolvendo a escrituração e as demonstrações contábeis, para certificar sua lisura, legalidade, correção e fidedignidade;

d)Análise de Balanços – elaboração de indicadores, dados e informações de situações passadas e presentes para a interpretação, estudo e análise da realidade patrimonial, econômica e financeira da entidade, bem como a projeção de tendências futuras.

2.1.3 Princípios de contabilidade

A resolução n° 750/93, alterada pela Resolução CFC n° 1.282/10, define os seis princípios de contabilidade:

O Princípio da Entidade “[...] afirma a autonomia patrimonial, a necessidade de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos”. (Res. CFC n° 750/93).

O Princípio da Continuidade “[...] pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância”. (Res. 1282/10).

O Princípio da Oportunidade, “[...] refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas”. (Res. 750/93).

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O Princípio de Registro pelo Valor Original “[...] determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional”. (Res. 750/93).

O Princípio da Competência “[...]determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento”. (Res. 750/93).

O Princípio da Prudência “[...] determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido”; (Res. 750/93).

2.1.4 Relatórios e demonstrações contábeis

As demonstrações contábeis são o conjuntos de informações que devem ser elaboradas pelas entidades em determinada data.

Segundo Basso (2011, p. 291), “[...] o legislador entendeu oportuno estabelecer, como obrigatoriedade mínima a elaboração de cinco demonstrativos que evidenciam, de forma sintética as informações econômicas e financeiras do patrimônio das entidades em geral, especialmente das sociedades comerciais”. Sendo assim, no final de cada exercício a organização elabora as demonstrações contábeis, acompanhadas de notas explicativas revelando as movimentações e atividades da empresa, evidenciando se está favorável ou não.

O balanço patrimonial, “[...] pode ser entendido como uma representação quantitativa e sintática dos elementos que compõe o patrimônio de uma entidade numa determinada data, revelando a sua posição financeira e patrimonial estática, isto é, na data de seu levantamento”. (BASSO, 2011, p. 292).

A partir daí temos o balanço patrimonial que é formado por duas colunas, sendo que do lado esquerdo são evidenciado os bens e direitos e no lado direito as obrigações e o grupo do patrimônio líquido.

Na sequência temos a demonstração do resultado do exercício que “[...] é o relatório contábil que sintetiza as operações que deram origem ao resultado de um determinado período ou exercício social”. (BASSO, 2011, p. 306). E ainda no mesmo raciocínio de Basso (2011, p. 306), diz que:

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[...] a DRE está estruturada de forma a evidenciar as diversas fases do resultado, iniciando com o valor da receita operacional bruta apurada nas operações de vendas e de prestação de serviços da entidade, passando pela dedução de encargos tributários, devoluções e abatimentos a ela relativos, bem como dos seus respectivos custos, apurando-se o lucro operacional bruto.

Desse modo tem-se a demonstração do resultado do exercício que evidencia as fazes da geração do lucro ou prejuízo da entidade, bem como suas deduções até chegar no resultado final.

A demonstração dos fluxos de caixa, “[...] evidencia as modificações ocorridas no saldo de disponibilidades (caixa e equivalentes de caixa) da companhia em determinado período, por meio de fluxos de recebimentos e pagamentos”. (MARION, 2010, p. 54). Na visão de Basso (2011, p. 321) diz que:”[...] as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa ou equivalente de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo 3(três) fluxos: a) das operações; b) dos financiamentos; e c) dos investimentos”.

Desse modo, a demonstração dos fluxos de caixa consiste em um instrumento gerencial, pois a partir desse demonstrativo podemos perceber o quanto de valores monetários está passando pelo caixa da empresa em determinado tempo

A demonstração das mutações do patrimônio líquido evidencia as movimentações que estão acontecendo no patrimônio líquido da entidade. De acordo com Basso (2011, p. 319) “[...] é aquela destinada a evidenciar as mudanças, em natureza e valor, havidas no patrimônio líquido da entidade, num determinado período de tempo, geralmente ao final do exercício social”.

Ainda na visão de Basso (2011, p. 319), a demonstração do valor adicionado, “[...] procura informar aos usuários da informação contábil o quanto de valor – riqueza – a entidade adicionou aos insumos adquiridos no período, bem como foi feita sua distribuição aos elementos que contribuíram para essa adição”.

Portanto a demonstração do valor adicionado tem como intuito evidenciar a transparência das informações geradas pela organização, buscando um maior entendimento da parte de seus usuários e acionistas.

2.2 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕESCONTÁBEIS

A análise das demonstrações contábeis é uma técnica de decomposição, comparação e interpretação dos dados contidos nos demonstrativos contábeis e através da análise tornando mais compreensiva para seus usuários.

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2.2.1 Caracterização e finalidades da análise das demonstrações contábeis

A análise das demonstrações contábeis é uma forma de gerar informações da situação patrimonial, financeira e econômica das entidades, através de seus demonstrativos contábeis transformados em informações para a tomada de decisões.

De acordo com Iudícibus (2010, p. 5), a análise de balanços é vista como a “[...] arte de saber extrair relações úteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso”.

Sendo assim, a finalidade principal da análise das demonstrações contábeis é entender como realmente anda a situação econômica da entidade. Desse modo, serve como uma ferramenta essencial de gestão.

2.2.2 Obtenção e preparação das demonstrações contábeis para análise de balanços

Existem várias maneiras de obter as demonstrações contábeis das empresas obrigadas por leis, seja elas em sites ou jornais e as que não são obrigadas, basta solicitar que os responsáveis pela empresa os forneça.

Segundo Marion (2010, p. 9), devem ser seguidos passos para a elaboração das demonstrações contábeis:

O primeiro passo para análise é averiguar se estamos de posse de todas as Demonstrações Contábeis ( inclusive notas explicativas). Também seria desejável ter em mãos as Demonstrações Contábeis de três períodos. Em seguida, devemos averiguar a credibilidade das Demonstrações Contábeis. O segundo passo é preparar as DC de forma conveniente para a análise. [...] é imprescindível a preparação das peças contábeis uma análise mais realista.

Após esses procedimentos, proporciona mais facilidade para entender e analisar os números apresentados em demonstrações contábeis.

2.2.3 Atualização de valores para fins de análise comparativa de balanços

Com o passar dos anos, o poder aquisitivo da moeda em exercício vai perdendo seu valor de compra, por isso deve ser feito uma atualização desses valores e trazer a moeda em valor presente; “[...] os demonstrativos objetos de análise devem ser corrigidos tendo em vista as variações do poder aquisitivo da moeda[...]” (IUDÍCIBUS, 2010, p. 77).

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A atualização monetária é de extrema importância pois, “[...] é entendido como relevante que o analista tenha sempre a preocupação de trabalhar com os demonstrativos contábeis em moeda constante pelo método da correção integral”. (ASSAF NETO, 2002, p. 56).

Para ter uma base dos dados confiáveis, deve-se atualizar os valores das demonstrações contábeis ao valor presente da última demonstração contábil da série analisada, evitando conclusões equivocadas da realidade da empresa.

2.2.4Análise de balanço em valores absolutos

Como sabemos, o valor da moeda deve ser atualizado, para que seja comparada corretamente entre a série analisada. Após atualizados os valores originais das demonstrações para o último ano da série em que está sendo examinada, pode-se tirar conclusões das principais alterações que ocorreram na entidade.

“As demonstrações contábeis ao serem elaboradas, geralmente em 31 de dezembro de cada ano, permanecem com seus valores inalterados e ao longo do tempo vão ficando defasados em razão da perda do poder aquisitivo da moeda, conhecida nos meios econômicos por inflação”, (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 53).

O objetivo destas comparações é verificar a evolução do patrimônio da entidade, bem como suas tendências e objetivos e a partir daí fazer análises e projeções futuras contribuindo na tomada de decisão da organização.

2.2.5 Análise de balanço em valores relativos

Para saber se a entidade está bem ou não financeiramente, não basta somente olhar pra seus números e se impressionar com o tamanho dos números se forem de altos valores, ou seja, deduzir que a entidade que possuir índices altos em seus demonstrativos contábeis é aquela que também apresenta uma melhor e maior estrutura patrimonial líquida, em termos de lucratividade e solvabilidade. (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015).

De acordo com a visão dos autores acima citados, utiliza-se a ferramenta da análise de balanços em valores relativos; “[...] em que o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício e demais demonstrações complementares têm seus valores reduzidos e uma grandeza uniforme de 100 ou 100% na análise vertical e a números índices no caso da análise horizontal”, (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 69).

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Com isso, a análise de balanços em valores, divide-se em análise vertical e análise horizontal

2.2.5.1 Análise vertical

A análise vertical compara valores entre si e sua constante evolução no tempo. Determina a representatividade dentro do grupo de contas ou do todo. Para Assaf Neto (2002, p.108), “A análise vertical, é também um processo comparativo, expresso em porcentagem, que se aplica ao se relacionar uma conta ou grupo de contas com um valor afim ou relacionável, identificado no mesmo demonstrativo.”

Neste contexto, a análise vertical demonstra a importância de cada conta no conjunto dos valores obtidos das demonstrações contábeis, realizando uma análise da evolução dos valores ao decorrer da série analisada.

2.2.5.2 Análise horizontal

A análise horizontal compara os valores das mesmas contas, ou grupos, nos diferentes anos que estão sendo analisados, avaliando se possui ou não evolução e desenvolvimento dos seus indicadores.

Para Assaf Neto (2002, p.100), “[...] é a comparação que se faz entre os valores de uma mesma conta ou grupo de contas, em diferentes exercícios sociais. É basicamente um processo de análise temporal, desenvolvido por meio de números e índices”.

E complementando segundo Iudícibus (2010, p. 83), “A finalidade principal da análise horizontal é apontar o crescimento de itens dos balanços e das Demonstrações de Resultado (bem como de outros demonstrativos) através dos períodos, a fim de caracterizar tendências”.

Portanto, a partir da análise horizontal é possível verificar o desenvolvimento de contas, de seus grupos, em um determinado tempo, e a partir daí tomar decisões importantes a respeito.

2.2.6 Análise do balanço de fundos

A análise do balanço de fundos, tem como objetivo identificar a movimentação das contas de fonte ou aplicação de fundos dos elementos patrimoniais que são os ativos, passivos e patrimônio líquido. Segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 87), dizem que:

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A metodologia para identificar se determinada conta representou fonte ou aplicação de fundos (recursos) consiste em comparar o saldo inicial com o saldo final da conta em determinado período. Essa diferença, dependendo da sua natureza – devedora ou credora - será uma “fonte de fundos”, ou uma aplicação de fundos”. Assim a conta de natureza devedora, quando tem seu saldo aumentado representará uma aplicação de fundos e quando tem seu saldo diminuído, representará uma fonte de fundos. Já a conta de natureza credora, quando tem seu saldo aumentado, representará uma fonte de fundos no período e quando tem seu saldo diminuído, representará uma aplicação de fundos.

Portanto, o balanço de fundos é constituído por todas as contas patrimoniais, tendo em vista seus valores iniciais e finais comparados. Sendo assim, para a empresa obter um bom resultado em seu balanço de fundos ela precisa ter boas condições financeiras, gerando lucros nos períodos comparados ou ao mesmo sem ter prejuízos.

2.2.7 Análise de balanços por índices econômicos e financeiros

A análise de balanços por índices econômicos e financeiros pode ser obtida através da elaboração de índices resultante de quocientes, coeficientes ou taxas. Para Basso; Filipin; Enderli (2015, p.111), “Um quociente é o resultado (ou razão da divisão de um número (ou valor) por outro. Tal resultado fornece indicadores que são números relativos, ou seja, proporções.”

Na visão de Matarazzo (2010, p.81), “Índice é a relação entre cotas ou grupo de contas das Demonstrações Financeiras, que visa evidenciar determinado aspecto da situação econômica ou financeira de uma empresa”.

E ainda para Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 113), “Os índices podem ser levantados em bases anuais, semestrais ou mesmo mensais, dependendo dos objetivos da analise, se para fins externos ou internos”.

Então, a análise por índices, tem a função de mostrar de forma mais clara e ampla a situação econômica e financeira da entidade analisada.

2.2.7.1 Análise da liquidez

Os indicadores de liquidez tem por finalidade demonstrar a capacidade da entidade liquidar suas obrigações em determinada data, ou seja, da empresa quitar seus compromissos em dia. De acordo com Assaf Neto (2002, p. 171), “[...] os indicadores de liquidez evidenciam a situação financeira de uma empresa frente a seus diversos compromissos financeiros”.

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Nesse contexto, esses índices de liquidez “[...] são utilizados pra avaliar a capacidade de pagamento da empresa, isto é, constituem uma apreciação sobre se a empresa tem capacidade de saldar seus compromissos [...]”, (MARION 2010, p. 73).

E ainda conforme Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 115), “Por meio da liquidez busca-se saber das condições que uma entidade qualquer tem de liquidar busca-seus compromissos no vencimento com suas disponibilidades, seus devedores e seus estoques, isto é, sem se desfazer de seu ativo permanente”.

Então, a análise de liquidez tem por finalidade demonstrar a capacidade financeira da entidade liquidar todos os seus compromissos.

2.2.7.1.1 Capital circulante líquido

O Capital Circulante Líquido demonstra em valores o que sobra ou falta da diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante e “[...] expressa a quantidade em valor de: dinheiro, devedores e créditos diversos a curto prazo e de estoques que sobram para a entidade após ter liquidado suas dívidas de curto prazo [...]”, (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 116). E a fórmula apresentada pelos autores identificados é a seguinte:

CCL = Ativo Circulante (-) Passivo Circulante

De acordo com esses autores, quanto mais sobrar de ativo circulante para cada passivo circulante, melhor é a situação financeira da entidade.

2.2.7.1.2Coeficiente de liquidez circulante

O coeficiente de liquidez circulante, como o próprio nome diz considera os valores circulantes da entidade, obtidos pela diferença de seus saldos. De acordo com Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 118) dizem que:

Sob o ponto de vista financeiro, um Coeficiente de Liquidez Circulante favorável (ou positivo) deverá ser sempre superior a 2,0; isto é, o Ativo Circulante deverá ser no mínimo duas vezes maior que o Passivo Circulante, pois as dívidas significam compromissos certos, ao passo que os devedores, outros créditos e os estoques precisam primeiro ser convertidos em disponibilidades, para posteriormente poderem efetivamente quitar dívidas; portando, necessita-se de uma dupla garantia para as dívidas de curto prazo.

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Conforme esses autores mencionados, a fórmula obtida é a seguinte:

CLC = Ativo Circulante Passivo Circulante

Sabendo-se disso, quanto maior o coeficiente de liquidez circulante, melhor é a capacidade da empresa financiar seu capital de giro, tornando seus custos mais baixos, mas por outro lado alguns autores destacam que um índice “[...] acima de 4,0 pode ser considerado exagerado ou indicador de falta de iniciativa empreendedora por parte da entidade[...]”, (BASSO, FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 119).

2.2.7.1.3 Coeficiente de liquidez seca

O coeficiente de liquidez seca visa evidenciar a liquidação de suas obrigações de curto prazo apenas utilizando o disponível da empresa, ou seja, mesmo se parasse de vender e sem considerar seu estoque. “é uma variante muito adequada para se avaliar conservadoramente a situação de liquidez da empresa. Eliminando-se os estoques do numerador, estamos eliminando uma fonte de incerteza. [...]” (IUDÍCIBUS, 2010, p. 96).

Na visão de Assaf Neto (2002, p. 172), “Essencialmente, a liquidez seca determina a capacidade de curto prazo de pagamento da empresa mediante a utilização das contas do disponível e valores a receber”.

Segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 120), usa-se a seguinte fórmula para encontrar esse indicador:

CLS= Ativo Circulante (-) Estoques Passivo Circulante

Sendo assim, como este coeficiente indica se a empresa terá condições de liquidar suas dívidas mesmo sem vender seus estoques, seu resultado terá que apresentar um índice no mínimo de 1,0, mostrando assim, uma boa condição da organização enfrentar momentos de dificuldades em suas vendas.

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2.2.7.1.4 Coeficiente de liquidez geral

O coeficiente de liquidez geral nos mostra a capacidade da empresa liquidar suas obrigações “[...] tanto no curto prazo como a longo prazo [...]. A liquidez geral é utilizada também como uma medida de segurança financeira da empresa a longo prazo, revelando sua capacidade de saldar todos seus compromissos”, (ASSAF NETO, 2002, p. 173).

De acordo com Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 122) a fórmula utilizada para encontrar o coeficiente de liquidez geral é a seguinte:

CLG = Ativo Circulante (+) Ativo Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante (+) Passivo Realizável a Longo Prazo

Segundo esses autores se o coeficiente de liquidez geral não for inferior a 1,5, a entidade está em uma situação favorável, pois teria uma boa garantia de que conseguiria fazer frente aos compromissos totais sem enfrentar dificuldades de caixa no futuro.

2.2.7.1.5 Coeficiente de liquidez imediata

Este coeficiente é considerado complementar no estudo da liquidez. “Para efeito de análise, é um índice sem muito realce, pois relacionamos dinheiro com valores, que vencerão em datas as mais variadas possível, embora a curto prazo”, (MARION, 2010, p. 81)

E ainda para Marion (2010, p. 81), “Sem dúvida, a empresa deverá manter certos limites de segurança, não desejando o analista obter índices altos, pois o caixa e bancos perdem o poder aquisitivo com a inflação”.

Afirma Assaf Neto (2002, p. 172), que o coeficiente de liquidez imediata:

Revela a porcentagem de dívidas a curto prazo (circulante) em condições a serem liquidadas imediatamente. Esse quociente é normalmente baixo pelo pouco interesse das empresas em manter recursos monetários em caixa, ativo operacionalmente de reduzida rentabilidade.

Para este indicador, Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 124), utilizam a seguinte fórmula:

CLI = Disponibilidades Passivo Circulante

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De acordo com os autores, é considerado um índice de liquidez imediata de 0,20 como satisfatória, já que as organizações não tem interesse em manter elevados valores monetários em caixa.

2.2.7.2 Análise de endividamento

Na análise de endividamento, é evidenciado o que a entidade tem de recursos para garantir a cobertura dos compromissos assumidos. “Quanto maior for a proporção dos recursos próprios sobre os recursos de terceiros melhor será a margem de garantia de dívidas que a entidade oferece a seus credores”, (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 126).

Para Iudícibus (2010, p. 97):

Estes quocientes relacionam as fontes de fundos entre si, procurando retratar a posição relativa do capital próprio com relação ao capital de terceiros. São quocientes de muita importância, pois indicam a relação de dependência da empresa com relação a capital de terceiros.

E de uma forma bem simples de exemplificar é “[...] quanto a empresa tomou de empréstimo para cada $1 de capital próprio aplicado”, (ASSAF NETO, 2002, p. 146).

Sendo assim, a análise do endividamento compreende vários indicadores, que são: coeficientes de dívidas circulantes, coeficiente de dívidas totais, coeficiente de dívidas de longo prazo, coeficiente de segurança máxima e coeficientes de dívidas complementares.

2.2.7.2.1 Coeficiente de dívidas circulantes

Esse coeficiente evidencia a relação entre as dívidas de curto prazo com o patrimônio líquido da entidade.

“O limite aceitável para o Coeficiente de Dívidas Circulantes é de 1,00, ou seja, quanto menor da unidade melhor é a situação de garantia das dívidas de curto prazo [...]” (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 128), de acordo com esses autores, a fórmula utilizada é a seguinte:

CDC = Passivo Circulante Patrimônio Líquido

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2.2.7.2.2 Coeficiente de dívidas totais

Este coeficiente nos mostra a relação de capacidade de quitação das dívidas que a entidade possui de curto e de longo prazo, ou seja, o total das dívidas pelo seu patrimônio líquido. O limite máximo aceitável é de 1,00, isto é, as dívidas não podem ultrapassar o valor do patrimônio líquido. E a fórmula para se encontrar esse índice segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 129), é:

CDT = Passivo Total Patrimônio Líquido

2.2.7.2.3 Coeficiente de dívidas de longo prazo

O coeficiente de dívidas de longo prazo analisa o endividamento de longo prazo. Compara o capital circulante líquido com as dívidas de longo prazo, ou seja, que irão vencer depois do exercício social seguinte. De acordo com Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 130):

Tal comparação encontra justificativa no fato de que um dia as dívidas de longo prazo tornar-se-ão de curto prazo e precisarão ser liquidadas com boa parte do Capital Circulante Líquido da entidade, isto é, com o que sobra para ela, em termos de Ativo Circulante, depois de pagar as atuais dívidas de curto prazo.

De acordo com esses autores, a fórmula utilizada para se chegar neste índice é a seguinte:

CDLP = Passivo Exigível a Longo Prazo Capital Circulante Líquido

2.2.7.2.4 Coeficiente de segurança máxima

Este coeficiente como o próprio nome diz é de segurança máxima, caso a empresa tenha que vender todo seu ativo para liquidar seu passivo. Este coeficiente não pode ultrapassar 0,50, ou seja, o total de suas dívidas não podem ultrapassar os 50% do valor contábil do ativo da entidade. Segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 132), é encontrado pela seguinte fórmula:

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CSM = Passivo Total Ativo Total

2.2.7.2.5 Coeficiente de dívidas complementares

Neste estudo de endividamento, pode ser usados outros dois indicadores com a finalidade de caracterizar a situação da entidade que são:

a) Coeficiente de Participação de Capitais de Terceiros – compara as fontes de terceiros (passivos) com as de capital próprio (patrimônio líquido), que segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 134), utiliza-se a seguinte fórmula:

CPCT =________Passivo Total___________ Passivo Total + Patrimônio Líquido

b) Coeficiente de Participação do endividamento das Dívidas de Curto Prazo sobre as Dívidas Totais – mostra a composição do endividamento da entidade no curto prazo, e segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 134), é utilizada a seguinte fórmula:

CPDCP = Passivo Circulante Passivo Total

Muitas empresas buscam capitais de terceiros para ampliar suas aplicações e potencializar ainda mais seu negócio, porém é preciso ter muito cuidado para manter um equilíbrio entre valores de capital próprio e capitais de terceiros, para conseguir ficar mais estável e equilibrada financeiramente.

2.2.7.3 Análise da lucratividade

Como se sabe, o objetivo final das empresas de fins lucrativos, é o lucro, ou seja, o ganho de valor, e não a perda de valor que é prejuízo. Na visão de Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 137), dizem que:

Estudar a lucratividade consiste em comparar os diversos estágios do resultado (Lucro Operacional Bruto, Lucro Operacional Líquido e Lucro Líquido do Exercício) da entidade com o volume monetário da Receita Operacional Líquida (de Vendas e/ou Serviços) no período em exame.

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Com base nisso, devemos estudar a lucratividade nas empresas como fator fundamental para as entidades de fins lucrativos, pois o lucro é fator fundamental para que sigam no caminho da prosperidade financeira.

2.2.7.3.1 Margem de lucro operacional bruto

A margem de lucro operacional bruto calcula a relação entre as vendas e os custos, portanto, quanto maior esse índice se manter, melhor é para entidade. Segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 137), afirmam que:

O indicador decorrente da fórmula nos dá noção de qual é a margem de lucro operacional bruto operada pela entidade em cada ano estudado. Quanto maior e mais estável for o coeficiente (ou taxa) durante os períodos da série analisada, melhor é o desempenho da entidade em relação a si mesma, geralmente provocado pelo aumento de suas receitas básicas e/ou pela redução de seus respectivos custos.

Segundo esses autores mencionados acima, a fórmula utilizada para encontrar esse índice é a seguinte:

CMLB = Lucro Operacional Bruto Receita Operacional Líquida

2.2.7.3.2Margem de lucro operacional líquido

Nesta etapa, é mostrado a relação entre o lucro operacional sobre as vendas líquidas após os custos e despesas operacionais, mostrando sua eficiência operacional.

“Este indicador evidencia a margem de lucro com que a entidade opera após absorver os custos (Margem de Lucro Operacional Bruto) e as despesas operacionais (líquidas) [...]”. (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015 p. 139). Estes autores nos proporcionam a seguinte fórmula:

CMLOL = Lucro Operacional Líquido

Receita Operacional Líquida

Neste sentido, quanto maior o índice melhor é para entidade, pois suas operações serão mais lucrativas.

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2.2.7.3.3 Margem de lucro líquido do exercício

A margem de lucro líquido do exercício “[...] estabelece-se a relação entre o valor do lucro final do exercício com a Receita Operacional Líquida, objetivando verificar a parcela de lucro líquido final que ficou para a entidade em proporção as suas vendas líquidas no exercício [...]”, (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 141). E ainda, de acordo com esses autores, a fórmula utilizada é a seguinte:

CMLLE = Lucro Líquido do Exercício Receita Operacional Líquida

Este indicador portanto é de suma importância para a entidade, pois o lucro líquido que remunera os capitais investidos pelos sócios, mostra que a sobra de lucro líquido em cada unidade monetária de receita operacional líquida, permite identificar o desempenho final das operações realizadas. E como nos outros, este indicador também quanto maior seu resultado, melhor é a situação financeira da empresa.

2.2.7.4 Análise da Rentabilidade

A análise da rentabilidade é o retorno do investimento. “O estudo da rentabilidade tem por finalidade constatar os percentuais de remuneração dos diversos tipos de indicadores de capitais, de ativos e de outros aspectos do patrimônio da empresa”. (BASSO; FILIPIN; ENDERLI 2015, p. 143).

De acordo com Indícibus (2010, p. 105),

No que se refere ao lucro, por sua vez, muitas variantes podem ser empregadas: lucro operacional, lucro líquido, lucro antes ou após o imposto de renda etc. [...] Se quisermos calcular o retorno do investimento para efeito preditivo do que possa ocorrer com a rentabilidade da empresa no futuro, em termos de tendências, será melhor excluir do numerador e denominador contas e valores não repetitivos ou não operacionais. Se por outro lado, desejarmos ter uma ideia da lucratividade, como um todo, será conveniente relacionar o lucro líquido com o investimento total. Se quisermos ter uma ideia do retorno para os acionistas, o melhor será relacionarmos o lucro líquido (após o imposto de renda) com o patrimônio líquido etc.

Nesta linha de pensamento, os indicadores de rentabilidade são: rentabilidade do capital social, rentabilidade do patrimônio líquido, remuneração do ativo total, e taxa de retorno do investimento operacional

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2.2.7.4.1 Rentabilidade do capital social

O coeficiente de rentabilidade de capital social demonstra a relação do que a empresa está remunerando o capital investido pelos sócios, ou seja, “[...] trata-se de estabelecer a proporção de lucro líquido do exercício com o capital social realizado da entidade [...]” (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, p. 143). E a fórmula utilizada é a seguinte:

CRCS = Lucro Líquido do Exercício Capital Social

2.2.7.4.2Rentabilidade do patrimônio líquido

Esse indicador representa em quanto a entidade remunerou o seu capital próprio no período analisado. De acordo com Assaf Neto (2002, p. 214), a rentabilidade do patrimônio líquido representa:“[...] a taxa de rentabilidade auferida pelo capital próprio da empresa, sendo dimensionado pela relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido, excluindo o lucro líquido do próprio exercício”.

E ainda, no pensamento de Iudícibus (2010, p. 111), “A importância do quociente de retorno sobre o patrimônio líquido (QRPL) reside em expressar os resultados globais auferidos pela gerência na gestão de recursos próprios e de terceiros, em benefícios dos acionistas”.

Sendo assim, quanto maior for este quociente, melhor a situação financeira da entidade, pois influencia diretamente nos preços de suas ações na bolsa de valores.

2.2.7.4.3 Rentabilidade do ativo total

Este indicador representa em quanto os ativos da empresa foram remunerados, evidenciando os lucros da série analisada sobre o ativo total, que representam as aplicações dos recursos da entidade.

De acordo com Assaf Neto (2002, p. 233), “A avaliação do desempenho pode também ser processada por meio do retorno do ativo total, promovendo importantes informações adicionais sobre a evolução da situação econômica da empresa”.

A fórmula utilizada para se chegar a esse índice segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 146), é a seguinte:

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CRAT = Lucro Líquido do Exercício Ativo Total

Esse indicador também, quanto maior for seu resultado melhor é para a organização pois indica que sua situação financeira está em devidas condições.

2.2.7.4.4 Taxa de retorno do investimento operacional

Essa taxa evidencia o tempo médio que os resultados operacionais para que houvesse o retorno de 100% dos investimentos operacionais aplicados na entidade. Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 148), nos proporcionam a fórmula que é a seguinte:

TRIO = Lucro Operacional Líquido Ativo Operacional

2.2.7.5 Indicadores de atividade, giro ou ciclometria

A análise de ciclometria evidencia o prazo que a entidade leva para vender seus estoques, receber de seus clientes e pagar seus fornecedores.

Segundo Assaf Neto (2002, p. 216), “Esse indicador relaciona as receitas operacionais da empresa com seu ativo total (ou investimento) de forma a demonstrar seu giro. Indica o número de vezes que o ativo total da empresa girou (transformou-se em dinheiro) [...]”.

Nesse pensamento, Iudícibus (2010, p. 100), “[...] quanto maior a rotatividade, tanto melhor; e isto certamente é verdade, desde que a margem de lucro sobre as vendas se mantenha constante ou, se diminuir, diminuir menos do que o aumento da rotação”.

De acordo com esses conceitos, vários são os exemplos de indicadores de atividade ou ciclometria podem serem feitos, mas os mais usados são: grau de imobilização do patrimônio líquido, exame de rotação dos estoques, exame do prazo médio de cobrança de duplicatas, exame do prazo médio do pagamento de duplicatas, e o prazo relativo de duplicatas.

2.2.7.5.1 Grau de imobilização do patrimônio líquido

No grau de imobilização do patrimônio líquido busca-se identificar quanto de capital próprio está investido no ativo permanente da organização. De acordo com Iudícibus (2010, p.

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118). “Este quociente pretende retratar qual a porcentagem dos recursos próprios que está imobilizada em plantas e instalações, bem como outras imobilizações, ou que não está ‘em giro’”.

E complementando, Basso, Filipin, Enderli (2015, p. 151), “[...] quanto maior o percentual, pior é para a situação financeira, pois deixa cada vez menos recursos próprios livres para aplicação em ativos rentáveis [...]”.Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 151), nos proporciona a seguinte fórmula:

GIPL = Ativo Permanente Patrimônio Líquido

Então, segundo as citações acima, quanto maior o quociente de resultado, pior é para a organização, pois compromete os recursos livres, e consequentemente ficando a menor valor para a aplicação no empreendimento.

2.2.7.5.2 Exame de rotação dos estoques

O exame de rotação dos estoques evidencia quantos dias o estoque demora em média para ser vendido. Segundo Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 153), “Sabe-se que quanto mais cedo ou vezes ele “girar”, melhor será sua qualidade”. E a formula usada segundo esses autores é:

ERE = Vendas Estoque

Neste raciocínio, quanto mais o estoque girar durante o período melhor é para a entidade, pois além de entrar mais valor monetário para a empresa, vai sempre estar com o estoque renovado mais vezes em menos período.

2.2.7.5.3 Exame do prazo médio de cobrança de duplicatas

Segue-se no mesmo raciocínio, porém ao contrário o das duplicatas a receber, ou seja, quanto maior o prazo para o pagamento das duplicatas melhor é para a entidade, pois poderá

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ficar mais tempo com seu dinheiro antes de ter q desembolsar para o pagamento das dívidas.De acordo com Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 156), a fórmula é a seguinte:

PMCD = Valor Duplicatas a Receber x 365 Valor Vendas a Prazo do Ano

2.2.7.5.4 Exame do prazo médio do pagamento de duplicatas

O exame do prazo médio do pagamento de duplicatas visa identificar quanto de prazo médio a organização tem de prazo para pagar suas obrigações e deixa-las sempre em dia. Sabe-se que quanto mais tempo para fazer o pagamento melhor é, pois assim a entidade tem mais tempo para receber dos clientes e juntar dinheiro em caixa antes de efetuar o pagamento.

De acordo com Basso; Filipin; Enderli (2015, p.156), a fórmula é a seguinte:

PMPD = Valor duplicatas a Pagar x 365 Valor Compras a Prazo (ou CMV)

2.2.7.5.5 Prazo relativo de duplicatas

Este indicador evidencia a relação entre o prazo médio entre o pagamento de duplicatas e o prazo médio de cobrança de duplicatas. Na visão de Basso; Filipin; Enderli (2015, p. 158), “O indicador revela quantas vezes antes ou depois se recebe as duplicatas de clientes diante dos prazos de pagamento aos fornecedores; quanto maior de 1,00 melhor é a posição relativa entre os recebimentos e os pagamentos de duplicatas”.

De acordo com esses autores, a fórmula para se chegar há esse índice é a seguinte:

PRD = Prazo Médio de Pagamento de Duplicatas Prazo Médio de Cobrança de Duplicatas

2.2.7.6 Análise de solvência ou insolvência

Na análise de solvência ou insolvência é evidenciado a situação em que a empresa se encontra, ou seja, analisa a saúde financeira do empreendimento, evidenciando se a mesma está em situação intermediária ou situação de insolvência que seria o a falência da mesma.

(36)

Desse modo, existem dois indicadores para este estudo: coeficiente de overtrading e o índice de insolvência de Kanitz.

2.2.7.6.1 Coeficiente de overtrading

O coeficiente de overtrading busca evidenciar se a entidade está operando com as vendas acima de sua capacidade financeira, principalmente as vendas a prazo. Evidencia o valor das vendas totais com o Capital Circulante Líquido. De acordo com Basso; Filipin; Enderli, (2015, p. 159), dizem que:

O indicador parte do suposto de que para vender, a empresa necessita de uma boa estrutura de Capital Circulante Líquido, para que não venha a operar apenas com uma elevada carga de recursos externos; portanto, quanto menor o indicador e quanto mais estável ele for no período em análise, melhor é a situação financeira da entidade.

Segundo esses autores mencionados, na página 161 encontra-se a fórmula para se chegar a esse coeficiente é a seguinte:

Cover = Vendas

Capital Circulante Líquido

Portanto, quanto menor e mais estável se manter esse índice, melhor é a situação financeira da entidade.

2.2.7.6.2 Índice de insolvência de kanitz

Neste índice de insolvência de Kanitz é juntados os outros indicadores financeiros e econômicos para ver como a entidade está em determinado período, e se está se encaminhando para a fase de insolvência, (BASSO; FILIPIN; ENDERLI, 2015, p. 162).

De acordo com esses autores, na página 162 são feitos os seguintes cálculos para se avaliar a situação financeira da entidade:

X1 = Rentabilidade do Patrimônio x 0,05 X2 = Liquidez Geral x 1,65

X3 = Liquidez Seca x 3,55 X4 = Liquidez Corrente x 1,06

(37)

X5 = Coeficiente de Endividamento Total x 033

Fator de Insolvência de Kanitz = (X1 + X2 + X3) – (X4 + X5).

Após resolver a fórmula acima, á analisado o resultado e tirado as devidas conclusões: “[...] Quando o índice ficar acima de zero, diz-se que a empresa está no Intervalo de

Solvência; quando ficar entre zero e menos três (-3), está no Intervalo de Penumbra,

revelando uma situação indefinida, e quando ficar abaixo de menos três (-3), está no Intervalo

Referências

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