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OLETIM COOPERATIVISTA

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Academic year: 2021

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O C O O P E R A T I V I S M O É DE I N I C I A T I V A POPULAR EM TUDO. TODO E L E É EDIFICADO PELA A C T I V I D A D E DOS CIDADÃOS

O L E T I M

C O O P E R A T I V I S T A

R E D A C Ç Ã O E A D M I N I S T R A Ç Ã O : R u a do C r u z e i r o . 1 - T e l e f . 63 26 49 - L i s b o a - 3 C O O R D E N A D O P O R A N T Ó N I O SÉRGIO N . ° 119 / S E T E M B R O / 1963 P u b l i c a ç ã o m e n s a l - D i s t r i b u i ç ã o g r a t u i t a

Ainda o 41.° Dia Mundial da Cooperação

da margem sul

O COOPERATIVISMO

H E R N Â N I R O D R I G U E S

(da C o o p , dos M a q u i n i s t a s e F o g u e i r o s ) VISTO PELOS SEUS C O O P E R A T I V I S T A S

A

recente festa organizada e

le-vada a efeito pela nóvel mas

progressiva Cooperativa « A

E s p e r a n ç a da V i a N o r t e », no

pas-mado dia 7 de Julho, p a r a

come-m o r a r o 41.° D i a M u n d i a l da

Coo-p e r a ç ã o e deCoo-pois a sessão solene

realizada na Cooperativa do Povo

Portuense, no dia 13 do mesmo m ê s ,

uma e o u t r a projectadas e

efectua-das com o p r o p ó s i t o de n ã o deixar

em claro a passagem de uma data

festejada este ano p o r mais de 174

m i l h õ e s de i n d i v í d u o s , tantos s ã o

os cooperadores espalhados por

todo o mundo, segundo n ú m e r o s

respeitantes só aos que pertencem

a o r g a n i z a ç õ e s cooperativas f i l i a d a s

na A l i a n ç a Cooperativa

Internacio-nal, com sede em Londres,

deram--me a oportunidade de v e r i f i c a r

que algo de novo surge no m o v i

-mento cooperativo nortenho e,

con-sequentemente, no p o r t u g u ê s .

Mas, deram-me t a m b é m o

ensejo de reconhecer que, para se a t i n

-g i r o nível « c o o p e r a t i v o » dos outros

povos europeus — p a r a f a l a r só

nestes p o r uma q u e s t ã o de a f i n i

dade continental — f a l t a dar m u i

-tas passadas.

Se a festa, v i v i d a e sentida

n u m convívio comunicativo,

popu-lar, c o n t r i b u i u p a r a dar mais u m

passo em f r e n t e na consecução da

f i n a l i d a d e do cooperativismo, v e r i

-ficando-se a c o m p a r ê n c i a de certo

n ú m e r o de dirigentes

cooperativis-tas e elevada p o r ç ã o de associados

de cooperativas, o mesmo n ã o se

v e r i f i c o u na s e s s ã o solene, na qual,

se n ã o f o r a a p r e s e n ç a de uma meia

d ú z i a de dirigentes, de o u t r a meia

de cooperativistas e u m r a z o á v e l

n ú m e r o de senhoras, os

orado-res convidados p a r a dissertar sobre

o significado da data que se

come-morou nos quatro cantos do Globo,

f a l a r i a m quase que somente para

si p r ó p r i o s .

É verdade. N a rudeza destas

pa-lavras pode colher-se u m signicado.

Alguns dos mais r e s p o n s á v e i s —

r e f i r o - m e aos dirigentes — , n ã o

compareceram.

É consolador, no entanto, v e r i f i

-car que alguma coisa se fez para

impulsionar e levar o sistema para

o l u g a r que lhe e s t á destinado no

nosso p a í s .

N a «Via N o r t e » expuseram-se

c o n t . 12 F E R N A N D O M A T E U S ( d a P i e d e n s e )

A

a c t i v i d a d e c o o p e r a t i v i s t a n a m a r -g e m s u l do T e j o a t r a v e s s a u m pe-r í o d o de pe-r e n o v a ç ã o , e m que se l i g a m u m desejo c o n t r o l a d o de e l e v a ç ã o e c o n ó -m i c a e u -m a â n s i a e n t u s i á s t i c a de t r a b a l h o p a r a u m p r o g r e s s o social v á l i d o e c o n -c r e t o , os q u a i s se m a n i f e s t a m nas v á r i a s i n i c i a t i v a s levadas a cabo n a m a i o r i a das c o o p e r a t i v a s , q u e r s u b s t i t u i n d o os processos de d i s t r i b u i ç ã o t r a d i c i o n a i s p o r m o -dernos a u t o - s e r v i ç o s , q u e r r e a l i z a n d o n o c a m p o d a p r o d u ç ã o e x p l o r a ç õ e s à escala i n d u s t r i a l que t ê m como o b j e c t i v o p r i m á -r i o o í n d i c e h i g i e n o - s a n i t á -r i o dos - respec-t i v o s p r o d u respec-t o s . E s t a v a l o r i z a ç ã o e c o n ó m i c a é a c o m p a n h a d a , n a l g u m a s c o o p e r a t i v a s , p o r r e a l i z a ç õ e s de c a r á c t e r a s s i s t e n c i a l e de s o l i d a -r i e d a d e h u m a n a , que se p -r o j e c t a m com u m a u t i l i d a d e e x t r a o r d i n á r i a n a v i d a dos cooperadores, n u m a d e m o n s t r a ç ã o de que o c o o p e r a t i v i s m o ó u m m o v i m e n t o acen-t u a d a m e n acen-t e m o r a l e a l acen-t r u í s acen-t a , acen-t e n d e a d i g n i f i c a r o h o m e m e a c o n t r i b i u r p a r a o seu b e m - e s t a r s o c i a l . A h o r a presente, no e n t a n t o , r e v e l a u m p r o b l e m a que, sendo g e r a l , n ã o p e r t e n c e

(2)

ASSOCIAÇÃO DOS INQUILINOS

LISBONENSES

O

R e l a t ó r i o da G e r ê n c i a de 1962 r e vela n a sua e s t r u t u r a u m a l t o n í -vel c o o p e r a t i v i s t a e, a nosso v e r , u m a c o n c e p ç ã o do que deve ser u m r e l a -t ó r i o de u m a D i r e c ç ã o de c o o p e r a -t i v a , c o n c e p ç ã o essa que g o s t a r í a m o s de v e r g e n e r a l i z a d a . N ã o r e s i s t i m o s , p o r q u e a s s i m pensamos, em t r a n s c r e v e r daquele R e l a t ó r i o o se-g u i n t e t e x t o :

«Zí normal, na apresentação do

relató-rio de gerência de qualquer sociedade, começse por fazer referência aos ar-tigos e parágrafos estatutários que obri-gam a sua administração quando no fim

C O O P E R A T I V A AGRÍCOLA

DOS 0 L I V 1 C U L T 0 R E S DA V I D i G U E I R A

"v T o seu r e l a t ó r i o a D i r e c ç ã o destaca _ [ _ ^ como f a c t o m u i t o i m p o r t a n t e a c o m p r a do L a g a r d a V i l a de F r a des, n ã o s ó p a r a os associados como t a m -b é m p a r a o p o v o desta l o c a l i d a d e , que v ê v o l t a r à a c t i v i d a d e a ú n i c a i n d ú s t r i a que possui e estava p a r a l i z a d o h á t r ê s anos. D u r a n t e a c a m p a n h a de 1962 f o r a m l a b o r a d o s pela C o o p e r a t i v a 1 942 890 q u i -los de a z e i t o n a p e r t e n c e n t e s a 172 s ó c i o s , com o v e n c i m e n t o m é d i o de 168,9 l / T . e acidez m é d i a de 1",1, o que c o n s t i t u i f a c t o i n é d i t o n a r e g i ã o . Todos os c o m p r a d o r e s f o r a m u n â n i m e s em a f i r m a r que o azeite desta c o o p e r a t i v a é u m dos m e l h o r e s do p a í s .

F o i a t r i b u í d o como b ó n u s aos associa-dos a i m p o r t â n c i a de 718 870$00. O B o l e t i m C o o p e r a t i v i s t a r e g i s t a com p r a z e r os bons r e s u l t a d o s o b t i d o s pelos o l i v i c u l t o r e s cooperadores d a V i d i g u e i r a .

COOPERATIVA BANHEIRENSE

O

consumo a u m e n t o u em 1962 de quase 73 contos, o que é í n d i c e do d e s e n v o l v i m e n t o desta p e q u e n a coo-p e r a t i v a . O consumo t o t a l a t i n g i u a soma de 905 contos a p r o x i m a d a m e n t e e n ã o f o i m a i o r p o r q u e a s e c ç ã o de v i n h o s n ã o p ô d e l a b o r a r d u r a n t e o mesmo ano. V e r i f i c a s e a i n d a a l g u m d e s e n v o l v i m e n t o n a s e c ç ã o de f a n q u e i r o , c u j a r e n -t a b i l i d a d e m e l h o r o u de m o d o p r o m e -t e d o r . F o r a m a t r i b u í d o s m a i s de 12 000$00 como r e t o r n o aos associados.

O R e l a t ó r i o f i n a l i z a c o m u m v o t o de a g r a d e c i m e n t o à C o m i s s ã o do B o l e t i m C o o p e r a t i v i s t a , pelo interesse e d e d i c a ç ã o c o m que d i v u l g a o m o v i m e n t o coopera-t i v o , o que m u i coopera-t o nos s e n s i b i l i z a . O B o l e t i m C o o p e r a t i v i s t a t e m a c o m p a n h a d o o e s f o r ç o dos cooperadores b a n h e i -renses a e r g u e r e m a sua sociedade e sauda-os pela sua p e r s i s t ê n c i a e c o r a g e m .

do seu mandato, ao vir à presença dos associados prestar-lhes contas dessa ge-rência.

Muitos, cumprida por imperativo legal esta missão e desde que a apresentação das contas se faça de acordo com a boa técnica contabilista e os resultados do exercido sejam satisfatórios, concluem que tudo corre normalmente,

Parece-nos, não obstajite, que este con-ceito sobre o que é uma boa administra-ção, traduzida por um relatório «sinté-tico» e umas contas bem «arrumadinhas», é fundamentalmente errado quando se trata duma sociedade cooperativa.

Com efeito, uma cooperativa é intrin-secamente uma sociedade de prestação de serviços ou de fornecimento de produtos aos associados, onde reinam as leis do apoio mútuo e um espírito, que se afasta totalmente dos objectivos das sociedades comerciais, empenhadas apenas na obten-ção de lucros.

Não é portanto de estranhar que ltd muito, entre os cooperativistas, se encare o relatório de gerência, como um do-cumento importante na vida da coopera-tiva, que tem de ser algo mais, do que aquilo porque é definido no Código Comer-cial.

Mas quais são as características mais salientes a que deve obedecer o relatório de gerência duma associação cooperativa?

'Naturalmente ninguém contesta que êi actividade económica da sociedade seja dado o realce merecido, mas, ao contrário de qualquer sociedade capitalista, não é

o r e s u l t a d o do e x e r c í c i o o que por vezes

maior interesse apresenta, mas sim as vantagens que os associados auferiram durante o ano, em serviços ou produtos fornecidos em boas condições de preço, higiene e peso, ou ainda, em bens

cidtu-C O O P E R A T I V A DOS M A Q U I N I S T A S E FOGUEIROS DOS C A M I N H O S DE FERRO DO M I N H O E DOURO

A

D i r e c ç ã o de 1962, n o seu R e l a t ó r i o , p r o m e t e o a u t o - s e r v i ç o , o que de-m o n s t r a a sua n o t á v e l d e c i s ã o de a c o m p a n h a r o p r o g r e s s o da t é c n i c a da d i s t r i b u i ç ã o dos bens de consumo, e p õ e em r e l e v o a a c ç ã o d a C o m i s s ã o C u l t u r a l l e v a d a a cabo n ã o s ó n a B i b l i o t e c a como n o u t r o s sectores c u l t u r a i s , a c ç ã o essa que c u l m i n o u c o m o c o l ó q u i o r e a l i z a d o em 19 de D e z e m b r o , onde f o i p r o f e r i d a , p o r E u g é n i o M o t a , u m a p a l e s t r a acerca dos Aspectos G e r a i s do C o o p e r a t i v i s m o . O r e t o r n o d i s t r i b u í d o aos associados f o i de 58 656$00. D u r a n t e o ano o n ú m e r o de s ó c i o s passou de 627 p a r a 676.

Sendo esta sociedade u m a c o o p e r a t i v a de e m p r e s a t e m a sua e x p a n s ã o n a t u r a l m e n t e l i m i t a d a e, p o r isso, t e m m a i s v a -l o r o p r o g r e s s o r e g i s t a d o que é d e v i d o a u m e s f o r ç o e boa v o n t a d e que s ó se e n c o n t r a m nos meios c o o p e r a t i v o s . S a u d a m o s p o r esse e s f o r ç o e v o n t a d e os cooperadores do M i n h o e D o u r o .

rais, que numa cooperativa nunca de-vem ser esquecidos.

Pode até acontecer que, paradoxal-mente, a c o n t a de g a n h o s e p e r d a s apre-sente um saldo positivo e a acção da cooperativa não tenha correspondido ao que os sócios esperavam dela.

No entanto, dado o significado que atribuímos às cooperativas, como elemen-tos de melhoria da economia popular e meio de elevação da educação cívica, não podemos conceber as cooperativas des-ligadas do seu meio natural, do sector da população que servem, nem tão-pouco das outras sociedades congéneres.

Assim, não basta apresentar, por exem-plo, qual foi a acção da Associação dos Inquilinos Lisbonenses traduzida em nú-mero de consultas jurídicas, nem de

c o n t . 11

C O O P E R A T I V A DO PESSOAL

DA EMPRESA CARBONÍFERA DO DOURO

R

ecebemos o R e l a t ó r i o da g e r ê n c i a 1962 e t o m á m o s c o n h e c i m e n t o p o r ele dos m e l h o r a m e n t o s c o m que se p r o c u r a a u m e n t a r o r e n d i m e n t o das o f i -cinas de S a p a t a r i a c A l f a i a t a r i a .

N ã o f o i p o s s í v e l l e v a r a e f e i t o no ano de 1962 as i n s t a l a ç õ e e s do m o i n h o de m i -lho, e da P e i x a r i a a m b i ç õ e s dos coopera-dores do P e j ã o , com as q u a i s esperam m e l h o r a r a sua v i d a . N o e n t a n t o esses o b j e c t i v o s s e r ã o conseguidos, v i s t o que as d i f i c u l d a d e s que a i n d a n ã o f o r a m v e n cidas n ã o s ã o m a i s potentes que as i n d ó -m i t a s vontades que g o v e r n a -m a Coope-r a t i v a do Pessoal da C a Coope-r b o n í f e Coope-r a do D o u r o . T e m esta c o o p e r a t i v a sido i n j u s t a m e n t e colectada em i m p o s t o s c a m a r á r i o s i n d e -v i d o s , o eme a o b r i g o u a r e c o r r e r p a r a a R e l a ç ã o do P o r t o , depois de lhe t e r sido negado r e c u r s o n a 1." e n a 2." i n s -t â n c i a s . A q u e l a R e l a ç ã o a n u l o u as senJ t e n ç a s , mas a C â m a r a n ã o desiste e jcP colectou de n o v o a C o o p e r a t i v a p a r a o ano de 1962. T a m b é m f o i e x i g i d a à C o o p e r a t i v a u m a c o n t r i b u i ç ã o i n d u s t r i a l que ela c o n s i d e r a excessiva, m o t i v o p o r que r e c l a m o u ao Contencioso de C o n t r i b u i ç ã o e I m p o s t o s . U m dos n o t á v e i s s e r v i ç o s p r e s t a d o s p e l a c o o p e r a t i v a é o do f o r n e c i m e n t o de b i c i c l e t a s a p e d a l e m o t o r i z a d a s aos as-sociados, com f a c i l i d a d e s de p a g a m e n t o e a p r e ç o r e d u z i d o , atendendo à s g r a n d e s d i s t â n c i a s q u e s e p a r a m os t r a b a l h a d o r e s do P e j ã o do l o c a l de t r a b a l h o . D e s e j a m o s t a m b é m r e g i s t a r a q u i o s u b s í d i o aos f i l h o s dos s ó c i o s que f r e -q u e n t a m estabelecimentos de ensino se-c u n d á r i o , o q u a l , n o ano de 1962 f o i s u p e r i o r a 25 OOOíJOO.

A C o o p e r a t i v a d i s t r i b u i u de r e t o r n o cerca de 82 contos.

S a u d a m o s os cooperadores do P e j ã o e c o m u n g a m o s nas suas e s p e r a n ç a s de en-g r a n d e c i m e n t o da C o o p e r a t i v a que er-g u e r a m .

(3)

COOPERATIVAS DE MULHERES

aconselham as donas de casa

N

os p a í s e s i n d u s t r i a l i z a d o s , como é o caso d a R e p ú b l i c a F e d e r a l a l e m ã , p e r a n t e o c o n s u m i d o r apresenta-se u m i n ú m e r o , desconcertante e em cons-t a n cons-t e a u m e n cons-t o cons-t i p o s d i f e r e n cons-t e s de a r cons-t i g o s e e s t á cada vez a ser m a i o r a d i f i c u l d a d e e m escolher a q u a l i d a d e a p r o p r i a d a , r e l a c i o n a d a c o m u m p r e ç o r a -z o á v e l . R e v i s t a s que t ê m a m i s s ã o de d a r a conhecer os exames de c a r á c t e r c i e n t í f i c o a que s ã o s u j e i t o s os d i f e r e n t e s a r -t i g o s , -t a n -t o n a G r ã - B r e -t a n h a como n a R e p ú b l i c a F e d e r a l a l e m ã e n o u t r o s p a í s e s a u m e n t a m c o n s t a n t e m e n t e as suas t i r a -gens e a t é mesmo o g o v e r n o b r i t â n i c o t o m a p r e s e n t e m e n t e e m c o n s i d e r a ç ã o a p o s s i b i l i d a d e d a c r i a ç ã o de u m a « C a r t a p a r a a dona de c a s a » e de u m conselho de c o n s u m i d o r e s . A s c o o p e r a t i v a s a l e m ã s de consumo c o n s i d e r a m como seu dever o f a c t o de c h a m a r e m a a t e n ç ã o dos seus m e m b r o s p a r a a u r g e n t e necessidade da ^ k c r i a ç ã o de m e d i d a s de p r o t e c ç ã o ao c o n ^ ^ s u m i d o r , e d e n t r o deste â m b i t o , as c h a -m a d a s « C o o p e r a ç õ e s de -m u l h e r e s » t ê -m u m a m i s s ã o m u i t o i m p o r t a n t e e especial. N a r e a l i d a d e é g e r a l m e n t e a d o n a de casa a pessoa que m a i s f r e q u e n t e m e n t e se ocupa c o m estes p r o b l e m a s , pois que é ela que r e a l i z a s e n ã o todas pelo menos quase todas as c o m p r a s de que a f a m í l i a t e m necessidade. A s c o o p e r a t i v a s a l e m ã s de consumo, que c o n t a m h o j e com m a i s de dois m i l h õ e s e m e i o de f a m í l i a s como seus associados, s ã o u m a a r m a p o t e n c i a l de g r a n d e v a l o r n a l u t a pelos interesses do c o n s u m i d o r . Como m a i s de m e t a d e destes m e m b r o s i n s c r i t o s s ã o do sexo f e m i n i n o , a c r i a ç ã o de u m a c o o p e r a t i v a especial p a r a as m u l h e r e s , r e p r e s e n t a u m s i g n i f i c a t i v o d e s e n v o l v i m e n t o da i n -f l u ê n c i a das m u l h e r e s e a p o s s i b i l i d a d e de u m a i n s t r u ç ã o sobre o c o n s u m o de

bases cada vez m a i o r e s . E m quase todas as g r a n d e s c o o p e r a t i v a s de consumo locais f o r m a r a m - s e g r u p o s de m u l h e r e s , as q u a i s , p o r o u t r o lado, se r e u n i r ã o e m coop e r a t i v a s r e g i o n a i s , t e n d o a sua o r g a n i z a ç ã o p r i n c i p a l n a « C o o p e r a t i v a de m u -lheres d a a s s o c i a ç ã o c e n t r a l da coopera-t i v a a l e m ã de c o n s u m o » . N o ano de 19G1 h o u v e n a d a menos do que 22G0 r e u n i õ e s destas c o o p e r a t i v a s de m u l h e r e s . Os t e m a s destas r e u n i õ e s , cursos e g r u p o s de d i s c u s s ã o , os q u a i s t a m b é m e s t ã o a b e r t o s à s pessoas que n ã o s ã o m e m b r o s das c o o p e r a t i v a s , t r a t a m de assuntos que v ã o desde a economia p o l í t i c a , economia caseira, t e c n o l o g i a i n -d u s t r i a l , p r o b l e m a s -do c o n s u m i -d o r , a t é à i n s t r u ç ã o sobre as leis a que e s t ã o su-j e i t o s os a r t i g o s de consumo e o c o m é r c i o , a s s i m como t a m b é m sobre a p o s i ç ã o da m u l h e r p e r a n t e o d i r e i t o . Como r e u n i õ e s c o m p l e m e n t a r e s das c o o p e r a t i v a s r e a l i z a m - s e l i ç õ e s sobre co-z i n h a e sobre os c o s m é t i c o s , a s s i m como t a m b é m e x p o s i ç õ e s de modas e passagens de modelos, exercendo-se t a m b é m sobre

estes c a p í t u l o s u m a a c t i v i d a d e s e m p r e crescente. E s t a s c o o p e r a t i v a s m a n t ê m r e l a ç õ e s m u i t o i m p o r t a n t e s c o m g r u p o s de m u l h e -res r e u n i d a s t a m b é m e m c o o p e r a t i v a s de consumo nos o u t r o s p a í s e s de l í n g u a a l e m ã , a s s i m como t a m b é m n a H o l a n d a e n a E s c a n d i á v i a . C o m o f i m de se r e a l i z a r a t r o c a de e x p e r i ê n c i a s e de i n f o r m a ç õ e s ú t e i s , r e a -l i z a m - s e f r e q u e n t e m e n t e encontros e n t r e os d i f e r e n t e s g r u p o s dos v á r i o s p a í s e s . U m a r e i v i n d i c a ç ã o acerca de u m a p o s i -ç ã o p a r t i c u l a r e s e p a r a d a sobre as de-t e r m i n a ç õ e s do de-t r a b a l h o p a r a as donas de casa n ã o é d e s e j a d a pelas c o o p e r a t i v a s de m u l h e r e s . Pelo c o n t r á r i o , p r o c u r a - s e a c r i a ç ã o de u m t r a b a l h o a c t i v o e de c o n j u n t o com as o u t r a s o r g a n i z a ç õ e s f e m i n i n a s existentes n a R e p ú b l i c a F e d e r a l , a s s i m como c o m as o r g a n i z a ç õ e s o f i c i a i s do « c o n t r o l e » de a r t i g o s de consumo e de a s s i s t ê n c i a à s m u -lheres. A c e n t r a l das c o o p e r a t i v a s de m u l h e r e s é m e m b r o do « C í r c u l o a c t i v o das associa-ç õ e s f e m i n i n a s e dos v á r i o s g r u p o s as-sociados de m u l h e r e s » , n o q u a l essencial-m e n t e se r e u n i r a essencial-m todas as a s s o c i a ç õ e s f e m i n i n a s d a A l e m a n h a F e d e r a l ; a l é m disso, estes o r g a n i s m o s p e r t e n c e m t a m b é m à « C o m u n i d a d e das a s s o c i a ç õ e s a l e m ã s de c o n s u m i d o r e s » , a q u a l r e g u l a r m e n t e o r g a n i z a cursos p a r a a f o r m a ç ã o de m e m -b r o s d i r i g e n t e s e a c t i v o s nos t r a -b a l h o s de d i r e c ç ã o dos c o n s u m i d o r e s . T a m b é m a u n i ã o s i n d i c a l a l e m ã concedeu à s coop e r a t i v a s de m u l h e r e s o d i r e i t o de coop a r t i c i p a r a c t i v a m e n t e ; ela colocou u m m e m -b r o conselheiro n a d i r e c ç ã o da s e c ç ã o p r i n c i p a l das m u l h e r e s d e n t r o da U n i ã o dos S i n d i c a t o s A l e m ã e s . A u t i l i d a d e e a c t i v i d a d e das coopera-t i v a s de m u l h e r e s coopera-t a m b é m f o i reconhecida pelo g o v e r n o f e d e r a l , a s s i m como p o r m u i tos o u t r o s o r g a n i s m o s o f i c i a i s . O m i n i s t é r i o f e d e r a l p a r a a a l i m e n t a ç ã o , a g r i -c u l t u r a e f l o r e s t a s , a s s i m -como t a m b é m o m i n i s t é r i o f e d e r a l de economia c r i a r a m « j u n t a s de c o n s u m i d o r e s » nas quais ao lado de d e p u t a d a s f e m i n i n a s se e n c o n t r a t a m b é m u m a r e p r e s e n t a n t e das coopera-t i v a s de znulheres. N e s t a j u n t a , p o r e x e m p l o , s e r ã o t r a t a -dos e d i s c u t i d o s os e f e i t o s p r á t i c o s das leis que r e g u l a m os g é n e r o s a l i m e n t í c i o s c e r t a s leis r e f e r e n t e s aos g é n e r o s a l i m e n -t í c i o s , a s s i m como os respec-tivos p r e ç o s . A t r a v é s de u m a c o o p e r a ç ã o de u m a a c t i v i d a d e n ã o s ó nos o r g a n i s m o s o f i c i a i s e p r i v a d o s que se o c u p a m com os i n t e -A PREVIDÊNCI-A DO FERROVIÁRIO REFORMADO Recebemos o R e l a t ó r i o e Contas d a g e r ê n c i a desta a s s o c i a ç ã o que se se t e m m o s t r a d o t ã o ú t i l n o meio f e r r o v i á r i o . N o ano de 19G2 d i s t r i b u i u s u b s í d i o s no v a l o r t o t a l de 1146 contos. B e m h a j a p e l a s o l i d a r i e d a d e f e r r o v i á -r i a que -r e v e l a .

PÁGINA

DAS

G O O P E R A D O R A S

resses dos c o n s u m i d o r e s , as c o o p e r a t i v a s de m u l h e r e s d ã o u m a c o n t r i b u i ç ã o i m p o r -t a n -t e no d e s e n v o l v i m e n -t o e n a c r i a ç ã o das r e s o l u ç õ e s de p o l í t i c a e c o n ó m i c a , r e -s o l u ç õ e -s e-s-sa-s que i n t e r e -s -s a m em p r i m e i r o l u g a r à f a m í l i a e m g e r a l e ao t r a b a l h o caseiro e m p a r t i c u l a r . S ó h á pouco t e m p o é que a m i n i s t r a f e d e r a l de s a ú d e , a s e n h o r a dr." S c h w a r -h a u p t , r e c o r r e u à s p r o p o s t a s das coope-r a t i v a s f e m i n i n a s p a coope-r a u m a e x t e n s ã o das m e d i d a s n o f o m e n t o de saúde,, usando a m ã o - d e - o b r a f e m i n i n a e das donas de casa n a r e s o l u ç ã o de novos decretos sobre este assunto.

« T r i b u n a » . 30-1-1963 ( T r a n s c r i t o de C O O P — d i v u l g a ç ã o C o o p e r a t i -v i s t a — L o u r e n ç o M a r q u e s n . " 11)

A L E R T A CONSUMIDORES

nós não esfamos profegidos confra:

• Os deteryentes u t i l i z a d o s n a l a v a g e m d a l o u ç a . E m b o r a n ã o c o n t e n h a m subs-t â n c i a s d i r e c subs-t a m e n subs-t e subs-t ó x i c a s , s ã o no en-t a n en-t o u m p e r i g o i n c o n en-t e s en-t á v e l p o r q u e os v e s t í g i o s se m i s t u r a m com os a l i m e n t o s se n ã o se t o m a a p r e c a u ç ã o de p a s s a r a l o u ç a p o r á g u a l i m p a depois da l a v a g e m .

• Os plásticos. A s resinas p u r a s que

s ã o a base das m a t é r i a s p l á s t i c a s n ã o s ã o t ó x i c a s , mas j á o mesmo n ã o acon-tece com os p r o d u t o s que se i n c o r p o r a m nelas p a r a lhes d a r m a i o r m a l e a b i l i d a d e , e t a m b é m com os e s t a b i l i z a d o r e s ou os p i g m e n t o s que lhes d ã o a cor. A u t i l i z a ç ã o de p l á s t i c o s em embalagens de p r o -d u t o s a l i m e n t a r e s ou n a f a b r i c a ç ã o -de u t e n s í l i o s de c o z i n h a (colheres, r e c i p i e n -tes, etc) c r i a p r o b l e m a s r e l a t i v o s à s a ú d e , de t a l m a n e i r a que n a A m é r i c a e n a A l e m a n h a o seu uso é s e v e r a m e n t e r e g u -l a m e n t a d o ( s o b r e t u d o q u a n d o s ã o usados em embalagens de g o r d u r a s a l i m e n t a r e s , p o r q u e estas p o d e m d i s s o l v e r certos c o m -ponentes das m a t é r i a s p l á s t i c a s ) . • Os esmaltes. E s t e s c o n t é m c h u m b o . Se o seu f a b r i c o n ã o é c u i d a d o ( c o z e d u r a i n s u f i c i e n t e ) , o c h u m b o l i b e r t a s e e i n -t r o d u z - s e nos a l i m e n -t o s . P o r es-te m o -t i v o , n a S u í ç a , os a r t i g o s esmaltados s ã o s u b m e t i d o s a u m a a p e r t a d a f i s c a l i z a ç ã o . • Os rótulos fantasistas. A s d e s i g n a ç õ e s « 1 0 0 % p u r o » , « 1 0 0 % n a t u r a l » , « q u a l i d a d e s u p e r i o r » , n ã o c o r r e s p o n d e m m u i -tas vezes à v e r d a d e . « A d a p t a d o de Le Coopcrateur, d a Bélgica* b o l e t i m c o o p e r a t i v i s t a 3

(4)

EMPREGADOS DA C O O P E R A T I V A

O

pessoal c o n t r a t a d o que l a b u t a n u m a c o o p e r a t i v a , desde o g e r e n t e ao m a i s h u m i l d e f u n c i o n á r i o , cons-t i cons-t u e m f a c cons-t o r i m p o r cons-t a n cons-t í s s i m o p a r a o b o m ê x i t o do e m p r e e n d i m e n t o . U m a vez que neles s ã o delegadas p e l a d i -r e c ç ã o c e -r t a s f u n ç õ e s , como a de ge-r ê n c i a , entendemos c o n v e n i e n t e escge-revege-r neste c a p í t u l o a l g u m a s b r e v e s p a l a v r a s a seu r e s p e i t o . É j u s t o s a l i e n t a r o d i f í c i l e v i t a l p a p e l desempenhado pelo g e r e n t e , de q u e m depende e m g r a n d e p a r t e , o sucesso o u a f a l ê n c i a d a e m p r e s a ; ele é o eixo e m t o r n o do q u a l g i r a t o d a a o r g a n i z a ç ã o i n t e r n a . A s u a m i s s ã o é a l g o d i f e r e n t e d a do g e r e n t e de u m a e m p r e s a p a r t i c u l a r , v i s t o t e r de s e g u i r as i n s t r u ç õ e s d a d i r e c ç ã o e ao m e s m o t e m p o o r i e n -t a r a v i d a i n -t e r n a d a c o o p e r a -t i v a à s u a i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e , de f o r m a a c o n -t e n -t a r os seus u s u á r i o s que s ã o , ao f i m e ao cabo, os seus p a t r õ e s . A s i n s t r u ç õ e s d a d i r e c ç ã o d e v e m t e r c a r á c t e r g e r a l a f i m de n ã o e n t r a v a r e m a i n i c i a t i v a e a o r i e n t a ç ã o t é c n i c a do ge-r e n t e o q u a l , d e n t ge-r o d a sua e s f e ge-r a de a c ç ã o , é a pessoa m a i s a p t a p a r a a g i r . O g e r e n t e n ã o pode t o m a r d e c i s õ e s r e l a -t i v a s à o r i e n -t a ç ã o g e r a l o u p a r -t i c u l a r de q u a l q u e r aspecto d a v i d a c o o p e r a t i v a ; pode somente d e c i d i r q u a n t o à m e l h o r f o r m a de e x e c u t a r os d i f e r e n t e s s e r v i ç o s a f i m de a t i n g i r os f i n s p r e v i s t o s pelo conselho de a d m i n i s t r a ç ã o . N ã o pode, o u pelo menos n ã o deve, c r i t i c a r ou f a z e r o b s e r v a ç õ e s sobre as d i r e c t i v a s que l h e s ã o dadas, a n ã o ser e m r e l a t ó r i o s , e s c r i -tos o u v e r b a i s , d i r i g i d o s ao conselho d a a d m i n i s t r a ç ã o . P a r a o desempenho de t a r e f a de t a n t a r e s p o n s a b i l i d a d e deve escolherse i n d i v í -d u o esclareci-do e c o m p e t e n t e ; a -d i r e c ç ã o n ã o se deve esquecer, ao c o n t r a t á - l o , que a c o m p e t ê n c i a e a h o n e s t i d a d e s ã o bens i n e s t i m á v e i s que m e r e c e m ser r e m u n e r a -dos c o n v e n i e n t e m e n t e , e que u m m a u e m p r e g a d o , e m b o r a m a l p a g o , é s e m p r e m a i s c a r o que q u a l q u e r e m p r e g a d o c o m -p e t e n t e e m b o r a este a u f i r a s a l á r i o m a i s elevado. P a r a b o m desempenho d a sua m i s s ã o deve o g e r e n t e t e r bons c o n h e c i m e n t o s sobre e m p r e s a s c o o p e r a t i v a s , de m o l d e a p o d e r p r o c e d e r à sua o r g a n i z a ç ã o i n t e r n a ; t a l o r g a n i z a ç ã o consiste n o r e g i s t o c u i d a -doso de t o d a s as suas d e c i s õ e s , m o n t a g e m d a c o n t a b i l i d a d e , r e p a r t i ç ã o do t r a b a l h o e o r g a n i z a ç ã o do seu c o n t r o l e . O g e r e n t e deve z e l a r p e l a c o n s e r v a ç ã o dos bens da c o o p e r a t i v a e i n f o r m a r a d i r e c ç ã o daqueles que p o r v e n t u r a n ã o e s t e j a m seguros. O g e r e n t e c o m e x p e r i ê n c i a c o m e r c i a l sabe seleccionar os m é t o d o s que l e v a m à m e l h o r s a t i s f a ç ã o das necessidades dos cooperadores, sabe escolher os f o r n e c e d o -res, conhece a m e l h o r a l t u r a de e f e c t u a r as c o m p r a s , sabe as q u a n t i d a d e s m a i s a c o n s e l h á v e i s e p r o c u r a seleccionar os a r t i g o s de a c o r d o c o m os gostos e as necessidades dos c o m p r a d o r e s . D e v e c o n -t r o l a r as c o m p r a s e vendas, seleccionando e i n f o r m a n d o a d i r e c ç ã o sobre q u e m c o n s i d e r a como m e l h o r e s f o r n e c e d o r e s , c o n -t r o l a n d o os p r e ç o s , a r e c e p ç ã o e a s a í d a dos p r o d u t o s v e r i f i c a n d o a q u a l i d a d e dos p r o d u t o s recebidos e s a í d o s . P e r i o d i c a m e n t e deve a p r e s e n t a r os seus r e l a t ó r i o s à d i r e c ç ã o onde deve e x p o r com c l a r e z a a s i t u a ç ã o d a c o o p e r a t i v a e q u a i s as m e d i d a s que e m seu e n t e n d e r devem ser t o m a d a s .

O g e r e n t e deve a t e n d e r todos os coope-r a d o coope-r e s i g u a l m e n t e e secoope-r d i s c coope-r e t o sobcoope-re as t r a n s a c ç õ e s e f e c t u a d a s p o r cada u m . P a r a m e l h o r c o m p r e e n s ã o das f u n ç õ e s do g e r e n t e p o d e m estas e s q u e m a t i z a r - s e da s e g u i n t e f o r m a :

Funcções administrativas de gerência:

i n t e r n a s e x t e r n a s I N T E R N A S :

Vida financeira — o g e r e n t e deve

s u b o r d i n a r as c o m p r a s à s d i s p o n i b i l i -dades d a c o o p e r a t i v a e à s necessida-des dos c o o p e r a d o r e s . Contabilidade — deve p r o c e d e r d i a -r i a m e n t e à e s c -r i t u -r a ç ã o dos l i v -r o s ou pelo menos à s u a f i s c a l i z a ç ã o .

Realização das compras e retidas

— devem ser e f e c t u a d a s de acordo com as i n s t r u ç õ e s d a d i r e c ç ã o ; deve c o n t r o l a r a r e c e p ç ã o e estabelecer os p r e ç o s .

Organização do trabalho — o

ge-r e n t e deve sege-r a ú n i c a e n t i d a d e a d a r o r d e n s ao pessoal e a p r o c e d e r à d i s t r i b u i ç ã o das t a r e f a s .

E X T E R N A S — constituem as relações que

o gerente tem de manter com: Os cooperadores — d e v e p r e s t a r

a t e n ç ã o a t o d a s as suas r e c l a m a ç õ e s , e x p l i c a r - l h e s a r a z ã o das suas deci-s õ e deci-s e t r a t a r a tododeci-s i g u a l m e n t e , n ã o p e r m i t i n d o q u e b r a nas n o r m a s e s t a -belecidas p e l a d i r e c ç ã o os administradores — deve m a n t ê --los s e m p r e ao c o r r e n t e de t u d o q u a n t o se passe as comissões — a q u e m a a d m i n i s t r a ç ã o c o n f i a p o r vezes c e r t a s t a -r e f a s p a -r t i c u l a -r e s e a q u e m o g e -r e n t e deve p r e s t a r todo o a u x í l i o que l h e f o r p o s s í v e l d a r . D e n t r e as t a r e f a s do g e r e n t e merece especial r e l e v o a de m o n t a r a c o n t a b i l i -dade é i n d i s p e n s á v e l à a d m i n i s t r a ç ã o e aos cooperadores p a r a c o n t r o l e d a e f i -c á -c i a -c o m e r -c i a l , i n d u s t r i a l o u f i n a n -c e i r a d a sua e m p r e s a ; a c o n t a b i l i d a d e b e m o r g a n i z a d a i n s p i r a c o n f i a n ç a e e l i m i n a c r í t i c a s e s u s p e i t a s . P o r o u t r o l a d o s ó os l i v r o s p o d e m i n f o r m a r u m a a d m i n i s t r a ç ã o das causas dos seus insucessos, p e r -m i t i n d o - l h e s a s s i -m r e n o v a r a sua t a r e f a consciente dos e r r o s a t e n t a r e l i m i n a r , o que f a c i l i t a as r e l a ç õ e s do g e r e n t e c o m os ó r g ã o s a d m i n i s t r a t i v o s . Os l i v r o s c o n t a b i l í s t i c o s r e s u m e m a a c t i v i d a d e da c o o p e r a t i v a i n f o r m a n d o - n o s , a cada m o m e n t o , do d i n h e i r o e m c a i x a , das contas a receber, do t o t a l das c o m -p r a s e v e n d a s , do t o t a l das c o n t a s a -p a g a r e das despesas e x i s t e n t e s a essa d a t a ; t u d o i s t o n o seu c o n j u n t o , e e m r e l a ç ã o a cada m e m b r o . A c o n t a b i l i d a d e de u m a c o o p e r a t i v a d e v e : 1 — ser s i m p l e s , de f o r m a a que os cooperadores a e n t e n d a m ; 2 — p e r m i t i r u m a r e f e r ê n c i a f á c i l aos d o c u m e n t o s j u s t i f i c a t i v o s t a i s como cheques, f a c t u r a s , e t c . ; 3 — r e f e r i r - s e a t o d a s as o p e r a ç õ e s ou s e j a ser c o m p l e t a ; 4 — e s t a r em d i a . A c o n t a b i l i d a d e b e m o r g a n i z a d a f a c i l i t a a o r g a n i z a ç ã o dos r e l a t ó r i o s d a d i -r e c ç ã o e a a c ç ã o do conselho f i s c a l . O g e r e n t e é o r e s p o n s á v e l pelo t r a b a -lho de todos os e m p r e g a d o s p e r a n t e o conselho de a d m i n i s t r a ç ã o pelo que

este^P

só deve c o n t r a t a r pessoal depois de o u v i r a o p i n i ã o do g e r e n t e .

P a r a o r i e n t a r as t a r e f a s do seu pessoal, deve o g e r e n t e v i s i t a r d i a r i a m e n t e todos os d e p a r t a m e n t o s .

Os e m p r e g a d o s de u m a c o o p e r a t i v a dev e m ser todos pessoas c o m bons c o n h e c i -m e n t o s c o o p e r a t i v o s n ã o s ó p a r a s a b e r e -m como a c t u a r , m a s t a m b é m p a r a p o d e r e m a j u d a r a e d u c a r c o o p e r a t i v a m e n t e os p r ó p r i o s cooperadores com q u e m e s t ã o e m p e r m a n e n t e c o n t a c t o ; a l é m disso de-v e m ser pessoas honestas, p o n t u a i s e t r a b a l h a d o r a s . ( D e C O O P E R A T I V I S M O ( A p o n t a m e n t o s de D i v u l g a ç ã o do E n g . " A g r . ° Homero Ferrinho — L o u -r e n ç o M a -r q u e s — 1961)

O COOPERATIVISMO

1 0 V I S T O PELOS SEUS C O O P E R A T I V I S T A S G U M E R C I N D O D E J E S U S C A R V A L H O ( d a P i e d e n s e )

N

o c o o p e r a t i v i s m o i m p l i c i t a m e n t e se c o n t é m u m v a s t o m u n d o de i d e i a s que p e r m i t e m e s t r u t u r a r a v i d a da sociedade nos seus m a i s d i v e r s o s sectores, como p o r e x e m p l o , o sector e c o n ó m i c o s o -c i a l , m o r a l , -c u l t u r a l , et-c.

N a r e a l i d a d e , p o r m a i s boa v o n t a d e que h a j a e m q u e r e r v e r as coisas pelo p r i s m a cor-de-rosa, o c o o p e r a t i v i s m o em P o r t u g a l c o n t i n u a m a r a s m á t i c o como a t é a q u i . M u i t o s s e n t i r - s e - ã o t e n t a d o s a ne-g a r a v a l i d a d e d e s t a a f i r m a ç ã o , p o r é m se o f i z e r e m é p o r q u e v ê e m os p r o b l e m a s n a r a m a e n ã o e m p r o f u n d i d a d e , n a r a i z . C l a r o que n ã o se n e g a que as coopera-t i v a s e x i s coopera-t e n coopera-t e s e o u coopera-t r a s que se f o r m e m n ã o p r o g r i d a m o u v e n h a m a p r o g r e d i r com o d e c o r r e r dos t e m p o s . M a s se b e m

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MUNDO COOPERATIVO

Á U S T R I A — O d i r e c t o r d a Sociedade C o o p e r a t i v a de V i e n a , sr. O t t o S a g m e i s t e r , a n u n c i o u a a b e r t u r a de 3 « s u p e r -m e r c a d o s » — de u -m p l a n o de 22 novos estabelecimentos — d u r a n t e o ano de 1963. A o p a s s a r e m r e v i s t a a a c t i v i d a d e coo-p e r a t i v a da Sociedade n o ano de 1962, aquele d i r e c t o r a s s i n a l o u o a u m e n t o de 5,6 % do v o l u m e das vendas, r e l a t i v a m e n t e a 1 9 6 1 . O a u m e n t o de f i l i a d o s ( f a m i l i a r e s ) f o i de 6000. N o t á v e l é a c i r -c u n s t â n -c i a de 52 % dos f i l i a d o s ser - cons-t i cons-t u í d o p o r pessoas com idades i n f e r i o r e s a 0 anos, e 8 % a b a i x o dos 20 anos.

O M o v i m e n t o C o o p e r a t i v o a u s t r í a c o f o i p i o n e i r o n a a b e r t u r a de estabelecimentos de « a u t o s e r v i ç o » , h á 12 anos. A c t u a l -m e n t e p o s s u i 200 estabeleci-mentos se-me- seme-l h a n t e s . Os estabeseme-lecimentos deste g é n e r o p e r m i t e m n ã o s ó a a r m a z e n a g e m e e x p o -s i ç ã o de u m a m a i o r v a r i e d a d e de a r t i g o -s como a p o u p a n ç a nos gastos c o m pessoal — do que r e s u l t a m p r e ç o s m a i s b a i x o s p a r a os c o n s u m i d o r e s . ) C A N A D Á — D a a u t o r i a do sr. J . F . M i d m o r e , d i r e c t o r d a « C e n t r a l M o r t g a g e a n d H o u s i n g C o r p o r a t i o n » , f o i p u b l i c a d o em f i n s de 1962, u m r e l a t ó r i o sobre a c o n s t r u ç ã o de casas e m r e g i m e coope-r a t i v o . E s t e coope-r e l a t ó coope-r i o , coope-r e s u l t a n t e do est u d o i n est e n s i v o levado a cabo c o m o a u x í -l i o f i n a n c e i r o do g o v e r n o c a n a d i a n o , a b r a n g e a o b r a c o o p e r a t i v a de c o n s t r u -ç ã o de casas n a E u r o p a , nos E s t a d o s U n i d o s e no C a n a d á . D I N A M A R C A — E m 1962 o v o l u m e de vendas e m estabelecimentos c o o p e r a t i v o s de v e n d a a r e t a l h o , a u m e n t o u 1 1 % , a t i n -g i n d o 1035 m i l h õ e s de coroas (cerca de q u a t r o m i l h õ e s e m e i o de c o n t o s ) . O m o n t a n t e g e r a l das vendas p o r a t a -cado, das c o o p e r a t i v a s , esse a u m e n t o u 14 % e, p e l a p r i m e i r a vez, u l t r a p a s s o u 1'os 2000 m i l h õ e s de coroas (cerca de o i t o

m i l h õ e s e m e i o de c o n t o s ) . N o t á v e l é de a s s i n a l a r o i n c r e m e n t o b a n c á r i o do « A n d e l s b a n k e n » — do M o v i m e n t o R u r a l C o o p e r a t i v o . Seu a c t i v o e x -p e r i m e n t o u o a u m e n t o de 250 m i l h õ e s de coroas ( u m m i l h ã o e cem m i l c o n t o s ) , a t i n g i n d o desse m o d o o t o t a l de 1150 m i -l h õ e s de coroas ( a p r o x i m a d a m e n t e cinco m i l h õ e s de c o n t o s ) . H O L A N D A — A s poucas sociedades c o o p e r a t i v a s que n ã o f a z e m p a r t e d a U n i ã o C o o p e r a t i v a N a c i o n a l (a f i l i a ç ã o é v o l u n t á r i a ) s ã o , e m sua m a i o r i a , pe-quenas sociedades c o m , a p r o x i m a d a m e n t e , 100 f a m í l i a s p a r t i c i p a n t e s . A ú n i c a exc e p ç ã o é a Soexciedade E T O S , de E i n d h o v e n . E s t a a b r a n g e 30 000 f i l i a d o s e m o -v i m e n t a , a n u a l m e n t e , cerca de 40 m i l h õ e s de f l o r i n s ( u n s 330 m i l c o n t o s ) , o que a coloca e m p r i m e i r o l u g a r e n t r e as socie-dades c o o p e r a t i v a s holandesas de c o m é r c i o r e t a l h i s t a . O seu p r o g r e s s o t e m sido cons-t a n cons-t e . A l é m de 26 m e r c e a r i a s , e n cons-t r e as q u a i s se c o n t a m « s u p e r m e r c a d o s » , i n c l u i u m a p a d a r i a , 18 f a r m á c i a s e 7 t a l h o s . O d i v i d e n d o m a n t ê m s e nos 8 % h á m u i -tos anos. I S R A E L — P a r a f a z e r f a c e à s necessidades r e s u l t a n t e s d a i m i g r a ç ã o , o p r o -g r a m a de c o n s t r u ç ã o das c o o p e r a t i v a s de a l d e i a , M o s h a v , a b r a n g e u 3569 r e s i d ê n c i a s d u r a n t e o ano de 1962. E s t ã o a c t u a l m e n t e e m c o n s t r u ç ã o m a i s 4162 r e s i d ê n c i a s , f a -zendo p a r t e de u m p r o g r a m a d e s t i n a d o a a l o j a r 8000 novas f a m í l i a s i m i g r a n t e s , nas c o m u n i d a d e s r u r a i s . O M i n i s t é r i o d a A g r i c u l t u r a p r e s t o u a u x í l i o c o m a c e d ê n c i a de 500 h e c t a r e s de t e r r e n o s de c o n s t r u ç ã o e de t e r r a s i r r i g a d a s .

A C O N T A B I L I D A D E

M . G O M E S B A R B O S A

T

odo aquele que p r e t e n d e e x e r c e r u m « c o n t r o l e » e c o n ó m i c o e f i n a n c e i r o n a sua casa c o m e r c i a l ou i n d u s t r i a l , n ã o p o d e r á d i s p e n s a r u m a boa c o n t a b i l i d a d e . A ela se c o n f i a u m a f u n ç ã o a l t a m e n t e f i s c a l i z a d o r a . N ã o se pode a n a l i s a r o p a t r i m ó n i o d u m a e m p r e s a sem a l u z d u m a boa c o n t a b i l i d a d e . Pode e x i s t i r , e n t r e t a n t o u m a a d m i n i s t r a ç ã o m á onde existe u m a boa c o n t a b i l i d a d e , a i n d a que p o r pouco t e m p o . O que n ã o é p o s s í v e l , é h a v e r u m a boa a d m i n i s t r a ç ã o c o m u m a c o n t a -b i l i d a d e d e f i c i e n t e . Devemos n o e n t a n t o a f i r m a r , que o v a l o r d u m a boa c o n t a b i l i d a d e n ã o reside n o g r a n d e n ú m e r o de l i v r o s e de l a n ç a -m e n t o s ; -mas n a o r d e -m , n a s i -m p l i c i d a d e e n a c l a r e z a c o m que eles s ã o f e i t o s . É p r e c i s o t e r e m m e n t e que, de m o d o g e r a l , os cooperadores s ã o menos f a m i l i a -r i z a d o s com os m é t o d o s de c o n t a b i l i d a d e do que s ã o os a c c i o n i s t a s das empresas c a p i t a l i s t a s . E s s a é m a i s u m a c o n d i ç ã o

P R O J E C T A - S E NO A L G A R V E

a criação de uma cooperativa de frutos secos

O

Conselho S u p e r i o r R e g i o n a l da Casa do A l g a r v e , e m L i s b o a , r e u niuse p a r a a p r e c i a r s u g e s t õ e s r e -lacionadas c o m a m e l h o r i a d a p r o d u ç ã o e c o m e r c i a l i z a ç ã o dos f r u t o s do A l g a r v e . Depois de t e r sido a p r e c i a d o u m t r a -b a l h o do sr. eng." J o s é M a n u e l Soares, t é c n i c o d a J u n t a N a c i o n a l das F r u t a s , o s e c r e á r i o d a r e u n i ã o , sr. d r . A n t ó n i o de Sousa Pontes d e f e n d e u a c r i a ç ã o de u m a c o o p e r a t i v a de p r o d u t o r e s p a r a a r e c o l h a dos f r u t o s a l g a r v i o s , a q u a l t e r i a o o b j e c t i v o d e : 1.° D e f e n d e r 20 000 p r o -d u t o r e s -da c o n c o r r ê n c i a -dos c o m e r c i a n t e s i n t e r n o s e e x t e r n o s ; 2." — C o m o a u x í l i o d a J u n t a N a c i o n a l das F r u t a s e d a J u n t a de C o l o n i z a ç ã o I n t e r n a , c o n s t r u i r o u t r o s a r m a z é n s p a r a r e c o l h a , c o m e r c i a l i z a ç ã o e i n d u s t r i a l i z a ç ã o dos f r u t o s secos, c u j o v a l o r m é d i o a n u a l é s u p e r i o r a 170 000 c o n t o s ; 3." — D i s t r i b u i r pelos p r o d u t o r e s e t r a b a l h a d o r e s a l g a r v i o s cerca de 35 000 contos, p o r ano, que, a c t u a l m e n t e , f i c a m n a m ã o dos numerosos i n t e r m e d i á r i o s . Os a p r e s e n t a n t e s das c o m u n i c a ç õ e s f o -r a m f i n a l m e n t e e n c a -r -r e g a d o s de e l a b o -r a -r o p r o j e c t o de estudo de u m a C o o p e r a t i v a de F r u t o s secos do A l g a r v e . que e s t á a e x i g i r s i m p l i c i d a d e e c l a r e z a nos l a n ç a m e n t o s . E l e s d e v e m ser e s c r i t u -rados de f o r m a que a m a i o r i a dos coope-r a d o coope-r e s possa d i s s i p a coope-r as suas d ú v i d a s . Possa c o m p r e e n d e r a e s c r i t u r a ç ã o da sua c o o p e r a t i v a . Q u e m estuda o c o o p e r a t i v i s m o e v i v e em c o n t a c t o com as c o o p e r a t i v a s conhece a necessidade de u m a c o n t a b i l i d a d e c l a r a e e f i c i e n t e e m quase todas as coopera-t i v a s . Sabe que, a d m i n i s coopera-t r á - l a s , c o n f i a n d o apenas nos l u c r o s que seu n o m e ostenta, é u m p e r i g o . É o mesmo que n a v e g a r sem b ú s s o l a . Os r e s u l t a d o s do b a l a n ç o p o d e m t r a z e r d e s i l u s õ e s e dissabores. da margem sul í,:> 1

O COOPERATIVISMO

V I S T O PELOS SEUS C O O P E R A T I V I S T A S e x c l u s i v a m e n t e à s c o o p e r a t i v a s e n o m e a -d a m e n t e à s -da m a r g e m s u l -do T e j o . R e f i r o - o p o r q u e a m u t a ç ã o das t é c n i c a s e a c r i a ç ã o de e s p a ç o s e c o n ó m i c o s m u i t í s s i m o m a i s vastos e complexos, veio c o l o c á lo e m f o c o : a f a l t a de t é c n i c o s e de d i r i -gentes à a l t u r a de a s s u m i r e m a d i r e c ç ã o das c o o p e r a t i v a s . Se a l i a r m o s a este f a c t o a t r a d i c i o n a l r e a c ç ã o dos sectores u l t r a -passados , que n o r m a l m e n t e r e j e i t a m os novos conceitos, quase sempre sem os t e -r e m a t i n g i d o , chegamos f o -r ç a d o s , à con-c l u s ã o de que a m a i o r i a dos assocon-ciados das c o o p e r a t i v a s t ê m u m a t a r e f a i m p o r -t a n -t í s s i m a a r e a l i z a r , que é a de procede-r e m à a c t u a l i z a ç ã o das suas p procede-r ó p procede-r i a s m e n t a l i d a d e s c o o p e r a t i v a s e c o l a b o r a r e m p a r a a f o r m a ç ã o de q u a d r o s d i r i g e n t e s com u m a v i s ã o a m p l a dos p r o b l e m a s do c o o p e r a t i v i s m o . A s s i m s e r á p o s s í v e l c a n a l i z a r as t a -r e f a s c -r i a d o -r a s as e n e -r g i a s e s t è -r i l m e n t e c o n s u m i d a s e m q u e s t i ú n c u l a s caseiras, m e s q u i n h a s e i m p r o d u t i v a s , de b a i r r i s m o s obsoletos e i n d i v i d u a l i s m o s f o r a de m o d a . H á q u e e l i m i n a r os ú l t i m o s r e d u t o s do i s o l a c i o n i s m o e c o n ó m i c o das c o o p e r a t i v a s ; u r g e d o t a r a U n i ã o C o o p e r a t i v a A b a s t e -cedora das c o n d i ç õ e s i n d i s p e n s á v e i s p a r a r e a l i z a r os seus o b j e c t i v o s ; i m p õ e - s e a c o n s t r u ç ã o de m a i s u n i d a d e s i n d u s t r i a i s c o o p e r a t i v a s ; é n e c e s s á r i a a e d u c a ç ã o c o o p e r a t i v a das p o p u l a ç õ e s associativas. O e d i f í c i o c o o p e r a t i v i s t a t e m alicerces s u f i c i e n t e m e n t e f o r t e s p a r a s u p o r t a r as m a i s grossas paredes. S ó é n e c e s s á r i o que os o b r e i r o s n ã o p e r c a m t e m p o e as e r g a m à c u s t a do seu b r a ç o e da sua i n t e l i g ê n c i a . N o c o o p e r a t i v i s m o h á l u g a r p a r a todos e u m a t a r e f a p a r a cada u m .

(6)

O Dr. JAIME ROSA foi homenageado pela Cooperativa Piedense

N

o passado d o m i n g o 14 de J u l h o a C o o p e r a t i v a Piedense, j u n t o u n a sua Q u i n t a d a A r g e n a , e m S a n t a M a r t a de C o r r o i o s , a l g u n s m i l h a r e s de associados seus e d e l e g a ç õ e s de m u i t a s c o o p e r a t i v a s de L i s b o a e da r e g i ã o , n u m a f e s t a de c o n f r a t e r n i z a ç ã o , i n t e g r a d a nas c o m e r o a ç õ e s do 4 1 . " D i a I n t e r n a c i o n a l da C o o p e r a ç ã o . N o decurso das c e l e b r a ç õ e s , e p e r a n t e u m a m u l t i d ã o c o m p u t a d a e m m a i s de 3000 pessoas, a m a s s a a s s o c i a t i v a da C o o p e r a t i v a Piedense, e m gesto que m u i t o a n o b i l i t a , p e l o que d e m o n s t r a p u b l i c a -m e n t e de g r a t i d ã o e e s t i -m a , p r e s t o u ho-m e n a g e ho-m ao Ex."'" S r . D r . J a i ho-m e A n t ó n i o N u n e s da Rosa, a q u e m a n t e r i o r m e n t e j á elegera s ó c i o h o n o r á r i o . O D r . J a i m e Rosa, de c u j a a m i z a d e se h o n r a o nosso j o r n a l desde a sua

C A M

P A

N H A

campanha

campanha

INDECISÃO OU DESINTERESSE

A

s nossas preocupações, em que participa a Direcção da UNICOOPE, conccentram-se, desde há muito, em en-contrar um meio simples e rápido de satis-fazer o que é ao mesmo tempo um direito indiscutível dos cooperadores e um passo indispensável ao desenvolvimento coopera-tivo. Referimo-nos, como os nossos leitores sabem, a distribuição do «Boletim tivista» por todos os filiados das Coopera-tivas co-proprietárias deste jornal.

Constitui ela um direito insofismável dos associados agrupados nestas mesmas coope-rativas porque contribuindo, quanto mais não seja financeiramente, para que o «Bo-letim» se publique, obrigam-se consequen-temente, para com todos os seus filiados, a f a z ê - l o s beneficiar igualmente do seu es-forço. É impossível compreender que parte dos associados se aproveite dele, recebendo o «Boletim», e outra parte n ã o , porque não o recebe.

É, por outro lado, uma medida indispen-sável para fazer progredir a organização

(> b o l e t i m c o o p e r a t i v i s t a

f u n d a ç ã o , é h á dezenas de anos, d i s t i n t o m é d i c o - v e t e r i n á r i o do concelho do S e i x a l , seu b e r ç o , onde t e m e s b a n j a d o o seu saber e s o b r e t u d o os seus elevados dotes de i n t e l i g ê n c i a e c o r a ç ã o s e n s í v e l , s e m p r e p r o n t o a a j u d a r o p r ó x i m o , sem c u i d a r de h o n r a r i a s o u l o u v o r e s , e esquecendo i n j u s t i ç a s e i n c o m p r e e n s õ e s . Nos ú l t i m o s anos t e m d e d i c a d a m e n t e a p r o v e i t a d o a v i s ã o l a r g a dos corpos d i r e c t i v o s da i m p o r t a n t e C o o p e r a t i v a P i e -dense, desenvolvendo, segundo os m é t o d o s m a i s a v a n ç a d o s , as i n s t a l a ç õ e s p e c u á r i a s d a Q u i n t a d a A r g e n a , onde m o n t o u u m a v i á r i o modelo e f o m e n t o u a e x p l o r a ç ã o n a c i o n a l e h i g i é n i c a de l a c t i c í n i o s . Pelo seu p r o f u n d o t r a b a l h o e e f i c i e n t e e s a c r i f i c a d a c o l a b o r a ç ã o , d e c i d i r a m , as-sociados e d i r e c ç ã o d a p o p u l a r coopera-t i v a , h o m e n a g e á - l o d a n d o o seu n o m e à

cooperativa, visto que o «Boletim Coopera-tivista» exerce uma acção promotora do ideal da cooperação e do melhoramento das ideias de gestão.

Nesses direito e imperativo se funda a circular há um mês enviada às cooperativas, elaborada com as maiores esperanças de serem compreendidos e a t é aplaudidos os seus objectivos, tanto mais que nela se propõe um serviço de inegável valor para as próprias cooperativas e que consiste em libertá-las da pesada tarefa que lhes é exigida sempre que tenham de distribuir circulares, convocações e boletins internos. N ã o é, portanto, sem surpresa, aliás amarga, que verificamos o insignificante número de respostas à mencionada circular, até agora recebidas. Registamos, no en-tanto, que aquelas que não dão o seu inteiro apoio aos objectivos da circular v ê m de cooperativas que já t ê m organizado o seu serviço de distribuição do «Boletim Coope-rativista» por todos os associados.

Quanto a não haver ainda resposta da maioria das cooperativas só sabemos atri-buí-la ou a desinteresse por um problema magno do cooperativismo português, ou a indecisão em se dar um passo que pede apenas um poucochinho da audácia que faz avançar e não estagnar. Indecisão tanto menos compreensível, quanto é verdade in-cidir ela sobre assunto que não pode ser acusado de estar fora do que a cooperativa menos evoluída considera, importante — o serviço de distribuição de circulares e con-vocações pelos associados.

Além disso não se pode encarar o « B o -letim Cooperativista» apenas como «cousa supérflua» do movimento da cooperação portuguesa, apenas para se poder dizer que temos um jornal como dizemos que temos um estandarte.

O «Boletim Cooperativista» existe para servir as cooperativas e servi-las-á tanto melhor quanto mais ampla for a sua dis-tribuição. Perante isso não pode haver, da parte das cooperativas, nem desinteresse nem indecisão.

g r a n j a de S a n t a M a r t a de C o r r o i o s , que passa a d e n o m i n a r - s e Centro

AgroPecnário Dr. Jaime Nunes da Rosa. U s a

-r a m d a p a l a v -r a , -r e a l ç a n d o o s i g n i f i c a d o do acto e l o u v a n d o as a l t a s q u a l i d a d e s de c a r á c t e r e p r o f i s s i o n a i s do d r . J a i m e Rosa, os associados srs. J o ã o G a m a , es-c r i t o r J o ã o M a n g u a l d e B o q u i n h a s . O P r e s i d e n t e , sr. A n t ó n i o P o m b o , depois de p ô r e m destaque a d e d i c a ç ã o do h o m e n a -geado, c o n v i d o u sua Ex.""1 E s p o s a a

desc e r r a r a l á p i d e de m á r m o r e que p e r p e -t u a r á a sua o b r a . A p ó s i n t e r m i n á v e i s a c l a m a ç õ e s , o d r . J a i m e Rosa e m s i m p l e s e c o m o v i d a s p a -l a v r a s a g r a d e c e u a h o m e n a g e m . F e l i c i t a m o s a C o o p e r a t i v a Piedense, pelo seu n o b r e e x e m p l o de r e c o n h e c i m e n t o e j u s t i ç a . ( . . . ) (in T r i b u n a do P o v o )

*

SR. DR. JAIME NUNES DA ROSA!

(

Estamos certos de que, enquanto exis-tirem exemplos iguais aos de V . Ex." não há razão para se descrer na humanidade!

afirmou JOÃO M A N G U A L D E BOQUINHAS A Sociedade C o o p e r a t i v a Piedense, r e

-solveu, e m boa h o r a , h o m e n a g e a r V . E x . " d a n d o a este c o n j u n t o de r e a l i z a ç õ e s o vosso nome. P o r é m , estou c e r t o de que n ã o o f e z n o s e n t i d o de lhe p r e t e n d e r p a g a r o m u i t o que lhe deve. É que isso s e r i a i m p o s s í v e l . T u d o o que o senhor d o u t o r t e m f e i t o p o r n ó s ao l o n g o de cinco o u seis anos, t e m sido t a n t o que n ã o h á a t i t u d e s , n ã o h á p a l a v r a s , n ã o h á homenagens que c h e g u e m p a r a s a l d a r t ã o e n o r m e d í v i d a e t ã o g r a n d e s o m a t ó r i o de a m i z a d e . E como a esta a m i z a d e , estou e m c r e r , s e m p r e responde-demos com a g r a t i d ã o (o senhor n u n c a ' desejou o u t r o t r i b u t o ) a q u i estamos, nesta f e s t a , com o m a i s s i n c e r o r e c o n h e c i m e n t o em nossos c o r a ç õ e s , e m b o r a saibamos que, p a r a a l é m da h o m e n a g e m , dos discursos, dos elogios, das f r a s e s f e i t a s , t u d o t r a n -s i t ó r i o como a p r ó p r i a v i d a , o que c o n t a e o que f i c a s e r á esta O b r a g l o r i o s a de i n t e n ç ã o , bela de h u m a n i d a d e , como todas as O b r a s que s ã o f e i t a s p a r a o b e m da g r e i !

O nosso m a i o r desejo, s e n h o r d o u t o r , s e r i a que este modesto a g r a d e c i m e n t o pudesse ser t ã o elevado como o vosso a m o r p e l a nossa I n s t i t u i ç ã o que o senhor n u m d i a f e l i z v i s i t o u p a r a f i c a r a f i m de obedecer à voz d a sua g r a n d e s e n s i b i -l i d a d e que nasceu p a r a a q u i -l o que s ó os g r a n d e s c o r a ç õ e s s ã o c a p a z e s : — C o o p e -r a -r sem e s p e -r a -r b e n e f í c i o s m a t e -r i a i s !

S e n h o r d r . Desculpeme p o r estas p a -l a v r a s , m a s se as p r e f e r i m o s é p o r sa-b e r m o s que elas, a i n d a que descoloridas e sem a r t e , t r a d u z e m o s e n t i r dos s ó c i o s desta c o o p e r a t i v a , pelo menos o s e n t i r

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•.: :•• V::>:.v.: •

lllllllllllllllllilllllllllll

N o momento em, que discursava o Sr. António Pombo daqueles que conhecem de p e r t o o que t e m

^ • i d o a vossa a c ç ã o a f a v o r desta Casa.

9 P a r a n ã o c o r r e r m o s o r i s c o de nos

r e p e t i r m o s e p o r j u l g a r m o s n e c e s s á r i o , p e d i m o s desculpa de nos c i t a r m o s e v a mos l e r o que escrevemos, p o r i n c u m b ê n -c i a d a D i r e -c ç ã o de 19G0 no B o l e t i m - come-m o r a t i v o da C o o p e r a t i v a quando esta f e z 67 anos de e x i s t ê n c i a . « P o u c o s , m u i t o s poucos s ó c i o s da nossa c o o p e r a t i v a conhecem o D r . J a i m e A n t ó n i o N u n e s d a Rosa. A s -s i m , p a r a que o-s no-s-so-s a-s-sociado-s pudessem f i c a r com u m a i d e i a a res-p e i t o deste i l u s t r e m é d i c o - v e t e r i n á r i o , i m p u n h a m - s e m e i a d ú z i a de p a l a v r a s esclarecedoras a seu r e s p e i t o ; p a l a -v r a s que c o n s t i t u e m s i m u l t a n e a m e n t e u m a s i m p l e s mas m e r e c i d a h o m e n a -g e m deste B o l e t i m c o m e m o r a t i v o , m u i t o e m b o r a saibamos que elas i r ã o f e r i r a n a t u r a l m o d é s t i a do senhor d o u t o r . P a r a j á , s ó o que desejamos é que a sua s e n s i b i l i d a d e nos perdoe. M a s n ó s somos c o o p e r a t i v i s t a s e, p o r isso mesmo, h u m a n o s e g r a t o s .

M a s v a m o s a t r a ç o s l a r g o s , d i z e r o que t e m sido a sua boa v o n t a d e em c o l a b o r a r connosco, c o l a b o r a ç ã o , a l i á s o m a i s d e s i n t e r e s s a d a p o s s í v e l . A sua a c ç ã o , como n ã o p o d i a d e i x a r de ser, m a n i f e s t a - s e n a nossa Q u i n t a onde, sob a sua d i r e c ç ã o t é c n i c a , se c o n s t r u í r a m os m o d e l a r e s a v i á r i o s , h o j e u m m o t i v o de o r g u l h o p a r a a Piedense. A ele se f i c a devendo, p o r -t a n -t o , u m a o b r a í m p a r n o g é n e r o . E l a b o r o u t a m b é m u m s i s t e m a de es-t a es-t í s es-t i c a , p e r f e i es-t o , m o d e r n o , de sua a u t o r i a , que nos p e r m i t e saber t u d o sobre as p o s s i b i l i d a d e s l u c r a t i v a s do r e f e r i d o a v i á r i o . S e r á a i n d a sobre a sua é g i d e que se h â o - d e e d i f i c a r os m o d e r n o s e s t á b u l o s os q u a i s — se-g u n d o nos d i z o r e s p e c t i v o p r o j e c t o — f i c a r ã o a r i v a l i z a r com o m e l h o r do que n o g é n e r o e x i s t e e m P o r t u g a l . T e n t a r , e m m e i a d ú z i a de f r a s e s , e x p l i c a r o que o D r . J a i m e t e m sido p a r a a nossa I n s t i t u i ç ã o , s e r i a t a r e f a i n g r a t a p o r se t o r n a r i m p o s s í v e l t a n -tos s ã o os s e r v i ç o s que ele nos t e m p r e s t a d o . M a s b a s t a esta p a l p i t a n t e

v e r d a d e : — O D r . J a i m e Rosa n u n c a c o b r o u pelo seu t r a b a l h o a m a i s pe-quena r e m u n e r a ç ã o . S a t i s f a z - s e c o m a c o m p e n s a ç ã o m o r a l de nos a p r e -s e n t a r u m a o b r a p e r f e i t a , m o d e l a r e o que é a i n d a m a i s i m p o r t a n t e — l u c r a t i v a . Os seus h o n o r á r i o s t ê m sido a t é a g o r a , a certeza de que t r a b a l h a p o r u m I d e a l j u s t o , h u m a n o , belo, e os elogios recebidos, p a r t i c u l a r -m e n t e de seus colegas ao v i s i t a r e -m os nossos a v i á r i o s . . . os seus a v i á r i o s ! E n f i m ; e m s í n t e s e a d m i r á v e l c o n seguimos o que d e s e j á v a m o s : A m i -zade a l i a d a à m a i s v a s t a compe-t ê n c i a » . P o r q u e n ã o nos assiste o d i r e i t o n e m temos o desejo de m a s s a r V . E x . " assim como todos os a m i g o s presentes, v a m o s t e r m i n a r . A n t e s p o r é m , apenas m a i s duas p a l a v r a s :

S e n h o r d r . ! Somos daqueles que, ape-sar de t u d o , s e m p r e a c r e d i t á m o s e con-t i n u a m o s a a c r e d i con-t a r n o H o m e m , e se h á casos que nos l e v a m , p o r vezes, e em m o m e n t o s de d e s â n i m o , a f i c a r m o s penal i z a d o s c o m as suas i m p e r f e i ç õ e s , s u r -g e m exemplos como o de V . E x . ' que nos o b r i g a m , com a l e g r i a , a f a z e r as pazes

c o n t . 11

I l i

H M

2Ht

Homenagemi ao Dr. Jaime Nunes da Rosa — O descerrar da lájrile

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EDUCAÇÃO E ENSINO

de Cooperativismo

nas Universidades Americanas

P r o f . L A S Z L O V A L K O W h a s h i n g t o n S t a t e U n i v e r s i t y

Nos p a í s e s onde u m a l e g i s l a ç ã o espe-c í f i espe-c a sobre espe-c o o p e r a t i v i s m o e s t á e m v i g o r , cursos i n d e p e n d e n t e s e n s i n a m essa m a t é -r i a , m u i t a s vezes nos dois semest-res. N o s E s t a d o s U n i d o s , a « s t a t u s » l e g a l das c o o p e r a t i v a s e s t á c o n s u b s t a n c i a d o n u m d i s p o s i t i v o f e d e r a l sobre c o o p e r a t i v i s m o ( C a p p e r — V o l s t e a d A c t de 1922) baseado p r i n c i p a l m e n t e e m leis e s t a d u a i s . N o ent a n ent o , as f a c u l d a d e s de d i r e i ent o n ã o o f e r e -cem cursos e s p e c í f i c o s sobre l e g i s l a ç ã o c o o p e r a t i v a . C o n t u d o , nos ú l t i m o s anos a l g u m a s u n i v e r s i d a d e s p r o e m i n e n t e s v ê m d a n d o a u l a s sobre essas leis especiais, como p a r t e d a l e g i s l a ç ã o sobre sociedades em g e r a l . O C o n s u l t o r J u r í d i c o do I n s t i t u t o A m e -r i c a n o de C o o p e -r a t i v i s m o , J u i z L y m a n S. H u l b e r t f o i c o n v i d a d o a f a z e r 2 o u 3 c o n f e r ê n c i a s sobre l e g i s l a ç ã o c o o p e r a t i -v i s t a a e s t u d a n t e s de -v á r i a s f a c u l d a d e s de d i r e i t o ; mas, — segundo t e m o s conhe-c i m e n t o — a t é a g o r a n e n h u m conhe-c u r s o se-m e s t r a l c o se-m p l e t o sobre l e g i s l a ç ã o cooper a t i v i s t a é m i n i s t cooper a d o p o cooper q u a l q u e cooper u n i -v e r s i d a d e a m e r i c a n a . A s c a r a c t e r í s t i c a s a n t e s m e n c i o n a d a s , da n a t u r e z a g e r a l das c o o p e r a t i v a s , ex-p l i c a m a c o m ex-p l e x i d a d e d a c i ê n c i a cooex-pe- cooper a t i v a . N e n h u m a das c a cooper a c t e cooper í s t i c a s i s o -l a d a m e n t e p o d e r i a d a r u m a a p r e s e n t a ç ã o s a t i s f a t ó r i a do o r g a n i s m o i n t e g r a l . P o r c o n s e g u i n t e , o t é c n i c o c o o p e r a t i v i s t a de-v e r á e s t a r i n t e i r a m e n t e f a m i l i a r i z a d o c o m os elementos b á s i c o s de t o d a s as t r ê s ca-r a c t e ca-r í s t i c a s do c o o p e ca-r a t i v i s m o , t a n t o q u a n t o n e c e s s i t a r i a , cada u m de p e r s i , u m e c o n o m i s t a , u m s o c i ó l o g o o u b a c h a r e l em leis.

Expansão do ensino de cooperativismo

O c o o p e r a t i v i s m o nas u n i v e r s i d a d e s a m e r i c a n a s é e n s i n a d o i n i c i a l m e n t e nas f a c u l d a d e s de a g r o n o m i a . Os e s t u d a n t e s que f r e q u e n t a m cursos especiais de coo-p e r a t i v i s m o s ã o r e c r u t a d o s n o c o r coo-p o discente dos v á r i o s d e p a r t a m e n t o s d a f a c u l d a d e . H á u s u a l m e n t e , u m a p o s s i b i l i -dade l i m i t a d a de c a u s a r interesse a u m g r u p o m a i o r de e s t u d a n t e s e a m a t r í c u l a nas f a c u l d a d e s de A g r o n o m i a t e m d i m i -n u í d o -nos ú l t i m o s a-nos. É r e a l m e n t e c o m p l i c a d o c o n s e g u i r q u a l q u e r e s t u d a n t e de o u t r a s f a c u l d a d e s p e r -tencentes à m e s m a i n s t i t u i ç ã o . C o n t u d o , m u i t a s f a c u l d a d e s de a g r o n o m i a o r g a n i z a r a m u m n o v o c u r r í c u l o de « a d m i n i s t r a -ç ã o de n e g ó c i o s a g r í c o l a s » n o q u a l cooper a m c o m as f a c u l d a d e s de c i ê n c i a a d m i -n i s t r a t i v a -n a o r g a -n i z a ç ã o de -novos cursos. N o e n t a n t o , a l g u n s m e m b r o s do c o r p o d o -cente das f a c u l d a d e s de a d m i n i s t r a ç ã o a i n d a t ê m a l g u m a s i n f o r m a ç õ e s e r r ó n e a s sobre c o o p e r a t i v i s m o . O u a c r e d i t a m que o m e i o c o o p e r a t i v o é d e m a s i a d a m e n t e p e -8 b o l e t i m c o o p e r a t i v i s t a queno p a r a o f e r e c e r o p o r t u n i d a d e s de e m p r e g o s p a r a seus a l u n o s — ou s ã o i n -f l u e n c i a d o s pelo -f a l s o « s l o g a n » de que as c o o p e r a t i v a s s ã o o r g a n i z a ç õ e s a n t i a m e r i -canas, s o c i a l i z a n d o e d e s t r u i n d o o o r i g i n a l s i s t e m a d a l i v r e e m p r e s a d a A m é r i c a . Q u a n d o essas o p i n i õ e s f o r e m c o r r i g i d a s , m a i o r n ú m e r o de a l u n o s das f a c u l d a d e s a c h a r á ú t i l f r e q u e n t a r o c u r s o de coope-r a t i v i s m o . E s s a s i t u a ç ã o n ã o c o n s t i t u i p r o b l e m a f o r a dos E s t a d o s U n i d o s , naqueles p a í s e s onde os cursos sobre c o o p e r a t i v i s m o s ã o o f e r e c i d o s p r i n c i p a l m e n t e nas escolas de c i ê n c i a s e c o n ó m i c a s e sociais e, e m m u i t o s casos nas f a c u l d a d e s de d i r e i t o . A l g u m a s dessas u n i v e r s i d a d e s c o n s t i t u í r a m u m a e n t i d a d e a u t ó n o m a como « I n s t i t u t o de C o o p e r a t i v i s m o » ( o u estudos sobre coope-r a t i v i s m o ) c o m u m a pequena equipe p a coope-r a ensino e pesquisa e p r o f e s s o r e s de o u t r a s f a c u l d a d e s de economia, c i ê n c i a s sociais, d i r e i t o , etc. T a i s i n s t i t u t o s p r o p o r c i o n a m aos seus a l u n o s u m d i p l o m a de « e s t u d o s sobre c o o p e r a t i v i s m o » , depois de u m c u r s o de dois a q u a t r o anos.

Falta de manuais e material de ensino adequados E n q u a n t o a e x p a n s ã o do ensino de coop e r a t i v i s m o f o r a das escolas de a g r o n o -m i a é de p r o g r e s s o f u t u r o , o nosso g r a n d e p r o b l e m a do p r e s e n t e ao o r g a n i z a r cursos a v a n ç a d o s de c o o p e r a t i v i s m o , é o de m a -n u a i s e o u t r o s m a t e r i a i s adequados à q u e l e ensino. O c l á s s i c o m a n u a l de B a k k e n e S c h a a r s ( E c o n o m i c s o f C o o p e r a t i v e s M a r -k e t i n g » 1937) que p r e s t o u excelentes ser-v i ç o s d u r a n t e u m q u a r t o de s é c u l o , e s t á esgotado. P a r a os cursos u n i v e r s i t á r i o s ( e d u c a ç ã o g e r a l ) m u i t o s p r o f e s s o r e s u t i l i z a m d u a s o b r a s r e c é m p u b l i c a d a s : « R e a -d i n g i n A g r i c u l t u r a l Cooperation)) (1957) p o r A b r a h a n s e n S c r o g g s e « A m e r i c a n Cooperatives)) (1961) p o r J e r r y V o o r k i s . A m b a s c o n s t i t u e m l e i t u r a a d e q u a d a sobre c o o p e r a t i v i s m o , m a s n ã o m a n u a i s de en-sino. S e m e l h a n t e m e n t e , o A n u á r i o do « C o o p e r a t i v i s m o A m e r i c a n o » p u b l i c a d o desde 1926 p e l o I n s t i t u t o A m e r i c a n o de C o o p e r a t i v i s m o , a o r g a n i z a ç ã o educacion a l educacion a c i o educacion a l p a r a c o o p e r a t i v a s de a g r i -c u l t o r e s dos E s t a d o s U n i d o s , é a m a i s a c t u a l i z a d a f o n t e de i n f o r m a ç õ e s p a r a a m e l h o r e x p l a n a ç ã o nos cursos de coope-r a t i v i s m o . T a m b é m o S u p l e m e n t o do A n u á r i o , que d i v u l g a os processos, as t e -ses a p r e s e n t a d a s e suas d i s c u s s õ e s n o « G r u p o de T r a b a l h o de E x t e n s ã o e Pes-q u i s a sobre C o o p e r a t i v a s de A g r i c u l t o r e í ^ ^ pode seu usado como f o n t e , t a n t o de teo-r i a como sobteo-re as f u n ç õ e s p teo-r á t i c a s do c o o p e r a t i v i s m o . M a s , p a r t i c u l a r m e n t e com r e s p e i t o a e x p l a n a ç õ e s t e ó r i c a s , os p r o fessores dependem de seus p r ó p r i o s a p o n

-A L M -A D -A N E G R E I R O S — « -A meia» —• Gravura riscada cm vidro acrílico, impresso

Referências

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