Preparação do Cloreto de terc-Butila
João Fernando Villarrubia Lopes Munhoz Mariana Rosa Pereira Milena Fontes Luizete Yussra Abdul Ghani
Substituição Nucleofílica - Definição
Reação química, na qual uma espécie com um par de elétrons não compartilhado,
nucleófilo, reage com o substrato, de tal
forma que ocupe a antiga posição do grupo antes ligado ao substrato, grupo
abandonador.
R
X
R
Nü
X
-Nü
-+
+
Nucleófilo Haleto de Alquila
Substituição Nucleofílica S
N1
• A velocidade da reação depende somente
da concentração do substrato
• Há formação de carbocátion
• Os nucleófilos podem ser fracos e diluídos
• O solvente utilizado é polar e prótico
Substituição Nucleofílica Bimolecular
Substituição Nucleofílica S
N2
• A velocidade da reação depende da
concentração do substrato e do nucleófilo
• O substrato não deve ser impedido
estericamente
• Não há formação de carbocátion
• Os nucleófilos devem ser fortes e concentrados
• O solvente utilizado é polar e aprótico
S
N1 x S
N2
Fator SN1 SN2
Substrato 3o (carbocátion estável) Metila>1o>2o (necessita de
substratos desbloqueados)
Nucleófilo
Base de Lewis fraca, molécula neutra, o nucleófilo pode ser o
solvente
Base de Lewis forte, a velocidade é favorecida pela alta concentração do
nucleófilo
Solvente Prótico, polar Aprótico, polar
Grupo
retirante I
-Procedimento Experimental
Preparação do cloreto de
terc-butila
Técnicas e materiais utilizados
9 Extração (separar dois líquidos imiscíveis)
9 Lavagem (neutralizar o excesso de ácido)
9 Secagem (eliminar água)
9 Filtragem simples (eliminação do agente secante)
9 Destilação simples (obtenção do cloreto de
Funil de separação: serve para
extrair duas soluções imiscíveis. A fase orgânica pode estar acima ou abaixo, dependendo da densidade relativa das duas soluções.
Filtração simples
Filtração Simples: Separar líquidos de
sólidos.
Condições:
9O corpo sólido não deve passar através
do filtro ou penetrar nos poros
obstruindo-os.
Papel de filtro pregueado: oferece uma superfície de filtração aumentada, com maior rendimento na sua velocidade.
Por que usar a destilação simples?
9Para separar um líquido de impurezas não
voláteis (em solução no líquido) de um
solvente usado numa extração.
9Para separar líquidos de ponto de ebulição
diferentes.
Compostos álcool t-butílico cloreto de t-butila Bicarbonato de sódio
Ácido clorídrico
(em solução) cloreto de cálcio
Fórmula molecular C4H10O C4H9Cl NaHCO3 HCl CaCl2
Ponto de ebulição (ºC) 82,9 51 - 114 > 1600
Ponto de fusão (ºC) 25,5 -26,5 270 , perde CO2 -85 772
Densidade (g.cm-3) (20-25ºC) 0,779 0,847 2,159 1,187 2,152
Peso molecular (g.mol-1) 73,96 92,57 34,01 36,46 110,98
Solubilidade água, éter e álcool álcool e éter. Insolúvel em água
Água. Insolúvel em álcool
Água, álcool, éter e
benzeno água, álcool
Toxidade
irritação nos olhos e na pele;
inflamável
tóxico (inalação prolongada); inflamável
pouco tóxico; não inflamável
tóxico por inalação, irritante para os olhos e pele; não inflamável pouco tóxico Usos desnaturalizante de álcool; solvente para produtos farmacêuticos; agente de desidratação síntese orgânico (agente alquilante); anti-heumático; solvente fabricação de bebidas, sais efervescentes; extintores de incêndio; cerâmica; anti-ácido acidificação (ativação) de poços de petróleo; redução de minerais; acidificante industrial; desnaturalizante de álcool; polimerização;iso merização; alquilação e reação de nitração fungicida; agente secante e desecante; produtos farmacêuticos; células eletrolíticas; indústria de papel Obtenção absorção do isobuteno; em H2SO4com posterior hidrólise com vapor d’água
preparado com álcool t-butílico; HCl concentrado e destilado preparado com carbonato de sódio, água e CO2 Subproduto de reações orgânicas de cloração; queimando H2em uma atmosfera de cloro em ausência de O2 por ação do HCl sobre CaCO3e cristalização
Características - líquido incolor
ligeiramente alcalino; decomposição lenta no ar; sabor refrescante líquido incolor ou ligeiramente amarelo; ácido forte; corrosivo cristais; grânulos
Agente secante
9 Forma com a água um sal hexa-hidratado
(CaCl2.6H2O) em temperatura inferior a 30°C,
devido a presença , como impureza de fabricação , de hidróxido de cálcio ou de cloreto básico.
9 Não deve ser usado nas secagens ácidas ou de líquidos ácidos.
9 Não deve ser empregado nas secagens de alguns
compostos carbonílicos, de ésteres , álcoois, fenóis, aminas, e amidas, em virtude de reagir quimicamente com esses compostos.
Reações envolvidas
9 Eliminação de ácido que possa estar em excesso:
NaHCO3(aq) + H+Cl-(aq) → Na+(aq) + Cl-(aq) + CO2(g) ↑ +
H2O(l)
9 Eliminação da água através do agente secante:
Fontes de aquecimento
A fonte de calor deve ser escolhida em função do líquido a ser destilado.
Equipamentos usados para aquecimento:
P.E.<600C Banho maria
600C<P.E.<1800C Banho de óleo
25g de álcool t-butílico em funil de separação de 250 mL
Fase aquosa (inferior):
H3O+, Cl
-- ; pouca quantidade de
álcool t -butílico; pouca quantidade de Cloreto de t-butila
Fase orgânica (superior): cloreto de t-butila; pouca quantidade de álcool t-butílico; HCl ;H2O
Cloreto de t-butila (superior):
Pouca quantidade de álcool t-butillico; pouca quantidade de H2O; Na+ Cl- ; Na+ HCO3
-Fase aquosa (inferior): Na+Cl
-;Na+HCO
3-;pouca quantidade de
cloreto de t-butila; pouca quantidade de álcool t-butílico
Cloreto de t-butila (superior): pouca
quantidade de Na+HCO
3-; pouca
quantidade de Na+Cl-; H
2O ; pouca
quantidade de álcool t-butílico
Fase aquosa (inferior): Na+Cl-; Na+HCO 3-;
pouca quantidade de cloreto de
t-butila; pouca quantidade de álcool t-butílico
Lavar com
20 mL de água destilada
1.Adicionar 85mL de HCl concentrado
2.Agitar a mistura por 30 segundos a cada cinco minutos durante 20 minutos
3.Deixar em repouso para separação das fases
1.Transferir para Béquer
2.Lavar com 20mL de NaHCO3
3.Transferir para o funil de separação
Cloreto de t-butila (superior): pouca quantidade de Na+
HCO3-, Na+ Cl-, H2O , álcool t-butílico
Filtrado-cloreto de t-butila: pouca quantidade
de CaCl2.6H2O; pouca quantidade de Na+Cl-;
pouca quantidade de H2O; pouca quantidade de álcool de t-butílico
Sólido retido no filtro:
NaCl ,CaCl2.6H2O; NaHCO3; pouca quantidade de cloreto de t-butila; pouca quantidade de álcool t-butílico Resíduos: de cloreto de t-butila; NaCl; CaCl2.6H2O; pouca quantidade de álcool t-butílico
Destilado: cloreto de t-butila
Recolher em um frasco com tampa.
Rotular indicando: Nome do produto, volume, faixa
destilação, membros do grupo e data.
1.Transferir o haleto para um erlenmeyer de 125 mL 2.Secar o produto com 5g de CaC12 anidro
3.Filtrar em papel pregueado para eliminar o agente secante, recolhendo a fase orgânica em um balão de destilação de 100mL
1.Tarar um erlenmeyer. 2.Destilar o produto na faixa
49~51°C. (temperatura constante)
3.Calcular o rendimento. 4.Corrigir o p.e.
Cálculos
9 Volume a ser utilizado de álcool t-butílico:
d = m / V → 0,779 g/mL = 25,00 g / V (mL)
V = 32,09 mL de álcool t-butílico
9 Cálculo da massa de HCl que reage com 25,00 g de álcool t-butílico:
1 mol de álcool t-butílico --- 1 mol de HCl 73,96 g --- 36,46 g
25,00 g --- y
9 Cálculo do volume de HCl necessário para reagir com 25g de álcool t-butílico: HCl conc. = 35,5% d(HCl) = 1,187 g/ mL Volume de HCl utilizado = 85,00mL 100 g de solução de HCl --- 35,5 g de HCl d = m/V → V = 100/1,187 → V = 84,24 mL
9 35,5g de HCl em 100g de solução --- 84,24 mL Z --- 85,00 mL
Z = 35,82 g de HCl contidos em 85,00 mL de solução
Foram adicionados no funil: 35,82g de HCl Reagiram: 12,32g
9 Fator de Correção do ponto de ebulição à pressão de 1 atm:
ΔT = 0,00012(760 – p)(Tobservada + 273)
Rendimento do experimento = ( massa obtida / 31,29) x 100
9Cálculo da massa de cloreto de t-butila obtida na reação com 25,00 g de álcool t-butílico:
1 mol de álcool t-butílico ---- 1 mol de cloreto de t-butila 73,96g --- 92,57g
25,00g --- x
Resíduos
Os resíduos devem ser colocados em um
frasco especial devido a presença de cloreto de
terc-butila, que posteriormente será incinerado.
Bibliografia
• http://labjeduardo.iq.unesp.br
• Pavia, D.L.; Lampman,G.M.; Jr. Kriz, G.S. - Introduction to Laboratory Techniques, 2nd edition, Philadelphia, Saunders College Publishing. Páginas 171 a 182. 1995.
• Vogel - Análise Orgânica Qualitativa, 3º Edição, Rio de
Janeiro – RJ, ed. Universidade de São Paulo. Páginas 2 e 251. 1981.
• Merck Index.
• Solomons,T.W.G., Fryhle, C.B.,Química Orgânica 1-trad.Whei Oh Lin, 7ªed,LTC-Rio de Janeiro,2001.