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Chefe Cordeiro recebe a segunda estrela Michelin

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(1)

Chefe
Cordeiro
recebe
a
segunda
estrela
Michelin



 
 Soube‐se
hoje,
a
partir
de
Barcelona,
os
resultados
da
atribuição
das
estrelas
 Michelin
em
Portugal
e
Espanha.
Esta
distinção
é
sinónimo
de
um
caminho
de
 persistência
na
culinária
profissional,
marcando
indelevelmente
profissionais,
 restaurantes,
hotéis
e
até
cidades
e
países,
consoante
o
número
e
o
nível
de
 cozinheiros
que
obtenham
tamanho
galardão.

 
 
 Ao
receber
de
novo
esta
distinção,
o
Chefe
Cordeiro
vê
reconhecido
a
certeza
de
um
 caminho
de
qualidade
que
trilha
livremente.
É
o
seu
caminho
de
sempre,
na
 afirmação
dos
produtos
nacionais,
das
nossas
receitas
e
do
nosso
sabor.

 A
estrela
chegou,
reforçando
o
primeiro
interesse
de
todos
que
é
o
da
satisfação
dos
 clientes.
Devolver
com
todo
o
carinho,
trabalho
e
profissionalismo,
a
gentileza
de
 quem
escolhe
partilhar
a
mesa
do
Restaurante
Feitoria,
no
Hotel
Altis
Belém.
 O
Chefe
Cordeiro
vê
esta
atribuição
como
um
reconhecimento
à
sua
equipa
por
um
 trabalho
que
é
diário,
constante
e
consistente.
 
 Para
o
Chefe
Cordeiro
"Por
muitas
voltas
que
dê
o
mundo
da
gastronomia,
sabemos
 do
nosso
Norte
pois
há
muitos
anos
que
rumamos
a
ele.
Essa
terra
de
alegria,
esse
 Portugal
mais
afirmativo,
onde
somos
mais
felizes".
 


A
 primeira
 estrela
 foi
 conquistada
 no
 ano
 de
 2005
 (e
 mantida
 em
 2006)
 em
 Amarante.
 Esta
 é
 a
 primeira
 vez
 que
 o
 Chefe
 Cordeiro
 é
 distinguido
 pelo
 Guia
 Michelin
desde
a
sua
vinda
para
Lisboa
e
é
também
a
primeira
estrela
conquistada
 ao
serviço
do
Grupo
Altis.
 
 
 
 Para
mais
informações
contactar:
 
 Rita
Cupido
 rita.cupido@e‐gosto.com


(2)

ENTREVISTA
CHEFE
CORDEIRO


 


1.
Como
surgiu
o
gosto
pela
cozinha?



O
 gosto
 pela
 cozinha
 nasce
 em
 mim
 naturalmente.
 Sempre
 tive
 vontade
 de
 fazer
 algo
diferente
e
de
marcar
uma
posição
em
tudo
o
que
fazia.
Em
criança
era
muito
 rebelde
 e
 traquina.
 O
 regresso
 de
 Angola
 para
 Portugal
 num
 tempo
 de
 guerra
 afirmada,
em
1974,
marcou‐me
de
alguma
forma.
Passei
três
meses
de
fome
onde
 apenas
existiam
ovos
e
farinha,
e
não
é
difícil
imaginar
a
aflição
dos
meus
pais
nessa
 altura
com
três
filhos
para
alimentar.
Em
casa
sempre
senti
aqueles
aromas
da
boa
 cozinha,
principalmente
quando
a
minha
mãe
fazia
o
Folar
de
Bragança.
Ver
os
bolos
 a
 crescerem
 dentro
 do
 forno
 doméstico
 parecia‐me
 magia!
 Tudo
 isto
 e
 o
 gostar
 muito
de
comer
e
beber
aquilo
que
é
bom,
fizeram‐me
ser
cozinheiro.
Sempre
tive
 uma
 ligação
 muito
 forte
 aos
 bons
 produtos.
 Fui
 criado
 no
 meio
 de
 caçadores,
 agricultores,
criadores
de
gado,
etc.
Tenho
bem
marcadas
as
viagens
à
aldeia
do
meu
 pai,
São
Martinho
de
Angueira,
concelho
de
Miranda
do
Douro,
para
comer
a
posta
 de
 verdade
 na
 Feira
 do
 Naso.
 Muitas
 outras
 situações
 me
 marcaram.
 Na
 minha
 família,
apesar
dos
condicionalismos
externos,
sempre
tivemos
a
tradição
de
comer
 bem.
 2.
Que
idade
tinha?
 Quando
regressámos
de
Angola
tinha
sete
anos
de
idade.
Comecei
logo
de
seguida
e
 sempre
sem
problemas
a
fazer
as
minhas
brincadeiras
na
cozinha.
 
 3.
Que
sabores
guarda
da
infância?
 O
aroma
dos
Folares
de
Bragança
da
minha
mãe.
A
comida,
toda
ela,
na
aldeia
do
 meu
pai.
Uma
excelente
Chanfana
de
Cabra
velha
que
comi
uma
vez
em
Coimbra
em
 casa
de
uns
amigos
dos
meus
pais.
Toda
a
comida
em
casa
dos
meus
tios
e
padrinhos
 em
Cacia,
concelho
de
Aveiro,
onde
vivi
algum
tempo.
O
Joelho
de
Porco
no
forno
 em
Chaves
onde
também
vivi
seis
anos
da
minha
infância,
entre
muitos
outros.



4.
 Houve
 alguém
 responsável
 pela
 sua
 incursão
 neste
 meio?
 Algum
 chefe
 que
 o
 tenha
inspirado?


Todos
nós
bebemos
algo
de
todos.
Eu
trabalhei
com
vários
chefes
de
renome
a
nível
 internacional
 e
 percebi
 que
 para
 nos
 afirmarmos
 no
 mundo
 profissional
 temos
 de
 ser
 muito
 exigentes
 connosco
 próprios.
 Este
 é
 o
 primeiro
 ponto
 importante.
 Ser
 exigente
é
muito
importante.
As
pessoas
confundem
exigência
com
autoridade.
 Muitas
pessoas
que
me
inspiraram
não
eram
chefes.
Eram
pessoas
modestas,
donas
 de
casa,
amigos
de
amizade
sincera
que
me
receberam
nas
suas
casas
ou
espaços
e
 cozinharam
 de
 forma
 esplêndida
 para
 me
 alimentarem.
 Foram
 momentos
 gastronómicos
 que
 me
 marcaram
 de
 forma
 positiva
 em
 países
 como
 a
 Suíça
 onde
 enjoei
as
Racletes
de
queijo,
Escócia
com
o
Haggis
de
cheiro
nauseabundo,
mas
de
 excelente
 paladar,
 e
 o
 seu
 Short
 Bread,
 onde
 fiz
 toneladas
 de
 tabuleiros.
 Em
 Londres,
 no
 restaurante
 do
 Aldo
 Zilli,
 “Il
 Siciliano”,
 no
 Soho,
 cozinhei
 no
 jantar
 de
 aniversário
do
Freddy
Mercury.



(3)

5.
Como
podemos
definir
a
cozinha
do
chefe
Cordeiro?


A
 minha
 cozinha
 será
 sempre
 uma
 cozinha
 SIMPLES.
 Trabalho
 com
 o
 produto
 excelente
 e
 depois
 de
 o
 ter
 na
 mão
 dou
 asas
 á
 imaginação,
 tento
 sempre
 não
 estragar.


Gosto
 de
 sonhar
 na
 cozinha
 e
 após
 o
 sonho
 nasce
 a
 criatividade.
 Um
 dia
 talvez
 consiga
vir
a
explicar
o
que
é
efectivamente
a
Criatividade
na
Cozinha.


6.
 Entre
 os
 prémios
 conquistados
 até
 ao
 momento
 está
 uma
 estrela
 Michelin,
 ganha
em
2005/2006
e
agora
novamente
para
2012.
O
que
significou
para
si
esta
 distinção?



Ganhar
uma
estrela
do
Guia
Michelin
é
um
sonho
transformado
em
realidade.
Foi
 muito
bom
e
especial
ganhar
a
estrela
e
mantê‐la,
principalmente
no
espaço
e
no
 ano
em
que
ocorreu.
É
sem
qualquer
dúvida
o
coroar
de
uma
carreira
profissional.
 Ganhar
 uma
 estrela
 Michelin
 é
 o
 mesmo
 que
 ganhar
 um
 Óscar
 em
 Hollywood.
 Qualquer
cozinheiro
adoraria
ganhar
este
prémio.
Foi
a
recompensa
de
muitas
horas
 de
trabalho
e
de
sacrifício
onde
alguém
próximo
de
nós
também
sofre
muito.
Tinha
 na
altura,
como
tenho
agora,
uma
equipa
de
cozinha
muito
boa.
 
 7.
Que
lugar
ocupam
os
prémios
na
vida
de
um
chefe
de
cozinha?

 Os
prémios
ocupam
um
lugar
muito
importante
no
coração
de
um
chefe,
tal
como
os
 seus
clientes.
Os
clientes
são
o
veículo
mais
directo
para
ganhar
prémios.
Cozinhar
e
 servir
os
clientes
são
momentos
muito
próprios,
muito
únicos.
 


8.
 Frequentemente
 afirma
 que
 “sem
 trabalho
 e
 sacrifício
 nada
 se
 faz”.
 Tem
 sido
 esta
a
sua
receita
para
o
sucesso?


Não
tenho
qualquer
dúvida.
Esta
é
uma
filosofia
de
vida
da
qual
não
prescindo
e
que
 diariamente
 incuto
 aos
 meus
 colaboradores.
 Não
 acredito
 na
 sorte.
 Continuo
 à
 espera
do
Euromilhões.
 9.
Sente
esse
empenho
nas
novas
gerações?

 Não,
não
sinto.
Sinto
apenas
em
alguns,
muito
poucos.
E
serão
esses
certamente
os
 novos
chefes
do
futuro.


10.
 O
 chefe
 que
 gosta
 de
 apostar
 nas
 pessoas
 foi
 membro
 do
 júri
 na
 primeira
 edição
do
MasterChef
Portugal.
O
gozo
de
formar
assemelha‐se
ao
de
cozinhar?



A
 formação
 sempre
 foi
 uma
 área
 que
 me
 agradou
 particularmente,
 mas
 não
 da
 forma
como
é
gerida
actualmente
em
Portugal.
Vivemos
com
a
sistemática
política
 da
 cunha
 e
 parece
 que
 só
 funciona
 dessa
 forma.
 De
 resto,
 gosto
 de
 apostar
 fortemente
nas
pessoas
que
me
transmitem
valor.



11.
Tem
sido
evidente
o
interesse
do
público
pela
cozinha
e,
consequentemente,
 pelos
chefes.
O
que
podemos
esperar
depois
do
MasterChef?


(4)

Após
o
programa
continuarei
a
ser
como
sempre
fui
enquanto
chefe
de
cozinha.
Não
 gosto
de
hipocrisias.
Portanto,
continuarei
a
ser
sincero,
honesto
e
com
alguma
dose
 de
 humildade.
 Tenho
 a
 certeza
 que
 o
 MasterChef
 será
 um
 bom
 contributo
 para
 a
 gastronomia
a
nível
nacional.



AFIRMAÇÃO
GASTRONÓMICA

Com
 Trás‐os‐Montes
 no
 coração,
 o
 chefe
 Cordeiro
tem
 Portugal
 na
 sua
 cabeça
 quando
 se
 dedica
à
 elaboração
 de
 novas
 receitas.
 Imagine‐se
 a
 construção
 necessária
 para
 reinventar
 uma
 nova
 ligação
 de
 alimentos
 que
 faça
 sentido.
 O
 conhecimento
 e
 a
 imaginação
 aliadas
 para
 conceber
 complementos
 perfeitos,
 parcerias
únicas,
momentos
inesquecíveis.


É
neste
campo
que
mora
o
Chefe
Cordeiro,
conjugando
os
seus
produtos
de
sempre,
 por
uma
ligação
fraterna
com
a
nossa
terra
e
as
nossas
gentes.
Reflectindo
sobre
o
 acto
 de
 criação
 em
 cozinha,
 ao
 mesmo
 tempo
 que
 se
 desdobra
 nas
 múltiplas
 solicitações
que
lhe
surgem
por
ser
um
dos
grandes
chefes
de
cozinha
do
país,
dada
 a
sua
elevada
responsabilidade
profissional,
o
seu
percurso.


A
 sua
 mais
 recente
 aparição
 no
 programa
 MasterChef
 Portugal
 é
 natural.
 O
 chefe
 Cordeiro
 tem
 muitas
 horas
 de
 televisão
 e
 deu
 regularidade
 à
 sua
 presença
 em
 programas
 onde
 muito
 empatiza
 com
 apresentadores
 e
 público.
É
 uma
 responsabilidade
conseguir
dar
sinal
aos
participantes
e
a
quem
vê
a
sua
prestação
 em
 casa,
 acerca
 do
 que
 são
 as
 bases,
 as
 nossas
 raízes,
 as
 técnicas
 inerentes,
 num
 contexto
 televisivo
 em
 que
 participam
 pessoas
 sem
 experiência
 e
 sob
 grande
 pressão.


À
sua
orientação
firme
na
defesa
de
uma
cozinha
de
cariz
regional,
que
tão
grandes
 conquistas
 lhe
 tem
 permitido,
 alia‐se
 agora
 semanalmente
 o
 trato
 humano.
 Não
 duvidamos
que
o
chefe
cordeiro
é
uma
das
marcas
que
fica
desta
edição
primeira
de
 um
grande
concurso
de
cozinha
para
público,
em
televisão,
no
nosso
país.



CHEFE
CORDEIRO
NUM
MINUTO!



 • Ser
chefe
de
cozinha
é..
ARTE
 • Produto
do
qual
não
abdica
–
TRIOLOGIA:
AZEITE,
PÃO
E
VINHO
 • Uma
inspiração
na
cozinha
–
O
AMOR,
A
PAIXÃO
E
O
CARINHO
POR
TUDO
NA
 VIDA,
NÃO
SÓ
NA
COZINHA.
 • O
seu
prato
preferido
TODOS,
EXCEPTO
PORRADA
NO
LOMBO.
 • Ganhar
uma
estrela
Michelin
é...MAGNIFÍCO


• Um
 desejo
 por
 cumprir...SÃO
 IMENSOS.
 AINDA
 TENHO
 MUITO
 QUE
 APRENDER.


(5)

RESUMO
CV
CHEFE
CORDEIRO


Nasceu
em
Angola,
em
1967,
mas
é
em
Trás‐os‐Montes
que
encontra
as
suas
 origens.
 Actualmente
 director
 de
 restauração
 e
 chefe
 executivo
 do
 Altis
 Belém
Hotel
&
Spa,
em
Lisboa,
Cordeiro
iniciou
a
sua
carreira
profissional
em
 países
como
a
Suíça,
Escócia
e
Inglaterra.



No
 regresso
 trabalhou
 nalguns
 dos
 mais
 emblemáticos
 espaços
 a
 nível
 nacional,
nomeadamente
o
Hotel
Le
Meridien
Park
Atlantic,
no
Porto,
o
Hotel
 Montebelo,
em
Viseu,
e
o
Pestana
Porto
Carlton
Hotel.
Em
2005,
a
Academia
 Portuguesa
de
Gastronomia
atribui‐lhe
o
prémio
de
Melhor
Chefe
de
Cozinha
 de
 2004.
 Em
 Amarante,
 onde
 exerceu
 o
 cargo
 de
 director
 de
 restauração,
 chefe
 supervisor
 e
 executivo,
 o
 chefe
 Cordeiro
 conquista
 uma
 estrela
 do
 famoso
guia
Michelin,
na
edição
2005/2006.

 O
restaurante
Feitoria,
onde
desenvolve
uma
cozinha
de
autor,
está
cotado
 como
um
dos
melhores
de
Lisboa,
tendo
obtido
a
classificação
máxima
nos
 principais
guias
de
restaurantes
de
Portugal,
nomeadamente
o
guia
da
Time
 Out
Lisboa
e
o
Boa
Cama
Boa
Mesa
(Expresso).

 Em
Novembro
de
2011
foi
a
vez
do
prestigiado
Guia
Michelin
reconhecer
a
 sua
excelência
com
uma
estrela,
a
segunda
da
sua
carreira.
 
 
 


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