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CAP.6 AVARIAS E DESGASTE

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Academic year: 2021

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(1)

Cap. 6- AVARIAS E DESGASTE

DA FERRAMENTA

Professor: Antonio Fernando de Carvalho Mota Livro: Tecnologia da Usinagem dos Materiais Anselmo Eduardo Diniz

(2)

A USINAGEM NO

CONTEXTO DOS

PROCESSOS DE

FABRICAÇÃO

2 Prof. Fernando Penteado.

(3)

Exigências básicas para um material de corte

Elevada dureza a frio e a quente

A dureza da ferramenta deve ser bem maior que a do material a ser usinado, porém, dentro de um limite para que este não se torne muito quebradiço (frágil).

(4)

Exigências básicas para um material de corte

Tenacidade

O material deve ter uma boa tenacidade para resistir aos choques/impactos que ocorrem durante a usinagem, evitando com isso o surgimento de trincas e lascamentos na ferramenta.

(5)

Exigências básicas para um material de corte

Resistência ao desgaste por abrasão Na região de contato entre a peça-ferramenta-cavaco ocorrem elevadas pressões e presença de partículas muito duras.

Essas partículas, devido ao movimento relativo entre os componentes (peça-ferramenta-cavaco, penetram no material da ferramenta.

A subsequente remoção das partículas pode ocorrer(desgaste), caso a ferramenta não possua elevada resistência.

(6)

Exigências básicas para um material de corte

Estabilidade química

Na usinagem a ferramenta e a peça apresentam diferentes composições químicas e estão submetidas a elevadas temperaturas, formando assim uma condição favorável para o surgimento de reações. Estas reações caracterizam-se pela troca de elementos químicos da peça para ferramenta e vice-versa, levando ao desgaste e perdas de propriedade da ferramenta.

(7)

a) Desgaste Frontal

( ou de flanco)

ocorre na superfície de folga da ferramenta, causado pelo contato

entre ferramenta peça.

É o tipo de desgaste mais comum.

Todo processo de usinagem causa desgaste frontal (figura 6.1)

Desgaste frontal (a) acompanhados de entalhes indicados pelas letras (b) e (c) em uma ferramenta de metal duro

Figura 6.1 – Desgaste Frontal

Desgaste de flanco na superfície de saída da ferramenta de corte

(8)

b) Desgaste de Cratera

É o tipo de desgaste que ocorre na superfície de saída da ferramenta,

causado pelo atrito entre a ferramenta e o cavaco (figura 6.2)

Não ocorre em todos os processos de usinagem, como ferramentas

de metal duro recoberto, ferramentas de cerâmica e quando o material da peça é frágil (gera cavacos curtos).

Figura 6.2 – Desgaste de Cratera

(9)

c) Deformação Plástica da Aresta de Corte

Muitas vezes, a pressão aplicada à ponta da ferramenta somada à

alta temperatura gera deformação plástica da aresta de corte (figura 6.3).

Tais deformações provocam deficiências do controle de cavacos e

deterioração do acabamento superficial da peça.

O crescimento desta deformação pode gerar a quebra da aresta de

corte.

(10)

É evitada pelo emprego de uma ferramenta com maior dureza a

quente e maior resistência à Deformação Plástica,

ou pela mudança das condições de usinagem e/ou geometria da

ferramenta, visando a diminuição dos esforços e da temperatura de corte.

Como evitar a Deformação Plástica da Aresta de Corte?

Figura 6.3 – Deformação Plástica da Aresta de Corte

(11)

d) Lascamento

É um tipo de avaria da ferramenta, pois ao contrário dos desgastes

frontal e de cratera que retiram continuamente partículas muito pequenas da ferramenta, no lascamento (figura 6.4), partículas maiores são retiradas de uma só vez.

Ocorrem principalmente em ferramentas com material frágil e/ou

quando a aresta de corte é pouco reforçada.

Prejudicam o acabamento superficial da peça e, se continuam

crescendo, provocam a quebra da ferramenta

.

Fig. 6.4 Lascamento

(12)

e) Trincas

São causadas pela variação da temperatura e/ou pela variação dos

(13)

e)Trincas (continuação)

Quando tem origem térmica, elas ocorrem perpendicularmente à

aresta de corte (figura 6.5)

As trincas quando tem origem mecânica são paralelas à aresta

(Figura 6.6)

Fig. 6.5 – Trincas de Origem Térmica Fig. 6.6 Trincas de Origem Mecânica

(14)

f) Quebra

Como foi visto, todos os desgastes e avarias da ferramenta, ao

crescerem podem gerar a quebra da ferramenta

.

Algumas vezes, porém, a quebra (figura 6.7) pode ocorrer inesperadamente devido à alguns fatores como:

Ferramenta muito dura;

Carga excessiva sobre a ferramenta; Raio da ponta;

Ângulo de ponta ou ângulo de cunha pequenos; Corte interrompido;

Parada instantânea do movimento de corte, etc...

Fig.6.7 - Quebra da ferramenta

(15)

f) Quebra (continuação)

A quebra da ferramenta ocasiona não somente dano na ferramenta,

mas também no porta-ferramenta e na própria peça.

(16)

6.2 – Mecanismos Causadores do

Desgaste da Ferramenta

a) Aresta Postiça de Corte.

Figura 6.9 – Aresta Postiça de Corte

(17)

Fig. 6.10 – Desgaste Frontal X Velocidade de Corte

(18)

b) Abrasão Mecânica

A

abrasão

( ou atrito) mecânica é uma das principais

causas de desgaste da ferramenta.

O desgaste gerado pela

abrasão

é incentivado pela

presença de partículas duras no material da peça e pela

temperatura de corte, que reduz a dureza da ferramenta.

Assim, quanto maior a dureza a quente da ferramenta,

maior sua resistência ao desgaste abrasivo.

As vezes, partículas duras arrancadas de outra região da

ferramenta por aderência ou mesmo por abrasão e

arrastadas pelo movimento da peça, causam o desgaste

abrasivo em uma área adjacente da ferramenta.

Mecanismo de abrasão na ferramenta de corte

(19)

c) Aderência

Se duas superfícies metálicas são postas em contato

sob cargas moderadas, baixas temperaturas e baixas

velocidades de corte, forma-se entre elas um extrato

metálico que provoca aderência.

A resistência deste extrato é elevada a tal ponto que, na

tentativa de separar as superfícies, ocorre ruptura em um

dos metais e não na superfície de contato.

O fenômeno da aderência esta presente na formação da

aresta postiça de corte, mas pode-se ter desgaste por

aderência mesmo sem a formação da aresta postiça.

(20)

d) Difusão

A

difusão

entre ferramenta e cavaco é um fenômeno

microscópico ativado pela temperatura na zona de corte.

A difusão no estado sólido consiste na transferência de

átomos de um metal a outro.

Depende da temperatura, da duração do contato e da

afinidade físico-química dos dois metais envolvidos.

Mecanismo de difusão ocorrido na superfície de saída da ferramenta Mecanismo de difusão ocorrido na superfície de saída da ferramenta

(21)

d) Difusão (continuação)

A

difusão

dos átomos de ferro do aço do cavaco

para a ferramenta, principalmente se esta for de

metal duro, muda as condições de equilíbrio entre

os elementos constituintes da mesma, levando a

uma reação química entre eles.

Estas reações químicas, no caso de metal duro,

provocam a formação de carbonetos complexos

(Fe W C

26

), que são menos resistentes e são

rapidamente removidos por abrasão.

Mecanismo de difusão ocorrido na superfície de saída da ferramenta

(22)

e) Oxidação

A oxidação para os metais ocorre a altas temperaturas, com a

presença de ar e água, contida nos fluidos de corte.

 O óxido de Al2O3, é mais duro e resistente.

Assim, alguns materiais de ferramenta, que não contém óxido de

alumínio, desgastam-se mais facilmente por oxidação.

O desgaste gerado pela oxidação se forma especialmente nas

extremidades do contato cavaco-ferramenta devido ao acesso do ar nesta região, sendo esta uma possível explicação para o surgimento do desgaste de entalhe.

Desgaste por oxidação da aresta de corte da ferramenta

(23)

Mecanismos de desgaste

A velocidade de corte é de extrema importância no desgaste da ferramenta.

Em velocidades baixas, o desgaste é severo devido ao cisalhamento de aresta postiça de corte e da aderência.

Porém, em velocidades altas, a intensificação do desgaste se deve

principalmente a fatores como a temperatura de corte, a abrasão mecânica, a difusão e a oxidação.

Diagrama esquemático dos mecanismos de desgaste em diferentes temperaturas de corte

(24)

Transição dos mecanismos de desgaste (pesquisa)

A transição de um mecanismo a outro é mais sensível a velocidade

de corte que ao avanço.

Os mapas de desgaste fornecem uma visão geral das condições de

usinagem e os respectivos tipos de desgaste. Avanço e velocidade de corte foram escolhidos como variáveis de entrada, pois são os mais importantes e mais facilmente controláveis no processo.

O mapa no torneamento mostrando a taxa de desgaste de flanco do

inserto de aço rápido revestido com TiN está representado na próxima Figura.

(25)

Mapa de desgaste de flanco para inserto de HSS revestido de TiN durante operação de torneamento a seco.

(26)
(27)
(28)
(29)
(30)
(31)
(32)

MATERIAIS PARA FERRAMENTAS

Para a seleção criteriosa do material da ferramenta,

os seguintes fatores devem ser ponderados:

Material a ser usinado A dureza e o tipo de cavaco

Processo de usinagem Ferramentas rotativas de pequeno diâmetro que ainda utilizam

materiais mais antigos (como o aço rápido)

Condição da máquina operatriz Potência, gama de velocidades e estado de conservação

Forma e dimensão da ferramenta Ferramenta não padronizada Custo do material da ferramenta A relação custo/benefício;

(33)

MATERIAIS PARA FERRAMENTAS

condições de usinagem

acabamento (alta vel. de corte, baixos avanço e

profundidade de usinagem, em peças que já sofreram

uma operação anterior de usinagem e, portanto, não

apresentam excentricidade, casca endurecida, etc.)

exigem ferramentas mais resistentes ao desgaste.

Em operações de desbaste (baixa velocidade de corte,

altos avanços e profundidade de usinagem, com peças

que apresentam camada endurecida, excentricidade,

etc.) a ferramenta deve apresentar maior tenacidade,

em detrimento da resistência ao desgaste.

(34)

MATERIAIS PARA FERRAMENTAS

Condições de operação

Se o corte for do tipo interrompido e /ou o sistema

máquina-ferramenta-dispositivo de fixação for

(35)

MATERIAIS PARA FERRAMENTAS

Outros fatores

Dureza a quente dependendo do tipo de operação, a

temperatura da ferramenta pode ultrapassar 1000ºC

Resistência ao desgaste, resistência ao atrito, muito

ligada á dureza a quente do material

Tenacidade resistência ao choque

Estabilidade química para evitar o desgaste por difusão

que, como vai ser visto no cap. 6, é bastante importante

em altas velocidades de corte.

(36)

MATERIAIS PARA FERRAMENTAS

para o caso de aços para ferramentas, pode-se

acrescentar outras características

Temperabilidade

Tamanho de grão

Resistência aos choques térmicos

(principalmente em processos com corte

interrompido, como o fresamento).

(37)

Aços carbono;

Aços rápidos comuns;

Aços rápidos com cobalto;Metais duros;

Cerâmicas;

Cermetos ou compósitosDiamantes;

Nitreto de boro cúbico (CBN).Coronite

CLASSIFICAÇÃO GERAL

Morfologia do pó de diamante, de

tamanho médio de partícula 20mm, com um aumento de 925X. T E N A C ID A D E D U R E Z A / R E S IS T Ê N C IA A O D E S G A S T E

(38)

Aço Ferramenta

-Denomina-se de aço ferramenta o material descrito a

seguir (aço não ligado). Há diferenças de nomenclatura

na bibliografia, que pode também denominar aço

ferramenta toda a gama de aços usados para fabricação

de ferramentas.

-Foi o único material (aço) empregado na confecção de

ferramentas de corte até 1900.

(39)

Aço Ferramenta

Característica

-Composição: 0.8 a 1.5% de carbono.

Aplicação

Após o surgimento do aço rápido seu uso reduziu-se a aplicações secundárias, tais como:

- Reparos, uso doméstico e de lazer.

- Ferramentas usadas uma única vez ou para fabricação de poucas peças.

- Ferramenta de forma.

São ainda atualmente usados pelas seguintes características:

- São os materiais mais baratos.

- Facilidade de obtenção de gumes vivos. - Tratamento térmico simples.

- Quando bem temperado obtêm-se elevada dureza e resistência ao desgaste.

Limitação

-Temperatura de trabalho: até 250°C, acima desta

temperatura a ferramenta perde sua dureza.

(40)

Aço Rápido

Desenvolvido por Taylor e apresentado publicamente em 1900 na Exposição Mundial de Paris. Composição

- Elementos de Liga: tungstênio, cromo e vanádio como elementos básicos de liga e pequena quantidade de manganês para evitar fragilidade.

- Em 1942 devido a escassez de tungstênio provocada pela guerra, este foi substituído pelo molibdênio.

Características

- temperatura limite de 520 a 600°C;

- maior resistência à abrasão em relação ao aço-ferrameta; - preço elevado;

(41)

Aço Rápido

Aço Rápido com Cobalto

O aço rápido ao cobalto, denominado de aço

super-rápido, apareceram pela primeira vez em 1921.

Característica

- maior dureza a quente;

- maior resistência ao desgaste;

- menor tenacidade.

(42)

DESCRIÇÃO DOS MATERIAIS PARA FERRAMENTAS

 Aços Rápidos é um aço ferramenta de alta liga de tungstênio,

cromo, vanádio e nióbio, quando foi desenvolvido em 1905, era o material de ferramenta que suportava as maiores

velocidades de corte e elevada dureza a quente até 600ºC.

 A estrutura metalográfica do aço rápido no estado temperado

é martensítica com carbonetos encrustados.

Micrografia da amostra A temperada e duplo revenida. Aumento de 1000X

(43)

EFEITO DOS ELEMENTOS DE LIGA NOS AÇOS RÁPIDOS

Carbono - aumenta a dureza e possibilita a formação de

carbonetos, que são partículas duras resistentes ao desgaste

Tungstênio e Molibdênio - aumenta a dureza e possibilita a

formação de carbonetos (resistência a brasão)

Vanádio e Nióbio – A cada 1% de Vanádio acrescentado

precisa-se aumentar o teor de carbono em o,25% para a formação de carbonetos;

 Aços com alto teor de carbono e vanádio são os que possuem

melhor resistência ao desgaste. O Vanádio tem sido substituído pelo Nióbio, que tem características semelhantes e, no Brasil, é mais

barato;

Cromo - juntamente com o carbono é o principal responsável pela

alta temperabilidade;

Cobalto - aumenta a dureza a quente elevando, em conseqüência,

(44)

Aço Rápido

Aço Rápido com Revestimento TiN

O revestimento de TiN é aplicado pelo processo PVD conferindo uma aparência dourada a ferramenta.

(45)

Aço Rápido com Revestimento TiN Característica

- Redução do desgaste na face e no flanco da ferramenta; - Proteção do metal de base contra altas temperaturas pelo baixo coeficiente de transmissão de calor do TiN.

- baixo atrito;

- não há formação de gume postiço.

(46)

REVESTIMENTO DE NITRETO DE TITÂNIO (TiN)

1960, processo CVD (deposição química a vapor)

temperatura da ordem de 1000ºC, acima da

temperatura de revenimento dos aços.

1980, processo PVD (deposição física a vapor) que

é realizado na faixa de 450 a 500ºC, temperatura

que não prejudica o tratamento térmico já realizado

nos aços rápidos.

O PVD é realizado em uma câmara de alto vácuo

com a presença de um gás inerte, o argônio.

(47)

Tal camada possui as seguintes características

Alta dureza, da ordem de 2300 HV;

Elevada ductilidade;

Redução sensível do caldeamento a frio (evita a

formação da aresta postiça de corte)

Baixo coeficiente de atrito;

Quimicamente inerte;

Espessura de 1 a 4 µm;

Ótima aparência

(48)

A PRESENÇA DA CAMADA DE REVESTIMENTO DE TiN

FAZ COM QUE:

O corte aconteça com esforços menores, devido ao seu baixo

coeficiente de atrito;

Devido ao fato desta camada possuir alta dureza (tanto a frio quanto

a quente) e também ao pequeno atrito, os desgastes são menores, principalmente o desgaste na superfície de folga da ferramenta.

Existe uma menor tendência à formação da aresta postiça de corte,

porque, uma das características desta camada é a redução do caldeamento a frio.

Nas mesmas condições de corte então, a ferramenta revestida tem

uma vida bem maior que a não revestida.

Além disto, mesmo depois de reafiada, a ferramenta revestida ainda é

ligeiramente mais eficiente que uma não revestida, pois com a

afiação, a ferramenta perde a camada de revestimento somente em sua superfície de saída (ou de folga, dependendo da fiação),

(49)

P ro fu nd id ad e to ta l u si na da ( m ) 20 40 60 80 100 0,4 0,6 1,0 2,0 4,0 6,0 10,0 15,0

Velocidade de corte (m/min)

Influência da Cobertura na Durabilidade da Ferramenta

P ro fu nd id ad e to ta l u si na da ( m ) avanço (mm/volta) 0,08 0,2 0,3 0,5 0,4 0,6 1,0 2,0 4,0 6,0 10,0 15,0 0,1 aç o rá pi do aç o rá pi do n itr ta do T iN r ea fia do T iN N ov a

(50)

Metal Duro

O Metal Duro (Carbonetos Sinterizados) surgiram em

1927 com o nome de widia (wie diamant - como diamante),

com uma composição de 81% de tungstênio, 6% de

(51)

Metal Duro

Característica

- Elevada dureza;

- Elevada resistência à compressão;

- Elevada resistência ao desgaste;

- Possibilidade de obter propriedades distintas

nos metais duros pela mudança específica dos

carbonetos e das proporções do ligante.

(52)
(53)

MD- INSERTOS REVERSÍVEIS

(54)
(55)
(56)

A Figura abaixo mostra os grupos de aplicação de metais

duros, de acordo com a norma ISO 153/1975.

(57)

Classes de ISO Metal Duro

ISO

Material

P

Aços carbono e

aços ligas

M

Aços inoxidáveis

K

Ferros fundidos

N

Alumínio, bronze

latão

S

Ligas resistentes ao

calor - titânio

H

Aços endurecidos e

fofo coquilhado

(58)

01/27/2021 58

(59)

Classes de Metal Duro sem Cobertura

Composição e Propriedades

M40 K30 K20 K10 K01 M10 M20 M30 P10 P20 P25 P30 P40 300 250 150 100 75 mT 10.0 10.511.0 11.512.0 12.5 13.0 13.5 14.0 14.5 15.5 g/cm3

Dureza a quente Resistência ao desgaste Tenacidade C O -C o n te ú d o (S a tu ra ç ã o M a g n é ti c a )

TiC, TaC Peso específico

(60)

APLICAÇÕES

Pastilhas para Moendas

Incertos para usinagem de Rodeiros de Trens

(61)
(62)

Torno rodeiro - Este equipamento "alisa" as rodas gastas dos trens do metrô.

É um torno mecânico , onde a ferramenta fica por baixo e o trem

(63)

MONTAGEM DAS RODAS NO EIXO

63

A união roda/eixo é forçada a frio o que dispensa o indesejável rasgo de chaveta

(64)
(65)

Prensa para montagem e desmontagem da

roda no eixo em cavaleiro.cap. 400t

(66)
(67)

Prensa de Rodeiros do Horto Florestal

(68)

Rolamento cartucho que substitui o rolamento

autocompensador que apresentava vazamento

68 Lado do rolamento sem

o disco de freio

O sistema de frenagem do carro de passageiro inox (Budd).

(69)
(70)

Veículo Leve Sobre Trihos(VLT)

Funcionamento diesel-hidráulico 80% diesel e 20% biodiesel

Capacidade para transportar 600 passageirosPeso máximo por eixo de 12 toneladas

Velocidade máxima de 80 Km/h

(71)

Cerâmica

Inicialmente cerâmica era o nome atribuido a

ferramentas de óxido de alumínio. Na tentativa de

diminuir a fragilidade destas ferramentas, os

insertos

passaram

por

considerável

desenvolvimento, diferindo atualmente dos iniciais.

Hoje encontramos dois tipos básicos de

cerâmica:

(72)

Cerâmica

Cerâmica a base de óxido (Puro)

Característica:

- baixa resistência;

- baixa condutividade térmica;

- fratura do gume, caso a condição de corte não seja boa; - baixa dureza.

Fabricação:

A cerâmica branca é obtida através de prensagem a frio e a cerâmica cinza através

de prensagem a quente.

Pequena quantidade de óxido de zircônio pode ser adicionada melhorando significamente a propriedade da cerâmica.

Cerâmica a base de óxido (mista) Característica:

Devido a adição de novos elementos como carbonetos de titânio e

tungstênio, os insertos passaram a apresentar as seguintes características: - melhor resistência ao choque térmico;

(73)

Cermet

Composição

Cermet é um composto formado por

cerâmica e metal (CERâmica/Metal). Quase tão antigo quanto o metal duro à base de tungstênio/cobalto, o cermet é um metal duro à base de titânio. Durante a década de 1930, os primeiros cermets (Ti/Ni) eram muito frágeis e pouco resistentes à deformação plástica. Durante os anos quarenta e cinqüenta, o metal duro WC/Co desenvolveu-se consideravelmente, com grandes avanços em melhoria da performance. Enquanto isso, os cermets avançaram marginalmente com a adição de materiais, provavelmente adicionados de modo tentativa-e-erro, e com o aprimoramento da tecnologia de sinterização.

(74)

Cermet

Característica

- baixa tendência a formação de gume postiço; - boa resistência a corrosão;

- boa resistência ao desgaste;

- resistência a temperatura elevada; - alta estabilidade química;

Aplicação

Ao longo da história da usinagem, os cermets ganharam fama de suscetíveis à repentina e imprevisível falha das pastilhas e, como tal, não têm sido fáceis de compreender em sua aplicação.

As próprias recomendações dos fornecedores freqüentemente são contraditórias: alguns especificam o uso somente se os fatores operativos no torneamento de acabamento estiverem exatamente corretos; outros indicam uma área ampla de utilização, incluindo o exigente semi-acabamento. Além disso, os cermets são amplamente usados no fresamento de materiais de peças duros com êxito. Assim, parece não haver diretrizes bem definidas sobre onde os cermets se encaixam na usinagem.

(75)

Diamante

Monocristalino

- Tipos: Carbonos, ballos e Borts.

- Característica marcante: são os materiais que apresentam maior dureza.

- Materiais que podem ser empregados: usinagem de ligas de metais, latão, bronze, borracha, vidro, plástico, etc.

Parâmetros de corte permitido para uma ferramenta de corte:

- Velocidade de corte permitida: 100 a 3000m/min; - Avanço: 0,002 a 0,06 mm;

(76)

Diamante

Limitação

- Ferramentas de diamante não podem ser usadas na usinagem de materiais ferrosos devido a afinidade do C com o ferro;

- Não pode ser usado em processos com temperaturas acima de 900°C devido a grafitização do diamante.

Aplicação

- Usinagen fina, pois é o único material para ferramenta de corte que permite graus de afiação do gume até quase o nível de um raio atômico de carbono.

- Usinagem onde é exigido ferramentas com alta dureza, por exemplo, furação de poços de petróleo.

(77)

Diamante

Diamante Policristalino

- Material sintético obtido em condições de extrema pressão e temperatura;

- Propriedades semelhante ao encontrado no diamante

natural, porém mais homogênio;

- São usados na usinagem de materiais não ferrosos e

sintéticos;

- Ocorre grafitização para uma determinada condição de corte.

(78)

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino

(CBN)

Material relativamente jovem, introduzido nos anos 50 e mais largamente nos anos 80, devido a exigência de alta estabilidade e potência da máquina-ferramenta.

Característica:

- São mais estáveis que o diamante, especialmente contra a oxidação; - Dureza maior que a do diamante;

- Alta resistência à quente;

- Excelente resistência ao desgaste; - Relativamente quebradiço;

- Alto custo;

- Excelente qualidade superficial da peça usinada;

- Envolve elevada força de corte devido a necessidade de geometria de corte negativa, alta fricção durante a usinagem e resistência oferecida pelo material da peça.

(79)

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino

(CBN)

Aplicação:

- Usinagem de aços duros;

- Usinagem de desbaste e de acabamento; - Cortes severos e interrompidos;

- Peças fundidas e forjadas;

- Peças de ferro fundido coquilhado; - Usinagem de aços forjados

- Componentes com superfície endurecida;

- Ligas de alta resistência a quente(heat resistant alloys);

- Materiais duros (98HRC). Se o componente for macio (soft), maior será o desgaste da ferramenta.

(80)

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino (CBN)

Fabricação

- Os cristais de boro cúbico são ligados por cerâmica ou ligante metálico, através de altas pressões e temperatura.

- As partículas orientadas a esmo, conferem uma densa estrutura policristalina similar a do diamante sintético.

- As propriedades do CBN podem ser alteradas através do tamanho do grão, teor e tipo de ligante.

Ligante

- CBN fabricados com ligantes de cerâmica possui melhor estabilidade química e resistência ao desgaste;

- CBN sobre substrato de metal duro, oferecem melhor resistência ao choque.

(81)

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino (CBN)

Recomendações

- Alta velocidade de corte e baixa taxa de avanço (low

feed rates);

- Usinagem a seco para evitar choque térmico.

Nomes comerciais

- Amborite;

- Sumiboron;

- Borazon.

(82)

CORONITE

 O Coronite é um material para ferramenta recente

(desenvolvimento da Sandvik Coromant), utilizado principalmente em fresas de topo, que são ferramentas de pequeno diâmetro.

(83)

PROPRIEDADES DO CORONITE

 Tenacidade similar ao aço rápido (bem maior que a do metal duro);

 Módulo de elasticidade (que tem a ver com a rigidez do material) menor que o do metal duro, mas maior que o do aço rápido.

Dureza a quente e resistência ao desgaste bem maior que a do aço rápido;Baixa tendência à craterização( formação do desgaste na superfície de

saída da ferramenta), devido ao fato de que o TiN é muito estável quimicamente;

Capacidade de produzir superfícies com bons acabamentos maior que a do aço rápido e do metal duro.

(84)
(85)
(86)

EXERCÍCIOS CAP. 06

• Os fatores determinantes da fixação de um determinado desgaste e consequentemente da vida da ferramenta são vários, comente três.

- O desgaste da superfície de folga da ferramenta torna impossível

manter as tolerâncias exigidas da peça e o acabamento superficial especificado;

- O acabamento superficial da peça usinada não é mais satisfatório;- O aumento da força de usinagem, proveniente dos desgastes

(87)

Abelardo da Hora recebe título de cidadão recifense

03/11/2011

Obras do artista plástico pernambucano Abelardo da Hora, 87 anos, 60 anos de arte.Escultor, desenhista, gravador e ceramista, Abelardo da Hora nasceu em 1924,

(88)
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Referências

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