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Relato de Pesquisa. Resumo

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TALENTO FEDERAL: PERFIL ARTÍSTICO-CULTURAL DE ALUNOS E SERVIDORES DO IFTM – CAMPUS UBERLÂNDIA

Iury Nogueira Ribeiro

Márcia Maria de Sousa- Orientadora [email protected]

[email protected]

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro

Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica Júnior (PIBIC- EM CNPq 2010/2011 Relato de Pesquisa

Resumo

No âmbito do Ensino Técnico e Tecnológico, a importância dos conhecimentos e práticas artístico-culturais fica pormenorizada diante das necessidades técnicas da formação profissional. No entanto a cultura e a arte são elementos fundamentais na formação humana, que por sua vez complementa a formação profissional, colaborando na constituição de profissionais críticos e autônomos que não apenas reproduzem, mas são capazes de construir conhecimentos. Nessa perspectiva a pesquisa em andamento Talento Federal: perfil artístico-cultural de alunos e servidores do IFTM – Campus Uberlândia tem como objetivo conhecer e fomentar a prática e a reflexão sobre manifestações artísticas e culturais vivenciadas por alunos e servidores do IFTM - Campus Uberlândia como forma de incentivar o desenvolvimento da criatividade, da capacidade crítica e da interação social e cultural. Até o momento, a análise parcial dos dados que foram coletados a partir de um questionário disponibilizado por meio eletrônico na rede de computadores do Campus Uberlândia a 248 pessoas entre alunos e servidores (professores e técnicos administrativos), nos possibilitou observar que um número significativo de pessoas (179) entre alunos e servidores praticam alguma atividade artístico-cultural, sendo que 82 pessoas tocam algum instrumento musical. Os dados iniciais nos permitem observar também uma grande variedade de referências culturais, advindas principalmente do meio popular, da cultura sertaneja (rural) e da cultura de massas (meios de comunicação). Desse modo compreendemos que o planejamento de atividades e ações artístico-culturais a serem propostas a partir do mês de maio deverão incluir uma variedade de referências culturais, iniciando pela música, e dando seguimento pelo teatro, pelas artes visuais e pela dança, sendo estas as áreas artísticas mais apontadas como desejo de aprendizado.

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Introdução

Cultura e Arte são dois conceitos comumente ligados à capacidade do sujeito de se expressar, de dar vazão à criatividade, de exercitar o imaginário, subverter a ordem, enfim, de se comunicar, seja objetiva ou subjetivamente, individual ou coletivamente.

Segundo Aranha & Martins (2003, p. 413):

A cultura aponta para o mundo como ele é, com hábitos, costumes, valores que nos aproximam dos outros indivíduos do grupo. A arte aponta para possibilidades do mundo, tira-nos dos hábitos, rompe os costumes, propõe outros valores. A arte nos faz estender e ampliar aquilo que somos porque passamos a ver o mundo e a nós mesmos sob luzes diferentes. A arte afina nossa sensibilidade: ensina-nos a ter aguda percepção dos estímulos que vêm dos nossos sentidos e a relacioná-los com conteúdos próprios – nossas lembranças, vivências pessoais e informações que já temos – e com o mundo em que vivemos.

Analisados sob a ótica da complementaridade podemos dizer então que Cultura e Arte são campos de conhecimento importantes de serem vivenciados por todo e qualquer sujeito em sua formação humana, uma vez que esses conhecimentos nos ajudam a compreender quem somos e o mundo de imagens, matérias, sons e gestos que nos cercam e que nos constituem.

No âmbito do Ensino Técnico e Tecnológico, entender a cultura e a arte como elementos fundamentais na formação humana, que por sua vez complementam a formação profissional, colabora para percebermos a necessidade e importância desenvolvimento da expressividade e da criatividade, enfim da subjetividade, na constituição de profissionais críticos e autônomos que não apenas reproduzem, mas são capazes de construir conhecimentos. Desse modo, conhecer e fomentar a prática e a reflexão sobre manifestações artísticas e culturais no espaço educativo do IFTM - Campus Uberlândia é uma forma de incentivar o desenvolvimento da criatividade, da capacidade crítica e a interação social e cultural, proporcionando o conhecimento e a divulgação de diferentes manifestações e linguagens artísticas, além de ampliar o olhar de alunos e servidores para apreciar e valorizar a diversidade artística e cultural que a contemporaneidade nos apresenta cotidianamente.

Isso porque o acesso cada vez mais irrestrito a bens culturais dos mais diversos lugares e tempos não têm garantido o seu efetivo entendimento, ou mesmo instrumentalizado jovens e adultos para a constituição de uma identidade cultural significativa, ou seja, que corresponda a experiências e análises próprias, escapando da reprodução acrítica de produtos gerados no âmbito da indústria cultural.

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Por sua vez, ações culturais cuja fundamentação se ancora nos aspectos interativos e educativos da produção artística, tanto em ambientes formais de educação como em instituições não formais de ensino, têm possibilitado o desenvolvimento e a valorização de talentos e expressões artísticas individuais e coletivas que promovem tanto a interação cultural como social.

A esse respeito Ana Mae Barbosa afirma que

No Brasil, todas as organizações não-governamentais (ONGs) que têm obtido sucesso na educação dos excluídos, esquecidos ou desprivilegiados da sociedade estão trabalhando com arte e até vêm ensinando às escolas formais a lição da arte como caminho para recuperar o que há de humano no ser humano (In BARBOSA & COUTINHO, 2009, p. 21).

Isso nos mostra a importância que cultura e arte – independente de serem elas advindas da esfera popular, de massa ou erudita – têm ganhado espaço na sociedade e no mercado como conhecimentos e formas de pensamento que agregam valores humanos, proporcionam o convívio e a interação social, geram produtos de significativa relevância econômica e despertam para a consciência das diferenças culturais como potencialidades educativas e não como fatores de discriminação ou preconceito.

Promover essas ações em instituições de ensino que tem como foco a formação profissional, contribui para aprimorar o processo de formação para o trabalho por meio da ampliação do campo de visão sobre o mercado e a sociedade dos quais nossos alunos e servidores participam.

É nesse sentido que estamos realizando esta pesquisa sobre o perfil artístico-cultural de alunos e servidores do IFTM – Campus Uberlândia, uma vez que é a partir do levantamento das referências que constituem suas identidades culturais, que poderemos mediar o diálogo e a interação entre diferentes modos de perceber e tratar as expressões artísticas, alargando o repertório cultural e estendendo as produções do campus a outros espaços.

Objetivos

Esta pesquisa tem como objetivo geral fomentar a criação, a experimentação, o conhecimento e a fundamentação artística e cultural de alunos e servidores do IFTM - Campus Uberlândia por meio da oferta de cursos, oficinas e do acompanhamento de produções artísticas coletivas nas várias formas e linguagens de expressão das culturas e das subjetividades locais.

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Para tanto, procuramos gradativamente conhecer o perfil artístico e cultural de alunos e servidores do IFTM - Campus Uberlândia por meio do levantamento das habilidades e conhecimentos artísticos e culturais previamente adquiridos e desenvolvidos fora do espaço da instituição. Concomitantemente buscamos recursos institucionais para reativar a Sala de Música e o Anfiteatro do IFTM – Campus Uberlândia como espaços de produção e apresentações artístico-culturais. Na seqüência pretendemos trabalhar a diversidade de gêneros e estilos artísticos valorizando as especificidades das diferentes linguagens artísticas, suas formas de manifestação na cultura local e seus possíveis diálogos e interações artísticas por meio de mini-cursos e oficinas que atendam às demandas provenientes do perfil traçado. Tudo isso como modo de proporcionar o desenvolvimento de talentos e potencialidades artísticas de alunos e servidores canalizando-os para ações positivas numa perspectiva sócio-educativa que valorize suas expressões culturais e subjetivas e promovam a interação com colegas e profissionais que atuam no Campus Uberlândia.

Fundamentação Teórica

Adentrar os campos de conhecimento e de experimentações da cultura e da arte exige que tenhamos uma noção de algumas formulações teóricas que cercam esses dois conceitos.

O conceito de cultura no sentido antropológico é tudo que o homem faz para construir sua existência. No entanto, ao longo do processo de constituição da civilização ocidental o conceito de cultura foi categorizado e subdivido em Cultura Erudita, Cultura Popular e Cultura de Massa, conforme o posicionamento social e econômico dos grupos que a produzem.

Cultura Erudita seria aquela produzida e apreciada pela elite econômica e intelectual da sociedade, podendo ser associada ao conceito de Cultura Clássica que, como explica Cristina Costa (1998) foi extremamente marcada pelo predomínio de padrões racionais e individualistas.

Cultura Popular é aquela produzida de forma artesanal pelas classes populares, excluídas e dominadas. Apesar de não possuir um caráter intelectualizado e universalizado como a cultura erudita, a cultura popular revela o caráter intuitivo e regional das relações entre os sujeitos, a sociedade e a natureza.

Já a Cultura de Massa

É um fenômeno que surge no século XX, nos aglomerados urbanos, pós-revolução industrial e tecnológica. Deriva da criação e existência da indústria cultural e se coloca na intersecção entre a cultura erudita e a

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popular, já que seus produtos são consumidos por pessoas das duas classes. Os objetos dessa cultura são objetos fabricados em escala industrial e distribuídos massivamente para um público genérico, com um perfil a ser induzido pela própria indústria, que cria e condiciona as demandas de consumo. (ARAÚJO In Licenciatura em Artes Visuais: módulo 2, 2008, p. 20).

Fazendo uma breve reflexão sobre esses conceitos categorizados de cultura intuímos que a referência ao conceito de cultura pode ser feita no plural, ou seja, culturas, uma vez que mesmo pertencente a uma determinada esfera de atuação social e econômica, podemos circular pelos ambientes em que se produzem outras categorias culturais e entrar em contato com seus códigos absorvendo-os em nossas práticas culturais.

A respeito do conceito de arte, podemos conceituá-la como uma categoria de pensamento e uma forma específica de produção simbólica, sendo, portanto, uma das formas de manifestação de diversas matrizes culturais (COSTA, 1998).

Assim, a percepção e a análise de uma produção artística depende dos hibridismos culturais presentes no contexto em que foi produzida e do deslocamento e contexto de quem a aprecia. Como o conceito de arte está ancorado no conceito de culturas, mais que classificar uma determinada manifestação artística como popular, de massa ou erudita é necessário compreender a dinâmica das trocas simbólicas que promove entre essas categorias em seu contexto cultural. Para tanto, é preciso ter clareza de que o reconhecimento de uma manifestação cultural ou expressão artística em uma determinada categoria não deve necessariamente implicar em um julgamento de valor ou expressar um grau de importância de um modo de operar cultural e artístico em detrimento de outros.

Na perspectiva do reconhecimento e valorização de diferentes instâncias e matrizes culturais, inclusive como forma de atuação político-social, algumas teorias contemporâneas como o Multiculturalismo (MCLAREN, 2000) e os Estudos Culturais (HALL, 1997) têm se apresentado como tendências que promovem a diversidade cultural como uma riqueza e questionam a dominância e hegemonia histórica da cultura erudita.

Desse modo, saber distinguir a que referências culturais uma determinada manifestação artística está vinculada, é uma forma de localizar no vasto repertório de imagens, sons, corporeidades e tecnologias apresentados pela contemporaneidade, aqueles elementos que tem significado simbólico para quem os vivencia expressivamente. Mais que isso, amplia nossas leituras de mundo fornecendo outras possibilidades de interpretação além daquelas com as quais temos proximidade cultural.

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Metodologia

Esta pesquisa parte do pressuposto de que as práticas artístico-culturais em ambientes educativos geram possibilidades de interação social e cultural que ampliam a produção de saberes que circulam no espaço escolar. Nesse sentido, o trabalho do pesquisador consiste em promover essa interação com e entre os sujeitos pesquisados, mediando os conhecimentos e as descobertas provenientes das experimentações artísticas.

Segundo Brandão (2003), uma pesquisa caracteriza-se por perguntas construídas “a várias mãos”, ou seja, surge de práticas e saberes de alguns sujeitos que, estendidas a outras pessoas do convívio cotidiano, ampliam constantemente e se constituem num movimento dinâmico, que parece nunca se encerrar. Cabe, então, ao pesquisador percorrer seu caminho para buscar informações, preservando a dinâmica do movimento que as constitui: um método de trabalho que pode ser aberto “[...] à incerteza e à indeterminação como princípio teórico e metodológico fundador do próprio pensamento científico” (BRANDÃO, 2003, p.74).

Nesse sentido, adotamos a pesquisa qualitativa como aporte metodológico desta pesquisa, uma vez que

A pesquisa qualitativa, apoiada na epistemologia qualitativa, não se orienta para produção de resultados finais que possam ser tomados como referências universais e invariáveis sobre o estudado, mas à produção de novos momentos teóricos que se integrem organicamente ao processo geral de construção de conhecimentos. (REY, 2002, p.125).

Assim, o conhecimento que pretendemos construir com esta pesquisa pressupõe a comunicação entre pesquisadores e sujeitos pesquisados como uma relação indispensável e constante, um processo de complexidade progressiva, necessário para que as condições, a qualidade e as singularidades de cada um dos sujeitos pesquisados sejam incorporadas como processos significativos na produção intelectual do pesquisador.

Para alcançar os objetivos propostos, inicialmente foram desenvolvidas algumas ações fundamentadas na pesquisa qualitativa: levantamento de condições físicas e materiais dos equipamentos e instalações elétricas da Sala de Música e solicitações de reparos e consertos; leitura e fichamento de referencial teórico sobre Arte e Cultura para fundamentar a elaboração do questionário de coleta, a construção e a análise de dados; adequação do questionário elaborado para disponibilização na rede de computadores do Campus Uberlândia; divulgação do questionário entre alunos e servidores; acompanhamento da aplicação do questionário e início das tabulações e análises dos questionários respondidos.

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Resultados Parciais

A tabulação e análise das respostas dadas ao questionário disponibilizado a alunos das turmas de 1º, 2º e 3º anos do Ensino Técnico integrado ao Ensino Médio dos Cursos de Informática e Agropecuária, e servidores (técnicos e docentes) do Campus Uberlândia, num total de 248 questionários respondidos, apontam os seguintes resultados parciais:

• Mais de 50% das pessoas (179 entre alunos e servidores) responderam que praticam alguma atividade artística ou gostariam de fazer algum curso ou oficina artística, seja em teatro, artes visuais, música ou dança, ou mesmo em mais de uma dessas áreas.

• A atividade artística mais praticada entre alunos e servidores é a prática com instrumentos musicais - 82 pessoas tocam algum instrumento –, sendo que dentre este total existem algumas que tocam mais de um instrumento. O instrumento mais citado é o violão com 50 respostas, seguido da guitarra com 24 respostas, bateria com 10 respostas, contra-baixo com 7 respostas, teclado com 6 respostas, viola, flauta e percussão com 5 respostas cada, saxofone e piano com 4 respostas cada, violino com 2 respostas. Cavaquinho, gaita, berrante, berimbau, trompete, tarol, carron e violoncelo foram citados apenas uma vez cada um.

• A dança de salão foi citada como prática artística de 5 pessoas, sendo que a dança de rua é praticada por 2 pessoas. Já o balé clássico, a dança contemporânea, o tecnotonic, o free step, o pop e a capoeira foram citadas uma vez cada.

• 20 pessoas citaram o Teatro como prática artística, sendo que 19 especificaram essa prática como Teatro Amador.

Considerando que as respostas dadas apontaram para a prática com instrumentos musicais como a mais recorrente e significativa entre o público abordado na pesquisa, a primeira providência tomada foi a preparação das instalações elétricas, limpeza e reativação do espaço da Sala de Música, além do agendamento de horários para ensaios de 5 grupos de alunos durante o intervalo do almoço. Compreendemos ainda que o planejamento de atividades e ações artístico-culturais a serem propostas a partir do mês de maio deverão incluir uma variedade de referências culturais, dando seguimento à proposta de criação de cursos e oficinas de teatro, artes visuais (fotografia, desenho e pintura) e dança, sendo estas as áreas artísticas mais apontadas como desejo de aprendizado artístico.

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Referências

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2003.

BARBOSA, Ana Mae; COUTINHO, Rejane Galvão (orgs.). Arte/Educação como mediação cultural e social. São Paulo: Editora UNESP, 2009.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A pergunta a várias mãos: a experiência de pesquisa no trabalho do educador. São Paulo: Cortez, 2003.

COLI, Jorge. O que é Arte. 15ª ed., São Paulo:Brasiliense, 1995. Coleção Primeiros Passos. COSTA, Cristina. Arte: resistências e rupturas – ensaios de arte pós-clássica. São Paulo: Moderna, 1998.

HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação e Realidade. Porto Alegre, v.22, n. 2, p. 1-23. 1997.

Licenciatura em Artes Visuais: módulo 2 / Universidade Federal de Goiás. Faculdade de Artes Visuais; Centro Integrado de Aprendizagem em Rede (CIAR). - Goiânia: CEGRAF/ UFG, 2008.

McLAREN, Peter. Multiculturalismo Crítico. Trad. Bebel Orofino Schaefer. 3ª ed.- São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2000. – (Coleção Prospectiva, v.3).

REY, Fernando L. Gonzalez. Sujeito e Subjetividade. Trad. Raquel Souza Lobo Guzzo. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.

SANTOS, José Luiz dos. O que é Cultura. 12ª reimpr. da 16ª. ed. de 1996, São Paulo:Brasiliense, 2006. Coleção Primeiros Passos.

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