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DETERIORAÇÃO DE SEMENTES

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Academic year: 2021

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DETERIORAÇÃO DE SEMENTES

Julio Marcos Filho Tecnologia de Sementes Depto. Produção Vegetal

USP / ESALQ

Sementes maduras não conseguem preservar

indefinidamente as suas funções vitais.

Inevitavelmente, seres vivos envelhecem e morrem. Idade cronológica x Idade biológica ou fisiológica

DETERIORAÇÃO

Série de alterações fisiológicas, físicas, bioquímicas, com início a partir da maturidade fisiológica, em ritmo progressivo, determinando a queda do potencial de desempenho e culminando com a morte da semente

Processo inevitável? Contínuo? Irreversível ? DETERIORAÇÃO

Intensidade e velocidade variáveis de acordo com a espécie, cultivar, lotes do mesmo cultivar, sementes do mesmo lote e partes da mesma semente

FORTE INFLUÊNCIA DO GENÓTIPO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA, LONGEVIDADE NATURAL, GRAU DE UMIDADE, PRÁTICAS DE MANEJO

AUGE DO POTENCIAL FISIOLÓGICO MATURIDADE (nem sempre é alto)

Manejo pós-maturidade

DETERIORAÇÃO

Desequilíbrio funcional de tecidos ativos de organismos vivos, acarretando inativação gradual do metabolismo e das funções vitais.

(2)

LONGEVIDADE

Sementes de vida curta: vivem até três anos

maioria das recalcitrantes

Sementes de vida média: vitalidade é mantida de

três a 15 anos

soja, girassol, mamona, centeio, trigo, algodão,

melão, cebola, floríferas, forrageiras

Sementes de vida longa: vivem mais de 15 anos

aveia, beterraba, grão de bico, cevada, feijão,

arroz, milho, ervilha, brássicas, tomate, tabaco

100 80

TEMPO

Curva de perda da viabilidade da semente (POWELL, 1986) FASE 1 FASE 2 FASE 3

A

B

?

Dificuldades para elucidar o processo e suas

consequências:

Deterioração tem particularidades que impedem generalização

semeadura x armazenamento injúrias mecânicas x envelhecimento Variações metodológicas na pesquisa: envelhecimento natural x artificial

(3)

Germinação (%) sob baixa temp. de sementes de algodão armazenadas em ambiente e câmara fria e após envelhecimento artificial (Freitas et al., 2007)

Dificuldades para elucidar o processo e suas

consequências:

Influência de fatores bióticos e abióticos

Regiões específicas da semente não deterioram com a mesma velocidade : endosperma x embrião

região da radícula

Das & Sen Mandi (1992) sementes de trigo

Progresso da deterioração em sementes de milho: áreas vermelhas (tecidos viáveis) e áreas descoloridas (inviáveis)

(4)

Avançado Início

Progresso

Alto Médio Baixo

Número de Se mentes 50 100 150 200

- Proporção de vigorosas decresce - Ampliação da variação das proporções de

sementes com diferentes potenciais fisiológicos, à medida que progride a deterioração

- Germinação não é perdida simultaneamente

Perda da viabilidade com o decorrer do tempo: simulação

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Plântulas Normais Sementes Mortas Sementes vigorosas Plântulas Anormais Armazenamento (meses) Quanti dade d e sem entes (% )

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

1. Respiração e Síntese de ATP

RESULTADOS DE ALTERAÇÕES EM MITOCÔNDRIOS

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

1. Respiração e Síntese de ATP

- Queda da taxa respiratória

declínio tomada O2ou aumento liberação CO2

- Menor síntese de ATP

- Acréscimo da liberação de etanol e de aldeídos

voláteis: produtos tóxicos originados da respiração anaeróbica

(5)

membrana externa membrana interna matriz DNA, enzimas cristas

Número, velocidade de formação, estrutura, eficiência

Microscopia eletrônica de mitocôndrios de sementes de ervilha b – sementes embebidas por 22 h; c– deterioradas e embebidas por 22 h.

Mitocôndrios Benamar et al. (2003) Velocidade de germinação relacionada ao envelhecimento da semente e eficiência dos mitocôndrios

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

2. Sistemas enzimáticos (hidro e desmolíticas)

- Alterações na estrutura, síntese e atividade

de enzimas

- INATIVAÇÃO PROGRESSIVA OU ACRÉSCIMO DA ATIVIDADE - REDUÇÃO OU PARALISAÇÃO DA SÍNTESE

- MENOR ATIVIDADE DE ENZIMAS RESPIRATÓRIAS

- SÍNTESE “de novo” TORNA-SE ERRÁTICA

(6)

2. Sistemas enzimáticos (hidro e desmolíticas) DECRÉSCIMO NA ATIVIDADE: menor mobilização de

nutrientes ou deficiência de mecanismos de proteção

AMILASE (α e )

ALCOOL DESIDROGENASE (ADH):remoção de acetaldeído (tóxico) durante a respiração anaeróbica

MALATO DESIDROGENASE (MDH):produção de ATP (ciclo de Krebs

ESTERASES:prevenção da peroxidação

SUPERÓXIDO DISMUTASE (SOD): primeira linha de defesa contra ataque de radicais livres

CATALASE: proteção contra ataque de radicais livres

ADH (álcool desidrogenase)

Atua diretamente na respiração. A atividade (eficiência) diminui com o progresso da deterioração (bandas mais escuras); assim, há tendência para formação de maior quantidade de acetaldeído e atividade da enzima deveria ser alta para para tentar reduzir a quantidade desse composto (como é o caso do híbrido C, que foi o de pior desempenho).

Timóteo e Marcos Filho (2013)

2. Sistemas enzimáticos (hidro e desmolíticas)

- DECRÉSCIMO NA ATIVIDADE

SUPERÓXIDO DISMUTASE (SOD): primeira linha de defesa contra formas reativas de oxigênio, anulando a ação de superóxidos (O2-).Transforma superóxido em H2O2,

composto menos reativo

SOD (superóxido dismutase)

Se a atividade da SOD for baixa, isto pode indicar que as sementes estão mais sujeitas ao ataque de radicais livres (bandas indicadas pelas setas brancas). Essas bandas correspondem aos lotes mais deteriorados. Assim, aos 9 e 15 meses de armazenamento, as sementes estão mais deterioradas e sujeitas ao ataque dos radicais livres (Timóteo e Marcos Filho, 2013).

(7)

2. Sistemas enzimáticos (hidro e desmolíticas)

- DECRÉSCIMO NA ATIVIDADE

CATALASE: tem a função de consumir o peróxido de oxigênio (H2O2) produzido em condições de estresse, sendo capaz

de realizar desintoxicação.

Presente, principalmente, em peroxissomos

A catalase (CAT) atua na desativação do radical livre (H2O2).

A alta atividade da catalase (0 mês de armazenamento  setas brancas) vai diminuindo com o decorrer do tempo (setas amarelas). As sementes mais deterioradas são mais sujeitas ao ataque de radicais livres, devido à redução atividade da CAT, fato demonstrado pela menor intensidade das bandas nesses períodos (Timóteo e Marcos Filho, 2013)

. CAT (catalase)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

3. Metabolismo de Reservas CARBOIDRATOS

- Decréscimos teores açúcares totais e solúveis:

limitação da disponibilidade de substratos para a respiração

- Menor proteção à integridade das membranas

- Menor capacidade de utilização de carboidratos - Reações Maillard e produtos Amadori

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

3. Metabolismo de Reservas LIPÍDIOS

Instabilidade química é uma das principais causas Hidrólise de lipídios de reserva: ação de lipases, com acúmulo de ácidos graxos

- redução do pH celular - desnaturação de enzimas

(8)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

3. Metabolismo de Reservas LIPÍDIOS

- Degeneração de fosfolipídios de membranas

- Autoxidação de lipídios

-Peroxidação de lipídios (lipoxigenases)

Autoxidação

Sequência de reações não catalisadas por enzimas, quando o G.U.≤ 6 %, a partir da ação do oxigênio

sobre ácidos graxos insaturados, resultando na liberação de radicais livres.

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

LIPÍDIOS

Peroxidação

Reações são aceleradas pela lipoxigenase e ocorrem quando G.U. ≥ 14%

Principais consequências: formação de produtos tóxicos (ex.: aldeídos voláteis, compostos fenólicos), de radicais livres e danos a membranas (têm componente lipídico)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

LIPÍDIOS

Ação do oxigênio sobre os lipídios gerando a produção de radicais livres, que são danosos

para as células

Radicais livres resultam em danos biológicos às células, causando deterioração

(9)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

LIPÍDIOS

Peroxidação: considerada a principal causa da deterioração, em conjunto com a produção de radicais livres

Ocorre nos lipídios armazenados e nas membranas

Tem início a partir da ação do oxigênio sobre cadeias de ácidos graxos insaturados, como os ácidos oleico e linoleico (muito comuns em membranas) originando radicais livres, hidroperóxidos e vários produtos secundários

Lipídios são quimicamente instáveis

Lipídios nas sementes = triglicerídeos e fosfolipídios de membrana

Triglicerídeo = lipídio de reserva 3 ácidos graxos glicerol +

LIPÍDIOS Peroxidação

Peroxidação de Lipídios

Consiste da oxidação de cadeias de ácidos graxos, produzindo radicais livres, hidroperóxidos e compostos secundários

Hidroperóxidos são instáveis e degradam-se gerando novos radicais livres, perpetuando o processo e produzindo álcoois e aldeídos

Esses compostos são tóxicos e afetam a germinação das sementes

Peroxidação de Lipídios

C – C – C – C – C – C = C = C – C - C – C – C - C O2

Radical livre: elétron não pareado, muito reativo Inicia uma cadeia de reações causando desorganização de moléculas como proteínas/enzimas, ácidos nucleicos, lipídios, alterando suas estruturas e funções

H H

H H

H

H é retirado do grupo –CH2gerando RL

(10)

Peroxidação de lipídios e consequente formação de radicais livres comprometem o funcionamento molecular da célula

Peroxidação de lipídios

Mitocôndrios:

-ampla superfície de membrana (cristas)

- predomínio de lipídios insaturados (mais instáveis) - sítio da respiração (transporte de elétrons x cristas) - comprometimento na produção de ATP

- contêm DNA (DNA-mt), mais susceptível aos RL que o nuclear Peroxidação de Lipídios

Biomembranas e mitocôndrias são mais propensas à peroxidação de lipídios

Alterações na viscosidade, integridade e permeabilidade Aumento na liberação de exsudados

Peroxidação de Lipídios

O átomo de Oxigênio possui 6 elétrons externos: forma dois

pares naturalmente e “procura” complementar os outros dois pares

O gás oxigênio (O2)

compartilha dois pares (uma ligação dupla) de elétrons com outro átomo de oxigênio

(11)

Radical livre: átomo ou grupo de átomos com um elétron não pareado, em sua órbita externa, produzido por autoxidação ou via enzimas oxidativas.

As cadeias de ácidos graxos oxidam-se espontaneamente, produzindo radicais altamente reativos

A partir da formação do primeiro, reação em cadeia.

Formas principais

-Anion superóxido (O2-), Peróxido de hidrogênio (H2O2),

radicais hidroxil (OH)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

• Que são radicais livres?

- Um átomo ou molécula que possui um elétron não pareado - Um elétron não pareado em um átomo ou molécula “carrega” maior

quantidade de energia que um elétron pareado

Anion superóxido Radical hidroxil

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

• Por que os radicais livres são importantes ?

- Iniciam uma cadeia de reações que causam desorganização significativa em moléculas, alterando sua estrutura e funções - Se essas moléculas são de proteínas (enzimas), lipídios

(membranas) ou ácidos nucleicos, as funções biológicas originais são seriamente comprometidas e a deterioração é acelerada

- Nos mitocôndrios:

-) As membranas internas (cristas) apresentam grande área exposta e constituem locais importantes para transferência de elétrons -) A peroxidação de lipídios compromete a produção de energia

(ATP)

-) Mitocôndrios contem DNA específico, menos protegido que o DNA nuclear

(12)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Proteção contra Radicais Livres

a) Enzimas removedoras de radicais livres: Superóxido dismutase, catalase, peroxidase,

glutationa peroxidase

b) Compostos que reagem com os radicais livres, inibindo sua ação:

Vitamina C (ácido ascórbico), vitamna E (tocoferol), glutationa

Antioxidantes

Ação da enzima superóxido dismutase (SOD) como antioxidante, gerenciando a formação de peróxido de hidrogênio

(13)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

3. Metabolismo de Reservas PROTEÍNAS

Decréscimo na síntese de proteínas: maior problema Queda dos teores de proteínas solúveis

Acréscimos nos teores de aminoácidos livres Desnaturação de proteínas

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

4. Taxas de síntese

Processo de germinação envolve reativação de enzimas preexistentes e síntese de novas enzimas para hidrólise de reservas e síntese de novas células para o crescimento do embrião.

Ação coordenada de enzimas, RNA, ribossomos e mitocôndrias traduz a intensidade e eficiência do metabolismo de síntese

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

4. Taxas de síntese

Sementes de centeio com 86% de germinação, redução de 20% na capacidade de síntese de proteínas, em comparação a sementes com 95% G.

Deterioração: comprometimento da mobilização e síntese de novos compostos para a retomada do

crescimento do embrião Síntese de proteínas em embriões viáveis e não viáveis de

(14)

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Bioquímicas

5. Cromossomos e Ácidos Nucleicos Degradação de DNA e de RNA-m

Rupturas em cromossomos

Alterações nucleares e abortamento de grãos de pólen

Ineficiência de mecanismos de reparo Relações entre viabilidade da semente e concentrações de DNA e RNA de sementes de centeio

(Adaptado de Osborne et al., 1980/81)

Viabilidade

(%)

DNA

(mg/g m.s.)

RNA

(mg/g m.s.)

95 10,2

46,4

64

9,7

43,0

00

3,1

43,7

Cultivar GerminaçãoDepósito Câmara Fria

(%) DNA (g/mg m.s.) Germinação(%) DNA (g/mg m.s.) Pennyrile 0 1,64(†) 90 4,38 Corsica 0 1,33 88 4,10 Stafford 0 3,35 94 6,40 Essex 0 3,62 92 4,58 Pharaoh 0 3,03 68 3,98 (†) Médias de três épocas.

Germinação (%) e concentrações de DNA (g/mg m.s.) extraído de sementes

de cinco cultivares de soja armazenados em depósito normal e em câmara fria e seca (10oC e 50% U.R), após a embebição durante 24 horas

(Marcos Filho, McDonald, TeKrony e Zhang 1997).

Manifestações Bioquímicas

(15)

seca úmida seca úmida a b a b c c A B

A  orientacão dos fosfolipídios; B  orientação de fosfolipídios e de proteínas

Manifestações Bioquímicas

Sistemas de Membranas

Manifestações Bioquímicas

6. Sistemas de Membranas 57 72 86 43 200 100 80 ppm por centagem

Dias após início da frutificação MF MF Germinação Lixiviação de Potássio

Manifestações Bioquímicas

6. Sistemas de Membranas

Perda da integridade menor permeabilidade seletiva Perda da compartimentalização celular

Liberação de exsudados

Danos principais provocados por peroxidação Perda da eficiência de mecanismos de reparo

Liberação de eletrólitos de sementes de soja envelhecidas artificialmente, avaliada pela condutividade elétrica

(McDonald and Wilson. 1980).

Condutividade Condutividade

(16)

Avançado Início

Progresso

Alto Médio Baixo

Número de Se mentes 50 100 150 200

- Proporção de vigorosas decresce

- Ampliação da variação das proporções de sementes com diferentes potenciais fisiológicos, à medida que progride a deterioração

- Germinação não é perdida simultaneamente

Perda da viabilidade com o decorrer do tempo: simulação

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Manifestações Fisiológicas

REDUÇÃO DA VELOCIDADE DE GERMINAÇÃO DECLÍNIO DA VELOCIDADE DE CRESCIMENTO MENOR RESISTÊNCIA A ESTRESSES DO AMBIENTE

DURANTE A GERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INICIAL DA PLÂNTULA

REDUÇÃO DO POTENCIAL DE ARMAZENAMENTO

REDUÇÃO DA RESISTÊNCIA À AÇÃO DE MICRORGANISMOS

REDUÇÃO DA RESISTÊNCIA À AÇÃO DE MICRORGANISMOS Manifestações Fisiológicas

REDUÇÃO DA PORCENTAGEM DE EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS EM CAMPO

(17)

MAIOR ESPECIFICIDADE DAS CONDIÇÕES DE AMBIENTE PARA A GERMINAÇÃO

DESUNIFORMIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS Manifestações Fisiológicas

Algodão

REDUÇÃO DO CRESCIMENTO DE PLÂNTULAS / PLANTAS

Manifestações Fisiológicas

AUMENTO DA TAXA DE ANORMALIDADE DE PLÂNTULAS

Manifestações Fisiológicas

AUMENTO DA TAXA DE ANORMALIDADE DE PLÂNTULAS

(18)

Manifestações Físicas

MANIFESTAÇÕES DA DETERIORAÇÃO

Alterações na coloração Alterações no brilho Alterações na textura

Presença de microrganismos visíveis externamente

SEQUÊNCIA DA DETERIORAÇÃO

Existe uma sequência padrão para todas as espécies, independentemente do genótipo?

Influência de determinado fator é sempre a mesma ? Atua da mesma forma em sementes armazenadas e após a semeadura?

Sequência de eventos é a mesma em sementes úmidas e nas mais secas?

Associação entre manifestações bioquímicas e fisiológicas Biossíntese incompleta Membranas incompletasMATURIDADE FISIOLÓGICA

Degeneração das membranas

Atividades respiratórias e biossintéticas

Germinação lentaPotencial de conservação

Menor taxa de desenvolvimento

Menor uniformidade de desempenho

Maior sensibilidade a adversidades

Redução da emergência de plântulas em campo

Aberrações morfológicas (plântulas anormais)peroxidação de lipídios radicais livres SEMENTE VIÁVEL atividade de RNases perda da integridade do DNA queda da síntese de DNA queda da síntese de proteínas queda da atividade de enzimas perda da integridade de membranas ineficiência no reparo de DNA redução na atividade de mitocôndrios perda da organização celular

(19)

H2O2 O2 O2 OOH OH Fe Peroxidação de Lipídios Disfunção Mitocondrial Inativação de Enzimas Desorganização de Membranas Danos Genéticos O2 Geração E nz im ática de Ra di ca is Livr es M ecani smos de R epar o

Menor produção de ATP, menor nº de mitocôndrios Reparo comprometido Exudados, produção de aldeídos Lesões em cromossomos, transcrição falha Semente Germinável Semente não Germinável Danos Celulares Antioxidantes

Autoxidação Antioxidantes Consequência Fisiológica ARMAZENAMENTO (Semente Seca) EMBEBIÇÃO (Semente Hidratada) Grau de umidade adequado 20 60 80 100 40 Germ in ação ( % ) Período de armazenamento Grau de umidade elevado

O ESTADO VÍTREO

Como é possível a sobrevivência e conservação das funções vitais em organismos que toleram a dessecação? Vitrificação é o processo através do qual a água sofre uma transição para um estado amorfo, de consistência rígida. O citoplasma assume a consistência de um líquido com alta viscosidade, suficiente para impedir ou dificultar reações químicas  garantia da estabilidade celular

Importante: presença de proteínas LEA, açúcares (rafinose, estaquiose)

(20)

cristal

vítreo

“borracha” Estrutura regular,

moléculas próximas

Consistência menos rígida, não há orientação espacial das moléculas Estado amorfo

Queda da temperatura ou secagem maior concentração

da solução celular: estabilidade e tolerância à dessecação

Consistência barra de chocolate ou “pirulito”

sólida, mas com propriedades físicas de um líqüido

Fase liquefeita barra de chocolate “derretida”:

adição de água ou elevação da temperatura maior

atividade celulardeterioração

O ESTADO VÍTREO

O ESTADO VÍTREO

Soja: G.U. < 9,0%; Milho: G.U. < 10,0%

Envelhecimento perda gradual da habilidade das células vivas manterem o citoplasma vitrificado

FORMAÇÃO

- Desidratação e/ou queda da temperatura

- Presença de rafinose, estaquiose

- Presença de proteínas LEA

- Manutenção das membranas no estado

“cristalino líquido”

- Sementes recalcitrantes?

(21)

Secagem Reidratação Hidratada Líquida-Cristalina Seca + Açúcares Líquida-Cristalina Liquida-Cristalina Seca-Gel

Transição dos fosfolipídios da membrana: Fase líquida-cristalina: semente hidratada

Fase gel: semente seca

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

- Condição inicial das sementes

Lotes

Híbrido A

Germinação (%) Envelh. acel. (%)

0

6

9 12 0

6

9 12

1

97 99 98 97 99 97 97 90

2

93 79 76 64 92 66 64 42

3

84 69 60 45 79 41 33 29

Germinação e vigor (env. acel.) de sementes de três lotes de sementes de milho híbrido durante doze meses de armazenamento em condições normais de ambiente (Timóteo e Marcos-Filho, 2013)

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

(22)

Ambiente Lotes

Período de armazenamento Inicial 4 meses 8 meses

G DU G DU G DU Não controlado(†) 1 97 17 92 36 88 54 2 92 42 87 54 82 54 Câmara seca 1 97 17 90 52 94 54 2 92 42 67 49 68 37 Câmara fria 1 97 17 98 50 95 30 2 92 42 87 46 94 46

Germinação (%) e ocorrência de danos por “umidade” (%) avaliados pelo teste de raios X de dois lotes de sementes de soja armazenadas durante oito meses em três ambientes (Adaptado de Forti et al., 2010).

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

- Momento de colheita

Momento de Colheita (dias após o florescimento) Germinação

(%) Condutividade elétrica(μmho/cm/g)

0 6 0 6 M3: 38 dias 69 62 92 104 M4: 42 dias 64 58 93 116 M5: 45 dias 76 70 53 94 M6: 49 dias 80 75 36 58 M7: 52 dias 71 55 43 75 M8: 56 dias 67 58 62 83 M9: 59 dias 71 60 49 94

Efeito da época de colheita e do período de armazenamento sobre a

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

- Injúrias mecânicas

- Secagem da semente

- Beneficiamento

(23)

- Secagem

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

Efeitos da temperatura de secagem sobre o teor de açúcares lixiviados de sementes de milho com 39% de água, avaliadas durante 4h de embebição (Seyedin e Burris, 1984)

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

- Condições e período de armazenamento

Germinação inicial e após armazenamento por 18 meses de lotes de sementes de soja e milho (Delouche e Baskin, 1979)

Composição química: SOJA x MILHO Lipídios são mais instáveis

(24)

40 60 80 100 6 12 18 24 8% 10% 12% 14% G ermi nação (%) Armazenamento (meses)

Efeitos do grau de umidade sobre a conservação de sementes da soja (Misra, 1981) 40 60 80 100 6 12 18 24 Germi nação (%) Armazenamento (meses) 10oC 20oC 25oC 15oC

Efeitos da temperatura ambiente sobre a conservação de sementes de soja (Misra, 1981)

- Condições e período de armazenamento – Regras de Manejo

- Redução de 1p.p. no grau de umidade das sementesperíodo seguro para o armazenamento duplica (graus de umidade entre 5,0% e 14,0%)

G.U. % superior a 14%desenvolvimento de fungos é acelerado G.U. % inferior a 5%autoxidação de lipídios

- Redução de 5oClongevidade duplica (válido para o intervalo 0 a 50oC)

- Ambas as reduções longevidade “quadruplica”

a) Variações no grau de umidade das sementes e temperatura b) Combinações ToC + U.R. %

- ToC + U.R.% até 80seguro para 8 - 10 meses

- ToC + U.R.% até 65 - 70seguro para 12 - 18 meses

- ToC + U.R.% até 55 ideal para 3 - 5 anos(ambiente artificial)

- ToC + U.R.% até 45para 5 - 15 anos (ambiente artificial)

Em geral, equilíbrio com umidade relativa menor que 65 - 70% é seguro para o armazenamento de sementes de grandes - Condições e período de armazenamento – Regras de Manejo

(25)

- Sanidade

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

UMIDADE RELATIVA (%) GRAU DE UMIDADE (%) FUNGO PREDOMINANTE TEMPERATURA PARA DESENVOLVIMENTO MÍNIMA ÓTIMA 50 7 - 8 --- ---- ----65 – 70 10 – 12 A. halophilicus ---- ----70 – 75 12 – 13 A. restricutsA. glaucus 0 a 10 30 – 35 75 – 80 13 – 15 A. achraceousA. candidus 10 a 15 45 – 50 80 – 85 15 – 17 Penicillium sp.A. flavus 10 a 15 40 -50 85 – 90 17 – 19 Penicillium spp. - 5 a 0 20 a 25 > 90 > 19 Fungos de campo Várias Várias

Desenvolvimento de fungos em sementes de soja, em relação à umidade relativa do ar, grau de umidade das sementes e temperatura (Castor, 1983)

- Tratamento químico

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

VIGOR TRATAMENTOS ARMAZENAMENTO (meses)

0 2 6 10 ALTO INÍCIO ARMAZ. SEMEADURA NÃO TRATADA 94 94 94 88 82 77 84 85 74 22 15 02 BAIXO INÍCIO ARMAZ. SEMEADURA NÃO TRATADA 91 91 91 78 79 46 75 77 61 26 25 01

Efeitos da época do tratamento fungicida (Rhodiauram) sobre a germinação de sementes de soja armazenadas em ambiente normal, durante 10 meses (Adaptado de Carvalho e Jacinto)

(26)

- Embalagem

FATORES QUE AFETAM A VELOCIDADE E A

INTENSIDADE DE DETERIORAÇÃO

Embalagem Parâmetro Armazenamento (meses)

0 2 4 8 16 18 Polietileno Germinação (%) 99 98 99 99 96 81 Teor de água (%) 8,5 8,6 9,1 9,8 12,0 11,2 Papel Germinação (%) 99 30 01 Teor de água (%) 8,5 16,7 15,1 Pano Germinação (%) 99 46 02 Teor de água (%) 8,5 16,0 17,6

Germinação e grau de umidade de sementes de milho armazenadas em diferentes tipos de embalagem a 30oC e 85% de umidade relativa

Referências

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