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Auto-Avaliação – Relatório Final 2005/2008

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 1

Auto-Avaliação – Relatório Final 2005/2008

1. Introdução

A dinâmica de descentralização e de reforço da autonomia e a pressão da sociedade sobre as escolas têm reflexos directos e geram mudanças na organização interna das instituições. Assim, em Dezembro de 2002, o governo promove a aprovação da Lei nº 31/2002 (Lei do Sistema de Avaliação da Educação e do Ensino Não Superior) na qual se prevê que a avaliação de escolas obrigue à implementação de mecanismos de auto-avaliação desenvolvidos no interior de cada estabelecimento. Afonso (2005) no prefácio da obra “A História de Serena” afirma:

“a importância da auto-avaliação na própria configuração da avaliação externa, (…) em termos de melhoria da qualidade e da inovação, é o nível de desenvolvimento da avaliação interna que acaba por determinar os contornos da avaliação externa. (…) torna-se necessário procurar a complementaridade entre a auto-avaliação e a avaliação externa (…). A primeira centra-se na identificação pelos próprios actores dos efeitos da sua acção, enquanto que a segunda se destina à prestação de contas à tutela e ao público.

Afonso (2002), ao definir a auto-avaliação, tem por referência uma situação real e uma utópica, sendo que a primeira corresponde ao objecto da avaliação e a segunda aos padrões que se desejam alcançar. Ao referir-se à avaliação do desenvolvimento organizacional da escola, o autor afirma que esta deve ser entendida como “ a evolução desejada do desempenho da escola…” (p.54)

De salientar que a questão da avaliação das escolas assume, cada vez mais, um papel central nas actuais politicas públicas de educação. O carácter obrigatório da auto-avaliação das escolas é reforçado no Decreto-Lei 75/2008, artigo 9º, ponto 2, que revê o regime jurídico da autonomia, administração e gestão das escolas:

“São instrumentos de autonomia dos agrupamentos de escola e das escolas não agrupadas, para efeitos da respectiva prestação de contas, o relatório anual de actividades, a conta de gerência e o relatório de auto-avaliação, sendo entendidos para os efeitos do presente decreto-lei como:

c) “Relatório de auto-avaliação” o documento que procede à identificação do grau de concretização dos objectivos fixados no projecto educativo, à avaliação das actividades realizadas pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada e da sua organização e gestão, designadamente no que diz respeito aos resultados escolares e à prestação do serviço educativo.” (pp.4-5)

2. Retrospectiva do trabalho desenvolvido

Face à necessidade de se implementar um mecanismo de auto-avaliação na nossa escola, no ano lectivo 2005, uma equipa constituída por dez elementos, iniciou o processo. Em primeiro lugar, a equipa fez uma leitura atenta da legislação existente e, de seguida, elaborou um documento no qual constava o enquadramento legal subjacente à prática de auto-avaliação de escolas. Uma vez

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 2 que se pretendia que todos os actores educativos tivessem conhecimento do referido documento, este foi apresentado, em primeiro lugar, no Conselho Pedagógico e posteriormente na Assembleia de Escola. Numa segunda fase foram delineados os seguintes objectivos gerais:

• Integrar/envolver todos os actores educativos num processo de auto-avaliação que se deseja, participado, intrínseco e permanente;

• Promover uma cultura de colaboração entre os membros da comunidade educativa;

• Delinear estratégias que assegurem o sucesso educativo e promovam uma cultura de qualidade e exigência;

• Sensibilizar os vários actores da comunidade para a participação no processo educativo;

• Garantir a credibilidade do desempenho da nossa escola;

• Promover a cultura de melhoria continuada, valorizando os aspectos positivos da organização / funcionamento da Escola;

A nossa finalidade era:

• Levar a comunidade escolar a reflectir sobre o valor das suas práticas corrigindo-as se perceber que não produzem os resultados desejados;

• Implementar acções que conduzam à melhoria da escola, seja essa melhoria ao nível organizacional, ao nível do desenvolvimento profissional de todos os que nela trabalham (professores e funcionários) ou ao nível da melhoria das aprendizagens dos alunos.

Para se alcançar esta finalidade delineámos os seguintes objectivos específicos:

• Identificar pontos fortes e pontos fracos da E.S.S.A. nas seguintes áreas de intervenção:

§ Organização e Gestão (política da escola)

§ Ensino e Aprendizagem (trabalho de sala de aula)

§ Cultura de Escola (o que está enraizado no modo de fazer e pensar dos membros da escola)

Para se proceder à identificação dos pontos fortes e fragilidades da nossa escola, construímos questionários que foram posteriormente passados aos professores, funcionários e alunos da nossa escola.

Após recolha, tratamento e análise de toda a informação, foi possível fazer um diagnóstico em que foram apontados os pontos fortes e os pontos menos conseguidos da nossa escola.

Relativamente aos pontos fortes, foram identificados os seguintes:

- Funcionamento do Conselho Pedagógico

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 3 – Exercício da liderança pelo Conselho Executivo

– Diversificação de materiais

– Diversificação da tipologia do trabalho

– Diversificação das técnicas e instrumentos de avaliação – Relação pedagógica

– Exigência na avaliação – Justiça na avaliação

– Expectativas elevadas relativamente aos alunos

Quanto aos pontos menos fortes ou fragilidades apontadas foram as seguintes:

- Envolvimento dos encarregados de educação - Absentismo dos alunos

- Absentismo dos professores - Indisciplina

- Deficiente circulação de informação

- Desmotivação de professores / alunos e funcionários - Recursos insuficientes

- Transdisciplinaridade das TIC

Foi com base neste diagnóstico que se realizaram reuniões de brainstorming uma com docentes e outra com alunos. O objectivo destas reuniões era o envolvimento do maior número de pessoas e a recolha de sugestões conducentes à melhoria dos aspectos menos conseguidos.

Acresce referir o facto de terem sido elaboradas e divulgadas as actas das reuniões de brainstorming, bem como os relatórios referentes a todas as actividades desenvolvidas por esta equipa. Apraz mencionar, que pretendíamos com este procedimento que a auto – avaliação fosse parte integrante da estrutura da escola e fosse apoiada por formas de organização, que encorajassem a participação de todo o pessoal docente, alunos e funcionários criando, assim, condições para que a mudança acontecesse efectivamente.

Feita uma súmula das reuniões, foram sugeridas as seguintes medidas:

- Criação de uma equipa para avaliar a eficácia dos apoios educativos;

- Criação de um relatório de ocorrências de fácil preenchimento para as situações de indisciplina, situado na sala dos professores;

- Criação de um jornal de parede no Polivalente cuja finalidade era melhorar a circulação de informação entre os alunos;

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 4 - Convite dirigido aos encarregados de educação sempre que houvesse exposição de

trabalhos dos alunos ou outras actividades;

- Elaboração de um documento de sensibilização distribuído a todos os directores de turma no sentido da adopção de critérios uniformes no que respeita a indisciplina e as faltas dos alunos.

Chegados ao final do primeiro ano de actividades, a equipa (que entretanto tinha sido reduzida a três elementos por diversas contingências) elaborou um relatório final que fez chegar a todos os professores e funcionários. Para nos certificarmos de que a informação chegava, efectivamente, a todos os interessados, criámos uma lista de professores e funcionários e solicitámos que no momento da entrega procedessem à respectiva assinatura.

No ano lectivo 2006/2007, a equipa de auto-avaliação, tendo consciência de que uma das áreas de intervenção ainda não tinha sido avaliada - os resultados - procedeu-se, então, à planificação das actividades a desenvolver.

Ora, passando inevitavelmente o sucesso pelos resultados e, estando estes, por seu turno, associados às classificações obtidas, para procedermos à sua análise, começámos por realizar um levantamento dos resultados dos exames nacionais e de equivalência à frequência do ano lectivo 2005/2006. Posteriormente procedemos análise do aproveitamento dos alunos de todos os níveis e percursos ao longo do ano lectivo 2006/2007. Todos os dados recolhidos foram alvo de tratamento estatístico e posterior análise.

Porém, para que os todos os docentes continuassem envolvidos e estivessem despertos para o trabalho que estava a ser desenvolvido pela equipa, esta solicitou a todos os departamentos em Conselho Pedagógico, através do respectivo Coordenador, uma reflexão sobre o sucesso/insucesso.

Retomemos o cerne da questão lançada para reflexão e as metas definidas pelo PEE:

Como poderemos definir uma escola de sucesso? A escola de sucesso será aquela cujos resultados nos exames lhe permitem obter boa posição nos rankings? Os maus resultados não poderão coexistir com dinâmicas de sucesso?

O sucesso de uma escola está intrinsecamente relacionado com a sua missão, com as suas metas. O lema do PEE da nossa escola é “Investir no rigor, na disciplina e no trabalho: o conhecimento, a cidadania e o sucesso.” As suas metas são as seguintes:

1.Combater o insucesso dos alunos; 2.Contribuir para a formação de cidadãos responsáveis, participantes e capazes de ouvir; 3.Contribuir para a criação de um ambiente de trabalho onde todos se sintam impelidos a participar; 4.Promover o diálogo na instituição e com o exterior.

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 5 Salientando alguns denominadores comuns entre as reflexões apresentadas, evidencia-se a indicação de que é difícil definir este conceito, dada a sua abrangência, polissemia e interacção de factores. Existe pois, uma pluralidade de factores que integram o conceito de sucesso escolar e que o promovem.

Apesar da dificuldade inicial em definir sucesso, referida pelos professores, as definições apresentadas parecem convergir num mesmo sentido. Assim, sucesso é entendido como êxito, como atingir determinados fins, metas ou objectivos a que alguém se tenha proposto; como ultrapassar determinadas barreiras ou quando se consegue atingir algo.

Um outro factor em comum, na maioria das reflexões, é a necessidade de aferir o sucesso em diversos planos que, no entanto, deverão estar sempre interligados, nomeadamente, o plano social, em que a simples integração social de alguns alunos constitui uma meta; transpô-la, representará sucesso, e o plano dos resultados, para aqueles alunos cuja inserção social é estável, cujo contexto familiar assenta nalguma solidez económica e cultural, o conceito de sucesso já não se prende com a simples socialização. O sucesso passa pelas aprendizagens objectiváveis e aferíveis, através dos mecanismos internos de avaliação e/ou dos mecanismos de validação externa, como é o caso dos Exames Nacionais.

De destacar também a chamada de atenção, feita pelos docentes, para a necessidade de distinguir entre o significado de sucesso para as diferentes áreas de formação e ciclos de estudo. A saber, sucesso para os cursos vocacionados para o prosseguimento de estudos, o sucesso para os cursos vocacionados para a preparação para a vida activa e sucesso para os cursos que complementam a formação dos alunos (ensino nocturno e novas oportunidades). O “sucesso”

deverá, pois, ser definido de acordo com cada uma destas realidades.

Nos cursos Científico-humanísticos, não se pode dissociar “sucesso” da expectativa de alunos e Encarregados de Educação relativamente à entrada no Ensino Superior e por isso, para estes cursos, deveremos ter preocupações com uma boa preparação dos alunos para os Exames Nacionais, com os resultados.

Por seu turno, o “sucesso” nos cursos vocacionados para a entrada na vida activa está, inevitavelmente, ligado à preparação para o mundo de trabalho devendo a escola proporcionar uma formação académica adequada a cada curso e o desenvolvimento de capacidades específicas. Um aluno com “sucesso” será um aluno que facilmente se integre no mundo do trabalho.

No ensino nocturno, os professores devem analisar com os alunos as suas motivações e estabelecer as metas de ensino-aprendizagem. Atingir, ou não, essas metas poderá ser a diferença

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 6 entre serem ou não promovidos, terem ou não mais oportunidades de emprego. O “sucesso”, para o Ensino Nocturno será, então, avaliado em função do abandono escolar.

Numa outra perspectiva a noção de sucesso surge de acordo com o ciclo de estudos: Básico e Secundário. Assim, para o Básico, sucesso é incluir, integrar socialmente, formar para a cidadania e direccionar o processo ensino/aprendizagem para a aquisição e desenvolvimento das competências inerentes a este ciclo. Mas acima de tudo, sucesso é prevenir o abandono escolar.

Para o Secundário, para além dos factores indicados para o Básico, acresce a preparação para o exame nacional e a orientação do processo ensino/aprendizagem e do processo avaliativo em função do que aí é requerido.

Em tom concludente, inferimos que, a ideia geral, é que a definição de uma escola de sucesso depende da meta principal a que a escola se propõe e depende da área de cursos visada:

-cursos de prosseguimento de estudos: acesso ao ensino superior;

-cursos educação e formação e profissionais: concluir o 9º ano e/ou alcançar o primeiro emprego.

Não podemos ainda deixar de assinalar a ressalva de que é importante os professores discutirem com os alunos o que é que cada um considera “sucesso”, que se definam objectivos, de parte a parte, e que alunos e professores reflictam sobre todo o processo. Como refere um dos professores: “Temos sucesso se tivermos alunos mais felizes à saída do que à entrada”.

Atendendo a que a Escola Secundária de Santo André oferece percursos alternativos e tem vindo a investir numa vertente inclusiva, e atendendo, também, a que o posicionamento nos rankings melhorou, consideravelmente, face à melhoria dos resultados obtidos pelos nossos alunos nos exames, podemos afirmar que, pelo menos, um passo importante foi dado no sentido do sucesso. Terminando esta reflexão com optimismo e boa disposição, sugerimos como receita para o sucesso a simbiose entre duas definições de sucesso propostas por um dos professores:

Para o optimista o sucesso é algo que ainda não conseguiu, para o persistente: o sucesso é uma questão de tempo. A ESSA é, sem dúvida, uma escola optimista e persistente.

Eis que chegámos ao final de mais um ano lectivo e a conclusão a que a equipa chegou foi que, de facto, os professores têm competência reflexiva, o que revela que a escola, tem capacidade de auto-regulação, de aprender a aprender e de se auto-corrigir. Nos rankings dos exames nacionais a nossa escola ficou numa posição privilegiada, comparativamente a anos anteriores, o que constitui um indicador de que o rumo traçado nos poderá conduzir ao sucesso.

No ano lectivo 2007/2008, e visto que a auto-avaliação deve ser um processo cíclico, era chegada a altura de reiniciar o processo para podermos proceder a uma comparação dos dados.

Assim, foram, novamente, passados questionários a professores, alunos, funcionários e também aos

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 7 encarregados de educação. Neste sentido, os questionários realizados no ano lectivo 2007/08 tiveram por objectivo a análise da evolução da situação da escola relativamente aos aspectos fortes e aspectos menos conseguidos detectados no ano lectivo 2005/06, quando iniciámos os procedimentos relativos à auto-avaliação da escola.

3. Resultados dos Questionários 2008

No presente ano lectivo, os questionários foram dirigidos aos professores, funcionários, alunos e, encarregados de educação. Tal como anteriormente, a sua organização pretende a abordagem dos seguintes tópicos: (a) Organização e gestão; (b) Ensino/Aprendizagem; (c) Cultura de escola. Chegámos à seguinte conclusão:

No que se refere aos pontos fortes diagnosticados antes (2005/2006), estes mantêm-se como tal. No entanto, surge um outro factor apontado como ponto forte: a qualidade do trabalho dos professores.

Relativamente às fragilidades, estas mantêm-se igualmente, à excepção do absentismo dos professores que é praticamente inexistente. Da mesma forma, também a falta de transdisciplinaridade das TIC parece ter sido colmatada, uma vez que, ao analisarmos os dados relativos à utilização da internet/computador na sala de aula e os dados referentes à tipologia do trabalho, constatamos um aumento muito significativo da percentagem de utilização deste recurso, nomeadamente em actividades de pesquisa na internet. Nesta linha, somos levados a inferir que a transdisciplinaridade das TIC deixou de ser um ponto fraco.

Para além das fragilidades apontadas em 2005/2006 surge uma outra: o absentismo dos funcionários. A este propósito, devemos ter em conta que a escola se tem debatido com falta de funcionários, quer por se encontrarem em vias de aposentação, e como tal, por vezes, estarem ausentes do serviço por doença justificada com atestado médico, quer por se terem mesmo já aposentado.

No que concerne a deficiente circulação de informação há a assinalar que este se tornou um dos pontos fortes . Ainda assim, consideramos que se deve continuar a apostar nesta área.

Por último, e tendo em conta que em 2005/2006 não foi possível inquirir os encarregados de educação, pelo que não podemos estabelecer a comparação dos resultados, destacamos os seguintes aspectos, relativamente ao funcionamento do conselho executivo, que nos parecem pertinentes.

Assim, a grande maioria responde que:

- Mostra disponibilidade para ouvir os encarregados de educação quando estes o solicitam;

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 8 - Assegura a circulação de informação relativa a assuntos de interesse dos encarregados de educação em tempo oportuno;

- Preocupa-se com a manutenção da disciplina na escola;

- Preocupa-se com o bem-estar dos alunos.

De ressalvar, ainda, a indicação dos encarregados de educação no que respeita a cultura de escola, nomeadamente, o reconhecimento de que os pais são estimulados a participar nas actividades da escola, que os alunos são encorajados a trabalhar com empenho e que os professores são exigentes na atribuição de classificações.

Acresce referir, que, considerando imprescindível o seu contributo, uma das nossas prioridades, neste ano lectivo, foi envolver os encarregados de educação, o que não foi possível anteriormente, como referimos. Neste sentido, aquando da realização da assembleia geral de representantes de encarregados de educação, com vista à eleição do representante para o conselho pedagógico e para a assembleia de escola, a equipa de mecanismos de auto-avaliação esteve presente e divulgou todo o processo desenvolvido desde 2005. Aliás, a equipa tem vindo a apresentar regularmente na assembleia de escola e no conselho pedagógico todo o trabalho desenvolvido, assembleia esta, que conta com o representante dos encarregados de educação, o mesmo acontecendo no conselho pedagógico.

Além disso, entendendo a equipa ser de extrema importância a constituição de uma associação de pais, incentivou, neste encontro, os encarregados de educação a fazê-lo, disponibilizando para o efeito toda a legislação necessária, assim como os seus préstimos. Assim, nesta reunião foi constituída uma lista com os nomes dos elementos que iriam formar a referida associação de pais, pelo que a equipa se congratula por esta iniciativa tão importante, visto ser uma das fragilidades diagnosticadas.

4. Conclusão

Entende-se por auto-avaliação dos estabelecimentos de ensino, uma avaliação concebida e conduzida por pessoas pertencentes à escola e para uso da própria escola. Assim, a escola, como qualquer organização, deve interrogar-se sobre o valor das suas práticas corrigindo-as se perceber que não produzem os resultados desejados e são precisamente as pessoas pertencentes à escola que estão melhor colocadas para levar a cabo esta tarefa (Meuret, 2002).

Um primeiro aspecto que consideramos importante esclarecer é que o presente relatório deve ser tido como um texto provisório, aberto, representando uma base de trabalho a partir da qual se pretende desenvolver um processo de auto-avaliação que se pretende partilhado e participado.

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Relatório Final do grupo de Auto – Avaliação 2005/08 9 Efectivamente, se a avaliação assenta na comunicação, é necessário que todos e cada um dos intervenientes nos processos, sobre os quais incidiu esta avaliação, tenham o direito e a oportunidade de exprimirem o seu ponto de vista relativamente à mesma. O que é necessário é que, deste confronto de perspectivas, se construa um diagnóstico consensual e que, a partir dele, se definam programas de melhoria do funcionamento da nossa Escola. É este o nosso entendimento sobre a forma de prosseguir este processo de avaliação para que ele possa ser útil e ético.

Necessitamos de uma avaliação que alimente a melhoria, que produza informação e que contribua para uma nova cultura de escola, fomentando as boas práticas.

A escola que se conhece que se compreende que se auto-avalia e que se regula está no bom caminho para a resolução de todos os seus problemas. Mas para chegar a esta compreensão e a este conhecimento a escola deve envolver-se num processo cíclico de auto-avaliação. A escola revelou ter capacidade de auto-regulação, no entanto, sentimos que no presente ano lectivo as mudanças das políticas educativas que se fizeram sentir, sobretudo no que concerne à alteração do estatuto da carreira docente, nomeadamente na alteração do processo de avaliação dos docentes, condicionaram e relegaram para segundo plano o envolvimento efectivo dos actores educativos neste processo de implementação de mecanismos de auto-avaliação na escola.

Fazendo uma retrospectiva do que foi feito ao longo destes três anos, cremos que as metas foram alcançadas e os objectivos conseguidos. Todavia, não temos a pretensão de qual Voltaire considerar que vivemos num Eldorado e que este é o melhor dos mundos, mas consideramos estar no caminho certo.

Santo André, 19 de Junho de 2008 A equipa responsável

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ESCOLA SECUNDÁRIA DE SANTO ANDRÉ - BARREIRO

PCE

Projecto

Curricular de Escola

Ano Lectivo 2008/2009

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 2 de 77 ÍNDICE

Página NOTA EXPLICATIVA……….

1. INTRODUÇÃO………..

1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PCE………

1.2. DEFINIÇÃO DE PCE………..

1.3. LEGISLAÇÃO DE SUPORTE ………..

1.4. PRINCÍPIOS ORIENTADORES………..

1.4.1. FINALIDADES………..

1.4.2. OBJECTIVOS……….

1.5. DOCUMENTOS ESTRUTURANTES………..

1.5.1. PROJECTO EDUCATIVO ……….

1.5.2. REGULAMENTO INTERNO………..

1.5.2. PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES………..

2. CARACTERIZAÇÃO DA FREGUESIA DE SANTO ANDRÉ ………..

2.1. LOCALIZAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA E OUTRAS ….

2.2. PATRIMÓNIO HISTÓRICO E CULTURAL ……….

3. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA……….

3.1. HISTÓRIA E LOGÓTIPO ………..

3.2. DESCRIÇÃO DO ESPAÇO FISICO……….

3.3. REDE ESCOLAR ………

3.4. REGIME DE FUNCIONAMENTO………

3.5. HORÁRIO ……….

3.6. ESTRUTURAS E SERVIÇOS EDUCATIVOS………..

3.6.1. SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO ESCOLAR (SPO)………..

3.6.2. GABINETE DE APOIO EDUCATIVO/ENSINO ESPECIAL……

3.6.3. SERVIÇO DE ACÇAO SOCIAL ESCOLAR ………..

5 6 6 6 7 8 9 9 10 10 12 13

14 14 16

19 19 20 23 23 23 23

23 24 24

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 3 de 77 3.6.4. BIBLIOTECA ESCOLAR/CENTRO DE RECURSOS……….

3.6.5. ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES………

3.6.5. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO 3.7. ORGÃOS DE GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO………

3.7.1. CONSELHO GERAL TRANSITÓRIO……….

3.7.2. CONSELHO EXECUTIVO………..

3.7.3. CONSELHO PEDAGÓGICO………..

3.7.4. CONSELHO ADMINISTRATIVO……….

3.8. CORPO DISCENTE ………..

3.8.1. CARACTERIZAÇÃO GERAL………..

3.9. CORPO DOCENTE ………

3.10. PESSOAL NÃO DOCENTE ……….

3.10.1. FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS………..

3l.10.2. AUXILIARES DE ACÇÂO EDUCATIVA……….

3.11. PARCERIAS………...

4. OPERACIONALIZAÇÃO CURRICULAR ………

4.1. CURRÍCULO E COMPETÊNCIA ……….

4.2. INTENÇÕES E PRIORIDADES EDUCATIVAS ……….

4.3. OFERTA CURRICULAR ……….

4.3.1. OFERTA EDUCATIVA E RESPECTIVA FREQUÊNCIA………..

4.3.2.ENSINO SECUNDÁRIO………..

4.3.3. PERCURSOS QUALIFICANTES………..

4.3.4 ENSINO NOCTURNO………..

4.4. OFERTA EXTRA-CURRICULAR ……….

4.5. MODALIDADES E ESTRATÉGIAS DE APOIO EDUCATIVO ………….

4.6. MEDIDAS DE COMBATE AO INSUCESSO E ABANDONO ESCOLAR 4.7. PLANO TIC………

4.8. PROJECTO CURRICULAR DE TURMA……….

4.9. AVALIAÇÃO ………

24 25 25 25 25 27 27 28 29 29 32 34 34 35 37

38 38 39 52 52 53 53 54 55 57 60 67 67 72

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_________________________________________________________________________

PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 4 de 77 4.9.1. MODALIDADES………

4.9.2. CRITÉRIOS………

5. BIBLIOGRAFIA……….

72 73 77

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 5 de 77 NOTA EXPLICATIVA

O presente PCE deverá ser lido não como um produto final, mas como um documento em fase de construção que será objecto de inclusão de novos dados, reformulação e aperfeiçoamento posteriores.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 6 de 77 1. INTRODUÇÃO

1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PCE

“Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo, nem ensino”

Paulo Freire

Este projecto surge na sequência do Projecto Educativo de Escola, que tem como base a Iniciativa, o Rigor, a Disciplina e o Sucesso e procura levar à prática as suas preocupações/intenções, sobretudo no que diz respeito à área do Ensino/Formação.

Partindo de uma reflexão contínua sobre as práticas educativas e as metas preconizadas, sistematizar-se-á opções curriculares, critérios já definidos e aplicados, explicitando dinâmicas de gestão e organização curricular.

1.2. DEFINIÇÃO DE PCE

“A escola é a unidade básica de referência para o desenvolvimento do currículo. Para o efeito, esboça as linhas gerais de adaptação do Programa às exigências do contexto social, institucional e pessoal e define as prioridades.

Será porém, o Professor a concretizar, com a sua actualização prática, essas previsões […]”

Zabalza A qualidade do ensino e a capacidade de dar resposta a situações reais e de mobilizar recursos locais parece estar directamente relacionada com o envolvimento das escolas e dos que nela agem em busca de percursos adequados a esses contextos.

Deste modo, o Projecto Curricular de Escola contempla a diversidade de situações e a flexibilização de trajectórias e meios de formação, concretizando a possibilidade que cada estabelecimento de ensino tem de encarar e gerir o currículo nacional, tomando as suas próprias opções e adequando-as ao seu público-alvo de modo a tornar as aprendizagens mais significativas.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 7 de 77 É com esta consciência que se parte do Currículo Nacional e do Projecto Educativo de Escola – do qual se pretende concretizar as linhas gerais, nomeadamente no que diz respeito à qualidade do ensino e das aprendizagens numa integração de saberes e na construção da cidadania – para a definição do nível de prioridades da mesma, das competências essenciais e transversais, enquanto núcleos geradores do projecto e dos conteúdos que serão trabalhados em cada área curricular, fundamentando-se numa análise vertical dos programas.

Para este conceito de Projecto Curricular de Escola apontam autores como L. del Carmen e A. Zabala (1991, p.16) quando afirmam ser o P.C.E. um

conjunto de decisões articuladas, partilhadas pela equipa docente de uma escola, tendentes a dotar de maior coerência a sua actuação, concretizando as orientações curriculares de âmbito nacional em propostas globais de intervenção pedagógico- didáctica adequadas a um contexto específico.

ou Maria do Céu Roldão (1999, p.44) quando declara que

por projecto curricular entende-se a forma particular como, em cada contexto, se reconstrói e se apropria um currículo face a uma situação real, definindo opções e intencionalidades próprias, e construindo modos específicos de organização e gestão curricular, adequados à consecução das aprendizagens que integram o currículo para os alunos concretos daquele contexto.

1.3. LEGISLAÇÃO DE SUPORTE

No quadro do desenvolvimento da autonomia das escolas, o Decreto-Lei nº 6 de 18 de Janeiro consagra juridicamente o Projecto Curricular de Escola, no ponto 3 do seu artigo 2º – “Currículo” – ao determinar que “As estratégias de desenvolvimento do currículo nacional, visando adequá-lo ao contexto de cada escola, são objecto de um projecto curricular de escola, concebido, aprovado e avaliado pelos respectivos órgãos de administração e gestão.”

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 8 de 77 1.4. PRINCÍPIOS ORIENTADORES

1.4.1. FINALIDADES

Tem este documento por base as seguintes finalidades:

§ Romper com a lógica dos currículos construídos, constituindo-se como uma referência preferencial do presente e do futuro, enquadrando as aprendizagens individuais e colectivas;

§ Reflectir sobre os currículos prescritos a nível nacional, como algo provisório que necessita de ser aperfeiçoado e acompanhado de processos que permitam conhecer e compreender os contextos escolares;

§ Criar uma escola de sucesso para todos, fazendo passar o desenvolvimento das aprendizagens pela reconstrução do currículo nacional, tendo em conta as situações e características dos contextos escolares;

§ Ir ao encontro de novos meios de actuação que se adeqúem às especificidades dos alunos e que incorporem os seus interesses/valores/saberes;

§ Transformar as escolas em instituições com poder de decisão, capazes de construir a mudança necessária para os novos desafios que as diversas realidades criam actualmente à educação;

§ Associar ao princípio da autonomia escolar a co-responsabilização dos professores, alunos, encarregados de educação e outros elementos da comunidade educativa em processos de construção colectiva de caminhos geradores de uma melhoria na educação.

Pretende, também, este Projecto Curricular de Escola:

§ Permitir a reconstrução do currículo nacional, contemplando as situações e as características dos diversos contextos e possibilitando intervenções educativas adequadas, motivadoras de um processo formativo de melhor qualidade;

§ Respeitar a sequencialidade em espiral dos conteúdos e conhecer, nos diversos níveis de escolaridade, as intenções dos objectivos da formação nos níveis que os antecederam e nos subsequentes;

§ Definir para a Escola um conjunto de decisões articuladas, partilhadas pela equipa docente, visando dotar de maior coerência a sua actuação;

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 9 de 77

§ Promover a existência de processos de reflexão e de análise sobre o ensino e a aprendizagem que fomentam o trabalho colaborativo entre professores e a emergência de uma cultura de equipa e de partilha;

§ Ser um meio facilitador de organização de dinâmicas de mudança que propiciem aprendizagens com sentido numa escola de sucesso para todos;

§ Proporcionar uma visão global das situações e uma construção interdisciplinar e integrada de saberes.

1.4.2. OBJECTIVOS

Sendo que toda a acção para produzir efeitos, tem de estar focalizada no seu próprio processo, o Projecto Curricular Escolar deve visar os seguintes objectivos:

§ Promover o desenvolvimento integral do aluno como pessoa, valorizando a dimensão da cidadania e da diversidade cultural;

§ Assegurar a coerência e a regularidade do processo de ensino- aprendizagem em cada ciclo;

§ Melhorar a qualidade do ensino e das aprendizagens, tendo como horizonte o sucesso, através de metodologias activas com vista à articulação entre ciclos e ao cumprimento da escolaridade obrigatória;

§ Adaptar a oferta formativa às necessidades sociais, promovendo a criação ou continuidade de percursos alternativos ao ensino regular;

§ Convergir a acção docente para uma prática pedagógica reflexiva, desenvolvendo tomadas de decisão conjuntas;

§ Partilhar o trabalho docente no que respeita à discussão, planificação produção de materiais, tanto nos grupos de recrutamento, como interdisciplinarmente;

§ Aferir critérios entre a avaliação interna e externa dos alunos, de modo a haver uma compreensão do processo, uma adaptação e consequente sintonia.

Dentro destas linhas orientadoras, as condicionantes organizacionais do Projecto Curricular de Escola devem ser implementadas de uma forma diferenciadora, criando um projecto que tenha como base a construção e o aprofundamento das dimensões

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 10 de 77 regionais do currículo, respeitando as políticas nacionais, de um modo integrado e participado, que pretenda ser a ruptura com a normalização, para se construir uma escola de sucesso. Estas condicionantes passam por uma concepção sistémica da escola; por lideranças empenhadas na melhoria da qualidade das aprendizagens; por uma cultura de colaboração e de partilha de saberes, desenvolvendo-se um trabalho de equipa entre os diversos intervenientes do processo.

Com o Projecto Curricular de Escola, cada estabelecimento de ensino tem autonomia para tomar decisões e construir currículos, visando directamente as suas necessidades e fomentando bases para a melhoria do processo de ensino/aprendizagem.

1.5. DOCUMENTOS ESTRUTURANTES 1.5.1. PROJECTO EDUCATIVO

A existência de um Projecto Educativo é regulamentada pelo Decreto-Lei 43/89, de 3 de Fevereiro e é definida como factor preponderante no reforço da autonomia da escola e adequação às suas características, recursos e solicitações da comunidade.

O PE considera, entre outras coisas, como metas educacionais transformar a escola num pólo de cultura em interacção com a comunidade, de modo a proporcionar um intercâmbio enriquecedor entre a escola e o meio envolvente, contribuir para o desenvolvimento do espírito de entreajuda, através da adaptação de estruturas e de uma dinâmica de processo participativo de toda a comunidade educativa’ e ‘promover actividades que integrem elementos da escola e do meio envolvente (Curado, 1997, p.39).

O Projecto Educativo fruto de um trabalho colectivo

reflecte a imagem da escola e de toda a comunidade: daqueles que nela exercem a sua acção educativa e dos que nela recebem a sua formação e preparação para a vida, como cidadãos activos e informados e agentes económicos válidos e responsáveis. A construção de um PE desenvolvido no sentido de proporcionar aos alunos uma formação pessoal e científica

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 11 de 77 de excelência, pressupõe o conhecimento das características, interesses e expectativas dos mesmos; o conhecimento do contexto (interno e externo) em que se desenvolve o processo educativo; o estabelecimento de prioridades educacionais e a identificação de estratégias de intervenção; a participação de todos os intervenientes; a optimização de recursos a fim de criar condições em que os professores e alunos se enriqueçam na dinâmica própria do processo pedagógico (PEE, 2008).

A construção deste Projecto é constituída por alguns pressupostos, tais como o reconhecimento de uma filosofia, que define a razão de existir da escola como instrumento fundamental no desenvolvimento e formação do aluno, quer a nível cultural quer pessoal. O PE deve assim possuir uma cultura própria que se relacione com a comunidade em que os alunos se inserem e uma qualidade superior de modo a que este se constitua como um instrumento essencial de trabalho, tendo sempre em mente o trabalho do colectivo.

Tem assim como objectivos o aperfeiçoamento de alguns métodos de Gestão Educativa com vista à satisfação global de todos os participantes bem como a integração e melhoria da colaboração entre estes de modo a maximizar a qualidade posta ao dispor da comunidade.

Tendo em conta esta finalidade, foram tomadas e pensadas algumas medidas objectivas de concretização destes valores e interesses subjacentes ao sucesso da escola:

è A dinamização da Biblioteca/Mediateca tem contribuído para a qualidade do sucesso dos nossos alunos e apresenta-se como resultado das premissas enunciadas na "filosofia" do P.E. E.

è Relativamente ao Ensino Recorrente a gestão tem envidado esforços no sentido de se atingir os objectivos propostos pela "filosofia" deste sistema de ensino.

Os docentes tem usufruído de formação contínua ou pontual, como forma de sensibilização para as dificuldades que se fazem sentir quotidianamente.

O Projecto Educativo de ESSA detém uma orientação trienal e de refere-se ao triénio 2008/2011.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 12 de 77 1.5.2. REGULAMENTO INTERNO

O Regulamento Interno, de acordo com o previsto no decreto-lei nº 75 /2008 de 22 de Abril de 2008 de Autonomia de Escola presente em Diário da República, enquanto instrumento operacionalizado do Projecto Educativo de Escola, deve ser entendido como documento definidor do regime de funcionamento de cada um dos órgãos de administração e gestão, das estruturas de orientação educativa e dos serviços especializados de apoio educativo da escola, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar. Nele se enuncia um conjunto de normas, orientado por um ideal de competência/excelência que se materializa no princípio de que toda a comunidade educativa visa a qualidade constante no ensino e na aprendizagem, tendo por base um funcionamento regular, eficaz e harmonioso. Define o regime de funcionamento da Escola, de cada um dos seus Órgãos de Administração e Gestão, das Estruturas de Orientação Educativa e dos Serviços de Apoio Educativo, bem como os direitos e os deveres dos diferentes membros de toda a comunidade escolar, no sentido de conformar as regras de convivência e de resolução de conflitos.

Consideram-se membros da comunidade escolar:

àOs Órgãos de Direcção, Administração e Gestão;

àOs Órgãos e Estruturas de Orientação Educativa e Serviços Especializados de Apoio Educativo;

àOs Docentes;

àOs Alunos;

àOs Pais, Encarregados de Educação e suas estruturas representativas;

àO Pessoal Administrativo e do ASE;

àO Pessoal Auxiliar de Acção Educativa e demais funcionários;

àRepresentantes das actividades de carácter cultural, artístico, económico, desportivo, ambientais, científicos, etc., com assento no Conselho Geral da Escola;

àE demais utentes dos espaços e instalações da Escola.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 13 de 77 1.5.3. PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES

Este documento define-se como um instrumento de planeamento, gestão e organização do ano curricular e é constituído pelas actividades, objectivos, metas e finalidades definidas a médio prazo no PE.

Ainda segundo o nº 75 /2008 de 22 de Abril de 2008 de Autonomia de Escola, “este documento de planeamento é elaborado e aprovado pelos órgãos de administração e gestão da escola, que define, em função do projecto educativo, os objectivos, as formas de organização e de programação das actividades e que precede à identificação dos recursos envolvidos.”

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 14 de 77 2. CARACTERIZAÇÃO DA FREGUESIA DE SANTO ANDRÉ

2.1. LOCALIZAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA E OUTRAS

A Escola Secundária de Santo André (ESSA) localiza-se na zona urbana da freguesia de Santo André, concelho do Barreiro, distrito de Setúbal. O Barreiro situa-se na margem esquerda do estuário do rio Tejo e ocupa uma área geográfica de 5000Km2, divididos por oito freguesias, nele vivendo cerca de 75 000 habitantes. A proximidade de Lisboa e as excelentes vias fluviais dos rios Tejo e Coina foram factores que contribuíram extraordinariamente para o desenvolvimento da região desde a Idade Média. Intensamente marcada pela industrialização desde 1907, com a instalação da Companhia União Fabril, a cidade adquiriu nas duas últimas décadas uma configuração diversa. Ao tornar-se uma zona dormitório de Lisboa, operaram-se neste concelho as transformações específicas das concentrações urbanas, isto é, o declínio da actividade agrícola e de pesca, com a consequente alteração da estrutura de emprego: descida dos valores relativos dos trabalhadores fabris e subida do número de trabalhadores ditos terciários (Administração, Serviços, Comércio). O encerramento de vários sectores da Quimigal (antiga CUF) concorreu para o acentuar destes fenómenos. A crise económica internacional dos anos 70 e 80 atingiu profundamente o concelho que se viu perante a urgência de uma reconversão, procurando novas formas de organização económica como a opção por pequenas e médias empresas. Outro dado importante a ter em conta é o facto de nas últimas décadas o Barreiro ter sido um concelho em forte crescimento demográfico, mas recentemente se assistir a um decréscimo do número de jovens estudantes, facto que já tem reflexos na vida das escolas.

Como grande parte dos habitantes do concelho trabalha na capital, no sector dos serviços, não consegue, enquanto encarregados de educação, exercer plenamente a função educativa de acompanhar o processo de desenvolvimento escolar dos seus educandos. Desta ausência das figuras paternas no dia-a-dia dos jovens decorre não só muita da sua instabilidade vivencial – despoletadora de comportamentos desviantes como o desinteresse, a indisciplina, a violência – mas também a dificuldade de comunicação entre a escola e a família. De facto, devido ao seu contexto sócio- profissional, os pais vêem-se compelidos a transferir para a escola quase toda a

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 15 de 77 responsabilidade dos papéis educativos. Finalmente, de referir que a dissolução do tecido industrial lançou no desemprego bastantes famílias, debatendo-se estas com graves problemas económicos que afectam evidentemente o rendimento escolar dos seus filhos. Estamos num concelho onde a situação económica da maioria dos agregados familiares oriundos dos países africanos de expressão portuguesa, ou mais recentemente do Leste europeu, é extremamente precária na sua generalidade. Por outro lado, a convivência de estudantes de diferentes origens acaba por conferir à escola a dimensão de espaço multicultural. Este é outros dos desafios que a instituição escolar enfrenta: o de integrar, aceitando e promovendo o direito à diferença.

A escola situa-se num plano elevado em relação à cidade, junto ao rio Coina, um braço do rio Tejo. Nas proximidades da Escola, encontra-se o Parque da Cidade e, a 3km de distância, a Mata da Machada, a principal zona verde do concelho.

A freguesia de Santo André tem uma população de 11 319 habitantes, dos quais 10 327 eleitores, e uma densidade populacional de 2572,5 hab./km2 (segundo o Censo de 2001), numa área de 294 hectares. Comemora o seu dia a 25 de Outubro e o dia da Cidade do Barreiro é comemorado a 21 de Junho.

De entre as actividades económicas mais relevantes destacam-se a zona industrial de Sete Portais, Toyota e Renault - Quinta das Rabelas; a Parceria Geral de Pescarias - Azinheira Velha; a Auto Reconstrutora Lda; a Auto-recauchutagem Ilibertino; os Materiais Eléctricos de António Macedo; o Águas & Reis, Lda; a Serralharia, S.P.M.

Indústria de Ferro Serralharia; a Indústria Farmacêutica “Farsul”; as Bombas de Gasolina Mobil; a distribuição alimentar: Lidl; vacarias; comércio local e representações das principais instituições bancárias.

Quanto a serviços educativos, a freguesia dispõe de três creches (Os Reguilas, O Cantinho Alegre da Infância e O Caracol), duas escolas primárias (nº 1 e nº 2 da Telha Nova), uma Escola Preparatória (Quinta da Lomba) e uma escola Secundária – a Escola Secundária de Santo André.

No domínio da saúde e bem-estar, existe o Centro de Saúde da Quinta da Lomba, o Centro de Hemodiálise das Gateiras, seis clínicas de serviços médicos especializados, consultórios particulares e duas farmácias.

Na freguesia encontram-se as seguintes colectividades e associações: Galitos Futebol Clube, Grupo Recreativo da Quinta da Lomba, Futebol Clube da Quinta da Lomba, Grupo Desportivo O Independente, Associação Amizade e Cultura Infantil, Clube de

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 16 de 77 Caçadores do Barreiro, Centro de Convívio da Quinta Marques da Costa, Associação de Reformados Pensionistas e Idosos de Santo André, Clube de Pesca de Copacabana, Agrupamento de Escuteiros 927, Artelier e Projecto Zénite. É também aqui que se situam o novo Quartel dos Bombeiros Voluntários do Barreiro e o Parque da Cidade. A freguesia é servida por uma boa rede de transportes públicos e rede viária de acesso a Lisboa, por qualquer das pontes: 25 de Abril e Vasco da Gama.

Esta é a ordenação heráldica do Brasão e Bandeira, publicada no Diário da República, III Série de 30/07/1996:

Brasão

Escudo de prata, nave de vermelho de quatro estacas do mesmo; em chefe, cruz de Santo André, ancorada, de azul, à dextra e cruz da Ordem de Santiago, de vermelho, à sinistra; campanha ondeada de azul e prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: "SANTO ANDRÉ" – BARREIRO.

Esquartelada de vermelho e branco. Cordão e borlas de prata e vermelho. Hasta e Lança de ouro.

Bandeira

2.2. PATRIMÓNIO HISTÓRICO E CULTURAL

As origens da Freguesia de Santo André são muito antigas e remontam ao ano de 1320, ao lugar da Telha. Esta data surge referenciada em dois documentos do Mosteiro de São Vicente de Fora: uma carta de doação e uma carta de emprazamento, ambas referentes a vinhas – a vinha era, a par da madeira (sobretudo sobreiro), do

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 17 de 77 sal, da moagem e da pesca, uma das principais actividades económicas da região.

Ainda há poucos anos se produzia na Quinta das Canas os vinhos da conceituada marca “Telha”.

Além do lugar da Telha não existiam povoados significativos, com excepção das quintas. O seu número está ainda hoje patente na toponímia da região: Quinta da Lomba, Quinta dos Arcos, Quinta das Canas, Quinta Marques da Costa e Quinta do Vale de Romão.

Em 1487 confirma-se a existência de um agregado populacional à volta da Igreja de Santo André, edificada pelos moradores do lugar, como era hábito na época e dedicada ao orago da freguesia, festejado a 30 de Novembro. A igreja já não existe e o seu património encontra-se espalhado por vários locais. Durante o período dos Descobrimentos, a principal actividade foi a construção naval e, até ao século XIX, não conheceu desenvolvimento económico de relevo.

No século XVII a população diminuiu para apenas 112 habitantes, num total de 27 fogos, acentuando-se esta tendência nas décadas seguintes. Em finais do século XVIII, depois do Terramoto de 1755, a freguesia da Telha chegou a ter apenas 14 fogos, para um total de 65 habitantes (censo de Pina Manique). A igreja de Santo André passou a estar integrada na matriz do Lavradio. Na igreja existia uma imagem de Jesus dos Aflitos, a que eram atribuídos poderes milagrosos e que atraía numerosos peregrinos. Para os acolher foi edificado um hospital na Telha.

No século XIX, a freguesia de Santo André conheceu algum dinamismo, primeiro devido à criação de uma fábrica de pólvora, junto ao rio - a Companhia de Hymalaite, que se passou a chamar Quinta do Himalaia ou da Caldeira -, e depois quando a família Bensaúde instalou uma indústria de seca do bacalhau, em 1891, na zona do cabo da praia da Telha, na Azinheira Velha, integrada na empresa da Parceria Geral das Pescas, à data sediada em Lisboa e hoje na freguesia.

Estas duas empresas, as várias fábricas corticeiras espalhadas pelo concelho e a Companhia União Fabril (CUF), foram responsáveis pelo grande crescimento demográfico. Populações vindas de todo o país, especialmente do Alentejo, fixaram-se na freguesia, criando os bairros habitacionais da Quinta da Lomba, Telha Nova e Quinta dos Arcos.

Nos anos 50 do século XX, a população da zona da Telha aumentou consideravelmente e, em 25 de Outubro de 1973, foi recriada a Freguesia de Santo André (Decreto-Lei nº

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 18 de 77 547/73), cujos limites foram alterados em 1985, com a criação de novas freguesias.

Esta foi elevada a Vila em 21 de Junho de 1995.

O património histórico e cultural encontra-se espalhado pela freguesia. Uma parte está exposta na Parceria Geral das Pescas, como a pia de água benta da antiga Igreja de Santo André, um canhão do século XVIII e uma âncora, retirados do leito do Coina. O restante património encontra-se, infelizmente, abandonado: é o caso dos vestígios de uma antiga nora e uma pedra de lagar, ambas na Telha Velha.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 19 de 77 3. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

3.1. HISTÓRIA E LOGÓTIPO

A Escola Secundária de Santo André, que festejou no ano lectivo de 2007/2008 o seu trigésimo aniversário, iniciou a sua actividade em 1977, tendo sido criada pela portaria nº 782/77, com o nome de Escola Secundária do Barreiro. A portaria nº 15 de 06/01/85 atribuiu-lhe o nome actual.

A tradição educativa da escola tem-se pautado por princípios humanistas, de educação para a cidadania e por procedimentos pedagógicos actualizados e coerentes. Nos seus trinta anos de actividade, inscreve-se um vasto historial de acontecimentos que são fruto do entusiasmo e dinamismo dos órgãos directivos, dos professores e alunos. A experiência adquirida confere à escola uma dimensão progressivamente mais densa e rica de conhecimentos que importa preservar como reforço da sua identidade. Nascida num contexto de democratização do sistema educativo, ao longo do tempo, investiu na qualificação dos recursos físicos e humanos. Orgulha-se de ter formado, neste espaço, milhares de alunos. Na escola já trabalharam, procurando dar o seu melhor, centenas de professores e dezenas de funcionários. Esse passado atesta o seu valor como instituição ao serviço da educação de toda a comunidade envolvente.

O logótipo foi elaborado por um professor do Departamento de Artes, o Dr. Vítor Rosa, no início do funcionamento da escola. Está presente nos cabeçalhos das folhas de teste e em outros materiais como elemento identificativo.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 20 de 77 Na sua composição podemos observar um pássaro, possivelmente o mocho, o símbolo da sabedoria. O corpo e as asas assumem a forma de um livro, o bico um aparo, e as patas assemelham-se a pernas humanas, que emprestam vida ao desenho e, ao mesmo tempo, lembram a caminhada que, diariamente, se faz para a Escola, espaço do Saber que une os que nela intervêm.

As cores representativas da Escola são o preto, o verde e o amarelo, as cores da bandeira, em que se encontra o logótipo.

3.2. DESCRIÇÃO DO ESPAÇO FISICO

A escola é constituída por: cinco blocos de dois pisos cada um, obedecendo a uma concepção modular de linhas rectas; um bloco central, com vários serviços; um pavilhão desportivo; recintos exteriores polidesportivos. Dispõe ainda de um amplo espaço, o polivalente, utilizado para vários fins, nomeadamente ocupação de tempos livres dos alunos, exposições, divulgação de informações e divulgação de eventos e está rodeada de um amplo espaço verde e jardins.

Possui as seguintes instalações:

§ 5 Blocos com 57 salas (salas de aulas, laboratório, gabinetes), estando algumas especialmente equipadas em função da utilização a que se destinam, como se pode observar no quadro 1.

§ Bloco Central com:

à Refeitório e Bar à Espaço Polivalente à Reprografia

àSala de Directores de Turma e de atendimento aos Encarregados de Educação

à Secretaria

à Conselho Executivo à PBX

à SASE

à Gabinete de Apoio Educativo (GAE)

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 21 de 77

§ Nos restantes Blocos localizam-se:

à Serviço de Psicologia e Orientação Escolar (SPO) à Gabinete de Apoio Educativo/Ensino Especial à Anfiteatro

à Sala de Estudo à Biblioteca

à Salas para os Clubes/Projectos

àGabinetes de Trabalho dos Departamentos e Grupos Disciplinares à Grupo Desportivo da ESSA

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 22 de 77 Quadro 1 – Salas, gabinetes e laboratórios

Bloco Salas Normais

Salas de

Des./Artes Laboratórios Gabinetes Total

C1 2 1

Informática – 6 Matemática – 1

Artes -1

Informática

Clube de Informática 11

C2 7 4

Artes – B Associação de

Estudantes

13

C3 10

E.R.M. – D Geografia / Economia

Matemática

14

B1 5 Biologia - 1

B.E. / C.R.E.

Filosofia / História – J Inglês / Alemão – G

Biologia Associação de Pais

11

B2 3

Química – 1 Física – 1 Geologia - 1

Anfiteatro Fotografia SPO / GAE – C Sala de Estudo Português / Francês – H

Química / Física Atelier de Artes Educação Física

CNO

14

Total 25 5 12 19 63

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 23 de 77 3.3. REDE ESCOLAR

A escola pertence actualmente à Área Pedagógica do Barreiro, mas não está integrada em nenhum agrupamento.

3.4. REGIME DE FUNCIONAMENTO

A escola abre às 08.00 e encerra as actividades lectivas às 23.45. Funciona em três turnos: manhã, tarde e noite. O estabelecimento mantém-se aberto, para além deste horário, aos fins-de-semana, para o exercício de actividades desportivas ou outras, de acordo com as solicitações da comunidade.

3.5. HORÁRIO

O horário das actividades lectivas é definido pelo Regulamento Interno, obedecendo aos critérios e limites legais estabelecidos. A distribuição dos tempos lectivos pode ser alterada por razões de vária ordem, nomeadamente critérios pedagógicos, disponibilidade de recursos humanos e de gestão adequada das instalações.

Os restantes serviços – Secretaria, Biblioteca, Sala de Estudo, Reprografia, Papelaria, Refeitório, Bar, Serviços de Acção Social Escolar e Serviços de Psicologia e Orientação – possuem horários adequados aos serviços que prestam, publicamente afixados, e igualmente definidos no Regulamento Interno.

3.6. ESTRUTURAS E SERVIÇOS EDUCATIVOS

3.6.1. SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO ESCOLAR (SPO) Nos dois últimos anos, a escola não pôde dispor integralmente deste serviço, embora tenha recorrido pontualmente a uma técnica, Mª José Cabanas, a fim de apoiar os alunos e os professores nas mais diferentes solicitações. No presente ano lectivo, foi contratada a psicóloga Vera Rato que irá dinamizar esta estrutura.

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 24 de 77 3.6.2. GABINETE DE APOIO EDUCATIVO/ENSINO ESPECIAL

O gabinete de Apoio Educativo funciona no Conselho Executivo, órgão que faz a triagem e distribuição dos apoios a prestar aos alunos. Assim, após as reuniões dos conselhos de turma em que se detectam e analisam os casos dos alunos que precisam de apoio, estes são encaminhados quer para APA quer para Apoio Tutorial.

3.6.3. SERVIÇO DE ACÇAO SOCIAL ESCOLAR

Este serviço está essencialmente a cargo da funcionária administrativa, Inês Santos, que acompanha os casos sinalizados de alunos que necessitam de SASE.

Quadro 2 – Alunos com ASE

ESCALÃO ENSINO BÁSICO ENSINO SECUNDÁRIO

A 14 71

B 11 67

TOTAIS 25 138

Quadro 3 – Número de alunos atribuída a Bolsa de Mérito

3.6.4. BIBLIOTECA ESCOLAR/CENTRO DE RECURSOS

A BE é um elemento estruturador da organização escolar e desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de competências e de aptidões práticas necessáriasà abordagem de qualquer problemática. Este espaço, constitui um local de encontro e

ANO 10º ANO 11º ANO 12º ANO CURSOS PROFISSIONAIS

NºDE ALUNOS 4 7 3 3

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 25 de 77 partilha de aprendizagens e saberes, de pesquisa, gestão e disponibilização de informação, de criatividade, ou seja, um local onde a vida educativa mais vasta e a actividade pedagógica se entrecruzam. Dispõe de vários espaços específicos, interligados, visando a realização de actividades diversificadas, nomeadamente nas seguintes áreas: biblioteca, computadores, videoteca e audioteca, zona de jogos.

3.6.5. ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES O processo eleitoral encontra-se em curso.

3.6.6. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO O direito de participação dos pais e encarregados de educação na vida da escola rege- se, de acordo, com o disposto na Lei de Bases do Sistema Educativo e no D. L.

nº372/90, de 27 de Novembro, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo D.L.

nº80/99 de 16 de Março, e pela Lei nº29/2006 de 4 de Julho. Concretiza-se através da colaboração, nas estruturas da escola, em iniciativas e actividades que visem a melhoria da qualidade do processo ensino-aprendizagem. A sua actuação deve pautar- se por uma participação activa na concretização dos projectos de escola.

Como se pode constatar em vários documentos reflexivos da escola, a constituição de uma associação de pais/encarregados de educação tem sido uma das grandes dificuldades que aquela tem enfrentado ao longo dos tempos. Registam-se várias tentativas mas todas infrutíferas devido a razões distintas. Saliente-se, contudo, que tem havido sempre disponibilidade e empenho de alguns pais/EE enquanto representantes nos diversos órgãos da vida da escola. Os pais eleitos, como representantes para o ano lectivo 2008-2009 comprometeram-se a criar esta estrutura.

3.7. ORGÃOS DE GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO 3.7.1. CONSELHO GERAL TRANSITÓRIO

O Conselho Geral é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola, assegurando a participação e

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 26 de 77 representação da comunidade educativa, nos termos e para os efeitos do nº 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo.

O Conselho Geral é composto por 21 elementos, distribuídos da seguinte forma:

Quadro 4 – Composição do Conselho Geral Provisório

CARGO DESEMPENHADO NOME

Presidente Luis Braga

Representantes do pessoal docente

José Batista Alzira Mendes António Ferreira

Idália Monteiro Mª de Fátima Correia

Mª Leonor Marques

Representantes do pessoal não-docente Irene Gomes

António Andrade

Representantes dos pais e enc. de educação

António Barata Mª José Correia António Espada

Vítor Piteira

Representantes dos alunos Marta Belbut

Agnaldo Silva

Representantes do município

Regina Janeiro João Raio Ana Silva

Representantes da comunidade local

Paulo Matias Manuel Mendes Carlos Margalha

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 27 de 77 3.7.2. CONSELHO EXECUTIVO

O Conselho Executivo da Escola Secundária de Santo André é formado por 7 elementos que assumem os seguintes cargos no seio escolar:

Quadro 5 – Membros do Conselho Executivo

CARGO DESEMPENHADO NOME

Presidente Arlete Cruz

Vice-presidentes Gracinda Dias

Fernanda Vieira

Assessores técnico- pedagógicos

Dulce Ferreira Fernanda Afonso Madalena Sereno

Jorge Alves Cristina Costa (noct.) José Romeiro (noct.)

3.7.3. CONSELHO PEDAGÓGICO

Quadro 6 – Membros do Conselho Pedagógico

CARGO DESEMPENHADO NOME

Presidente Arlete Cruz

Departamento de matemática e ciências experimentais José Batista

Departamento de expressões Francisco Edgar

Departamento de línguas Ana Maria Lucas

Departamento de ciências sociais e humanas António José Ferreira

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 28 de 77 Coordenador dos cursos científico-humanísticos Lurdes Serra Fernandes.

Coordenador dos cursos profissionais Margarida Nunes

Coordenador dos cursos de educação e formação (básico/

secundário) Fortunata Beatriz e Cristina Costa

Coordenador do ensino recorrente Fernanda Vieira

Coordenador do cno Olímpia Mota

Coordenador da biblioteca / centro de recursos e dos

projectos educativos em desenvolvimento Fátima Vieira

Psicólogo do spo Vera Rato

Representante dos pais e encarregados de educação Paula Franco

Representante dos alunos (diurno) João Santos

Representante dos alunos (nocturno) Edgar Vargues

3.7.4. CONSELHO ADMINISTRATIVO

Quadro 7 – Membros do Conselho Administrativo

CARGO DESEMPENHADO NOME

Presidente do Conselho Executivo Arlete Cruz

Vice-Presidente do Conselho Executivo Fernanda Vieira

Chefe dos Serviços de Administração Escolar Albertina Aleixo

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PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 29 de 77 3.8. CORPO DISCENTE

3.8.1. CARACTERIZAÇÃO GERAL: 2008/2009

IDADE MÉDIA DOS ALUNOS POR ANO DE ESCOLARIDADE

3º CICLO 9º

ANO 16,17

ENSINO SECUNDÁRIO REGULAR E PROFISSIONAL 10º ANO

REG. 15,21 10º ANO

PROF. 16,3 11º ANO

REG. 16,26 11º ANO

PROF. 17, 6 12º ANO

REG. 17,10 12º ANO

PROF: 18,0 12º ANO CEF 18,5

GRUPO CULTURAL E ÉTNICO

DESCENDENTES DE EMIGRANTES ETNIA CIGANA

3º CICLO 6 (CEF) 0

ENSINO SECUNDÁRIO C. CIENTÍFICO -

HUMANÍSTICOS 19 0

C. TECNOLÓGICOS 1 0

C. PROFISSIONAIS 22 0

(39)

PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 30 de 77 PAÍS DE ORIGEM DOS ALUNOS

ENSINO SECUNDÁRIO PAÍSES DE ORIGEM

ESTRANGEIROS ENSINO

BÁSICO 3º CICLO

CURSOS CIENTÍFICO- HUMANÍSTICOS

RESTANTES CURSOS

PALOP 7 8 17

BRASIL 1 6 4

ÍNDIA 0 0 0

PAQUISTÃO 0 0 0

MACAU 0 0 0

MOLDÁVIA 0 1 2

REP. POPULAR CHINA 0 0 0

ROMÉNIA 0 0 0

RÚSSIA 0 1 0

TIMOR 0 0 0

EU (ESTRANGEIRO) * 0 1 4

OUTROS PAÍSES 0 0 0

* UNIÃO EUROPEIA

ENSINO DIURNO

ANO Nº de alunos Média de idades TIPO - CEF

9º A 11 16 Acção Educativa

9º B 12 15,8 Instalação e reparação de computadores.

9º C 13 16,5 Operador de Sistemas Ambientais

9º D 11 16,2 Práticas e Técnicas

Comerciai

9º E 12 16,5 Operador de Informática

9º F 12 16 Inst. Operador Sistemas Informáticos

(40)

PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 31 de 77

ANO Nº

ALUNOS

MÉDIA DE

IDADE TIPO REPETÊNCIA TRANSFERÊNCA ANULA.

MATRIC.

10º A 27 15 Científico- Hmanístico

10º B 26 15,1 Idem

10º C 26 14,8 Idem

10º D 28 15,1 Idem

10º E 27 14,8 Idem 1 2

10º F 28 15,2 C. H. Sócio

Económicos 4

10º G 26 15,9 Línguas e

Humanidades 1 3

10º H 30 15,4 Artes

Visuais 6 1

10º I 23 17 Prof.

T.D.G.

10º J 24 16,5 Prof.

Ap. Inf.

10º K 23 17 Prof.

T.H.S.S.T. 1

10º L 21 15,5 Prof.

Inf. E Gestão 11º A 27 15,9 Ciências e

Tecnologias

11º B 27 16,5 Idem 1

11º C 24 16,1 Idem

11º D 26 15,7 Idem

11º E 24 16,6 Idem 1 1

11º F 24 16,6 Humanidades 2

11º G 26 16,4 Artes Visuais 1

11º H 17 17,8 Prof.

Tec. Inf. G.

11º I 9 17,3 Tec. Anal.

(41)

PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA 2008 / 2009 Página 32 de 77 Labora.

11º J 9 17,7 Prof.

D. Int. e Ext.

ANO Nº

ALUNOS

MÉDIA

IDADE DE TIPO REPETÊNCIA TRANSFERÊNCIA ANULA.

MATRIC.

12º A 29 17 Ciências e

Tecnol. 2

12º B 28 16,9 Idem 1

12º C 28 17 Idem 3 1

12º D 31 17,6 Línguas e

Human..? 7

12º E 28 17 C. Sociais

Humanas 1 1

12º F 20 17,4 Artes visuais 1

12º G 15 17,7 Tecnol.

Desporto 12º H 17 18,2 Tec. Anal.

Laborat.

12º I 17 18,1 Design

Inte. e Ext.

12º J 21 18 Tecnol.

Inf. e Gest.

12º K 22 18,5 CEF T. Inf.

Anim. T.

3.9. CORPO DOCENTE

O corpo docente é constituído por 148 professores detentores de formação científica e saberes diversificados, propiciadores de múltiplas aprendizagens. Uma larga maioria é profissionalizada e pertence ao quadro da Escola, garantindo uma grande estabilidade.

Referências

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