4.1. Tipo de pesquisa

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Texto

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Essa seção trata dos procedimentos metodológicos adotados a fim de investigar o problema de pesquisa formulado.

Em função da natureza apresentada pelo problema de pesquisa e o objetivo que orienta tal investigação, caracteriza-se o presente trabalho por meio de uma abordagem essencialmente qualitativa.

De acordo com Godoy (1995a), o campo de Administração de Empresas, inspirado por pressupostos positivistas, por muito tempo privilegiou estudos de natureza quantitativa e minimizou a importância e utilidade dos estudos qualitativos. Somente a partir da década de 70 pôde-se perceber um crescente aumento de interesse pela abordagem qualitativa nesse campo de estudo, culminando inclusive, no ano de 1979, em um número de uma revista de Administração totalmente dedicado ao tema (GODOY, 1995a).

A pesquisa qualitativa é descritiva no sentido em que geralmente buscam-se respostas para indagações do tipo: “quem disse o que, a quem, assim como também, como, onde e por que” (GEPHART, 2004, p. 455). De acordo com Denzin e Lincoln (1994, p. 2, apud GEPHART) a pesquisa qualitativa geralmente “estuda fenômenos nos ambientes em que eles naturalmente ocorrem e utiliza significados de atores sociais para entender tais fenômenos”. Considera que “todos os dados da realidade são importantes e devem ser examinados” e que “o ambiente e as pessoas nele inseridos devem ser olhados holisticamente: não são reduzidos a variáveis” (GODOY, 1995a, p. 62).

De acordo com Gephart (2004), a pesquisa qualitativa é importante para os estudos organizacionais por diversas razões:

1. Fornece insights que são difíceis de serem produzidos através da pesquisa quantitativa;

2. Fornece bases para o entendimento de processos sociais que constituem a gestão; PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1112871/CA

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3. Pode produzir exemplos de importantes conceitos e questões gerenciais que enriquecem o campo de estudos organizacionais;

4. Possui o potencial de reumanizar tanto a pesquisa quanto a teoria ao destacar as interações humanas e os significados que descrevem os fenômenos e relacionamentos entre variáveis.

4.1.

Tipo de pesquisa

De acordo com Gil (2008, p. 27), “toda pesquisa tem seus objetivos, que tendem, naturalmente, a se diferenciar dos objetivos de qualquer outra”. Entretanto, segundo o autor, as pesquisas podem ser classificadas em relação aos objetivos mais gerais em: exploratórias, descritivas e explicativas.

Argumenta-se que o presente estudo pode ser classificado como exploratório, descritivo e explicativo.

Vergara (2007, p. 47) define a investigação exploratória como sendo “realizada em uma área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado”. De acordo com Gil (2008) as pesquisas exploratórias visam proporcionar maior familiaridade com o problema e torná-lo mais explícito. Três fatores contribuem para caracterizar a presente pesquisa como exploratória. O primeiro fator é que o trabalho adota uma perspectiva social acerca da memória organizacional, incorporando conceitos advindos dos estudos da memória social ao tema em questão, fato esse ainda pouco levado a cabo nos estudos organizacionais. De acordo com Rowlinson et al (2009), de um lado os estudos da memória organizacional falham em levar em consideração os contexto social da memória organizacional, e de um outro lado, os estudos da memória social negligenciam as organizações de seus grupos de análises. O segundo fator relaciona-se ao fato de que o trabalho analisa empiricamente essa abordagem social acerca da memória organizacional. O terceiro fator refere-se ao fato de que o trabalho concebe os centros de memória e documentação como uma forma de manifestação da memória organizacional, proposição esta também ainda pouco levada em consideração e abordada nos estudos organizacionais.

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Em relação à pesquisa descritiva, esta pode ser compreendida como o tipo de pesquisa que “expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno” (VERGARA, 2007, p. 47). Segundo Gil (2008) esse tipo de pesquisa objetiva a descrição de características de determinada população e pode ser elaborado a fim de identificar possíveis relações entre variáveis. Um dos objetivos do presente estudo foi caracterizar e descrever tanto o objeto de pesquisa analisado, o Memória Petrobras, assim como também os diferentes centros de memória e documentação organizacional existentes no contexto empresarial brasileiro. Dessa forma, permite-se evidenciar a natureza descritiva do trabalho.

As pesquisas explicativas possuem o objetivo de tornar algo inteligível e justificar-lhe os motivos, visam esclarecer quais fatores contribuem para a ocorrência de determinado fenômeno e pressupõem a existência de uma pesquisa descritiva como base para suas explicações (VERGARA, 2007). Essas pesquisas “são as que mais aprofundam o conhecimento da realidade, pois têm como finalidade explicar a razão, o porquê das coisas” (GIL, 2008, p. 28). Uma vez que o principal objetivo do trabalho é identificar a relação existente entre memórias coletivas socialmente construídas e a constituição de uma memória organizacional formalizada através de um centro de memória e documentação, torna-se possível evidenciar seu caráter explicativo.

4.2.

Coleta de dados

Para a construção do corpus da pesquisa, o estudo valeu-se exclusivamente de dados secundários. Utilizou-se a pesquisa documental como fonte de investigação.

Vergara (2007, p. 48) classifica a pesquisa documental como “a investigação realizada em documentos conservados no interior de órgãos públicos e privados de qualquer natureza, ou com pessoas.” A pesquisa documental pode ser entendida como “o exame de materiais de natureza diversa, que ainda não receberam um tratamento analítico, ou que podem ser reexaminados, buscando-se novas e/ou interpretações complementares” (GODOY, 1995b, p. 21). Godoy (1995c) argumenta que a análise de documentos constitui-se em uma valiosa

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técnica de tratamento de dados qualitativos, podendo ser utilizada a fim de complementar informações obtidas em outras fontes e melhor compreender o problema investigado. Uma vez que o trabalho valeu-se única e exclusivamente da análise e interpretação de depoimentos de funcionários, ex-funcionários, prestadores de serviços e representantes sindicais da Petrobras, obtidos através do site eletrônico do programa Memória Petrobras, é possível classificá-lo como uma pesquisa documental.

Os dados foram coletados durante o ano de 2011 através do site do programa Memória Petrobras. Nesse período os depoimentos ficavam disponíveis no site do programa para o público em geral e era possível acessá-los na íntegra. Atualmente não é mais possível acessar os dados na íntegra sem antes realizar um cadastro no site eletrônico do programa. Percebe-se dessa forma uma maior preocupação por parte da empresa quanto ao controle de materiais veiculados em seu centro de memória e documentação.

Os depoimentos coletados referem-se a entrevistas realizadas durante o ano de 2002 a 2008. O Apêndice apresentado no final do trabalho ilustra a relação de todos os 508 depoimentos analisados.

4.3.

Seleção do objeto de pesquisa

A escolha do programa Memória Petrobras como objeto de pesquisa, deu-se através de duas principais razões.

A primeira delas tem haver com a facilidade de obtenção de uma expressiva quantidade de dados a serem analisados. Na época em que os dados foram coletados, os depoimentos de funcionários, ex-funcionários, prestadores de serviço e representantes sindicais da Petrobras eram informações públicas. Tais depoimentos foram utilizados pela empresa como “insumos” para a própria construção de seu próprio centro de memória e documentação.

A segunda razão relaciona-se a duas características ímpares que o programa Memória Petrobras possui. O programa foi inicialmente concebido através de uma parceria entre sindicato e empresa objetivando a criação de um centro de memória e documentação onde a história da organização seria narrada pelos próprios

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funcionários e sindicalistas representantes da empresa. Dessa forma, uma das características singulares do programa deve-se ao fato de que as memórias e relatos do público interno à companhia servem de “matéria-prima” para a construção de seu centro de memória e documentação. Outra característica singular do Memória Petrobras que chama a atenção, refere-se ao fato do programa reunir duas instituições que adotam posições ideologicamente antagônicas e defendem interesses distintos, em prol de um mesmo objetivo.

Essas duas características, relacionadas as fontes utilizadas pela empresa para narrar sua história, trazem importantes implicações para o trabalho, uma vez que as fontes tradicionais utilizadas nas histórias empresariais já são motivos de debates entre os pesquisadores (COSTA, BARROS e CELANO, 2012). As fontes tradicionais utilizadas na construção de histórias empresariais baseiam-se em monumentos, ou seja, “documentos referentes à formação da empresa, deliberações de seus conselhos, departamento e direção geral [...] serviços de estudos e comerciais” (CURADO, 2001, apud, COSTA, BARROS e CELANO, 2012, p. 7). Nesse sentido os relatos de histórias empresariais tendem a engrandecer feitos do passado e contar a história da empresa como se tratasse de um relato oficial e único de fatos (COSTA, BARROS e CELANO, 2012).

Ao utilizar os relatos de trabalhadores e de membros de uma instituição que ideologicamente defende interesses opostos ao da empresa, como fontes para narrar a história da Petrobras, o programa Memória Petrobras diferencia-se da forma tradicional com que a história empresarial tende a ser relatada. No programa Memória Petrobras a história da empresa não é narrada como se fosse única e baseada em um relato oficial.

4.4.

Método de tratamento e análise dos dados

Os dados coletados foram tratados e analisados por meio da análise de conteúdo. A análise de conteúdo é uma técnica de tratamento de dados usualmente utilizada em pesquisas de natureza qualitativa.

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Segundo Bauer (2002, p. 190), a análise de conteúdo “é apenas um método de análise de texto desenvolvido dentro das ciências sociais”. A análise de conteúdo, de acordo com Bardin (1979, p. 42), pode ser definida como:

“um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens”.

Tal análise busca inferir significados que vão além das mensagens concretas contidas nos textos (BARDIN, 1979). É uma técnica que permite a produção de um texto focal para seu contexto social de maneira objetivada (BAUER, 2002). Dellagnelo e Silva (2005) argumentam que a análise de conteúdo é uma técnica que busca entender a mensagem, o significado transmitido pela mensagem, ou seja, aquilo que pode estar implícito.

A técnica inicialmente estava voltada para a análise de comunicação de massa. Conforme Vergara (2010) salienta, no começo a técnica era aplicada, sobretudo, ao tratamento de materiais jornalísticos. Posteriormente, passou a ser utilizada na investigação de discursos e, até mesmo, de revistas especializadas e livros (VERGARA, 2010). A utilização da análise de documentos é uma referência para essa técnica, mas, na área dos estudos das organizações, é constantemente utilizada na investigação de entrevistas e documentos (DELLAGNELO e SILVA, 2005). Tal técnica de análise de dados é extremamente útil para o campo dos estudos organizacionais, pois enfatiza a necessidade de sistematização de procedimentos e apoia-se no estudo da linguagem (DELLAGNELO e SILVA, 2005).

4.4.1.

Etapas da análise

O processo de análise do método de tratamento dos dados empregados é composto por três etapas: (1) pré-análise, onde se busca organizar o material e fazer uma leitura geral do mesmo, de modo identificar o que deve ser analisado; (2) exploração e análise do material, em que é realizada a codificação e categorização dos dados coletados; (3) tratamento, inferência e interpretação dos

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resultados, realizada com base na teoria e percepção do pesquisador, onde os resultados da investigação são gerados (BARDIN, 1979).

De acordo com Bardin (1979) na etapa da pré-análise procede-se a uma leitura flutuante, a escolha dos documentos a serem submetidos à análise, a formulação de hipóteses e dos objetivos e a elaboração dos indicadores que fundamentam a interpretação final. Dellagnelo e Silva (2005) argumentam que em uma perspectiva mais qualitativa de trabalho, esses itens são altamente flexíveis, e, portanto, hipóteses nem sempre são definidas assim como também indicadores nem sempre são quantitativos. Na pré-análise, prepara-se o material selecionado de modo a torná-lo pronto para receber os procedimentos de análise (DELLAGNELO e SILVA, 2005). Nessa etapa foi realizada uma leitura “flutuante” dos depoimentos obtidos e dos temas relatados neles. Pretendeu-se ter uma melhor compreensão do objeto de pesquisa em si. Cada depoimento analisado encontrava-se subdividido em temas específicos sobre determinado assunto que o entrevistado abordava por conta própria ou era estimulado a fazer comentários. Os depoimentos foram transcritos para uma tabela onde o pesquisador procurou identificar temas em comum e agrupá-los sob um mesmo grupo. Como exemplo de agrupamento de temas em um mesmo grupo, pode-se citar o fato de que alguns depoimentos continham temas relacionados a irmãos e outros a pais e mães. O pesquisador, percebendo a natureza semelhante em tais temas, classificou ambos sob uma mesma nomenclatura, denominada família. Dessa maneira permitiu-se trabalhar com um número reduzido de temas relatados nos depoimentos, facilitando assim o trabalho de categorização dos dados.

A etapa da exploração e análise do material, que procede a pré-análise, consiste essencialmente de operações de codificação em função de regras previamente formuladas (BARDIN, 1979). Nessa etapa os dados são categorizados e os resultados são tratados de maneira válida. Segundo Dellagnelo e Silva (2005), Bardin não considera a categorização obrigatória, embora considere que a maioria dos procedimentos de análise se organize em torno desse processo. De acordo com Vergara (2010, p. 10), “categorizar implica isolar elementos para, em seguida, agrupá-los”. As categorias devem ser exaustivas, mutuamente exclusivas, objetivas e adequadas ao objetivo da pesquisa (VERGARA, 2010). Após a leitura “flutuante” dos depoimentos e um melhor agrupamento sobre os mesmos, a tarefa de categorização tornou-se mais fácil. De

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acordo com o referencial teórico formulado sobre o problema de pesquisa em questão e com a concepção do modelo de centro de memória e documentação organizacional adotado no trabalho, e após a exploração e análise do material coletado, foi possível categorizar sete categorias de pesquisas. O Quadro 3 ilustra as sete categorias de pesquisa abordadas no trabalho, bem como suas características e o referencial teórico que as suportam. A função de cada uma das sete categorias de pesquisas é detalhada em maior detalhe no Capítulo 5.

Categorias Característica da categoria

Referencial teórico

1. A relação sindicato-empresa

Importância do contexto histórico e social e da memória coletiva na formalização e construção do Memória Petrobras. Durepos, Mills e Mills (2008); Rowlinson et al (2009) 2. Políticas de memória

Embate a respeito do que lembrar e o que esquecer, o que ser dito e o que não ser dito nos centros de memória e

documentação. Anteby e Molnár (2012); Nissley e Casey (2002); Olick e Robbins (1998); Pollak (1988) 3. Enquadramento da memória

Centros de memória e documentação realizam um trabalho de enquadramento da memória ao reforçar um sentimento de pertencimento de grupo e valorizar sua própria intenção em dar voz as minorias. Nissley e Casey (2002); Pollak (1988) 4. Responsabilidade social e ambiental

Depoimentos legitimados pelo discurso oficial da organização. Relatos

condizentes com o discurso oficial da empresa, engrandecendo os feitos e as atividades da empresa. Casey e Oliveira (2011); Nissley e Casey (2002); Pollak (1988) 5. Desenvolvimento tecnológico

Depoimentos legitimados pelo discurso oficial da organização. Relatos

condizentes com o discurso oficial da empresa, engrandecendo os feitos e as atividades da empresa. Casey e Oliveira (2011); Nissley e Casey (2002); Pollak (1988) 6. Identificação com a empresa

Centros de memória e documentação organizacional contribuem para o desenvolvimento de uma identificação de funcionários com a empresa.

Nissley e Casey (2002) PUC-Rio - Certificação Digital Nº 1112871/CA

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7. Imagem da empresa

Centros de memória e documentação organizacional contribuem para o desenvolvimento da imagem organizacional.

Nassar (2004); Nissley e Casey (2002)

Quadro 1 – Relação das categorias e suas características Fonte: elaborado pelo autor

Após a etapa da exploração e análise do material, segue-se a etapa de interpretação e tratamento dos resultados. Esse é um momento de reflexão e intuição, onde o pesquisador busca estabelecer conexões e verificar contradições (DELLAGNELO e SILVA, 2005). De acordo com Dellagnelo e Silva (2005, p. 113), uma importante questão nessa etapa “é a capacidade do pesquisador de questionar aquilo que vê imediatamente, as evidências, as ideias prontas”.

4.5.

Limitações de pesquisa

De acordo com Vergara (2007), todos os procedimentos metodológicos possuem possibilidades e limitações. Ressalta-se a importância de evidenciar as limitações encontradas na aplicação da pesquisa, que, entretanto, compreende-se que não a invalidaram.

Outra limitação a respeito da pesquisa documental realizada no trabalho, refere-se ao fato de que ela registra somente relatos verbais, não fornecendo informações sobre comportamentos não-verbais. De acordo com Godoy (1995b) os comportamentos não-verbais na maioria das vezes são imprescindíveis para se analisar o sentido de determinada fala.

O espaço temporal também se apresenta como outro limitador no trabalho, uma vez que em uma pesquisa documental não é possível acessar dados fornecidos em tempo real, como ocorre em entrevistas, e somente se tem acesso a dados referentes ao passado. Segundo Bauer (2002, p. 213), “o momento em que algo foi dito pode ser mais importante do que o que foi dito”.

Em relação ao método adotado para o tratamento dos dados, a análise de conteúdo, Bauer (2002) acredita que ao manipular grande quantidade de dados e se deter e focalizar em frequências, a utilização dessa técnica de tratamento de dados pode implicar no risco de se perder o que está ausente ou o que é raro. De

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acordo com o autor, um dos aspectos negativos dessa técnica é a apresentação primariamente de dados em um nível agregado. O fato de ter sido analisado uma grande quantidade de dados, 508 depoimentos, implicou na escolha unilateral do pesquisador de julgar os depoimentos que achou necessário evidenciar no trabalho e aqueles depoimentos que julgou não ser necessário representar. Por meio dessa tarefa de escolha arbitrária, permite-se evidenciar uma transformação do documento em monumento realizada pelo próprio pesquisador.

Outro ponto a ser ressaltado é que dado à impossibilidade de serem obtidos e analisados todos os depoimentos existentes no programa Memória Petrobras, esse estudo fixou-se somente na análise dos depoimentos aos quais o pesquisador teve acesso. Dessa maneira a análise dos resultados fica comprometida somente ao universo de depoimentos analisados, limitando, portanto, a proposição de generalizações. Porém argumenta-se que um número significativo e representativo de dados foi analisado.

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