Data: 22.07.2015 Veículo: BRAZIL MODAL Caderno: Pág.: Classificação:
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MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE SANTOS CRESCE 4,4% NO PRIMEIRO SEMESTRE
A movimentação de cargas do porto de Santos subiu 4,4% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado, para 55,2 milhões de toneladas. Trata-se de recorde histórico para um primeiro semestre, 2,6% maior que o recorde anterior, registrado em 2013, de 53,7 milhões de toneladas. Segundo o ministro dos Portos, o resultado demonstra a recuperação da balança comercial brasileira. O presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo também atribui o resultado ao aumento das exportações e destaca que, no início do ano, a expectativa era de que a movimentação superasse 54 milhões de toneladas.
Foram 38,9 milhões de toneladas exportadas, aumento de 6,1% frente aos seis primeiros meses de 2014, enquanto as importações somaram 16,3 milhões de toneladas, aumento de 0,5% ante o ano anterior.
Os principais destinos das exportações foram a China, com 17%, seguida de Estados Unidos, com 13,5% e Argentina, com 6,2%. Na ponta das importações, China e Estados Unidos também aparecem como principais origens, com 22,2% e 16,1%, respectivamente. Em seguida, aparece a Alemanha, com 9,3%. Já no mês de junho, houve uma redução de 5,4% na movimentação, para 9,3 milhões de toneladas. Enquanto as exportações no mês caíram em 4,9%, para 6,6 milhões de toneladas, as importações registraram baixa de 6,7%, para 2,7 milhões de toneladas.
O porto de Santos respondeu, até junho, por 28% do total de importações do país, e 26,8% das exportações. Fonte: Valor Online
NOVOS DIRETORES DA ANTT SÃO NOMEADOS
Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a nomeação, pela presidenta da República, Dilma Rousseff, de Carlos Fernando do Nascimento, Marcelo Bruto da Costa Correia, Marcelo Vinaud Prado e Sérgio de Assis Lobo para os cargos de diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Todos os nomes foram submetidos à sabatina prévia no Senado Federal e aprovados pelo plenário da Casa. A Agência divulgará posteriormente a data da posse dos novos diretores.
Carlos Fernando do Nascimento e Marcelo Bruto da Costa Correia terão mandato até 18/2/2016. Já Marcelo Vinaud Prado terá até 18/2/2017 e Sérgio de Assis Lobo até 18/2/2019.
O diretor-geral, Jorge Luiz Macedo Bastos, nomeado no dia 16/4/2015, terá mandato até 18/2/2018. Conheça mais cada diretor
Carlos Fernando do Nascimento é advogado, formado em 2004 pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e, atualmente, mestrando da UnB pelo Programa de Pós-Graduação em Regulação e Gestão de Negócios. Em 2006, iniciou a carreira na ANTT como servidor efetivo e ocupa, desde 2012, o cargo de diretor interino da Agência. Também foi integrante do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) entre 2006 e 2012.
Marcelo Bruto da Costa Correia é servidor de carreira do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) atualmente cedido ao Governo do Estado de Pernambuco para exercer o cargo de secretário executivo especial de Mobilidade Urbana na Secretaria das Cidades. É bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e bacharel em Administração pela Universidade de Pernambuco (UPE). É também mestre e doutor em Administração Pública pela FGV (SP).
Marcelo Vinaud Prado, servidor efetivo da ANTT desde 2005, é graduado em Tecnologia de Processamento de Dados, pela Universidade Paulista (Unip), e especialista em Regulação em Transportes Terrestres, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Transportes Urbanos, pela Universidade de Brasília (UnB), e em Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, pela Universidade Católica de Goiás (UCB). Também concluiu curso de mestrado em Engenharia de Transportes pela UnB. É o atual superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da Agência.
Sérgio de Assis Lobo é engenheiro civil e pós-graduado em administração de empresas. Tem experiência de 35 anos no segmento de engenharia de transportes rodoviário, ferroviário e fluvial. Lobo já integrou a assessoria da Diretoria da ANTT no período entre 2008 e 2013. Atualmente, é diretor de Planejamento da empresa pública Valec, responsável pela área de projetos, estudos, tecnologia da informação e orçamento institucional.
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JUSTIÇA FEDERAL SUSPENDE LICENÇA PARA DUPLICAÇÃO DA FERROVIA
CARAJÁS
A Justiça Federal concedeu liminar que suspende a licença de instalação da Estrada de Ferro Carajás (EFC), de acordo com informações do Ministério Público Federal divulgadas. A medida é resultado de ação ajuizada pelo órgão ministerial acusando a empresa Vale S.A., o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) de praticarem irregularidades durante o processo de licenciamento.
Segundo denúncias feitas pelos indígenas ao órgão ministerial, atos administrativos referentes à duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) estavam sendo realizados sem a consulta prévia adequada e legal aos povos indígenas localizados na área, o que aumenta os impactos já causados na região pela ferrovia.
Análise pericial do MPF realizada em 2013 afirma que, embora regularizadas, as terras indígenas dos Awá, um dos últimos grupos indígenas isolados do mundo, encontram-se invadidas e ameaçadas por não índios e por projetos econômico-mineradores.
O MPF diz que o Ibama emitiu licença de instalação em favor da obra mesmo observando os impactos aos índios e sem a fase de consulta livre e informada ao povo impactado. O órgão acusa a Funai de omissão por deixar de consultar previamente os índios e posicionar-se favorável ao empreendimento. A Vale é acusada de “atuação inadequada” ao oferecer, por meio de funcionários, bens e produtos aos indígenas, buscando colaboração para a realização do empreendimento.
De acordo com o MPF, além da suspensão da licença do Ibama em relação ao trecho que causou impacto aos indígenas, a Justiça também determinou que seja aberta a fase de consulta prévia. Além disso, a empresa Vale S.A. não poderá mais fazer promessas ou enviar bens aos índios antes e durante a realização do período de consulta.
“A implantação da duplicação da Estrada de Ferro Carajás poderá gerar danos irreversíveis ao meio ambiente e à cultura dos Awá-Guajá”, diz a nota do órgão.
O G1 entrou em contato com a assessoria da Vale, que disse que a empresa vai adotar os recursos e medidas cabíveis para o restabelecimento das obras. Confira a íntegra da nota:
NOTA
A Vale foi intimada da decisão do Juiz da 8a. Vara Federal do Maranhão, que determinou a suspensão das obras de ampliação no trecho próximo à Terra Indígena Caru.
A Vale informa que as obras de ampliação estão sendo realizadas dentro da faixa de domínio da Estrada de Ferro Carajás, e o processo de licenciamento seguiu estritamente a legislação aplicável, tendo autorização do Ibama e da Funai.
SANTOS BRASIL ECONOMIZA 2,8 MILHÕES DE LITROS COM LAVAGEM A SECO
Adotada há pouco mais de um ano pela Santos Brasil, a lavagem a seco de veículos e equipamentos para transportes rodoviários, modelo pioneiro no Porto de Santos, já alcançou uma economia de cerca de 2,8 milhões de litros de água. Este volume seria suficiente, por exemplo, para abastecer uma família de quatro pessoas por mais de dez anos.
A lavagem a seco começou a ser implantada em maio do ano passado e hoje é utilizada para toda a frota da Santos Brasil Logística, que conta com dois Clias (Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros), em Santos e Guarujá, uma unidade em Guaratinguetá (SP) e dois CDs (Centros de Distribuição), em São Bernardo do Campo e na capital paulista. São 143 caminhões e 228 semirreboques.
A economia de 2,8 milhões de litros de água, conseguida entre maio do ano passado e o início de julho deste ano, representa 13% de toda a água consumida em 2014 pelas unidades de Logística da companhia.
No período, foram realizadas 1.900 lavagens a seco. Cada uma delas representa uma economia de 1.480 litros de água, quantidade necessária à limpeza de um único caminhão por meio da lavagem convencional. A técnica utiliza um pano umedecido em um produto biodegradável para limpar os caminhões. Uma equipe de cinco pessoas consegue lavar de sete a oito veículos por dia. Além dos ganhos para o meio ambiente com a economia de água, a lavagem a seco proporcionou a redução das emissões de gases poluentes.
Quando eram lavados com o método convencional, os caminhões precisavam ser deslocados até um estabelecimento credenciado, localizado no município de São Vicente (SP). Agora é possível lavá-los dentro de unidades logísticas da Santos Brasil. Isso também ajudou a reduzir o tráfego de caminhões nas rodovias da Baixada Santista.
Para o gerente-executivo de Transportes da Santos Brasil, Wendell Fernandes, a lavagem a seco vem proporcionando ganhos operacionais à empresa e aos clientes. "Antes precisávamos de um dia inteiro para lavar um único caminhão, incluindo o tempo gasto com o deslocamento. Com a lavagem a seco, esses veículos são limpos em cerca de uma hora, e ficam à disposição para serem operados muito mais rapidamente", afirma Fernandes.
"A Santos Brasil possui um compromisso com a eficiência de suas operações em todos os sentidos. Buscamos exceder as expectativas dos nossos clientes e ao mesmo tempo melhorar nosso desempenho ambiental. Acreditamos que a gestão sustentável contribui para o futuro e o sucesso da companhia", salienta
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HIDROVIA DO RIO TOCANTINS DESPERTA INTERESSE DE EMPRESA EUROPEIA
A viabilidade operacional e o potencial de investimentos a partir da hidrovia do Rio Tocantins foram discutidos ontem, terça-feira, 21, com representantes da empresa Euroconsult Group, em reunião na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur). O encontro já é resultado da missão à Europa, realizada pelo governador Marcelo Miranda e integrantes do Executivo no mês de junho.
Por se tratar de um rio federal, a operacionalização da hidrovia depende de autorização da União. A intenção do Governo do Tocantins é atrair empresas interessadas em investir no setor. A partir daí, pretende-se apresentar à sociedade organizada, gestores municipais e representantes das comunidades a serem beneficiadas a importância da iniciativa e o que representa esta oportunidade para o desenvolvimento do Estado. Após este passo, com apoio dos setores citados, o Governo vai buscar junto ao Congresso Nacional a aprovação de mecanismos legais, com normativas que permitam o desenvolvimento do transporte hidroviário com a máxima segurança jurídica.
O subsecretário José Carlos Bezerra enfatizou que esta é uma oportunidade de crescimento para o Tocantins. “É um momento importante que vamos capitalizar e dar encaminhamentos no sentido de que esses empreendimentos venham ao encontro do desejo do Governo de fortalecer os modais de transporte, especificamente a hidrovia, que tem uma competitividade muito alta em relação aos demais”, disse, acrescentando que o Governo está à disposição para colocar a sua força em defesa da hidrovia. Administrador da Euroconsult no Brasil, Carlos Dias destacou o interesse da empresa em atuar no Tocantins. “A gente reconhece todo o potencial que o Estado fornece: do clima, da localização e da hidrografia. Nós acreditamos que, para desenvolver esse potencial é preciso assessoria técnica de alto padrão. A Euroconsult identifica que a sua experiência e expertise se encaixam muito bem para dar toda a assessoria que o Governo precisa. Então, a nossa intenção é ofertar os serviços da empresa e, junto com o Governo, ajudar a mostrar ao mundo esse potencial para o desenvolvimento do Estado”, destacou.
Desafios
Além da autorização federal, outro desafio para o transporte por hidrovia no Estado são as eclusas, mas tanto um quanto o outro são considerados transponíveis pelo superintendente de Desenvolvimento Econômico da Sedetur, Vilmar Carneiro. “Hoje são três eclusas, custando em torno de R$ 1 bilhão cada uma. Mas, nas contas que fazemos, esse obstáculo não é intransponível porque a gente enxerga que tem viabilidade, tem margem de lucro para quem fizer investimento. Fazendo uma programação de investimentos para a cada 5 anos termos uma eclusa pronta, a gente consegue, com certeza, gerar resultados econômicos vantajosos para quem investir nessa área, no prazo de 25 anos”, frisou.
Para o superintendente, a viabilização da hidrovia no Rio Tocantins é uma questão de interesse do Estado, do Governo e da sociedade tocantinense; mas também vem ao encontro dos interesses comerciais dos demais estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Ainda segundo ele, a discussão e defesa do Estado para viabilizar a hidrovia neste momento é oportuna, levando em consideração que o próprio governo federal está lançando o olhar para este setor, com o Plano de Investimento em Logística. Ele ainda frisou o potencial de rentabilidade econômica que esta modalidade de transporte apresenta para a hidrovia do Tocantins, em comparação com outros meios, como as rodovias e ferrovias.
O diretor geral da Euroconsult no Brasil, Andrés Álvarez Wurtemberger, afirmou que vai apresentar os pontos discutidos ao Conselho Administrativo da empresa, em Madrid, na Espanha, e expor a intenção do Governo de desenvolver mecanismos para atração de investidores. Ele também disse que vai pontuar como a empresa pode interferir na busca de investimentos para o Tocantins.
Potencial
Na reunião, a equipe da Sedetur expôs aos empresários informações que confirmam o Tocantins como um destino rentável para investidores, como o crescimento econômico demonstrado pelos indicadores do Produto Interno Bruto (PIB), a expansão dos setores agropecuário e industrial, a Ferrovia Norte/Sul, o Ecoporto Praia Norte, e especialmente a criação da região do Matopiba (englobando os estado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que já é considerada a maior fronteira agrícola em expansão do