Objetivos da Engenharia Econômica
Objetivos da Engenharia Econômica
• Engenharia Econômica é uma ferramenta analítica de auxílio à tomada de decisão.
• O objetivo básico é responder às perguntas: – O projeto se paga?
– Em quanto tempo?; – Qual a rentabilidade?
– Qual a melhor alternativa de financiamento?
Resumindo...
Resumindo...
“Antes de entrar pelo
cano, tenha certeza que
você passa por ele!”
Juros e Risco
Juros e Risco
• Modernamente, os juros são vistos como um prêmio pelo
risco. O risco pode ser:
– Sistêmico: todos estão sujeitos a ele: • Risco-Brasil.
• Risco internacional.
– Não sistêmico: apenas os empreendedores do projeto estão sujeitos a ele:
• Risco próprio do negócio. • Lucro cessante.
• Inadimplência.
Diagrama do Fluxo de Caixa
Diagrama do Fluxo de Caixa
• Permite a representação gráfica de entradas e saídas de capital ao longo do tempo.
-+
0 1 2 3 5 6 7 9 10 4-+
+
+
+
+
Notação
Notação
• A notação para Juros Compostos é a seguinte:
➢ VP = Capital (Valor Presente).
➢ VF = Montante (Valor Futuro).
➢ J = Juros em $.
➢ i = juros percentuais
➢ PGTO ou PMT = pagamentos ou recebimentos
periódicos.
• Assim:
J
VP
Formulação
Formulação
• No final do primeiro ano:
00 , 210 . 1 $ ) 1 , 0 1 ( 100 . 1 ) 1 ( ) 1 ( ) 1 ( 2 1 2 VF i VP i i VF
• No final do segundo ano: • Generalizando: 00 , 100 . 1 $ ) 1 , 0 1 ( 000 . 1 ) 1 ( 1 VP i VF n i VP VF (1 )
Cálculo dos Juros Compostos
Cálculo dos Juros Compostos
• Considerando que
ni
VP
VF
(
1
)
• E que
J
VP
VF
• Teremos
(1 ) 1
VP i n JEquivalência de Capitais
Equivalência de Capitais
• A equivalência de capitais é o teorema básico da Matemática Financeira.
• Dois ou mais capitais, em certa data, são
equivalentes quando, a uma dada taxa de juros, produzirem resultados iguais em uma data
comum.
• No regime de capitalização simples, os prazos não podem ser fracionados, sem alterar o valor final dos juros pagos. Logo, não há equivalência de capitais para períodos mútliplos.
Equivalência de Juros
Equivalência de Juros
2 2 VP 1 im VF
im
VP VF1 1
iq VP VF2 10
1
2
VP
VF2Equivalência de Juros
Equivalência de Juros
• Para que as duas operações sejam equivalentes, devemos ter ) 1 ( ) 1 ( ou ) 1 ( ) 1 ( 2 2 2 q m q m i i i VP i VP VF 1 1 im iq
• Generalizando para m meses dentro de um período
1
1
m q mi
i
ou
1
1
m m qi
i
EXEMPLO 1
EXEMPLO 1
A taxa Selic é a taxa de juros média dos
financiamentos diários com lastro em títulos
federais, apurados por um sistema de liquidação diária dos títulos públicos, chamado de Sistema Especial de Liquidação e Custódia e é fixada nas
reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária). Em agosto de 2016, a taxa Selic era de 1,22% ao mês. Considerando que esta taxa permaneça constante durante os próximos 12 meses, determine:
●A taxa semestral equivalente. ●A taxa anual equivalente.
EXEMPLO 1 - Solução
EXEMPLO 1 - Solução
a) Taxa semestral equivalente
1
1
,
22
/
100
6
1
0
,
07547
s
i
b) Taxa anual equivalente
1
1
,
22
/
100
12
1
0
,
1566
ai
% 55 , 7 s i % 66 , 15 a iEXEMPLO 2
EXEMPLO 2
Um título vence daqui a 4 meses,
apresentando um valor nominal (resgate)
de $ 403.621,45. É proposta a troca desse
título por outro de valor nominal de $
480.000,00, vencível daqui a 8 meses.
Sabendo que a rentabilidade exigida pelo
aplicador é de 5% ao mês, pede-se analisar
se a troca é vantajosa.
EXEMPLO 2 - Solução
EXEMPLO 2 - Solução
• Uma maneira simples de resolver o problema é calcular o valor presente do título que vence em 8 meses no momento do vencimento do outro título. 0 4 8
VP
V$480.000,00
1,05 $394.897,20 00 , 000 . 480 4 VP Como o VP é inferior ao valor nominal do título, a troca não é recomendada.EXEMPLO 3
EXEMPLO 3
Para um empréstimo de $
12.000,00, um banco exige o
pagamento de duas prestações
mensais e consecutivas de $
7.000,00 cada. Determinar o custo
mensal da operação.
EXEMPLO 3 - Solução
EXEMPLO 3 - Solução
• O Valor Presente das prestações deve igualar o valor do empréstimo em uma data qualquer. Supondo que seja a data inicial, teremos
000
.
12
$
0 1 2 000 . 7 $EXEMPLO 3 - Solução
EXEMPLO 3 - Solução
O VP será: 12.000,00 ) 1 ( 00 , 000 . 7 ) 1 ( 00 , 000 . 7 2 i i ou 7 12 ) 1 ( 1 ) 1 ( 1 2 i iMultiplicando por (1+i)2, vem
0 ) 1 ( 7 12 1 ) 1 ( i i 2
Resolvendo a equação do segundo-grau, teremos
%
92
,
10
i
Observações
Observações
• O cálculo anterior foi possível analiticamente porque há apenas duas saídas de capital. Para mais de duas saídas, a solução analítica é muito difícil ou simplesmente impossível. Nesse caso, deve-se usar uma calculadora financeira ou uma planilha eletrônica.
EXEMPLO 4
EXEMPLO 4
Um devedor emprestou $ 100 em uma
financeira. Devido a vários problemas, só
conseguiu saldar a dívida dois anos
depois. Considerando que a taxa de juros
mensal da financeira é de 12% ao mês:
a) Qual o valor da dívida?
b) Qual a taxa anual de juros cobrada
pelo banco?
EXEMPLO 4 - Solução
EXEMPLO 4 - Solução
a) O valor da dívida será
n i VF 100(1 ) 86 , 517 . 1 $ VF 24 ) 12 , 0 1 ( 100 VF
b) A taxa de juros anualizada será
1
1 m m a i i
1 0,12
12 1 a i ia 289,6%EXEMPLO 5
EXEMPLO 5
Um empresário irá necessitar de $
35.000,00 em 11 meses e $ 48.000,00
em 14 meses. Quanto ele deverá
depositar hoje em uma conta de
in-vestimento que oferece rentabilidade
efetiva de 17% ao ano?
EXEMPLO 5 - Solução
EXEMPLO 5 - Solução
A rentabilidade mensal é 01317 , 0 1 17 , 0 1 12 m iO Valor Presente da primeira aplicação é
36 , 308 . 30 $ ) 01317 , 0 1 ( 000 . 35 11 1 VP
O Valor Presente da segunda aplicação é
82 , 965 . 39 $ ) 01317 , 0 1 ( 000 . 48 14 2 VP
Observações
Observações
● Os devedores sempre reclamam da aplicação de
juros compostos, mas há várias situações em que o sistema de “capitalização exponencial” é usado de forma natural. Por exemplo:
➢ Reajustes salariais.
➢ Aplicações financeiras, inclusive poupança. ➢ Cálculo da inflação anual.
Fluxo de Caixa
Fluxo de Caixa
● Um fluxo de caixa representa uma série de
pagamentos ou recebimentos que se estima ocorrer em determinado intervalo de tempo;
● Os pagamentos são genericamente representados
por PGTO, sendo que as demais variáveis já foram abordadas:
➢VP – Valor Presente. ➢VF – Valor Futuro.
➢n – número de períodos. ➢i – taxa de juros.
Fluxos de Caixa - Classificação
Fluxos de Caixa - Classificação
a) Quanto ao período de ocorrência:
● Postecipados. ● Antecipados. ● Diferidos. b) Quanto à periodicidade: ● Periódicos. ● Não periódicos. c) Quanto à duração: ● Limitados (finitos). ● Indeterminados (indefinidos).
d) Quanto aos valores:
● Constantes. ● Variáveis.
O “Modelo Padrão”
O “Modelo Padrão”
a) Postecipado:
● Os pagamentos ou recebimentos começam a ocorrer no
final do primeiro intervalo de tempo. Não há carência.
b) Limitado:
● O prazo total dp fluxo de caixa é conhecido a priori.
c) Constante:
● Todos os termos (pagamentos ou recebimentos) são iguais
entre si.
d) Periódico:
● Os intervalos de tempo entre os termos são idênticos
O “Modelo Padrão”
O “Modelo Padrão”
PMT PMT PMT PMT PMT PMT 1 2 3 4 n−1 n 0 VP VP= PMT 1i PMT 1i2 PMT 1i 3... PMT 1in VP=PMT∗FVP i , nO Fator de Valor Presente
O Fator de Valor Presente
➢ O Fator de Valor Presente é uma Progressão
Geométrica de n termos, com primeiro termo (a1) e razão (q) iguais a (1+i)-1, e enésimo termo (a
n) igual a
(1+i)-n.
➢ A soma dos termos de uma PG é:
FVP i , n=a1−an∗q 1−q FVP i , n=1i −1 −1i −n∗1i −1 1−1i −1 FVP i , n= 1−1i−n i
EXEMPLO 6
EXEMPLO 6
Um software é vendido em 7 pagamentos mensais, iguais e consecutivos de $ 3.000,00. Considerando que a taxa de juros é 3,6% am, até que preço
EXEMPLO 6 - Solução
EXEMPLO 6 - Solução
● PGTO = $ 3.000,00; ● i = 2,6% am = 0,026; ● n = 7 meses; ● VP = ? VP=PGTO∗FVP (i , n)=3.000,00∗FVP (i , n) VP=3.000,00[1−1,026 −7 0,026 ] VP=$ 18.975,88 VP=3.000,00∗6,325294Usando o Excel:
Usando o Excel:
● O Microsoft Excel tem funções financeiras para cálculo
direto do PGTO e do VP:
➢ VP (Taxa, NPER, PGTO). ➢ PGTO (Taxa, NPER, VP).
● NPER = número de períodos. ● Taxa = taxa de juros.
EXEMPLO 7
EXEMPLO 7
Um empréstimo de $ 20.000,00 é
concedido para pagamento em 5
prestações mensais, iguais e sucessivas
de $ 4.300,00. Determine o custo mensal
do empréstimo.
EXEMPLO 7 - Solução
EXEMPLO 7 - Solução
●VP
= $ 20.000,00.
●PGTO
= $ 4.300,00.
●n
= 5.
VP=PGTO∗FVP (i , n) 20.000=4.300∗FVP i , n 20.000=4.300∗1−1i −5 i i=2,46% a.m.Valor Futuro
Valor Futuro
PMT PMT PMT PMT PMT PMT 1 2 3 4 n−1 0 n VF VF =PMT PMT∗1iPMT ∗1i 2... PMT∗1inVF =PMT [11i1i 21i 3...1in]
VF =PMT ∗FVF i , n
O Fator de Valor Futuro
O Fator de Valor Futuro
➢ O Fator de Valor Futuro é uma Progressão Geométrica
de n termos, com primeiro termo a1 = 1 e razão q = (1+i), e enésimo termo an = (1+i)n.
➢ A soma dos termos de uma PG é:
FVF i , n=a1−an∗q 1−q FVF i , n=1−1i n ∗1i 1−1i FVF i , n=1i n −1 i
EXEMPLO 8
EXEMPLO 8
Uma pessoa irá necessitar de $
22.000,00 daqui a 12 meses. Para tanto,
está fazendo uma poupança mensal de $
1.250,00, com tyaxa de juros compostos
de 4% am Determine se esta pessoa terá
acumulado o montante necessário.
EXEMPLO 8 - Solução
EXEMPLO 8 - Solução
●PGTO = $ 1.250,00
●n
= 12 meses.
●i
= 4,0 % am.
●VF
= ?
VF =PMT ∗FVF FVF i , n=1i n −1 i = 10,0412−1 0,04 =15,025805 VF =$ 18.782,26 VF =1.250,00∗15,025805Perpetuidade
Perpetuidade
VP= PMT 1i PMT 1i2 PMT1i 3... PMT1i ∞=PMT∗FVP i ,∞
Considerando que an = 0, a soma da PG será
FVP=lim n ∞ a1−an∗q 1−q = a1 1−q VP= PMT i PMT PMT PMT PMT PMT PMT 1 2 3 4 ∞ 0 VP FVP= 1i −1 1−1i −1= 1 i
EXEMPLO 9
EXEMPLO 9
Um pequeno investidor têm um apartamento que rende aluguel mensal constante de $ 720,00.
Determine o Valor Presente dos aluguéis, avaliado pela taxa da poupança e considerando:
a) Prazo de 10 anos. b) Prazo de 40 anos. c) Perpetuidade.
EXEMPLO 9 - Solução
EXEMPLO 9 - Solução
a) n = 10 anos = 120 meses VP=720∗FVP 0,5% ,120=$ 64.852,89 b) n = 40 anos = 480 meses VP=720∗FVP 0,5% ,480=$ 130.858,26 c) n = ∞ VP= 720 0,005=$ 144.000,00EXEMPLO 10
EXEMPLO 10
Um determinado fluxo de caixa consiste de 12 prestações mensais de $ 120.000,00. Determine o fluxo de caixa equivalente para 5 prestações
trimestrais iguais, considerando que a taxa de juros seja 1,5% am.
EXEMPLO 10 - Solução
EXEMPLO 10 - Solução
● Dois fluxos de caixa são equivalentes quando
produzem o mesmo valor em um mesmo momento. Este momento é frequentemente denominado “data focal”. Admitindo o momento atual como data
focal, teremos: VP=PMT∗FVP i , n VP=$ 13.089,00 VP=1.200∗FVP 1,5 % ,12 1.200 1.200 1 2 3 4 12 0 VP 1.200 1.200 1.200 1.200 11 (meses)
EXEMPLO 10 - Solução
EXEMPLO 10 - Solução
● O fluxo trimestral será:
i=1,0153−1=0,0457
PMT = VP
FVP 4,57% , 5=
13.89,00 4,381427
● A taxa de juros trimestral será
i=4,57% a.t. PMT =$ 2.987,40 PMT PMT 1 2 3 4 0 $ 13.089 PMT PMT PMT 5 (trimestres)
Principais Sistemas
Principais Sistemas
➢ Sistema de Amortização Constante – SAC ➢ Sistema de Amortização Francês – SAF. ➢ Sistema de Amortização Misto – SAM.
➢ Sistema de Amortização Americano – SAA.
Obs.: O SAF, quando usado com taxas
proporcionais (lineares) é denominado “Tabela Price”.
Conceitos Básicos
Conceitos Básicos
➢ Encargos Financeiros (J) – representam os juros da operação, podendo
ser préfixados ou pós-fixados.
➢ Principal (P) – é o capital emprestado, na data de empréstimo.
➢ Amortização (A) – refere-se exclusivamente ao pagamento do principal,
por meio de parcelas periódicas.
➢ Saldo Devedor (SD) – é o valor principal da dívida, após a dedução da
amortização.
➢ Prestação (PGTO) – é a soma da amortização e dos encargos financeiros. ➢ Carência – período inicial no qual, em geral, são pagos apenas os juros
EXEMPLO GERAL
EXEMPLO GERAL
➢
A operação a seguir será usada para
ilustrar todos os sistemas de
amortização:
➢ Principal = $ 100.000,00. ➢ Prazo = 10 anos.
Sistema de Amortização Constante
Sistema de Amortização Constante
➢
No SAC, a amortização é constante, sendo igual
ao principal dividido pelo número de
prestações.
➢
O saldo devedor decresce linearmente.
➢
Os juros incidem sobre o saldo devedor e
também são decrescentes.
➢
Como os juros são decrescentes e a amortização
é constante, as prestações também são
Sistema de Amortização Constante
Sistema de Amortização Constante
Sistema de Amortização Constante
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 R$ 0,00 R$ 10.000,00 R$ 20.000,00 R$ 30.000,00 R$ 40.000,00 R$ 50.000,00 R$ 60.000,00 R$ 70.000,00 R$ 80.000,00 R$ 90.000,00 R$ 100.000,00
Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
SAC - FORMULAÇÃO
SAC - FORMULAÇÃO
A= P n
➢ A amortização é fácil de calcular:
➢ Os juros decrescem linearmente:
Jt= P
n ∗n−t1∗i
➢ As prestações são PGTO = J + A,
ou: PMTt=
P
n ∗[1n−t1∗i]
➢ O saldo devedor também descrece linearmente:
SDt=St−1− P
SAC – Valor Presente das Prestações
SAC – Valor Presente das Prestações
VP PMT = PMT1 1i PMT2 1i2 PMT 3 1i3... PMTn 1in VP PMT =40.000 1,3 37.000 1,32 34.000 1,33 31.000 1,34 28.000 1,35 25.000 1,36 + + 22.000 1,37 19.000 1,38 16.000 1,39 13.000 1,310 VP PMT =100.000,00 VP PMT = P
EXEMPLO 11
EXEMPLO 11
Um empréstimo de $ 80.000,00 será liquidado pelo SAC em 40 parcelas mensais. A taxa de juros
contratada é de 4% ao mês. Determine: a)O valor da amortização.
b)O valor dos juros correspondentes ao 22° pagamento.
c)O valor da última prestação.
EXEMPLO 11 - Solução
EXEMPLO 11 - Solução
a)Amortização b)Juros do 22° pagamento
A= P n A= 80.000,00 40 A=$ 2.000,00 Jt= P n ∗n−t1∗i J 22=89.000,00 40 ∗40−221∗0,04 J =$ 1.520,00
EXEMPLO 11 - Solução
EXEMPLO 11 - Solução
c) Última prestação
d)Saldo após o 10° pagamento
PMT =$ 2.080,00 PMT t= P n ∗[1n−t−1∗i] SD10=$ 60.000,00 PMT40=80.000,00 40 ∗[140−401∗0,04] SDt=P− A∗t SD10=80.000,00−2.000,00∗10
Sistema de Amortização Francês
Sistema de Amortização Francês
➢ O SAF é bastante usado no Brasil, pois apresenta
prestações constantes, sendo mais próximo ao Modelo Padrão dos fluxos de caixa.
➢ No SAF, os juros decrescem com o tempo, e a
amortização cresce.
➢ O saldo devedor também é decrescente, embora
Sistema de Amortização Francês
Sistema de Amortização Francês
Sistema de Amortização Francês
Sistema de Amortização Francês
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 R$ 0,00 R$ 10.000,00 R$ 20.000,00 R$ 30.000,00 R$ 40.000,00 R$ 50.000,00 R$ 60.000,00 R$ 70.000,00 R$ 80.000,00 R$ 90.000,00 R$ 100.000,00
Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
SAF - Formulação
SAF - Formulação
PMT = P FVP i , n=P∗ i 1−1i−n ➢ A prestação é fácil:➢ Os juros são calculados sobre o saldo anterior:
Jt=SDt−1∗i
➢ A amortização é mais fácil de calcular assim:
At=PMT − Jt
➢ O saldo é o VP das
PGTOs a pagar SDt=PMT ∗FVP i , n−t = PMT∗
1−1i−n−t
EXEMPLO 12
EXEMPLO 12
Um financiamento no valor de $
90.000,00 é amortizado em 30 parcelas
mensais pelo SAF. A taxa de juros
contratada é 2,8% ao mês. Determine:
a)O valor de cada prestação mensal.
b)O valor da amortização e dos juros referentes ao 19° mês.
EXEMPLO 12 - Solução
EXEMPLO 12 - Solução
a)Prestações mensais
PMT =$ 4.473,81 PMT = P FVP i , n=P∗ i 1−1i−n PMT =90.000∗ 0,028 1−10,028−30 SDt=PMT ∗1−1i −n−t ib)Juros e amortização no 19° mês
SD =4.473,81∗1−10,028 −30−19 =$ 45.068,70EXEMPLO 12 - Solução
EXEMPLO 12 - Solução
J19=$ 1.261,92 Jt=SDt−1∗i At=PMTt−Jt J 19=SD18∗i J19=45.068,70∗0,028 A19=PMT19−J19 A19=4.473,81−1.261,92 A19=$ 3.211,89Sistema PRICE de Amortização
Sistema PRICE de Amortização
➢ O Sistema Price (ou Tabela Price) foi desenvolvido originalmente
pelo inglês Richard Price. Tendo sido usado amplamente na França, a invenção de Price passou a se denominar SAF.
➢ Modernamente, a Tabela Price é uma variante do SAF, sendo
usado quando o período das prestações é menor do que o período da taxa de juros, usando-se taxas proporcionais em vez de taxas compostas.
➢ Uma vez determinada a taxa de juros, as prestações, amortizações
EXEMPLO 13
EXEMPLO 13
Um empréstimo de $ 10.000,00, com
período de 10 semestres é concedido à
taxa de juros de 30% aa Sabendo que
será usada a Tabela Price, determine o
valor das prestações semestrais.
EXEMPLO 13 - Solução
EXEMPLO 13 - Solução
➢ Taxa de juros contratada = 30% aa;
➢ Taxa proporcional semestral = 30/2 = 15% as; ➢ Taxa efetiva anual = (1,15)2 – 1 = 32,25% aa
PMT = P FVP i , n PMT = P∗ i 1−1i−n PMT =$ 1.992,52 PMT =10.000,00∗ 0,15 1−10,15−10
Sistema de Amortização Misto
Sistema de Amortização Misto
Sistema de Amortização Misto
➢
O Sistema de Amortização Misto (SAM)
foi originalmente desenvolvido para as
operações do Sistema Financeiro da
Habitação.
➢
O SAM é a média aritmética entre SAC
e SAF, representando um compromisso
entre prestações constantes e
Sistema de Amortização Misto
Sistema de Amortização Misto
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 R$ 0,00 R$ 10.000,00 R$ 20.000,00 R$ 30.000,00 R$ 40.000,00 R$ 50.000,00 R$ 60.000,00 R$ 70.000,00 R$ 80.000,00 R$ 90.000,00 R$ 100.000,00
Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
SAM - Formulação
SAM - Formulação
➢ O SAM é a média aritmética entre SAC e SAF
SDt= SDtSAC SDtSAF 2 At= AtSAC AtSAF 2 PMTt= PMTtSAC PMTtSAF 2 Jt= JtSAC J tSAF 2
Sistema de Amortização Americano
Sistema de Amortização Americano
➢ Nesse sistema, a amortização é paga de uma única
vez, ao final do prazo da operação.
➢ Os juros são pagos periodicamente, incidindo sobre
o saldo devedor, que permanece constante.
➢ As prestações, com exeção do último período, são
iguais aos juros.
➢ Para possibilitar o pagamento da amortização, é
frequente a formação de um fundo de capitalização. Por esta razão, o SAA também é chamado de
Sistema de Amortização Americano
Formação do Fundo de Amortização
Formação do Fundo de Amortização
1 2 3 4 0 5 6 7 8 9 10 PMT PMT PMT PMT PMT PMT PMT PMT PMT PMT VF =$ 100.000,00 PMT = VF FVF i ,n PMT =$ 3.852,28 PMT = 100.000,00 FVF 20% ,10= 100.000,00 25,9587
SAA com Fundo de Amortização
Métodos de Análise
Métodos de Análise
➢ Valor Presente Líquido (VPL):
➢ Fácil de entender, fácil de calcular.
➢ Depende do conhecimento prévio de uma taxa de
desconto.
➢ Taxa Interna de Retorno (TIR): ➢ Difícil de calcular.
➢ Não depende de uma taxa de desconto.
➢ Sensível ao ritmo de desembolso do projeto.
➢ Depende da reaplicação dos fluxos à mesma taxa.
Métodos de Análise
Métodos de Análise
➢ Índice de Lucratividade (IL):
➢ Relação entre o valor presente das receitas e o valor
presente dos desembolsos.
➢ Também conhecido como Return On Investment (ROI). ➢ Bastante usado em projetos de informática.
➢ Taxa de Rentabilidade (TR):
➢ Relação entre o Valor Presente Líquido e o valor presente
dos desembolsos.
Métodos de Análise
Métodos de Análise
➢ Pay Back
➢ Bastante usado, mas frequentemente de maneira errada. ➢ Índice intuitivo e fácil de entender.
➢ Possui grande apelo, especialmente junto aos donos do
Valor Presente Líquido - VPL
Valor Presente Líquido - VPL
➢
O VPL é o valor líquido de todas as
receitas e desembolsos de capital,
trazidos a valor presente por meio de
uma taxa de desconto.
VPL=−I o
∑
j =1 n FC j 1i j VPL=−Io FC1 1i FC2 1i 2... FCn 1i nEXEMPLO 14
EXEMPLO 14
Determine o VPL do fluxo de caixa abaixo,
para taxas de juros de 20% aa e 30% aa.
1 2 3 4
0
$ 750.000,00
EXEMPLO 14 - Solução
EXEMPLO 14 - Solução
a)i = 20% aa
VPL=−Io∑
j =1 n FC j 1i j VPL=−750.000[ 250.000 1,2 320.000 1,22 380.000 1,23 280.000 1,24 ] VPL=$ 35.493,82 VPL=−750.000785.493,82EXEMPLO 14 - Solução
EXEMPLO 14 - Solução
b)i = 30% aa
VPL=−I o∑
j =1 n FC j 1i j VPL=−750.000[ 250.000 1,3 320.000 1,32 380.000 1,33 280.000 1,34 ] VPL=$ 97.344,29 VPL=−750.000652.655,71EXEMPLO 14 - Solução
EXEMPLO 14 - Solução
A taxa de desconto para o qual o VPL é nulo é denominada Taxa Interna de Retorno - TIR.
5,00% 15,00% 25,00% 35,00% 45,00% 55,00% 65,00% -R$ 400.000,00 -R$ 350.000,00 -R$ 300.000,00 -R$ 250.000,00 -R$ 200.000,00 -R$ 150.000,00 -R$ 100.000,00 -R$ 50.000,00 R$ 0,00 R$ 50.000,00 R$ 100.000,00 R$ 150.000,00 R$ 200.000,00 R$ 250.000,00 R$ 300.000,00 R$ 350.000,00 VPL
Observações
Observações
➢
O método do VPL é frequentemente
denominado “Fluxo de Caixa Descontado”.
➢
Este método pode ser usado para analisar:
➢
Atratividade de investimentos.
➢
Viabilidade de empreendimentos.
➢
Valor de uma empresa para fins de venda
ou investimento.
Vantagens do VPL
Vantagens do VPL
➢
Fácil de calcular, mesmo com uma
calculadora de quatro operações (e com
muita paciência).
➢
Leva em consideração o valor do
dinheiro no tempo.
Desvantagens do VPL
Desvantagens do VPL
➢
Necessita o conhecimento prévio de
uma taxa de desconto.
➢
Não é uma medida muito intuitiva.
Sabemos que projetos com VPL
negativo não podem ser aceitos, mas o
que significa um projeto com VPL de $
120.000,00? O projeto é certamente bom,
mas quão bom?
Taxa Interna de Retorno - TIR
Taxa Interna de Retorno - TIR
➢ A TIR é a taxa de desconto que iguala, em
determinado momento do tempo, o valor presente das entradas e das saídas de caixa. Geralmente
adota-se a data de início de operação, o momento zero, como a data focal para comparação dos fluxos de caixa.
➢ A TIR pode ser considerada como a rentabilidade
média ponderada geometricamente, de acordo com o critério dos juros compostos.
EXEMPLO 15
EXEMPLO 15
Um projeto exige investimento de $ 80.000,000 e promete rendimentos de $ 21.000,00, $ 41.000,00, $ 46.000,00 e $ 31.000,00, respectivamente, ao final dos próximos quatro anos. Determine:
a) A TIR.
b)A rentabilidade total.
c)O Valor Futuro das receitas.
d)A relação entre o Valor Futuro das receitas e o Valor Presente do investimento inicial.
EXEMPLO 15 - Solução
EXEMPLO 15 - Solução
1 2 3 4 0 $ 80.000,00 $ 21.000,00 $ 41.000,00 $ 46.000,00 $ 31.000,00 −80.000,00[ 21.000,00 1i 41.000,00 1i 2 46.000,00 1i 3 31.000,00 1i 4 ]=0Resolvendo em uma planilha eletrônica ou calculadora financeira:
TIR=24,54% a.a.
EXEMPLO 15 - Solução
EXEMPLO 15 - Solução
Rentabilidade=1TIRn−1
c) Valor Futuro das receitas - VF(R):
Rentabilidade=140,55%
b) A Rentabilidade total nada mais é do que a TIR calculada para todas a vida útil do projeto:
Rentabilidade=1,24544−1=1,4055
VF R=
= 21.000∗1,2454341.000∗1,2454246.000∗1,245431.000
EXEMPLO 15 - Solução
EXEMPLO 15 - Solução
VF R VP I = 192.439,07 70.000 =2,4055Não por coincidência:
VF R=VP I ∗1TIR
d) Relação entre VP(I) e VF(R):
VF R
VP I =TIR1
➢ Assim, a TIR é também a taxa de juros que transforma o
investimento inicial na riqueza VF(R) ao final da vida útil. Mas esse valor futuro só existirá se todas as receitas forem
Conclusão
Conclusão
➢ Só se pode dizer que um projeto apresenta TIR de X%
se todos os fluxos de caixa do projeto forem
reaplicados, em uma outra aplicação, a uma taxa de juros igual à TIR do projeto.
➢ Mas por que um investidor investiria em um projeto se
existisse uma aplicação com a mesma rentabilidade?
➢ Isso mostra que o conceito da TIR é tecnicamente
confuso e de difícil aplicação, embora seja usado
rotineiramente, especialmente para vender o projeto.
EXEMPLO 16
EXEMPLO 16
Uma distribuidora decidiu instalar um novo
depósito de produtos acabados. Para isso, alugou um galpão por 15 anos, pagando anualmente $ 120.000,00, e comprometeu-se a realizar uma
reforma estimada em $ 300.000,00 após 5 anos. As reduções de custos de distribuição do produto
foram estimadas em $ 144.000,00 anuais. Faça uma análise do VPL para taxas de desconto variando de 0% a 50% aa.
EXEMPLO 16 - Solução
EXEMPLO 16 - Solução
Fluxo de Caixa (em mil $)
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% 40,00% 45,00% 50,00% -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 V P L (m il $)
Observações
Observações
• O fluxo de caixa anterior não é usual, pois a única saída líquida de capital ocorre no quarto ano.
• Quando isso acontece, ou quando há mais de uma inversão de capital, o VPL pode ter mais de uma raiz. Consequentemente, o projeto terá mais de uma TIR.
➢ No caso em questão, temos: ➢ TIR
1 = 8,43% aa.
➢ TIR
2 = 33,57% aa.
• Nesse caso, o uso da TIR é inviável. A MTIR resolveria o problema das raízes múltiplas, mas cairíamos de novo no problema de conhecer duas taxas e juros.
EXEMPLO 17
EXEMPLO 17
Dado o fluxo de caixa abaixo, determine o VPL e a TIR, para uma taxa de desconto de 12% aa.
EXEMPLO 17 - Respostas
EXEMPLO 17 - Respostas
➢
VPL = $ 55.194,28
TIR e ritmo de desembolso
TIR e ritmo de desembolso
➢ Considere as duas alternativas de investimento a
seguir, com taxa de desconto de 12 % aa.
➢ É fácil concluir que os VPLs
de ambas as alternativas são idênticos: $ 78.912,59.
➢ Contudo, as TIRs são
diferentes:
➢ TIR
1 = 28,65% aa
➢ TIR
2 = 32,99% aa
➢ Isso acontece porque a
TIR é sensível ao ritmo de desembolso do projeto.
TIR e ritmo de desembolso
TIR e ritmo de desembolso
VPL x TIR
VPL x TIR
➢
O VPL está associado ao conceito de
maximização da riqueza.
➢
A TIR está associada ao conceito de
maximização da lucratividade.
➢
Projetos com o mesmo VPL podem ter
Índice de Lucratividade
Índice de Lucratividade
➢
O IL é uma maneira um pouco diferente
de expressar o VPL. Em vez de ser uma
subtração, como o VPL, o IL é uma
divisão entre os valores presentes das
entradas e das saídas de capital:
IL= VP Receitas VP Desembolsos
Taxa de Rentabilidade - TR
Taxa de Rentabilidade - TR
➢
A TR é a a divisão entre o VPL e o valor
presente dos desembolsos de capital:
TR%= VPL
Tempo de Retorno
Tempo de Retorno
- Payback
- Payback
➢
O Tempo de Retorno do Capital, ou Payback,
mede o tempo que o projeto leva para pagar
o investimento inicial.
➢
A forma mais correta de calcular o Payback é
levando-se em conta o valor do dinheiro no
tempo. O método resultante é denominado
Paybak descontado.
➢
O Payback é aquele tempo para o qual o VPL
EXEMPLO 18
EXEMPLO 18
Para o fluxo abaixo, calcule o Payback descontado considerando taxa de desconto de 12% aa
EXEMPLO 18 -Solução
EXEMPLO 18 -Solução
● O VPL no primeiro ano é: VPL1=−100.00 15.000 10,12=−$86.607,00 ● No segundo ano: VPL2=−100.00 15.000 10,12 20.000 10,122=−$ 66.607 ● No terceiro ano: VPL3=−100.00 15.000 10,12 20.000 10,122 30.000 10,123=−$11.607EXEMPLO 18 -Solução
EXEMPLO 18 -Solução
➢ Desenhando-se o gráfico VPL=f(tempo), o Payback
resultando é aproximadamente 4,4 anos.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 -100.000 -75.000 -50.000 -25.000 0 25.000 50.000 75.000 100.000 125.000 150.000 175.000 200.000 225.000 Variação do VPL Acumulado Anos V P L A cu m u la d o ( $ )
Alternativa Única
Alternativa Única
➢
A seleção de um único projeto diz respeito à
viabilidade econômica do mesmo. Trata-se de
decidir se o projeto deve ser implementado ou
não.
➢
Na prática, não existe projeto com alternativa
única, pois sempre existe a opção de não se
fazer nada.
➢
Assim, a pergunta a ser feita é: devemos investir
no projeto ou deixar o dinheiro no banco?
Critérios de Seleção
Critérios de Seleção
➢
Os critérios para seleção de projetos de
alternativa única são:
➢ VPL: o projeto é aceito se VPL>0.
➢ TIR: o projeto é aceito se TIR>TMA. ➢ IL: o projeto é aceito se IL > 1.
➢
Os métodos do Payback e TR não
permitem conclusões sobre um projeto
de alternativa única.
Alternativas Múltiplas
Alternativas Múltiplas
➢
Os projetos de alternativas múltiplas se
dividem em dois tipos:
➢ Alternativas de mesma duração.
Alternativas de mesma duração
Alternativas de mesma duração
➢
Os métodos que podem ser usados para
se comparar duas os mais alternativas
de mesma duração de um projeto são:
➢ VPL, VAUE, Payback, IL e TR.
➢
A TIR não deve ser usada nesses casos,
pois, como já vimos, alternativas de
EXEMPLO 19
EXEMPLO 19
Uma empresa enfrenta sérios problemas de produtividade em uma determinada etapa de produção. Estudos técnicos evidenciaram duas alternativas para solucionar o problema, expostas abaixo. Supondo os investimentos concentrados na data zero, determine a alternativa mais viável.
EXEMPLO 19 - Solução
EXEMPLO 19 - Solução
Alternativa A
Receita Líquida=Receita Operacional−CustoOperacional−Custo de Manutenção Receita Líquida=27.500−12.500−2.000=$13.000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 $30.000,00 $13.000,00 $10.000,00 TIR=42,93% VPL=$ 53.093,62
EXEMPLO 19 - Solução
EXEMPLO 19 - Solução
Alternativa B
Receita Líquida=Receita Operacional−CustoOperacional−Custo de Manutenção Receita Líquida=38.500−19.800−2.600=$16.100 $50.000,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 $16.100,00 $ 20.000,00 TIR=31,46 % VPL=$ 54.862,93
EXEMPLO 19 - Solução
EXEMPLO 19 - Solução
➢ A alternativa B é mais atrativa, pois tem VPL maior,
quando calculado com TMA=12%aa.
➢ Contudo, para se fazer uma melhor avaliação da
atratividade das alternativas, deve-se fazer uma análise de sensibilidade, variando-se a TMA e calculando-se os VPLs.
➢ A análise de sensibilidade mostra que ambas as
alternativas são igualmente atrativas para TMA=13,6%aa.
EXEMPLO 19 - Solução
EXEMPLO 19 - Solução
8,0% 10,0% 12,0% 14,0% 16,0% 18,0% 20,0% 22,0% 24,0% 26,0% 28,0% 30,0% 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 Análise de Sensibilidade VPL (A) VPL (B) TMA (%)Durações diferentes
Durações diferentes
➢ Quando as alternativas em análise têm durações (vidas
úteis) diferentes, não podemos fazer a comparação dos VPLs, ILs, etc, diretamente, pois isto violaria o princípio da equivalência dos capitais.
➢ Nesse caso, um método que pode ser usado consiste em
repetir os fluxos de caixa das alternativas, de maneira que as durações resultantes coincidam;
➢ Por exemplo, se a alternativa A tem duração m, e a
alternativa B tem duração n, as alternativas resultantes deverão ter duração mxn.
EXEMPLO 20
EXEMPLO 20
Uma fábrica está precisando de um novo grupo motor-gerador e está em dúvida entre as marcas
General Failure e La Bomba. Os custos de operação e manutenção são iguais, de modo que as
econominas geradas pelas duas alternativas são idênticas. A única diferença é que o gerador da
General Failure dura o dobro e custa o dobro. Sabendo que o valor residual de ambas as
alternativas é desprezível, apresente uma solução para a tomada de decisão.
EXEMPLO 20 - Solução
EXEMPLO 20 - Solução
Alternativa A: General Failure
I A=2x n E VPLA=−2xE∗FVP i , n VPLA=−2xE∗1−1i −n i
EXEMPLO 20 - Solução
EXEMPLO 20 - Solução
Alternativa B: La Bomba I B=x n EVPLB=−x−x∗FAC i , n/ 2E∗FVP i , n
VPLB=−x− x 1i n/2E∗ 1−1i−n i n 2 I B=x
EXEMPLO 20 - Solução
EXEMPLO 20 - Solução
VPLA=−2xE∗1−1i −n i VPLB=−x− x 1i n/2E∗ 1−1i−n i VPLB−VPLA=−x− x 1i n/22x VPLB−VPLA=x− x 1in/2=x∗ 1i n/2−1 1in/2 VPLB−VPLA0 VPLBVPLAÉ melhor investir no gerador que custa a metade e dura a metade, independente da taxa de desconto.
EXEMPLO 20
EXEMPLO 20
Para taxa de juros de 12% aa, determine qual
das alternativas abaixo é melhor.
Tipos de Impostos
Tipos de Impostos
➢ A maioria dos impostos empresariais pode ser
classificada em um dos seguintes grupos:
➢ Impostos do tipo custo fixo, que são pagos uma
única vez ou periodicamente (IPTU, IPVA, etc).
➢ Impostos do tipo custo variável, que incidem
sobre o faturamento (IPI, ICMS, ISS).
➢ Impostos que incidem sobre o lucro líquido (IRPJ
e CSLL, no caso de empresas que optaram pelo regime de lucro real).
Regimes tributários
Regimes tributários
➢ Tributação pelo lucro presumido: Nesse regime, o IRPJ
e a CSLL são calculadas presumindo-se lucro trimestral de 12% ou 32%, conforme o caso. Regime recomendado para empresas que tenham poucas despesas, como é o caso das prestadoras de serviços.
➢ Tributação pelo lucro real. Nesse tipo de regime, o
IRPJ e a CSLL são calculados mensalmente, incidindo sobre o lucro líquido efetivamente apurado.
Recomendada para empresas que possam abater muitas despesas do lucro bruto.
Obrigatoriedade do Lucro Real
Obrigatoriedade do Lucro Real
➢ As empresas obrigadas a recolher impostos pelo lucro real são aquelas
que:
➢ tiveram faturamento total, no ano-calendário anterior, acima de R$
48 milhões.
➢ exercem atividades de bancos comerciais, bancos de investimentos,
bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito
imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de
seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;
Alíquotas
Alíquotas
➢
IRPJ:
➢ 15% sobre o lucro líquido ou presumido.
➢ Adicional de 10% sobre a parcela mensal do
lucro superior a R$ 20.000,00.
➢
CSLL:
➢ Até 30/4/1999: 8% ➢ Até 31/1/2000: 12%
Base de cálculo – lucro presumido
Base de cálculo – lucro presumido
➢ IRPJ:➢ Revenda de combustíveis para consumo: 1,6%
➢ Comércio e indústria: 8%
➢ Serviços hospitalares e de transporte de carga: 8%
➢ Outros serviços de transporte: 16%
➢ Serviços em geral: 32%
➢ CSLL:
➢ Comércio, indústria, serviços hospitalares e transporte:
12%
Base de cálculo – lucro real
Base de cálculo – lucro real
Lei 9249/1995
➢ Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da
contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas as seguintes
deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei nº 4.506, de 30 de novembro de 1964:
➢ I ... ➢ II ...
➢ III - de despesas de depreciação, amortização, manutenção, reparo,
conservação, impostos, taxas, seguros e quaisquer outros gastos com bens móveis ou imóveis, exceto se intrinsecamente relacionados
Lucro tributável
Lucro tributável
➢ Além da depreciação, as seguintes deduções são
permitidas:
➢ Imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que
integrarem a base de cálculo.
➢ Saldo negativo do IRPJ de trimestres anteriores. ➢ Créditos, inclusive os judiciais com trânsito em
julgado, relativos aos tributos e contribuições administrados pela Receita Federal, objeto de declaração de compensação.
EXEMPLO 21
EXEMPLO 21
Um determinado projeto de uma
empresa apresenta lucro tributável de $
30 mil mensais. Determine o valor do
lucro após o pagamento do IRPJ e da
CSLL.
EXEMPLO 21 - Solução
EXEMPLO 21 - Solução
a) IRPJ b) CSLL IRPJ 1=30.000∗0,15=$ 4.500,00 IRPJ 2=30.000−20.000∗0,10=$ 1.000,00IRPJ =IRPJ 1IRPJ 2=$ 5.500,00
CSLL=0,12∗30.000=$ 3.600
c) Lucro Líquido
LL=LT − IRPJ −CSLL=30.000−5.500−3600
● A depreciação só é dedutível a partir da época em que o
bem é instalado, posto em serviço ou em condições de produzir.
● A dedução somente será permitida para bens relacionados
com a produção ou comercialização dos bens e serviços.
● O valor das edificações deve estar destacado do custo de
aquisição doterreno, admitindo-se o destaque baseado em laudo pericial.
● Não será admitida a depreciação de terrenos, prédios ou
construções não alugados nem utilizados na produção ou destinados à revenda.
Aspectos legais - 1
Aspectos legais - 1
● Obras de arte ou antiguidades não poderão ser depreciadas. ● A quota de depreciação será determinada pela aplicação da
taxa anual de depreciação, que será fixada em função do prazo que se espera utilização econômica do bem pelo contribuinte, publicado periodicamente pela SRF.
● Os bens depreciáveis da atividade rural poderão ser
depreciados integralmente no próprio ano de aquisição.
● Despesas com Pesquisas serão consideradas Despesas
Operacionais, exceto os investimentos em terrenos e equipamentos para estas pesquisas.
● Para bens usados a taxa de depreciação será fixada tendo em
vista o maior dos seguintes prazos:
a) Metade da vida útil admissível para o bem novo ou
b) Restante da vida útil, considerada em relação à primeira
Aspectos legais - 2
Aspectos legais - 2
➢ Os métodos de depreciação mais comuns são: ➢ Depreciação linear;
➢ Exponencial;
➢ Soma dos dígitos; ➢ Máquina-hora.
➢ No caso da depreciação contábil, ou legal, apenas
o método linear é utilizado pelas empresas brasileiras.
Métodos de depreciação
Métodos de depreciação
Depreciação linear
Depreciação linear
➢Sendo
➢ r = 1/n - o fator de depreciação; ➢ n – o prazo de depreciação; ➢ P – o preço de compra; ➢ VR – o valor residual;➢ D – depreciação contábil anual.
teremos:
D= P−VREXEMPLO 22
EXEMPLO 22
Um determinado ativo foi adquirido
por $ 50.000,00. O valor residual é
estimado em 20% do valor de aquisição
e a vida útil é estimada em 8 anos.
Calcule a parcela anual de depreciação
linear e a correspondente taxa linear de
depreciação.
EXEMPLO 22 - Solução
EXEMPLO 22 - Solução
D=$ 5.000,00 VR=0,20∗50.000=$ 10.000,00 D=50.000−10.000 8 r= 1 n= 1 8 =0,125 r=12,5 %Depreciação real
Depreciação real
➢ A depreciação contábil não é um desembolso, não é
saída de caixa, mas é uma despesa anual,
correspondendo à perda de valor de um bem e diminuindo o lucro tributável.
➢ A depreciação real corresponde ao desgaste do bem
ao longo da vida útil, e pode ser igual ou não à depreciação contábil.
➢ Em geral, os bens são totalmente depreciados do
ponto de vista contábil, embora possam ter algum valor residual ao fim da vida útil.
Deprec. Real x Deprec. Contábil
Deprec. Real x Deprec. Contábil
Valor (%) Anos Depreciação contábil Depreciação real 100 50 5 2 4 6 8 10 12 14 Valor Residual
EXEMPLO 23
EXEMPLO 23
Uma empresa investiu $ 10.000,00 em um
novo equipamento e terá lucros, antes da
depreciação e dos impostos, de $ 3.000,00
durante cinco anos. Após este período, o
equipamento será vendido por $ 4.000,00.
Considerando que a depreciação contábil é
de 10% aa, e que a taxa de desconto é de 12%
aa, calcule o Valor Presente antes e depois
EXEMPLO 23 - Solução
EXEMPLO 23 - Solução
a) Depreciação
D= P∗r=10.000∗0,10=1.000,00
b) Diferença contábil
➢ Ao final da vida útil, o valor contábil será 10.000 – 5*1.000 =
$5.000. Como o valor de revenda é apenas $4.000, haverá uma perda contábil de $1.000, que pode ser deduzida do lucro
tributável.
➢ Caso houvesse lucro contábil, este deveria ser somado ao
EXEMPLO 23 - Solução
EXEMPLO 23 - Solução
FDI =FAI − IRPJ −CSLL LT = FAI −D− DC
VPLantes=$ 3.084,04 VPLdepois=$ 1.489,93
EXEMPLO 24
EXEMPLO 24
Um grupo motor-gerador a diesel de 450 kVA apresenta as seguintes características:
➢ Preço de aquisição: US$ 65.000,00 (incluindo IPI, frete e startup) ➢ Consumo de combustível: 280 litros por MWh
➢ Custos de manutenção: US$ 10/MWh ➢ Custos com lubrificantes: US$ 1,5/MWh
O fator de potência médio do gerador é 0,95 e o gerador será usado com 90% de sua capacidade. Considerando ainda que a taxa de câmbio seja US$ 1,00 = R$ 2,50, que o preço do diesel seja R$ 1,50/litro, que a vida útil do gerador seja 15 anos, que 70% do custo do gerador seja financiado pelo SAF em 5 anos e taxa de juros de 15% aa, e que o custo do capital próprio da empresa seja 10% aa, determine:
a) VPL e o VAUE do equipamento, com e sem financiamento. b) O custo efetivo em R$/MWh, com e sem financiamento.
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Energia Gerada
EG=300,105 MWh Potência Ativa Gerada =
Potência Instalada * Fator de Potência * Fator de Capacidade Potência Ativa Gerada=PAG=450∗0,9∗0,92=384,75 kW
Energia Gerada= EG=PAG∗n° horas anuais EG=384,75∗65 horas * 12 meses=300.105 kWh
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Custos de Operação e Manutenção
O&M =R $ 134.672,12/ano Custo do Combustível = CC=280 litros/MWh∗R$ 1,50/litros∗300,105 MWh= R$ 126.044,10 Custo de Manutenção = CM =US$ 10/MWh∗R$ 2,50/US$∗300,105 MWh=R $ 7.502,63 Custo do Lubrificante = CL=US$ 1,5/MWh∗R$ 2,50/US$∗300,105 MWh=R $ 1.125,39 Custos de O&M = O&M =CCCM CL
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Fluxo de Caixa Livre
VPL=162.500134.672,12
1,1 +
...134.672,12
1,115 =$ 1.186.826,84
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Custo de Geração - CG VAUE=VPL∗ i 1−1i−n VAUE=1.186.826,84∗ 0,1 1−1,1−15 CG= R $ 156.036,61 300,105 MWh VAUE=$ 156.036,61 CG=R $ 519,94/ MWh CG= VAUE Geração AnualEXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Financiamento PMT = P∗ i 1−1i−n Jt=SDt−1∗i At=PMT − Jt SDt=PMT ∗1−1i −n−t iEXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Observações
➢ O capital próprio, correspondente a 30% do investimento total, é
alocado na data zero.
➢ O capital de terceiros é recebido do banco e imediatamente
investido. Logo, não há fluxo de capital de terceiros na data zero.
➢ O capital de terceiros entra unicamente por meio das prestações. ➢ Da maneira como está, não há como saber o lucro que o projeto
EXEMPLO 24 - Solução
EXEMPLO 24 - Solução
Custo de Geração - CG VAUE=1.014.949,56∗ 0,135 1−1,135−15 CG= R $ 161.130,57 300,105 MWh VAUE=$ 161.130,57 CG=R $ 536,914/ MWh VPL=48,750168.605,51 1,135 ... 134.672,12 1,13515 VPL=$ 1.014.949,56 CMPC=0,3∗CCP0,7∗CCT =0,3∗0,100,7∗0,15=0,135EXEMPLO 25
EXEMPLO 25
Uma empresa de alimentos comprou o gerador do exercício anterior para ser usado no horário de ponta. Estima-se ainda que:
a) A mercadoria produzida no horário de ponta poderá ser vendida por um valor anual de R$ 1.000.000,00.
b)Os custos anuais da mercadoria produzida no horário de ponta, excetuando-se os custos com energia elétrica, são de R$ 800.000,00.
Sabendo-se ainda que o IRPJ é de 30% e que o gerador é
totalmente depreciado até o fim da vida útil, determine o VPL e a TIR com e sem financiamento.
EXEMPLO 25 - Solução
EXEMPLO 25 - Solução
Depreciação= Investimento Vida Útil = 162.500 15 =R$ 10.833,33 Lucro Líquido=Valor de Venda−Custo da Energia−Outros Custos−Depreciação Lucro Líquido=1.000.000−134.672,12−800.000−10.833,33
Lucro Líquido=R $ 54.494,55
IRPJ =0,3∗Lucro Líquido=0,3∗54.494,55=R$ 16.348,36 Fluxo de Caixa=Lucro Líquido− IRPJ Depreciação
EXEMPLO 25 - Solução
EXEMPLO 25 - Solução
VPL=R$ 210.042,10
Fluxo de Caixa Livre
EXEMPLO 25 - Solução
EXEMPLO 25 - Solução
Fluxo de Caixa com Financiamento
Lucro Líquido =
Valor de Venda−Custo da Energia−Outros Custos
-−Depreciação− Amortização− Juros
IRPJ =0,3∗Lucro Líquido