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16 o Congresso Internacional Pedagogia 2019

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16

o

Congresso Internacional “Pedagogia 2019”

Titulo: O papel da educação ambiental como

estratégia da percepção e redução de riscos socio

ambientais (Estudo de caso: Luanda/Angola)

Autor: Prof. Dr. Eng

o

. João Filipe Kudimuena, Ph.D.

Professor Associado e Investigador do Departamento de Engenharia

Mecânica da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto –

Luanda/Angola.

e-mail: [email protected] / [email protected]

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Resumo

O trabalho analisa os factores que influenciam na percepção e redução de riscos socio ambientais, através de um conjunto de características do meio ambiente, da sociedade em termos da capacidade de lidar e gerir os impactos ambientais com a prática de comportamentos favoráveis, tendo em conta como estratégia a educação ambiental da sociedade. Os fenómenos ambientais foram analisados de forma complexa desde a relação pessoa-ambiente até as interacções nelas existentes, através de gestão de risco em todas as etapas. Enquanto as medidas de mitigação e de prevenção de riscos é crucial o factor percepção, o conhecimento e aceitação do risco pela sociedade visto que o risco depende das fontes de informação que o indivíduo ou grupo privilegia e a análise da vulnerabilidade. Sendo a percepção de risco com os desastres, assim como ao meio ambiente são intrinsecamente interligados e, sua análise permite compreender certas reacções frente a estes eventos de riscos e desastres.

Palavras-Chaves: Educação ambiental, Percepção, Riscos socio ambientais e

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Abstract

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Introdução

Na actualidade, no que se refere ao meio ambiente, é o reflexo de uma série de erros e decisões tomadas no processo da utilização dos recursos da natureza para o benefícios do homem, sendo necessário reduzir os impactos desses erros e trabalhar sob o enfoque da prevenção e da precaução para que as mesmas falhas não sejam repetidas.

Ao efectuar as modificações na natureza estamos preparando os pressupostos ideais e responsáveis pela actual formatação do nosso planeta, caracterizado pelos efeitos das mudanças climáticas, tais como “secas, inundações, desertificação, estiagens, emissão de gases de efeito estufa, degradação florestal e solos, etc.”. Neste contexto, a ocorrência de fenómenos naturais com grande incidência e impactos nocivos nos últimos tempos, com a ocorrência de violentos eventos imprevisíveis têm causado danos de enorme gravidade, dando ainda mais certeza de que a actividade humana tem influência directa sobre os desastres ambientais.

Portanto, o homem ao explorar o meio ambiente deve respeita suas fronteiras através da gestão e o planeamento do melhor uso dos recursos ambientais, tarefa que deve ser realizado por todos, como forma de percepção e redução de riscos ambientais.

Cabe ao Estado orientar, ordenar e controlar a ocupação do solo, especificando o uso mais adequado de cada zona com vista a prevenção de perda materiais e de vidas humanas quando ocorrem desastres naturais. Segundo Machado (2012) a questão ambiental é um tema obrigatório, pois compromete a nossa e as futuras gerações, bem como a qualidade de vida de todos os seres vivos do planeta.

O ser humano actualmente deve perceber que o meio ambiente, não é um recurso unicamente como um intermédio para atingir seu crescimento económico, mas sim deve reconhecer que a vida na terra é insustentável se o ambiente estiver degradado, e para isso todos devem conservá-lo.

A forma correcta de conservar e preservar o ambiente é através da gestão ambiental trabalhando ao lado dos interesses económicos e conduzindo o desenvolvimento da economia de forma mais equilibrada com o meio ambiente colocando mais esforços, para que os propósitos possam ser alcançados e a sustentabilidade se torne efectiva.

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Desenvolvimento

Vulnerabilidade e Exclusão ambiental

A degradação ambiental actual constitui um dos maiores problemas que a humanidade tem enfrentado nos últimos anos, logo a conservação do meio ambiente surge como uma questão de sobrevivência para o homem, no entanto, nasce o sentido da necessidade de conscientização da sociedade.

O desenvolvimento actual socioeconómico, unido ao fenómeno individualista, o alto consumismo, e as inovações tecnológicas que se tornar antiquadas cada vez mais rápida, tem contribuído para intensificar a crise ambiental, surgindo a necessidade de uma nova ética para a sociedade, voltada ao pensamento sistêmico e à preocupação com o ambiente.

Uma forma de se desenvolver um pensamento sistêmico na sociedade é por meio da educação ambiental (EA), entendida como o diálogo entre a massa crítica académica e a sociedade como um todo. Desse modo, é possível transformar os saberes isolados em saberes que compreendam as inter-relações entre os elementos do ambiente, onde se objectiva a consciência da realidade e sua capacidade de transformá-la, dando lugar a um cuidado com o ambiente.

Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a colectividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum de forma sustentável.

A percepção de risco é entendida como a forma que o indivíduo avalia o risco, é fundamental para que se compreenda a crise ambiental, que é influenciada por diversos factores internos ou externos ao indivíduo, dentre os quais podemos citar os seguintes: “família, amigos, trabalho, etc.” No entanto, a percepção geralmente é vista como a captação, selecção e organização das informações ambientais, orientada para a tomada de decisão que torna possível uma acção inteligente é dirigida a um fim e, é aprendida e aparece nos juízos que formamos sobre o meio ambiente e nas intenções modificadoras que empregamos.

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Nos últimos tempos, ocorrem com maior assiduidade, riscos e desastres socio ambientais, devido a persistência da pressão por um uso do meio ambiente impróprio, de forma desordenada e muitas vezes sem intervenção do Estado, tornando a população vulnerável a riscos e o ambiente a uma acelerada degradação.

É imprescindível a busca da capacidade em contribuir para estimular e fomentar mudanças no pensamento do homem a inserção da educação ambiental como uma estratégia de reflexão para a sociedade ou grupo pelo qual é desenvolvida no intuito de estabelecer valores e criar uma nova identidade ao indivíduo. Sendo necessário investir em acções educativas que facultem transformações positivas e efectivas capazes de melhorar a percepção e mitigar os riscos ambientais.

A importância do estudo deve-se pela ineficiência de acções concretas quando a percepção e redução de riscos ambientais, espera-se com o presente trabalho se fomente uma reflexão sobre a premência de acções voltadas para sociedade em situação de percepção e redução de risco socio ambiental e finalmente capazes de contribuírem como agentes de transformações perante eventos naturais diversos.

O principal objectivo do trabalho é analisar a vulnerabilidade socio ambiental com vista a incorporação da noção de educação ambiental procurando situá-la como estratégia de conscientização da percepção e redução de risco socio ambiental em que vive a sociedade.

Ademais, é necessário repensar a relação recíproca entre a sociedade e o ambiente natural, desta compreensão se originam as acções que observe-se na Figura 1.

Figura 1 – Acções interventivas da relação recíproca.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.

Estado de Vulnerabilidade Ocorrência de Desastres Comportamentos e percepções sobre riscos

 Dimensionamento  Capacitação

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Nas principais cidades, concentram-se as grandes industrias e muitas actividades económicas e associadas à modernização da tecnologia, propicia um intenso êxodo rural, provocando uma apropriação desigual do solo, de acumulação de riquezas e dos privilégios.

Os grupos sociais mais desfavorecidos passam a ocupar espaços de pouco valor comercial, o que leva uma desigualdade socioeconómica, diante desse cenário, a sociedade de maior vulnerabilidade são forçados a instalarem-se em áreas perigosas e inapropriadas para habitar estando em plena situação de risco ambiental.

Educação ambiental e Redução de Risco Socioeconómicos

A educação ambiental (EA) é um importante instrumento no desenvolvimento da percepção e redução de riscos e na prevenção de acidentes e até mesmo de desastres naturais de qualquer índole. Este facto se deve na medida em que a EA aborda os diversos factores que condicionam as ocorrências de acidentes e desastres, ela permite que as pessoas identifique os riscos aos quais estão expostas e terem consciência da gravidade, das consequências a eles associadas, tornando-se, portanto, mais viável conscientizá-las quanto à importância de se evitar acções que potencializam sua ocorrência e tomar providências que reduzam ou eliminem os danos que podem resultar das mesmas.

O risco geralmente associa-se às noções de incerteza, exposição ao perigo, perdas e prejuízos materiais, económicos e humanos, em função de processos de ordem natural e/ou daqueles associados ao trabalho e às relações humanas. Segundo (CASTRO, 2005), o risco é à probabilidade de ocorrência de processos no tempo e no espaço, não constantes e não determinados.

Os riscos ambientais são aqueles que resultam da associação entre os riscos naturais e os riscos decorrentes de processos agravados pela actividade humana e pela ocupação do território (VEYRET, 2007). Ou seja, são os que existem onde há a possibilidade de ocorrer um evento natural intenso (como terremotos, deslizamentos e inundações, etc.) em áreas ocupadas pelo ser humano.

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As definições associadas a percepção segundo alguns autores podem ser resumidas no quadro a seguir:

Quadro 1 - Definições associadas a percepção.

Autor Definição

Cardozo (2009)

A percepção é, por excelência, um fenómeno psicológico, social e colectivo, uma vez que congrega todos os sentidos para conferir um significado ao que é vivido pelo sujeito.

Machado (1999)

A percepção é o conhecimento que adquirimos através do contacto directo e imediato com os objectos e com seus movimentos, dentro do espaço sensorial.

Wiedemann (1993)

É a habilidade de interpretar uma situação de potencial dano à saúde ou a vida da pessoa, ou de terceiros, baseada em experiências anteriores e sua extrapolação para um momento futuro, habilidade esta que varia de uma vaga opinião a uma firme convicção.

Fonte: Adaptado, (Cardozo, 2009).

A percepção humano envolve diferentes factores dentre os quias os conhecimentos que as pessoas apresentam para se tornar mais aptas a identificar, a perceber os riscos do ambiente envolvente, sendo possível que se preocupem em não tomar atitudes que potencializam a ocorrência de desastres, ainda tomem providências no sentido de reduzir ou eliminar possíveis consequências podendo evitar acidentes e até mesmo desastres naturais.

Diante dos desastres ambientais que ocorrem constantemente nos últimos anos no planeta, é urgente a necessidade da EA entre a comunidade científica e a sociedade como contribuição, visando estimular a participação de toda sociedade em processos decisórios voltados para a acções concretas capazes de contribuir e auxiliar na compreensão do ambiente como um conjunto de práticas sociais permeadas por contradições, problemas e conflitos que tecem a intrincada rede de relações entre os modos de vida humanos e suas formas peculiares de interagir com os elementos físico-naturais de seu entorno. Dessa forma é possível potencial a compreensão como a sociedade como deve interagir com a natureza, porque as interacções estabelecidas são fundamentais para a sobrevivência dos seres humanos. A partir desta perspectiva, acredita-se que as comunidades serão capazes de se envolverem em processos participativos e, assim, contribuírem para uma maior percepção e redução de riscos.

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Através da EA é possível criar uma maior criticidade e conhecimento sobre a interacção do humano com o meio, além de conscientizar a sociedade sobre os seus direitos e responsabilidades com o ambiente, permitindo, contribuiu para a compreensão da realidade de uma forma mais complexa por conseguinte harmonizar as actividades económicas com o ambiente, ao colaborar para a construção de uma percepção de riscos e orientar medidas, planos de acção que visem evitar ou pelo menos minimizar possíveis danos, desse modo a EA estará exercendo bom papel, construindo valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, para a qualidade de vida da sociedade e sua sustentabilidade.

As acções e as informações sobre a EA são necessárias que sejam globalizadas e contextualizadas para que a sociedade tenha uma visão geral, mais abrangente da problemática ambiental, tornando-se mais crítica e sendo capaz de compreender a ligação de um problema local, neste sentido, deve-se incentivar a sociedade a participar tanto individualmente, bem como colectivamente, da conservação do meio ambiente, para que desfrutem de uma vida com mais qualidade, mais segurança, estimulando assim práticas preventivas e de redução de riscos. Sendo assim, a EA estaria a construir uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade, porque ela estaria levar as informações ambientais a toda a sociedade relacionadas aos riscos e as orientações sobre possíveis medidas a serem tomadas em caso específico.

As principais actividades da EA voltadas para a percepção e redução de riscos socio ambientais transmitem conteúdos para a sociedade que habita em áreas sujeitas a esses riscos compreendam os componentes e relações que os caracterizam, dentre das quais pode-se citar os seguintes:

 Acção como o ser humano pode actuar de modo a reduzir as oportunidades de ocorrência de desastres;

 Analisar e determinar os diversos componentes naturais: “clima, relevo, vegetação, solos, etc.” e as inter-relações entre eles, bem como a interacção do ser humano com estes;

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 Repassar o conhecimento adquirido a outrem, contribuindo assim, no surgimento de comunidades mais preparadas para reduzir os danos e prejuízos provocados pelos desastres naturais;

 Tomada de decisões correctas baseadas na ética e racionalidade prática e avaliar o que nos traz a felicidade para levar uma vida virtuosa;

 Realizar empreendimentos voltados para valorizar a conservação dos recursos naturais, através das relações dinâmicas com o ambiente.

Na actualidade, observa-se constantemente em mundo informações e notícias de desastres naturais com centenas de vítimas e milhares de bens destruídas, trazendo inúmeros danos e prejuízos e mostrando ao homem sua impotência diante das forças da natureza, especialmente aqueles que têm o poder e a responsabilidade de conduzir o futuro do nosso planeta.

Muitos dos desastres que ocorrem são não-naturais, devido a acção humana inadequada, cujos resultados nocivos e imprevisíveis, o Quadro 2, ilustra as consequências danosas de tipo de relação pessoa-ambiente que despreza a noção de sustentabilidade nos comportamentos de actuações sobre o ambiente.

Quadro 2 – Tipo de relação pessoa-ambiente.

No. Acções humanas Consequências danosas

1 Emissão de gases nocivos Chuvas ácidas 2 Desmatamento de árvores e vegetação Inundações e seca 3 Desvio de rios Inundações e ravinas 4 Ocupação desordenada de terra Ravinas e estiagens

Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.

A capacidade de prever, controlar ou mitigar os efeitos dos desastres naturais deve ser a principal estratégia da EA como ferramenta fundamental da percepção e redução de riscos socio ambientais. Ou seja, a EA surge como acção de emergência para reverter o quadro de deterioração ambiental através de práticas que orientem a nossa relação com o meio, buscando um convívio saudável e sustentável entre a sociedade e natureza. No caso de Angola, é um território extenso e sujeito a uma variedade de desastres naturais, por défice de previsões, as asções das autoridades acontecem muitas vezes tardiamente, ou seja, só remediam os danos já causados pelos desastres naturais, por não preveni-los e mitigá-los antes da sua ocorrência, o que demonstra uma gestão de crise, ao invés da gestão de riscos socio ambientais.

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Educação Ambiental e o Papel da Universidade

Através da EA o papel da universidade é buscar a compreensão sobre os principais problemas ambientais de um determinado território, requer reconhecer as informações adequadas que respondam sobre o fenómeno em questão, porque a ciência fornece às pessoas os meios para entender o mundo e seu papel nele e a tecnologia proporciona às pessoas às ferramentas necessárias para que sejam capazes de mudar sua situação graças à aprendizagem de suas aplicações.

A Educação Ambiental deve fornecer uma compreensão científica do que seja sustentabilidade, junto com a compreensão dos valores, princípios e estilos de vida que conduzirão ao processo de transição para o desenvolvimento sustentável. Neste contexto, o papel da ciência e da tecnologia garantem na tomada de decisões técnicas e sociais relacionadas à sustentabilidade através da integração do conhecimento e a compreensão de todas as disciplinas científicas relevantes de forma a permitir que a sociedade examine a sustentabilidade e os riscos das políticas e planos propostos, tornando assim o produto do fazer académico acessível à sociedade, já que o conhecimento é um bem público cuja missão é o compromisso social.

Portanto, a educação ambiental, deve contribuir para a cultura da sustentabilidade, agregando as práticas sociais para a compreensão dos problemas ambientais necessários ao entendimento da vida e da relação humano-sociedade-natureza. Onde a ciência desenvolve conhecimentos a partir de estudos, experimentos e observações para a compreensão dos mecanismos que formam um desastre natural e seus impactos. Neste âmbito, a partir desses conhecimentos podem-se desenvolver medidas preventivas e mitigatórias frente aos desastres e redução ao máximo seus impactos. O processo da EA, visa a valorização e o ensino da sociedade para a conscientização quanto aos riscos e danos acarretados pelos desastres naturais levando o conhecimento adquirido e desenvolvido pela universidade à comunidade, com os seguintes objectivos:

 Preparar a sociedade para minimizar os efeitos dos impactos ambientais;

 Produzir conhecimentos para o entendimento e a aplicação das medidas para conservação ambiental e prevenção de desastres naturais;

 Fomentar encontros de conscientização da sociedade de actuação correcta sobre o ambiente.

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Na sociedade actual o que se regista é a tendência da insustentabilidade planetária, seja económica, social e ambiental, sendo uma das soluções a implementação da noção de sustentabilidade em vez do desenvolvimento económico. As principais acções necessárias para a gestão e educação ambiental são: sensibilização e recursos adequados e suficientes que levem ao desenvolvimento de hábitos e habilidades, para se atingir valores sociais compartilhados e corroborar programas que visem mudanças de comportamentos. Os problemas ambientais são questões a serem analisadas tendo em conta a relação sociedade-pessoa-natureza e inerente aos eventos do ambiente, sendo a questão da sustentabilidade e dos modelos de desenvolvimento adoptados dependerá a presença de acontecimentos qualificados como catástrofes, desastres naturais e riscos socio económicos

A vulnerabilidade está associada à exposição aos riscos e designa a maior ou menor susceptibilidade de pessoas, lugares, infraestruturas ou ecossistemas sofrerem algum tipo particular de dano, que pode ser traduzido como risco. Dentre os factores que contribuem para o aumento do risco, são os seguintes: a pobreza, o uso irracional dos recursos naturais, o desperdício, a degradação ambiental, a contaminação, poluição, a ignorância e a falta de vontade política, etc. A sociedade está propenso a enfrentar catástrofes físicas, sociais e psicológicos, sendo o comportamento humano antes, durante e depois de uma ocorrência em cada uma destas etapas varia segundo a ênfase atribuída aos factores cognitivos, atitudes e a percepção, como é ilustrado na figura a seguir.

Figura 2 – Modelo de interpretação de um evento.

Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.

Evento (Desastres-riscos)

Antes do Evento Durante o Evento Comportamento humano

Depois do Evento Análise da ocorrência ou não

(inevitabilidade) Acidentes naturais e humano-tecnológicos Análise da relação: Conhecimentos sobre avaliação, percepção e gestão de riscos

Planificação de emergências (Planos de acções)

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Para a mitigação de riscos socio económicos deve-se adoptar às políticas e acções que buscam reduzir a vulnerabilidade de danos de uma área para futuros desastres em função do local de ocorrência. Neste sentido o risco é um aspecto da percepção da qualidade ambiental e seus factores influenciam as pessoas do grau da vulnerabilidade, o que vai determinar a noção de cuidado a considerar para mitigar a eminência de ocorrência de um desastre.

Conclusões

Cada vez que o homem realiza uma alteração ao ambiente apresenta uma determinada vulnerabilidade à acção humana, devido às características e funções dos componentes que cada espaço é composto, porque os espaços ocupados vão alterando os padrões do ecossistema, criam-se novos mecanismos e novos condicionantes oriundos das forças da natureza. Os principais factores que potencializam a ocorrência de desastres naturais é o uso impróprio dos recursos naturais, como o desmatamento e a ocupação de áreas com maior suscetibilidade natural. Os eventos de alterações no ambiente estão ocorrendo cada vez com maior frequência, maior intensidade e duração, causando danos incalculáveis a nível socioeconómicos e de grandes perdas patrimoniais na natureza. Para o enfrentamento dos desastres naturais o Estado deve estabelecer políticas públicas prioritárias onde a sociedade é chamada a colaborar e a Universidade trabalhar para a educação ambiental dos cidadãos e da sociedade.

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Referências

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