Conglomerado Financeiro Alfa
(Banco Alfa S.A., Financeira Alfa S.A. – CFI, Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. e BRI Participações Ltda.)
Demonstrações Financeiras Combinadas
31 de dezembro de 2018 e 2017
Conglomerado Financeiro Alfa
Demonstrações Financeiras Combinadas do Conglomerado Financeiro Alfa de 31 de dezembro de 2018 e 2017
Conteúdo
Relatório da administração
Balanço patrimonial combinado
Demonstração combinada do resultado
Demonstração combinada das mutações do patrimônio líquido Demonstração combinada dos fluxos de caixa – método indireto Demonstração combinada do valor adicionado
Notas explicativas às demonstrações financeiras combinadas Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras combinadas
Resumo do relatório do comitê de auditoria do 2º semestre de
2018
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Estamos divulgando as demonstrações financeiras combinadas do Conglomerado Financeiro Alfa correspondentes às atividades desenvolvidas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017 acrescidas das Notas Explicativas, Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras. Essas demonstrações financeiras combinadas incluem as seguintes instituições financeiras: Banco Alfa S.A., Financeira Alfa S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos, Banco Alfa de Investimento S.A. e suas empresas controladas e seus correspondentes percentuais de participação: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. (99,985%), Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. (100,0%) e BRI Participações Ltda. (99,999%).
Essas demonstrações financeiras combinadas foram elaboradas somando-se os saldos apresentados nas demonstrações financeiras individuais, elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis as instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, eliminando-se as participações de uma empresa em outra, os saldos de contas, as receitas e as despesas correspondentes às operações realizadas entre as empresas integrantes e consideram as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. pelo método financeiro.
CENÁRIO ECONÔMICO
O ano de 2018 se iniciou com a expectativa de aceleração do crescimento econômico no Brasil, redução da taxa de desemprego e com a inflação baixa permitindo ao Banco Central sinalizar a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. O quadro de incertezas sobre as eleições presidenciais de outubro quanto a potenciais candidatos e programas de governo representou desde o início do ano alguma fonte de apreensão, mas a princípio contida, dado o ambiente de contas externas amplamente financiadas pelo fluxo de investimento direto, o esforço para obtenção de bons resultados fiscais no curto prazo, e um cenário internacional esperado de crescimento global ainda acima da média, com ampla liquidez e a expectativa de retirada gradual dos estímulos monetários por parte dos principais bancos centrais.
O contexto internacional, entretanto, foi se mostrando ao longo do tempo mais negativo do que o previsto.
Dados mais fracos do que o esperado de crescimento econômico ao redor do mundo já desde o início do ano se somaram à uma expectativa de maior elevação de juros nos Estados Unidos, sob a perspectiva de um forte estímulo fiscal doméstico, e também à adoção de uma postura fortemente protecionista do governo americano, provocando uma série de conflitos comerciais com diversos países, em especial com a China.
E, enquanto a disputa comercial sino-americana avançava no decorrer do ano, com a efetiva implementação de tarifas e riscos de exacerbação do conflito, além da própria deterioração da expectativa de crescimento econômico nas duas regiões, passou-se a temer cada vez mais um desaquecimento global de proporções maiores adiante, conforme se comprometiam índices de confiança, intenções de investimento e de consumo, também em países ligados às suas cadeias produtivas e se estendendo a seus parceiros
Essa gradual deterioração do cenário global, embora em última instância não tenha alterado a postura esperada dos principais Bancos Centrais do mundo – o Federal Reserve americano, por exemplo, subiu sua taxa de juros em 100 pontos base no decorrer do ano e o Banco Central Europeu foi reduzindo e finalmente encerrou seu programa de expansão do balanço em dezembro – alterou as precificações de mercado e provocou ao longo no ano uma série de episódios de forte aversão ao risco no cenário internacional, afetando os países emergentes em geral e também a economia brasileira.
No Brasil, o aumento dos riscos no ambiente internacional somado à crescente apreensão com as indefinições do quadro eleitoral exigiu uma postura mais ativa do Banco Central brasileiro. Com o aumento da pressão sobre a taxa de câmbio, a autoridade monetária, visando reduzir o excesso de volatilidade, passou a intervir no mercado cambial ampliando a oferta de swaps além do necessário para cobrir as rolagens previstas. Já no 2º trimestre, também optou por não cortar adicionalmente as taxas de juros como havia antecipado, e manter a taxa Selic em 6,5%, encerrando assim o ciclo de afrouxamento monetário em curso desde outubro de 2016, quando a taxa Selic estava em 14,25%.
Em meio a esse contexto, o Brasil também enfrentou, no fim de maio, uma greve nacional de caminhoneiros, que paralisou parte significativa da economia brasileira por cerca de 10 dias. Afetando a produção industrial, o setor de comércio, serviços e transportes no 2º trimestre, a greve abalou os níveis de confiança, provocando a elevação dos índices de inflação, e acabou comprometendo também as expectativas de crescimento do PIB no ano, especialmente quando aliada à cautela sobre a evolução do quadro político-eleitoral.
Com a crescente indefinição sobre o resultado do pleito nacional e o temor de que pudesse ser eleito um candidato não alinhado com a promoção do necessário ajuste fiscal - essencial para a sustentabilidade da dívida pública e para a criação de condições para a retomada de crescimento-, ou com pouca capacidade de articulação no Congresso para levar adiante reformas econômicas, a deterioração das expectativas nos mercados levou à novas rodadas de desvalorização cambial. Em meio ao aumento de incertezas, no decorrer de agosto e setembro o real chegou a ultrapassar o patamar de R$/US$ 4,20.
A definição do quadro eleitoral, a partir de outubro, entretanto, resgatou o otimismo com a trajetória esperada para a economia brasileira. Jair Bolsonaro, do PSL, foi eleito Presidente da República e estabeleceu como prioritário em seu governo do ponto de vista econômico o equacionamento da questão fiscal. Além de reconhecer a urgência em se realizar uma Reforma da Previdência robusta, Bolsonaro ainda demonstrou firme disposição de atacar os problemas que restringem o crescimento econômico. A renovação do Congresso eleito em outubro, por sua vez, também foi bem recebida, com o novo perfil do legislativo eleito, considerado mais alinhado ideologicamente com o do executivo, também considerado como favorável à articulação política para a tramitação das reformas.
Por fim, ao longo do 4º trimestre, o anúncio da equipe econômica do novo governo, assim como sua pauta de medidas em paralelo à Reforma da Previdência, também foi bem recebida. Propostas para simplificação tributária, abertura comercial, desburocratização e desregulamentação da economia, uma agenda de privatizações, concessões e projetos de impulsão da área de infraestrutura e também intenção de efetivar a
independência do Banco Central, entre outras medidas, foram apresentadas e avaliadas como muito positivas no sentido de expandir o crescimento potencial da economia, assim como propiciar a manutenção de juros estruturalmente mais baixos.
Esse conjunto de fatores contribuiu favoravelmente para os preços de ativos nos últimos meses do ano, permitindo um quadro de diferenciação brasileira em relação à economia global, que, por sua vez, permaneceu em trajetória de desaceleração, atravessando um período de forte aperto de condições financeiras e com expectativas de crescimento novamente sendo revistas para baixo em diversos países.
Assim, ainda que o ano de 2018 tenha se encerrado com um crescimento apenas moderado do PIB (próximo a 1,3%, ante 1,1% em 2017), muito pouco recuo na taxa de desemprego (média de 12,2%, contra 12,7% em 2017) e um nível ainda alto de ociosidade na economia brasileira, que levaram a mais um ano de inflação abaixo da meta (3,75%, contra meta de 4,5%), apesar da forte desvalorização cambial (17,1%), o saldo do ano pode ser considerado positivo. A meta fiscal e o teto de gastos foram cumpridos, mesmo com o crescimento abaixo do esperado. O déficit em conta corrente (US$ 14,5 bilhões) continuou a ser amplamente financiado pelos fluxos de investimento estrangeiro direto (US$ 88 bilhões), que inclusive se aceleraram com a recuperação do otimismo no decorrer do 2º semestre. O ano também se encerrou com forte recuperação nos índices de confiança domésticos e com a expectativa de que, com alguma habilidade política do novo governo que toma posse em janeiro, vários destes indicadores possam apresentar melhorias significativas em 2019, permitindo ao país melhor se insular de um quadro internacional com mais incerteza e riscos ainda elevados.
DESEMPENHO DAS ATIVIDADES
Resultado e patrimônio líquido
As instituições do Conglomerado Financeiro Alfa apresentaram lucro líquido combinado de R$ 131.786 mil no exercício de 2018 (no exercício de 2017 R$ 137.769 mil).
O patrimônio líquido combinado atingiu R$ 2.442.621 mil ao final do exercício (31/12/2017 R$ 2.351.434 mil).
O Conglomerado Financeiro Alfa, em 31 de dezembro de 2018, atingiu índice de capital de 20,42%
(31/12/2017 20,35%) calculado a partir do conceito de “Consolidado Prudencial”, nos termos da Resolução CMN nº 4.192 de 28/02/2013, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado aos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência e Adicional de Capital Principal, determinados pelo Banco Central do Brasil para 2018, que equivale a 10,5% (PR 8,625% + ACP 1,875%).
Rating
As instituições do Conglomerado Financeiro Alfa, mantiveram suas boas avaliações de risco de crédito em nível nacional junto às seguintes agências de classificação de risco:
Moodys: "NP", para depósito global de curto prazo em moeda local, "Ba2" para depósito global de longo prazo em moeda local, "NP" para depósito de curto prazo em moeda estrangeira, "Ba3" para depósito de longo prazo em moeda estrangeira, "BR-1" para depósito de curto prazo na escala nacional brasileira, "Aa1.br" para depósito de longo prazo na escala nacional brasileira.
Recursos captados e administrados
O volume de recursos captados e administrados atingiu R$ 17.206.982 mil ao final do exercício (31/12/2017 R$ 17.228.885 mil). Esses recursos estavam representados por R$ 139.834 mil (31/12/2017
R$ 107.090 mil) em depósitos à vista, interfinanceiros e a prazo, R$ 1.505.056 mil (31/12/2017 R$ 1.650.561 mil) em captações no mercado aberto, R$ 7.807.192 mil (31/12/2017 R$ 6.874.640 mil) em
recursos de aceites e emissão de títulos, R$ 334.881 (31/12/2017 R$ 145.462 mil) em empréstimos obtidos no país, R$ 112.108 mil (31/12/2017 R$ 147.210 mil) em empréstimo obtidos no exterior, R$ 858.439 mil (31/12/2017 R$ 1.419.286 mil) em repasses do BNDES, R$ 81.505 mil (31/12/2017 R$ 6.113 mil) em
repasses no exterior, R$ 5.638 mil (31/12/2017 R$ 14.016 mil) em venda de ativos financeiros e R$ 6.362.329 mil (31/12/2017 R$ 6.864.507 mil) em fundos de investimento e carteira administrada.
Ativos e empréstimos
O ativo total alcançou R$ 13.955.903 mil (31/12/2017 R$ 13.273.942 mil) ao final do exercício. As aplicações interfinanceiras de liquidez e a carteira de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos atingiram R$ 5.886.151 mil (31/12/2017 R$ 5.115.906 mil).
A carteira de títulos e valores mobiliários atingiu R$ 5.146.097 mil (31/12/2017 R$ 4.721.184 mil), correspondente a 36,9% (31/12/2017 35,6%) dos ativos totais. Representada principalmente por 82,4%
(31/12/2017 89,0%) em títulos de emissão do Tesouro Nacional. As instituições integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa mantiveram a sua posição de alta liquidez encerrando o exercício com uma carteira de títulos livres da ordem de R$ 3.645.118 mil (31/12/2017 R$ 2.589.174 mil).
O Conglomerado Financeiro Alfa classificou 13,3% (31/12/2017 8,7%) dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos mantidos até o vencimento”, em razão da intenção da Administração e de sua capacidade financeira comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN, em mantê-los nesta categoria.
A carteira de crédito incluindo, empréstimos, financiamentos, arrendamento mercantil, relações interfinanceiras, fianças prestadas e ajuste a valor de mercado item objeto de hedge, nos termos da Carta- Circular BACEN nº 3.624/13, atingiu o saldo de R$ 9.457.229 mil ao final do exercício (31/12/2017 R$ 9.257.634 mil).
Merece destaque, a excelente qualidade da carteira de operações de crédito e arrendamento mercantil, demonstrada pela concentração de 99,0% (31/12/2017 98,6%) das operações classificadas entre os níveis de risco “AA” a “C” em conformidade com a regulamentação em vigor do Banco Central do Brasil, e pelo baixo índice de inadimplência.
O volume de créditos vencidos acima de 14 dias totalizou R$ 59.053 mil (31/12/2017 R$ 64.915 mil) correspondente a 0,8% (31/12/2017 0,9%) da carteira de operações de crédito e arrendamento mercantil, sendo que R$ 42.364 mil (31/12/2017 R$ 48.323 mil) encontravam-se vencidos há mais de 60 dias. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 119.021 mil (31/12/2017 R$ 145.987 mil), correspondendo a 1,6% (31/12/2017 1,9%) da carteira de operações de crédito e arrendamento mercantil, 44,5% (31/12/2017 47,9%) acima do mínimo exigido pela Resolução CMN nº 2.682, de 21 de dezembro de 1999.
OUVIDORIA
O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução BACEN nº 4.433, de 27 de julho de 2015.
DIVULGAÇÃO SOBRE SERVIÇOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE
Em atendimento à Instrução CVM nº 381, de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, ou pessoas a ela ligada, não prestou no exercício outros serviços que não sejam de auditoria externa.
A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste.
DECLARAÇÃO DOS DIRETORES
Conforme Instrução CVM nº 552/2014, a Diretoria declara que em reunião realizada em 13 de março de 2019, revisou, discutiu e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações Financeiras individuais das instituições financeiras que fazem parte do Conglomerado Financeiro Alfa relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2018.
AGRADECIMENTOS
É indispensável traduzir o reconhecimento do Conglomerado Financeiro Alfa ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram.
São Paulo, 13 de março de 2019.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras combinadas.
31/12/2018 31/12/2017
Circulante 10.008.939 10.215.399
Disponibilidades 2.310 1.047
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (Nota 03) 713.051 375.917
Ap licações no M ercado Aberto 682.987 297.037
Ap licações em Dep ósitos Interfinanceiros 30.064 78.880
Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 4.726.417 4.590.530
Carteira Próp ria 3.285.307 2.450.673
Vinculados a Op erações Comp romissadas 774.064 1.652.184
Vinculados à Prestação de Garantias 658.431 479.826
Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 16) 8.615 7.847
Relações Interfinanceiras 292.490 186.987
Pagamentos e Recebimentos a Liquidar (Nota 05) 188.440 175.525
Dep ósitos no Banco Central 5.962 5.260
Rep asses Interfinanceiros (Nota 05) 98.088 6.169
Corresp ondentes - 33
Operações de Crédito (Nota 05) 3.215.405 4.135.283
Setor Privado 3.262.215 4.174.525
Op erações de Crédito Vinculadas a Cessão 4.617 9.036 (Provisão p ara Créditos de Liquidação Duvidosa ) (51.427) (48.278) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 05) 115.776 118.369
Setor Privado 120.877 124.373
(Provisão p ara Créditos de Liquidação Duvidosa ) (5.101) (6.004)
Outros Créditos 927.817 791.449
Créditos p or Avais e Fianças Honrados 10.936 -
Carteira de Câmbio (Nota 06) 97.397 156.576
Rendas a Receber 2.597 5.775
Negociação e Intermediação de Valores 1.665 176
Diversos (Nota 07) 829.276 643.054
(Provisão p ara Créditos de Liquidação Duvidosa ) (Nota 05) (14.054) (14.132)
Outros Valores e Bens (Nota 7b) 15.673 15.817
Realizável a Longo Prazo 3.928.197 3.042.193
Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 446.683 149.459
Carteira Próp ria 359.811 138.501
Vinculados a Op erações Comp romissadas 68.484 -
Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 16) 18.388 10.958
Operações de Crédito (Nota 05) 3.047.234 2.432.266
Setor Privado 3.082.801 2.500.892
Op erações de Crédito Vinculadas a Cessão 780 4.056 (Provisão p ara Créditos de Liquidação Duvidosa ) (36.347) (72.682) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 05) 134.931 162.672
Setor Privado 140.223 167.563
(Provisão p ara Créditos de Liquidação Duvidosa ) (5.292) (4.891)
Outros Créditos 297.283 296.896
Diversos (Nota 07) 304.083 296.896
(Provisão p ara Créditos de Liquidação Duvidosa ) (Nota 05) (6.800) -
Outros Valores e Bens (Nota 7b) 2.066 900
Permanente 18.767 16.350
Investimentos 1.981 1.216
Outros Investimentos 2.728 1.963
Provisão p ara Perdas (747) (747)
Imobilizado de Uso 14.032 11.765
Imóveis de Uso 2.897 2.897
Outras Imobilizações de Uso 28.018 24.148
(Dep reciação Acumulada) (16.883) (15.280)
Intangível 2.754 3.369
Ativos Intangíveis 7.016 6.749
(Amortização Acumulada) (4.262) (3.380)
Total Geral do Ativo 13.955.903 13.273.942
Conglomerado Financeiro Alfa
Balanço Patrimonial Combinado (Em R$ Mil) - ATIVO
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras combinadas.
31/12/2018 31/12/2017
Circulante 5.431.198 5.072.473
Depósitos (Nota 09) 99.776 95.879
Dep ósitos à Vista 38.430 21.547
Dep ósitos Interfinanceiros 12.058 12.054
Dep ósitos a Prazo 49.288 62.278
Captações no Mercado Aberto (Nota 09) 1.505.056 1.650.561
Carteira Próp ria 840.061 1.650.561
Carteira de Terceiros 664.995 -
Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 09) 3.113.095 1.895.710 Recursos de Letras Imobiliárias, Hip otecárias, de Crédito e Similares 3.113.095 1.895.710
Relações Interfinanceiras 1 -
Recebimentos e Pagamentos a Liquidar 1 -
Relações Interdependências 40.391 21.024
Recursos em Trânsito de Terceiros 40.391 21.024
Obrigações por Empréstimos (Nota 09) 128.271 292.672
Emp réstimos no País 16.163 145.462
Emp réstimos no Exterior 112.108 147.210
Obrigações por Repasses no País - Instituições Oficiais (Nota 09) 205.109 865.765
BNDES 70.085 676.632
FINAM E 135.024 189.133
Obrigações por Repasses no Exterior 81.505 6.113
Rep asses no Exterior 81.505 6.113
Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 16) 65.349 84.158
Instrumentos Financeiros Derivativos 65.349 84.158
Outras Obrigações 192.645 160.591
Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados 1.710 2.395
Carteira de Câmbio (Nota 06) 2.720 434
Sociais e Estatutárias 33.246 31.233
Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a) 46.055 25.796
Negociação e Intermediação de Valores 1.825 2.009
Diversas (Nota 10b) 107.089 98.724
Exigível a Longo Prazo 6.055.605 5.821.884
Depósitos (Nota 09) 40.058 11.211
Dep ósitos Interfinanceiros 10.651 -
Dep ósitos a Prazo 29.407 11.211
Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 09) 4.694.097 4.978.930 Recursos de Letras Imobiliárias, Hip otecárias, de Crédito e Similares 4.694.097 4.978.930 Obrigações por Empréstimos (Nota 09) 318.718 -
Emp réstimos no País 318.718 -
Obrigações por Repasses no País - Instituições Oficiais (Nota 09) 653.330 553.521
BNDES 378.799 142.004
FINAM E 274.531 411.517
Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 16) 222.776 136.269
Instrumentos Financeiros Derivativos 222.776 136.269
Outras Obrigações 126.626 141.953
Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a) 63.742 62.835
Diversas (Nota 10b) 62.884 79.118
Resultado de Exercícios Futuros 26.479 28.151
Patrimônio Líquido 2.442.621 2.351.434
Cap ital Social 1.153.457 1.102.057
De Domiciliados no País 1.082.068 1.030.576
De Domiciliados no Exterior 71.389 71.481
Reservas de Cap ital 9.251 11.537
Reservas de Lucros 1.278.666 1.238.278
Ajustes de Avaliação Patrimonial 2.163 261
Ações em Tesouraria (916) (699)
Total Geral do Passivo 13.955.903 13.273.942
B alanço Patrimonial Combinado (Em R$ Mil) - PASSIVO
Conglomerado Financeiro Alfa
Conglomerado Financeiro Alfa
Demonstração Combinada do Resultado
Exercícios Findos em 31 de dezembro (Em R$ Mil)
2018 2017
Re ce itas da Inte rme diação Finance ira 1.198.139 1.470.131
Operações de Crédito 914.462 1.051.360
Resultado com Operações de Arrendamento Mercantil 39.347 42.403 Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários 348.132 506.626
Resultado de Operações de Câmbio 34.737 16.161
Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 16f ) (138.539) (146.419)
De spe sas da Inte rme diação Finance ira (751.229) (902.499)
Operações de Captação no Mercado (590.055) (755.120)
Operações de Empréstimos e Repasses (130.027) (139.315)
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 05i) (30.164) (5.184) Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros (Nota 05b) (983) (2.880)
Re sultado Bruto da Inte rme diação Finance ira 446.910 567.632 Outras Re ce itas/(De spe sas Ope racionais) (244.926) (442.214) Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias (Nota 18a) 104.729 86.467
Despesas de Pessoal (200.633) (178.458)
Outras Despesas Administrativas (Nota 18b) (128.830) (121.104)
Despesas Tributárias (40.896) (38.069)
Outras Receitas Operacionais (Nota 18c) 79.408 99.582
Outras Despesas Operacionais (Nota 18d) (58.704) (290.632)
Re sultado Ope racional 201.984 125.418
Re sultado não Ope racional (Nota 18e ) (688) 43.710 Re sultado ante s da Tributação e Participaçõe s 201.296 169.128 Imposto de Re nda e Contribuição Social (Nota 08a) (59.651) (22.524)
Imposto de Renda (32.415) (26.281)
Contribuição Social (25.582) (24.914)
Ativo Fiscal Diferido (1.654) 28.671
Participaçõe s Estatutárias no Lucro (9.859) (8.835)
Empregados (9.859) (8.835)
Lucro Líquido 131.786 137.769
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras combinadas.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras combinadas.
Conglomerado Financeiro Alfa
Demonstração Combinada das Mutações do Patrimônio Líquido Exercícios findos em 31 de dezembro (em R$ mil)
Capital Reservas Reservas Ajuste de Lucros Ações
EVENTOS Realizado de de Avaliação Acumulados em Total
Capital Lucros Patrimonial Tesouraria
SALDOS EM 31/12/2016 1.057.157 20.259 1.181.145 1.126 - (1.354) 2.258.333 AUMENTO DE CAPITAL 44.900 - (44.900) - - - - OUTROS EVENTOS :
Aquisição de Ações Próprias - - - - - (1.162) (1.162)
Cancelamento de Ações Próprias (1.841) 1.817 (24)
Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos - - - (865) - - (865) Outros - (783) - - - - (783)
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO - - - - 137.769 - 137.769 DESTINAÇÕES :
Reservas - (6.098) 102.033 - (95.935) - - Juros sobre Capital Próprio - - - - (41.834) - (41.834) SALDOS EM 31/12/2017 1.102.057 11.537 1.238.278 261 - (699) 2.351.434 MUTAÇÕES DO PERÍODO 44.900 (8.722) 57.133 (865) - 655 93.101 SALDOS EM 31/12/2017 1.102.057 11.537 1.238.278 261 - (699) 2.351.434 AUMENTO DE CAPITAL 51.400 - (51.400) - - - - OUTROS EVENTOS :
Aquisições de Ações Próprias - - - - - (2.272) (2.272) Cancelamento de Ações Próprias - (2.055) - - - 2.055 - Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos - - - 1.902 - - 1.902
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO - - - - 131.786 - 131.786 DESTINAÇÕES :
Reservas - (231) 91.788 - (91.557) - - Juros sobre Capital Próprio - - - - (40.229) - (40.229) SALDOS EM 31/12/2018 1.153.457 9.251 1.278.666 2.163 - (916) 2.442.621 MUTAÇÕES DO PERÍODO 51.400 (2.286) 40.388 1.902 - (217) 91.187
Conglomerado Financeiro Alfa
Demonstração Combinada dos Fluxos de Caixa - Método Indireto Exercícios findos em 31 de dezembro (em R$ mil)
2018 2017
ATIVIDADES OPERACIONAIS
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 131.786 137.769 AJUSTES AO LUCRO LÍQUIDO 53.308 (5.443)
Depreciações e Amortizações 3.509 3.133
Depreciações Imobilizado de Arrendamento Operacional - 121 Provisão para TVM com características de crédito 1.660 3.223 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 30.164 5.184
Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes 19.085 (11.975)
Ajuste de Atualização de Depósito Judicial (1.110) (5.129)
(AUMENTO) / REDUÇÃO DOS ATIVOS OPERACIONAIS (58.809) (1.708.109)
Títulos e Valores Mobiliários (159.280) (604.680)
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 38.994 (22.232)
Operações de Crédito 281.037 (548.803)
Operações de Arrendamento Mercantil 30.742 (40.015)
Outros Créditos (143.785) (308.381)
Outros Valores e Bens (1.660) 53
Relações Interfinanceiras (105.495) (180.114)
Aquisição de Bens Não de Uso Próprio (9.864) (15.669)
Alienação de Bens Não de Uso Próprio 10.502 11.537
Alienação de Imobilizados de Arrendamento - 195 AUMENTO / (REDUÇÃO) DOS PASSIVOS OPERACIONAIS 568.027 496.938
Depósitos 32.744 11.878
Captações no Mercado Aberto (145.505) 49.744
Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 932.552 721.917
Relações Interfinanceiras 1 (3.785)
Relações Interdependências 19.367 4.125
Obrigações por Empréstimos e Repasses (331.138) (308.618)
Instrumentos Financeiros Derivativos 67.698 113.792
Outras Obrigações 42.033 (11.092)
Resultados de Exercícios Futuros (1.672) 8.550
Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (48.053) (89.573) CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DE (APLICADO EM) ATIVIDADES OPERACIONAIS 694.312 (1.078.845) ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
Aquisição de Imobilizados de Uso (4.865) (2.809)
Aquisição de Bens e Investimentos (765) -
Aplicações no Intangível (358) (2.464)
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos 1.433 4.146
Alienação de Intangíveis - 19
Alienação de Imobilizados de Uso 62 471
Títulos Mantidos até o Vencimento (273.589) 688.637
CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DE (APLICADO EM) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (278.082) 688.000 ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS
Aquisição de Ações de Emissão Própria (2.272) (1.162)
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos (36.567) (45.316)
Cancelamento de ações própria - (24)
Outros - (783)
CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DE (APLICADO EM) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (38.839) (47.285) AUMENTO/ (REDUÇÃO) LÍQUIDO DE CAIXA E EQUIVALENTES 377.391 (438.130)
Caixa e Equivalentes no Início do Exercício 337.971 776.101
Caixa e Equivalentes no Final do Exercício 715.362 337.971
AUMENTO/(REDUÇÃO) DE CAIXA E EQUIVALENTES 377.391 (438.130) As notas exp licativas são p arte integrante das demonstrações financeiras combinadas.
Conglomerado Financeiro Alfa
Demonstração Combinada do Valor Adicionado
Exercícios Findos em 31 de dezembro (em R$ mil)
2018 2017
1. RECEITAS 1.351.424 1.694.706
Intermediação Financeira 1.198.139 1.470.131
Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias 104.729 86.467
(Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (30.164) (5.184)
Outras Receitas Operacionais 79.408 99.582
Resultados não Operacionais (688) 43.710
2. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 721.065 897.315
3. MATERIAIS E SERVIÇOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 167.870 392.360 Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) 6.338 5.972
Serviços de Terceiros 161.532 386.388
4. VALOR ADICIONADO BRUTO ( 1-2-3 ) 462.489 405.031
5. DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 3.509 3.133 6. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) 458.980 401.898
7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 458.980 401.898
8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 458.980 401.898
Pessoal 179.999 160.425
Remuneração Direta 142.441 127.969
Benefícios 27.032 22.963
F.G.T.S. 10.526 9.493
Impostos, Taxas e Contribuições 131.042 87.460
Federais 121.085 83.525
Estaduais 21 13
Municipais 9.936 3.922
Remuneração de Capitais de Terceiros 14.284 14.071
Aluguéis 14.284 14.071
Outras (Doações Filantrópicas) 1.869 2.173
Remuneração de Capitais Próprios 131.786 137.769
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio 40.229 41.834
Lucros Retidos do Exercício 91.557 95.935
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras combinadas.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS COMBINADAS DO CONGLOMERADO FINANCEIRO ALFA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM
31 DE DEZEMBRO DE 2018 E 2017 - EM R$ MIL
(01) – ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS COMBINADAS
(a) Atividade e estrutura do grupo
O Conglomerado Financeiro Alfa (doravante denominado “Conglomerado”) tem suas origens no ano de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e posteriormente criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento S.A., Companhia Real de Investimento – CFI, Companhia Real de Arrendamento Mercantil e Companhia Real Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários) formaram o Conglomerado Financeiro Alfa, que foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial).
O Conglomerado é composto de 6 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. O Banco Alfa de Investimento S.A. (doravante denominado “BAI”) é a instituição financeira líder do Conglomerado, a qual controla diretamente a Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.
(doravante denominado “ACCVM”), a Alfa Arrendamento Mercantil S.A. (doravante denominado
“AAM”) e a BRI Participações Ltda. (doravante denominado “BRI”). Além destas entidades o Conglomerado é integrado pela Financeira Alfa S.A. – CFI (doravante denominado “FASA”) e o Banco Alfa S.A. (doravante denominado “BASA”), empresas essas que não são investidas das empresas anteriormente citadas. O BAI e a FASA são companhias abertas com ações negociadas na B3 - Brasil, Bolsa e Balcão (doravante denominado “B3”).
Com esta sólida história de mais de 90 anos, o Conglomerado vem desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros.
O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, Piracicaba, Ribeirão Preto, Sorocaba e Campo Grande. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos.
O controlador do Conglomerado possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma);
Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa), Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica) e Indústria de Couro (Soubach).
(b) Apresentação das demonstrações financeiras combinadas
As demonstrações financeiras combinadas do Conglomerado estão sendo apresentadas com o objetivo de possibilitar uma análise conjunta das instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, independente da estrutura societária, utilizando-se as demonstrações financeiras individuais das empresas:
-BASA;
-FASA e
-BAI e suas empresas controladas diretas e indiretas e seus correspondentes percentuais de participação:
As demonstrações financeiras combinadas do Conglomerado foram elaboradas em conformidade com as normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), e foram concluídas em 12/03/2019. As demonstrações financeiras individuais foram aprovadas pela Diretoria e as empresas BAI e FASA pelo Conselho de Administração em 13/03/2019 e estão divulgadas, no endereço eletrônico www.alfanet.com.br.
As demonstrações financeiras combinadas não representam as demonstrações financeiras individuais ou consolidadas de uma entidade e suas controladas, e não devem ser consideradas para fins de cálculo de dividendos, impostos ou para outros fins societários.
As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações tem a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, corretagem de câmbio e valores mobiliários.
Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil, visando permitir a convergência às normas internacionais de contabilidade. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas das alterações por ela introduzidas, que incluem a adoção de pronunciamentos, interpretações e orientações contábeis emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). Até o momento, as alterações em normas de contabilidade aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações financeiras de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgação de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; vii) eventos subsequentes; viii) políticas contábeis, mudanças de estimativas e retificação de erro; ix) com exceção das disposições relacionadas a operações de arrendamento mercantil financeiro, o Pronunciamento Estrutural Conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil- financeiro aprovados pelo CPC; e x) benefícios a empregados.
(c) Relatório por segmento
Segmento é um componente distinto de uma entidade que origina produtos ou serviços (segmento de negócio) ou fornece produtos ou serviços dentro de determinado ambiente econômico (segmento geográfico) e que está sujeito a riscos e benefícios diferentes daqueles dos demais segmentos, cujos resultados operacionais sejam regularmente avaliados pelos principais tomadores de decisões.
Os segmentos operacionais reportados são definidos em uma abordagem gerencial do Conglomerado, ou seja, são aqueles regularmente revisados pela sua Administração para avaliação de performance e alocação de recursos.
As atividades do Conglomerado e suas controladas constituem os segmentos de atacado e varejo, o qual é composto principalmente de operações de capital de giro, financiamento, aquisição de ativos, repasses do BNDES, gestão de recursos de terceiros e emissão de títulos como forma de captação.
31/12/2018 31/12/2017
Alfa Arrendamento Mercantil S.A. 99,985% 99,985%
Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. 100,000% 100,000%
BRI Participações Ltda. 99,999% 99,999%
d) Reclassificação para fins de comparabilidade:
A partir do 2º semestre de 2018 a Financeira Alfa S.A. efetuou a reclassificação das operações realizadas junto às empresas participantes do sistema de liquidação e arranjo de pagamentos (títulos e créditos a receber sem coobrigação do cedente ou retenção de risco e benefícios), até então registradas no grupo de
“Outros Créditos – Diversos”, para o grupo “Relações Interfinanceiras”.
Seguem abaixo as reclassificações efetuadas em 31/12/2017 no Balanço Patrimonial visando permitir a comparabilidade das Demonstrações Financeiras:
(02) – PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
As políticas contábeis são aplicadas de forma consistente em todos os exercícios apresentados e de maneira uniforme a todas as entidades do Conglomerado.
(a) Combinação: Na elaboração das Demonstrações Financeiras Combinadas foram adotados, quando aplicáveis, os critérios para a consolidação em conformidade com o COSIF, instituído pela Circular nº 1.273/1987, especificamente em relação às Normas do Conglomerado. As demonstrações financeiras combinadas foram elaboradas somando-se os saldos apresentados nas demonstrações financeiras individuais, eliminando-se as participações de uma empresa em outra, os saldos de contas, as receitas e as despesas correspondentes às operações realizadas entre as empresas integrantes do Conglomerado. Foram consideradas também as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. pelo método financeiro.
(b) Apuração do resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia deixam de ser apropriadas, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art.9º da Resolução CMN nº 2.682, de 21/12/99.
(c) Ativos circulante e realizável a longo prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos pelas Circulares BACEN nº 3.068, de 08/11/2001 e nº 3.082, de 30/01/2002 (vide notas explicativas nº 04 "b" e 16). A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682, de 21/12/99. (vide nota explicativa nº 5 “h”).
(d) Títulos e valores mobiliários:A carteira de títulos e valores mobiliários está demonstrada conforme as categorias estabelecidas pela Circular BACEN nº 3.068, de 08/11/2001:
I – Títulos para negociação;
II – Títulos disponíveis para venda;
III – Títulos mantidos até o vencimento.
31/12/2017 Reclassificação 31/12/2017 31/12/2018
Outros Créditos - Diversos 1.115.475 (175.525) 939.950 1.133.359 Relações Interfinanceiras 11.462 175.525 186.987 292.490
Balanço Patrimonial
Na categoria “títulos para negociação” são registrados os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados.
Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” são registrados os títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais existe intenção e capacidade financeira do Conglomerado de mantê-los em carteira até o vencimento.
Na categoria “títulos disponíveis para venda” estão registrados os títulos e valores mobiliários que não se enquadram nas categorias I e III.
Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias, I e II são reconhecidos pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados pro rata dia, e ajustados ao valor de mercado, computando-se o ajuste positivo ou negativo a valor de mercado em contrapartida:
i) Da adequada conta de receita ou despesa, líquida dos efeitos tributários, no resultado do período, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos para negociação”; e
ii) Da conta destacada do patrimônio líquido, líquida dos efeitos tributários, quando relativa a títulos e valores mobiliários classificados na categoria “títulos disponíveis para venda”. Estes valores registrados em patrimônio líquido são baixados contra resultado na medida em que são realizados.
Os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento” estão apresentados pelo valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, calculados pro rata dia.
As perdas de caráter permanente apuradas para títulos e valores mobiliários classificados nas categorias
“títulos disponíveis para venda” e “títulos mantidos até o vencimento” são reconhecidos no resultado do exercício. O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é obtido, na data de balanço, através de coleta de preços divulgadas por entidades independentes no mercado especializadas na divulgação deste tipo de informação, e, quando indisponíveis, este valor é obtido através de modelos internos de avaliação que consideram as curvas de juros aplicáveis publicamente divulgadas que sejam avaliadas como representativas das condições de mercado para o ativo sob avaliação por ocasião do encerramento do balanço.
(e) Instrumentos financeiros derivativos: Os instrumentos financeiros derivativos são classificados contabilmente, segundo a intenção da administração, na data de sua aquisição, conforme determina a Circular BACEN nº 3.082, de 30/01/2002.
Os instrumentos financeiros derivativos são utilizados na administração das exposições próprias do Conglomerado ou para atender solicitações de seus clientes. As valorizações ou desvalorizações são registradas em “resultado com instrumentos financeiros derivativos”.
Os instrumentos financeiros derivativos realizados com a intenção de proteção a riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado de ativos e passivos financeiros, que atendam os critérios determinados pela Circular BACEN nº 3.082/02 e/ou Circular BACEN nº 3.129/02, são classificados de acordo com sua natureza em:
Hedge de Risco de Mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, registrados em conta de resultado;