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Conceitos Basicos Nov2015

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(1)

Conceitos Básicos

Mariana Dias Júlia Justino

(2)

Conteúdo

1 Cálculo Algébrico 1

1.1 Conjuntos de Números . . . 1

1.1.1 Conjunto dos números naturais . . . 1

1.1.2 Conjunto dos números inteiros . . . 1

1.1.3 Conjunto dos números racionais ou fracionários . . . 1

1.1.4 Conjunto dos números reais . . . 2

1.2 Expressões Algébricas . . . 3

1.2.1 Polinómios . . . 3

1.2.2 Frações Algébricas . . . 7

1.3 Equações e Inequações Algébricas . . . 9

1.3.1 Equações de 1o grau . . . . 10

1.3.2 Equações de 2o grau . . . . 10

1.3.3 Equações bi-quadradas . . . 11

1.3.4 Inequações de 1o grau . . . . 12

1.4 Equações e Inequações com Módulos . . . 12

1.5 Exercícios Propostos . . . 15

1.6 Soluções . . . 26

2 Geometria no Plano 36 2.1 Vetores no Plano . . . 36

2.2 Estudo da Reta . . . 38

2.2.1 Equações da reta . . . 38

2.3 Cónicas . . . 42

2.3.1 Elipse e Circunferência . . . 43

2.3.2 Parábola . . . 44

2.3.3 Hipérbole . . . 46

2.4 Exercícios Propostos . . . 48

2.5 Soluções . . . 51

3 Funções Reais de Variável Real 55 3.1 Definição . . . 55

3.2 Representação Gráfica . . . 58

3.3 Transformações do gráfico de uma função . . . 60

3.4 Propriedades . . . 63

3.4.1 Classificação . . . 63

3.4.2 Paridade . . . 65

3.4.3 Funções periódicas . . . 66

3.4.4 Sinal . . . 67

3.4.5 Monotonia . . . 68

3.4.6 Extremos . . . 71

3.4.7 Concavidade . . . 72

3.4.8 Pontos de Inflexão . . . 73

3.4.9 Função Limitada . . . 73

(3)

3.6 Funções Algébricas . . . 79

3.6.1 Função afim . . . 79

3.6.2 Função quadrática . . . 81

3.6.3 Função cúbica . . . 85

3.6.4 Função algébrica racional fracionária . . . 86

3.6.5 Função algébrica irracional . . . 86

3.7 Exercícios Propostos . . . 87

3.8 Soluções . . . 97

4 Complementos sobre Equações e Inequações Algébricas 107 4.1 Equações Fracionárias . . . 107

4.2 Inequações de 2o grau . . . 107

4.3 Inequações Fracionárias . . . 108

4.4 Exercícios Propostos . . . 109

(4)

1

Cálculo Algébrico

1.1

Conjuntos de Números

1.1.1 Conjunto dos números naturais

N={1, 2, 3, ...}, onde N0 ={0, 1, 2, 3, ...}.

1.1.2 Conjunto dos números inteiros

Z={...,−2,−1, 0, 1, 2, ...}, onde Z+ ={1, 2, ...}=N e Z−0 ={...,−2,−1, 0}.

1.1.3 Conjunto dos números racionais ou fracionários Denição 1 Designa-se fração à expressão a

b onde a é o numerador e b o

denomi-nador. Se o numerador é menor que o denominador, a fração diz-seprópria (por exemplo

2 3,

1 4,

3

5); se o numerador é maior ou igual ao denominador a fração diz-se imprópria (por

exemplo 4 3,

5 5,

6

4); se o numerador é múltiplo do denominador a fração diz-se aparente(por

exemplo 6 3,

12 6,

8 4).

Denição 2 Chamam-sefrações equivalentes às frações que representam a mesma parte

do todo (por exemplo, 1 2,

2 4,

6

12 são equivalentes). Para encontrar frações equivalentes, basta

multiplicar o numerador e o denominador por um mesmo número natural (por exemplo,

1·2 2·2 =

2·3 4·3 =

6

12 são algumas frações equivalentes a 1

2). Uma fração pode ser simplificada

se se dividir ambos os termos da fração pelo fator comum (por exemplo, 9:3 12:3 =

3

4 é uma

fração simplificada de 129 ). Uma fração que não possa ser simplificada, porque os termos não

possuem nenhum fator em comum, diz-se fração irredutível.

O conjunto dos números racionais ou fracionários é constituído por números que se podem escrever na forma de fração em que o numerador e o denominador são números inteiros tais que o denominador nunca se anula, ou seja,

Q=­a

b :a∈Z e b∈Z\ {0}

®

={nos racionais},

ondenúmeros racionaissão números representáveis por dízimasfinitas ou dízimas infinitas

periódicas.

Operações com números fracionários • Adição e subtração

— Denominadores iguais: Para somar ou subtrair frações com denominadores iguais, basta somar ou subtrair os numeradores e conservar o denominador.

Exemplo 1 49 +2

9 = 6 9 = 2 3; 5 6 − 1 6 = 4 6 = 2 3.

— Denominadores diferentes: Para somar ou subtrair frações com denominadores diferentes, utiliza-se o mínimo múltiplo comum (m.m.c.) para obter frações equi-valentes, de denominadores iguais ao m.m.c. Depois soma-se ou subtrai-se nor-malmente as frações.

Exemplo 2 45 +5

2, onde o m.m.c.(5,2)=10. Logo, 4 5(×2) +

5 2(×5) =

(5)

• Multiplicação: Na multiplicação de frações, basta multiplicar numerador por nume-rador e denominador por denominador.

Exemplo 3 45 × 3

2 =

4×3 5×2 =

12

10 =

6 5.

• Divisão: Na divisão de frações, deve-se multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda.

Exemplo 4 45 ÷ 3

2 =

4

5 ×

2

3 =

8 15.

• Potenciação: Na potenciação, quando se eleva uma fração a um determinado ex-poente, está-se a elevar o numerador e o denominador a esse expoente.

Exemplo 5 ¡45¢2 = 42

52 =

16 25.

• Radiciação: Na radiciação, quando se aplica uma raiz a uma fração, está-se a aplicar essa raiz ao numerador e ao denominador.

Exemplo 6 q

4

25 =

4

25 =

2 5.

1.1.4 Conjunto dos números reais

R=Q{nos irracionais},

onde osnúmeros irracionais são números representáveis por dízimas innitas não periódi-cas, tais queR\Q={nos irracionais}.

Propriedade 1 .

1. R=Q· (R\Q);

2. NZQR, isto é:

R

Q

Z N

R\Q

Exemplo 7 −3 = −13 = −3.0; 81 = 0.125; 112 = 0.181 8(18) são números racionais e

(6)

1.2

Expressões Algébricas

Denição 3 Umaexpressão com uma variável diz-se algébrica quando, sobre a variável,

não incidem outras operações além de adição, subtração, multiplicação, divisão ou extração de raiz.

Denição 4 Chama-sedomínio da expressão algébrica, e representa-se por D, ao

con-junto dos números que, substituídos no lugar da variável, dão sentido à expressão.

Exemplo 8 A expressão algébrica 2x tem como domínio D=R\ {0}; a expressão algébrica

x+3 tem como domínio D= [−3,+[.

1.2.1 Polinómios

Denição 5 Chama-sepolinómio de grau n numa variável xa toda a expressão algébrica

de tipo:

anxn +an−1xn−1+. . .+a1x+a0

onde an, an−1, . . . , a1, a0 ∈R e an 6=0. Neste caso, anxn, an−1xn−1, . . . , a1x, a0 dizem-se

termos do polinómio, an, an−1, . . . , a1, a0 coeficientes e a0 diz-se o termo

indepen-dente.

Denição 6 Seja P(x) um polinómio de grau n. Diz-se que α R é uma raiz real de P

se P(α) =0.

Propriedade 2 Considerando um qualquer polinómio de grau 2, ax2+bx+c,as suas raízes

reais podem ser obtidas através da Fórmula Resolvente:

α= −b±

b2−4ac

2a ,

onde ∆=b2−4ac é designado porbinómio discriminante.

Se ∆

⎧ ⎨ ⎩

> 0, então há duas raízes reais e distintas

=0, então há uma raiz real

< 0, então não há raízes reais

.

Exemplo 9 Determine as raízes reais de P(x) =x2+3x4.

Resolução: Usando a fórmula resolvente, tem-se que

P(x) =0 x= −3±

32−4.1.(4)

2.1 = −

3±√9+16

2 = −

3±√25

2 = −

3±5

2 ⇔

⇔x=1∨x=−4.

Logo, −4 e 1 são as raízes de P.

Observação 1 .

• Qualquer polinómio de grau n tem no máximo n raízes reais distintas;

(7)

Denição 7 Dois polinómiosdizem-se idênticosse e só se são iguais os coeficientes dos

termos do mesmo grau.

Denição 8 Denominam-se de termos semelhantes aos termos do mesmo grau.

Denição 9 Um polinómio diz-secompleto quando existem todos os termos desde o termo de maior grau até ao termo independente.

Denição 10 Um polinómio com um só termo diz-semonómio, com dois termosbinómio

e com três termos trinómio.

Exemplo 10 O polinómio x2 +1 é um binómio não completo de grau 2 que não admite

raízes reais (∆< 0).

Operações com polinómios

• Adição: Para adicionar dois polinómios, aplicam-se as propriedades comutativa e associativa da adição e reduzem-se os termos semelhantes.

Exemplo 11 ¡3x2+x+1¢ + ¡5x2+3¢ = 3x2 + x + 1 + 5x2 + 3 = =¡3x2+5x+x+ (1+3) =8x2 +x+4.

• Subtração: Para subtrair dois polinómios, adiciona-se ao aditivo o simétrico do sub-trativo.

Exemplo 12 ¡3x2+x+1¢ − ¡5x2−3x¢ = 3x2 + x + 15x2 + 3x =

=¡3x2−5x+ (x+3x) +1=2x2 +4x+1.

• Multiplicação: Para calcular o produto de dois polinómios, aplica-se a propriedade distributiva da multiplicação relativamente à adição e, em seguida, adicionam-se os termos semelhantes.

Exemplo 13 ¡3x2+x+1¢ × ¡5x2 +3¢ = 15x4 + 9x2 + 5x3 + 3x + 5x2 + 3 =

=15x4+5x3+14x2+3x+3.

— Casos Notáveis: Há produtos de polinómios que aparecem com muita frequên-cia com variadas aplicações na Matemática e que merecem espefrequên-cial atenção: o quadrado do binómio e a diferença de quadrados.

Quadrado do Binómio- o quadrado do binómio obtém-se adicionando o quadrado do primeiro termo com o dobro do produto do primeiro pelo segundo e com o quadrado do segundo termo:

(a+b)2 =a2+2ab+b2.

a

a

b

b

2

b

2

a

ab

ab a

a

b

b

2

b

2

a

ab ab

(8)

positivo e se têm sinais contrários, o termo 2abé negativo. Logo,

(a−b)2 =a2−2ab+b2.

Diferença de Quadrados- o produto de dois polinómios que só diferem no sinal de um dos termos é igual à diferença dos quadrados dos termos:

(a+b) (a−b) =a2−b2.

a

b

b

2

b

2 2

ab a

a

b

b

2

b

2 2

ab a

• Divisão: Efetuar a divisão inteira de um polinómio chamado dividendoD(x) de grau

n,por outro polinómio chamado divisord(x)de graum,onde m < n,é encontrar um

polinómio quociente q(x) de grau (n−m) e um polinómio resto r(x) de grau < m,

em que

D(x)

| {z } dividendo

=d(x) | {z } divisor

· q(x) | {z } quociente

+r(x) |{z} resto

.

A este processo dá-se o nome de Algoritmo da Divisão.

Exemplo 14 Calcule o quociente e o resto da divisão 3x4−4xx32−3x+1. Resolução:

3x4 −4x3 +0x2 −3x +1 x2

−3x4 +6x3 3x3 +2x2 +4x +5

2x3 +0x2 −3x +1

−2x3 +4x2

4x2 −3x +1

−4x2 +8x

5x +1

−5x +10 11

Assim, q(x) =3x3+2x2+4x+5 e r(x) =11, ou seja,

D(x) =3x4−4x3−3x+1= (x−2)·¡3x3 +2x2+4x+5¢+11.

Observação 2 Quando o polinómio r(x) é nulo, ou seja, D(x) =d(x)·q(x), então

a divisão inteira dos polinómios é denominada exata. Diz-se, neste caso, que D(x) é

(9)

Regra de Ruffini- serve para dividir um polinómioD(x)de graunpor um binómio

de tipo (x−α). Se D(x) = a0xn+a1xn−1+a2xn−2+. . .+an−1x+an, a Regra de

Ruffini assume o seguinte aspeto:

a0 a1 a2 . . . an−1 an

α αq0 αq1 αqn−2 αqn−1

a0 a1+αq0 a2+αq1 . . . an−1+αqn−2 an +αqn−1

k k k k k

q0 q1 q2 qn−1 r(x)

Assim,D(x) = (x−α)·¡q0xn−1+q1xn−2 +. . .+qn−1

¢

+r(x).

Exemplo 15 Calcule o quociente e o resto da divisão 3x4−4xx32−3x+1. Resolução:

3 −4 0 −3 1

2 6 4 8 10

3 2 4 5 11

Assim, q(x) =3x3+2x2+4x+5 e r(x) =11, ou seja,

D(x) =3x4−4x3−3x+1= (x−2)·¡3x3 +2x2+4x+5¢+11.

Decomposição de polinómios em fatores

Se um polinómio na variávelx, de graun, anxn+an−1xn−1+. . .+a1x+a0 admiten raízes

reais, α1,α2, . . . ,αn, pode escrever-se como um produto:

an(x−α1) (x−α2). . .(x−αn), an 6=0.

Exemplo 16 Decomponha em fatores do 1o grau os seguintes polinómios:

1. 2x2−12x+10;

2. 2(x−1)2−3(x−1).

Resolução:

1. zeros: 2x2−12x+10=0x= 12±√144−80

4 ⇔x=1∨x=5.

Assim, 2x2−12x+10=2(x1) (x5).

2. 2(x−1)2−3(x−1) = (x−1) [2(x−1)−3] = (x−1) (2x−5).

Propriedade 3 Todo o polinómio P(x) com coeficientes reais pode ser representado como

produto do coeficiente do termo de maior grau(an)por polinómios do 1o grau do tipo x−α

(em que α toma os valores das raízes reais do polinómio) e polinómios de segundo grau do tipo x2+bx+c, sem raízes reais.

Exemplo 17 −3x3+6x2−9x+6=3(x1)¡x2−x+2¢ é um polinómio de grau3 com

(10)

Método dos coecientes indeterminados

Este método baseia-se no princípio de que dois polinómios são idênticos se os coeficientes

dos termos do mesmo grau são iguais.

Exemplo 18 Calcule o quociente e o resto da divisão 2x3+2x3x22−+1x−5.

Resolução: O quociente q(x) será um polinómio de 1o grau, por isso da forma

q(x) = ax+b, e o resto r(x) não pode exceder o primeiro grau, da forma r(x) = cx+d,

com a, b, c e dR e a6=0. Como

D(x) =d(x)·q(x) +r(x)

vem

2x3 +3x2+x−5=¡2x2 −1¢·(ax+b) + (cx+d).

Efetuando-se os cálculos no 2o membro

2x3+3x2+x−5=2ax3+2bx2−ax−b+cx+d=2ax3+2bx2+ (c−a)x+ (d−b).

Obtem-se dois polinómios, um no 1o membro e outro no 2o, que são idênticos. Pode-se então

escrever

⎪ ⎪ ⎨ ⎪ ⎪ ⎩

2=2a

3=2b

1=c−a

−5=d−b

⇔ ⎧ ⎪ ⎪ ⎨ ⎪ ⎪ ⎩

a= 2

2 =1

b= 32

1=c−1

−5=d−32

⇔ ⎧ ⎪ ⎪ ⎨ ⎪ ⎪ ⎩

a=1

b= 32

c=2

d=−7

2

.

Então q(x) =x+3

2 e r(x) =2x− 7 2.

1.2.2 Frações Algébricas

Denição 11 Dados dois polinómios P(x) e Q(x), onde Q(x) é um polinómio não nulo,

designa-sefração algébrica a toda a expressão da forma P(x)

Q(x),isto é, o quociente entre dois

polinómios. A incógnita xpoderá tomar qualquer valor real, desde que o seu valor não anule

o denominador. Ao conjunto de números que, substituídos no lugar da variável, dão sentido à expressão dá-se o nome de domínio da fração algébrica, e representa-se por D.

Existem muitas semelhanças nas definições e operações entre frações algébricas e números

fracionários.

Denição 12 Consideremos uma fração algébrica QP((xx)) tal que Q(x) 6=0. Se P(x) e Q(x)

são divisíveis pelo mesmo polinómiod(x),então existem dois polinómiosM(x) eN(x) que:

P(x) =M(x)·d(x) e Q(x) =N(x)·d(x) com N(x)6=0, verificando-se:

P(x)

Q(x) =

M(x)·d(x)

N(x)·d(x) =

M(x)

N(x).

Diremos que M(x)

N(x) é a simplificação de P(x) Q(x).

Assim, para simplificar frações algébricas, depois de fatorizados o numerador e o

(11)

Denição 13 Duas frações QP((xx)) e MN((xx)) são equivalentes se uma delas é a simplificação

da outra.

Exemplo 19 Simplifique as seguintes frações algébricas, indicando os respetivos domínios:

1. x+2 x2+4x+4;

2. (x(x21)(1x)(+2x)(2−x4)3).

Resolução:

1. x+2 x2+4x+4 =

x+2

(x+2)2 =

1

x+2, onde D=R\ {−2}.

2. (x(x21)(1x)(+2x)(2−x4)3) = (x−(1x)(x1)(+1x)(+x2)(x2)(3x)+2) = (x+(x1)(x3)−2), onde D=R\ {−2, 1, 3}.

Denição 14 Dadas as frações QP((xx)) e MN((xx)) tais que Q(x)6=0 e N(x)6=0, as expressões

P(x)·N(x)

Q(x)·N(x) e

M(x)·Q(x)

N(x)·Q(x)

são expressões algébricas equivalentes às dadas e com igual denominador. A Q(x)·N(x)

dá-se o nome de denominador comum.

Método para determinar o Mínimo Denominador Comum 1. Fatorizam-se os polinómios dos denominadores;

2. Multiplicam-se todos os fatores diferentes;

3. Se existem fatores com a mesma base, mas expoente diferente, considera-se o que tem maior expoente.

Operações com frações Algébricas

• Adição e subtração: Para somar ou subtrair duas ou mais frações algébricas, devem-se reduzir todas ao mesmo denominador comum e só depois somar ou subtrair os polinómios.

P(x)

Q(x) ±

M(x)

N(x) =

P(x)·N(x)

Q(x)·N(x) ±

M(x)·Q(x)

Q(x)·N(x) =

P(x)·N(x)±M(x)·Q(x)

Q(x)·N(x) .

• Multiplicação: Para multiplicar duas ou mais frações algébricas, devem-se multiplicar os polinómios dos numeradores entre si, e os denominadores entre si.

P(x)

Q(x) ×

M(x)

N(x) =

P(x)·M(x)

(12)

• Divisão: O quociente de duas frações algébricasca denido através da multiplicação da primeira fração pelo inverso da segunda.

P(x)

Q(x) ÷

M(x)

N(x) =

P(x)

Q(x) ×

N(x)

M(x) =

P(x)·N(x)

Q(x)·M(x).

Exemplo 20 Efetue os cálculos e simplifique, indicando os respetivos domínios:

1. 2 x+2 −

2 x+1;

2. x− 2xx+11;

3. x2+3x

x2−4 ×

x+2 x+3;

4. x+3

x2 ÷

x2+1

x−1 .

Resolução:

1. 2 x+2 −

2

x+1 =

2 x+2(x+1) −

2

x+1(x+2) =

2(x+1)−2(x+2) (x+2)(x+1) =

2x+2−2x−4

(x+2)(x+1) = −

2

x2+3x+2, onde

D=R\ {−2,−1}.

2. x− 2xx+11 = x2−xx12x−1 = x2−x3x1−1, onde D=R\ {1}.

3. x2+3x

x2−4 ×

x+2 x+3 =

(x2+3x)(x+2) (x2−4)(x+3) =

x(x+3)(x+2) (x−2)(x+2)(x+3) =

x

x−2, onde D=R\ {−3,−2, 2}.

4. x+3

x2 ÷

x2+1

x−1 = x+3

x2 ×

x−1 x2+1 =

(x+3)(x−1)

x2(x2+1) =

x2+2x3

x4+x2 , onde D=R\ {0, 1}.

1.3

Equações e Inequações Algébricas

Denição 15 A equação algébrica é uma igualdade entre duas expressões

matemáti-cas que podem conter uma ou mais variáveis (ou incógnitas) sujeitas a operações algébri-cas (adição, subtração, multiplicação, divisão e radiciação). Por exemplo, ax +b = 0,

x2−2x=1, ax4 =bx.O objetivo é obter o conjunto de todos os possíveis valores que podem

assumir as incógnitas da equação. Toda a equação tem:

• uma ou mais letras indicando valores desconhecidos, que são denominadas variáveis

ou incógnitas;

• um sinal de igualdade (=) ;

• uma expressão à esquerda da igualdade, denominada primeiro membro ou membro da

esquerda;

• uma expressão à direita da igualdade, denominada segundo membro ou membro da

direita.

As expressões do 1o e 2o membros da equação chamam-se termos da equação.

−3

incógnita %

x +4

| {z }

1o membro

= |{z}10

(13)

Resolver uma equação significa obter o valor da incógnita ou das incógnitas, isto é, obter as

raízes da equação.

Quando se adiciona (ou se subtrai) valores iguais em ambos os membros da equação, ela permanece em equilíbrio. Da mesma forma, ao multiplicar ou dividir ambos os membros da equação por um valor não nulo, a equação permanece em equilíbrio. É este o processo que permite resolver uma equação.

1.3.1 Equações de 1o grau

Denição 16 As equações de 1o grau com uma variável são da forma mx+b=0, com

m, bR, m6=0.

Exemplo 21 Resolva a seguinte equação algébrica −3x+4=10.

Resolução:

−3x+4=10 Equação inicial

⇔−3x+4−4=10−4 Subtraímos ambos os membros por 4

⇔−3x=6

⇔ −3x

−3 =

6

−3 ⇔ Dividimos ambos os membros por −3 ⇔x=−2 C.S.={−2} é a solução da equação.

1.3.2 Equações de 2o grau

Denição 17 Umaequação de 2o grau na incógnitaxé da forma ax2+bx+c=0, onde

os números a, b e c são os coeficientes da equação, sendo a6=0. Estas equações podem ser

completas, se todos os coeficientes são diferentes de zero, ou incompletas, se b=0 ouc=0

ou b=c=0.

Resolução de equações completas

Sabemos que uma equação completa de 2o grau é uma equação do tipoax2+bx+c=0,onde

todos os coeficientes são diferentes de zero. Para a resolver, basta usar a fórmula resolvente.

Exemplo 22 Resolva as seguintes equações completas de 2o grau:

1. x2 −6x+8=0;

2. x2 −10x+25=0;

3. x2 +2x+7=0.

Resolução:

1. x2−6x+8=0x= 6±√36−32

2 >0x= 6±√4

2 ⇔x=

6±2

2 ⇔x=4∨x=2, ou seja, a

equação tem duas raízes reais, C.S.={2, 4}.

2. x2 −10x+25 = 0 x = 10±√100−100

2 =0 x=

6±0

2 ⇔ x =3, ou seja, a equação tem

uma raiz real, C.S.={3}.

3. x2 +2x+7=0

⇔x= −2±√4−28

2 <0x= − 2±√−24

2 , ou seja, a equação não tem raízes

(14)

Resolução de equações incompletas • Equações do tipo ax2=0

Basta dividir toda a equação por a (a6=0) para se obter x2 = 0. Assim, a equação

tem como conjunto solução C.S.={0}.

• Equações do tipo ax2+c=0

Basta dividir toda a equação pora(a6=0)e passar o termo constante para o segundo

membro para se obterx2 =−c a.Se−

c

a < 0,não existe solução no conjunto dos números

reais; se−c

a > 0,a equação tem duas raízes,x=−

pc

a∨x=

pc

a,sendo o conjunto

soluçãoC.S.=©−p−c a,

p −c

a ª

.

• Equações do tipo ax2+bx= 0

Neste caso, fatorizando a equação, obtem-se x(ax+b) = 0. Assim, a equação terá

duas raízes x=0∨x=−ba,sendo o conjunto solução C.S.=©0,−baª.

Exemplo 23 Resolva as seguintes equações incompletas de 2o grau:

1. 4x2 =0;

2. 4x2−8=0;

3. x2 +5=0;

4. 4x2−12x=0.

Resolução:

1. 4x2 =0x2 =0x=0, ou seja, C.S.={0}.

2. 4x2 −8 = 0 4x2 = 8 x2 = 8

4 ⇔ x

2 = 2 x = −√2x =2, ou seja,

C.S.=­−√2,√2®.

3. x2 +5=0x2 =5 equação impossível, ou seja, C.S.=.

4. 4x2 −12x = 0 x(4x12) = 0 x = 04x12 = 0 x = 04x = 12 ⇔x=0∨x= 124 x=0∨x=3, ou seja, C.S.={0, 3}.

1.3.3 Equações bi-quadradas

Denição 18 As equações bi-quadradassão equações de 4o grau na incógnitaxde forma

geral ax4 +bx2 +c =0. Na verdade, esta equação pode ser escrita como uma equação de

2o grau, através da substituição y = x2, obtendo-se ay2 +by+c = 0. Para resolver este

tipo de equação, aplica-se a fórmula resolvente à última equação e obtêm-se as soluções y1

e y2. O procedimento final deve ser cuidadoso, uma vez que as possíveis soluções serão

x2 =y

1∨x2 =y2 e se y1 ou y2 for negativo, estas não existirão para x.

Exemplo 24 Resolva as seguintes equações bi-quadradas:

1. x4 −5x2 −36=0;

(15)

Resolução:

1. x4−5x2−36=0 y=x2 y

2−5y36=0y= 5±√25+144

2 ⇔y=

5±√169

2 ⇔y=

5±13

2 ⇔

⇔y=9∨y=−4, ou seja, x2 =9x2 =4 | {z }

impossível

⇔x=−3∨x=3.

Logo, C.S.={−3, 3}.

2. x4 +13x2 +36 = 0 ⇔ y=x2 y

2+13y+36 = 0

⇔ y = −13±√169−144

2 ⇔ y = −

13±√25

2 ⇔

⇔y= −132±5 y=−9∨y=−4, ou seja,x| {z }2 =−9

impossível

∨x| {z }2 =−4

impossível

.

Logo, C.S.=.

Denição 19 Relacionadas com as equações algébricas, existem as chamadas inequações algébricas (ou desigualdades algébricas), que são sentenças matemáticas com uma ou

mais variáveis (ou incógnitas) em que os termos estão ligados por um dos quatros seguintes sinais de desigualdades: < (menor); > (maior); (menor ou igual); (maior ou igual).

Nas inequações, o objetivo é obter o conjunto de todos os possíveis valores que podem assumir as incógnitas da equação.

1.3.4 Inequações de 1o grau

Denição 20 As inequações de 1o grau com uma variável podem ser escritas numa das

seguintes formas: mx+b < 0, mx+b > 0, mx+b 0 ou mx+b 0, com m, b R,

m6=0.

Exemplo 25 Resolva as seguintes inequações algébricas de 1o grau:

1. 2x−70;

2. −3

5x+

7

2 < 0.

Resolução:

1. 2x−702x7x 72. Logo, C.S.=£72,+£.

2. −3

5x+

7

2 < 0⇔−

3

5x <−

7

2 ⇔x >

−7 2

−3 5 ⇔

x > 356 . Logo, C.S.=¤35

6,+∞

£

.

1.4

Equações e Inequações com Módulos

Denição 21 O módulo (ouvalor absoluto) de um número real x, que se indica por|x|,

é definido por:

|x|= ¯

x , x0

−x , x < 0 .

Isto é, sexé positivo ou zero,|x|é igual ao própriox(por exemplo,|2|=2), sexé negativo,

|x| é igual a −x (por exemplo, |−2|=2).

(16)

• Se |x| < a (com a > 0) significa que a distância entre x e a origem é menor que a,

isto é, x deve estar entre −a e a, ou seja, |x|< a−a < x < a.

a

a a

a

• Se |x|> a(coma > 0) significa que a distância entre xe a origem é maior que a,isto

é,xdeve estar à direita deaou à esquerda de−a,ou seja, |x|> ax > a∨x <−a.

a

a a

a

Denição 22 Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos membros

será chamada equação com módulos.

Exemplo 26 Resolva as seguintes equações com módulos:

1. ¯¯x2−5x¯¯=6;

2. |x−6|=|3−2x|.

Resolução:

1. ¯¯x2−5x¯¯ =6x2−5x=6x2 −5x =6x2−5x6=0x2−5x+6=0

⇔x=−1∨x=6∨x=2∨x=3.

Logo, C.S.={−1, 2, 3, 6}.

2. |x−6| = |3−2x| x − 6 = 3 − 2x ∨ x − 6 = −(3−2x)

⇔ x+2x = 3+6∨x−2x = −3 +6 3x = 9∨−x = 3 x = 3∨x = −3.

Logo, C.S.={−3, 3}.

Denição 23 Chama-se inequação com módulos a uma inequação em que a incógnita

está contida num módulo.

Exemplo 27 Resolva as seguintes inequações com módulos:

1. |2x+6|< 2;

2. |−2x+3|4.

Resolução:

1. |2x+6| < 2 2x+6 < 2 ∧ 2x+ 6 > −2 2x < 2 −6 ∧ 2x > −2 −6

⇔2x <−4∧2x >−8x < −4

2 ∧x > −

8

2 ⇔x <−2∧x >−4.

(17)

2. |−2x+3| 4 −2x + 3 4 ∨−2x+ 3 −4 −2x 1 ∨−2x −7

⇔x−12 ∨x 72.

Logo, C.S.=¤−,−12¤£72,+£.

Observação 3 Considerando os números reais xe y, tem-se por definição que √x=y

⇔ y2 = x e y 0. Daí pode-se concluir quex2 = x só é verdadeiro se x 0. Se x < 0,

por exemplo x= −3, teríamos

q

(−3)2 6= −3. Assim, usando a definição de módulo, pode

escrever-se √x2 =|x|, xR. De uma forma mais geral:

n √

xn =

¯

(18)

1.5

Exercícios Propostos

Exercício 1 Efetue as seguintes operações e simplifique o resultado:

1. 1

2 −

4 3;

2. 2

3 ×

h¡3 2

¢2

+1

3

i

;

3. q9

4 ÷

5 2;

4. 9

10 ÷

¡ −2

5

¢

;

5. ¡−4 7

¢ ÷4;

6. 22÷ 1 2;

7. ¡−1 4

¢

÷√16;

8. 5

6 ÷

³√

25

62 −

1 6

´

.

Exercício 2 Indique, justificando, quais dos seguintes números reais são racionais ou

irra-cionais:

1. √5;

2. 0;

3. ln2;

4. 1.(3) ;

5. 0.75;

6. −0.14285714 . . . .

Exercício 3 Indique o domínio das seguintes expressões algébricas:

1. 2+x2

x−1 ;

2. √x+5;

3. 1

3

2−x;

4. 2x+1 x2+1;

5. −x3

x.

Exercício 4 Do polinómio 3x5−x10 +7x2 indique:

1. o termo independente;

2. o coeficiente do termo de grau 2;

(19)

Exercício 5 Qual é o grau de cada um dos seguintes polinómios?

1. 5x2−3x;

2. 0x+3;

3. 0x2+0x+0.

Exercício 6 Dado o polinómio 5x2 −3x4+x3+1,

1. ordene-o segundo as potências crescentes de x;

2. indique o seu grau e justifique se é completo ou incompleto.

Exercício 7 Considere o polinómio−5x3 −x4+2 3x

2−5x.

1. Ordene-o segundo as potências decrescentes de x.

2. É um polinómio completo ou incompleto? Porquê?

Exercício 8 Dê um exemplo de um polinómio do 1o grau:

1. completo;

2. incompleto.

Exercício 9 Averigue se os polinómios seguintes admitem as raízes −1, 1 e 2:

1. x3 +1;

2. x3 −2x2 −x+2;

3. x3 −2x2 −3x.

Exercício 10 Determine as raízes reais dos seguintes polinómios:

1. 2x−1;

2. x2 +x;

3. x2 −2x+1;

4. x2 +x2;

5. x2−x+1.

Exercício 11 Escreva na forma de polinómio a soma dos seguintes pares de polinómios: 1. x2 −2x3 +x+3 e 3xx4 −4x2;

2. x2 −1

2 +

2 3x

3 e 3x−1

2x

2+1

3x 3;

(20)

Exercício 12 Considere os polinómiosP(x) =5x−3 2x

2 eQ(x) = 1 2x

2−x+2x3−1.Calcule:

1. a sua soma;

2. a soma de P(x) com o simétrico de Q(x).

Exercício 13 Sendo M(x) = 5x4 −3x+1 e N(x) = 3x4 −2x2 +x3−2x+3, dena na

forma de polinómio:

1. M(x)−N(x) ;

2. N(x)−M(x).

Exercício 14 Dados os polinómios R(x) = 3x − x2 + 3, S(x) = x3 − 2x + 5 e

T(x) =2x2−2x3+5x, calcule:

1. R+S+T;

2. R−(S+T) ;

3. R−S+T.

Exercício 15 Considere os polinómios A(x) = x2 − 2x+1, B(x) =3x2 +2x+ 1 e

C(x) =x3−2x+1. Calcule:

1. A−3B+4C;

2. (C−A)2−3(A−B) ;

3. (3A+B)2−2C;

4. C2−A2.

Exercício 16 Escreva na forma de polinómio:

1. ¡x2+24x¢(3x2) ;

2. (x−3) (x+2)−(2x+2)2;

3. £4x2−3x¡2 3x+1

¢¤

.(4x−1) ;

4. (2x+1) (x−1)−(x+4) (x−2).

Exercício 17 Sendo A(x) =x2+12x,B(x) =3x+1 e C(x) =2x2, verique que:

1. A.B=B.A;

2. (A.B).C=A.(B.C).

Exercício 18 Dados os polinómios M=3x2−1, N=x+2 e P =2x+3, calcule:

1. M−N+2P;

2. M×N+P2;

(21)

Exercício 19 Calcule os números reais a e b de modo que a expressão designatória x2 −2ax+b se transforme num polinómio equivalente à expressão (x1) (x+3).

Exercício 20 Usando o algoritmo da divisão, calcule o quociente e o resto da divisão de:

1. 4x2−3x+1 por x+1;

2. 1 2x

2 −3x3+2x por 3x2;

3. 4x3−3x2 +13x+x5 por x2−2x+3;

4. 3x4−3x2 por x2;

5. 3x2−x3 +2 por2xx2+1;

6. x3 −1 por x+1;

7. 3x+2 por x+1;

8. x2 −5x+1 por x3 +2;

9. x4 −2 3x

3+3x2+2x1 porx3−2x;

10. 1 2x

3 +2x2−22x+1 por 1

3x+3.

Exercício 21 Complete:

4x3 −4x2 ¤ ¤ 2x ¤

¤ ¤ ¤ ¤ +9

−10x2 ¤

¤ ¤

¤ ¤ ¤ ¤ −2

Exercício 22 Usando a regra de Ruffini, calcule o quociente e o resto da divisão de:

1. x4 −x2−3x+1 por x+3;

2. −1 8x

2+1

2x

4−3x+1 por 2x+1;

3. 3x2−5x+4 por x2;

4. x4 −x3+1 por x+2;

5. 2x+8x3−1 porx+1 2.

Exercício 23 Mostre que x5+1 é divisível por x+1.

Exercício 24 Mostre que x3−4x2−11x+30é divisível porx2e determine as suas outras

(22)

Exercício 25 Determine o valor de m de modo que o polinómio x3−mx+1 seja divisível

por x−1.

Exercício 26 Escreva o polinómio de 2o grau que admite raízes 1 e 2 e dividido por x+1

dê resto 3.

Exercício 27 Calcule o resto da divisão de xn+1, nN, por x+1 se:

1. n é par;

2. n é ímpar.

Exercício 28 Utilize a regra de Ruffini para efetuar as seguintes divisões:

1. 4x3−3 por 2x1;

2. 3x4+x2 +1 por 3x+2;

3. 8x2−5x+3 por 4x+1.

Exercício 29 Calcule o parâmetro realkde modo que seja2o resto da divisão do polinómio

x4 −x2+kx+2 por x1.

Exercício 30 Dados os polinómios A(x) =x2−3x+2 e B(x) =x2−2x+5.

1. Determineα∈R, de modo que A(x) e B(x) divididos por x−α dêm restos iguais;

2. Indique o resto comum da alínea anterior.

Exercício 31 Sem efetuar a divisão, verifique que o polinómioP(x) =x3−7x+6é divisível

por x−2 e por x+3.

Exercício 32 Considere o polinómio x3+8x2 −7.

1. Verifique que o polinómio é divisível por x+1;

2. Aproveite o resultado anterior para decompor o polinómio num produto.

Exercício 33 Para cada valor naturaln, a expressão(x+5)2n+(x+6)n−1representa um

polinómio emxde coeficientes reais. Prove que esse polinómio é divisível por(x+6) (x+5).

Exercício 34 Fatorize: 1. 25x2−16;

2. 4x2+6x;

3. x2 −x+ 1 4;

4. 2x3+x2+x;

5. 5t3 +4t2 −t;

(23)

Exercício 35 Decomponha em fatores o mais elementares possível os polinómios:

1. 3x2−21x+18;

2. x5 −5x3 +4x sabendo que admite as raízes 1 e2;

3. 36x4−13x2 +1 sabendo que é divisível por x2− 1 4;

4. x3 +5x2 +8x+4 sabendo que admite a raiz2.

Exercício 36 Para todo o k R, a expressão 2x2 −3x+k transforma-se num polinómio

do 2o grau.

1. Calcule k de modo que o polinómio admita 2 como zero;

2. Substitua k pelo valor encontrado e fatorize o polinómio.

Exercício 37 Determine o polinómio do 2o grau que admite como zero único o número3

e que dividido por x+2 dá resto igual a 5.

Exercício 38 Considere 2x3−x2 +ax+b, coma, bR.

1. Calcule a e b de modo que o polinómio seja divisível por (x−1) (x−2).

2. Para os valores encontrados determine o terceiro zero do polinómio e fatorize.

Exercício 39 Seja A(x) um polinómio emx:A(x) =x3−6x2+11x6.

1. DetermineB(x) tal que A(x) = (x−1).B(x).

2. Escreva A(x) como um produto de fatores do 1o grau.

Exercício 40 Considere o polinómio P(x) =4x5+8x4+x3−5x2−x+1.

1. Verifique que −1 é zero triplo de P(x).

2. Fatorize o polinómio.

Exercício 41 Calcule a e b pertencentes a R de modo que para todo o valor real de x se

tenha x2 +ax+1= (xb)2.

Exercício 42 Determine k, m e n de modo que sejam equivalentes as expressões

4x2 +mx+n e (x1)2

+kx2.

Exercício 43 Determine os números reais a, b e c de modo que:

(x−a)2+ (y−b)2−c2 =x2+y2−4x+6y−3.

Exercício 44 Considere o polinómio P(x) =6x3−7x2−16x+c, onde cR. Sabendo que

(24)

Exercício 45 Para cada valor real de m, a expressão 2x4+mx3 + (m+20)x2−4 é um

polinómio emx.

1. Determine o valor de m para o qual o polinómio é divisível por x−1.

2. Para o valor m obtido na alínea anterior, prove que 2 é uma raiz de multiplicidade 2

do polinómio e fatorize-o.

Exercício 46 Determineaebde modo quex3−2x2+ax+bseja divisível por(x3) (x+1).

Exercício 47 Calcule mR de modo que 4x2+12x+mseja equivalente ao quadrado de

um polinómio.

Exercício 48 Calcule os zeros do polinómio P(x) sabendo que P(y−1) =y2−5y+6.

Exercício 49 Determine o domínio, em R, de cada uma das seguintes expressões:

1. 1+x31;

2. 2 x−1 +

2 x+3;

3. x−2

(x−3)(x2+7x+12);

4. x24

x2+x;

5. 3−x x2+4;

6. 2 x2−x+3.

Exercício 50 Simplifique as frações, indicando o respetivo domínio:

1. 2x2−2

2x−2;

2. (3x+2x3)2(+x42+2);

3. x2x

x2−2x+1;

4. x49

x2+3;

5. x2x2

2x3+2x2;

6. x24

x2+2x;

7. 3x−12 3x2−15x+12;

8. x22x3

x3−2x2−x+2;

9. x37x2+3x+3

2x3−3x2+x ;

10. x45x2+4

(25)

Exercício 51 Considere as seguintes expressões designatórias, em R, A= 3x x−2, B=

x24

x2+x e

C= x+1

x+2.

1. Determine o domínio de cada uma das expressões anteriores;

2. Calcule e simplifique A+B, ABC e (

C B)

x+A.

Exercício 52 Efetue, no respetivo domínio, as seguintes adições:

1. 2

3y +

3 2;

2. 5 2x2 −

x+1 x ;

3. 2a+3

4a2 +

a+1 6a .

Exercício 53 Efetue, no respetivo domínio, as operações indicadas e, se possível,

simpli-fique o resultado:

1. x x−2 +

2x+1 x+2 −

2x2

x2−4;

2. x21

x −

x2

x+1 + 1 x2+x;

3. 2x+1 2x+3 +

2x x−2 −

20+4x 2x2−x6.

Exercício 54 Calcule os parâmetros A e B de modo que sejam equivalentes, no respetivo

domínio, as expressões: 1. A

x−1 + B x−2 e

3x−4

(x−1)(x−2);

2. Ax−Bxx+21 e x2x++x2+1.

Exercício 55 Efetue as multiplicações, simplifique os resultados e indique os valores da

variável para os quais a simplificação é válida:

1. 2x× x−1 x+3;

2. 3x

2 ×

1−x x−3;

3. x−1 x+3 ×

x+1 x+3;

4. x

4 × −

4 5x3;

5. x2+3x

2−x ×

x24

x2−9;

6. 2x x2+2x+1 ×

1−x2

x2 ;

7. x2+4x+4

x−2 ×

x24x+4

x+2 .

Exercício 56 Efetue as seguintes divisões, simplifique o resultado e indique os valores dex

para os quais são válidas as operações e as simplificações:

1. (−3x) : 2 x+1;

2. x41

x4 :

x2+1

(26)

3. x225

15x :

x2+10x+25

9x2 ;

4. x2+4x+3

x2−5x+4 :

x+3 x−4.

Exercício 57 Efetue as operações, simplifique o mais possível e indique o domínio de

va-lidade: 1. 2

x −

2 x−2;

2. x−1 x2−1 +

x21

x+1 + 3x x−1;

3. x−1 x2−1 ×

x21

x+1 × 3x x−1;

4. x24

x+2 × x3+3x

x(x+1)×

5x x24;

5. x29

2x ÷

x2+6x+9

4x2 ;

6. ¡4

x −1

¢2

× x2

x2−16;

7. x−x+1x x x−1+x

.

Exercício 58 Transforme numa fração racional irredutível equivalente cada uma das

ex-pressões racionais seguintes e determine o domínio: 1. ¡2+ 7

x2−4 ¢

:¡1− 3

x+2

¢

;

2. ³ 2 y+3 +

2 y−3

´ ³

y29

y2 ´

;

3. 1 1+a

3

+1+12 a+1

+ 1+11 a+2

;

4.

8 (x−3)(x 2−9)+

1 x 2−9+

1 x 2−6 x+9

(1+x73)2 .

Exercício 59 Simplifique as frações e determine o domínio:

1. x2y2

x2+2xy+y2;

2. 2a2b4ab2

a2−4ab+4b2.

Exercício 60 Efetue as operações seguintes e simplifique o resultado. Indique os domínios

de validade: 1. ³1

x −

x x2+xy

y

(x+y)2 ´

: y

(x+y)2;

2. a26ab+9b2

4c2 ·

2ac2+6bc2

a2−9b2 .

Exercício 61 Resolva as seguintes equações algébricas:

1. 2x+4=2;

2. 6−x=2;

(27)

4. −3x2 =0;

5. x2 −4x+3=0;

6. x2 −3x=4;

7. x2 −2x+4=0;

8. −3x2+5x=8;

9. x2 +2x+1=0;

10. x2 +6x+9=0;

11. x2 −1=0;

12. 2x2+5=0;

13. 9x2−18=0;

14. x2+8x=0;

15. 4x2+6x=0;

16. 4x2−4x=1;

17. x4 −2x2 −8=0;

18. x4 −13x2 +36=0;

19. (3x+1) (2x−5) =0;

20. ¡x2−1¢(43x) =0;

21. ¡x3−2x2+x¢ ¡x2+25¢ =0;

22. (x−1)2−(2x−3)2 =0.

Exercício 62 Resolva os seguintes sistemas de equações:

1.

¯

x+y=1

2x+y=3 ;

2.

¯

x+y−12=0

x2+y2 =80 ;

3.

¯

x2+y2−2x =0

x2+y2−8x+12=0 .

Exercício 63 Resolva cada uma das seguintes inequações:

1. 4x−1−5;

2. 2x− 1

2 < 0;

3. 6−2x 2;

(28)

Exercício 64 Resolva, em R, as seguintes condições com módulos:

1. |2x−7|=20;

2. ¯¯x2+2x¯¯3x=0;

3. |x−2|=|1−x|;

4. |x−4|2;

5. |2x−1|>−3;

6. |x+3|2x;

(29)

1.6

Soluções

Solução 1 .

1. −5 6.

2. 31 18.

3. 3 5.

4. 9 4.

5. −1 7.

6. 8.

7. −1 16.

8. −30.

Solução 2 .

1. no irracional.

2. no racional.

3. no irracional.

4. no racional.

5. no racional.

6. no irracional.

Solução 3 .

1. D=R\ {1}.

2. D= [−5,+[.

3. D=R\ {2}.

4. D=R.

5. D=R+.

Solução 4 .

1. 7.

2. −1.

(30)

Solução 5 .

1. 2.

2. 0.

3. Indeterminado.

Solução 6 .

1. 1+5x2+x3−3x4.

2. 4; incompleto (falta o termo de grau1).

Solução 7 .

1. −x4−5x3+ 2 3x

2−5x.

2. incompleto (falta o termo independente).

Solução 8 .

1. 1+x.

2. x.

Solução 9 .

1. Admite a raiz−1.

2. Admite as raízes −1, 1 e 2.

3. Admite a raiz−1.

Solução 10 .

1. α= 1 2.

2. α1 =−1 e α2 =0.

3. α=1.

4. α1 =−2 e α2 =1.

5. α1 = −1−

5

2 e α2 = −

1+√5

2 .

Solução 11 .

1. −x4−2x3−3x2+4x+3.

2. x3 +1 2x

2+3x−1

2.

(31)

Solução 12 .

1. 2x3−x2 +4x−1.

2. −2x3−2x2+6x+1.

Solução 13 .

1. 2x4−x3 +2x2−x2.

2. −2x4+x3−2x2+x+2.

Solução 14 .

1. −x3+x2+13.

2. x3 −3x2 +6x7.

3. −3x3+x2+4x+3.

Solução 15 .

1. 4x3+10x2 −16x+2.

2. x6 −2x5 +x4−12x2+12x.

3. −2x3+16x2−28x+14.

4. x6 −5x4 +6x3−2x2.

Solução 16 .

1. 3x3−14x2 +14x4.

2. 3x2−9x−10.

3. 8x3−14x2 +3x.

4. x2 −3x+7.

Solução 17 .

1.

2.

-Solução 18 .

1. 3x2+3x+3.

2. 3x3+10x2 +11x+7.

(32)

Solução 19 a=−1 e b=−3.

Solução 20 .

1. q(x) =4x−7 e r(x) =8.

2. q(x) =−x2−1

2x+

1

3 e r(x) = 2 3.

3. q(x) =x3+2x2+5x+1 e r(x) =3.

4. q(x) =3x3+6x2+11x+22 e r(x) =41.

5. q(x) =x−5 e r(x) =−11x+7.

6. q(x) =x2−x+1 e r(x) =2.

7. q(x) =3 e r(x) =−1.

8. q(x) =0 e r(x) =x2−5x+1.

9. q(x) =x−23 e r(x) =5x2+ 2 3x−1.

10. q(x) = 32x2− 15

2x+

3

2 e r(x) =− 7 2.

Solução 21 .

4x3 −4x2 3x 25 2x 3

−4x3 −6x2 2x2 −5x +9

−10x2

10x2 15x

18x 25

−18x −27

−2

Solução 22 .

1. q(x) =x3−3x2+8x27 e r(x) =82.

2. q(x) = x3

4 −

x2

8 −

3

2 e r(x) = 5 2.

3. q(x) =3x+1 e r(x) =6.

4. q(x) =x3−3x2+6x12 e r(x) =25.

5. q(x) =8x2−4xe r(x) =1.

Solução 23

-Solução 24 α1 =−3 e α2 =5.

Solução 25 m=2.

(33)

Solução 27 .

1. 2.

2. 0.

Solução 28 .

1. q(x) =2x2+x+1

2 e r(x) =− 5 2.

2. q(x) =x3− 23x2+ 7 9x−

14

27 e r(x) = 55 27.

3. q(x) =2x−47 e r(x) = 194.

Solução 29 k=0.

Solução 30 .

1. α=−3.

2. 20.

Solução 31 -Solução 32 .

1.

-2. (x+1)¡x2 +7x7¢= (x+1)³x−−7−√77 2

´ ³

x− −7+2√77´.

Solução 33 -Solução 34 .

1. (5x−4) (5x+4).

2. 2x(2x+3).

3. ¡x−12¢2.

4. −2x¡x+ 1 2

¢

(x−1).

5. 5t(t+1)¡t−15¢.

6. ¡x+1 2

¢ ¡

8x2−4x+2¢.

Solução 35 .

1. 3(x−1) (x−6).

2. x(x−1) (x+2) (x−2) (x+1).

3. 4¡x− 12¢ ¡x+21¢(3x−1) (3x+1).

(34)

Solução 36 .

1. k=−2.

2. 2(x−2)¡x+ 1 2

¢

.

Solução 37 5x2+30x+45.

Solução 38 .

1. a=−11 e b=10.

2. −5 2; 2

¡

x+ 5

2

¢

(x−1) (x−2).

Solução 39 .

1. B(x) =x2−5x+6.

2. A(x) = (x−1) (x−2) (x−3).

Solução 40 .

1.

-2. 4(x+1)3¡x−1 2

¢2

.

Solução 41 a=−2 e b=1 ou a=2 e b=−1.

Solução 42 k=3, m=−2 e n=1.

Solução 43 a=2, b=−3 e c=±4.

Solução 44 c=12, α1 =−32 e α2 = 23.

Solução 45 .

1. m=−9.

2. (x−1) (x−2)2(2x+1).

Solução 46 a=−3 e b=0.

Solução 47 m=9.

Solução 48 1 e 2.

Solução 49 .

1. D=R\ {1}.

2. D=R\ {−3, 1}.

3. D=R\ {−4,−3, 3}.

4. D=R\ {−1, 0}.

5. D=R.

(35)

Solução 50 .

1. x+1, D=R\ {1}.

2. 3(x+1)

2 , D=R.

3. x

x−1, D=R\ {1}.

4. x2 −3, D=R.

5. x−2

2x2, D=R\ {−1, 0}.

6. x−2

x , D=R\ {−2, 0}.

7. 1

x−1, D=R\ {1, 4}.

8. x−3

(x−1)(x−2), D=R\ {−1, 1, 2}.

9. x26x3

x(2x−1), D=R\

©

0,12, 1ª.

10. (x−1)(x+1)

x2+4 , D=R\ {−2, 2}.

Solução 51 .

1. DA =R\ {2}, DB =R\ {−1, 0} e DC =R\ {−2}.

2. A+B= 4x3+x24x+8

x(x+1)(x−2) , ABC=3 e

(C B)

x+A = x+1

(x+2)2.

Solução 52 .

1. 4+9y

6y , D =R\ {0}.

2. 5−2x−2x2

2x2 , D=R\ {0}.

3. 2a2+8a+9

12a2 , D=R\ {0}.

Solução 53 .

1. x+1

x+2, D=R\ {−2, 2}.

2. x−1

x+1, D=R\ {−1, 0}.

3. 6x+11

2x+3, D=R\ ©

−3 2, 2

ª .

Solução 54 .

1. A=1 e B=2.

(36)

Solução 55 .

1. 2x22x

x+3 , D=R\ {−3}.

2. 3x−3x2

2x−6 , D=R\ {3}.

3. x2−1

x2+6x+9, D=R\ {−3}.

4. −1

5x2, D =R\ {0}.

5. x(x+2)

3−x , D=R\ {−3, 2, 3}.

6. 2−2x

x(x+1), D=R\ {−1, 0}.

7. x2 −4, D=R\ {2, 2}.

Solução 56 .

1. −3x2+3x

2 , D=R\ {−1}.

2. 3x23

x3 , D=R\ {0}.

3. 3x215x

5x+25 , D=R\ {−5, 0}.

4. x+1

x−1, D=R\ {−3, 1, 4}.

Solução 57 .

1. − 4

x22x, D=R\ {0, 2}.

2. x(x2x+2−2x1+3), D=R\ {−1, 1}.

3. 3x

x+1, D=R\ {−1, 1}.

4. (5xx+(1x)(2x++3)2), D=R\ {−2,−1, 0, 2}.

5. 2x(x−3)

x+3 , D=R\ {−3, 0}.

6. x−4

x+4, D=R\ {−4, 0, 4}.

7. x−1

x+1, D=R\ {−1, 0, 1}.

Solução 58 .

1. 2x21

x23x+2, D=R\ {−2, 1, 2}.

2. 4

y, D=R\ {−3, 0, 3}.

3. 2, D=R\ {−3,−2,−1}.

4. 2

(37)

Solução 59 .

1. x−y x+y, D=

©

(x, y)R2 :y6=−xª.

2. 2ab

a−2b, D= ©

(a, b)R2 :a6=2bª.

Solução 60 .

1. y

x, D=

©

(x, y)R2 :x6=0∧x+y6=0ª.

2. a−3b

2 , D=

©

(a, b, c)R3 :c6=0a3b6=0a+3b6=0ª.

Solução 61 .

1. C.S.={−1}.

2. C.S.={4}.

3. C.S.=©13ª.

4. C.S.={0}.

5. C.S.={1, 3}.

6. C.S.={−1, 4}.

7. C.S.=.

8. C.S.=.

9. C.S.={−1}.

10. C.S.={−3}.

11. C.S.={−1, 1}.

12. C.S.=.

13. C.S.=­−√2,√2®.

14. C.S.={0, 8}.

15. C.S.=©−3 2, 0

ª .

16. C.S.=©1 2

ª .

17. C.S.={−2, 2}.

18. C.S.={−3,−2, 2, 3}.

19. C.S.=©−13,52ª.

(38)

21. C.S.={0, 1}.

22. C.S.=©43, 2ª.

Solução 62 .

1. C.S.={(2,−1)}.

2. C.S.={(4, 8),(8, 4)}.

3. C.S.={(2, 0)}.

Solução 63 .

1. C.S.= [−1,+[.

2. C.S.=¤−,14£.

3. C.S.= [2,+[.

4. C.S.=¤−,−11 2

£

.

Solução 64 .

1. C.S.=©−13 2 ,

27 2

ª .

2. C.S.={0, 1}.

3. C.S.=©32ª.

4. C.S.= ]−, 2][6,+[.

5. C.S.=R.

6. C.S.= [3,+[.

(39)

2

Geometria no Plano

2.1

Vetores no Plano

Denição 24 O referencial cartesiano ortogonal associado a um plano é constituido

por dois eixos perpendiculares entre si que se cruzam na origem. Ao eixo horizontal dá-se o nome de eixo das abcissas (eixo xx ou eixo OX), onde é representada a variável

independente x. Ao eixo vertical dá-se o nome de eixo das ordenadas (eixo yy ou eixo OY), onde é representada a variável dependente y. A cada um dos eixos está associado o

conjunto de todos os números reais (R). Os dois eixos dividem o plano em quatro regiões

denominadas quadrantes, cujos os nomes são indicados no sentido anti-horário.

Define-se ponto do plano como sendo um par ordenado de números reais, P = (x, y), em

que a 1a coordenada se designa de abcissa e a 2a coordenada se designa de ordenada.

0 x

y

Eixo das Abscissas Eixo das Ordenadas

1º Quadrante 2º Quadrante 4º Quadrante 3º Quadrante 1 2 -2 -1 1 2 -2 -1

P = (2,1)

0 x

y

Eixo das Abscissas Eixo das Ordenadas

1º Quadrante 2º Quadrante 4º Quadrante 3º Quadrante 1 2 -2 -1 1 2 -2 -1

P = (2,1)

Figura 1: Referencial cartesiano ortogonal

Denição 25 Um vetor −→u é um ente matemático que representa um movimento ou uma

força, sendo caracterizado por uma direção, um sentido e um comprimento. Este é re-presentado no plano através de um segmento de reta orientado −OP→ com origem no ponto O= (0, 0) e com extremidade no ponto P= (x, y), ou seja, −→u =−OP.→

x y P=(x,y) O=(0,0) u G x y P=(x,y) O=(0,0) u G

Denição 26 Um vetor que tenha comprimento 1 é denominado vetor unitário.

Denição 27 Um referencial (0,−→e ,−→f) diz-se ortonormado (o.n.) se os vetores −→e e

f forem perpendiculares e unitários.

O y x f JG e G uG 1 u 2 u O y x f JG e G uG 1 u 2 u

Neste referencial as coordenadas de um vetor −→u são (u1, u2), sendo este definido por

u =u1−→e +u2−→f , onde u1−→e e u2−→f são as suas componentes.

Denição 28 Considerando um referencial ortonormado dum plano e dois pontos

A = (a1, a2) e B = (b1, b2), o vetor −AB→ é definido pela diferença entre os dois pontos,

isto é

Imagem

Figura 1: Referencial cartesiano ortogonal

Referências

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