Gestão da Qualidade
CONCEITO DE QUALIDADE
-
W. EDWARDS DEMING
R
econhecido mundialmente como o grande promotor do Controle da Qualidade no
Japão. Sua abordagem é baseada no uso de técnicas estatísticas para reduzir custos e
aumentar a produtividade e qualidade (Deming 90).
-PHILIP B. CROSBY
O pai da filosofia Zero Defeito, se baseia na teoria de que a qualidade é assegurada se
todos se esforçarem em fazer seu trabalho corretamente da primeira vez. Para, Crosby 85
a qualidade é responsabilidade dos trabalhadores, o autor não considera, no entanto,
outros aspectos que afetem a qualidade e que estão fora do controle dos operários, como
os problemas com a matéria-prima fornecida, erros de projeto e outros.
JOSEPH M. JURAN
As principais contribuições de Juran foram na definição e organização dos custos
da qualidade e no enfoque da qualidade como uma atividade administrativa.
Juran atribui a responsabilidade pela qualidade final do produto ou serviço à
função qualidade, que segundo Juran 1991, "é o conjunto das atividades através
das quais atingimos a adequação ao uso, não importando em que parte da
organização estas atividades são executadas."
Para garantir que a função qualidade seja executada de modo a atingir os
melhores resultado.
Juran propôs uma trilogia de atividades:
-Planejamento da Qualidade;
-Controle da Qualidade;
-Aperfeiçoamento da Qualidade.
A implantação desta abordagem é baseada na formação de equipes de
projeto para a resolução de problemas, um a um, melhorando a
qualidade continuamente
TRILOGIA DA QUALIDADE
PLANEJAMENTO DA QUALIDADE:
•DETERMINAR QUEM SÃO OS CLIENTES
•DETERMINAR NECESSIDADES DOS CLIENTES
•DEFINIR CARACTERÍSTICAS DOS PRODUTOS
•DESENVOLVER PROCESSOS
CONTROLE DA QUALIDADE:
COMPARAR O DESEMPENHO REAL COM OS OBJETIVOS
AGIR COM BASE NA DIFERENÇA
APERFEIÇOAMENTO DA QUALIDADE:
PROCESSO DE MELHORIA CONTÍNUA
Campos 92, define o TQC no modelo japonês como um
sistema gerencial que, com o envolvimento de todas as
pessoas em todos/ os setores da empresa, visa satisfazer suas
necessidades, através da prática do controle da qualidade.
Tendo como premissa básica que o objetivo principal de uma
empresa é a sua sobrevivência, o TQC vai buscar isto através
da satisfação das pessoas. Assim, o primeiro passo é
identificar todas as pessoas afetadas pela sua existência, e
como atender suas necessidades. Segundo o autor, de forma e
em
momentos
diferentes
a
empresa
interage
com
consumidores, acionistas, empregados e por último com a
comunidade na qual está situada.
Excelência Organizacional
–
Liderança
–
Processos
–
Recursos Humanos
–
Recursos Tecnológicos
–
Recursos de Informação
–
Recursos Financeiros
–
Recursos Externos
Satisfação dos "Stakeholders"
–
Clientes
[
ISO 9000
]
–
Funcionários
[ISO 18000]
–
Acionistas
–
Meio Ambiente
[ISO 14000]
–
Governo
–
Comunidade
“
é necessário uma revolução nos processos administrativos da organização. A empresa
deve estar preparada para absorver as mudanças sociais, tecnológicas e econômicas
do ambiente na qual ela está inserida de maneira rápida e satisfatória. A qualidade
deixa de ser função de um departamento específico e passa a englobar uma série de
passos envolvendo todos na empresa, necessitando de um sistema que crie condições
favoráveis ao seu aperfeiçoamento constante. PAL[90] afirma que o controle da
qualidade necessita de um sistema dinâmico que abranja todos os setores da
empresa, de forma direta ou indireta, com o objetivo de contribuir para a melhoria do
produto ou serviço final. JUR[91] alerta para o fato de que os problemas de qualidade
deixaram de ser encarados apenas como problemas tecnológicos e começam a figurar
como parte do plano de negócios da empresa sendo encarados como problemas de
gerenciamento.
Produtividade
Produtividade
OUTPUT INPUT VALOR PRODUZIDO VALOR CONSUMIDO QUALIDADE CUSTOS FATURAMENTO CUSTOS“Produtividade é aumentada pela melhoria da qualidade”
Deming
• Aumentar a produtividade é produzir cada
Competitividade e Sobrevivência
• Informação como Fator de Competitividade
– Captar necessidades do cliente
– Pesquisar e desenvolver novos produtos
– Pesquisar e desenvolver novos processos
– Comercializar
– Dar assistência ao cliente
COM P ET IT IV IDAD E E S OBR EV IV ÊN CIA
Competitividade e Sobrevivência
• “Ser competitivo é ter a maior produtividade entre todos os
seus concorrentes”
Sobrevivência Competitividade
Produtividade
Qualidade – Preferência do Cliente Projeto
O R I E N T A Ç Ã O I N F O R M A Ç Ã O P L A N E J A M E N T O O R G A N I Z A Ç Ã O C O M U N I C A Ç Ã O M O T I V A Ç Ã O L I D E R A N Ç A
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
O R I E N T A Ç Ã O
- COMPROMISSO ASSUMIDO PELA CÚPULA DA EMPRESA
E ACORDADO EM TODOS OS NÍVEIS, DE FAZER DA QUAIDADE TOTAL O FOCO DAS ATENÇÕES
- VISÃO, MISSÃO E VALORES DA EMPRESA
- DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO DA EMPRESA
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
I N F O R M A Ç Ã O
CAPTAÇÃO DE DADOS E PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES PARA ALIMENTAR O PROCESSO DECISÓRIO E GERENCIAL
- NECESSIDADES DOS CLIENTES
- DESEMPENHO DOS CONCORRENTES - DEMANDA ATIVA E POTENCIAL
- AMBIENTE EXTERNO (GOVERNO, FISCAIS, COMUNICAÇÃO) - DESEMPENHO DOS PROCESSOS INTERNOS
- BENCHMARKINGS
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
P L A N E J A M E N T O DESDOBRAMENTO DA DECISÃO
E ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA EM TERMOS DE OBJETIVOS OPERACIONAIS, CONTENDO A DESCRIÇÃO DOS RECURSOS E PRAZOS PARA SEU ATINGIMENTO, ASSIM COMO ORÇAMENTOS E
PROCEDIMENTOS DE CONTROLE PERTINENTES
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
O R G A N I Z A Ç Ã O
MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS (MATERIAIS, HUMANOS E FÍSICO-FINANCEIROS) PARA QUE O
PLANEJAMENTO POSSA SER EXECUTADO COM MÁXIMA EFICÁCIA E EFICIÊNCIA
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
C O M U N I C A Ç Ã O
PRODUÇÃO DE PERFEITA COMPREENSÃO E ACORDO, CONTÍNUA E SISTEMATICAMENTE
- COMUNICAÇÃO INTERNA - COMUNICAÇÃO EXTERNA
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
M O T I V A Ç Ã O
PROVIMENTO DE AÇÕES ADEQUADAS À MOVIMENTAÇÃO DOS PROCESSOS DE CONSCIENTIZAÇÃO,
ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO REQUERIDOS EM TODOS OS NÍVEIS
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
L I D E R A N Ç A
ACIONAMENTO, MONITORAÇÃO E CONTROLE DE TODOS OS PROCESSOS DESENCADEADOS E PROMOÇÃO DA CAPACITAÇÃO CONTÍNUA DAS
PESSOAS ENVOLVIDAS
SETE PILARES DA GESTÃO
PARA A QUALIDADE TOTAL
CONTROLE DA QUALIDADE
CONTROLE DA QUALIDADE
Sistema ou estrutura para produzir de forma econômica produto ou serviço compatíveis
com as exigências do consumidor (Normas JIS)
CONTROLE DA QUALIDADE
Desenvolvimento, projeto, produção e assistência de um produto ou serviço que seja o mais econômico
e o mais útil, proporcionando satisfação ao usuário (K. Ishikawa)
CONDUZIR O CONTROLE DA QUALIDADE SIGNIFICA: DADA A QUALIDADE, BUSCAR O CONTROLE DO CUSTO, DO PREÇO, DO LUCRO, DO PRAZO DE
Controle da Qualidade Total
ORGANIZAÇÕES HUMANAS
MEIOS OU
CAUSAS
FINS OU
EFEITOS
SATISFAÇÃO DAS
PESSOAS
QUALIDADE TOTAL
Relacionamento
Causa/Efeito
“Sempre que algo ocorre
(fim, efeito, resultado)
existe
sempre
um
conjunto
de
causas
(meios) que podem ter
influenciado”
“Processo é um conjunto
de causas que provoca
um ou mais efeitos”
Controle da Qualidade Total
DIMENSÕES DA QUALIDADE
TOTAL PESSOAS ATINGIDAS
QUALIDADE
(de todos envolvidos) CLIENTE, VIZINHO CUSTO
(final e intermediário)
CLIENTE, ACIONISTA, EMPREGADO E VIZINHO ENTREGA
(condições e indicadores) CLIENTE MORAL
(satisfação) EMPREGADO
SEGURANÇA
(empregados e usuários) CLIENTE, EMPREGADO E VIZINHO
M
E
D
I
Ç
Õ
E
S
Controle da Qualidade Total
Princípios Básicos
•
Orientação Pelo Cliente (o que o cliente quer?)
•
Qualidade em Primeiro Lugar (maior produtividade)
•
Ação Orientada Por Prioridades
•
Ação Orientada Por Fatos e Dados (evitar intuições)
•
Gerenciamento ao longo dos processos (preventivo)
•
Controle da Dispersão (isolar causas)
•
Não aceitar ida de defeitos para o cliente
•
Prevenção de problemas
•
Ação de Bloqueio (evitar o mesmo erro)
•
Respeito Pelo Empregado como Ser Humano
•
Comprometimento da Alta Direção
Referências
•
TQC: Controle Total da Qualidade (no Estilo Japonês), Vicente Falconi Campos, 2003
•
Fundação Nacional da Qualidade
– http://www.fnq.org.br
•
Uniona Japanese of Scientists and Engineers
– http://www.juse.or.jp/e/
•
Associação Brasileira de Controle da Qualidade
– http://www.abcq.org.br
•
Instituto de Desenvolvimento Gerencial
– http://www.indg.com.br/
• MIRANDA, Roberto Lira. Qualidade Total: rompendo as barreiras entre
• a teoria e a prática. São Paulo: Makron Books, 1994
• ISHIKAWA, Kaoru. TQC: estratégia e administração da qualidade.
• São Paulo: IMC, 1986
• JURAN, J.M. Controle da Qualidade: conceitos, políticas e filosofia da
• qualidade. São Paulo: Makron Books, 1991. Vol. 1
• CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: controle da qualidade total. Rio de