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Tema: Dicas para preparar uma nova geração

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Academic year: 2021

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Texto

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Texto de introdução:

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a

que passas para a possuir; para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e

teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os cumprires, para que bem te suceda, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o SENHOR, Deus de teus pais. Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu

coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e

delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” Deuteronômio 6.1-7

Introdução:

O texto acima fornece a teologia e o método para transmitir e deixar um legado para a próxima geração. Teologia é o que devemos ensinar e método se refere a como ensinar.

 Deus é geracional em Sua forma de transmitir seu projeto eterno (VS. 1-3);

 Não devemos ensinar a palavra como um sistema de fé, mas como um estilo de vida espiritual e existencialmente comprometido (VS. 5 e 6);

 O processo envolve:

a) Experiência pessoal de quem ensina (VS. 6);

b) Vivencia e pratica diante daquele que é ensinado (VS. 7)

Isto vale tanto para a ordem natural (filhos biológicos) como espiritual (fazer discípulos comprometidos com o evangelho). Na ótica das

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escrituras o natural precede o espiritual (1ª Co 15.35-49). No discipulado tão importante quanto ensinar é como ensinar. É isto que vamos tratar como dicas para preparar uma nova geração.

Argumentação:

I.

Os discípulos fazem o que aprendem conosco

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar” (Atos 1.1)

O fazer era a referência do ensino de Jesus;  Mateus 28.19

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo...”

Indo, batizando e ensinando são qualificações do imperativo “fazei”. No grego estão no particípio como adjetivos verbais, porque tem características tanto de adjetivo como de verbo. Portanto aqueles que fazem discípulos devem ser qualificados, isto é, serem discípulos. No texto de Romanos 10 temos salvação, pregação, fé e envio:

a) “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será

salvo.” (VS13). Essa é a resposta de fé dada a pregação.

b) “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E

como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não

forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (VS14 e 15). Aqueles que pregam são enviados, portanto qualificados para transmitirem sua experiência de fé a outros. Por isso, seus pés são formosos (Cf. Is 52.7). Não podemos levar ninguém mais perto de Jesus do que estamos.

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1° João 1.6: Fazemos aquilo que somos. O verbo grego

πολοσμεν/ poloymen traduzido por praticamos, tem o sentido

de “fazemos.” Não é uma repetição mecânica, mas uma construção. Nos tornamos fazedores de comunhão. É o nosso chamado (Cf. 1ª João 1.3 “... o que temos visto e ouvido

anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”).

A experiência do lava pés (João 13)

Compreensão dos discípulos gerada pela ação de Jesus (vs. 7 e 17) No contexto histórico os escravos lavavam os pés dos visitantes para limpar a poeira, uma forma de demonstrar a hospitalidade da casa. O escravo não tinha status, eram reconhecidos pelo que faziam. Isto representava sua condição humilde;

Jesus conclama seus discípulos a fazer o que Ele lhes fizera (VS. 13 e 14) VS. 17 temos o mesmo verbo está numa conjugação diferente: ποιήτε / poiete = “fizerdes”. Jesus estava ensinando sobre humildade e serviço, não um ritual a ser repetido mecanicamente.

Não é difícil inventar um sistema que produza uniformidade comportamental (Behaviorismo / habituação e reforço por repetição – B. F. Skinner). Comportamento moral como resposta a padrões culturais, não é a meta do discipulado. A meta é desenvolver a vida eterna e a transformação progressiva até a semelhança de Jesus (João 17.3 “E a vida

eterna é esta: que conheçam a ti, só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”). No grego γινώσκωσιν/

ginóskósin = conheçam a ti. Conhecer aqui subentende

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eterna é vida na esfera divina que encarnamos em nossa experiência de fé e transmitimos fazendo e ensinando.

A experiência de Josué

(Josué 1.7-8 “Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.”)

Moisés era a referência de Josué; ele tinha que ensinar tendo o cuidado de fazer;

Aqueles que fizeram se tornam mentores para outros fazerem.

II. Os discípulos serão com os outros o que somos com eles.

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” João 13.34-35

 “Novo mandamento” Os judeus tinham uma compreensão legal acerca disso e transformaram esta compreensão em regras de conduta. Jesus renova esta concepção meramente externa para uma concepção que abrangia a totalidade da vida. Ele era a referencia “assim como vos amei”.

 Os discípulos eram judeus. O amor tinha raízes na memória deles. Jesus atualiza de forma vivida e pratica diante deles dentro da concepção da nova ordem a ser por Ele inaugurada. Desta maneira é que eles iriam preparar gerações: “conhecerão todos que sois meus discípulos”. A ênfase não está em ser discípulo (mero seguidor de um programa de ensino acadêmico), mas em “sois meus” esta é

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 O que a ceia expressa:

Não ritual, mas a atualização presente dos benefícios passados e futuros da obra de Cristo. “Fazei isso em memória de mim” (1ª Co 11.24). Quando fazemos, anunciamos (presente) a morte (passado) e o reino (futuro). 1ª Co 11.26 “Porque, todas

as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”

 O que o evangelho expressa:

Rm 1.4 > Passado (Vida, morte e ressurreição de Jesus);

Rm 1.16-17 > Presente (Progressão da obra santificadora do Espírito Santo através do evangelho - Comparar Jo 1.16 e 1ª Co 3.18);

Rm 8.18-21 > Futuro (ύιοσθεσια/ huiosthesia = manifestação da glória dos filhos de Deus. Glorificação do corpo e redenção da terra).

 Importância da linguagem na comunicação

Linguagem falada e linguagem analógica (análogo/a). A linguagem se expressa também pelos nossos gestos, nossas atitudes, nosso olhar, nossa expressão facial, nosso vestuário, etc., que também anunciam o evangelho;

A linguagem é um processo social, através da qual as experiências se comunicam e a vida é transmitida. Por isso Jesus é a palavra (λογος / logos) = Razão, sentido e significado. A teologia antropológica diz que o homem só é pleno em duas áreas de sua vida: Identidade (o que a pessoa é) e missão (o que a pessoa faz). Gn 1.26-28 e MT 28.18-20.

2ª Tm 2.15: Temos a palavra grega όρθοτομούντα /

horthotomounta traduzida por: “maneja” que tem sua raiz do

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retamente; orientar corretamente; expor ou apresentar verazmente, sem perversão ou distorção; declara a palavra da verdade sem torcê-la, corta segundo a regra. O sentido não é mera exposição exegética, mas uma vida reta, como meio de corrigir falsos crentes e falsas doutrinas (vs. 14), evitar falatórios inúteis e profanos por causa de sua progressão maligna (vs. 16) e evitar que pessoas se desviem da verdade (vs. 17-19).

III. Os discípulos como companheiros de jornada

 A experiência de Neemias (Ne 1 e 2)

Neemias recebe o peso de Deus e se pos a orar e jejuar por 4 meses (Ne 1.1-4).

Enviado para Jerusalém escolheu alguns homens como companheiros para lhes transmitir seu peso e missão (Ne 2.12).

Após isso os encoraja a assumir com ele o desafio de reedificar os muros (Ne 2.17-18);

Foi o processo de Jesus com seus discípulos (Jo 15.14-15);

Aprendizes, servos e amigos.

JESUS SEUS DISCÍPULOS

INSTRUÍA OUVIAM

EXPLICAVA PERGUNTAVAM (APRENDIZES) PERGUNTAVA RESPONDIAM

AGIA OBSERVAVAM

PERGUNTAVAM (SERVOS) E AGIAM DE FORMA LIMITADA

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 Mt 16.13-28:

- Jesus pergunta;

- Pedro responde em nome dos discípulos; - Jesus confirma a revelação:

a) Sobre igreja e missão, b) Sobre o reino,

c) Sobre sua morte e ressurreição, d) Sobre a natureza do discipulado e e) Sobre sua segunda vinda.

* O que pretendia Jesus?

- Conectar o que faziam com o propósito de Deus.

Conclusão:

Texto: Hebreus 13.7-8 “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos

pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.”

O projeto geracional de Deus propõe continuidade, não ruptura. O mesmo Jesus de ontem que fortaleceu a fé de nossos guias para permanecerem até o fim, é quem nos fortalece hoje para preparar nossa geração e as subseqüentes. No Salmo 77 Asafe passava por crises, angustias e perturbações (VS 1-7). Em sua oração questiona sobre a graça, promessa e misericórdia de Deus para todas as gerações (VS 8-9). A cura vem quando ele recorda os feitos do Senhor e Tuas maravilhas e prodígios da antiguidade e conclui que o caminho de Deus é de santidade (VS 11-13). Daí a importância dos atos geracionais de Deus.

Ademir Ifanger Serra Negra, 17/09/2011

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