Semente de soja sem qualidade pode significar 80% menos vagens

Loading....

Loading....

Loading....

Loading....

Loading....

Texto

(1)

Semente de soja sem qualidade pode significar 80% menos vagens

Um dos principais insumos para a safra de soja, foi tema principal do Fórum Soja Brasil, que aconteceu na feira Exposoja, em Abelardo Luz (SC): as sementes.

Durante a roda de conversa que contou com renomados especialistas, o debate tratou sobre a qualidade, a produtividade e o mal que a pirataria causa para a pesquisa de novas variedades. O mediador do debate foi o professor e Comentarista do Canal Rural, Dejalma Zimmer, que abriu os trabalhos mostrando um estudo recente sobre a diferença entre o desenvolvimento normal de uma semente de qualidade e de insumos que sofreram algum problema em sua produção.

ESTUDO

As imagens ao lado mostram sementes que tiveram problemas na mecanização, umidade, percevejo e cercospora (mancha foliar), comparando a uma de boa qualidade Na sequência a fotos mostram como foi a germinação e enraizamento inicial das plantas.

A terceira foto mostra as raízes de plantas já estruturadas, “que não recuperaram os problemas iniciais, como muitos produtores acreditam ser possível.”

Por fim, a foto mostra como estavam as plantas na fase da colheita. A conta final mostrou que a semente de qualidade rendeu 237 vagens, a com cercospora rendeu 168 vagens, com percevejos 77 vagens, com umidade 67 e por fim, com problema de mecanização com 42 vagens. Isso significa que o pior dos casos rendeu 80% menos vagens que a semente de

qualidade. Por: Daniel Popov

(2)

“Por isso não adianta não investir em uma semente ruim. É mito que a soja que consegue sair da terra, compensará a baixa capacidade fisiológica com o passar do tempo. E por isso aqueles problemas iniciais persistiram até o final”, comentou Zimmer. “Raízes exploram, folhas transformam e o conjunto produz.” QUALIDADE

Um dos primeiros itens sobre as sementes que entrou na roda de conversa foi sobre a qualidade das sementes. Segundo o ex-fiscal federal do Ministério da Agricultura, na área de sementes, Adi Mário Zanuzzo, já está provado que o uso de sementes sem qualidade não é vantajoso em nenhum aspecto, muito menos de qualidade. “Trabalhei durante 36 anos com o setor sementeiro, e já foi mais do que provado que esse negócio de usar semente de baixa qualidade não é bom negócio. O agricultor pode optar pelo benefício da qualidade. Mas ainda hoje colhe menos de 50 sacas por hectare, mesmo com toda a tecnologia existente, é um absurdo”, comenta Zanuzzo.

PIRATARIA

O tema também ganhou destaque por se tratar de algo problemático para garantir a qualidade das lavouras. Segundo o presidente da Abrasem, a pirataria desestrutura o trabalho de pesquisa. “A partir do momento que não se recolhe royalties, para reinvestir em pesquisas e descobertas de novas variedades, é tirado o poder de reação frente a novas doenças e dificuldades e isso trará um prejuízo grave. Sem falar na baixa qualidade e falta de garantias para o produtor”, diz Américo Rodrigues.

O pesquisador Embrapa Soja Ademir Henning foi um dos responsáveis pelas primeiras recomendações técnicas para o tratamento de sementes no país. Sem falar nos inúmeros estudos para criação de variedades adaptadas para cada região. “O uso de sementes de qualidade permite que a lavoura tenha um ótimo desempenho e produtividade durante a safra. Não adianta ter uma semente ruim e achar que o tratamento com defensivos irá ajudar”, afirma Henning.

PRODUTIVIDADE E PADRÃO

A produtividade está diretamente ligada à qualidade, comenta Vogel e com ela vem a rentabilidade. Um dos questionamentos que vieram da plateia indagava os participantes sobre o porque de o ministério ainda focar apenas na germinação e não no vigor das sementes. “Para não rebaixar uma semente que sofreu com o clima em algum estado, até porque não teríamos sementes de alto vigor para abastecer todo o país. Ainda não existe uma metodologia que seja viável e homogênea para todo o país. O vigor varia muito conforme a armazenagem e o clima. Então foi decidido deixar o vigor de fora. Mas o produtor pode exigir para sua produção esse vigor, isso trará ótimos resultados”, explicou o ex-fiscal federal do Ministério da Agricultura.

“Pirataria também gera sonegação de impostos. Há três anos discutimos a atualização de nossa lei de proteção de cultivares, que até agora não serviram de nada e que estão atrasando nosso desenvolvimento. Foram discussões sem mediação do Mapa e de órgão especializados”, comentou Rodrigues.

Uma pergunta da plateia, indagou o ex Fiscal Federal do Mapa, Adi Mário Zanuzzo, sobre o que limita a fiscalização dessas sementes piratas. “É um problema cultural. Não sabemos onde eles estão. Precisamos receber denúncias para encontrá-los, afinal o Ministério não tem capilaridade para fiscalizar o país todos. O produtor que compra sementes sem certificado está contribuindo pra isso”, afirma.

(3)

Terminam dia 18 de abril as inscrições para o 6º Desafio de Rua CAPAL, que vai acontecer em 1º de maio em Arapoti. A corrida é aberta aos funcionários da Cooperativa, associados e público externo, com o valor do segundo lote variando entre R$ 30 e R$ 50.

Funcionária da CAPAL, Glacy de Fátima Oliveira tem 61 anos e participou de todos os desafios. “No primeiro eu fui de bicicleta, depois somente corrida. Sempre fiz caminhada, mas comecei a me dedicar por causa da corrida da CAPAL”, explica Glacy.

Pela dedicação, ela sempre está entre os primeiros colocados, tanto das disputas em Arapoti quanto em municípios da região, como Siqueira Campos, Ponta Grossa, Carlópolis e Itararé. “Treino dia sim, dia não. Faço 5 e 10 quilômetros, além de praticar tiro (corridas curtas) de 100 ou 200 metros”, conta. “Evito gordura na alimentação e bebidas alcoólicas, mas como frutas, verduras e carboidratos”.

Últimos dias para se inscrever no 6º Desafio de Rua CAPAL

Cooperativa estima 1,2 mil participantes nesta edição, 20% a mais que a de 2018

A corrida conta com a presença de competidores de 16 cidades do Paraná e São Paulo e será realizada nas modalidades de 5 e 10 quilômetros, além de caminhada de 3 quilômetros. A premiação em dinheiro é para os cinco primeiros colocados do público interno (funcionários e cooperados) e para os três primeiros do grupo geral. Todos os competidores que concluírem a prova vão receber medalhas. Já os primeiros colocados no tempo geral ganharão troféus.

A largada será às 8h em frente à sede da Cooperativa e a estimativa é de 1,2 mil participantes, 20% a mais que na edição de 2018. As categorias são divididas pelas seguintes idades: 16 a 29; 30 a 39; 40 a 49; 50 a 59; e, por fim, acima de 60 anos. A mudança nesta edição é a ausência da pedalada.

As inscrições devem ser realizadas no site www.capal.coop.br. O 6º Desafio de Rua tem o apoio da Sicredi Novos Horizontes, Coonagro e Unimed Ponta Grossa.

(4)

EXPEDIENTE ESPECIAL – SEMANA SANTA

CLASSIFICADOS

VENDA

Mudas de café, variedade IPR 107. Contato 43 991612083 - Curiúva PR

ACONTECEU

Equipe técnica da região São Paulo e pesquisadores da Fundação ABC estiveram no CDE – Campo Demonstrativo Experimental- de Itaberá para um dia de campo com o tema “Híbridos x enfezamento causado pela cigarrinha do milho”

Esta semana tivemos a coleta do Descarte Certo nas Unidades do Paraná. Os produtores entrega-ram os resíduos de uso veterinário nos pontos de coleta, cumprindo assim com as leis ambientais 19/04 – SEXTA-FEIRA

ADMINISTRATIVO, POSTO E LOJAS FECHADO

ENTREGA RAÇÃO A GRANEL

AS ENTREGAS DO DIA 19/04 (SEXTA-FEIRA) SERÃO FEITAS NORMALMENTE, PARA AQUELES QUE PROGRAMAREM SEUS PEDIDOS.

AS ENTREGAS DO DIA 22/04 (SEGUNDA-FEIRA) SERÃO FEITAS PARA QUEM PROGRAMAR ATÉ 20/04 (SÁBADO) ATÉ 10H.

20/04- SÁBADO

ADMINISTRATIVO SOMENTE PLANTÃO COMERCIAL POSTO E LOJAS ATENDIMENTO NORMAL

(5)

INDICADORES FINANCEIROS

DÓLAR COMERCIAL (venda) POUPANÇA (nova) SELIC R$ 3,85 – 11/04 0,3715 % a.m. - 10/04 6,50 % a. a. PARANÁ MILHO Arapoti-Pr Comprador: R$ 33,00 Vendedor: R$ 37,00 W.Braz-Pr Comprador: R$ 32,00 Vendedor: R$ 37,00 SOJA

Disponível CIF Ponta Grossa (média do dia)

R$ 74,20

Entrega abril/2020 e pagamento maio/2020 - CIF Ponta Grossa/PR R$ 79,60 TRIGO Superior R$ 900,00 FOB Intermediário R$ 770,00 (T-2) PADRÃO R$ 710,00 (T-2) R$ 670,00 (T-3) SÃO PAULO MILHO Itararé-Sp Comprador: R$ 34,00 Vendedor: R$ 36,00 Taquarituba/Taquarivaí-Sp Comprador: R$ 34,00 Vendedor: R$ 37,00 SOJA

Disponível CIF Santos

(média do dia) R$ 76,85 Entrega março/2020

pagamento abril/2020 – CIF Entrega abril/2020 pagamento maio/2020 - CIF Guarujá R$ 79,90 R$ 81,50 TRIGO Superior R$ 940,00 FOB – ITARARE/ SP R$ 940,00 FOB TQB/TQV/ SP (falling number mínimo de 250) Intermediário R$ 790,00 (T-2) PADRÃO R$ 720,00 (T-2) R$ 690,00 (T-3) MILHO FUTURO

CIF Guarujá entrega agosto/2019 e pagamento setembro/2019 Comprador: R$ 35,00 Vendedor: sem indicação CIF Guarujá entrega setembro/2019 e pagamento outubro/2019 Comprador: R$ 35,20 Vendedor: sem indicação

INFORMAÇÕES DO MERCADO AGROPECUÁRIO

FEIJÃO – PREÇOS NA BOLSINHA – SÃO PAULO

Variedade 08/04/19 Min. Máx. 09/04/19 Min. Máx. 10/04/19 Min. Máx. 11/04/19 Min. Máx. 12/04/19 Min. Máx. Carioca Dama 10 – 10 265,00 270,00 S/Cot 270,00 S/Cot 280,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Carioca Dama 9 – 9 250,00 255,00 250,00 255,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Carioca Dama 8,5 – 9 230,00 235,00 230,00 235,00 S/Cot S/Cot 250,00 255,00 S/Cot S/Cot Carioca Dama 8 – 8 210,00 215,00 210,00 215,00 230,00 235,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Carioca Dama 7,5 – 8 170,00 175,00 170,00 175,00 210,00 215,00 S/Cot 220,00 S/Cot S/Cot Carioca Dama 7 – 7 145,00 150,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot 210,00 Carioca Dama 6 – 7 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot

(6)

INFORMAÇÕES DO MERCADO AGROPECUÁRIO

MILHO

-

Na CBOT o pregão realizado no decorrer da última quinta-feira foi caracterizado pela predominante queda entre os principais contratos em vigência. O mercado segue em compasso de espera, aguardando ansiosamente por um desfecho das tratativas entre EUA e China. Ainda há preocupação em torno do clima no Meio Oeste norte-americano, com possibilidade de atraso da semeadura em alguns estados. As exportações semanais norte-americana ficou aquém da expectativa do mercado e este é o principal elemento para justificar o movimento de queda da Bolsa de Chicago ao longo da sessão. Mercado interno caracterizado pela queda acentuada de preços avaliando o confortável posicionamento dos estoques dos consumidores finais. Além disso, a safrinha se aproxima e há poucos elementos que justifiquem alta neste momento. A alteração da paridade cambial, motivando as exportações, seria um desses elementos. O outro seria um problema de ordem climática no Meio Oeste dos EUA.

TRIGO - CBOT encerrou com preços mais altos nesta quinta-feira. O mercado foi sustentado por um movimento de cobertura de posições. O maior otimismo de que o acordo entre a China e os Estados Unidos seja selado, após declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, colaborando para a valorização. A ampla oferta global limitou os ganhos e as vendas dos Estados Unidos abaixo das expectativas também pesaram negativamente. Mercado brasileiro com cotações um pouco mais baixas no decorrer desta semana, com compradores abastecidos e com pouca vontade de fazer novas aquisições. Além disso, as cotações nacionais vêm se mantendo ajustadas as paridades de importação. A principal variável neste momento segue sendo a taxa cambial. A tendência é de que o mercado siga lento até o início da próxima temporada, com as alterações sendo definidas tanto pela expectativa de área plantada como pela própria produtividade da próxima safra.

SOJA - CBOT os contratos futuros do complexo fecharam em queda. O mercado foi pressionado pela compra de 77,7 mil toneladas de carne suína dos Estados Unidos por parte da China (nas exportações semanais), aumentando o sentimento de que a produção de suínos pode ter sido dizimada pela gripe africana. Se isto realmente ocorreu, representa uma menor demanda pelo farelo de soja norte-americano. Mercado interno permaneceu calmo com dólar se recuperando mas em baixa nos principais vencimentos na CBOT. Diante disso, os preços ficaram predominantemente fracos e volumes pouco relevantes foram negociados ao longo do dia.

CAFÉ

-

Bolsa de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações despencaram no dia, atingindo as mínimas para os contratos vigentes, com os níveis mais baixos desde setembro de 2005. O mercado se aproximou da linha de 90 centavos de dólar por libra-peso, refletindo os fundamentos baixistas de ampla oferta global, e pressionado pela queda acentuada do petróleo e de outras commodities. A alta do dólar contra o real e outras moedas estimulou as vendas. Segundo traders, a liquidação e rolagem de contratos de fundos e especuladores foi forte no dia, ante a proximidade do período de notificação de entregas do contrato maio, que começa em 22 de abril, o que contribuiu para o forte tombo. Mas, o essencial vem da ampla oferta mundia e a entrada da safra brasileira. Os contratos com entrega em maio/2019 fecharam o dia a 90,25 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 4,00 centavos, ou de 4,2%. Julho fechou a 92,70 cents, com baixa de 4,05 centavos, ou de 4,2%.

(7)

Comunicação Capal

comunicacao@capal.coop.br – 43 3512 1092 99152 0678

DÓLAR -O dólar comercial fechou em alta de 0,83% no mercado à vista, cotado a R$ 3,8570 para venda, em dia mais negativo para as moedas de países emergentes, em movimento de correção após a divisa estrangeira perder terreno frente a essas moedas nos últimos dias, além da corrida do mercado por ativos mais seguros. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8640 e a mínima de R$ 3,8320.

Preço recebido pela indústria - Em uma semana caracterizada pela queda-de-braços entre indústria e varejo, a queda na captação e menor produção de UHT e muçarela proporcionaram uma valorização de preços nesses derivados; todavia, ainda há baixa liquidez devido ao

descompasso de preço entre indústria e os compradores no varejo. A aposta é que, mesmo com uma pressão de estoques no UHT e na muçarela, a queda na captação nas próximas semanas propicie uma possibilidade para aumento de preços.

Nos leites em pó, a maior demanda pelo desnatado industrial verificada nas semanas anteriores resultou em um aumento de preços no produto. No integral industrial, a maior oferta interna freou sua valorização.

Leite UHT (R$/L)

SUÍNOS - Mercado brasileiro com uma semana sem apresentar novidades. A reposição entre atacado e varejo apresentou pouca fluidez, acompanhando o comportamento da demanda, que segue enfraquecida mesmo com a entrada de salários na economia. Feriado de Páscoa, pode estimular os negócios no curto prazo. Ponto positivo para os granjeiros é que o custo de produção está caindo, com a pressão dos preços do milho o que melhora a margem operacional. No curto prazo, o mercado deve prestar atenção aos dados da exportação, fator chave para o ajuste da disponibilidade doméstica. Nesta semana, o USDA divulgou que a China comprou 77,7 mil toneladas de carne suína norte-americana, sendo a maior quantidade desde o início da Guerra Comercial, apesar de uma tarifa de 62%, o que expõe a fragilidade do quadro chinês decorrente do aprofundamento do surto da peste suína africana. Com isso mercado brasileiro pode fomentar as exportações para China nos próximos meses.

Imagem

Referências

  1. www.capal.coop.br.
temas relacionados :