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Academic year: 2021

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e rre I ra Doutora em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC.

Mestre em Direito pela Universidade Estadual de Londrina – UEL. Professora permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Direito da Universidade de Marília – UNIMAR e do Programa de Mestrado em Direito e Cidadania da Universidade Paranaense – UNIPAR. Advogada. [email protected]

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o s a Doutor em Direito Econômico pela Universidade de Marília. Mestre em Direito e Teorias Gerais do Estado

pelo Centro Universitário Eurípides de Marília. Professor das Faculdades de Direito, Ciências Contábeis e Administração do Centro Universitário das Faculdades Integradas de Ourinhos. Membro da Associação Brasileira de Direito e Economia. Advogado e Administrador e Assessor Jurídico do Banco do Brasil S.A. [email protected]

Recebido: 17.04.2020 Pareceres: 31.05.2020 e 01.06.2020

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I re I to

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Consumidor; Civil

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As atuais relações de consumo se diferem do contexto tradicional, em função do dinamismo que passaram a apresentar e de sua importância para a inserção dos consumidores na sociedade, vez que, diante do presente cenário social, o ter, por vezes, mostra-se essencial, superando inclusive a importância do saber, incorporando-se ao próprio ser. É nesse contexto que a presente investigação objetiva estudar a importância da temporalidade e da essencialidade nas relações de consumo, supe-rando os aspectos meramente econômicos, abor-dando, para tanto, o valor jurídico do tempo do consumidor, bem como as condições existenciais do ser humano, contidas no contrato de consumo. Para

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bs tra c t

:

The current consumption relations dif-fer from those of the traditional context due to the dynamism that they started to present and its im-portance regarding the insertion of consumers in society, since given the present social scenario, the fact of “owning” sometimes proves to be essential, even surpassing the importance of “knowing”, in-corporating, finally, the being itself. It is, therefore, in this context, that this investigation aims to study the importance of temporality and essentiality in consumer relations, overcoming merely economic aspects, and addressing, for this purpose, the legal value of the consumer’s time, as well as the exis-tential conditions of the human being, which are all

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isso, utiliza-se o método dialético, por meio de pes-quisas bibliográficas, de legislação e jurisprudência, abordando a importância do tempo nas relações de consumo, bem como o seu valor jurídico, utilizan-do-se do paradigma da essencialidade, de forma relacional. Por fim, a investigação possibilitou an-tever que a adequada proteção do consumidor nas relações de consumo pós-modernas é aquela que não leva em consideração apenas os seus valores econômicos, mas também os valores existenciais e a temporalidade.

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:

Contratos de Consumo – Tempo-ralidade – Paradigma da essencialidade – Inclusão social – Dignidade da pessoa humana.

included in the consumption contract. For the im-plementation of this proposal, the dialectical meth-od was adopted, through bibliographic research on legislation and jurisprudence, addressing the im-portance of time in consumer relations, in addition to its legal value, using the paradigm of essentiality, in a relational way. Finally, this investigation made it possible to foresee that adequate consumer protec-tion in postmodern consumer relaprotec-tions is one that takes into account not only their economic values, but also their existential values and temporality.

K

e y w o rd s

:

Consumer contracts  – Temporality  – Paradigm of essentiality – Social inclusion – Human Dignity.

sumário: 1. Introdução. 2. A importância do tempo nas relações de consumo. 3. O valor jurídico do

tempo nas relações de consumo. 4. Os aspectos existenciais da relação de consumo: paradigma da essencialidade. 5. Considerações finais. 6. Referências.

1. i

ntRodução

As atuais relações de consumo pós-modernas se diferem do contexto tradicional

em função do dinamismo que passaram a apresentar e de sua importância para a

in-serção dos consumidores na sociedade.

O dinamismo é decorrente principalmente do avanço da tecnologia, que

possibi-lita aos consumidores adquirirem, mesmo à distância, de qualquer parte do mundo,

os mais variados produtos; tudo isso integrado à velocidade dos transportes e às

so-luções logísticas que evoluem a cada dia.

O contato do consumidor com o produto ganhou importância ímpar, haja

vis-ta que este passou a ser fundamenvis-tal para a sua inserção na sociedade, tornando-se

essencial a posse de objetos materiais para fazer parte de um grupo ou participar de

determinada classe, diante de cenário social em que o ter mostra-se muito mais

im-portante do que o próprio saber, incorporando-se ao próprio ser.

Diante desse contexto, em que os valores econômicos da maior parte dos

pro-dutos transacionados nas relações de consumo são ínfimos, outros valores ocupam

maior destaque (em detrimento dos econômicos), merecendo, assim, especial

aten-ção por parte do Estado.

Resta evidente que o tempo do consumidor também deve ser visto como valor

nas relações de consumo, com a peculiaridade de que, quando se está diante do

mi-crossistema de Direito do Consumidor, ele deve ser interpretado em seu favor, haja

vista a positivação dos deveres de boa-fé, informação, cuidado e cooperação que são

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Verificou-se que o desrespeito ao tempo do consumidor, por parte do fornecedor,

é passível de acarretar danos, tanto materiais quanto morais, o que, em função de seu

reconhecimento jurídico, merece reparos, conforme já reconhecido pela

jurispru-dência pátria, inclusive pelo Superior Tribunal de Justiça, de acordo com acórdãos

analisados no decorrer da investigação.

O paradigma da essencialidade indicou que se deve fazer leitura constitucional

do direito dos contratos, porque os bens devem ser classificados de acordo com a

es-sencialidade para quem deles necessita, afastando-se, assim, o contexto meramente

patrimonialista tradicional.

Decorre disso que o ordenamento jurídico e seus intérpretes devem realçar os

as-pectos existenciais do ser humano, entre os quais se encontram as expectativas

legí-timas do consumidor, que integram sua dignidade e personalidade.

Por fim, a investigação possibilitou antever que a adequada proteção do

consu-midor nas relações de consumo pós-modernas é aquela que não leva em

conside-ração apenas os seus valores econômicos, mas também os valores existenciais e a

temporalidade.

6. R

eFeRênCiaS

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I

mpactoInternacIonaldo

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d

IreItodo

c

onsumIdor

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2020 • RDC 130

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Veja também Doutrinas

• A proteção do consumidor nos países menos desenvolvidos – a experiência da américa

la-tina, de Antônio Herman V. Benjamin –

RDC 8/200-219 e Doutrinas Essenciais de Direito do

Consumidor 1/1109-1137 (DTR\1993\470);

• A proteção dos consumidores em um mundo globalizado:

studium generale sobre o

consu-midor como

homo novus, de Claudia Lima Marques – RDC 85/25-62 (DTR\2013\484);

• Direito de acesso ao consumo, de João Paulo de Campos Dorini –

RDC 75/43-79; Doutrinas

Essenciais de Direito do Consumidor 2/927-961 (DTR\2010\654);

• Pequenos grandes danos: a relevância da tutela coletiva do consumidor face aos danos de

pequena expressão econômica, de Laís Bergstein –

RDC 129/341-368 (DTR\2020\7473); e

• Uma reflexão hermenêutica da defesa do consumidor a interpretação das relações de

consu-mo coconsu-mo instituto da pós-consu-modernidade e da sociedade de risco, de Luiz Fernando Afonso –

RDPriv 47/505-531 (DTR\2011\2752).

Referências

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