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Estudo da Interface UsuárioSistema de Informação :: Brapci ::

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(1)

E s tu d o d a In te rfa c e

U s u á rio /S is te m a

d e In fo rm a ç ã o

srqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

29 SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Brasília, 25 a 30 de janeiro de 1981

Delia Valeria Ferreira

{Coord.l

IN T R O D U Ç Ã O bibliotecário na interface Usuário/Sistema

de Informação. O documento-base não

apresentou nenhuma análise do

compor-tamento do usuário quanto à sua atuação frente àmesma interface.

Por estas razões a análise do tema "Interface Usuário/Sistema de Informa-ção" foi feita de maneira bastante unila-teral, enfocando, principalmente, o biblio-tecário da biblioteca universitária. No

en-tanto, o GT examinou também a atuação

do usuário através de depoimentos dos bi-bliotecários presentes aos trabalhos do grupo.

1-O objetivo do presente Grupo de

Trabalho (GT) é analisar a Interface

Usuário/Sistema de Informação com a

finalidade de descrevê-Ia em função de

seus elementos de interação, caracteri-zando-se, isoladamente.

Como elementos de interação

fo-ram identificados:

1 - a capacidade (própria) do usuário

na utilização do sistema.

2 - a capacidade (própria) do

bibliote-cário no atendimento das

necessi-dades do usuário:

2.1 - treinando diretamente o usuá-rio para

o

uso das facilidades infor-mais do sistema e de seus serviços; 2.2 - preparando material informa-tivo que indique ao usuário a organi-zação física e de conteúdo da

infor-mação armazenada no seu sistema,

além dos serviços disponíveis. No caso particular deste Seminário, as atenções se voltam principalmente a bi-bliotecas universitárias, o que delimita o

problema. O GT valeu-se do

documento-base "Educação de Usuários em Bibliote-cas Universitárias" que enfocou apenas a atuação do bibliotecário quanto ao trei-namento de usuários, através do qual se

pretendeu ter uma visão da atuação do

R. bras. Bibliotecon. Doc. 14(1/2): 29-32,jan,/jun. 1981 2 9

A N Ã L lS E /D IS C U S S Ã O D O D O C U M E N T O -B A S E

O documento-base visava a um

co-nhecimento da interação Usuário/Sistema

de informação através de programas de

treinamento de usuário desenvolvidos pelas bibliotecas. Desse documento, o GT des-tacou dois elementos fundamentais para a análise: a série de perguntas e algumas das respostas obtidas.

1 - as perguntas se referiam

essencial-mente a se era ou não feito algum

programa de "treinamento de usuá-rio", formal ou informal; a que pú-blico era dirigido; quem o elaborava;

(2)

se era precedido de algum estudo so-bre o usuário ao qual se dirigia; os problemas encontrados na

ministra-ção do curso. Aos que não desenvol-viam nenhuma atividade desse tipo, indagava-se a razão.

2 - As respostas, cerca de 40% dos ques-tionários enviados, podem ser resumi-das em:

2.1 - Os cursos estão sendo monta-dos a partir da "visão" do bibliotecá-rio quanto às necessidades do usuá-rio, vez que não foi feito nenhum es-tudo prévio dos usuários;

2.2 - Dentre as razões apresentadas para não haver programas de

treina-mento de usuário e também dentre

os "problemas" encontrados nos cur-sos, cabe destacar alguns: falta de re-cursos financeiros, falta de material didático, de local apropriado, "desin-teresse do aluno", atendimento a

ou-tras prioridades.

Com base nesses elementos e depois de longa discussão, o GT considerou que as respostas refletiam um bibliotecário com conhecimento deficiente do seu papel, ca-recendo dos elementos básicos de forma-ção necessários.

O GT procurou, então, discutir as

causas de terminantes de tal

posicionamen-to, apontando que, fundamentalmente,

esse decorria de dois fatores:

1 - formação profissional deficiente que não fornece aos bibliotecários os co-nhecimentos necessários para um de-sempenho satisfatório da totalidade das funções que se espera que ele ve-nha a desempeve-nhar;

2 - de um sentimento de menor valia

quanto ao seu papel na sociedade,

conseqüência da escala de valores

dessa sociedade a qual não atribui prioridade a atividades culturais nas quais se incluem as da Biblioteca.

No caso particular das bibliotecas universitárias, somam-se a esses fatores a indefinição do próprio papel da

Bibliote-30

ca Universitária como instrumento do sis-tema educacional e ainda sua posição na estrutura administrativa da universidade.

Desses valores resultaria a postura

DEPENDENTE assumida pelo

bibliotecá-rio face a problemas que ele tem que

en-frentar como mediador entre o usuário

e o sistema de informação.

O GT considerou que todos os

es-forços devem ser desenvolvidos no senti-do de inverter essa situação, modificando as condições do bibliotecário, tanto no que diz respeito à sua formação, quanto à sua atitude para com problemas que ele

enfren-ta no seu desempenho profissional.

NMLKJIHGFEDCBA

C O N C L U S O E S

O GT, considerando:

1 - que o tema "Interface Usuário/Siste-ma de InforUsuário/Siste-mação" é de fundamental

importância para os problemas de

informação no Brasil;

2 - que o tempo disponível para discus-são desse tema por um grupo de

tra-balho, dentro de um seminário

co-mo o SNBU, é bastante limitado;

3 - que o documento-base preparado

para o GT abordou apenas um

as-pecto do problema "Interface Usuá-rio/Sistema de Informação", conclui pela necessidade de outras oportuni-dades e ações que contemplem

estu-dos mais aprofundaestu-dos sobre o

as-sunto.

Ainda como resultado dos trabalhos desenvolvidos na presente oportunidade, o GT apontou:

- como fatores próximos

determi-nantes das dificuldades encontradas na In-terface Usuário/Sistema de Informação nas bibliotecas universitárias, de um lado, o despreparo profissional do bibliotecário e, do outro lado, o despreparo do usuário (alunato e professorado), quanto ao uso de material informacional para educação;

- como fatores remotos:

a) a história cultural do país que

ja-R. bras. Bibliotecon. Doe. 14(1/2): 29-32,jan./jun. 1981

(

mais contemplou o uso de material infor-macional como fundamental no seu siste-ma educativo. As bibliotecas', criadas re-centemente na história do país, têm sido

mantidas como entidades dissociadas do

ensino mesmo após a-reforma universitária; b) a estrutura social que, reflexo das condições de desenvolvimento do país, não valoriza atividades de cunho cultural, vol-tando-se primordialmente para aquelas da área econômica.

O GT, consciente de que mudanças

fundamentais só ocorrerão a longo prazo e serão decorrentes de modificações sócio-econômicas profundas, julga que algumas modificações poderão ser atingidas a cur-to e médio prazos se algumas ações pude-rem ser implementadas nas áreas influentes na formação tanto do bibliotecário, quan-to do aluna quan-to/professorado.

Para tanto apresenta a seguir uma lis-ta de recomendações e faz urna sugestão

es-pecífica, .

R E C O M E N D A Ç ê :> E S

I -

F o rm a ç ã o /A tu a liz a ç ã o P ro fis s io n a l

-I)-- endossar os estudos que estão

sen-o do desenvolvidos sobre a reformulação do

currículo das Escolas de Biblioteconomia, recomendando uma ênfase especial na área de educação de usuários, nos cursos de gra-duação;

- sugerir que os cursos de mestrado em biblioteconomia estimulem seus alunos a elaborar pesquisas sobre temas relaciona-dos à Interface Usuário/Sistema de Infor-mação;

- propor a elaboração e distribuição gratuita de manual metodológico sobre es-tudo de usuários' de bibliotecas universitá-rias brasileiras, acompanhado de bibliogra-fia especializada indicando a localização dos itens disponíveis em bibliotecas do país;

promover cursos de

aperfeiçoa-R. bras. Biblioteeon. Doe. 14(1/2): 29-32, jan,/jun. 1981

mento ou especialização na área de

trei-namento de usuários, fundamentados em

estudos de usuários;

- desenvolver programas de

educa-ção continuada buscando uma transforma-ção da postura oe conscientização da

neces-sidade de cooperação bibliotecários/profes-sores universitários nos cursos destinados ao treinamento de usuários.

II - A p o io In s titu c io n a l

- recomendar ao Conselho Federal

de Educação que concite centros, faculda-des e departamentos de educação das uni-versidades a promoverem a interação Bi-blioteca/Educação visando ao uso da bi-blioteca como parte integrante do proces-so de Ensino/Aprendizagem;

- solicitar o apoio dos órgãos com-petentes para o desenvolvimento de estu-dos de base que atuem como suporte para resoluções de problemas mais abrangentes ligados à Interface Usuário/Sistema de In-formação e para a criação de um grupo de trabalho permanente sobre o assunto.

S U G E S T Ã O

Aos organizadores do próximo Semi-nário Nacional de Bibliotecas Universitárias sugerimos que seu tema central seja

EDU-CAÇÃO E ESTUDOS DE USUÁRIOS.

COMPONENTES DO GRUPO DE TRABALHO:

ESTUDO DA INTERFACE USUÁRIO/

SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Coordenador :

Delia Vale ri o Ferreira

Centro Latino-Americano de Física

Av. Wenceslau Braz, 71 - fundos

22290 - Rio de Janeiro - RJ

Redator:

Paulo da Terra Caldeira

(3)

Escola de Biblioteconomia da UFMG Caixa Postal 1906

30000 - Belo Horizonte - MG

Comissão de redação: Judith R. Schleyer UFPB - C.C.S.A.

Departamento de Biblioteconomia e

Documen tação Campus Universitário 58000 - João Pessoa - PB

Rosali Pacheco Fernandez

Setor de Documentação e

Informa-ção

Centro Latino-Americano de Física

Av. Wenceslau Braz, 71 - fundos 22290 - Rio de Janeiro - RJ

Tânia Rodrigues Mendes

Escola de Administração de

Empre-sas de São Paulo

Fundação Getúlio Vargas -

Biblio-teca

Av. 9 de Julho, 2020 - Bela Vista

01313 - São Paulo - SP

Terezine Arantes Ferraz

IPEN - Divisão de Informação &

Documentação Científica Caixa Postal 11049 - Pinheiros 01000 - São Paulo - SP

Demais participantes:

Consuelo Lisboa Ferreira Lima Universidade do Maranhão Rua 13 de maio, 506 65000 - São Luiz - MA

Eunice de Faria Lopes

UFMG Escola de Veterinária -

Bi-blioteca

Caixa Postal 567

30000 - Belo Horizonte - MG

Fernanda I. Piochi

Biblioteca Conjunto das Químicas

USP

Caixa Postal 30786 São Paulo - SP

32

Gilda Maria Braga IBICT

Av. General Argolo, 90 São Cristovão

Rio de Janeiro - RJ

Helena Mattos de Carvalho Mendes

Biblioteca Central da Universidade Federal do Ceará

Caixa Postal 153 D 60000 - Fortaleza - Ceará Maria Izabel Santoro Brunetti

UNESP- Instituto de Química

Campus Araraquara Caixa Postal 174

14800 - Araraquara - SP

Milton A. Nocetti DID ",-EMBRAPA Caixa Postal 1316 70000 - Brasília - DF

Neusa Dias de Macedo

Escola de Comunicações e Artes USP Rua Peixoto Gomide, 1914 - Ap. 15 01409 - São Paulo - SP

Ruth Moura Arruda Universidade do Amazonas

Instituto de Ciências Humanas e

Letras

Departamento de Biblioteconomia . Rua Emilio Moreira, 601

69000 - Manaus - AM

Ruth Versiani Tavares

Escola de Bíblíoteconomia UFMG Caixa Posta 1906

30000 - Belo Horizonte - MG

Ubaldino Dantas Machado EMBRAP A - DID Caixa Postal 1316 70000 - Brasília - DF

Referências

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