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Academic year: 2021

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RECONQUISTAR

BOLETIM DE LUTAS

www.reconquistaraune.com.br

ANO II Nº 2 2014

m 2013, as manifestações populares explodiram no

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Brasil e, nelas, a juventude teve papel protagonista, sendo maioria entre os que foram às ruas. Delas, tiramos algumas lições e algumas comprovações do que já vıń hamos dizendo.

Comprovamos que, da mesma forma que o sol volta todos os dias, o povo brasileiro volta às ruas e às lutas. Porém, comprovamos também que os poderosos, defensores da ordem, também se movimentam. Estes, “os de cima”, utilizam-se, em especial, de duas ferramentas: a polıćia – para reprimir – e a grande mıd́ ia – para manipular.

Mas, e nós, “os de baixo”, dispomos de quais ferramentas para enfrentarmos os poderosos? Dentre tantas (partidos polı́ticos, coletivos, mı́dia alternativa etc.), temos as entidades estudantis, categoria na qual está inserida a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

A UBES é a maior entidade estudantil da América Latina e tem uma história de lutas louvável, mas já não tem a inserção que deveria ter, tanto nas escolas quanto nas manifestações. Para superarmos isso, para evitarmos que a ela enferruje, precisamos reconstruir o movimento estudantil de baixo para cima, escola a escola, construindo uma UBES que esteja à altura dos desa ios da juventude e do povo brasileiro, servindo como uma ferramenta de transformação, que paute as reformas estruturais que precisamos.

Para reconquistarmos a UBES para a luta e para os/as estudantes, precisaremos de muito esforço militante, de muita dedicação e de muita rebeldia.

Que sigamos em frente, na luta dos estudantes e dos trabalhadores!

SECUNDARISTAS

NOSSOS DESAFIOS

capixaba, temos o desa io de construir um espaço de planejamento e debate sobre a UBES e a UESES (União Estadual dos Estudantes Secundaristas-ES) nas escolas, buscar a participação dos alunos e alunas para organizarmos os grêmios estudantis, enxergando que a escola é um espaço riquıśsimo de novas possibilidades para formular polıt́ica. Vivemos em um mundo moderno, onde ideias antigas ainda existem, e este modelo de educação que está posto não supri a necessidade dos alunos, 2014 só será um ano novo se mudarmos a história da educação no nosso paıś.

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m agosto de 2013 no Estado do Espı́rito Santo, estudantes secundaristas começaram a se organizar por meio do coletivo Estamos AE, o nome surge da ideia de que estamos à esquerda e dialogamos com as mais diversas realidades estudantis. Temos como o b j e t i v o a c o n s t r u ç ã o e o r g a n i z a ç ã o d e g r ê m i o s , a realização de cursos de formações, e fortalecer a União Estadual de Estudantes Secundaristas do Espı́rito Santo, para que a mesma esteja realmente no dia a dia dos estudantes e representando suas demandas. Nos debates com os estudantes sobre a realidade das escolas capixabas, temos tido contato com a falta de estrutura, alimentação, professores. E o pior, a falta de dialogo entre a direção da escola e os estudantes, que por sua vez não são ouvidos pelos mesmos. A escola, famıĺia e comunidade vivendo em mundos distantes sem se articularem. Em novembro formulamos um sábado descontraıd́ o no parque, onde batemos um papo sobre o movimento estudantil secundarista e discutimos também sobre a educação que queremos, a importância de um novo modelo de educação no ensino médio e de lutarmos por uma UBES combativa, que esteja no dia a dia nas escolas e que represente todas e todos os estudantes. Realizamos atividades com estudantes da EEEMF Irmã Dulce e EEEMF São João Batista.

Após essa atividade fomos para a cidade de Belo Horizonte para participar do 40º CONUBES, com a representação de delegados e observadores das escolas EEEMF Irmã Dulce, EEEMF São João Batista e EEEMF Ewerton Montenegro, onde tivemos a experiência de conhecer as mais diversas culturas brasileiras e nos unimos para construir e defender a Tese da Reconquistar a UBES.

Colaboramos com a formulação das resoluções defendidas no congresso, pan letamos, apresentamos quem somos e qual UBES queremos! Uma entidade que precisa estar presente nos movimentos sociais, que esteja nas lutas das ruas e que vivencie com o estudante a sua realidade, que paute a democracia nas escolas, que garanta o acesso e permanência, e uma educação que seja a base para uma nova sociedade

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UNIVERSITÁRIOS

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o dia 12 de Dezembro ocorreu a eleição do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso, mais um processo dentre outros anteriores com carência de polı́tica a ser apresentada para os estudantes. Um processo que deve contribuir para apresentar o Movimento Estudantil aos estudantes da Universidade serviu de palco para as baixarias, o denuncismo e a falta de apresentação de posições polıt́icas, sob olhar das diferentes correntes polıt́icas existentes na UFMT. A eleição foi polarizada por duas chapas, uma composta pelas correntes que compõe a “Oposição de Esquerda” da UNE (Rompendo Amarras, Contraponto, Anarquistas e independentes) cujo o nome era “Amanha será maior”, chapa 2 e a outra chapa composta pelo Campo Popular (Reconquistar a UNE/Levante Popular da Juventude), pela Juventude Revolução e mais a UJS e CNB com o nome “Vambora que a hora é essa”, chapa 1.

A conjuntura foi de compor com essa ampla aliança tendo em vista do esvaziamento dos espaços de construção do ME da UFMT. Avaliamos que na ultima eleição havı́amos composto com a chapa que concorria a reeleição e o discurso não se materializou em ações concretas, além disso esse campo optou por combater o Campo Popular na UFMT, o que afastou ainda mais da ultima composição que tı́nhamos feito com a Oposição de Esquerda, que na conjuntura seria para derrotar a direita que crescia na universidade.

Na polıt́ica avaliamos que a composição com a UJS e CNB seria valida também pela polı́tica que conseguimos imprimir nos debates e na construção da polıt́ica da chapa, optamos por não contra-atacar a chapa oposta e sim apresentar o debate real da universidade, tivemos como pauta central o debate da reforma curricular, que pode possibilitar que o ME avance no debate da Revolução pedagógica. O processo eleitoral foi bem rápido, houve uma semana de inscrição de chapa e mais uma semana para

campanha e debate entre as chapas. A chapa 1, Vambora que a hora é essa conseguiu um saldo positivo nas passadas em salas, visto que a outra chapa optou por fazer ataques sem apresentar propostas para os estudantes. No debate entre as chapas seguiu o tom das passadas em salas, pouca polıt́ica, mais ataques e posturas denuncistas, fora que a chapa 2, atual gestão agia como se fossem oposição, algo que cansou os estudantes que optou pela mudança, venceu a chapa 1 – Vambora que a hora é essa com 1.112 votos contra 1.066 votos da chapa 2.

Em que pese sermos oposição as duas outras forças que compõe a chapa, a unidade foi necessária para combater o esquerdismo e dar inicio na construção de uma UFMT democrática e popular!

ELEIÇÕES DCE UFMT

stará ocorrendo em Santa Maria – RS entre os dias 27 a 30 de janeiro de 2014 o III Encontro Interdisciplinar de Estudantes

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da América Latina e Caribe (EI). Este espaço que chega a sua III edição, desta vez no Brasil, é construıd́ o pela Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e pela Confederação Caribenha e Latino Americana de Estudantes de Agronomia (CONCLAEA) em paralelo ao congresso dos estudantes de agronomia.

O Encontro Interdisciplinar é um espaço que visa reunir estudantes do continente de todas as áreas do conhecimento, para desta forma debater assuntos relacionados à questão agrária e a educação e o movimento estudantil no continente.

O EI é dividido em quatro temáticas centrais, são elas: Defesa da Madre Terra; Soberania Alimentar e Agroecologia; Movimentos Sociais Populares; Movimento Estudantil e Educação. Cada um dos quatro dias de EI trabalha uma das temáticas em questão. Convidamos a todos/as para se fazer presente neste espaço tão importante de articulação no cenário do ME Latino Americano e Caribenho. Acreditamos na necessidade do debate internacionalista e do fortalecimento da integração polıt́ica, social e cultural entre os/as estudantes de nosso continente, pois vivenciamos uma realidade muito semelhante, na medida em que somos fruto de um mesmo processo de exploração e somos parte de uma mesma pátria grande, a América Latina e o Caribe. Maiores informações: http://feabsantamaria.wix.com/claceea2014#!home/mainPage

III ENCONTRO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDANTES DA AMÉRICA

LATINA E CARIBE

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UNIVERSITÁRIOS

Diretório Central dos Estudantes é o órgão

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responsável por representar todos os estudantes da universidade, sendo uma entidade que historicamente esteve ligada as diversas lutas estudantis, que vão desde a implementação da Assistência Estudantil, luta por transporte de qualidade até a implantação das ações a irmativas na UFSM. Desde 2009 o DCE da UFSM passou também a estar presente e atuante nos campi da universidade fora da sede de Santa Maria, que surgiram através da Expansão Universitária, sendo eles Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Silveira Martins. As eleições para escolher a diretoria do DCE da UFSM ocorrem todos os anos. Em 2013, aconteceram no dia 13 de novembro. Participavam do pleito duas chapas: E Tempo de Avançar (situação) e Muda DCE (oposição). Do total de estudantes votantes 53,83% optaram pela proposta da chapa E tempo de Avançar, eleita, portanto, para dirigir o DCE da UFSM no próximo perıó do.

A Chapa E Tempo de Avançar, apesar da nominata quase que toda renovada, representa o acúmulo das lutas das ú l t i m a s q u a t r o g e s t õ e s d a e n t i d a d e , o n d e o s companheiros da Juventude da Articulação de Esquerda sempre estiveram na linha de frente, prezando pela construção de um DCE autônomo, combativo e que dialogue com a realidade dos estudantes, principalmente aqueles advindos da classe trabalhadora.

Algumas das lutas travadas nas ultimas gestões do DCE se deram principalmente para garantir que a juventude trabalhadora também pudesse ter acesso a universidade e que consiga permanecer na mesma. Foram as ultimas gestões que garantiram, por exemplo, a construção e abertura de Casas do Estudante nos campi de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões, através da construção de uma Jornada de Lutas por Assistência Estudantil na UFSM.

Através da ocupação da Reitoria em 2011, que durou 12 dias, foram garantidas uma série de avanços para a universidade, principalmente relacionadas a assistência estudantil e melhorias na infraestrutura, mas também m o s t r o u q u e v i v e m o s e m u m a u n i v e r s i d a d e pouco democrática, onde o estudante pouco é ouvido, e que ainda se baseia em alguns costumes herdados do perıó do da ditadura militar.

A pauta do transporte público de qualidade também foi responsável por mobilizar a estudantada e a comunidade santamariense contra os aumentos abusivos no valor da

passagem. Já nos novos campi da UFSM a luta é para que se tenha de fato um transporte coletivo urbano, visto que atualmente o transporte existente atende apenas os estudantes da UFSM e é de pouca qualidade.

No primeiro semestre de 2012 várias universidades públicas brasileiras passaram por um perıó do de greve geral, onde além das pautas corporativas também estava em discussão a qualidade da educação pública. Em uma a s s e m b l e i a e s t u d a n t i l q u e c o n t o u c o m a presença de mais de 600 estudantes, a categoria optou pela greve estudantil na UFSM, entendendo que a principal pauta deveria ser o avanço na qualidade e no modelo de educação, indo muito além das pautas corporativas. Em 2012 o DCE da UFSM também pautou que a universidade implementasse na integra o programa de Ações A irmativas, que previa por exemplo, que 50% das vagas do vestibular estivessem reservadas para estudantes de escolas públicas. A proposta foi derrotada pela Reitoria e seus aliados no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) que optou para que apenas 30% das vagas do vestibular estivessem reservadas para as Ações A irmativas, mostrando mais uma vez, que a universidade ainda é um espaço elitista e pouco democrático.

Apesar de todas as di iculdades e limitações organizativas, as últimas quatro gestões do DCE da UFSM conseguiram construir um movimento estudantil real, autônomo, combativo e que pauta suas lutas levando em conta a r e a l i d a d e d o s e s t u d a n t e s . Pa ra e s s a p r ó x i m a gestão, devemos avançar na luta pela democratização da universidade, garantindo que os estudantes tenham mais voz nas decisões, e que a classe trabalhadora, que ainda não esta na universidade, também possa decidir sobre os rumos da mesma. Devemos seguir na luta para garantir formas mais justas de acesso à universidade, Assistência estudantil e espaços de cultura e lazer. Também temos que avançar nas discussões sobre o modelo de ensino vigente na universidade brasileira, que muitas vezes é pouco vinculado com a realidade, garantindo que o ensino, a pesquisa e a extensão sejam indiciáveis durante a formação pro issional.

Saudações a quem tem coragem!

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UNIVERSITÁRIOS

CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UEPG RECUA

APÓS ATO PRÓ-COTAS

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o dia 25 de novembro, o Conselho Universitário (COUN) da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR), aprovou a extinção das cotas raciais e a redução das cotas sociais de para 35% num prazo de três anos, mesmo com parecer favorável para manutenção do atual sistema de cotas relatado por uma comissão responsável por estudar e avaliar os últimos 8 anos de polıt́icas a irmativas da universidade, pioneira no estado em relação à aplicação de cotas. Esta atitude do COUN gerou repercussão dentro do Movimento Estudantil do Paraná e, principalmente, da universidade em questão, que sofre um processo de reorganização e fortalecimento do ME. Os coletivos presentes na universidade, entre eles a Reconquistar a UNE, juntamente com outros movimentos sociais, em especial o movimento negro, se uniram para organizar uma assembleia que resultou na organização de um ato no dia 2 de dezembro com o objetivo de pressionar a Reitoria e o COUN, que teria uma sessão no dia, para que a decisão de alterar para pior a polı́tica de cotas fosse repensada e descartada. O ato, que começou às 10 da manhã (juntamente com sessão do COUN) e contou com a participação de mais de 30 pessoas, fez com que o Reitor da UEPG convidasse os manifestantes para participarmos da sessão do COUN e cedeu falas para representantes dos

movimentos que compunham a manifestação. Com a pressão exercida pelo grupo, houve a retomada da pauta, que foi discutida após a retomada da sessão às 14h. No i n ı́ c i o , o s c o n s e l h e i r o s n ã o q u e r i a m q u e acompanhássemos a discussão, baseando-se no regimento do conselho, que ainda o transforma numa instância pouco democrática e pouco transparente. Porém, após acordarmos que não farıámos tumulto, nos foi permitido acompanhar a sessão. Após horas de debate, às 17h foi posta em votação a manutenção ou não das polı́ticas a irmativas e, por ampla maioria, as cotas raciais foram reinseridas na polı́tica a irmativa através da seguinte con iguração: 40% para cotas sociais, 10% para cotas raciais (oriundos de escola pública e através de autodeclaração ao invés de banca) e 50% para concorrência geral.

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o dia 15 a 17 de novembro, em Campo Grande-MS, no estádio Guanandizão ocorreu o Congresso do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, onde foi deliberado grupos de trabalho que reformularam o Estatuto que rege a entidade, a escolha da representação maior – entre UNE - União Nacional dos Estudantes e ANEL – Assembleia Nacional de Estudantes-Livre; a posição que icaria o DCE-UEMS quanto a criação do curso de medicina na capital, entre outras causas da Universidade.

Além de tantos debates, foi eleita a nova diretoria que colocará todos os planos discutidos em ação. A nova diretoria conta com jovens de diferentes unidades do interior, voltando maior atenção as unidades do interior, que foram “esquecidas” pelas outras diretorias do DCE-UEMS, própria reitoria e governo estadual, e que são o real motivo da UEMS existir - que é de dar formação aos jovens

do interior do estado.

A nova diretoria tem como principal luta reconquistar a vinculação orçamentária a folha do estado, que hoje só repassa o su iciente para manter a folha de pagamento dos funcionários técnico administrativo e professores, tornado precária e sucateada toda a universidade.

A segunda maior luta é contra a criação de um “Elefante Branco” que seria a criação do curso de Medina na capital, Campo Grande. Com a criação do novo curso, a Universidade que se sustenta com um dinheiro que só mantém a folha de pagamento de funcionários, não teria como manter um curso tão caro, que necessitaria da criação de um Hospital Universitário, que demanda de verbas milionárias para construir e manter ao longo do tempo, verba essa que é inexistente e faz com que todas as unidades sofram com falta de infra-estrutura e equipamentos essenciais para atender diversos cursos. Diante de tanta luta, a esperança ica em alguns membros que representam a nossa tese no movimento estudantil: Reconquistar a UNE, na diretoria executiva, os/as jovens Adriana Santos, Diretora Região Sudoeste (Ponta Porã e Maracajú); Marta Soares, Coordenadora de Formação Polıt́ica e Assuntos Estudantis; e Breno Gonçalves Doro, Vice-presidente. Poucos, mas que buscam fazer a diferença com propostas da tese Reconquistar a UNE, voltada a atual realidade da UEMS.

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ACAMPAMENTOS

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os dias 14 e 15 de Dezembro, em Amambai-MS, a Juventude da Articulação de Esquerda, tendência interna do Partido dos Trabalhadores, realizou o seu 3º Acampamento Estadual de Formação Polıt́ica.

Foi um momento importante e necessário para estreitar as relações polıt́icas com os/as estudantes que aproximamos e dialogamos nesse processo do Congresso da UBES. Dessa forma, nos compreendemos como uma força polıt́ica que não atua apenas em perıó dos de eleição das entidades. A agenda contou com a participação de cerca de 30 adolescentes, jovens e adultos militantes da Articulação de Esquerda, do Partido dos Trabalhadores e simpatizantes de vários municıṕ ios. Dentre eles, moderaram os debates o Vice-presidente Estadual do PT, Francisco Givanildo

"Chico"; Valteci “Mineiro”, membro da direção da AE; Walkes Vargas, Membro da CEJAE; Jocimar Lomba, militante da AE e professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul; Eliezer Guarani, liderança do movimento indıǵena; Leomar Silva, liderança do movimento LGBT e a companheira Adélia, coordenadora de mulheres do PT de Amambaı.́ Aconteceram diversas atividades intensas como debates, dinâmicas, saraus pautando temas como: Análise de Conjuntura; Socialismo; O PT e a Juventude; Polı́ticas Públicas de Juventude; e O Combate as Opressões. A questão indıǵena foi outra pauta que permeou transversalmente todos os espaços de debates, sinal do intrıń seco impacto que essa situação está inserindo na realidade local de Amambai. Dessa forma rea irmamos o nosso compromisso em defesa da demarcação de terras indıǵenas.

Entendendo o Acampamento como um espaço de fortalecimento da atuação polıt́ica, o encerramento contou com uma avaliação positiva da agenda, por parte dos/as participantes, além de diálogos sobre os próximos passos da JAE-MS. Ocorreram alguns apontamentos para o planejamento das ações de 2014, proposições de um maior debate da tendência sobre os meios de comunicação social e as redes sociais da internet, e sinalizações para realização de outros acampamentos nos municıṕ ios de Ponta Porã e Dourados, sendo um especı́ ico para pautar as nossas teses no movimento estudantil: Reconquistar a UNE/UBES.

JAE-MS REALIZA SEU 3º ACAMPAMENTO

Venha com a gente!

Vamos juntos ajudar a construir o

Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva

e Soberana do Sistema Político!

‘‘Esse Plebiscito, vai ser muito do bonito, Junta o povo do trabalho, da igreja e os vizinhos Montando Comitês e promovendo a discussão, De primeiro a sete de setembro, nós faremos nossa votação’’ O Povo no Poder - Constituinte! Xandó e Marquinhos de Jucurutu www.plebiscitoconstituinte.org.br o mês de dezembro ocorreram as eleições para o DCE

N

da Universidade de Caxias do Sul/RS. Foram três chapas concorrentes e a Reconquistar a UNE esteve presente na disputa com uma chapa de oposição chamada União e Movimento.

Foi a primeira vez que colocamos um chapa para o DCE da Universidade.

Pautamos diversas questões que fazem parte do dia-a-dia dos estudantes das universidades particulares, como

exemplo, a democratização da universidade e a difı́cil questão da assistência estudantil.

Foi um total de 3.500 votos, onde perdemos por uma margem apertadıśsima de apenas 26 votos.

Mas a continuaremos fazendo o bom debate na UCS através dos Diretórios Acadêmicos que ganhamos e levando nossas ideias para o conjunto da universidade durante o ano de 2014.

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D

urante os dias 14 e 15 de Dezembro, aconteceu, no municıṕ io de Barra Funda, Rio Grande do Sul, o 2° Acampamento Estadual da Juventude da Articulação de Esquerda. O evento contou com a presença de cerca de 90 jovens, representando diversas regiões do estado.

Durante o acampamento foram discutidas questões referentes a organização da juventude do PT e da Articulação de Esquerda no estado, tendo como painéis de discussão: um debate sobre o “o por quê” da existência do Partido dos Trabalhadores, contando com a presença do ex governador do estado e presidente de honra do PT, Olıv́io Dutra. Também foram realizados debates sobre o PT e a juventude e o PT e o combate as opressões de gênero. Durante o acampamento, os militantes da JAE também se deslocaram para o municı́pio de Palmeira das Missões, para acompanhar o lançamento do livro e do ilme que conta a história do companheiro Adão Pretto, ex deputado federal do PT, falecido em 2009.

No domingo ocorreram reuniões com algumas das

setoriais onde a JAE vêm atuando no Rio Grande do Sul, entre elas: Movimento Estudantil, Movimento Popular e Sindical, Juventude do campo e organização da JPT nos municı́pios. O acampamento proporcionou um saldo positivo para a organização da JAE e da JPT nos municıṕ ios do Rio Grande do Sul, e vários são os desa ios que foram apontados para o próximo perıó do, entre eles: fomentar os debates pela reforma polıt́ica, democratização dos meios de comunicação e reforma tributária. O acampamento ocorreu após uma grande vitória para a esquerda petista no RS, onde elegemos Ary Vanazzi como presidente do PT gaúcho. No próximo ano teremos outra grande luta pela frente, pois ocorrem as eleições para presidente e governadores, sendo que no estado do Rio Grande do Sul, a disputa será polarizada entre os interesses da classe trabalhadora, através da candidatura do governador Tarso Genro e entre os interesses da Rede Globo e da RBS, por isso teremos que reunir toda a nossa energia militante para entramos com tudo nessa luta, que além de ser uma disputa eleitoral, será uma disputa de classes.

Nesse clima de animo que aconteceu o II acampamento da JAE RS, que termina com um saldo muito positivo para a organização da juventude petista do estado.

II ACAMPAMENTO ESTADUAL DA JUVENTUDE DA

ARTICULAÇÃO DE ESQUERDA DO RS

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Em novembro do ano passado Lula esteve em MS e tomou um Tereré com as juventudes

Nos dias 13 e 14 de novembro de 2013, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma breve visita ao Mato Grosso do Sul. Passou por Corumbá - onde discutiu com lı́deres dos paı́ses fronteiriços a integração latino-americana -, e depois por Campo Grande onde recebeu homenagens e se reuniu com empresários, com lideranças do Partidos dos Trabalhadores e Movimentos Sociais e Populares. Um dos momentos mais particulares foi em uma roda de Tereré, bebida tıṕ ica de Mato Grosso do Sul, realizada por jovens. “Feito com a mesma erva (Mate) que no sul utilizam para o Chimarrão, porém com alguns diferenciais no seu preparo e com a água muito gelada”, frisou um dos jovens para o ex-presidente Lula. O jovem lembrou que o costume de tomar a 'infusão' da erva com água fresca era costume entre os ıń dios Guarani que viviam na região que compreende MS, PR, SC, RS, Argentina e Paraguai. “Gaúchos e Pantaneiros adaptaram o costume às temperaturas de cada local”,

inalizou.

Foi com um pouco de história regional e a tıṕ ica roda de Tereré que se deu o encontro de representantes da juventude militante de MS com Lula em novembro de

2013. As agendas com a juventude tem sido uma constante nas andanças de Luis Inácio pelo Brasil.

Participaram desta simbólica agenda, jovens lideranças de movimentos sociais como CUT, MST, Recid (Rede de Educação Cidadã), UJS – União da Juventude Socialista, PJ – Pastoral da Juventude, FMJ (Fórum Municipal de Juventude de Campo Grande), JPT, Centro de Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-I (CDDH), UNE e Conselho dos Povos Terena.

Na ocasião os jovens debateram com Lula sobre as jornadas de junho, as redes sociais da internet e novos direitos reivindicados pelos movimentos juvenis. @s jovens também entregaram um relatório de análise de conjuntura da população jovem de Mato Grosso do Sul. O ex-presidente ouviu atento às explicações sobre o conteúdo do relatório e ao inal analisou que as manifestações que invadiram as ruas no mês de junho do ano passado mostraram aos polı́ticos, inclusive ao Governo Federal, que existe um povo que embora não esteja organizado em movimentos sociais, tem vontade de participar da polıt́ica e das decisões do paıś.

Segundo o ex-presidente, a juventude deve ser pauta constante dos movimentos sociais e dos partidos polıt́icos para garantir a renovação dos quadros e oxigenação polıt́ica. “Não devemos ter medo do debate, porque o debate só nos fortalece”, a irmou Lula.

Lula agradeceu o documento e a irmou que o Instituto Lula fará uma pesquisa sobre a situação das juventudes nas diversas regiões do paıś. “Vou entregar pessoalmente uma cópia deste relatório para a presidenta Dilma. Ano que vem (2014) o Instituto (Lula) estará fazendo uma pesquisa neste sentido e gostaria que vocês participassem ativamente dela aqui no estado”, a irmou o ex-presidente. Ao inal os jovens sul-mato-grossenses deram para o ex-presidente uma bomba, uma cuia e uma garrafa térmica, além da erva tıṕ ica, conjunto necessário para o preparo do Tereré. O presidente agradeceu os presentes e pediu aos jovens que organizem junto ao Instituto uma nova agenda para ele em MS no primeiro semestre de 2014.

SERVE UM TÉRA!

EDITORIAL

Boletim eletrônico da Reconquistar a UNE e a UBES, teses do movimento estudantil construıd́ as pela Juventude da Articulação de Esquerda - PT. Nesta edição, os textos foram escritos por: Nossos Desa ios, Giovane Zuanazzi - RS; Estamos AE, Jamily e Rachel - ES; Eleições DCE-UFMT, Thiago Oliveira - MT; III Encontro Interdisciplinar de Estudantes da América Latina e Caribe, Filipe Costa - RS; Eleições DCE UFSM, Marcos Lazaretti - RS; XVIII Congresso DCE UEMS, Breno Gonçalves - MS; Eleições DCE UCS, Rafael Di Domenico; Conselho Universitário da UEPG recua após ato Pró-Cotas, Arthur Wistuba - PR; JAE-MS realiza seu 3º Acampamento, Walkes Vargas - MS; Vai um Téra, Alan F. Brito - MS.

Referências

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