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técnica e instrumento 2017

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(1)

TÉCNICAS E

INSTRUMENTOS NA COLETA

DE DADOS DA PESQUISA

QUALITATIVA

(2)

Para

coletar

informação

a

propósito

de

fenômenos humanos

,o pesquisador pode :

-

CONSULTAR DOCUMENTOS

SOBRE A

QUESTÃO

-ENCONTRAR ESSA INFORMAÇÃO

OBSERVANDO O PRÓPRIO FENÔMENO

-INTERROGAR PESSOAS QUE O CONHECEM

(3)

Instrumentos

Em geral, os instrumentos de coletas de dados

podem ser divididos em:

Estruturados

Semi-estruturados

(4)

Estruturados

São aqueles instrumentos de coleta cujas partes

estão planejadas em uma seqüência rigorosa e

previamente determinada.

Semi-estruturados

São aqueles instrumentos de coleta que possuem

algumas partes já sistematizadas previamente,

mas que possuem outras “abertas”, que podem

ser adaptadas/modificadas ao longo da entrevista

(trabalho de campo).

Não-estruturados

São aqueles instrumentos focados estritamente no

depoente, sem um direcionamento prévio, além

da manifestação espontânea do sujeito.

(5)

Abertas/ Não estruturadas

São as que permitem ao informante responder

livremente, usando linguagem própria para emitir

opiniões

(6)

Semi-estruturadas/

Semi-abertas/Semi-fechadas

São perguntas pontuais, direcionadas para um

determinado aspecto específico.

(7)

Vantagens das perguntas fechadas/ estruturadas:

 Conjunto de alternativas de resposta é uniforme

 Lista de possibilidades de resposta tende a tornar a pergunta mais clara

 Evita-se respostas estranhas ou irrelevantes

Exemplos:

Qual a sua formação escolar? ___ ensino médio incompleto

ou menos

___ ensino médio completo ___ superior incompleto ___ superior completo ___ pós-graduação

Quantos abortos você já fez? ___ nenhum ___ um ___ dois ___ três ___ quatro ___ cinco ou mais

(8)

Desvantagens das perguntas fechadas/estruturadas:

Seleção de resposta ao acaso por incerteza ou incompreensão da pergunta

Não permitem distinções sutis entre os entrevistados

(9)

Exemplos de Questões Fechadas/Estruturadas:

1.

Marque com um ‘X’ o tipo de estabelecimento que você

cursou o Ensino Fundamental (no formulário

pergunta-se) :

1 Todo em escola pública 2 Todo em escola particular

3 Maior parte em escola pública 4 Maior parte em escola particular 5 Escolas comunitárias

(10)

Exemplos de Questões Fechadas/Estruturadas:

1.

Qual o ramo de atividade de sua organização?

1 Indústria

2 Comércio

3 Serviços

4 Agropecuária 5 Outro tipo

(11)

Exemplos

Questões

Mistas

(Semi-abertas

e

Fechadas/Semi-estruturadas):

1.

Usa computador com que finalidade ?

1 Lazer

2 Trabalhos escolares 3 Trabalhos profissionais 4 Outra finalidade

5 Não uso

6 Não sei responder

Se optou pelo numero 4, explique qual a finalidade de uso: ______________________________________________

(12)

Exemplos

Questões

Mistas

(Semi-abertas

e

Fechadas/Semi-estruturadas):

1.

A rede Internet é excelente para?

1 Bater papo com os amigos no Orkut 2 Realizar trabalhos de pesquisa escolar

3 Pesquisar informações para o meu trabalho 4 Outra opção

5 Não uso Internet 6 Não sei responder

Se optou pelo numero 4 explique: _________________ ____________________________________________

(13)

É uma série ordenada de perguntas que devem ser

respondidas por escrito pelo informante.

Deve ser objetivo, limitado em extensão e estar

acompanhado de instruções.

As instruções devem esclarecer o propósito de sua

aplicação, ressaltar a importância da colaboração

do informante e facilitar o preenchimento.

(14)

Vantagens em relação à entrevista:

 Possibilita atingir maior número de elementos em

menor tempo

 Menor custo com pessoal

 Maior conveniência para o entrevistado

 Menor influencia dos entrevistadores

(15)

Limitações em relação à entrevista

 Limitado a entrevistados que sabem ler e escrever

 Não permite ajuda do pesquisador na interpretação das perguntas  Impede conhecimento das circunstancias em que o dado foi coletado  Baixo índice de retorno

 Exige preocupação extra com o tamanho do questionário

(16)

o questionário deverá ser construído em blocos temáticos

obedecendo a uma ordem lógica na elaboração das

perguntas;

a redação das perguntas deverá ser feita em linguagem

compreensível ao informante.

A formulação das perguntas deverá evitar a possibilidade de

interpretação dúbia, sugerir ou induzir a resposta;

.

(17)

N° de questões:

- Deve-se levar em consideração o interesse dos entrevistados em responder o questionário.

- Alguns autores sugerem no máximo 30 perguntas.

Ordem das perguntas:

-Técnica de funil

Cada questão deve relacionar-se com a antecedente e apresentar maior especificidade.

Ex.:

Quais você acredita que sejam os principais problemas com que se defronta o país?

Dos problemas mencionados a seguir, qual você acredita que seja o mais importante?

Onde você obteve a maioria das informações acerca desse problema? - Seqüência lógica e racional

(18)

Prevenção de deformações

Perguntas que denotam julgamento

- dão respostas socialmente aceitas com medo de serem julgados

Construção do questionário

(19)

Apresentação do questionário:

-Instruções de preenchimento - Apresentação da pesquisa –

entidade realizadora, tema de estudo, objetivos, etc.

Construção do questionário

(20)

Texto ou declaração introdutória deve:

Identificar a organização ou entidade que conduz o estudo.

Estabelecer os objetivos e metas do estudo.

Apresentar a base da seleção da amostra.

Demonstrar a importância dos resultados para os próprios entrevistados.

Valorizar a participação do pesquisado.

Demonstrar que todas as respostas são valiosas: não há respostas corretas ou incorretas.

Estimar o tempo necessário à condução do questionário.

Por correio ou e-mail: incluir instruções para devolução.

Por telefone ou pessoalmente: solicitar permissão para prosseguir com as perguntas.

(21)

É um meio termo entre questionário e entrevista.

É apresentado por escrito, como no questionário, mas é você quem assinala as respostas que o respondente dá oralmente.

É uma coleção de questões anotadas por um entrevistador numa situação face a face com a outra pessoa (o informante).

(22)

Exemplo de Questões Abertas:

1.

O que você entende por competências e

habilidades profissionais? Explique.

2.

Com relação a questão anterior, você

considera que elas podem ou não serem

adquiridas?

(23)

EXEMPLOS DE TÉCNICAS DE COLETA DE

DADOS

•Entrevista Individual em Profundidade/Grupo Focal

•Formulário/ Questionário

(24)

ENTREVISTA

É uma conversa a dois, feita por iniciativa do entrevistador, destinada a fornecer

informações pertinentes a um objeto de pesquisa.

TIPOS DE CONSTRUÇÃO DO INSTRUMENTO DA

ENTREVISTA

•Semi-estruturada: é aquela em que o entrevistador

segue um roteiro com perguntas mais direcionadas aos

objetivos/perguntas pontuais.

• Não estruturada/aberta: o entrevistado tem liberdade

para desenvolver cada situação em qualquer direção que

considere adequada em virtude da pergunta aberta.

(25)

INSTRUMENTOS NA PESQUISA QUALITATIVA

ROTEIRO DE ENTREVISTA PARTE 1 – PERFIL DOS SUJEITOS

Idade Gênero

Escolaridade Etc.

PARTE 2 – QUESTÕES ESPECÍFICAS O que é saúde para o Sr./Sra.?

O que o Sr./Sr.ª faz para ter saúde?

O que o Sr./Sra. faz quando tem algum problema de saúde? E quando alguém da sua família adoece, o que o Sr./Sra. faz?

(26)

MEDIDAS EXIGIDAS PARA A PREPARAÇÃO

DA ENTREVISTA

•Conhecimento prévio do entrevistado • Condições favoráveis(ambiente)

• Contato com líderes do local (para autorização)

• Conhecimento prévio do campo

• Preparação específica (gravação: pilhas novas, teste do gravador, bloco de notas, termo de consentimento livre e

(27)

Vantagens

 Possibilita a obtenção de dados referentes aos mais diversos aspectos da vida social

 É eficiente na obtenção de dados em profundidade

 Não exige que o entrevistado saiba ler ou escrever*

 Possibilita obtenção de maior número de respostas*

 Maior flexibilidade*

 Permite a avaliação de informações não previstas no questionário tais como: expressão corporal; tonalidade da voz; declarações extras; etc.*

* Vantagens em relação à questionários auto-aplicáveis

(28)

PRINCIPAIS PROBLEMAS COM A

TÉCNICA DA ENTREVISTA

• Falta de motivação do entrevistado.

• Inadequada compreensão do significado das perguntas.

• Fornecimento de respostas falsas.

• Inabilidade do entrevistado para responder.

• Influência exercida pelo aspecto pessoal do entrevistador com o entrevistado.

(29)

Classificação das entrevistas com relação

à forma de aplicação

Telefônica

Face a face (pessoal)

Teleconferência

Internet

Mais comuns

ENTREVISTA

(30)

ENTREVISTA INDIVIDUAL EM

PROFUNDIDADE:

A

conversação

é

iniciada

por

um

tema

geral

sem

direcionamento do processo por parte do pesquisador.

O entrevistado tem liberdade para desenvolver cada situação

em qualquer direção que considere adequada.

Se caracterizam pela flexibilidade e por explorar ao máximo

determinado tema, exigindo da fonte subordinação dinâmica

ao entrevistado

(31)

ENTREVISTA INDIVIDUAL EM

PROFUNDIDADE:

Validade e confiabilidade

A obtenção de confiabilidade é baseada na descrição

pormenorizada dos procedimentos de operacionalização

das entrevistas e uso fundamentado e consistente das

respostas obtidas.

(32)

Como fazer:

Antes

-o informante deve ser estimulado a escolher o local e o horário. É fundamental atender às condições do entrevistado;

-o ambiente de trabalho do informante pode ser adequado se ajudá-lo a se sentir confortável, mas não deve haver ouvintes e interrupções; -planeje a seqüência das entrevistas, examine detidamente o roteiro de perguntas, faça uma planilha com nomes, datas, locais e horários das entrevistas;

(33)

Como fazer:

Início

-comece a entrevista perguntando sobre os dados básicos do

entrevistado, se não possuí-los: nome, função, tempo de experiência, idade, formação, descrição das atividades ou do papel que

desempenha.

-busque o estabelecimento de um ambiente de naturalidade, confiança mútua e interesse;

-faça uma apresentação informal e curta sobre seu trabalho e objetivo. -Informe o tempo que deverá durar e se será gravada;

(34)

Como fazer:

Durante

-deixe o informante à vontade

Ele deve ser estimulado a fazer o relato de como percebe o assunto, a falar franca e livremente.

-Seja cordial, busque empatia, tenha e demonstre interesse pelo que ele sabe e pensa.

- Estimule a expressão e seja permissivo desde que isto facilite a obtenção de informações.

- Assuma o papel de ouvinte curioso e o estimule a abordar com naturalidade cada questão;

(35)

Como fazer:

Durante

-respeite o entrevistado e desperte sua confiança, mesmo que não concorde com ele.

-Não tente ser astuto, nem convencer, induzir, orientar ou sugerir que está errado.

- O entrevistador deve obter informações e não discutir, conscientizar ou esclarecer o entrevistado.

- O ideal é que o entrevistado perceba seu interesse, não sua opinião; -o entrevistador pode estimular a reflexão, detalhamento ou explorar as contradições do próprio entrevistado. Para isso, frases como

(36)

Como fazer:

Durante

-lembre-se de que nem sempre o entrevistado sabe responder de maneira precisa.

-Dê o tempo necessário, mantendo-se em silêncio e não demonstrando impaciência;

-Cada entrevistado é único e exige compreensão, paciência e flexibilidade; -explique e pergunte sobre conceitos e vocábulos caso possa haver dúvida. Muitas vezes, as palavras utilizadas pelo entrevistado possuem significado diferente para o informante, gerando interpretações equivocadas.

Exemplo: “a Senhora disse que se sente como um menino que ganhou um doce. O que a senhora quer dizer com isso?”;

(37)

Como fazer:

Durante

-faça apenas uma pergunta de cada vez;

-o fato do entrevistado não saber responder já é uma resposta. Também deixe claro ao informante que não há problema se não souber algo, fazendo

perguntas que não exijam afirmação de conhecimento;

-não tenha pressa. Siga o tempo da fonte. Silêncios e pausas podem ser proveitosos para o entrevistado refletir ou recordar;

-se tiver dúvidas se foi suficientemente compreendido, repita a pergunta. Do mesmo modo, se a resposta não for evidente, peça esclarecimentos;

-não se perca em detalhes apenas curiosos, nem ceda à tentação de

perguntas-carona, interessantes, mas irrelevantes à questão de pesquisa. - A entrevista é uma ótima situação de interação para aprendizagem mútua, mas exige rigor na condução.

(38)

Como fazer:

Além das respostas

-observe o ambiente onde se dá a entrevista, a relação que se estabelece entre as pessoas, a forma como o entrevistado se comporta, seus movimentos, ênfases, silêncios, pausas, gestos. - Os aspectos relacionados ao comportamento do entrevistado e o contexto da entrevista ajudam a complementar a informação

semântica, aquilo que se torna explícito verbalmente.

-As circunstâncias podem ser muito úteis para ajudar o pesquisador a descrever e analisar seu objeto de pesquisa;

(39)

Como fazer:

Ao final

-procure deixar para o fim as perguntas mais sensíveis ou complexas. Mas evite correr o risco de que o entrevistado canse ou a entrevista seja interrompida antes;

-uma entrevista em profundidade pode durar mais de 30 minutos sem aborrecer o entrevistado. Claro que diferentes variáveis podem alterar este indicador;

-não conclua abruptamente a entrevista.

- Antes de agradecer, dê indicações de que está terminando. Você também pode perguntar se o entrevistado gostaria de complementar alguma questão ou acrescentar algo.

(40)

Como fazer:

Anotações

Anotações sobre questões centrais, dúvidas, aspectos relevantes, detalhes que não tenham sido verbalizados ou mesmo idéias que surjam e possam ser esquecidas devem ser feitos, inclusive quando há gravação.

É importante transcrever imediatamente as anotações, registrar comentários, observações, de maneira a não esquecer pontos essenciais ou perder os registros.

(41)

Como fazer:

A gravação

-possibilita o registro literal e integral.

-É importante demonstrar que irá usar o gravador e verificar se o entrevistado não se sente desconfortável.

-Embora possa eventualmente levar à desconfiança ou ser inibidor nas primeiras perguntas, em geral a fonte rapidamente responde com naturalidade.

- É interessante deixá-lo em local visível, mas discreto ao olhar. -O gravador possui a vantagem de evitar perdas de informação, minimizar distorções, facilitar a condução da entrevista, permitindo fazer anotações sobre aspectos não verbalizados.

(42)

Como fazer:

A gravação

Hoje dispomos de smarphones e aparelhos de mp3.

Será necessário manter os equipamentos carregados e posteriormente baixar programas de software para converter numa extensão que possa ser ouvida no computador, facilitando a transcrição.

(43)

Como fazer:

Além das respostas

- cruze todas as informações de maneira a ser convicto em seu relato de pesquisa.

-Verifique a consistência da argumentação e das informações das fontes durante a própria entrevista e busque sua coincidência e

articulação com outros relatos e documentos no momento da redação; -lembre-se do marco teórico de seu trabalho durante a entrevista.

-evite a tentação de buscar e valorizar apenas informações que confirmem seus pressupostos.

(44)

Construção do roteiro/ou perguntas

norteadoras para entrevistas individuais

e em profundidade

ROTEIRO DE ENTREVISTA INDIVIDUAL E EM PROFUNDIDADE PARTE 1 – PERFIL DOS SUJEITOS

Idade Gênero

Escolaridade Etc.

PARTE 2 – QUESTÕES NORTEADORAS

COMO É SER ALUNO DO TERCEIRO ANO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM?

COMO ESTÁ SENDO PARA VOCÊ CURSAR O TERCEIRO ANO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM?

(45)

O pesquisador pode usar algumas táticas para realizar a entrevista INDIVIDUAL EM PROFUNDIDADE:

 Tática do silêncio – o pesquisador deve saber ficar calado no momento adequado, contudo, isso não pode ser confundido com desatenção ou desinteresse.

 Tática da animação e elaboração – realizar todo tipo de observação, ruídos e gestos que permitem ao entrevistado perceber que deve continuar falando.

 Tática da reafirmação e repetição – tentar obter informações adicionais, mediante a repetição de expressões emitidos pelo entrevistado.

 Tática da recapitulação – tentar levar o entrevistado a relatar novamente alguma informação organizada de forma cronológica.

 Tática do esclarecimento – solicitar a seqüência de passos ou solicitar esclarecimento sobre algo que não ficou claro.

(46)

PRÉ-TESTE DOS INSTRUMENTOS

• Inconsistência ou complexidade das questões.

• Ambigüidades ou linguagem inacessível.

• Perguntas supérfluas ou que causem embaraço ao informante.

• Questões que estão em uma sequencia irracional.

(47)

DÚVIDAS QUANTO A PESQUISA QUALITATIVA

Quantas pessoas devo entrevistar na pesquisa qualitativa?

Um dos critérios usualmente adotados é o da saturação teórica

Quando o conteúdo expresso pelos pesquisados começa a se repetir, o pesquisador para de coletar dados.

Desta maneira, freqüentemente, é impossível prever, no momento deelaboração do projeto, qual o número de pesquisados a serem incluídos no estudo.

Uma exceção :

(48)

•DÚVIDAS QUANTO A PESQUISA QUALITATIVA

•Quantas pessoas devo entrevistar na pesquisa qualitativa?

É normal que após algumas entrevistas diminuam as novidades, passando a haver repetição de informações.

Isto significa que já existe uma coerência interpretativa nas respostas.

Como a variabilidade se reduz, o pesquisador pode aproveitar para obter detalhes, exemplos, afirmações que ajudem a sustentar e articular as informações e antecipar a redação do relatório;

(49)

DÚVIDAS QUANTO A PESQUISA QUALITATIVA

•Os sujeitos...

São intencionais... Não é aleatório... • Critérios de inclusão e exclusão

(50)

Conceituando Grupo Focal

“uma técnica de Pesquisa na qual o

pesquisador reúne,

num mesmo local

e

durante um

certo período

, uma determinada

quantidade de pessoas que fazem parte do

público-alvo de suas investigações

, tendo

como objetivo

coletar, a partir do diálogo e do

debate com e entre eles, informações acerca

de um tema específico

”.

(51)

GRUPO FOCAL

Trabalha com a

reflexão expressa através da

“fala” dos participantes

, permitindo que eles

apresentem,

simultaneamente,

seus

conceitos, impressões e concepções sobre

determinado tema.

Em decorrência, as informações produzidas

ou

aprofundadas

são

de

cunho

essencialmente qualitativo.

(52)

Grupo Focal

É uma técnica que cria uma

atmosfera

informal de maneira intencional

,

encorajando

os sujeitos a falarem sem restrições

sobre

comportamentos, atitudes e opiniões que

possuem sobre um determinado fenômeno

(Berg, 2004).

(53)

Grupo Focal

A relevância:

Está na interação entre o grupo.

As perspectivas individuais

se convergem e divergem

de posicionamento sobre as questões

, permitindo

identificar

não

apenas

as

diversas

visões

de

determinado assunto, mas também

a interação dos

diferentes olhares.

(54)

Grupo Focal

Vantagens:

Oferece maior possibilidade para

pensar

coletivamente

uma temática;

Permite que

os comentários de um faça emergir

a

opinião de outros;

Por serem socialmente construídas num ambiente

permissivo e não constrangedor,

facilita a

manifestação de emoções.

Assim, os pesquisadores podem

observar como a

controvérsia vem à tona e como os problemas

são

resolvidos frente a uma determinada temática.

(55)

Número de participantes

Do ponto de vista operacional:

Para

Debus

(1997),

Dall’agnol e Trench

(1999), Lervolino e Pelicione (2001), Meier e

Kudlowiez (2003): o número de participantes

deve variar

de oito a dez pessoas.

Para Minayo (1996),Chiesa e Ciampone (1999)

e Morgan (1997): o ideal é que o total oscile

entre um mínimo de

seis e um máximo de

doze pessoas.

(56)

Escolha dos Participantes

Do ponto de vista operacional:

Os participantes são escolhidos a partir de um

determinado grupo,

cujas idéias e opiniões

são do interesse da pesquisa

(Minayo, 1996).

(57)

PARTICIPANTES: regras importantes

Os sujeitos devem ser avisados e

convidados com

antecedência

e devidamente esclarecidos sobre o

tema abordado e os objetivos da pesquisa.

Os

critérios utilizados na seleção

dos componentes

de cada grupo devem estar

vinculados aos objetivos

e aos resultados

que a pesquisa deseja alcançar.

(58)

Número de encontros

Do ponto de vista operacional

Em relação ao

número de encontros

:

varia de acordo com a complexidade da

temática

e o interesse da pesquisa, podendo

ser

alterado

após

análise

conjunta

(do

moderador

e

observador)

dos

dados

coletados.

(59)

Número de encontros

Do ponto de vista operacional

Técnica que visa à coleta de dados qualitativos:

o número de Grupos Focais a ser realizado

não é rigidamente determinado por fórmulas

matemáticas

Mas... pelo esgotamento dos temas, não se

prendendo, portanto,

a relações de amostra

probabilística.

(60)

Número de encontros

Do ponto de vista operacional

A abrangência do tema pode exigir

uma ou

várias sessões de discussão

(Cruz Neto,

Moreira e Sucena, 2002; Minayo, 1996).

(61)

Local

Do ponto de vista operacional

O local

Deve ser neutro, isto é, fora do ambiente de

trabalho e/ou convívio dos participantes e de

fácil acesso.

Livre de ruídos, com isolamento acústico,

possibilitando a captação das falas (Meier e

Kudlowiez, 2003).

(62)

Mediador e Observador

Do ponto de vista operacional

É necessário a participação de um Mediador e

um Observador.

De acordo com Cruz Neto, Moreira e Sucena

(2002), o mediador é responsável pelo início,

pela motivação, pelo desenvolvimento e pela

conclusão dos debates.

(63)

Função do mediador:

-

favorecimento da integração

dos participantes;

-

garantia de

oportunidades equânimes

a todos;

-

o

controle do tempo de fala de cada participante

e de

duração do Grupo Focal;

-

incentivo e/ou arrefecimento

dos debates;

-

valorização da diversidade de opiniões

;

-

respeito à forma de falar dos participantes

;

-

abstinência de posturas influenciadoras

e formadoras

(64)

Função do mediador:

Mediador: A função-chave da técnica.

É o único que neles

deve intervir e que pode interagir

com os participantes.

A qualidade dos dados e das informações levantados

no

GF

está

intimamente

vinculada

a

seu

desempenho, que se traduz

.

(65)

Função do observador:

-analisar e avaliar o processo de condução do

Grupo Focal, atendo-se aos participantes

isoladamente e em suas relações com o

Mediador.

(66)

Função do observador:

Deve registrar também:

-

a

linguagem não verbal

dos participantes,

como,

por

exemplo,

tons

de

voz,

expressões faciais e gesticulação.

-

O material produzido não precisa ser a

transcrição literal das falas

- mas sim um rol

de posturas, idéias e pontos de vistas

que

(67)

Função do observador:

Suas anotações devem ter como meta:

a constante melhoria da qualidade do trabalho e a

superação dos problemas e dificuldades enfrentados

Anotará:

-;

se cada participante sentiu-se à vontade diante dos

profissionais

-se houve

integração

entre os participantes;

-se eles

compreenderam corretamente o intuito da

pesquisa

e a forma como as funções do Mediador

foram exercidas.

(68)

GRAVAÇÃO

Para Cruz Neto, Moreira e Sucena (2002) deve haver

um

Operador de Gravação

que tem como função

destinada à gravação integral – de acordo com o

equipamento disponível - dos debates.

Para Barbour (2009) :

o melhor é posicionar o gravador em uma mesa no

centro do grupo

, e quanto menos complicado for o

equipamento, menos chance de ter problemas.

(69)

GRAVAÇÃO

Hoje no mercado, há equipamentos modernos,

compactos e discretos de gravação, porém é

importante que o pesquisador esteja

familiarizado

com o equipamento antes de usá-lo

com um Grupo

Focal.

(70)

TEMPO DE DURAÇÃO DO GF

Geralmente o tempo de duração de uma reunião

não

deve ultrapassar de uma a uma hora e meia

para o

debate (Schrimshaw,1986).

Para Dawson et al (1992) o tempo de duração dos

Grupos Focais,

deverá oscilar entre uma a duas

horas.

(71)

ROTEIRO DE PERGUNTAS

Consta de uma lista de temas e questões

qualitativas e abrangentes.

Deve favorecer a discussão:

-

servindo de roteiro para o moderador

-

facilitando a condução do trabalho grupal ao

encontro dos objetivos da pesquisa

-

A elaboração desse instrumento requer do

moderador habilidade, dedicação e clareza dos

objetivos do estudo

(Meier e Kudlowiez, 2003).

(72)

Exemplo de ROTEIRO DE

PERGUNTAS para o GF

1. Como são escolhidos os temas do conteúdo a serem ministrados em HIV/AIDS?

2. Como vocês abordam os temas em HIV/AIDS em sala de aula?

3. Como vocês definem a responsabilidade do docente em relação ao ensino de HIV/AIDS?

4. Qual a compreensão que vocês têm da relação entre o conteúdo de HIV/AIDS ministrado e uma educação que incentive a cidadania?

5. Na sua prática pedagógica, existe um enfoque para unir saberes, ou seja, ligar e inter-relacionar informações para o enfrentamento da realidade relacionada ao ensino

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