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Síntese Usando o Conhecimento para o Desenvolvimento

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Academic year: 2021

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Usando o Conhecimento para o

Desenvolvimento

A Experiência Brasileira

Overview

Using Knowledge for Development

The Brazilian Experience

As Sínteses constituem-se em excertos de publicações da OCDE.

Elas são disponíveis livremente na biblioteca On-line (www.oecd.org).

Esta Síntese não é uma tradução oficial da OCDE.

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Introdução

O potencial do Brasil na economia do conhecimento global permanece ainda em grande parte sem materialização. A sua posição competitiva é fraca e o país se encontra, sem sombra de dúvida, no lado frágil da fronteira do conhecimento. A avaliação pode parecer paradoxal a princípio, em vista de seu tamanho, complexidade e dinamismo da economia, bem como de seu amplo e duradouro compromisso com a ciência e tecnologia nos últimos 50 anos. Este compromisso é traduzido em programas de graduação em ciência e engenharia, instituições de pesquisa e um pool de capital humano especializado – um amplo e diferenciado sistema pelos padrões da maioria dos países em industrialização. Além do mais, o que inicialmente pareceria como iniciativas desconexas de estados individuais (tais como o Estado de São Paulo e um amplo número de pesquisas de alto nível e unidades de ensino custeadas pelos estados), agências governamentais (exemplificadas por investimentos contínuos em escolas de engenharia militar e programas de pesquisa relacionados, por exemplo), ou prioridades setoriais ad hoc (tais como o programa nuclear dos anos 70), têm gradativamente sido direcionados para uma maior consistência de objetivos e eficiência orçamentária na política nacional de C&T (ciência e tecnologia).

Isso tudo não significa que o Ministério da Ciência e Tecnologia seja suficientemente poderoso para unificar e comandar os diferentes programas ou que os estados tenham abdicado de sua autonomia em questões de C&T. Na verdade, pela Constituição de 1988, a posição dos estados foi fortalecida no contexto de um sentimento generalizado que o poder e os recursos estavam sendo excessivamente centralizados. Entretanto, vários fatores impeliram os agentes a tentar uma coordenação de seus esforços e a seguir, ou pelo menos prestar mais atenção, aos objetivos e prioridades nacionais. Entre tais fatores destacam-se as crescentes restrições orçamentárias e uma necessidade de continuidade em programas chave, incluindo o financiamento federal para a pesquisa, juntamente com uma crescente percepção de que o desafio colocado pela concentração dos recursos para C&T resulta em uma escala mundial que não pode ser abordada de forma fragmentada.

O objetivo deste relatório é o de examinar a experiência Brasileira no uso do conhecimento para o desenvolvimento, identificar as maiores barreiras que o país enfrenta na sua transição para uma economia baseada no conhecimento e sugere subsídios para uma estratégia nacional viável. A despeito de mais de meio século em apoio continuado a C&T, o país tem ainda que acumular um capital de conhecimentos suficiente para atravessar a fronteira e melhorar a sua posição na divisão internacional do trabalho. Conforme é argumentado na Seção II, o país permanece

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preponderantemente como um exportador de produtos baseados em recursos naturais, com baixa a moderada intensidade tecnológica e de crescimento da demanda. Estes produtos requerem a aplicação de conhecimento por empresas, apenas para manter a posição do país nos mercados internacionais. Entretanto, as recompensas têm sido cada vez mais concentradas entre aquelas firmas que aplicam e estendem o conhecimento para segmentos de valores críticos na cadeia da transformação econômica. É a amplitude e a profundidade do conhecimento que se constituem na base para que os países e as firmas possam se reposicionar e capturar estas recompensas.

A seção III discute os motivos pelos quais o conhecimento no Brasil não é nem amplo nem suficientemente profundo. A difusão do conhecimento é limitada pelo acesso à informação, baixos níveis educacionais e pelo fato de que poucas firmas funcionam eficientemente como condutores de conhecimento. Dessa maneira, a agregação de competências de vanguarda, enfrenta um duplo desafio:

q Em primeiro lugar, para fortalecer o sistema de inovações do país e melhorar a

produtividade da pesquisa, ter como referência pesquisas de fronteira sendo desenvolvidas dentro do país.

q Em segundo lugar, para disseminar resultados de pesquisa para a sociedade como um todo,

contar com o estabelecimento de conexões efetivas com a indústria e assegurar que os resultados sejam transformados em produtos comercialmente viáveis.

A seção IV identifica elementos de uma estratégia nacional enfocada na acumulação e uso do conhecimento. Ela requer um substancial alargamento do acesso à informação; uma realização de investimentos maciços na educação; no fortalecimento dos laços entre os agentes locais e os mercados de alto desempenho, apoiando concomitantemente a formação de capacidade empresarial no contexto de uma economia competitiva que seja promotora de acessos, estável e orientada para o crescimento. Finalmente, a criação de competências nacionais de vanguarda envolve a reorganização institucional do sistema de pesquisa, redefinindo áreas prioritárias, atraindo recursos humanos de alto nível, e tornando mais efetivo o uso de patentes e outros direitos de propriedade intelectual para recompensar os pesquisadores, com a concomitante disponibilização de infraestrutura avançada. A transposição de resultados da fronteira de pesquisa para aplicações comerciais pressupõe uma estratégia de objetivos múltiplos baseada em: promoção de precursores dotados de conhecimento científico, dentro de programas setoriais e sistemas de inovação ou redes; estímulos aos esforços ampliados de P&D (pesquisa e desenvolvimento) entre um maior número de firmas locais; e atrair P&D e outros meios avançados a partir de firmas alvo ou firmas estrangeiras de segunda geração, tendo como base os esforços atuais para descentralizar algumas das funções corporativas de ponta e dispendiosas, na medida em que a competição se intensifica em escala mundial. A seção V conclui o trabalho.

A principal mensagem deste relatório é que o Brasil se encontra na ante-sala da fronteira do conhecimento. Uma confluência de forças poderá finalmente trazer o país a uma posição onde apenas um empurrão adicional – um esforço maciço em educação e acesso à informação, no

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contexto de uma sociedade empreendedora, flexível e suscetível a mudanças apoiada por um novo regime macroeconômico voltado para o crescimento – poderia permitir ao país de colher os benefícios dos investimentos e do consistente apoio que tem sido dado a C&T. Em última instância, os fundamentos do desenvolvimento sustentável dependerão da projeção de uma visão de médio e longo prazos para a economia, baseada na produção e uso do conhecimento, no estabelecimento de estratégias e políticas adequadas, e na mobilização da sociedade em redor do objetivo de conhecimento para todos.

Sumário da versão da publicação original em Inglês

(sem anexos, lista de caixas, tabelas e gráficos)

I. Introdução

II. O Brasil e a Economia do Conhecimento Global A posição competitiva do país

A fronteira do conhecimento e o papel do Brasil na divisão internacional do trabalho III.A Permeabilidade e a Profundidade do Conhecimento no Brasil

Quão permeável é o conhecimento no Brasil? A profundidade do conhecimento

IV. Elementos de uma Estratégia Nacional Viável Expandindo o alcance do conhecimento

Adicionando fronteira às competências nacionais V. Comentários Conclusivos

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Esta Síntese é uma tradução dos excertos de publicações originalmente publicadas pela OCDE, com os seguintes títulos em Inglês e Francês:

Using knowledge for development: the Brazilian experience.

© 2002, OECD.

As publicações são disponíveis para venda na OCDE Paris Centre: 2, rue André-Pascal, 75775 Paris Cedex 16, FRANCE e no website www.oecd.org.

As Sínteses são disponíveis livremente na Biblioteca On-line da OCDE no website www.oecd.org.

As Sínteses são preparadas pela

Rights and Translation unit, Public Affairs and Communications Directorate.

e-mail: [email protected] Fax: +33 1 45 24 13 91

© OECD 2002

A reprodução desta Síntese é permitida desde que sejam mencionados o copyright da OCDE e o título original.

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