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PROJETO DE INTERVENÇÃO

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Academic year: 2021

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CANDIDATURA A DIRETOR

PROJETO DE INTERVENÇÃO

(2013-2017)

Pedro Paulo da Costa Cerqueira

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“As organizações, tal como os organismos vivos, têm os seus ciclos de vida; passam pelas lutas e dificuldades normais que acompanham cada uma das etapas dos ciclos de vida organizativos, e enfrentam problemas de transição durante a sua passagem à etapa de desenvolvimento seguinte (…) Ou aprendem a enfrentar sozinhas estes problemas, ou desenvolverão doenças que irão dificultar o seu crescimento”.

(ADIZES, I. Gerenciando as Mudanças. Pioneira - SãoPaulo,1993) .

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ÍNDICE

1. Introdução ... 4

2. Missão ... 4

3. Visão ... 4

4. Identificação de problemas ... 5

5. Definição de Metas e das grandes linhas de orientação da ação ... 6

6. Plano estratégico a realizar no mandato... 7

6.1. Objetivos estratégicos ... 7

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1. Introdução

Dando cumprimento ao disposto na alínea b) do nº3, do Aviso nº5168/2013, publicado no Diário da República, 2ª série, nº75, de 17 de abril, e ainda no cumprimento da alínea b) do nº1 do artigo 5º do Regulamento para o processo concursal de eleição do Diretor do Agrupamento de Escolas de Amares e dos n.º1 e n.º3 do artº 22º-A do Regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos da Educação Pré-escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei nº137/2012 de 4 de Maio, apresenta-se o presente “Projecto de Intervenção” para o período de 2013 a 2017, no âmbito da candidatura a Diretor do Agrupamento de Escolas de Amares.

Neste documento começo por definir a missão e a visão que defendo para o Agrupamento de Escolas de Amares, seguindo-se a identificação de problemas, a definição de metas e grandes linhas de orientação da ação. A finalizar, é explicitado o plano estratégico, com a definição dos objetivos estratégicos e as ações a desenvolver no mandato.

2. Missão

Prestar um serviço educativo de qualidade, contribuindo para a formação de cidadãos civicamente responsáveis e ativos numa sociedade democrática e respeitadores dos valores da tolerância, da convivência, do respeito, da justiça, do diálogo e da solidariedade entre todos, numa Escola reconhecida pelo seu humanismo e por elevados padrões de exigência e responsabilidade.

3. Visão

Ser uma instituição de ensino caracterizada pela qualidade do serviço educativo que presta, pelo sucesso escolar e profissional dos seus alunos, pelo rigor e disciplina, pela qualidade do seu ambiente interno, pela diversidade e qualidade das suas atividades e projetos, pela capacidade de mobilização e envolvimento da comunidade educativa e pelo elevado grau de satisfação das famílias.

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4. Identificação de problemas

O Agrupamento de Escolas de Amares é frequentado por cerca de 2700 alunos distribuídos pelos ensinos Pré-escolar, 1º. Ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo, curso CEF, cursos científico-humanísticos e cursos profissionais do ensino secundário. Para além disso, temos no agrupamento um número apreciável de alunos com Necessidades Educativas Especiais, muitos deles com currículo escolar próprio. Trata-se pois de uma instituição que desenvolve a sua ação em várias frentes, tendo sempre como objetivo o serviço público de qualidade à população do concelho de Amares. Esta variedade de campos de ação traz consigo também mais e diferentes problemas para resolver a diversos níveis.

Ao nível do sucesso académico, têm-se assistido à melhoria dos resultados gerais nos exames nacionais do ensino secundário dos últimos anos, com particular ênfase no ano transacto em que as médias atingiram o dez em quase todas as disciplinas, tendo superado as médias nacionais em algumas delas. Apesar destes resultados recentes, o padrão dos últimos anos aponta para resultados abaixo dos nacionais na maioria das disciplinas. Por outro lado, os resultados nos exames nacionais do 2.º e 3.º ciclos dos alunos das escolas do agrupamento têm, geralmente, ficado abaixo dos resultados nacionais tanto em Português como em Matemática.

A questão da disciplina e o interesse dos alunos pelo estudo/trabalho, envolvimento dos pais e o absentismo dos alunos têm sido outras questões que têm merecido atenção por parte dos intervenientes na educação e formação das nossas crianças e jovens.

Apesar da participação dos pais e encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos ter registado uma melhoria nos últimos anos, nomeadamente no ensino secundário, ainda não está ao nível que seria desejável.

Os processos de autoavaliação das escolas agregadas, apesar de estarem a ser desenvolvidos, ainda necessitam de consolidação, sistematização e envolvimento da comunidade educativa para que constitua um mecanismo de melhoria constante das atividades, práticas e serviços prestados pelo Agrupamento.

Ainda no plano dos processos pedagógicos, há registar a necessidade de um maior envolvimento dos docentes nos processos de articulação pedagógica entre ciclos e entre níveis de escolaridade.

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No que concerne às instalações e equipamentos são notórias carências nas escolas EB2,3 e Secundária. Estas escolas, construídas há mais de duas décadas e meia, não foram até hoje objeto de qualquer intervenção de fundo. Apesar da EB2,3 ser um pouco mais recente, apresenta-se bastante deteriorada, necessitando urgentemente de intervenção, principalmente nos blocos de aula. O pavilhão gimnodesportivo da escola secundária tem sido o principal espaço apontado como mais necessitado de intervenção, principalmente na sua cobertura de fibrocimento. De igual forma, as condições da portaria da escola secundária têm sido apontadas constantemente como pouco ajustadas pelos pais e encarregados de educação, assim como, pelos funcionários que lá exercem funções. Para além disso, e Outras grandes carências, ao nível das infra-estruturas, são os laboratórios de Biologia e Geologia, gabinetes para os professores trabalharem e casa de banho junto à sala de professores da escola secundária.

5. Definição de Metas e das grandes linhas de orientação da ação

Um ano após a agregação do agrupamento com a escola secundária, a minha primeira meta será a de contribuir para a construção de uma identidade própria da nova unidade orgânica. Pretendo uma escola de qualidade para todos e com todos, uma instituição que seja capaz de aproveitar e disseminar as boas práticas desenvolvidas pelos profissionais das suas escolas. Pretendo uma escola que se configure como uma organização motora do desenvolvimento pessoal, social e cívico dos alunos que a frequentam e de realização dos profissionais envolvidos. Pretendo afirmar o lado humanista desta organização com o enfoque no aluno e na sua educação e formação.

Entendo que é necessário que a escola não se afaste do contexto social, cultural e económico da região onde está inserida, contribuindo mesmo, na medida do possível, para a formação e dinamização do tecido comercial/ industrial da região. Neste sentido, é fundamental que as escolas sejam capazes de enriquecer a sua relação com a comunidade, em especial com os dois principais parceiros, a Associação de Pais e a Câmara Municipal.

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Apesar deste modelo de gestão estar mais centrada numa pessoa, pretendo que a gestão da mesma continue a funcionar numa base participada, aberta aos contributos dos alunos, professores, pessoal não docente, pais e outros elementos da comunidade educativa.

Almejo uma instituição com constante preocupação no serviço de qualidade, capaz de se auto-avaliar e regular, de reconhecer e trabalhar na resolução dos seus problemas e valorizar as suas qualidades e boas práticas.

Tendo presente estas grandes linhas de orientação da ação, as metas a que me proponho neste mandato são:

- Afirmar a qualidade do serviço educativo prestado pelas escolas do Agrupamento;

- Aumentar as taxas de sucesso escolar;

- Reduzir a taxa de abandono escolar para valores próximos do zero; - Melhorar os resultados dos alunos nos exames nacionais;

- Fomentar a educação para a cidadania;

- Incrementar o trabalho colaborativo com as entidades parceiras, em especial a Associação de Pais e a Câmara Municipal.

6. Plano estratégico a realizar no mandato

Tendo em atenção a identificação das situações problemáticas, as metas e as grandes linhas de orientação da ação, o plano estratégico do mandato desenvolve-se em torno dos seguintes objetivos estratégicos:

6.1. Objetivos estratégicos

1 – Desenvolver uma identidade e imagem próprias do Agrupamento;

2 - Melhorar o sucesso escolar dos alunos quer ao nível interno quer ao nível externo;

3 - Erradicar o abandono escolar;

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6 – Desenvolver e enriquecer as relações escola/meio;

7 – Melhorar as condições físicas das escolas EB2,3 e Secundária.

6.2. Ações a desenvolver

Para a consecução dos objetivos enunciados proponho-me desenvolver/implementar as seguintes ações no quadriénio 2013-2017:

Objetivo estratégico 1: Desenvolver uma identidade e imagem próprias do

Agrupamento. Ações:

- Criação de um único site para o Agrupamento; - Criação do logótipo do Agrupamento;

- Integração de docentes de mais do que uma escola e ciclo nas diversas equipas de trabalho;

- Promoção de eventos que propiciem momentos de convívio entre docentes;

- Promoção de atividades e projetos que envolvam docentes e alunos de mais do que uma escola;

- Desenvolvimento de ações de dinamização cultural e incentivo de intercâmbios e parcerias que projetem o agrupamento a nível local, regional, nacional e internacional;

- Estimular acções de intervenção social na comunidade envolvente;

- Avaliar, de forma contínua e sistemática o agrupamento, na perspetiva da melhoria da qualidade do serviço educativo;

- Desenvolvimento de mecanismos de acompanhamento e integração dos professores colocados pela primeira vez no Agrupamento.

Objetivo estratégico 2: Melhorar o sucesso escolar dos alunos quer ao nível interno quer ao nível externo

Ações:

- Promoção do reconhecimento do mérito dos alunos, incentivando-os para o estudo/trabalho;

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- Realização de cerimónias públicas de entrega de diplomas e prémios de mérito;

- Disponibilização de apoios educativos para colmatar dificuldades não supridas na sala de aula;

- Criação de equipas educativas e candidatura a projetos facilitadores do sucesso educativo como turma mais ou projeto Fénix;

- Fomentar os mecanismos de articulação curricular entre os diversos grupos dos departamentos, entre departamentos e entre níveis de ensino; - Incentivar a permanente formação e qualificação dos profissionais desta

instituição através da formação contínua, com o intuito da prestação de um melhor serviço aos utentes;

- Constituição de turmas o mais pequenas possível;

- Promover a articulação pedagógica entre ciclos de forma a favorecer o percurso sequencial e consistente do processo educativo;

- Melhorar o trabalho cooperativo entre os docentes, promovendo a partilha e divulgação de boas práticas;

- Definição de um plano formal de formação continua de professores e pessoal não docente afeto ao ministério da educação e ciência;

- Assegurar o acompanhamento dos alunos mais problemáticos pelos Serviços de Psicologia e Orientação.

- Diversificação dos recursos educativos e melhoria das condições de estudo e trabalho.

Objetivo estratégico 3: Erradicar o abandono escolar Ações:

- Fomentar a diversidade da oferta formativa, atendendo à realidade comercial e industrial do concelho, aos interesses dos alunos e aos recursos humanos e físicos disponíveis;

- Melhorar as condições físicas das escolas;

- Assegurar o funcionamento contínuo das Bibliotecas Escolares da EB2,3 e da Secundária, patrocinando a atualização do seu acervo bibliográfico;

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Objetivo estratégico 4: Fomentar nos alunos uma cultura de cidadania Ações:

- Criação da disciplina de Formação Cívica no 2.º e 3.º ciclos, desde que sejam facultadas as condições necessárias de crédito horário ao Agrupamento;

- Incentivar e valorizar campanhas de educação cívica, ambiental e de promoção dos valores da solidariedade e da responsabilidade;

- Uniformização dos critérios de atuação por parte do pessoal docente e não docente;

- Envolvimento e responsabilização dos pais e encarregados de educação; - Fomentar a socialização, educação cívica e ocupação dos tempos livres dos

alunos pela participação em projetos e atividades culturais, artísticas e desportivas;

- Reforçar o combate à indisciplina, proporcionando a integração dos alunos.

Objetivo estratégico 5: ambiente de segurança e bem-estar nos espaços escolares Ações:

- Assegurar o controlo de entradas e saídas das escolas;

- Incrementar o controlo e vigilância dos espaços escolares durante os intervalos;

- Mobilizar as forças policiais em ações dissuasoras e preventivas de comportamentos ilícitos.

Objetivo estratégico 6: Desenvolver e enriquecer as relações de parceria escola/meio Ações:

- Enriquecer as ações de parceria com a Associação de Pais, Associação de Estudantes e Câmara Municipal;

- Desenvolver ações de envolvimento dos pais, fazendo com que venham mais vezes à escola por bons motivos;

- Estabelecer parcerias e protocolos com as principais instituições do concelho, de interesse para o desenvolvimento das atividades das escolas e por forma a enriquecer a interação com o meio;

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- Valorização do trabalho e atividades da Associação de Pais e Associação de Estudantes numa perspetiva de colaboração mútua;

- Melhorar os canais de comunicação com os pais

- Desenvolvimento das ações que nos forem permitidas no sentido de proporcionar oportunidades de escolarização e formação à população adulta da região, em especial do concelho.

Objetivo estratégico 7: melhorar as condições físicas das escolas EB2,3 e Secundária Ações:

- Sensibilização das autoridades competentes para a necessidade urgente de obras de requalificação da Escola Secundária e, principalmente, da EB 2,3 de Amares.

- Melhoria dos espaços destinados ao trabalho dos docentes da EB2,3 e da Escola Secundária;

- Continuar processo de modernização tecnológica das escolas EB2,3 e Secundária ao nível da gestão de alunos e pessoal, facilitando os procedimentos burocráticos e potenciando os equipamentos e software existentes;

- Requalificação da portaria da Escola Secundária, adaptando-a a um eficaz controlo das entradas e saídas dos alunos e assegurando melhores condições de trabalho dos funcionários ao serviço neste local.

Amares, 02 de maio de 2013

O Candidato,

Referências

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