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Pós Penal e Processo Penal. Legale

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(1)

Pós – Penal

e Processo Penal

(2)

PROCEDIMENTOS

JUDICIAIS

(3)

PROCEDIMENTOS

Judiciais

Os procedimentos judiciais são divididos em

duas categorias:

(4)

PROCEDIMENTOS

Judiciais

- Comuns: ordinário, sumário e

sumaríssimo

- Especiais: Júri, Funcionário Público

Afiançável, Honra, Propriedade Imaterial,

Drogas e outros

(5)
(6)

O

rdinário

O procedimento comum ordinário é base

para os demais e é usado subsidiariamente

para todos os demais (art. 394, §5º do CPP)

(7)

O

rdinário

A seqüência dos atos no procedimento

comum ordinário é a seguinte:

(8)

O

rdinário

Oferecimento da denúncia ou queixa >

Recebimento da denúncia ou queixa >

Citação >

Resposta à Acusação>

Decisão (absolvição sumária ou não) >

Audiência de Instrução, Debates e

(9)

O

rdinário

Oferecimento da denúncia ou queixa >

(10)

O

rdinário

Recebimento da denúncia ou queixa >

(11)

O

rdinário

Citação >

(12)

O

rdinário

Resposta à Acusação>

(13)

O

rdinário

Decisão (absolvição sumária ou não) >

(14)

O

rdinário

Audiência de Instrução, Debates e

Julgamento

(15)
(16)

S

umário

O rito sumário seguirá a mesma seqüência

de atos que o rito ordinário.

(17)

S

umário

- o número de testemunhas que pode ser

arrolado por cada uma das partes será de até

5 (cinco) (ordinário até 8)

(18)

S

umário

- a audiência de instrução, debates e

julgamento será realizada no prazo

máximo de 30 (trinta) dias (ordinário 60

dias)

(19)

S

umário

Observação: o procedimento sumário é

subsidiário para o sumaríssimo

(20)

PROCEDIMENTO

SUMARÍSSIMO

(21)

S

umaríssimo

Segue o procedimento sumaríssimo:

- qualquer infração que tenha pena máxima

de 2 (dois) anos (infrações de menor

potencial ofensivo)

(22)

S

umaríssimo

A seqüência dos atos no procedimento dos

juizados especiais criminais é a seguinte:

(23)

S

umaríssimo

Termo circunstanciado (TC) >

encaminhamento ao JECRIM >

marcação de audiência preliminar >

audiência preliminar >

oferecimento da denúncia ou queixa (se o

procedimento não for arquivado

anteriormente) >

(24)

S

umaríssimo

oferecimento de defesa preliminar >

recebimento da denúncia ou queixa >

citação >

resposta >

absolvição sumária (ou não) >

audiência de instrução, debates e

(25)

S

umaríssimo

Termo circunstanciado (TC) >

(26)

S

umaríssimo

encaminhamento ao JECRIM >

(27)

S

umaríssimo

marcação de audiência preliminar >

audiência preliminar >

(28)

S

umaríssimo

oferecimento da denúncia ou queixa (se o

procedimento não for arquivado

anteriormente) >

(29)

S

umaríssimo

oferecimento de defesa preliminar >

(30)

S

umaríssimo

recebimento da denúncia ou queixa >

citação >

resposta >

absolvição sumária (ou não) >

audiência de instrução, debates e

julgamento

(31)

S

umaríssimo

OBSERVAÇÕES SOBRE A LEI

9.099/95

(32)

S

umaríssimo

(33)

S

umaríssimo

2) Recursos (APELAÇÃO e Embargos de

Declaração)

(34)

S

umaríssimo

(35)

S

umaríssimo

(36)

S

umaríssimo

5) Princípios: Oralidade, Informalidade,

Economia Processual e Celeridade

(37)

S

umaríssimo

(38)

S

umaríssimo

7) Transação Penal: limites – condenação, 5

anos de outra transação – circunstâncias

(39)

S

umaríssimo

8) Ação Penal para Lesões Corporais Leves e

Culposas

(40)

PROCEDIMENTO

PARA CRIMES DE FUNCIONÁRIO

PÚBLICO

(41)

F

uncionário público

de especial esse procedimento só tem um

único fator:

(42)

F

uncionário público

- após o oferecimento da denúncia e antes

do recebimento da denúncia, o acusado

apresentará a defesa preliminar (15 dias),

consistente em toda matéria de defesa (art.

514, CPP)

(43)

F

uncionário público

Com a apresentação da Defesa, o Juiz

decidirá se rejeita a denúncia ou queixa (art.

516, CPP) ou recebe a denúncia ou queixa

(art. 517, CPP)

Se receber, procedimento a ser seguido a

partir de então é o procedimento comum

ordinário

(44)

F

uncionário público

ATENÇÃO: a Súmula 330 do STJ prevê que

é desnecessária a resposta preliminar na

(45)

PROCEDIMENTO

(46)

H

onra

Poucas diferenças separam o rito dos crimes

contra a honra do comum ordinário. Na

(47)

H

onra

Antes do recebimento da queixa, o Juiz

marcará uma audiência para a tentativa de

reconciliação das partes, em que as mesmas

comparecerão sem a presença de seus

(48)

H

onra

Na resposta, pode, em alguns casos, o

querelado oferecer uma defesa chamada

exceção da verdade (que pode ser

(49)

H

onra

Atenção: não cabe exceção da verdade:

- Se, constituindo o fato crime de ação

privada, o ofendido não foi condenado por

sentença irrecorrível;

(50)

H

onra

- Se o fato é imputado ao Presidente da

República ou Chefe de Governo Estrangeiro;

(segue)

(51)

H

onra

- Se do crime imputado, embora de ação

pública, o ofendido foi absolvido por

sentença irrecorrível

(52)

H

onra

Para a difamação só caberá exceção da

verdade se a imputação for contra

(53)

H

onra

(54)

H

onra

OBS: a lei fala em procedimento para

Calúnia e Injúria (Art. 519, CPP), mas

também se aplica para a Difamação;

(55)

PROCEDIMENTO

PARA CRIMES CONTRA A

PROPRIEDADE IMATERIAL

(56)

P

ropriedade imaterial

a diferença desse procedimento e o ordinário

reside no fato de que se o crime deixar

vestígios, obrigatoriamente deve ser feita a

busca e apreensão do material, bem

como deve ser efetuada perícia.

Sem a prova do direito de ação não será

(57)
(58)

Origem

A instituição do Júri remonta os tempos antigos

(Grécia, Roma) com a possibilidade de julgamento

pelo povo.

(59)

Origem

A Magna Carta (1215) previu no seu artigo 39:

“Nenhum homem livre será capturado ou aprisionado,

ou desapropriado dos seus bens, ou declarado fora da

lei, ou exilado, ou de algum modo lesado, nem nós

iremos contra ele, nem enviaremos ninguém contra

ele, excepto pelo

julgamento legítimo dos seus

pares

ou pela lei do país”

(60)

Origem

No Brasil, há a instituição do Júri desde 1822 (para

julgar

crimes de imprensa

).

Posteriormente passou a julgar

crimes dolosos

contra a vida e crimes contra a economia popular

.

Desde a Constituição de 1946 julga os

crimes dolosos

contra a vida

.

(61)

Júri –

duas fases distintas

O procedimento do Júri é chamado de bifásico ou

escalonado, isso porque tem duas fases distintas:

(62)

Júri –

duas fases distintas

a primeira é o juízo de acusação (iuditio accusationis)

(63)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

a sequência de atos da primeira fase (iuditio

acusationis) é a seguinte:

(64)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

oferecimento da denúncia ou queixa >

recebimento da denúncia ou queixa >

citação >

resposta >

manifestação do Ministério Público >

(65)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

oferecimento da denúncia ou queixa >

(66)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA QUINTA VARA DO JÚRI DA CAPITAL –

052.12.003475-3 - Controle 569/12 - IP 1496/12 - DHPP

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO representado pelo Promotor de Justiça signatário, com base no procedimento inquisitório anexado, feito epigrafado, vem propor ação penal pública incondicionada, oferecendo denúncia em face da indiciada ELIZE ARAÚJO KITANO MATSUNAGA, portadora do RG 53.673.690-X-SP, qualificada a fls. 332, pela prática do crime de homicídio doloso, triplamente qualificado, pelo motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa do ofendida e meio cruel, além de destruição e ocultação de

cadáver, contra a pessoa de MARCOS KITANO MATSUNAGA, fato

ocorrido no dia no dia 19 de maio de 2012, pouco depois das 20h, no interior do apartamento nº 172-A do edifício localizado na Rua Carlos Weber, 1376, Vila Leopoldina, São Paulo.

(67)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

OS FATOS

A indiciada ELIZE ARAÚJO KITANO MATSUNAGA, que antes fora enfermeira, trabalhando em centro cirúrgico, era “garota de programa” e se apresentava como “acompanhante”, rótulo das integrantes do site MClass, especializado nessa atividade, quando conheceu a vítima

MARCOS KITANO MATSUNAGA, com quem passou a ter relações sexuais

mediante paga, no final do ano de 2004. Marcos era casado e tinha uma filha, e ante a frequência com que se relacionavam, se tornaram amantes, por um período aproximado de três anos, até que aquele se divorciou e decidiram secasar, o que aconteceu no dia 8 de junho de 2009, sob o regime da comunhão parcial de bens (fls. 253). O casal Marcos-Elize já demonstrava sinais de dificuldade no relacionamento, quando a denunciada engravidou, posteriormente dando à luz a criança , em 15 de abril de 2011, e seis meses após, o relacionamento se deteriorou. As constantes brigas do casal, com ofensas recíprocas e até agressão física por parte de Elize, fez com que passassem a dormir em quartos separados no

(68)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

mesmo imóvel. Convencida de que Marcos estava tendo “um caso”, Elize procurou uma agência de detetives, contratando seus serviços para acompanhá-lo e comprovar o fato. Antes de efetuar uma viagem ao Estado do Paraná, no dia 17 de maio, Elize fez o pagamento de parte do valor ajustado com o detetive, e enquanto estava ausente, conforme combinou com a empregada, esta lhe informava a entrada e saída do marido, e por telefone, monitorava o detetive, quando teve conhecimento de que realmente Marcos estava tendo um “caso” com uma garota de programa, e que, por coincidência, era do mesmo site MClass que antes pertenceu. O detetive forneceu os detalhes e os locais onde o marido se encontrava com a nova amante, inclusive realizando filmagens do romance em locais públicos, fato que gerou o ódio incontido. Elize retornou de viagem, no dia 19 de maio, com o plano sórdido elaborado. E no mesmo dia o concretizaria. Oriunda de família pobre, auxiliar de enfermagem e garota de programa, depois casada com milionário, viu cair por terra o casamento e a vida confortável. Beneficiária única de seguro de relevante

(69)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

valor (fls. 84), ficando com a filha herdeira do enorme patrimônio do pai, resolveu matá-lo. Conseguiria se vingar e ficaria rica. Exímia atiradora, o executaria. Marcos foi buscá-la no aeroporto, junto com a filha e ao adentrarem no apartamento, a denunciada Elize detalhou a este as investigações já desenvolvidas e as provas materiais. Discutiram, com uma pausa enquanto Marcos desceu à portaria para buscar uma pizza, e retornando às 20h02m, conforme consta das gravações de CFTV do elevador (fls. 443/444). Nesse ínterim, armou-se de uma pistola Imbel,

calibre “380, nº 41655 (uma das quatro armas registradas em seu nome)

com carregador contendo 15 cartuchos e quando Marcos chegou com a pizza, Eliza dele se aproximou e efetuou um único disparo, na região da fronte esquerda, orientado de frente para trás e de cima para baixo (fls. 456). Tinha que ser assim, pois Marcos, além muito forte, bem mais alto, era lutador de artes marciais o que inviabilizaria o confronto físico. Não poderia lhe dar qualquer chance de se defender. Enquanto a vítima

(70)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

faca, se aproximou de seu pescoço e o seccionou, conseguindo decapitá-lo. Marcos veio a óbito, cuja causa mortis deveu-se a choque traumático

(traumatismo crâneo encefálico por agente pérfuro-contundente – projétil de arma de fogo (bala) e associado à asfixia respiratória por sangue aspirado devido a decapitação, conforme evidenciado no laudo

de exame de corpo de delito (exame necroscópico) constante de fls. 455/457. Excelente atiradora e conhecedora de armas, substituiu o cano da arma utilizada por um outro que mantinha, de molde a inviabilizar definitivamente eventual exame pericial de confronto do projétil com a pistola, bem como comprovação de disparo recente. Perpetrado o crime, era o momento de se livrar do indesejável cadáver, e para isso já tinha também previamente desenvolvido um plano. Iria esquartejá-lo e transportá-lo para local distante. Dotada de conhecimento na área de enfermagem, colocou-o em prática, dentro de um quarto destinado aos hóspedes, para onde arrastou o corpo. Por ter trabalhado em centro cirúrgico e conhecedora da anatomia humana, em termos ósseos, sabia

(71)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

onde realizar os cortes. Sabia que o joelho é preso por cartilagem e ligamento, e assim cortou as pernas. Cortou os braços, com antebraço e mão. Da mesma forma cortou a barriga, na região da cintura, separando a genitália e as coxas do tronco, conforme comprovam as fotos de fls. 49/50

e 460/481. Após o esquartejamento – atividade que lhe consumiu a noite toda - , inseriu as partes, junto com a cabeça e as roupas que Marcos

usava, em sacos plásticos apropriados para lixo, e acondiciou-os em três malas de viagem, dividindo o peso, o que lhe facilitaria o transporte. Realizada a difícil tarefa, passou a limpar todo o local, com panos e água. Enquanto a babá ficava em casa com a criança do casal, desceu com as três malas pelo elevador de serviço (no dia 20 de maio de 2012, domingo às

1h30m), conforme comprovam as filmagens de CFTV (fls. 444/445),

colocou-as no seu veículo Mitsubishi Pajero, placas EQC-4141 para jogar em local bem distante. Saiu com destino ao Estado do Paraná seguindo pela Rodovia Raposo Tavares, mas desistiu da empreitada, retornando para a região da Grande São Paulo, onde conhecia bem. Aliás, muito bem.

(72)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Assim, livrou-se dos pedaços do corpo. Na Estrada dos Pires, próximo à igreja, foram encontradas as mangas da camisa. Na mesma Estrada dos Pires até a Rua Bragança (1,3 km após), foram encontradas mãos e braços. Um pouco mais à frente (1 km) estava uma perna e um pé. Mais adiante (100 m) estava a cabeça. Mais à frente (600 m) estava a outra perna. Continuando na Estrada dos Pires, sentido Caucaia do Alto (2,5 km) estavam o tronco e o quadril. As partes foram sendo jogadas em beira de estrada, em uma distância percorrida de 4,2 km, conforme comprova o laudo de fls. 395 e os BOs. de fls. 13, 22, 63, 67. Após toda essa jornada, quando foi fiscalizada e autuada pela Polícia Rodoviária por estar com o licenciamento do auto vencido (fls. 321/323), e ainda com as malas e partes do cadáver, Elize retornou ao apartamento apenas às 22h48m (fls. 446). No dia 21de maio (segunda-feira) foi até a agência de detetives retirar as filmagens feitas com Marcos e a amante, e as levou aos pais dele, cuja mostra visava concretizar a parte final de seu plano, de que a vítima saíra de casa porque tinha outra mulher. Enquanto a família procurava Marcos,

(73)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

com a mesma finalidade de fugir à eventual suspeita de autoria, apanhou um notebook da vítima, e como conhecia sua senha, encaminhou emails para a empresa de sua propriedade, supostamente sendo do falecido, informando que estava tudo bem (fls. 36/39). Assim ocorrendo, a indiciada ELIZE ARAÚJO KITANO MATSUNAGA praticou um crime de homicídio triplamente qualificado. Agiu impelida por motivo torpe, vingando-se da traição do marido, para evitar que a outra amante fosse a causa da separação e lhe causasse prejuízos sociais e materiais, e com objetivo de ficar com o valor do seguro de vida e a administração dos bens a serem herdados pela filha. Para a prática do crime, utilizou de recurso

que impossibilitou a defesa da vítima, com o tiro sendo disparado à curta

distância, conforme prova a perícia (fls. 456), que evidenciou zona de tatuagem e queimadura nas margens do ferimento, e em situação de altura superior, pois mesmo sendo de estatura maior, Marcos recebeu o projétil de cima para baixo, o que seria impossível de acontecer, caso ambos estivessem em pé (fls. 455/457). A morte foi produzida por meio

(74)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

cruel, pela tentativa de segmentar o corpo em vida. Conforme conclusão pericial, a vítima ainda estava viva quando sofreu asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação. (fls. 457). A indiciada ELIZE

ARAÚJO KITANO MATSUNAGA também praticou o crime de destruição e

ocultação de cadáver, ao esquartejá-lo e depois lançar as partes em local ermo, onde possivelmente seriam devoradas por animais. Por final, a conduta de ainda deverá ser agravada genericamente pela condição de cônjuge da vítima. Ex positis, adequando a conduta da indiciada ao tipo penal descrito como homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além da destruição e ocultação de cadáver, agravada pela condição de cônjuge da vítima, denuncio ELIZE ARAÚJO KITANO MATSUNAGA, portadora do RG 53.673.690-X-SP, como incursa no artigo 121, § 2º, incisos I, III e IV, artigo 211 e artigo 61, inciso II, letra “e” , in fine, todos do Código Penal Brasileiro.

(75)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

REQUERIMENTO

Ante todo o exposto, adequada a conduta aos tipos penais correspondentes, requer-se, recebida e autuada a presente, observando-se o disposto no artigo 406 do Código de Processo Penal, com as alterações trazidas pela Lei nº 11.689, de 9 de junho de 2008, seja a ré citada para responder a acusação por escrito. Não sendo hipótese de absolvição sumária, em audiência de instrução prevista no artigo 411 do mesmo dispositivo, seja procedida à inquirição das testemunhas abaixo arroladas, as do juízo e as que eventualmente sejam indicadas pela acusada. Excedido o rol de testemunhas (art. 406, § 2º do CPP), ante a complexidade do caso e necessidade de ouvida do médico legista, do perito legal e da ilustre autoridade policial que desenvolveu a investigação, requeiro que sejam estas ouvidas como testemunhas do juízo (art. 209 do CPP). Após, seja interrogada a acusada, e com o encerramento da instrução e realizado o debate final ou juntada de memoriais, para, ao final, ser proferida sentença de pronúncia para

(76)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

submeter ELIZE ARAÚJO KITANO MATSUNAGA a julgamento pelo Egrégio Tribunal do Júri, juízo natural dos crimes dolosos contra a vida, até final condenação.

São Paulo, 19 de junho de 2012

JOSÉ CARLOS COSENZO Promotor de Justiça

(77)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

ROL DE TESTEMUNHAS

1 – Mauro Kitano Matsunaga – fls. 26/145/196/239 2 – Willian Coelho de Oliveira – fls. 162

3 – Valter Sérgio de Abreu -fls. 172 (requisitar) 4 – René Henrique Gotz Licht – fls. 199

5 – Horácio Rubem D’Abramo – fls.399 6 – Luiz Carlos Lózio – fls. 30/149/193 7 – Nathalia Vila Real Lima - fls. 363

8 – Amonir Hercilia dos Santos – fls. 234 TESTEMUNHAS DO JUÍZO

1 – Dr Mauro Gomes Dias – fls. 514 (requisitar)

2 – Dr Jorge Pereira de Oliveira – fls. 455/457 (requisitar) 3 – Ricardo Salada – Perito DHPP - requisitar

(78)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

recebimento da denúncia ou queixa >

(79)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

citação >

(80)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

resposta >

(81)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

manifestação do Ministério Público >

(82)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

audiência de instrução, debates e julgamento >

(83)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Sequência:

Oitiva do ofendido

Oitiva das testemunhas de acusação

Oitiva das testemunhas de defesa

Requerimentos

Interrogatório do réu

Debates orais

(84)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

(85)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Pronúncia (art. 413, CPP)

Impronúncia (art. 414, CPP)

Absolvição Sumária (art. 415, CPP)

(86)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Pronúncia

é a decisão que encerra a primeira fase do júri e que faz

com que o acusado seja levado a julgamento pelo

Plenário do Júri, faz ter a segunda fase, e agora está

prevista no art. 413 do CPP.

(87)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

O juiz pronunciará quando houve materialidade e

indícios suficientes de autoria

(88)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Se o réu está revel ele poderá ser intimado da

pronúncia por edital (antigamente o processo ficaria

parado)

(89)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Se o réu está revel ele poderá ser intimado da

pronúncia por edital (antigamente o processo ficaria

parado)

Na dúvida entre pronunciar ou não, deverá o Juiz

pronunciar o réu (in dubio pro societate)

(90)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Se o réu está revel ele poderá ser intimado da

pronúncia por edital (antigamente o processo ficaria

parado)

Na dúvida entre pronunciar ou não, deverá o Juiz

pronunciar o réu (in dubio pro societate)

O juiz não pode exagerar na fundamentação da

pronúncia

(91)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Impronúncia

se dará quando o magistrado não se convencer da

materialidade ou os autos não tiverem indícios

suficientes de autoria ou ainda quando faltarem

materialidade e indícios de autoria, com previsão no

art. 414 do CPP

(92)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

A Impronúncia arquiva o processo que poderá ser

reaberto (antes da prescrição) com novas provas

(93)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Absolvição sumária

Por expressa disposição constitucional, quem condena

ou absolve os crimes dolosos contra a vida, conexos ou

continentes a esses é o Tribunal do Júri. O juiz, em

(94)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Mas a lei, entendendo que o réu não pode ser punido

injustamente por esse dispositivo, conferiu ao

magistrado a possibilidade de absolvê-lo antes da

sessão plenária.

É uma absolvição antecipada que acaba por sumariar o

processo.

(95)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Para que o Juiz absolva sumariamente o réu, é

necessário que:

(96)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

(97)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

esteja provada a inexistência do fato,

(98)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

esteja provada a inexistência do fato,

provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato,

(99)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

esteja provada a inexistência do fato,

provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato,

o fato não constituir infração penal ou

ficar demonstrada causa de isenção de pena ou

exclusão do crime

(100)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

A lei faz uma ressalva para expor que a tese de

excludente de culpabilidade oriunda de doença mental

ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado

não pode ser argüida para a absolvição sumária, salvo

se for tese única

(101)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Desclassificação

Operar-se-á a desclassificação do delito, sempre que o

Juiz se convencer que o crime em testilha não é doloso

contra a vida e nem guarda conexão ou continência a

um

(102)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Na desclassificação o Juiz encaminha os autos ao Juízo

singular, onde o réu terá nova oportunidade de defesa

(103)

Primeira Fase – Juízo de Acusação

Recursos das decisões que encerram a primeira

fase:

Das decisões pronúncia e desclassificação cabe RESE,

recurso em sentido estrito (art. 581 do CPP)

Da decisão de absolvição sumária e de impronúncia,

segundo a nova redação do art. 416 do CPP caberá

apelação.

(104)
(105)

Segunda Fase – Juízo da Causa

A segunda fase do júri (juízo da causa – iudicio causae)

se inicia quando a decisão de pronúncia se tornar

(106)

Segunda Fase – Juízo da Causa

A segunda fase do júri, embora seja reduzida, é

totalmente diferenciada de todos os demais

(107)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Manifestação da acusação (5 dias) – sem entrar no

mérito e podem arrolar até 5 testemunhas para serem

ouvidas em plenário;

(108)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Manifestação da defesa (da mesma forma);

OBS: atenção para testemunhas imprescidíveis

Art. 461. O julgamento não será adiado se a

testemunha deixar de comparecer, salvo se uma das

partes tiver requerido a sua intimação por mandado,

na oportunidade de que trata o

art. 422 deste Código

,

declarando não prescindir do depoimento

e

(109)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Saneamento do processo feito pelo Juiz e marcação da

sessão plenária;

(110)
(111)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Saneamento do processo feito pelo Juiz e marcação da

sessão plenária;

(112)

Segunda Fase – Juízo da Causa

(113)
(114)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Se comparecerem menos que 15 jurados não há

julgamento

(115)

Segunda Fase – Juízo da Causa

São sorteados 7 jurados que farão parte do conselho de

sentença

(116)

Segunda Fase – Juízo da Causa

A cada jurado sorteado é perguntado primeiro à defesa

e depois à acusação se aceita o jurado.

(117)

Posição nas cadeiras

_________ _________ _________ ________

1

2

3

4

_________ _________ _________

(118)
(119)

Segunda Fase – Juízo da Causa

A sequência dos atos da Sessão plenária, seguirá, a

partir de então, a mesma sequência da audiência de

instrução, debates e julgamento que encerrou a

(120)

Segunda Fase – Juízo da Causa

- Oitiva da vítima (tentativa)

- Oitiva das testemunhas de acusação

- Oitiva das testemunhas de defesa

- Requerimentos

- Interrogatório do réu

- Debates

(121)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Entretanto, o prazo para as manifestações orais serão

de:

1h30min para a acusação;

1h30min para a defesa;

1h de réplica (para a acusação);

(122)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Entretanto, o prazo para as manifestações orais serão

de:

1h30min para a acusação;

1h30min para a defesa;

1h de réplica (para a acusação);

1h de tréplica (para a defesa).

Se houver mais de 1 réu, para cada prazo acrescente-se

1 hora.

(123)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Encerrados os debates o Juiz consulta os Jurados se têm

condições de proceder o veredicto ou se resta alguma

dúvida (caso em que deverá o Juiz esclarecer o jurado)

(124)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Estando em condições de julgar, todos (menos o réu e

platéia) se dirigem à sala secreta, onde será feita a

(125)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Sequência dos quesitos:

Materialidade

Autoria

Absolve o réu ?

Teses de defesa

(126)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Atenção:

Desaforamento: é tirar o julgamento de um foro

(127)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Atenção:

(128)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Atenção:

Ocorre por 3 motivos:

(129)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Atenção:

Ocorre por 3 motivos:

1) dúvida sobre a imparcialidade dos jurados

(130)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Atenção:

Ocorre por 3 motivos:

1) dúvida sobre a imparcialidade dos jurados

2) risco pessoal ao réu

(131)

Segunda Fase – Juízo da Causa

Atenção:

Ocorre por 3 motivos:

1) dúvida sobre a imparcialidade dos jurados

2) risco pessoal ao réu

3) demora excessiva para julgamento

Quem decide sobre o desaforamento é o Tribunal de

Justiça e em todos os casos deverá a defesa ser ouvida

Referências

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