Escola Secundária
José Afonso
L
OURES
Avaliação Externa das Escolas
Relatório de escola
I – INTRODUÇÃO
A Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a auto-avaliação e para a avaliação externa.
Após a realização de uma fase-piloto, da responsabilidade de um Grupo de Trabalho (Despacho Conjunto n.º 370/2006, de 3 de Maio), a Senhora Ministra da Educação incumbiu a Inspecção-Geral da Educação (IGE) de acolher e dar continuidade ao programa nacional de avaliação externa das escolas. Neste sentido, apoiando-se no modelo construído e na experiência adquirida durante a fase-piloto, a IGE está a desenvolver esta actividade, entretanto consignada como sua competência no Decreto Regulamentar n.º 81-B/2007, de 31 de Julho.
O presente relatório expressa os resultados da avaliação externa da
Escola Secundária José Afonso – Loures, realizada pela equipa de avaliação, na sequência da visita efectuada nos dias 11 e 14 de Dezembro de 2009.
Os capítulos do relatório – Caracterização da Escola, Conclusões da
Avaliação por Domínio, Avaliação por Factor e Considerações Finais –
decorrem da análise dos documentos fundamentais da Escola, da sua apresentação e da realização de entrevistas em painel.
Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de melhoria para a Escola, constituindo este relatório um instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere. A equipa de avaliação externa congratula-se com a atitude de colaboração demonstrada pelas pessoas com quem interagiu na preparação e no decurso da avaliação.
ESCALA DE AVALIAÇÃO
Níveis de classificação dos cinco domínios
MUITO BOM – Predominam os pontos fortes, evidenciando uma regulação sistemática, com base em procedimentos explícitos, generalizados e eficazes. Apesar de alguns aspectos menos conseguidos, a organização mobiliza-se para o aperfeiçoa-mento contínuo e a sua acção tem proporcionado um impacto muito forte na melhoria dos resultados dos alunos.
BOM – A escola revela bastantes pontos fortes decorrentes de uma acção intencional e frequente, com base em procedimentos explícitos e eficazes. As actuações positivas são a norma, mas decorrem muitas vezes do empenho e da iniciativa indi-viduais. As acções desenvolvidas têm proporcionado um impacto forte na melhoria dos resultados dos alunos.
SUFICIENTE –Os pontos fortes e os pontos fracos equilibram-se, revelando uma acção com alguns aspectos positivos, mas pouco explícita e sistemática. As acções de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo do tempo e envolvem áreas limitadas da escola. No entanto, essas acções têm um impacto positivo na melhoria dos resultados dos alunos.
INSUFICIENTE – Os pontos fracos sobrepõem-se aos pontos fortes. A escola não demonstra uma prática coerente e não desenvolve suficientes acções positivas e coesas. A capacidade interna de melhoria é reduzida, podendo existir alguns aspectos positivos, mas pouco relevantes para o desempenho global. As acções desenvolvidas têm proporcionado um impacto limitado na melhoria dos resultados dos alunos. O texto integral deste relatório, bem como o contraditório
apresentado pela Escola, estão disponíveis no sítio da IGE na área
II – CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
A Escola Secundária José Afonso, situada no centro da cidade de Loures, foi a primeira escola secundária do concelho e iniciou a sua actividade em Outubro de 1975 nas instalações do então Colégio Secundário de Loures, onde, ainda hoje, se mantém.
No corrente ano lectivo, acolhe 1260 alunos do ensino diurno e nocturno. Frequentam o ensino diurno 816 alunos em 26 turmas dos cursos científico-humanísticos (688) e 8 turmas dos cursos profissionais de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Técnico de Secretariado e Técnico de Artes Gráficas (128). O ensino nocturno acolhe 444 adultos que frequentam os cursos da iniciativa Novas Oportunidades: cursos de educação e formação de adultos de nível básico e secundário de dupla certificação, módulos de cursos científico--humanísticos e tecnológicos, formação modular e curso de Português para Todos.
Beneficiam de auxílios económicos, no âmbito da Acção Social Escolar, 23% dos alunos, sendo que 10,5% pertencem ao escalão A e 12,5% ao escalão B. Foram, ainda, atribuídas bolsas de mérito a 22 alunos.
Existe alguma diversidade linguística e cultural entre os alunos, já que 13,3% são provenientes de países estrangeiros: 9% de países africanos de língua oficial portuguesa, 2% do Brasil, 2% de diversos países europeus e 0,3% dos continentes americano e asiático. No nível socioeconómico e cultural das famílias dos alunos predominam os estratos sociais médio-baixo e baixo.
O corpo docente é constituído por 135 docentes, 84,4% pertencentes aos quadros e 15,6% contratados. A Escola dispõe ainda de 7 técnicos especializados, contratados no âmbito dos cursos da iniciativa Novas Oportunidades. Quanto ao pessoal não docente, no total de 35 trabalhadores, 9 são assistentes técnicos, 24 assistentes operacionais e 2 elementos colocados ao abrigo do Programa Operacional do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
III – CONCLUSÕES DA AVALIAÇÃO POR DOMÍNIO
1. Resultados
SUFICIENTE
No último triénio as taxas globais de transição/conclusão, nos cursos científico-humanísticos, têm evoluído progressivamente, continuando, no entanto, a situar-se abaixo das taxas de referência nacional. No que respeita às classificações nos exames nacionais, constata-se que o desempenho dos alunos tem registado oscilações verificando-se, contudo, que, em 2009, os resultados das disciplinas de Matemática, História e Desenho A apresentaram valores superiores às médias nacionais. Nos cursos profissionais registaram-se elevadas taxas de insucesso, assim como no ensino nocturno. Como a Escola não tem uma prática intencional e sistemática de análise dos resultados, verifica-se alguma dificuldade na identificação dos elementos determinantes dos casos de sucesso e insucesso.
Os alunos identificam-se com a Escola, mostrando-se satisfeitos com o serviço educativo prestado. Apesar de estarem representados nos órgãos de administração e gestão não existem evidências da sua participação efectiva na concepção do Projecto Educativo, do Plano Anual de Actividades e do Regulamento Interno. A comunidade educativa tem uma percepção positiva relativamente ao comportamento dos alunos e ao ambiente educativo em geral, reconhecendo o comportamento disciplinado e o ambiente calmo e tranquilo propício às actividades de ensino e aprendizagem.
A Escola não promove iniciativas destinadas a valorizar os progressos dos alunos ao nível das atitudes e dos valores, embora o seu o Regulamento Interno preveja a atribuição de prémios de mérito e excelência.
2. Prestação do serviço educativo
SUFICIENTE
A organização das estruturas de coordenação e supervisão pedagógica, centrada apenas nos grupos de recrutamento, inviabiliza a articulação intra e interdepartamental e compromete a interdisciplinaridade nas actividades propostas no Plano Anual de Actividades. Apenas um número muito restrito de grupos de recrutamento apresenta práticas de trabalho cooperativo, com produção de materiais e recursos didáctico--pedagógicos, com calibragem de instrumentos de avaliação e com partilha de práticas científico-pedagógicas.
Não são estabelecidas metas mensuráveis quer pelos departamentos curriculares quer pelos grupos de recrutamento.
A análise comparada dos resultados dos alunos na mesma disciplina/ano de escolaridade, pelas diferentes estruturas de coordenação e supervisão pedagógica, e a redefinição de estratégias em função dos resultados obtidos não constituem uma prática abrangente e sistemática. A Escola oferece alguma variedade de projectos e actividades de âmbito experimental, desportivo, cultural e social, que visam, no seu conjunto, a formação integral dos alunos. Proporciona, também, acompanhamento específico e apoios que abrangem os alunos com necessidades educativas especiais e os que apresentam problemas de insucesso, contudo não monitoriza a eficácia dos apoios pedagógicos e também não utiliza os resultados das avaliações daquelas medidas para desencadear a melhoria dos serviços prestados.
3. Organização e gestão escolar
BOM
O planeamento da actividade da Escola pretende dar resposta às linhas orientadoras da acção educativa enunciadas no Projecto Educativo, contudo, os objectivos enunciados não se encontram articulados de forma estruturada com o Plano Anual de Actividades.
A gestão dos recursos humanos tem em conta as competências pessoais e profissionais dos docentes e não docentes. Fruto de um esforço sistemático de manutenção, as instalações estão razoavelmente preservadas, cuidadas e organizadas, tendo sido promovidas iniciativas destinadas a melhorar as condições de segurança no espaço escolar. A inexistência de pavilhão gimnodesportivo, de espaços exteriores para a prática desportiva e de refeitório, implica a deslocação dos alunos para o exterior, interferindo com os tempos de aprendizagem nas áreas curriculares e diminuindo os níveis de segurança.
O envolvimento dos encarregados de educação na vida da Escola é, amplamente, referido como estando muito abaixo do desejável, apesar de terem sido implementadas algumas estratégias para promover a sua participação mais activa.
A abertura à comunidade educativa, implementando um grande leque de opções nos cursos nocturnos que possibilitem uma educação de qualidade para todos, constitui a expressão de uma actuação regida por princípios de equidade e justiça.
4. Liderança
SUFICIENTE
Embora os documentos orientadores estabeleçam dimensões de intervenção e objectivos, não definem indicadores de medida, o que inviabiliza a sua avaliação e dificulta a percepção da visão estratégica da Escola. Os órgãos de direcção, administração e gestão, bem como as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica conhecem, na generalidade, as suas áreas de intervenção e sentem-se motivados e empenhados na sua acção educativa. Não é, contudo, evidente a existência de estratégias concertadas e mobilizadoras de aferição e melhoria. A abertura, por parte da Directora, ao diálogo construtivo e à disponibilidade para colaborar na resolução de problemas é um factor considerado pela comunidade educativa como muito positivo.
Os aspectos reveladores de abertura à inovação consubstanciam-se em algumas iniciativas, no âmbito da utilização das tecnologias de informação e comunicação, embora a sua utilização não esteja generalizada. A Escola estabelece parcerias e protocolos com várias entidades que visam melhorar o serviço educativo prestado e dar resposta a problemas reais, designadamente, no âmbito da integração dos alunos do ensino profissional no mercado de trabalho.
5. Capacidade de auto-regulação e melhoria da Escola
INSUFICIENTE
A Escola tem vindo a desencadear alguns procedimentos de auto-avaliação, contudo, o impacto destes no planeamento, na gestão das actividades, na organização e nas práticas educativas não foi analisado pela Escola, não tendo produzido quaisquer efeitos.
A Escola revela conhecer alguns dos seus pontos fracos e fortes, mas não concebeu, formalmente, estratégias de consolidação e melhoria. Identifica algumas oportunidades e constrangimentos e concebe estratégias para o seu aproveitamento ou minimização, mas, no entanto, não avalia os seus efeitos. Por falta de abrangência e
consistência dos procedimentos de auto-avaliação, a Escola, ainda não alcançou a sustentabilidade do progresso, embora indicie, pelos mecanismos já desenvolvidos, avançar nesse sentido.
IV – AVALIAÇÃO POR FACTOR
1. Resultados
1.1 Sucesso académico
De acordo com os dados disponibilizados pela Escola constata-se que as taxas globais de transição/conclusão nos cursos científico-humanísticos do ensino secundário têm registado uma evolução no último triénio - 68,8%, 73,9% e 77,4%, respectivamente, embora estes valores se encontrem ainda abaixo dos valores de referência nacionais (74,9%, 78,5% e 77,6%). Contudo, no ano lectivo de 2008-2009, o 10.º e 11.º anos registaram taxas de transição (86,6% e 87,0%) superiores às nacionais (81,4% e 86,2%).
No que respeita às classificações dos exames nacionais do ensino secundário constata-se que, ao longo do triénio, o desempenho dos alunos tem registado oscilações. Nas disciplinas de Português, Matemática, História e Desenho A, as classificações de exame têm sido sempre inferiores às classificações internas, excepto na disciplina de Matemática que, em 2008, superou a média interna em 1,9 valores. Comparando as médias nacionais com as médias registadas pelos alunos da Escola verifica-se que, na disciplina de Português as médias da Escola são superiores em 2007 (0,5 valores) e inferiores em 2008 e 2009 (1,3 e 0,4 valores). Em Matemática as médias são superiores em 2008 (+0,3 valores) e em 2009 (+0,5 valores), mas foram inferiores em 2007 (-0,7 valores). Na disciplina de História, as classificações de exame apenas foram superiores em 2009 (+0,2 valores), registando valores inferiores em 2007 e 2008 (-1,8 e -1,0). A disciplina de Desenho A apresenta valores superiores em 2007 e em 2009 (+0,8) e inferiores em 2008 (-2,0).
Nos cursos profissionais, que se iniciaram no ano lectivo 2006-2007 e terminaram em 2008-2009, a taxa de sucesso no curso de técnico de gestão e programação de sistemas informáticos foi de apenas 9%, enquantono de Técnico de Secretariado foi de 69%.
Nos cursos nocturnos (2007-2009) verificam-se elevadas taxas de insucesso no curso de educação e formação do ensino básico (dos 14 alunos que iniciaram apenas um concluiu a qualificação) e no curso de educação e formação de adultos (dos 22 formandos apenas concluíram com aproveitamento 12).
No triénio em causa, as taxas de anulações de matrícula e desistência têm vindo a diminuir (9,3%, 6,1%, 5,4%), contudo, não existem dados que permitam concluir as razões deste decréscimo.
Como a Escola não tem, uma prática intencional e sistemática de análise dos resultados, verifica-se alguma dificuldade na identificação dos elementos determinantes dos casos de sucesso e insucesso. São atribuídas como causas do insucesso o facto de não oferecerem o ensino básico e receberem alunos de diversas proveniências, com diferentes graus de aquisição de competências. Para minimizar esta situação, proporcionam aos alunos salas de estudo, apoio pedagógico em algumas disciplinas e clubes, direccionados essencialmente para actividades de apoio.
1.2 Participação e desenvolvimento cívico
Os alunos estão representados no Conselho Pedagógico e no Conselho Geral, mas não existem evidências da sua participação efectiva na concepção do Projecto Educativo (PE), do Plano Anual de Actividades (PAA) e do Regulamento Interno (RI). Identificam-se com a Escola e manifestam-se satisfeitos com o serviço educativo prestado e contam com o apoio dos directores de turma e do órgão de gestão para o acolhimento das suas propostas de actividades – torneios desportivos e concursos – da responsabilidade da Associação de Estudantes.
É na Área de Projecto de 12.º Ano que são desenvolvidas temáticas relacionadas com questões ambientais, de saúde e de integração sociocultural no espaço europeu. São também dinamizadas acções de solidariedade, tais como, dádivas de sangue em colaboração com o Instituto Português do Sangue, envolvimento em programas da
desfavorecidas. Não existem, no entanto, iniciativas destinadas a valorizar os progressos dos alunos ao nível das atitudes e dos valores.
1.3 Comportamento e disciplina
A comunidade educativa tem uma percepção positiva relativamente ao comportamento dos alunos e ao ambiente educativo em geral, reconhecendo a conduta disciplinada e o ambiente calmo e tranquilo propício às actividades de ensino e aprendizagem. Existem situações pontuais de indisciplina que são monitorizadas (no triénio 2006-2009 foram aplicadas 23 medidas disciplinares sancionatórias) e que são resolvidas prontamente pelo órgão de administração e gestão e pelos directores de turma, co-responsabilizando as famílias na procura de soluções.
Apesar do Regulamento Interno ser divulgado pelos directores de turma e disponibilizado na página electrónica da Escola, o seu conteúdo não é do conhecimento de todos os alunos. Contudo, estes cumprem as regras tácitas de convivência social que funcionam, sobretudo, num plano informal, tendo subjacente uma cultura de responsabilização desenvolvida pela Escola e que os alunos interiorizam. Existe um bom relacionamento entre os alunos, os docentes e não docentes, promotor de um bom clima educativo. As dimensões da pontualidade, assiduidade e comportamento constam dos critérios de avaliação definidos no domínio socioafectivo e são do conhecimento de todos os alunos.
1.4 Valorização e impacto das aprendizagens
As expectativas dos pais e encarregados de educação e dos alunos, ao longo dos anos, na esmagadora maioria dos casos, orientam-se para o prosseguimento de estudos de nível superior e, por isso, a oferta educativa disponibilizada tem ido nesse sentido. Contudo, e para dar resposta à crescente procura no âmbito de novas oportunidades, foram abertos três cursos profissionais. A oferta destes cursos permitiu reforçar a articulação com empresas e instituições locais, com vista à disponibilização de estágios para os alunos.
A Escola procura acompanhar o percurso de todos os seus alunos, mas apenas efectua o tratamento estatístico dos dados relativamente aqueles que ingressam no ensino superior. No ano lectivo transacto, 42% dos alunos inscritos para exame, no 12.º ano, candidataram-se na 1.ª fase, tendo sido colocados 73%, dos quais 49% na 1.ª opção.
Embora o Regulamento Interno preveja a atribuição de prémios de mérito e excelência de modo a valorizar as aprendizagens dos alunos, a Escola não os tem promovido.
2. Prestação do serviço educativo
2.1 Articulação e sequencialidade
Não tem qualquer expressão o papel dos departamentos no âmbito da articulação curricular. A organização, centrada apenas nos grupos de recrutamento, dinamizados por delegados (quatro com assento no Conselho Pedagógico), inviabiliza a articulação intra e interdepartamental, que também é inexistente nas actividades propostas no âmbito do Plano Anual de Actividades. O trabalho de planificação a médio e longo prazo realiza-se entre os docentes que leccionam a mesma disciplina e o mesmo nível de escolaridade, restringindo-se, nalguns casos, apenas a um único docente. As práticas de trabalho cooperativo, com produção de materiais e recursos didáctico-pedagógicos, com calibragem de instrumentos de avaliação e com partilha de práticas científico--pedagógicas cingem-se apenas a um número muito restrito de grupos de recrutamento.
Os departamentos curriculares e os grupos de recrutamento não estabeleceram metas mensuráveis e a identificação de situações de sucesso ao nível dos processos e resultados ocorre apenas pontualmente, salientando-se o trabalho desenvolvido por professores de Matemática, que elaboraram um estudo comparativo dos resultados das várias disciplinas ao longo do ciclo. A psicóloga, em articulação com os directores de turma, promove actividades de orientação e reorientação para os alunos dos cursos científico-humanísticos e, ainda, o acompanhamento dos alunos dos cursos profissionais.
2.2 Acompanhamento da prática lectiva em sala de aula
A supervisão do processo de ensino e aprendizagem é realizada pelo delegado de grupo, essencialmente, nas reuniões, onde são elaboradas as planificações e os critérios específicos de avaliação e onde são definidas estratégias visando a resolução de problemas pontuais. O acompanhamento da prática lectiva em sala de aula não é uma prática habitual. A elaboração de matrizes comuns para os instrumentos de avaliação, a utilização de instrumentos de avaliação comuns e a monitorização da aplicação dos critérios de avaliação não são uma prática generalizada. Os critérios de avaliação são definidos pelos diferentes grupos de recrutamento que os propõem ao Conselho Pedagógico, mas não constam do Projecto Educativo. Não constitui uma prática sistemática e abrangente a análise comparada dos resultados dos alunos na mesma disciplina/ano de escolaridade, pelas diferentes estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, nem a consequente redefinição de estratégias.
2.3 Diferenciação e apoios
Os alunos referenciados com necessidades educativas especiais de carácter permanente (quatro no corrente ano lectivo) são acompanhados, actualmente, pelos directores de turma, docentes dos conselhos de turma e pela psicóloga. Os resultados académicos destes alunos são monitorizados, tendo atingido uma taxa de sucesso de 90%, no último ano lectivo.
São implementadas medidas educativas abrangendo os alunos com problemas de insucesso, que se traduzem na disponibilização de apoios pedagógicos individualizados, pelos docentes dos conselhos de turma nas disciplinas de Português, Matemática, Inglês e Economia, de sala de estudo e, ainda, de actividades desenvolvidas nos clubes de Matemática, da Língua Materna, de Inglês e Alemão e de Ciência e Ambiente. Contudo, a Escola não monitoriza a eficácia destes apoios e também não utiliza os relatórios das actividades realizadas para desencadear a melhoria dos serviços prestados, tal como acontece, por exemplo, com a sala de estudo, cujo relatório aponta para alterações de funcionamento, o que não se verificou.
São ainda prestadas aos alunos outras formas de apoio, como o atendimento psicopedagógico individual, pela psicóloga, em colaboração com os directores de turma. Contudo, a colocação a tempo parcial desta profissional, inviabiliza um trabalho mais alargado e sistemático com os alunos e com as famílias.
2.4 Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem
O Plano Anual de Actividades expressa alguma variedade de projectos e actividades de âmbito experimental, desportivo, cultural e social que visam, no seu conjunto, a formação integral dos alunos através do enriquecimento cultural e de novas experiências educativas, como por exemplo, as visitas de estudo, os clubes (das Artes, da Ciência e do Ambiente, das Máscaras Contemporâneas, entre outros) e o Desporto Escolar. Na sala de aula, a utilização das novas tecnologias é valorizada, havendo recurso a computadores e videoprojectores, embora ainda de forma não generalizada. O incentivo às práticas activas e experimentais, na aprendizagem das ciências, e à atitude positiva face à metodologia científica concretiza-se no trabalho desenvolvido em sala de aula e em projectos, tais como “Clonagem de genes”,“Mão na Ciência” e “Oceano, Biodiversidade e Saúde Humana”.
3. Organização e gestão escolar
3.1 Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade
O planeamento da actividade da Escola pretende dar resposta às linhas orientadoras da acção educativa enunciadas no Projecto Educativo, contudo, os objectivos enunciados não se encontram articulados de forma estruturada com o Plano Anual de Actividades. Esta articulação encontra-se também comprometida pela falta de interdisciplinaridade nas actividades programadas.
O Projecto Educativo não hierarquiza as suas prioridades, não operacionaliza os seus objectivos, não define metas quantificáveis, nem propõe planos de acção de melhoria para os problemas que identifica. Embora os
documentos orientadores sejam divulgados através da página da Escola na Internet, nem todos os elementos da comunidade educativa os conhecem.
O planeamento do ano lectivo é sustentado por um diagnóstico, efectuado pelas diferentes estruturas da Escola através dos relatórios anuais, que nem sempre atende aos recursos humanos e materiais, ao modo de funcionamento e aos resultados obtidos.
3.2 Gestão dos recursos humanos
A gestão dos recursos humanos tem em conta as competências pessoais e profissionais dos docentes e não docentes. Na afectação dos docentes às turmas e às direcções de turma, a continuidade pedagógica é apenas assegurada nos cursos profissionais e de educação e formação. O acolhimento aos novos docentes é assegurado pela Directora e pelos delegados de grupo de recrutamento, que os enquadram no contexto escolar e os apoiam e orientam nas questões de natureza pedagógica. O Plano Plurianual de Formação do pessoal docente e não docente é elaborado, tendo em conta o levantamento das necessidades, e as acções de formação são promovidas pelo Centro de Formação de Associação de Escolas (CENFORES), existindo, também, algumas acções de aperfeiçoamento profissional no âmbito das tecnologias informáticas, desenvolvidas por docentes da Escola.
Os serviços administrativos encontram-se organizados por áreas funcionais e dão resposta às necessidades, sendo a qualidade do atendimento o aspecto mais destacado no grau de satisfação dos utentes.
3.3 Gestão dos recursos materiais e financeiros
Fruto de um esforço sistemático de manutenção, as instalações estão razoavelmente preservadas, cuidadas e organizadas, especialmente o edifício principal, cuja construção se iniciou em 1949. O edifício mais recente, de 1988, evidencia, contudo, problemas estruturais - infiltrações em todas as salas de aula. A Escola não dispõe de um pavilhão gimnodesportivo, nem de espaços exteriores para a prática desportiva, pelo que recorre a instalações dos Bombeiros Voluntários de Loures, do Pavilhão Paz e Amizade e da piscina da GESLOURES, situadas nas imediações do estabelecimento, para as aulas de Educação Física e para as actividades de Desporto Escolar. Dado não existir refeitório, os alunos utilizam o da escola secundária vizinha. Estas deslocações implicam uma diminuição dos níveis de segurança da população escolar e interferem com os tempos de aprendizagem nas áreas curriculares. Para obviar a esta falta de infra-estruturas está prevista a construção de uma nova Escola num local disponibilizado pela Câmara Municipal de Loures.
A Biblioteca/Centro de Recursos tem espaços de leitura, pólos de script, audiovisual e informática. As salas específicas estão bem equipadas, permitindo o desenvolvimento de actividades práticas. Existem laboratórios apetrechados para as disciplinas de Biologia, Geologia e Física e Química. A Escola encontra-se bem equipada com meios informáticos e audiovisuais, que são rentabilizados pelos docentes e promovem a melhoria das práticas educativas. Ressalta, contudo, a existência de quadros interactivos que não têm uma utilização generalizada, por falta de formação adequada. No que respeita ao Plano Tecnológico da Educação, este encontra-se suspenso em virtude de se aguardar a construção da nova Escola.
Foram melhoradas as acessibilidades, nomeadamente com a colocação de rampas de acesso para deficientes, e desenvolvidas iniciativas destinadas a melhorar as condições de segurança, como a colocação de portas de segurança e de uma cancela automática, e realizadas acções de formação sobre o combate a incêndios.
A Escola revela alguma dinâmica na captação de receitas próprias, nomeadamente através de projectos apresentados pela comunidade escolar, das candidaturas ao Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) e com a cedência de exploração do bufete da sala de professores, beneficiando também de alguns apoios financeiros provenientes da câmara municipal e da junta de freguesia.
3.4 Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa
A Escola tem apelado a uma participação mais activa dos pais, quer através da acção dos directores de turma quer através dos seus representantes nos órgãos e estruturas, e implementou algumas estratégias no sentido de promover o seu envolvimento – recepção aos pais e encarregados de educação das turmas do 10.º ano com a presença dos directores de turma e elementos do órgão de gestão e administração e convite à participação, no final do ano lectivo, na apresentação dos trabalhos da Área de Projecto. Contudo, apesar de uma grande
afluência de pais nestes eventos, quando são instados a colaborar, por exemplo, na formação de uma associação, não se mostram interessados.
Não é feita a monitorização da participação dos pais e encarregados de educação nas reuniões trimestrais, mas é opinião generalizada que o envolvimento destes está muito abaixo do desejável.
A mobilização de outros elementos da comunidade concretiza-se através do estabelecimento de várias parcerias e da recente cooptação de elementos para o Conselho Geral. Destaca-se, ainda, a colaboração com a Casa do Gaiato de Santo António do Tojal e com a Universidade Sénior de Loures/Academia dos Saberes, através da Casa do Professor do Concelho de Loures, que funciona em instalações da Escola.
3.5 Equidade e justiça
A actuação dos responsáveis das diferentes estruturas educativas pauta-se por princípios de equidade e justiça, procurando-se estratégias que possibilitem uma educação de qualidade para todos, evidenciadas pela abertura à comunidade educativa de cursos nocturnos que envolvem um leque de opções, tais como, os cursos de educação e formação de adultos (EFA) de nível básico e secundário de dupla certificação, de módulos dos cursos científico-humanísticos e dos cursos tecnológicos, da formação modular e do curso de Português para Todos.
A igualdade de tratamento é evidenciada através da implementação de critérios de elaboração de horários dos alunos, tais como, a colocação das turmas dos anos sujeitos a exame nacional no turno da manhã, a colocação das turmas do 10.º e 11.º anos de Matemática a funcionar em contra-horário, de modo a possibilitar a matrícula de discentes com esta disciplina em atraso.
4. Liderança
4.1 Visão e estratégia
A Directora e a sua equipa demonstram capacidade de mobilização da comunidade escolar, através de uma atitude dialogante, e têm consciência do que se pretende alcançar, tendo em conta os objectivos da sua população discente e as expectativas das famílias, prosseguindo uma estratégia que visa consolidar a imagem da instituição entre os jovens que procuram o prosseguimento de estudos, através do ensino regular, e aqueles que pretendem apenas qualificar-se para integrar o mercado de trabalho. Os departamentos constituem uma estrutura que não tem um papel relevante, sendo a liderança, na gestão curricular, assumida pelos grupos de recrutamento. A inexistência de metas claras faz com que exista uma grande dificuldade na articulação e coordenação das várias lideranças na definição e implementação de estratégias de melhoria.
Embora o Projecto Educativo estabeleça dimensões de intervenção e objectivos, não define indicadores de medida, o que inviabiliza a sua avaliação e dificulta a percepção da visão estratégica da Escola.
4.2 Motivação e empenho
A Directora tem conhecimento da sua área de acção, praticando uma gestão partilhada mas que nem sempre promove o comprometimento e a responsabilidade das diferentes estruturas da Escola.
Os órgãos de direcção, administração e gestão, bem como as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica conhecem, na generalidade, as suas áreas de intervenção e sentem-se motivados e empenhados na sua acção educativa, não sendo, contudo, evidente a existência de estratégias concertadas e mobilizadoras de aferição e melhoria.
A abertura, por parte da Directora, ao diálogo construtivo e à disponibilidade para colaborar na resolução de problemas é referida, pelos elementos da comunidade educativa, como um factor muito positivo.
A assiduidade é monitorizada pelos Serviços Administrativos em articulação com o órgão de administração e gestão. A Escola tem vindo a organizar-se, através de substituições e permutas, pelo que os efeitos do absentismo dos docentes sobre os resultados do processo de ensino e aprendizagem são praticamente nulos, no último triénio. O elevado absentismo por parte do pessoal não docente, devido a situações de doença prolongada, é minimizado com recurso aos trabalhadores colocados ao abrigo do Programa Ocupacional e com
4.3 Abertura à inovação
Os aspectos reveladores de alguma abertura à inovação consubstanciam-se em escassas iniciativas, como por exemplo, a instalação de rede wireless e de uma rede estruturada de Internet e intranet e a adesão ao Projecto
Ser Online. A plataforma Moodle, permite o apoio ao processo de ensino e aprendizagem, embora se verifique
que a sua utilização não está generalizada. A divulgação da oferta educativa junto dos directores de turma, alunos e encarregados de educação das escolas do ensino básico do concelho e a abertura de cursos nocturnos de variada tipologia constituem soluções propícias à resolução de problemas persistentes.
4.4 Parcerias, protocolos e projectos
A Escola estabelece parcerias e protocolos com várias entidades que visam melhorar o serviço educativo prestado e dar resposta a problemas reais. A autarquia tem contribuído no apoio à Área de Projecto, na Feira de Profissões, em fotocópias para os cursos profissionais, na actividade de enriquecimento curricular (natação), na cedência de transporte para visitas de estudo, na disponibilização de técnicos para palestras e acções de dinamização, no incremento da segurança no perímetro da Escola, através da instalação de bandas sonoras, bem como no Anuário da Escola.
As parcerias verificam-se também com várias empresas, no âmbito da integração dos alunos do ensino profissional no mercado de trabalho. Foram ainda estabelecidos protocolos de formação em contexto de trabalho nos cursos profissionais, nos cursos de educação de adultos de nível secundário e nos de ensino recorrente tecnológico. Neste âmbito, empresários do concelho têm vindo a integrar os júris das provas de aptidão dos cursos tecnológicos e profissionais. Para além de outras pequenas empresas, a Hovione, do sector químico, tem colaborado, disponibilizando recursos técnicos e científicos. Com o Centro de Saúde local e com o Gabinete de Apoio à Juventude (GAJ), no âmbito do projecto de Educação para a Sexualidade, através de aulas abertas ministradas por um dos médicos do Centro.
Tem vindo a desenvolver diversos tipos de colaboração com instituições de ensino superior (Universidade Lusófona e Faculdade de Belas Artes de Lisboa), ministrando estágios profissionalizantes a professores de Educação Física e de Artes Visuais.
A Escola lançou as bases de uma parceria com a Escola Secundária Leal da Câmara, de Rio de Mouro, visando a troca de experiências com uma escola inserida numa realidade diferente. Encontra-se ainda envolvida no projecto Comenius.
5. Capacidade de auto-regulação e melhoria da Escola
5.1 Auto-avaliação
A Escola tem vindo a desencadear alguns procedimentos de auto-avaliação. Em 2000 e 2004 aderiu ao Projecto Qualidade XXI, apoiado pelo Instituto de Inovação Educacional e, em resultado deste trabalho, identificou alguns pontos fracos e fortes e concebeu algumas estratégias de melhoria. No triénio 2005-2006 a 2007-2008, foram realizados trabalhos que incidiram na recolha de dados estatísticos dos resultados académicos. Em 2008-2009 efectuou um trabalho de continuidade da análise do desempenho dos alunos e um outro que visou a caracterização do trabalho colaborativo entre os docentes. Contudo, o impacto destes trabalhos no planeamento, na gestão das actividades, na organização e nas práticas educativas não foi analisado pela Escola nem produziu quaisquer efeitos. Com o objectivo de dar continuidade aos trabalhos já realizados, a Directora nomeou, no presente ano lectivo, uma equipa de auto-avaliação, constituída exclusivamente por docentes, que elaborou um plano de acção onde se inclui o recurso a consultoria externa.
Apesar da sequência de trabalhos realizados no âmbito da auto-avaliação, não se verifica uma efectiva articulação entre eles nem se identificam planos de melhoria consequentes. A Escola revela conhecimento de alguns dos seus pontos fracos e fortes, mas não concebeu, formalmente, estratégias de consolidação e melhoria. Identifica algumas oportunidades e constrangimentos e concebe estratégias para o seu aproveitamento ou minimização, mas não avalia os seus efeitos. Por falta de abrangência e consistência dos seus procedimentos de auto-avaliação, a Escola ainda não alcançou a sustentabilidade do seu progresso, embora indicie, pelos mecanismos já desenvolvidos, avançar nesse sentido.
V – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste capítulo, apresenta-se uma selecção dos atributos da Escola Secundária José Afonso (pontos fortes e fracos) e das condições de desenvolvimento da sua actividade (oportunidades e constrangimentos). A equipa de avaliação externa entende que esta selecção identifica os aspectos estratégicos que caracterizam a escola e define as áreas onde devem incidir os seus esforços de melhoria.
Entende-se aqui por:
• Pontos fortes – atributos da organização que ajudam a alcançar os seus objectivos;
• Pontos fracos – atributos da organização que prejudicam o cumprimento dos seus objectivos;
• Oportunidades – condições ou possibilidades externas à organização que poderão favorecer o cumprimento dos seus objectivos;
• Constrangimentos – condições ou possibilidades externas à organização que poderão ameaçar o cumprimento dos seus objectivos.
Os tópicos aqui identificados foram objecto de uma abordagem mais detalhada ao longo deste relatório.
Pontos fortes
O comportamento disciplinado e o bom relacionamento entre os alunos, os docentes e não docentes, propiciam um bom clima educativo;
A promoção de iniciativas destinadas a melhorar as condições de segurança e de acessibilidade a pessoas de mobilidade reduzida;
A abertura, por parte da Directora, ao diálogo construtivo e à disponibilidade para colaborar na resolução de problemas é referida, pelos elementos da comunidade educativa, como um factor muito positivo;
O estabelecimento de parcerias e protocolos com várias entidades que visam melhorar o serviço educativo prestado e dar resposta a problemas reais.Pontos fracos
As baixas taxas de transição/conclusão, nos cursos científico-humanísticos, e de sucesso nos cursos profissionais e nos cursos de educação e formação de adultos;
A falta de participação dos alunos na concepção do Projecto Educativo, do Plano Anual de Actividades e do Regulamento Interno;
A falta de expressão do papel dos departamentos curriculares, o que inviabiliza a articulação intra e interdepartamental e compromete a interdisciplinaridade;
A inexistência de práticas generalizadas de elaboração de matrizes comuns para os instrumentos de avaliação, de utilização de instrumentos de avaliação comuns e de monitorização da aplicação dos critérios de avaliação, compromete a fiabilidade da avaliação;
A ausência de uma prática sistemática de análise comparada dos resultados dos alunos na mesma disciplina/ano de escolaridade pelas diferentes estruturas de coordenação educativa e de supervisão pedagógica não permite a redefinição de estratégias em função dos resultados obtidos;
A falta de monitorização da eficácia dos apoios pedagógicos o que dificulta a melhoria dos serviços prestados;
A inexistência, no Projecto Educativo, de hierarquização de prioridades, de operacionalização de objectivos e definição de metas quantificáveis inviabiliza a sua avaliação e dificulta a percepção da visão estratégica da Escola;
O fraco envolvimento dos encarregados de educação na vida da Escola;
As dificuldades na articulação e coordenação das várias lideranças, em torno de metas claras, e na definição e implementação de estratégias de melhoria;
A falta de abrangência e consistência dos procedimentos de auto-avaliação, cujo impacto tem sido muito reduzido, o que tem inviabilizado o alcance da sustentabilidade do progresso da Escola.Oportunidade
A construção de novas instalações da Escola que ofereçam aos alunos as infra-estruturas adequadas à prestação do serviço educativo.Constrangimentos
A colocação da psicóloga a tempo parcial, o que inviabiliza um trabalho mais alargado e sistemático com os alunos e com as famílias;
A inexistência de pavilhão gimnodesportivo, de espaços exteriores para a prática desportiva e de refeitório, o que implica a deslocação para o exterior, interfere com os tempos de aprendizagem nas áreas curriculares e diminui os níveis de segurança da população escolar;
A suspensão do Plano Tecnológico da Educação em virtude de se aguardar a mudança para as novas instalações escolares.Decorrente do contraditório apresentado pela Escola, este relatório sofreu as seguintes alterações:
Na pág. 6, no 2.º parágrafo do factor 2.1 , onde se lia: “a identificação de situações de sucesso ao nível dos processos e resultados ocorre apenas pontualmente, salientando-se o trabalho desenvolvido na disciplina de Matemática, que elaborou um estudo comparativo dos resultados ao longo do ciclo”, passou a constar “a identificação de situações de sucesso ao nível dos processos e resultados ocorre apenas pontualmente, salientando-se o trabalho desenvolvido por professores de Matemática, que elaboraram um estudo comparativo dos resultados das várias disciplinas, ao longo do ciclo”.
Na pág.7, parágrafo único do factor 2.2., onde se lia: ”Os critérios de avaliação são definidos pelo Conselho Pedagógico e, posteriormente, são adaptados pelos diferentes grupos de recrutamento, tendo em conta as especificidades de cada disciplina…” passou a constar ”Os critérios de avaliação são definidos pelos diferentes
grupos de recrutamento que os propõem ao Conselho Pedagógico…”.
Na pág.7, no 3.º parágrafo do factor 3.1 onde se lia: “O planeamento do ano lectivo é sustentado por um diagnóstico, efectuado pelas diferentes estruturas da Escola através dos relatórios anuais, que atende aos recursos humanos e materiais”, passou a constar “O planeamento do ano lectivo é sustentado por um diagnóstico, efectuado pelas diferentes estruturas da Escola através dos relatórios anuais, que nem sempre atende aos recursos humanos e materiais, ao modo de funcionamento e aos resultados obtidos”.
Nota da Direcção da IGE
Atendendo às classificações atribuídas nesta fase de avaliação externa, a Escola deverá beneficiar de acompanhamento próximo e intervenção da administração educativa, com a participação activa da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo e o acompanhamento por parte da IGE.