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Academic year: 2019

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ESTUDOS DE PAISAGEM

VOLUM E IV

PEDRO FIDALGO

(coord.)

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ESTUDOS DE PAISAGEM

Pedro Fidalgo (coord.)

AUTORES

Alexandro Jirola Ordera Alfonso Díaz Revilla Alt amiro Sérgio M ol Bessa Ana Cardoso de M atos Ana da Silva

Ana Luísa Soares Ana Paula Pires

Anderson Gomes da Epifania Andreia Amorim Pereira e Armando Quint as

Bárbara M arie V. S. L. S. M art ins Blanca del Espino Hidalgo Damián M acías Rodríguez Carla Gonçalves

Carla RoloAnt unes Carlos Vargas

Carlos Bragança dos Santos Cándido López González Claudia Ribeiro

Cristina García Fontán Damián M acías Rodríguez Daniela Simões

Desidério Bat ist a Eduardo Brit o-Henriques Elza Guimarães Andrade Ester Higueras

Fát ima Bernardo Felipe Fernández García Fernanda Crist ina de Souza Paz Filipe Font es

Filipe Sousa Silva

Francisco Belmonte-Serrato Francisco José García Fernández

Gonçalo Prates

Gust avo Ballest eros-Pelegrín Han Yu

Helena Figueiredo Pina Helena Rebelo

Henrique Pereira dos Sant os Ícaro Obeso Muñiz Ignacio García Pereda Ignacio López Busón Inês Leitão

Isabel Aguirre Isabel M aria M at ias Isabel Loupa-Ramos Jimela Varela João Gomes de Abreu Joana Capela de Campos Joel Gomes

Jorge Cancela Jorge Croce Rivera José Cavaleiro Rodrigues José Fariña Tojo

José Joaquín Parra Bañón José Ribeiro

Josélia Godoy Port ugal Juan Front era Peña Lúcio Cunha Lucila Urda

Luís Albert o Brandão Luís Monteiro Luís Ribeiro

Luisa Alarcón Gonzales M ary Polit es

M arco Oliveira Borges M argaret h Afeche Piment a

Margarida Carvalho M aria da Graça Saraiva Maria João Centeno M aria José Curado M aría Teresa Pérez Cano M ario Benjamim M art a Gonçalves M elisa Pesoa

M iguel Ángel Sánchez-Sánchez M iguel Azevedo Cout inho M iguel Vidal Calvet M irela Carina Rêgo Duart e Nancy Duxbury

Nuno Grancho

Pascal de M oura Pereira Paula Gomes da Silva Pedro M aurício Borges Pedro da Luz Pint o Pedro Fidalgo Pedro M achado Costa

Pedro M iguel Araújo Albuquerque Ricardo Jorge de Almeida Ribeiro Rolando Volzone

Sonia Gómez-Pardo Gabaldón Sónia Talhé Azambuja Susana Domingues Susana Peixot o Teresa M adeira da Silva Vanessa Alexandra Pereira Vicente Collado Capilla Vidal Gómez M artínez Xosé L. Martínez Suárez Xosé M. Vázquez Mosquera

EDITA

Inst itut o de Hist ória Cont emporânea da Faculdade de Ciências Socias e Humanas da

Universidade Nova de Lisboa

LOCAL

Lisboa

DATA

Julho de 2017

ISBN

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3

ÍNDICE DO

VOLUM E IV

M irela Carina Rêgo Duart e

O método de investigação histórica da paisagem urbana do Recife, Brasil ………..…….…… 5 Nancy Duxbury

M apping Culture: Trajectories and issues in mapping cultures of place ……….……….……… 28 Nuno Grancho

The artist as a producer of urban colonial landscape in Diu ……….…. 45 Paula Gomes da Silva

Visão e método:

contributo da ideia de sistema na leitura e construção da paisagem contemporânea ……….... 63 Pedro M aurício Borges

História da Paisagem, uma narrativa para a ilha de São M iguel, Açores ………. 83 Pedro da Luz Pint o

Paisagem, Arquitetura, Projeto e Educação ……….. 98 Pedro Fidalgo

A paisagem e os elementos visuais que a determinam ……….………..…... 119 Pedro M achado Costa

Paisagem do M ovimento M oderno:

Contribuição para a metodologia de investigação da paisagem

através da análise do processo de projecto do Cemitério do Bosque, 1915-1940 ……….……….………. 134 Ricardo Jorge de Almeida Ribeiro

Contributos para o desenvolvimento de um Sistema de Interpretação Integrada da Paisagem centrado no estudo do seu Lugar Arquitectónico.

Estudo de Caso do Parque Natural da Ria Formosa ………... 177 Rolando Volzone

Os eremitas da pobre vida e a construção da paisagem da Serra de Ossa ………..…… 196 Rui Florentino

O espaço exterior em relação ao homem ………..…. 221 Sonia Gómez-Pardo Gabaldón

El valor de los Paisajes ………..………. 222 Susana Domingues

O frio industrial (1978-81): que evidências na paisagem? ……….. 246 Teresa M adeira da Silva

A acção do homem na paisagem através do Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa:

uma visão humanista da natureza ………..…….

271

Vicente Collado Capilla

Concepto y caracterización de los paisajes urbanos ……… 288 Xosé L. Martínez Suárez, Cándido López González,

Xosé M. Vázquez Mosquera, Cristina García Fontán y Alfonso Díaz Revilla

A cidade como paisagem. As galerias da marinha. A corunha ……….…… 313

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ESTUDOS DE PAISAGEM

VOLUM E IV

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A PAISAGEM E OS ELEM ENTOS VISUAIS QUE A DETERM INAM

Pedro Fidalgo

Resumo: A perceção de uma paisagem é determinada por um número tendencialmente infinito de elementos que, em diferentes graus, se podem relacionar ent re si, influenciando-se

reciprocament e e determinando em conjunt o a apreciação de um observador num det erminado m om ent o. A est es elem ent os chamamos Element os Visuais Det erminant es da

Paisagem.

Nest e t rabalho apresent a-se um m odo de organização para est es element os, repartindo-os em grupos de Componentes e de Variáveis, considerando que o primeiro reúne os que concretam fisicamente o conteúdo do t errit ório visual e que o segundo integra os que

condicionam a sua perceção e valoração.

Seguidamente, enquadram-se e caracterizam-se, com base na sua origem ou estado físico, os vários grupos de Componentes e Variáveis considerados, com o objetivo de construir um modelo de Elementos Visuais Determinantes da Paisagem que interrelaciona os diferentes conjuntos.

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THE LANDSCAPE AND THE VISUAL ELEM ENTS THAT DETERM INE IT

Pedro Fidalgo

Abstract: The perception of a landscape is determined by a tendentiously infinite number of elements that, in varying degrees, can relate to each other, influencing each other and determining together t he appreciation of an observer at a given moment. These elements we name Visual Elements Determinants of the Landscape.

In this work we present a way of organizing these elements, dividing them into groups of Components and Variables, considering that t he form er brings together those that physically concret the content of the visual territory and that the second integrates those that condition their perception and valuation.

Next, the various groups of Components and Variables considered are framed and characterized, based on their origin or physical state, in order to const ruct a model of Landscape Elements that interrelate the different sets.

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A PAISAGEM E OS ELEM ENTOS VISUAIS QUE A DETERM INAM

Pedro Fidalgo

1 - INTRODUÇÃO77

Quais são os Elem ent os Visuais Det erminant es da Paisagem , com o é que podem ser organizados e com o é que se int errelacionam ent re si?

77 Est e t rabalho é o resum o do art igo Aport aciones para la definición de element os visuales det erminant es del paisaje, publicado pelo aut or em:

Cuadernos de invest igación urbaníst ica, Año VII, Núm. 92, enero-f ebrero 2014, 92 págs., Inst it ut o Juan de Herrera. ISSN (edición impresa):

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Denomina-se Elem ent os Visuais Det erm inant es da Paisagem (EVDP) ao conjunt o de elem ent os diret am ent e relacionados com a apreciação do t errit ório visual percebido. As perspetivas de um vast o conjunt o de aut ores permitem considerar os EVDP dentro de dois campos distintos: um que integra os Componentes que podem configurar a paisagem e outro

que se refere às Variáveis que determinam a sua perceção e a apreciação visual. Os Componentes e as Variáveis podem relacionar-se em diferentes graus, influenciando-se reciprocament e, e determinam em conjunt o a apreciação visual da paisagem por part e de um observador num det erm inado m om ent o.

Deste m odo, os diferentes EVDP foram classificados e repartidos em component es ou

variáveis. Por sua vez, considerou-se que os com ponent es agrupam os element os que

concretam fisicamente o conteúdo do territ ório visual e as variáveis compreendem os

elementos que condicionam a sua perceção e valoração.

Seguidamente, enquadram-se e caracterizam-se, com base na sua origem ou estado físico, os vários grupos de componentes e variáveis considerados, com o objetivo de construir um modelo de

Elementos Visuais Determinantes da Paisagem, que interrelaciona os diferentes conjuntos.

Para ilust rar a análise, ut iliza-se um a vist a da baía de Nápoles pint ada com o fundo de cenário para a represent ação do prim eiro at o da ópera Cosi f an t ut t e, de M ozart , apresent ada em

1992 no Teat ro Nacional de São Carlos em Lisboa (fig. 1).

Fig. 1:78 A baía de Nápoles e o Vesúvio segundo as indicações

do libreto original de Lorenzo da Ponte para o I Acto de Cosi Fan Tut t e de M ozart

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123

2 - ORGANIZAÇÃO DOS ELEM ENTOS QUE CONFIGURAM UM TERRITÓRIO VISUAL

Os milhões de elementos que configuram a paisagem podem distribuir-se em:

Componentes Antrópicos, que agrupam os diferentes elementos móveis e

imóveis resultantes da ação humana (intervenção, produção ou utilização);

Componentes Bióticos, que agrupam as diferentes formas visíveis de vida do

meio ambiente, repartidas em três grupos principais: Formas Animais, Vegetais e Fúngicas;

Componentes Abióticos, que agrupam os fatores de origem natural que não se

apresentam como formas de vida, distribuídos em t rês categorias: Formas Gasosos, que reúnem na sua maioria os fenómenos atmosféricos; Formas

Líquidas, compostas principalmente por água doce ou salgada nas suas diferentes manifestações; e Formas Sólidas, que agrupam principalmente elementos da estrutura geomorfológica que suporta um território, definida principalmente pelo Solo, caracterizado pelo seu Relevo, Pendentes, Exposição, Altitude, e Constituição; e

Componentes Cósmicos, que agrupam manifestações visíveis de elementos

localizados fora da terra, como o sol, a lua e as estrelas.

Assim, o conteúdo da paisagem resulta da sobreposição dos componentes que se podem ver à nossa volta e que, separadamente ou em conjunto, organizam a imagem da paisagem percebida

(Fig.s 2 a 9):

Fig. 2: Grupo dos Com ponent es Ant rópicos (Formas Ant rópicas)

(10)

124

Fig.4: Grupo dos Com ponent es Biót icos - Form as Veget ais

Fig. 5: Grupo dos Com ponent es Biót icos - Form as Fúngicas

Fig. 6: Grupo dos Com ponent es Abióticos - Formas Gasosas

Fig. 7: Grupo dos Com ponent es Abióticos - Formas Líquidas

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Fig. 9: Grupo dos Com ponent es Cósm icos (Form as Cósm icas)

A representação gráfica da organização destes quatro grupos de Componentes pode ser feita recorrendo a um esquema estrutural de anéis concênt ricos, que expressam a sobreposição dos elementos visíveis do meio, delimitados por linhas tracejadas que, pelo seu carácter, se associam ao modo como os diferentes elementos, em diferentes proporções, podem estar

presentes no conteúdo de uma paisagem (Fig. 10).

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No centro do diagrama, encont ram -se os Componentes com os quais o hom em estabelece maiores relações de identidade - com ponentes de origem antrópica - e no anel exterior os Componentes Cósmicos que envolvem a esfera terrest re. Nos anéis intermédios distribuem -se os Com ponent es Bióticos e Abióticos, most rando na sua metade superior as Form as em

que estes dois grupos de elementos se repartem. Este esquem a permite expressar o m odo com o o conteúdo de uma paisagem resulta da sobreposição dos com ponent es visíveis do meio físico e que determinam a organização espacial da im agem percebida (fig. 11).

Fig. 11: O conteúdo de uma paisagem resulta da sobreposição dos componentes do meio envolvente

3 - ORGANIZAÇÃO DOS ELEM ENTOS QUE

DETERM INAM A PERCEÇÃO E A VALORAÇÃO DE UM A PAISAGEM

O grande número de elementos que condicionam a apreciação de uma paisagem pode ser classificado a partir da sua origem, em quatro grupos de Variáveis:

Variáveis Universais, que agrupam as leis universais da física e os

processos derivados que lhes estão associados e que at uam

(13)

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paisagem , a velocidade a que se deslocam os corpos observados, a duração da observação e um conjunto de modificadores de visibilidade,

com o a refração da luz, o ângulo de incidência visual, o ângulo sólido (que mede o tam anho aparent e dos objet os) e a curvatura da superfície da

Terra;

Variáveis Físicopsíquicas, que agrupam os aspet os inerentes à existência

do observador, ora dados pela sua herança genética individual, que determina como, por exemplo, a quantidade de informação que a memória pode armazenar e examinar, a amplitude do cone visual, a distancia de

visão, entre outros aspetos as características antropométricas do observador, a capacidade de reação a determinados estímulos, a tendência à ação ou volunt arism o, a curiosidade natural pelo m eio envolvente, a capacidade de correlação espacial, de organização, de

análise crítica e de síntese, ou a mem ória visual e a im aginação, ora existentes no m oment o da apreciação, se predomina no sujeit o uma sensação de mal-estar físico (com o o cansaço, a fom e ou o sono), ou um det erminado estado psíquico (com o a paixão ou o medo), o seu com portamento pode ser afet ado, alt erando o seu grau de concent ração ou a sua predisposição para a observação.

Variáveis Socioculturais, que agrupam os fatores de carácter social e

cultural adquiridos pelo observador ao longo da sua vida, determinados pela influência do meio am biente, relações sociais, envolvente cultural, e experiências de vida. No m esm o âmbit o, o próprio processo de avaliação porm enorizada de um a paisagem , com a int enção de compreender e

valorar as suas qualidades, deve ser considerado como um fat or sociocult ural, já que esse processo necessit a de uma aprendizagem e treino de olhos que, em princípio, não estão preparados para esse efeit o.

Variáveis de Análise, que agrupam os aspet os que o observador utiliza

para nom ear, categorizar e quantificar os com ponent es da paisagem , individualmente ou em conjuntos, repartidos por:

o

Fatores Condicionantes, que agrupam os aspetos que condicionam

(14)

128

o

Fatores Preferenciais, que int egram certas preferências visuais

relativamente à composição, como Pont os Focais, Unidade, Diversidade e Singularidade; e

o

Aspetos de Com posição, que englobam os elem entos que permitem

distinguir as particularidades de um a paisagem ou de um com ponent e, os quais podem ser agrupados, por sua vez, em:

Fatores Espaciais, definidos pela Abertura Visual, Dist ancia,

Continuidade, Similit ude, Figura e o Fundo, que permitem a análise da composição a partir da posição relativa dos diferent es com ponent es;

Fatores Estruturais, dados pelo Equilíbrio, Tensão, Ritmo,

Proporção e Escala, que analisam a com posição a partir das forças visuais transmitidas pelos com ponentes;

Fatores Ordenadores, estabelecidos por Eixos, Simetrias,

Hierarquias e Transformações, que definem relações ent re os

diferentes componentes;

Fatores Identificadores, que caracterizam a identidade dos

diferentes com ponent es dados pelo Núm ero, Posição, Direção, Orientação, Dimensão, Intervalo, Textura, densidade, cor, Volume e Superfície; e

Element os Básicos, que int egram os element os m ais simples a que

se pode reduzir uma composição, dados pelo Plano, a Linha e o Pont o.

O result ado da análise pode ser t ranspost o graficam ent e num quadrado que represent a o conjunt o das variáveis que det erm inam a apreciação da paisagem . Este quadrado foi

(15)

129

Fig. 12: Diagrama com o enquadramento das variáveis que determinam a perceção e apreciação da paisagem

Nest e esquema, a organização dos diferentes campos tem em consideração a suas respetivas

posições geométricas.

Assim, o conjunto das Variáveis Universais associadas às leis físicas que regulam o aspeto da paisagem foi localizado no triângulo inferior que sustenta toda a estrut ura e cuja posição geométrica foi considerada como a m ais adequada para exprimir o carácter fortemente regulador dest as variáveis (Fig. 13).

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O conjunto das Variáveis Físicopsiquicas e o conjunt o das Variáveis Sóciocult urais, associadas à exist ência do observador enquant o ser vivo, posicionaram-se sim et ricament e nos triângulos laterais, unidos pelos vértices que configuram também o centro do esquema, num a posição geométrica que se considerou como a m ais adequada para exprimir o equilíbrio instável

associado ao seu carácter. Estes dois cam pos apoiam-se, por sua vez, sobre o t riângulo que enquadra as variáveis universais que regulam e estrut uram todo o esquem a (Fig. 14).

Fig. 14

O conjunt o das variáveis de análise represent a-se dent ro de um t riângulo que coroa t oda a est rut ura, para expressar o caráct er fort em ent e sintet izador dest es com ponent es, que em conjunt o ou isoladam ent e, det erm inam e conform am o caract er da envolvent e percebida e que result am da “ decant ação” de um a análise suport ada por um conjunt o infinit o de

variáveis (Fig. 15).

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A partir deste t riângulo, o enquadrament o das variáveis de análise que servem de base à apreciação da paisagem , pode ser estrut urado do seguinte modo (Fig. 16):

Fig. 16: Diagrama da estrutura hierárquica das variáveis de análise.

Este diagrama pode ser apresentado com mais detalhe, repartindo os diferentes factores em elementos associados (Fig. 17).

Fig. 17: Diagrama da estrutura hierárquica das Variáveis de Análise, repartindo os diferentes grupos de Fatores pelos respectivos elementos associados.

Na parte superior da hierarquia encontram-se as variáveis que determinam a primeira

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132 4 - ORGANIZAÇÃO DO M ODELO

A sobreposição destes dois diagramas (Fig.s 10 e 12) expressa graficamente um modelo que interrelaciona os diferentes Elementos Visuais Determinantes da Paisagem, no qual o observador aparece localizado no centro, considerando que a sua perceção do meio se encontra

diretamente influenciada por cada um dos campos que o envolvem (Fig. 17):

Fig. 17

Este modelo permite explicar as relações entre os diferentes elementos que determinam a apreciação visual da paisagem, e afirmar que a valoração desta resulta da sobreposição da estrutura que organiza os Componentes intrínsecos à configuração do território, com a estrutura de Variáveis que integra os aspetos condicionantes da perceção e valoração do meio envolvente, por parte do observador. No centro do processo de apreciação da paisagem, diretamente condicionado e influenciado por cada um dos campos que o circundam,

apresenta-se o homem – H.

5 - BIBLIOGRAFIA

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Imagem

Fig. 1: 78  A baía de Nápoles e o Vesúvio segundo as indicações
Fig. 3:  Grupo dos Com ponent es Biót icos - Form as Animais
Fig. 5:  Grupo dos Com ponent es Biót icos - Form as Fúngicas
Fig. 10: Diagrama com o enquadramento e  organização dos componentes da paisagem
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Referências

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