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MELHORIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA DO PACIENTE. 25º Congresso FEHOSP, 5 de Maio de 2016

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(1)

MELHORIA DA QUALIDADE E

SEGURANÇA DO PACIENTE

(2)

8:30-9:00 Boas vindas , Agenda

9:00-9:30 Introdução à Melhoria Contínua

9:30-10:00 Modelo de Melhoria- As 3 questões

10:30-10:30 Modelo de Melhoria- Processo de

Aprendizagem

10:30-11:00 Intervalo

11:00-12:00 Análise da Variação

12:00-12:30 Aplicações práticas do Modelo de

Melhoria

12:30-14:00 Almoço

14:00-14:45 Panorama atual da Segurança do

Paciente

14:45-15:30 Mitos e verdades sobre o erro

15:30-16:00Intervalo

16:00-16:30 Aprendendo com erros 16:30-17:00

Aprendendo com erros II

17:00-17:10 Sistema de gestão da segurança do

paciente para lideres

(3)
(4)

Ciê ncia da Melhoria

Ademir J. Petenate e Camila Lajolo

Ref. Modelo de Melhoria: Uma abordagem prática para melhorar o desempenho organizacional.

Gerald J. Langley, Ronald D. Moen, Kevin M. Nolan, Thomas W. Nolan, Clifford L. Norman, Lloyd P. Provost

Tradução: Ademir J. Petenate, Mercado de Letras Edições e Livraria Ltda. www.mercado-de-letras.com.br/

(5)

Eventos que ocorrem em uma

organização

(6)

A PRODUÇÃO VISTA COMO UM SISTEMA NA VISÃO DE DEMING: Langley, G. J., Moen,R. D., Nolan, K. M.,Nolan,T. W., Norman, C. L.,

Provost, L. P. Modelo de Melhoria . Mercado de Letras Edições e Livraria Ltda , Campinas, S.P, 2011

Organização como um Sistema

Um sistema é um grupo interdependente de itens, pessoas ou processos

trabalhando em direção a um propósito comum

(7)

‘Todo sistema está

perfeitamente projetado

para obter os resultados

(8)

Sistema

Eventos que ocorrem em uma

organização

(9)

Como lidamos com os eventos?

Observações e teorias (visões do

mundo)

T1

T2

T3

.

(10)

Método Científico nas

Organizações

• Observar um evento

• Formular uma teoria para a causa do evento;

fazer predições com base na teoria

• Testar a teoria através de um experimento

• Analisar os resultados do experimento e

concluir a respeito da teoria

• Aplicar o conhecimento obtido para realizar

mudanças que resultem em melhoria

(11)

Rotina de coordenação intencional entre

O que você acha que vai acontecer (teoria)

O que realmente acontece (evidência)

produzindo aprendizado com base na diferença

observada.

O que

esperamos que

aconteça

O que

realmente

aconteceu

Aprendizado

Pensamento Científico

(12)

Sistema

Observações e

teorias (visões do

mundo)

T1

T2

T3

.

Teoria do Conhecimento

Eventos que ocorrem em uma

organização

(13)

Como descrever a variação (VOP)?

Mês

Resíduo infectante por dia

(kg)

mai/08

7.19

jun/08

7.58

jul/08

7.48

ago/08

6.60

set/08

6.97

out/08

6.00

nov/08

5.60

dez/08

5.10

jan/09

4.70

fev/09

4.30

mar/09

4.00

abr/09

4.60

mai/09

4.35

jun/09

4.25

jul/09

4.25

ago/09

4.75

set/09

4.60

out/09

4.40

nov/09

3.95

dez/09

4.10

(14)

Como descrever a variação (VOP)?

Visão Estática

Estatísticas Descritivas

Média, Mediana,

Quartis, Mínimo, Máximo

Amplitude, Desvio Padrão

Histograma

Estatísticas Descritivas: Resíduo infectante por dia (Kg)

Variável Média D.P. Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo

Res infec (Kg) 5.239 1.258 3.950 4.263 4.650 6.450 7.580

7.5 7.0 6.5 6.0 5.5 5.0 4.5 4.0 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0

Residuo infectante por dia (Kg)

Fr

eq

ue

nc

y

(15)

Como descrever a variação (VOP)?

Visão Dinâmica

Gráfico de Tendência

Gráfico de Controle

(Gráfico ao longo do tempo)

Rat e pe r 100 E D Patie nts

Unplanned Returns to Ed w/in 72 Hours M 41.78 17 A 43.89 26 M 39.86 13 J 40.03 16 J 38.01 24 A 43.43 27 S 39.21 19 O 41.90 14 N 41.78 33 D 43.00 20 J 39.66 17 F 40.03 22 M 48.21 29 A 43.89 17 M 39.86 36 J 36.21 19 J 41.78 22 A 43.89 24 S 31.45 22 Month ED/100 Returns u cha rt 1234 5678910111213141516171819 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 UCL = 0.88 Mean = 0.54 LCL = 0.19 dez/09 out/09 ago/09 jun/09 abr/09 fev/09 dez/08 out/08 ago/08 jun/08 1 0 9 8 7 6 5 4 3 2 mês R es id uo in fe ct an te p or d ia K g)

(16)

Sistema

Observações e

teorias (visões do

mundo)

T1

T2

T3

.

Teoria do Conhecimento

Entendimento de Variação

Eventos que ocorrem em uma

organização

(17)

Sistema

Observações e

teorias (visões do

mundo)

T1

T2

T3

.

Teoria do Conhecimento

Entendimento de Variação

Psicologia

Eventos que ocorrem em uma

organização

(18)

Sistema de Conhecimento

Profundo

Entendimento

de Variação

Visão

Sistêmica

Teoria do

Conhecimento

Psicologia

W. E. Deming

(19)

Atividade

(20)

Conhecimento para Melhoria

Conhecimento da

Ciência da Melhoria

Conhecimento

Específico do

Assunto

Ciê ncia da Melhoria:

A interação das teorias de sistemas,

variação, conhecimento e

psicologia.

Conhecimento Específico do

Assunto:

Conhecimento básico das coisas

que fazemos na vida. Conhecimento

Professional.

(21)

Conhecimento para Melhoria

Melhoria ocorre

quando aprendemos

como combinar de

forma criativa o

conhecimento

específico e a

ciência da melhoria

para desenvolver

ideais efetivas de

mudança.

Conhecimento da Ciência

da Melhoria

Conhecimento

Específico

(22)

Estruturação para a Melhoria

Método

Tempo

Foco

(23)
(24)

Mudança e Melhoria

Melhoria

Mudança

requer

nem sempre

resulta em

Conceito Fundamental

(25)

Estrutura para Melhoria

• Definir Objetivo

– Precisamos saber o que queremos melhorar e

porque;

• Estabelecer Medidas (indicadores)

– É preciso estabelecer critérios para saber quando

uma mudança é uma melhoria para o objetivo

declarado;

• Identificar Mudanças

– Precisamos encontrar mudanças, desenvolvê-las,

testá-las e implementá-las.

(26)

Modelo de Melhoria

(27)

Questão 1: Objetivos

Q1. O que estamos tentando realizar?

• Estabelece objetivos para melhoria.

• Declarar de forma breve e concisa

• Motivação e compromisso

Aumentar o percentual de partos vaginais

na população de

primíparas

de 4% para 42%

até janeiro de 2014

(28)

Estado

ideal

Situação

atual

Onde

quero

chegar

ate....

Onde

quero

chegar

ate....

Melhoria Contínua

(29)

Questão 2: Indicadores

Objetivo: reduzir o tempo de ciclo em 50% em

14 semanas

Uma medida foi feita na quarta semana: 8

minutos

Uma mudança foi feita na sétima semana

Uma medida foi feita na decima primeira

semana: 3 minutos.

Qual é o grau de convicção de que a mudança é

uma melhoria?

Medidas antes e depois

NEWVAR3

C Y C L E 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Medida Antes Medida Depois

MUDANÇA

Medida na semana 4 Medida na semana 11

Q2. Como saberemos que uma mudanças é uma

melhoria?

(30)

Semana

Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6

1

6

6

9

8

6

3

2

9

2

9

9

9

4

3

7

3

6

7

7

2

4

8

8

8

8

8

8

5

6

4

7

6

3

3

6

7

2

6

7

2

2

7

9

9

6

9

4

4

8

2

7

4

2

3

2

9

3

3

4

1

2

3

10

4

7

3

3

4

4

11

3

3

3

3

3

3

12

3

6

2

5

2

3

13

4

9

3

8

4

4

14

2

4

2

9

3

3

Considere os seis cenários abaixo com medidas do tempo de ciclo a

cada semana durante 14 semanas a partir do início do projeto.

Para cada cenário, qual é o grau de convicção de que a mudança é

uma melhoria? (Alta, Média, Baixa)

(31)

Cas o 1 SEMANA C y c le t im e ( h s ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 MUDANÇA Cas o 2 SEMANA C y c le t im e ( h s ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 MUDANÇA Cas o 3 SEMANA C y c le T im e ( h s ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 MUDANÇA Cas o 4 SEMANA C y c le T im e ( h s ) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 MUDANÇA Cas o 5 SEMANA C y c le T im e ( h s ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 MUDANÇA Cas o 6 SEMANA C y c le T im e ( h s ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 MUDANÇA

Como saberemos se uma Mudança é

uma Melhoria?

(32)
(33)

% de Partos Vaginais

Questão 2: Indicadores

• Define o indicador que

queremos impactar.

• Estabelece um critério para

verificar se a mudança

impactou o indicador

• Envolve coleta e análise de

dados sobre o indicador

(34)

Questão 3: Mudanças

Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria?

Identificar, desenvolver, testar e implementar mudanças

No Mês de agosto a

administração decidiu pelo fim

do pagamento de

produtividade, onde os

obstetras recebiam por

procedimento realizado.

Início do pagamento de valor

fixo paro os obstetras

plantonistas

.

Observamos um aumento

considerável na taxa de parto

normal nos meses seguintes

(35)

Questão 3: Mudanças

Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria?

Identificar, desenvolver, testar e implementar mudanças

• Mudança na coordenação médica do Centro Obstétrico, com o objetivo de inovar a assistência prestada, sempre

baseado em evidências científicas e criação de protocolos clínicos de acordo com perfil epidemiológico;

• Instituído cronograma de reunião mensal com corpo clínico, com discussões de temas relativos as boas práticas;

• Pactuado o fim das cesárias eletivas, definido em consenso com plantonista

• Cursos de gestantes;

• Iniciado treinamento sobre humanização na assistência com apoio de equipes multiprofissionais que prestam

assistências ao pré parto, parto e pós parto.

• Em reunião com corpo clínico definido o perfil do obstetra;

• Pagamento da produtividade para equipe de enfermagem;

• Inauguração da suíte PPP, com divulgação na mídia e participação das equipes multidisciplinares de apoio ao

pré-parto, parto e pós parto.

• Oficina de partograma com corpo clínico;

• Rodas de conversas com gestantes no acolhimento obstétrico;

• Criação e implantação de instrumento de plano de parto, proporcionando as gestantes a realizar suas escolhas

durante o parto, com respeito total da equipe;

• Capacitação da equipe multidisciplinar com relação a identificação de eventos adversos e registro dos mesmos;

• Análise de eventos adversos, classificando-os por gravidade e definindo a metodologia de investigação,

proporcionando análise mais detalhada de cada evento com elaboração de plano de ação.

• Capacitação de obstetras plantonistas sobre indução do parto e definido critérios de admissão.

• Apoio da Diretoria Administrativa é estratégica nessa mudança de cultura, onde é priorizado dentro da instituição as

boas práticas sempre pensando na qualidade da assistência prestada e na segurança do paciente.

(36)

Questão 3: Mudanças

Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria?

Identificar, desenvolver, testar e implementar mudanças

Aumento de

32% de PV

Linha de base

Mudança

Aumento de

81% de PV

Mais mudanças

% de Partos Vaginais

(37)

Modelo de Melhoria

(38)

Se você não faz a pergunta de forma

correta...

(39)

3 cm

4 cm

x

(40)
(41)

Expandir

(42)
(43)
(44)

Um jovem padre perguntou ao Bispo: “Posso fumar enquanto rezo?”

A resposta foi um enfático: “Não!”.

Mais tarde ao encontrar um padre mais idoso dando baforadas no cigarro

enquanto orava, o jovem o repreendeu: “O senhor não devia estar fumando

enquanto reza! Eu perguntei ao bispo e ele me disse que eu não deveria

fazer isso.”

“É estranho”, replicou o padre mais velho. “Eu perguntei a ele se

podia rezar enquanto fumava, e o bispo respondeu que era bom

rezar a qualquer momento”.

A forma como se faz a pergunta pode influenciar profundamente a resposta

que recebe. O mesmo se aplica na tomada de decisões. Se você enquadra

mal o problema, é improvável que faça uma escolha inteligente.

(45)

Rotina de coordenação intencional entre

O que você acha que vai acontecer (teoria)

O que realmente acontece (evidência)

produzindo aprendizado com base na diferença

observada.

O que

esperamos que

aconteça

O que

realmente

aconteceu

Aprendizado

Pensamento Científico

(46)

Rascunho de Deming do Ciclo de

Shewhart - 1985

Walter

Shewhart

(1891 – 1967)

W. Edwards

Deming

(1900 - 1993)

(47)

O Ciclo PDSA

Adaptado do livro “The Improvement Guide”

Plan

•Objetivo

•Questões e Predições

•Plano para coletar

dados (O que, Onde,

Quando)

Do

•Executar o Plano

•Observar e anotar

eventos não planejados

•Iniciar a análise dos

dados

Study

•Completar a análise dos

dados

•Comparar resultados

com as predições

•Resumir o aprendizado

Act

•Executar ações em

função dos resultados

(48)

Zona cinzenta

A Abordagem Científica

Experimentos pequenos e rápidos

aceleram a aquisição de conhecimento

Situação

desejada

Situação

atual

A P D S A P D S A P D S A P D S

(49)
(50)

Usando PDSA em sequê ncia

• Em um iniciativa de melhoria, ciclos PDSA são utilizados

para entender a situação atual de um processo, e para

desenvolver, testar e implementar mudanças – um ciclo

“puxa” o outro.

(51)

Modelo de Melhoria

Adaptado de “Model for Improvement”

Associates in Process Improvement - API

(52)

Disseminação das

mudanças em outros

locais

Desenvolvimento de

mudanças

Implementação de

mudanças

Teste de

mudanças

Act

Plan

Study

Do

Teoria e

Predição

Testar sob um

variedade de

condições

Tornar parte da rotina

de operações

(53)

As habilidades para realizar

melhorias

• Lidar com dados

• Compreender a situação atual

• Desenvolver mudanças

• Testar mudanças

• Implementar mudanças

• Trabalhar em equipe

(54)

Atividade

Card Deck

(55)

Forma típica de reportar

resultados

• Relatórios mensais com

– Diversas páginas com tabelas de números

– Comparações do valor mensal com

• Médias

• Especificações

• Projeções

(56)

Forma de apresentação dos

Indicadores

(57)

Um relatório gerencial típico

Adaptado de Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993.

Relatório Mensal - Julho/2005

Área

Acumulado no ano

Indicadores

Depto

Tipo

Valor

atual

Média

mensal

Dif. (%)

Julho/05

Julho/04

Dif (%)

Atual

Planejado Dif. (%)

Qualidade

Q1 20 91.0 91.3 -0.3 -0.9 90.8 91.3 -0.5 Q2 12 54.0 70.0 -22.9 -10.0 69.3 70.0 -1.0 Q3 19 124.0 129.0 -3.9 0.0 132.0 129.0 2.3

Produçao

P1 13 34.5 33.0 4.5 2.0 251.5 252.0 -0.2 P2 13 198.3 201.2 -1.4 -1.9 198.5 201.2 -1.3 P3 13 4.5 4.2 7.1 4.5 4.5 4.2 7.1 P4 13 11.3 11.3 0.0 11.3 11.0 11.3 -2.7 P5 13 280.8 278.8 0.7 0.9 280.8 278.8 0.7 P6 17 28.0 19.7 42.1 12.0 21.6 19.7 9.6

Operações

O1 6 74.3 95.0 -21.8 -23.5 87.8 95.0 -7.6

(58)

Um relatório gerencial típico

• Cada linha contém

– Um Indicador (Qualidade, Produção e

Operação) e Departamento responsável pelo

mesmo

– O valor corrente e a média mensal

– Comparação percentual do valor corrente

com a média mensal

– Comparação percentual com o valor do ano

anterior

(59)

Um relatório gerencial típico

• Frente a um relatório desse tipo, a maioria dos gestores

procura por diferenças percentuais grandes

(comparações com especificações, metas, valor

planejado, médias, valor do mesmo mês no ano anterior,

etc.)

• As comparações apresentadas são comumente

utilizadas para análise e decisão

• Há uma intenção de responder a seguinte questão:

“Como estamos nos saindo esse mês?”

• Explicações são solicitadas pela direção para cada

comparação cujo resultado não está “como devia estar”,

ou que apresenta “resultados insatisfatórios”

(60)

Um relatório gerencial típico

Adaptado de Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993.

Relatório Mensal - Julho/2005

Área

Acumulado no ano

Indicadores

Depto

Tipo

Valor

atual

Média

mensal

Dif. (%)

Julho/05

Julho/04

Dif (%)

Atual

Planejado Dif. (%)

Qualidade

Q1 20 91.0 91.3 -0.3 -0.9 90.8 91.3 -0.5 Q2 12 54.0 70.0 -22.9 -10.0 69.3 70.0 -1.0 Q3 19 124.0 129.0 -3.9 0.0 132.0 129.0 2.3

Produçao

P1 13 34.5 33.0 4.5 2.0 251.5 252.0 -0.2 P2 13 198.3 201.2 -1.4 -1.9 198.5 201.2 -1.3 P3 13 4.5 4.2 7.1 4.5 4.5 4.2 7.1 P4 13 11.3 11.3 0.0 11.3 11.0 11.3 -2.7 P5 13 280.8 278.8 0.7 0.9 280.8 278.8 0.7 P6 17 28.0 19.7 42.1 12.0 21.6 19.7 9.6

Operações

O1 6 74.3 95.0 -21.8 -23.5 87.8 95.0 -7.6

(61)

Atividade

(62)

Source: The Health Care Data Guide. Provost and Murray 2011

2009 Longo prazo 2007 2008 10 Trim 2009 2o Trim 2009 3o Trim 2009 Perspectiva do paciente

1. Satisfação: % que recomenda o hospital 60% 80% 37.98% 48.98% 57.19% 56.25% 51.69% 2. % de especialidades com disponibilidade de

agendamento em emnos que 7 dias úteis 65% 100% 53.50% 51.20% 54.30% 61.20% 65.10% Segurança do paciente

3. Eventos seguros por 10.000 procedimentos ↓ 0.28 0.20 0.35 0.31 0.31 0.30 0.28 4. % de mortalidade de pacientes 3.50 3.00 4.00 4.00 3.48 3.50 3.42 5. Total de infecções por 1000 pacientes dia 2.00 0.00 3.37 4.33 4.39 2.56 1.95 Perscpectiva Clínica

6. Porcentagem de reinternações não

planejadas 3.50% 1.50% 6.10% 4.80% 4.60% 4.10% 3.50% 7. % de pacientes elegíveis recebendo cuidado

perfeito baseado em evidência 95% 100% 46% 74.10% 88.00% 91.70% 88.70% Perspectiva do funcionário

8. % de rotatividade voluntária 5.80% 5.20% 5.20% 6.38% 6.10% 6.33% 6.30% 9. Média de satisafação dos funcionários de

apoio(escala de 1 a 5) 4.00 4.25 3.90 3.80 3.96 3.95 3.95 Performance operacional

10. % de ocupação 88.0% 90.0% 81.3% 84.0% 91.3% 85.6% 87.2%

11. Tempo médio de permanência 4.30 3.80 5.20 4.90 4.60 4.70 4.30 12. Média de satisfação do corpo clínico

(escala de 1 a 5 4.00 4.25 3.80 3.84 3.96 3.80 3.87 Perspectiva da comunidade

13. % de orçamento alocado a cuidado não

reembolsável 7.00% 7.00% 5.91% 7.00% 6.90% 6.93% 7.00% 14. % do orçamento gasot em programas de

promoção de saúde da comunidade 0.30% 0.30% 0.32% 0.29% 0.28% 0.31% 0.29% Perspectiva financeira

15. % de margem operacional 1.2% 1.5% -0.5% 0.7% 0.9% 0.4% 0.7% 16. Receita mensal 20.0 20.6 17.6 16.9 17.5 18.3 19.2

Resultados Metas

Indicadores de Desempenho do Hospital - 2009

Atingiu a Meta Atingiu 75% da Meta Abaixo de 75% da Meta

(63)

Um relatório gerencial típico

• Problemas com essa abordagem

– O percentual depende

• Do valor da base de cálculo

• Da quantidade de variação (causa comum ou

especial?)

– Comparação entre linhas assume que os

indicadores de cada linha tem mesma

quantidade de variação

– Grande diferença pode ser devido a uma

causa especial no valor de referência e não

no valor presente

(64)

Uma forma melhor: Analise a série

Adapted from Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993.

1. Colete dados do indicador ao longo do tempo

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

2003

19

27

20

16

18

25 22

24

17

25

15

17

2004

20

22

19

16

22

19 25

22

18

20

16

17

2005

20

15

27

25

17

19 28

Indicador P6

Depto 17

(65)

Uma forma melhor: Analise a série

Adaptado de Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993.

Julho/05 é

uma causa

especial?

2. Faça um Gráfico de Tendência

(66)

Consequê ncias de tratar

Jul/2005 como

causa especial

• Um relatório explicando o resultado e um

plano de ação é solicitado pela direção

• Um relatório explicando o resultado é

elaborado e um plano de ação é proposto

pelo responsável pelo Depto 17 (muitas

vezes com muita criatividade!)

• Os relatórios se tornam obras de ficção

cujo único objetivo é dar à direção a

sensação de que algo está sendo feito

para resolver o problema

(67)

Source: The Health Care Data Guide. Provost and Murray 2011

2009 Longo prazo 2007 2008 10 Trim 2009 2o Trim 2009 3o Trim 2009 Perspectiva do paciente

1. Satisfação: % que recomenda o hospital 60% 80% 37.98% 48.98% 57.19% 56.25% 51.69% 2. % de especialidades com disponibilidade de

agendamento em emnos que 7 dias úteis 65% 100% 53.50% 51.20% 54.30% 61.20% 65.10% Segurança do paciente

3. Eventos seguros por 10.000 procedimentos ↓ 0.28 0.20 0.35 0.31 0.31 0.30 0.28 4. % de mortalidade de pacientes 3.50 3.00 4.00 4.00 3.48 3.50 3.42 5. Total de infecções por 1000 pacientes dia 2.00 0.00 3.37 4.33 4.39 2.56 1.95 Perscpectiva Clínica

6. Porcentagem de reinternações não

planejadas 3.50% 1.50% 6.10% 4.80% 4.60% 4.10% 3.50% 7. % de pacientes elegíveis recebendo cuidado

perfeito baseado em evidência 95% 100% 46% 74.10% 88.00% 91.70% 88.70% Perspectiva do funcionário

8. % de rotatividade voluntária 5.80% 5.20% 5.20% 6.38% 6.10% 6.33% 6.30% 9. Média de satisafação dos funcionários de

apoio(escala de 1 a 5) 4.00 4.25 3.90 3.80 3.96 3.95 3.95 Performance operacional

10. % de ocupação 88.0% 90.0% 81.3% 84.0% 91.3% 85.6% 87.2%

11. Tempo médio de permanência 4.30 3.80 5.20 4.90 4.60 4.70 4.30 12. Média de satisfação do corpo clínico

(escala de 1 a 5 4.00 4.25 3.80 3.84 3.96 3.80 3.87 Perspectiva da comunidade

13. % de orçamento alocado a cuidado não

reembolsável 7.00% 7.00% 5.91% 7.00% 6.90% 6.93% 7.00% 14. % do orçamento gasot em programas de

promoção de saúde da comunidade 0.30% 0.30% 0.32% 0.29% 0.28% 0.31% 0.29% Perspectiva financeira

15. % de margem operacional 1.2% 1.5% -0.5% 0.7% 0.9% 0.4% 0.7% 16. Receita mensal 20.0 20.6 17.6 16.9 17.5 18.3 19.2

Resultados Metas

Indicadores de Desempenho do Hospital - 2009

Atingiu a Meta Atingiu 75% da Meta Abaixo de 75% da Meta

(68)
(69)

Princípios da teoria da variação

1. Devemos esperar que as coisas variem. Elas

sempre variam

2. Entendimento da variação nos diz o que

esperar em termos de resultados

3. Entendimento de variação nos diz quando

algo especial aconteceu

4. Trabalhe sempre nas causas de variação, as

quais são sempre encontradas no sistema

(70)
(71)

Variabilidade e Estatística

• Variabilidade é inerente aos processos

• Análise da variabilidade deve ser usada

como base para a ações no processo

• Ações baseadas em um correto

entendimento de variação ajudam a

melhorar a performance do processo

(72)

Causas de variação (Shewhart)

Um conceito fundamental para o estudo e melhoria

dos processos, de acordo com Walter Shewhart

(1931), é o de que a variação numa medida é

provocada por um de dois tipos de causas

(73)

Causas de Variação

Causa Comum

Causa Especial

– É inerente ao processo, à

forma como foi projetado

– Afeta todos os resultados

de um processo

– Resulta em um processo

"estável" que é previsível

– Surge devido a

circunstâncias especiais

– Resulta em um processo

"instável" que não é

previsível

(74)

Causas de Variação

As estratégias para gerenciar uma organização ou para melhorar

processos dependem do tipo de variação presente

Reagir a causas comuns como se fossem especiais ou a causas

especiais como se fossem comuns causam impacto negativo na

organização ($, qualidade dos resultados, estresse nos

colaboradores)

O Gráfico de Tendência é a ferramenta adequada para analisar a

variação presente nos indicadores

(75)
(76)

Eduardo e Teresa são casados.

Eduardo trabalha em uma empresa, sai do trabalho às

18h e usa o transporte da empresa para ir para casa.

Quando chega em casa, invariavelmente sua esposa o

está esperando.

Vamos registrar durante quinze dias o horário em que

Eduardo chega em casa.

O minuto zero no gráfico a ser mostrado a seguir

corresponde a 19h.

(77)

Agora vamos traçar uma linha de referência média e

duas linhas que mostram a variação do horário

(78)

DR do Casal

Marido chega em casa às 18:50

Esposa pergunta ao marido: porque hoje você chegou às 10 para

as 7.?

(79)

DR do Casal

Esposa pergunta ao marido: porque hoje você chegou às 7 se

ontem você chegou às 10 para as 7.?

(80)

DR do Casal

Esposa pergunta ao marido: porque hoje você chegou às 7 e 5 se

ontem você chegou às 7.?

(81)

DR do Casal

Esposa pergunta ao marido: porque hoje você chegou às 10 para

as 7 e 5 se ontem você chegou às 7 e 5?

(82)

DR do Casal

Podemos parar com a DR?

O que fazemos com a esposa?

E com o marido?

(83)

DR do Casal

(84)

DR do Casal

(85)

DR do Casal

(86)

Teresa diz a Eduardo que gostaria de começar a

frequentar uma academia de ginástica e gostaria que eles

frequentassem juntos para terem o “momento casal”.

Eduardo, sensibilizado com o pleito de Teresa, diz:

- No caminho do trabalho há uma fabrica de helicópteros.

Podemos passar lá no sábado e comprar um. Assim , eu

consigo chegar em casa mais cedo!

Porem, a aula começa às 18:30, e com o horário que

Eduardo chega em casa não vai ser possível.

(87)
(88)

Mudança

no

processo

(89)

Altera os

limites!

(90)

As trê s faces da medição

Julgamento

Melhoria

(91)

Medição para Melhoria

• Objetivo: aprendizado, não julgamento!

• Necessidade de um conjunto equilibrado

para determinar se o processo melhorou,

ficou o mesmo ou piorou.

(92)

Componentes de um Sistema

Estrutura

= física e gerencias, design software,

equipamento

+

Processos

= fluxo de trabalho, passos e em que

ordem. Grandes melhorias aqui

+

Cultura

*

+

Normas operacionais explicitas e

implícitas

**

*Adicionado por R. Lloyd and R. Scoville à formulação original de Donabedian.

** Brabdon Bennett and L Provost

Donabedian, A. (1966). "Evaluating the quality of medical care." Milbank Memorial Fund Quarterly 44(3): Suppl:166-206.

(93)

‘Todo sistema está

perfeitamente projetado

para obter os resultados

(94)

Atividade

Resta um

(95)

Aplicações Práticas do Modelo

de Melhoria

(96)

Relatório do IOM - 2001

Dimensões de Qualidade

1. Segurança

Evitar lesões e danos nos pacientes decorrentes do cuidado que tem

como objetivo ajudá-los.

2. Efetividade

Cuidado baseado no conhecimento científico para todos que dele

possam se beneficiar, evitando seu uso por aqueles que

provavelmente não se beneficiarão (evita subutilização e sobre

utilização, respectivamente).

3. Centralidade no paciente

Cuidado respeitoso e responsivo às preferências, necessidades e

valores individuais dos pacientes, e que assegura que os valores do

paciente orientem todas as decisões clínicas

4. Acesso/Oportunidade

Redução do tempo de espera e de atrasos potencialmente danosos

tanto para quem recebe como para quem presta o cuidado

5. Eficiência

Cuidado sem desperdício, incluindo o desperdício associado ao uso de

equipamentos, suprimentos, ideias e energia.

6. Equidade

Qualidade do cuidado que não varia em decorrência de características

pessoais, como gênero, etnia, localização geográfica e condição

socioeconômica.

Um novo sistema de

saúde para o século 21

(97)

IHI

"Entre os cuidados em saúde que

temos e os cuidados que

poderíamos ter não existe apenas

uma lacuna, mas um abismo."

-

Institute of Medicine, Crossing the Quality Chasm, 2001

(98)

IHI Background

• Originou-se a partir de Projeto de Demonstração Nacional

de Melhoria da Qualidade em Saúde (NDP) First National

Forum was the NDP Summit

• Fundado por Don Berwick e colegas em 1991

• O Modelo de Melhoria é adotado em 1993

• De 4 funcionários no início a 121 atualmente

• Sede em in Cambridge, Massachusetts

• Colaboradores em outras localidades

(99)

IHI: Triplo objetivo

Saúde da População

Experiência do

Cuidado

Custo

Percapita

• Segura

• Oportuna

• Eficiente

• Eficaz

• Equitativo

• Centrada no paciente

Centrada no

paciente

(100)

Contexto:

O Brasil tem uma das maiores

porcentagens de Cesáreas no

mundo

(101)

Unimed Jaboticabal

Linha de base:

 4% de PV

Depois de 9 meses:

 42% de PV

Unimed Americana

Linha de base 13% de PV

Depois de 9 meses:  25% de PV

Dois projetos foram

realizados em 2013-2014

em dois hospitais

(102)

Uma parceria foi formada com três

organizações:

• Agência Nacional de Saúde Suplementar,

(ANS)

• Hospital Israelita Albert Einstein Hospital

(HIAE)

• Institute for Healthcare Improvement (IHI).

O principio geral desse esforço é garantir o

cuidado correto e no tempo certo durante a

gestação e parto com o menor custo .

(103)

1. O que estamos tentando realizar

Promover a saúde de mães e bebes

diminuindo a porcentagem global de

cesáreas de 82% para 50% em 39

hospitais participantes da Colaborativa até

setembro de 2016

(104)

3. Que mudanças podemos fazer que

resultarão em melhoria ?

Diagrama

Direcionador

Promover a

saúde de mães

e bebes

diminuindo a

porcentagem

global de

cesáreas de

82% para 50%

em 39 hospitais

participantes

da Colaborativa

até setembro

de 2016

(105)

18 meses

Legenda:

SAP

– Sessão aprendizado

presencial

*PA3

–informação continua sendo

coletada para comunicar melhoria

permanente PA

– Período de Ação

Suporte através dos relatórios mensais pelas equipes

E-mail Conferencia por fone Extranet Visitas

Análises

Pré -Colaborativa

SAP 1

SAP 2

SAP 3

S

P

A

D

S

P

A

D

Avaliação dos

resultados

Sustentando a

melhoria

PA1

PA2

PA3

Disseminação

Publicação,

Congressos, etc.

Jan 2015

Mai 2015

Ago 2015

Nov 2015

Mar 2016

S

P

A

D

SAP 4

PA4

Dez 2016

Projeto Colaborativa

(106)

2. Como saberemos se a mudança é

uma melhoria?

(107)

...Aproveito para dizer que fui no Hospital ...

Vocês não podem acreditar: enorme resistência dos médicos inclusive com

ameaças físicas às enfermeiras (um virou uma mesa de parto de cabeça para

baixo na sala PP que as enfermeiras criaram). O coordenador, por vários

meses, ficou aos berros com as enfermeiras. Grande hostilidade também dos

pediatras e neonatologistas que são totalmente contra a redução de

cesarianas alegando que parto vaginal e perigoso.

A liderança não apoiou muito e as enfermeiras e um médico quase foram

massacrados no hospital. Desistiram, pois a pressão foi muito forte e a

diretoria do hospital não deu o apoio necessário.

O novo gestor do hospital promete mudar isto, vamos ver.

Hoje irei conversar com a diretoria da ....(80% dos partos da ....são feitos lá)

para tentar que a ... pressione o Hospital.

Nunca vi um ambiente tão hostil. Tem também muitos partos do SUS, mas a

regra é cesariana para quase todas as gestantes.

Vendo esta realidade aqui vou tendo mais noção da dificuldade que é mudar,

especialmente quando a liderança não apoia. Os médicos também criam

enormes barreiras. Da muita vontade de ficar com muita raiva deles, mas isto

não nos ajudará. Todo sistema é perfeitamente para produzir os resultados

que produz!

(108)
(109)

Outro exemplo de

aplicação prática do

Modelo de Melhoria...

(110)

EXPERIÊNCIA DA ASSOCIAÇÃO

CONGREGAÇÃO DE SANTA

(111)

“Estamos aqui porque cremos que um

mundo mais justo e solidário é possível.”

Oração dos que trabalham na Associação Congregação de Santa

Catarina, Livro de Orações da Congregação das Irmãs de Santa

Catarina, V.M. Sexta Edição.

(112)

>2600 leitos

>17.000 colaboradores

>110.000 internações/ano

~18 milhões de atendimentos/ano

Diversidade: tamanho, geografia,

complexidade, tecnologia, recursos,

pessoal, atividade

(113)
(114)

Parceria

Inspiração

The Scottish Patient Safety

Programme

marks Scotland as leader,

second to no nation on earth,

in its commitment to reducing

harm to patients

dramatically and continually

(115)

Vontade

Execução

Ideias

(116)

Nossa estratégia

• Visão

• Conjunto de ações

• Modelo claro de melhoria

• Estratégia para engajar e empoderar a força

de trabalho

• Entendimento de como o mudança ocorrerá

localmente (em todos os lugares)

(117)

Nossa teoria de mudança

Um objetivo claro e ousado

Um método

(118)

118

Nosso modelo

(119)

A anatomia do Salus Vitae

Liderança de alto

impacto

Ciência da melhoria

na prática

(ISIA)

Comunidade de

aprendizado

(Colaborativa)

REDUÇÃO DO SOFRIMENTO

(120)

Liderança de Alto Impacto

16/6/2015

92 pessoas – diretores corporativos, diretores

executivos, diretores médicos, gerentes de

enfermagem e gerentes da qualidade

(121)

• O que líderes pensam sobre os desafios e as soluções

Novos Modelos Mentais

• Como os líderes fazem a diferença

Comportamentos para liderança de alto impacto

• Onde os líderes precisam concentrar seus esforços

Referencial do IHI para liderança de alto impacto

As 3 dimensões da

Liderança de Alto Impacto

Swensen S, Pugh M, McMullan C, Kabcenell A. High-Impact Leadership: Improve Care, Improve the Health of Populations, and Reduce Costs. Cambridge, MA: Institute for Healthcare Improvement; 2013. Available on www.ihi.org.

(122)

I Fórum Latino Americano de Qualidade

na Saúde

WTC-São Paulo - 14 e 15/8/2015

diretores corporativos, diretores e gerentes

executivos

(123)

Ciência da Melhoria na Prática

(ISIA)

(124)

Visão geral do ISIA

9 meses

Capacitação da linha de frente em ciência da melhoria da linha de frente através do

desenvolvimento/ implantação de projetos com foco em melhoria do cuidado

24 equipes – 4 componentes cada

Legenda:

SAP

– Sessão aprendizado presencial

*PA3

–informação continua sendo

coletada para comunicar melhoria

permanente PA

– Período de Ação

Suporte através dos relatórios mensais pelas equipes

E-mail Conferencia por fone Extranet Visitas Análises

Pré -ISIA

SAP 1

SAP 2

SAP 3

S

P

A

D

S

P

A

D

PA1

PA2

PA3

Formatura.

Abril/ Maio

2015

22 a 24

Jun2015

232 e 24

Set 2015

1 e 2

Dez 2016

Março

2016

S

P

A

D

EV mensal até Final do projeto

Jul 2016

(125)

Adotar processo adequado

com estrutura física e

gerencial que possibilite

conhecer as falhas e mudar o

processo.

Adotar processo confiável de

dispensação de medicamentos

Aprimoramento proced imento

operacional de dispensação

DIRECIONADORES

PRIMÁRIOS

IDEIAS DE MUDANÇA

OBJETIVO

Reduzir 70% , ou

seja de 8,7% para

2,6%,as falhas na

dispensação de

medicamentos na

UBI XXX até

Março/2016

Eliminar 100%,

ou seja reduzir de

1,9% para 0%, as

falhas na

dispensação

relacionadas a

“troca de

medicamentos e

troca de dosagem”

na dispensação;

conferencia junto ao paciente

Modelagem do RH de

farmácia para atender os

requisitos necessários para

trabalhar no SUS

Dispensação de medicamentos

conforme ordem da receita

Desenvolver método de apuração

sistemático de falhas.

Desenvolver POP para recebimento e

armazenamento de medicamento

Sensibilização para a necessidade de

mudanças

Bater carimbo no verso da receita

DIRECIONADORES

SECUNDÁRIOS

Realizar reuniões de orientação e

treinamento da equipe

Treinar equipe nos novos

instrumentos operacionais

Forma de identificação diferenciada para

medicamentos similares (embalagem,

dosagem e forma)

Desenvolver tabela padronizada (qtd x

tempo)

Separação de medicamentos nos bins

(distanciamento)

Adotar dupla conferencia para

levantamento das informações

Implantar mudanças físicas que

possam minimizar as falhas

Implementar rodizio de tarefas

Uso de calculadora para realizar as

dispensações

MELHORANDO A QUALIDADE DO

CUIDADO NA ATENÇÃO

(126)

MELHORANDO A QUALIDADE DO

CUIDADO NA ATENÇÃO

(127)

MELHORANDO A QUALIDADE DO

CUIDADO NA ATENÇÃO

(128)

MELHORANDO O FLUXO DE INTERNAÇÃO

DO PACIENTE CIRÚRGICO EM HOSPITAL

(129)

Comunidade de Aprendizado

Colaborativa

(130)
(131)

Contexto

As

infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) estão mundialmente

associadas com maiores morbidade, mortalidade e custos

. Apesar de décadas

de intervenções, as IRAS continuam a ser uma grande fonte de dano evitável,

representando uma ameaça à segurança do paciente.

Estima-se que anualmente as IRAS sejam responsáveis por

37 mil mortes na

Europa e 99 mil nos EUA, com perdas estimadas em 7 bilhões de euros e 6.5

bilhões de dólares, respectivamente

. Nos países desenvolvidos, a OMS estima

que 7 a cada 100 pacientes apresentem pelo menos um episódio de IRAS

durante a internação. Já nos países de economias em transição este número é

10 (5.7-19.1%). Pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI)

estão sob maior risco de desenvolverem IRAS.

Em países com economias em

transição a prevalência de IRAS adquiridas nestas unidades variou de 4.4 a

88.9% dos pacientes, quase três vezes mais do que a prevalência encontrada

em países desenvolvidos

3

.

Dentre as IRAS, estima-se que 25.6% estejam relacionadas a dispositivos

invasivos :

infecção de trato urinário associada a cateter vesical de demora

(ITU-CVD), pneumonia associada a ventilação mecânica (PAV) e infecções primárias

(132)

Visão geral da Colaborativa

18 meses

Tópico: Infecção relacionada a assistê ncia a saúde

-dispositivos invasivos

Legenda:

SAP

– Sessão aprendizado presencial

*PA3

–informação continua sendo

coletada para comunicar melhoria

permanente PA

– Período de Ação

Suporte através dos relatórios mensais pelas equipes

E-mail Conferencia por fone Extranet Visitas Análises

Pré -Colaborativa

SAP 1

SAP 2

SAP 3

S

P

A

D

S

P

A

D

Avaliação dos

resultados

Sustentando a

melhoria

PA1

PA2

PA3

Disseminação

Publicação,

Congressos, etc.

Abril/ Maio

2015

17 a 19

Jun2015

1 e 2

Out 2015

3 e 4

Mar 2016

8 e 9

Ago 2016

S

P

A

D

SAP 4

PA4

Dez 2016

(133)

Diagrama Direcionador

Mitigar sofrimento

através da redução

em 50% das IRAS

relacionadas a

dispositivos invasivos

em pacientes críticos

adultos em 18 meses

em 14 UTIs da ACSC, a

saber:

IPCS-CVC, PAV, ITU-CVD

Início: Jun 2015

Término: Dez 2016

Prestar aos pacientes

críticos, cuidado

apropriado, oportuno e

baseado em evidência

de forma confiável

Integrar o paciente e

familiares na equipe de

cuidado

Criar equipes

multidisciplinares

altamente efetivas,

colaborativas e

desenvolver cultura de

segurança

Desenvolver estrutura

que promova a

qualidade do cuidado

Objetivo

Reduzir complicações

associadas ao uso de VM

Reduzir complicações

associadas ao uso de CVC

Reduzir complicações

associadas ao CVD

Engajar paciente e familiares

no estabelecimento diário de

objetivos para o cuidado

Promover a comunicação

transparente entre equipe e

familiares

Planejamento do cuidado,

comunicação e colaboração

confiáveis entre a equipe

multidisciplinar

Garantir colaboradores

capacitados e com

conhecimento em Ciência da

Melhoria

Garantir infraestrutura e

liderança adequadas que

permitam a prestação confiável

de cuidado adequado e

baseado em evidência

Direcionador 2°

Idéias de Mudança

Direcionador 1°

Desenvolver cultura de

segurança do paciente (cultura

justa, transparência

)

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

...

(134)

Tipos de Indicadores

• Resultado

• Processo

• Equilíbrio

(135)

Exemplo de definição operacional de indicador

Nome Código

Extranet

Definição Operacional do Indicador

Guia de coleta de dados Meta Tipo Interpretaç

ão

Numerador Denominador Calculo Frequência Tamanho da

amostra

Den

sid

ad

e

d

e

in

cid

ên

cia

d

e

IP

CS

-CV

C

CCR1

Número de casos novos de IPCS-CVC com confirmação laboratorial no mês Número de pacientes com cateter venoso central-dia no mês Dividir o total do numerador pelo denominador e multiplicar o resultado por 1000 Mensal 100%

Numerador: Diariamente anotar o

número de pacientes com IPCS-CVC conforme critério diagnóstico descrito na aba Critérios IPCS-CVC.

Denominador: Contar diariamente o

número de pacientes em uso de CVC. Quando o paciente tiver mais de um CVC, ele deverá contar apenas como um. Realizar esta averiguação sempre no mesmo horário.

Critérios de inclusão: Pacientes adultos

internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que preencham critério diagnostico para IPCS-CVC (vide critérios IPCS-CVC), com tempo ≥ 48 horas de internação na UTI

(independente da unidade do hospital responsável pela inserção do CVC) ; e pacientes que evoluem com IPCS-CVC após 48 horas de alta da UTI.

Critérios de exclusão :Paciente menor

de 16 anos, tempo de permanência inferior a 48 horas na UTI.

↓50% em relação à mediana p/1000 Quanto menor melhor

(136)
(137)

Hospital Santa Catarina ,

Agosto/2015

Glasgow Children´s Hospital

Outubro/2013

(138)

C.B.M.S., 28 anos

Parada-cardiorrespiratória

pós parto cesárea

30/12/2014

M.A.A.G, 38 anos

Hemorragia pós parto

09/11/2014

R.X.L., 69 anos

Febre maculosa – atraso de

tratamento

13/09/2014

E.G.R., 8 anos

Sepse abdominal

23/12/2014

A.C., 39 anos

Sepse abdominal

01/02/2015

L.F.L, 3 anos

Trauma uretral

15/01/2015

M.S.C., 1 ano

Derrame pleural

Atraso de tratamento

15/12/2014

E.A.A.B., 28 anos

Choque séptico

21/09/2014

J.F.F., 40 anos

Colecistectomia

choque abdominal

23/12/2014

M.B.E., 44 anos

Grande queimada

falha de intubação

16/07/2014

J.G.A., 11 anos

Politrauma

31/12/2014

K.J.S., 29 anos

Sepse abdominal pós

colecistctomia

27/03/2015

Surto de Escherichia coli em

UTI Adulto

3 óbitos

L.C.B., 48 anos

IAM – atraso de tratamento

20/01/2015

1283 pacientes

574 exames errados

Junho/2015

IC, ?anos

Fratura de face pós queda

x/x/2015

FFAV, 93 anos

15/03/2015

Fraturas pós queda

GOR, 5 anos

Complicação pós

punção CVC

01/08/2015

GLK, 51 anos

Queda

08/04/2014

XXX, ? anos

Hemorragia pós parto

?/?/2015

XXX, Y anos

Pneumotórax pós

punção CVC

11/08/2015

Overdose de

medicamento

(Bactrim) atingindo 2

pacientes

?/2015

“Não é sobre

redução de dano,

mas sim redução de

SOFRIMENTO”

(139)

Referências

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