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ORIZONTEDados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Censo Demográfico de 2000, vieram confirmar algo que analistas e pesquisadores da religião já demonstravam em suas pesquisas: o enorme crescimento de indivíduos que se identificariam como pentecostais (MARIANO, 1999; CAMPOS, L., 1997).
O número de pessoas que declaram pertencer a uma das religiões de grupo pentecostal encontra-se em constante aumento no Brasil: 3,9 milhões em 1980, 8,8 milhões em 1991 e 18 milhões em 2000. Como se vê, a população pentecostal mais do que dobra a cada década. A taxa de variação média anual dos pentecostais observada de 1991 a 2000 cresce 8,3%, enquanto a população total aumenta apenas 2%, durante esse mesmo período. Corrigindo-se o crescimento dos pentecostais pela taxa de variação da população total, obtém-se um saldo líquido no valor considerável de mais 7,8 milhões de habitantes (JACOB, 2003, p. 39).
Os três últimos censos também revelaram, além de um crescimento em termos absolutos, um aumento dos evangélicos pentecostais também em termos relativos, se comparados com a população brasileira: em 1980, eles perfaziam 3,2% da população brasileira; em 1991, 6%; em 2000, 10,6%.
No censo de 2000, verifica-se que cinco igrejas representam 84,45% do total de pentecostais: Assembléia de Deus (8.418.154 – 47,47% dos pentecostais)1; Congregação Cristã do Brasil (2.489.079 – 14,04%); Universal do Reino de Deus (2.101.884 – 11,85%); Evangelho Quadrangular (1.318.812 – 7,44%); Deus é Amor (774.827 – 4,37%).
As duas igrejas pentecostais mais antigas no Brasil, ou seja, Congregação Cristã (CCB) e Assembléia de Deus (AD), fundadas respectivamente em 1910 e 1911, ainda se mantém na
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Sob a denominação genérica de “Evangélica de origem pentecostal Assembléia de Deus”, o censo agrega as seguintes igrejas: Evangélica Assembléia de Deus, Assembléia de Deus Madureira, Assembléia de Deus Todos os Santos e Outras.
liderança em número de adeptos, representando cerca de 61% do total de pentecostais brasileiros. O crescimento médio anual, entre os anos de 1991 e 2000, se situa em 4,8% em relação a CCB e em 14,8% em relação a AD, abaixo, portanto da Universal do Reino de Deus (IURD), com 25,7% (JACOB, 2003, p. 42).
Estes números apontam para duas direções distintas, mas ambas importantes. Primeiramente, para os pesquisadores que se preocupam com as continuidades na história, as taxas relativamente mais estáveis de crescimento da AD e da CCB, ao longo do tempo, em comparação com outros grupos religiosos mais recentes no Brasil, demonstram a solidificação de uma tradição específica de pentecostalismo. Em segundo lugar, para os analistas que se ocupam, principalmente, das mobilidades e das trans formações na sociedade, a IURD e outras igrejas mais recentes que apresentam taxas mais elevadas de crescimento, apresentam uma relevante novidade que não pode ser desprezada, pois o campo religioso está em constante transformação. O que é importante assinalar é que os dois grupos se ocupam de um fenômeno complexo e plural: a religião e a religiosidade. Formas diferentes de pesquisa, de métodos, de pressupostos, de filiação a determinada corrente do pensamento científico, não deveriam competir umas com as outras, excluindo o diferente. A opção por uma não deve significar a exclusão da outra. O campo religioso é mais importante que as idiossincrasias individuais ou de grupos.
Neste estudo optamos por investigar o tema da mentalidade escatológica dos pentecostais ligados a uma igreja local da Assembléia de Deus afiliada à Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), localizada em Belo Horizonte (MG), nos colocando ao lado dos estudiosos que ficam mais impressionados com as permanências do que com as transformações, mais seduzidos pelo passado do que pelo presente.
1.1. Antecedentes históricos
A chegada do pentecostalismo no Brasil deveu-se à ação de três imigrantes estrangeiros – dois suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren; um italiano, Luigi Francescon – influenciados pelo movimento pentecostal liderado pelo pastor norte-americano William Durham, em Chicago, EUA, nos primeiros anos do século XX. Durham esteve intimamente ligado ao círculo da Azuza
Street Mission, em Los Angeles, dirigida pelo pastor afro-americano William Seymour.
Enquanto Francescon procurou evangelizar as comunidades de imigrantes italianos de São Paulo e do Paraná, fundando, posteriormente, a Congregação Cristã do Brasil (1910), Berg e Vingren aportaram em Belém do Pará, organizando a Missão de Fé Apostólica (1911) a partir de uma cisão entre os membros da igreja batista local. Posteriormente, em 1918, esta passou a denominar-se Assembléia de Deus (ALENCAR, 2000; FRESTON, 1994; HOLLENWEGER, 1972; LÉONARD, 1988).
Nos primeiros dez anos, os dois missionários suecos ficaram praticamente confinados aos estados e territórios do norte e nordeste do país, divulgando uma mensagem evangélica de conversão e a experiência do batismo com o Espírito Santo. A partir dos anos 20, ambos transferiram-se para o sudeste com o objetivo de implantar igrejas pentecostais na cidade de Vitória (ES) e no Rio de Janeiro, então capital da República, a fim de ampliar sua área de influência (BERG, 1999; VINGREN, 2000).
1.2. Implantação e desenvolvimento
Em 1927, o comerciante colombiano Clímaco Bueno Aza estabeleceu-se em Belo Horizonte. Após sua conversão em Catipuru, Pará (1913), ele dedicou-se ao trabalho de colportor, razão que explica sua constante transferência de estado. De Belém do Pará, ele seguiu para Macapá, Amapá (1916); São Luiz, Maranhão (1918); Rio de Janeiro, Guanabara (1925). Assim diz Conde (2000, p. 223), jornalista das Assembléias de Deus, em sua história oficial da denominação:
No mês de fevereiro de 1927, chegava a Belo Horizonte, esperançoso e pleno de vida, o pastor Clímaco Bueno Aza. Antes de dirigir-se para a capital de Minas, o pastor Clímaco estivera no Rio de Janeiro, empenhado em campanhas de avivamento, durante um período áureo para a igreja na capital do país. Após breve estágio em Paraíba do Sul, o pastor Clímaco, obedecendo à direção do Espírito Santo, transferiu -se para Belo Horizonte.
O fato de não haver pentecostais nessa cidade não era a maior preocupação de Clímaco Aza. Isto de não haver amigos e conhecidos não o desanimava. Ele sabia que Deus lhe daria amigos e irmãos logo que ele ali chegasse. A família Aza foi morar na Rua Peçanha, esquina da Rua Paraíso. Foi ali que se realizaram os primeiros cultos. Foi ali que se converteram as primeiras pessoas. Foi ali que foram colhidas as primícias da Obra Pentecostal que se estendeu por todo o Estado. As primeiras pessoas que aceitaram Jesus em Belo Horizonte foram Antônio Gomes, capitão Antônio Lopes de Oliveira, Valdomiro Peres, Francisco Moreira, Elói [sic], Gil Braz, José Alves Pimentel e João de Carvalho.
Foi com o auxílio desses homens de Deus que o pastor Clímaco se lançou à tarefa abençoada de evangelizar a cidade. Foi com a ajuda deles que a igreja em Belo Horizonte foi fundada. Da Rua Peçanha a igreja transferiu -se para a Rua da Contagem, 431, onde foi construído um pequeno templo, inaugurado a 15 de janeiro de 1929. Em 1931 o pastor Clímaco deixou o pastorado e, qual pioneiro colonizador, transferiu -se para Juiz de Fora a fim de fundar ali mais uma Assembléia de Deus.
Repete-se o mesmo padrão adotado pelo autor em toda a extensão de sua narrativa relativa a implantação do pentecostalismo nas cidades brasileiras: uma ação divina impele determinado missionário para a fundação do trabalho pentecostal; acontecem as primeiras conversões e o batismo com o Espírito Santo; dá-se a construção do primeiro templo; os crentes são perseguidos; a igreja cresce e fortalece-se. Este tipo de relato se enquadra dentro da perspectiva de uma história tradicional, da “narrativa dos acontecimentos políticos e militares, apresentada como a história dos grandes feitos de grandes homens – chefes militares e reis.” (BURKE, 1997,
p. 17), na qual a primeira geração de pastores pentecostais são quase que colocados na categoria de semideuses.
Posteriormente, a igreja em Belo Horizonte foi dirigida por sucessivos missionários suecos: Nils Kastberg (1931-1933), Anders Johnson (1933) e Algot Svenson (1933-1958). Sob a direção deste último, a sede da igreja é transferida do bairro de Carlos Prates, situado na periferia da capital, para um novo templo localizado no centro de Belo Horizonte. Assim afirma Silva (2000, p. 43), atual presbítero da igreja, em uma publicação de caráter laudatório que busca resgatar as origens da Assembléia de Deus em Belo Horizonte:
Finalmente, após ferrenha luta, o templo foi construído e inaugurado, em 13 de maio de 1956, com grande júbilo e com a presença de várias autoridades civis e militares locais, e de representantes das igrejas co-irmãs da Capital, como também do interior de Minas e de outros estados da Federação e do Exterior, os quais se congratulavam com o pequeno rebanho pela grande realização da inauguração do majestoso templo de linhas arquitetônicas modernas, com capacidade para 3.000 assentos, em pleno centro da Capital Mineira, quando na Igreja de Belo Horizonte havia menos de 1.000 congregados. Era de fato um grande milagre que estava acontecendo!
Com o falecimento de Algot Svenson, em 1958, a liderança da igreja foi passada para um brasileiro que desde 1944 auxiliava-o no pastorado: Anselmo Silvestre.
Em 1958, o irmão Algot regressou a sua terra natal para regressar por um tempo, mas quando lá se encontrava, Deus o chamou ao descanso eterno. O seu substituto como Vice-Presidente, o pastor Anselmo Silvestre, assumiu a direção do trabalho na capital, como também no interior, sub [sic] a jurisdição do ministério de Belo Horizonte.2
No mês de maio de 2004, comemoraram-se os sessenta anos de pastorado de Anselmo Silvestre, atual presidente da Convenção Mineira e 1º vice-presidente da CGADB. Qual é a forma de governo que permite tamanha longevidade no poder de um único indivíduo? O governo é centralizado e autocrático. De cor negra e sem educação formal, tanto secular quanto teológica, sua maneira de exercer o pastorado mistura a figura de coronel e de pai, típico modelo
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personalista com traços burocráticos apontado por Nelson (1999, p. 42), o que permite diminuir a força de qualquer oposição à sua administração. Um comentário que se ouve frequentemente é que todos aqueles que tentaram alguma vez se opor a ele sofreram algum tipo de revés: doenças, desemprego, infelicidade. Utiliza-se muito a expressão “não toqueis no ungido do Senhor”, mesmo quando se critica determinada postura do líder. Freston afirma que “o sistema de governo da AD pode ser caracterizado como oligárquico e caudilhesco [...] O pastor-presidente da rede é, efetivamente, um bispo, com talvez mais de cem igrejas e uma enorme concentração de poder.” (1996, p. 86). Porém, a figura de pai é muito marcante. A hegemonia também se sustenta pela imagem da autoridade paterna. Alguém que está próximo aos filhos, que os reconhece, que cuida deles, que os repreende. Existe uma tênue, mas eficaz linha divisória que permite a coexistência do pai e do dirigente. Por outro lado, esta legitimidade foi construída sobre a semelhança: alguém condenado ao fracasso pela sua origem humilde, como a maioria dos primeiros pentecostais, ascende ao sucesso devido à sua fé e prática religiosa. No meio pentecostal, esta histó ria de vida é muito valorizada. Atualmente, devido à sua idade avançada – 88 anos completados em maio de 2004 –, vislumbra-se uma possível crise em sua sucessão. Seu substituto natural seria o vice-presidente Sebastião Evangelista da Cruz, também pastor na sede. Porém, no culto inaugural da Convenção Mineira, realizado em abril, foi pregador oficial seu neto Moisés Silvestre Leal, atualmente pastor da Assembléia de Deus de Contagem, segunda cidade mais importante do estado. O púlpito estava tomado pela lid erança principal da igreja em Minas Gerais, com pessoas acima de 60 anos e o palestrante oficial da noite era um jovem de cerca de 40 anos. Algumas pessoas da própria comunidade receiam que esta segunda possibilidade possa desembocar em uma grande ruptura.
Segundo Silva (2000, p. 47), a igreja foi “recebida pelo Pastor Anselmo em 1958, com menos de 1.500 congregados e umas oito congregações. Hoje, a grande BH [Belo Horizonte]
conta com mais de 600 congregações e mais de 75.000 membros”. Maximizações numéricas à parte, este crescimento foi acompanhado por uma diversificação social dos participantes da comunidade. Inicialmente composta por uma maioria de pessoas provenientes das classes mais desfavorecidas da sociedade brasileira, atualmente verifica-se, entre seus freqüentadores, um contingente relevante de pessoas pertencentes às classes médias.
É importante salientar que, nos anos 80, a igreja perdeu uma grande parcela de pessoas que se transferiram para outras igrejas da capital, principalmente a Igreja Batista da Lagoinha, inclusive a filha primogênita de Anselmo Silvestre, Ruth Silvestre Leal. Este fenômeno foi apontado por Freston, segundo o qual ocorre “uma série de vazamentos do topo da AD, na classe média e estudantil, pessoas cujas experiências de vida colocam- nas em contato com um mundo mais amplo. Estes vazamentos assumem a forma, ou de transferências para igrejas ‘renovadas’ e para as ‘comunidades evangélicas’ ou do desligamento de igrejas inteiras da AD” (1996, p. 95). Nos anos 90, ocorreu um estancamento neste processo, devido a uma liberalização na área de costumes e estética por parte da liderança, com a flexibilização das restrições impostas principalmente à parte feminina. Atualmente é possível ver, nos cultos, mulheres de cabelos curtos, ma quiadas, utilizando adereços – brincos, pulseiras, anéis –, algo imprevisto e proibido pelas primeiras gerações de pentecostais. Há uma regra informal de liberação do uso de calças compridas no trabalho secular, permanecendo sua restrição no espaço sagrado. A utilização de ternos pelos homens ainda é um costume bastante comum nas reuniões formais, principalmente entre os adultos. Entre os adolescentes e jovens, a indumentária é semelhante à utilizada pela faixa etária da sociedade em geral.
Outro aspecto que merece ser apontado é o processo de institucionalização pelo qual passa a comunidade. A ocorrência de êxtases individuais, de profecias, de pessoas falando em outras línguas – glossolalia – praticamente não ocorre nas reuniões públicas. A liturgia cúltica segue
uma rotina, ainda que não escrita: música congregacional, oração coletiva, leitura da Bíblia, testemunhos, avisos, ofertas, pregação, repreensão coletiva pelo pastor, apelo evangelístico. Este processo se repetiu todas as vezes que participamos dos cultos. Porém, em determinadas reuniões de caráter esporádico, como, confraternização de mocidade, convenção regional, comemoração de aniversário do pastor ou de conjuntos musicais, ocorreu uma transformação: o habitual foi a ocorrência de orações individ uais em voz alta, fora do horário reservado para as mesmas; de línguas; de pessoas gritando “aleluia” e “glória a Deus”. Enfim, o clima coletivo era mais festivo, barulhento, animado. Este fenômeno também foi observado em uma reunião específica destinada aos obreiros da região metropolitana, que se realiza sempre às segundas-feiras. É possível afirmar que este ambiente era mais peculiarmente pentecostal. Esta observação também pode ser confirmada pela tensão que surge, como notamos, entre participantes do templo central e das congregações da periferia da capital: estes são denominados de “alegra culto” pelos primeiros. Inversamente, os últimos consideram que os membros da sede são mundanos e frios, o que gera uma certa desconfiança em relação ao caráter genuinamente pentecostal dos mesmos.
Uma característica bem marcante da comunidade é a ênfase dada à música. Enumeramos os seguintes grupos musicais: banda de música, Orquestra Vida, corais – Aleluias Coral, Coral Missionário, Coral Apocalipse, coral de novos convertidos –, conjuntos de jovens e adolescentes: Êxodo, Maranata e Grupo Cades. A duração do culto de domingo à noite é, aproximadamente, de duas horas. Cerca de metade delas é dedicada à apresentação destes grupos musicais. Em reuniões ocorridas no meio de semana, a participação musical é menos intensa. Um número expressivo de participantes da banda da Polícia Militar de Minas Gerais é formado por membros da igreja central. Há uma preocupação pela formação musical de crianças e adolescentes, o que pode ser verificado nas aulas de música e ensaios, que normalmente ocorrem de duas a três vezes por semana. Podemos afirmar que a música tem desempenhado um papel de amortecimento das
tensões religiosas e sociais da igreja, visto que envolve praticamente todos os segmentos da comunidade, desde crianças até idosos. Por outro lado, ela contribui alargando o mercado de trabalho, visto que diversas pessoas são músicos profissionais; fortalecendo os laços de solidariedade entre os membros do grupo; e criando sociedades fraternas menores dentro da igreja maior.
O envolvimento da liderança da igreja com a política partidária é um outro aspecto que necessita ser anotado. Desde as eleições legislativas de 1966, a igreja possuía um parlamentar na Assembléia Legislativa de Minas Gerais: João Gomes Moreira, que se reelegeu nos pleitos de 1970 e 1974. No início dos anos 40, ele exercia o cargo de secretário da igreja, sendo considerado um dos responsáveis pelo levantamento de fundos para a compra do terreno no qual se instala ria o templo principal de Belo Horizonte. Posteriormente, juntamente com sua esposa, Laurita Moreira, desenvolveu uma política de assistência social aos crentes, principalmente vindos do interior do estado, oferecendo hospedagem e alimentação gratuitas, além de transporte para os hospitais da capital. Sua eleição e reeleições deveram-se muito ao exercício deste papel. Atualmente a igreja conta com um parlamentar federal, Isaías Silvestre, filho do pastor Anselmo Silvestre, que exerce seu primeiro mandato (2003-2007) e já se tornou ativo participante da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional. Juntamente com o Conselho de Pastores de Minas Gerais, promoveram um encontro em Belo Horizonte, no mês de abril, visando a adoção de uma estratégia comum para a eleições municipais deste ano, com a ampliação da bancada de vereadores evangélicos e o apoio ao candidato à prefeito que seja sensível às “causas evangélicas”: João Leite da Silva Neto, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), membro de uma igreja batista na capital.
Este breve capítulo pretendeu situar histórica e sociologicamente a comunidade central da Assembléia de Deus em Belo Horizonte. Em seguida, esta investigação buscará compreender um
aspecto específico da identidade pentecostal de indivíduos participantes desta comunidade, ou seja, sua mentalidade escatológica.