Gerenciamento de Redes de
Computadores
Kelly Alves
WAN – Comutação
Comutação é a forma como serão alocados os recursos para
transmissão na rede
Comutação de circuitos
Pressupõe existência de caminho físico dedicado
Iniciada quando necessário e finalizada quando a comunicação estiver concluída
Semelhante a circuito telefônico
Comutação de pacotes
Não há estabelecimento de caminho dedicado Compartilhamento dos recursos comuns
Mensagem é transmitida nó a nó Utiliza circuitos virtuais
Comutação por Circuitos
• Vantagens
– Garantia de recursos
– Disputa pelo acesso somente na fase de conexão – Não há processamento nos nós intermediários – Controles nas extremidades
• Desvantagens
– Desperdício de banda nos períodos ociosos – Recuperação de erros fim a fim
Comutação por Pacotes
• Vantagens
– Maior aproveitamento dos links – Uso otimizado do meio
• Desvantagens
– Aumento do tempo de transferência das mensagens – Não garante taxa de transmissão
• Comutação por mensagens
Mesmo princípio dos pacotes, mas com blocos de dados maiores
Circuitos x Pacotes
Característica Com. por
circuito Com. por pacotes
Circuito físico dedicado Sim Não
Largura de banda Fixo Variável
Desperdício de banda? Sim Não
Armazenamento nos nós Sim Não
Requer conexão prévia Sim Não
Congestionamento Início da
WAN – Circuitos virtuais
Circuito lógico criado em rede física compartilhada “Provedores”
ATM, Frame Relay, X.25
SVC (Switched virtual circuit) “Comutado”
Dinamicamente estabelecidos sob demanda 3 fases
○ estabelecimento do circuito; ○ transferência dos dados; ○ Encerramento da conexão.
Custo menor, uso de banda maior
PVC (Permanent virtual circuit)
Conexões com transferência de dados constante Maior custo, uso de banda menor (menos overhead)
Geralmente comum em Provedores por que pode-se controlar a taxa de transferência contratada.
WAN – PDUs
• Protocol Data Unit
• É a informação transmitida como uma unidade em uma rede,
que pode transportar informações de controle ou dados
• Conforme a camada do modelo OSI, tem diferentes nomes:
– Camada física – bit
– Camada de enlace – frame (quadro) – Camada de rede – packet (pacote) – Camada de transporte – segmento – Demais – dados
Frame Relay
Baseado no antigo X.25 (linhas telefônicas antigas)
Removeu as correções de erro (menos overhead), por causa dos meios com menos interferência (ruídos) (X.25 era baseado em linhas telefônicas
analógicas)
Trabalha com frames de tamanho variável
Frames transmitidos na camada 2 do modelo OSI
Correção de erro fica a cargo dos endpoints
Não há correção, apenas retransmissão Mais velocidade no meio
Utiliza Circuitos Virtuais
Mais comum é o PVC
Tornou-se popular
Links baratos (comparados com outras tecnologias) Facilidade de administração
Frame Relay – o quadro
– Flag – identificador do pacote– Address – endereço
– DLCI (Data link connection identifier) – Identifica o circuito virtual ao qual o pacote pertence
– FECN (Forward Explicit Congestion Notification),BECN,DE (Discard Elegibility)
– Data – Tamanho variável, 1.600 octetos máximo recomendado – FCS (Frame Check Sequence) – Verificação de CRC
Frame Relay – Controle de Congestionamento
Protocolo não usa controle de fluxo link a link
Ocorre apenas entre os roteadores Frame Relay O Controle de congestionamento no frame relay inclui:
o Admission Control: rede decide aceitar ou não um novo pedido de conexão, baseado no solicitante e na banda restante
o Traffic descriptor consiste de 4 elementos:
a) Commited information rate (CIR) – velocidade garantida em bit/s
b) Commited Burst size (BC) – número máximo de unidades de informação transmitidas em um tempo T
c) Excess Burst Size (BE) – número máximo não garantido que a rede tentará transportar no tempo T
• O Controle é realizado pelos nodes Frame Relay
• Os nodes fazem cumprir o acordado na conexão (Traffic
Descriptor)
• O controle é a “notificação explícita”
– Bits FECN e BECN são ativados caso seja detectada
congestionamento. No caso do FECN, o nó origem notifica o destino. BECN é o contrário
– Tráfego acima do CIR tem o bit “Discard Eligible” marcado – Tráfego acima do CIR + EIR é descartado automaticamente
Frame Relay – LMI (Link Management Interface)
Link Management Interface – Extensões de frame relay
utilizadas para melhor gerenciamento
1. LMI Global addressing extension
DLCIs passam a ter endereços Globais e não apenas locais Melhora visualização da rede e comunicação com as interfaces
2. LMI Virtual Circuit status
Comunicação entre os nós para reportar status dos circuitos virtuais, evitando perda de dados e de banda
3. LMI multicasting extension
Permite criação de grupos multicast na rede
Frame Relay versus X.25
• Frame relay aproveita os links mais confiáveis do que os
projetados para o X.25
• X.25 opera nas camadas OSI 1,2 e 3. Frame relay apenas
na 1 e 2
– Menos processamento em cada nó
• X.25 envia pacotes, Frame relay envia frames
– Supressão dos campos de correção de erro e controle de fluxo
• X.25 possui largura de banda fixa
ATM – Asynchronous transfer mode
• Mais comum na atualidade, não há camada OSI específica
– Normalmente situada nas camadas 1, 2 e 3
• Independente de tecnologias
• Frames são chamados de CÉLULAS (tamanho fixo)
• Células
– Tamanho fixo: 53 bytes (5 de cabeçalho)
• 48 bytes de informação propriamente dita – Facilidade de tratamento pelos switches
– Maior overhead (excesso de cabeçalhos)
• Redes de alta velocidade ( Até 622 Mbps – fibra)
– Desenhado para implementação por hardware
ATM – Células
• Uso de células principalmente para reduzir instabilidades,
principalmente em aplicações de voz e vídeo
– Pacotes Ethernet (1500 bytes) tinham latência alta nos meios disponíveis à época
• Tamanho pequeno dá tempo para correções
• Fundamentalmente orientada a conexão
ATM – Asynchronous transfer mode
• Conceitos de conexão:
– Virtual Channel (VC)
• Provê o transporte de células com o mesmo identificador (VCI)
– Virtual Path (VP)
• Grupo de VCs que possui o mesmo destino (VPI)
– Valores de VPI e VCI são locais e não globais
• Camadas
– Física – Análoga à camada física do modelo OSI – ATM – Mutiplexação e encaminhamento das células
– ATM Adaptation Layer (AAL) – Adapta cada protocolo das camadas superiores na camada AAL ATM
• Gigabit Ethernet, IP, Frame Relay recebem tratamentos diferentes e serão adaptados pelo AAL
ATM – Células
• ATM Adaptation Layer (AAL)
– Define como tratar pacotes de camadas superiores nas células ATM (Ex. Giga Ethernet, IP, Frame Relay)
– Segmentação e reunião (quebra dos pacotes em células) – Corrige erros de transmissão e realiza controle de fluxo
ATM – QoS (Quality of Service)
• Quando um VC do ATM é iniciado, o tipo de tráfego
associado tem de ser informado
• Tipos básicos
– CBR – Constant Bit Rate – valor constante
– VBR – Variable Bit Rate – valor deve cumprir uma média – ABR – Available Bit Rate – valor mínimo garantido
– Unspecified Bit Rate – todo o restante disponível
HDLC – High Level Data Link Protocol
Protocolo atua na camada de enlace, e é normatizado pela ISO
13239
Provê serviço orientado ou não à conexão
Orientado a bit (bit stuffing)
Pode ser usado em links síncronos ou assíncronos
Baseado no protocolo SDLC, da IBM
Usado com pequenas mudanças em vários protocolos
Ex. X.25 LAPB; Frame Relay LAPF; 802.3 LLC; Cisco usa frame proprietário HDLC
Suporta full ou half duplex
Estrutura do frame HDLC
• Flag – identificador do campo (01111110 ou 7E)
• Adress – endereço de destino – 8 bits
• Control – 8 ou 16 bits
• Data – dados em si; tamanho variável
• CRC = FCS – Computado sobre todo o frame, incluindo
Address, Control e Data
HDLC – Tipos de frames
• Unnumbered frames (U-frames) – Usados para
gerenciamento do link (ex. conexões lógicas entre nós)
• Information frames (I-frames) – Carregam os dados
propriamente ditos
• Supervisory Frames (S-frames) – usados para controle de
erro e fluxo.
HDLC – modos de operação
Normal Response Mode (NRM) Ponto a ponto ou multiponto
Estações secundárias só transmitem quando a primária instruir Não balanceada (uma estação controla as demais)
Asynchronous Response Mode (ARM)
Ponto-a-ponto e Full Duplex
Estações secundárias transmitem quando quiserem Não balanceada
Asynchronous Balanced Mode (ABM)
Ponto-a-ponto e Full Duplex
Protocolos WAN - PPP
• Point to Point Protocol– Transferência ponto-a-ponto entre nós de uma rede
• Pode prover
– Autenticação, Encriptação e Compressão de dados
• Usado em vários tipos de meios
– Cabos seriais, linhas telefônicas, telefone celular, rádio
• Usado em larga escala para internet
– Conexões dial-up via modem
– PPPoA (over ATM) e PPPoE (over Ethernet) para ADSL
• Camada 2 do modelo OSI • Derivado do HDLC
PPP – Características básicas
• Usou especificações do HDLC como base do frame
• Configuração modular (LCP e NCP) do link permitiu uso bastante extenso
• Configuração automática via Link Control Protocol
– LCP Link Control Protocol - configuração automática da transmissão (tamanho do datagrama, negocioção, uso de autenticação e compressão, etc).
– Dados só são transmitidos após a conexão PPP e os parâmetros LCP devidamente estabelecidos
• Suporte a múltiplos protocolos da camada 3
– NCP - Network Control Procotol provê recursos diferentes para cada protocolo – Mais de um protocolo pode ser usado ao mesmo tempo; mais de uma
PPP – Autenticação
• Autenticação é opcional
– Depende da finalidade do link e do meio utilizado
• Negociada durante o setup do LCP
• PAP (Password Authentication Protocol)
– Simples negociação de usuário e senha
– Transmite informações em texto simples (inseguro) – Em desuso por causa das preocupações com segurança
• CHAP (Challenge Handshake Authentication Proto.)
– Usa criptografia para comparação do “challenge”
– O “método” da encriptação reside nas máquinas e não é transmitido via Link
MPLS - Multi-Protocol Label Switching
• Multi-Protocol Label Switching
• Necessidades
– Backbone internet flexível, escalável, com QoS diferenciado – Arquitetura clássica CLIP (Classical IP over ATM) apresenta
limitações e overhead
• CLIP
– Routers IP e comutadores ATM, topologias segregadas
– Cada rede tem protocolos próprios de roteamento e sinalização – Abordagem tradicional torna-se muito onerosa, com tráfego de
MPLS – Problemas nas rotas IP
• Decisão de roteamento IP:
• Base no endereço de destino (destination-based routing)
– Decisão com base exclusivamente no cabeçalho
– Processamento do cabeçalho relativamente complexo (Lookup da tabela de rotas; Decremento do TTL; CRC)
• Base na métrica de menor custo
– Falta de balanceamento nas ligações
MPLS – Objetivos
• Princípios básicos de outros multicamadas (IP Switching,
da Ipsilon e Tag Switching, da Cisco)
• Objetivo principal é eliminar o overhead da arquitetura IP
sobre ATM
– Porém, MPLS suporta múltiplos protocolos
• Topologia única e compartilhamento de informação entre
roteadores
• Estabelece uma associação entre as informações de
camadas 2 e 3 (multi-camada)
MPLS – Termos
FEC – Forwarding Equivalence Class
Conjunto de Ips que segue o mesmo caminho ou são processados da mesma maneira por um LSR (roteador da tecnologia MPLS)
Label
Identificador de tamanho fixo para um FEC
Pode ser codificado em campos existentes nos frames ( ATM VCI/VPI ou Frame Relay DLCI)
LDP – Label Distribution Protocol
LSR – Label Switching Router
Roteador capaz de executar tanto IP quanto MPLS Pode ser Label Edge Router – LER (Borda)
LSP – Label Switched Paths
MPLS – Operação
Protocolos de roteamento estabelecem rotas com os destinos (e.g.
OSPF)
LDP (Label Distribution Protocol) estabelece os labels para os
destinos da rede
LER (Label Edge Router) recebe o pacote e aplica a label
Um pacote pode carregar N labels (label stacking) Label se localiza entre cabeçalho das camadas 2 e 3 Informação do label é local (muda a cada hop)
LSR (Label Switching Router) encaminham os pacotes pela rede
Seleção de rota por A) hop-by-hop – Cada LSR escolhe o próximo nó
B) explicit routing – LER especifica os nós (nem sempre são todos!)