Oferta de arroz no Uruguai
Texto
(2) A. todos que tornaram possível. eu chegasse até aqui,. que. especialmen. te a. minha companheira Silvia e. meus. filhos Juan Martin,. Maria Je-. sus e .......•.. dedico este. balho.. a. tra -.
(3) AGRADECIMENTOS. Ao Ministeri o de AgricuZtura 3 Ganaderia P�sca do Uruguai e i Organização das Nações Unidas para gricultura e Alimentação pela oportunidade e. y A. financiamento. para realizar o Curso de Pós-Graduação. Aos ·companheiros da Direc c i ó n de ·Programación y PoZitic a Agr opecuaria pelo apoio na conclusão desta. dis. sertação. Aos companheiros de curso pela sua amizade. Ao Professor José Ferreira de Noronha. pela. sua orientação. Aos professores do Departamento de. Economia. e So�iologia Rural, especialmente a Geraldo Sant'Ana de Ca margo Barros, Zi lda Paes de Barros Mattos e Rodolfo Hof'fmann pela sua colaboração e sugestões. Aos funcionários do Departamento de Economia e Sociologia Rural, que direta ou indiretamente colaboraram durante o curso, especialmente a Mareia Maria Beltrame Cor reia, pela sua dedicação na fase de datilografia..
(4) rv. SUMARIO Página. LISTA DE FIGURAS LI STA DE TABELAS. V j j. RESUMO. iV. SUMMARY. xii. 1. 1 NTRODUÇÃO 1.1.. Importância da Cultura 1.1.1. Condições naturais. para. a. cultu3. ra 1.1.2. Loca 1 i zação da cultura. 8. 1.1.3. Organização da produção. 9 1. 1. 1.4. Tecnologia empregada 1.1.. s.. 7. Destino da produção. 24. 1.1.s.1. Mercado interno·. ·2Li. 1.1.5.2. Exportações . 29. 1 • 1 • 6 . Po 1 íti e as para o arro·z 1.1.6.1. Política de preços. 30. 1.1.6.2. Política de crédito. 31. 1.1.6.3. Política tributária. 31. 1.1.6.4. Política tecnolÓgicà. 32. 1.1.6.5. Política de comércio rior . . . 1 .2.. 1 mpor tânc.ia dos E s tud os de O f er ta. exte-. 32 33.
(5) v. '<. 1.3.. Objetivos. 2. ,METODOLOGIA. e. •. •. •. o. o. o. o. o.. (>. •. o. o. (>. o. o.. o. 36. •.. 2.1.. Aspectos Te6ricos e Estimaçio Empfrica. 36. 2.2.. Material. 41. 2.3.. Método. 41. 2.3.1.. Modelo envolvendo zo dos fatores. 2.3.2.. Estudo de não. rigidez a curto pra-. ,44. ....••••• reversibili,dade da. fun-. 57. çio de oferta. 3.. RESULTADOS 3.1.. 3.2.. 4.. 34 .. .. •. •. 62. .. Modelo Simples de Ajustamento Parcial. 63. 3.1.1.. Área. .... 63. 3.1-.2.. Rendimento. 66. Ajustamento Parcial 3.2.1.. Area. 3.2 .2.. Re n d i me n' to. com Variáveis. .. Binárias '. 69 69 75. 3.3.. Hip6tese de Não-Reversibilidade. 76. 3.4.. Análise Econômica dos. 78. Resultados. 84. CONCLUSÕES.. REFER~NCIAS. BIBLIOGRAFICAS. APtNDICE. . . . . . . . .. APtNDICE. 2. 87. .. . . . . . . '.. 92 95.
(6) vi LISTA DE FIGURAS. Página. Figura Areas Arrozáveis. 7. o. 2. Localização da cultura. 1 !). 3. Curvas de oferta de curto e longo prazo. 45. 4. Evolução dos rendimentos de arroz no Uruguai. 68. 5. Evolução da área plantada no Uruguai. 71. 6. Preço real do·arroz e área plantada por ano. o.. 72.
(7) "v i i. LISTA DE TABELAS. Página. Tabela. 6. Terras de uso arroz-pecuária, no Uruguai. -. n~mero. 2. Superfície e. de produtores arrozeiros. 3. Participação dos diferentes moinhos no. 14. proces16. samento .. 4. Evolução do uso de ferti I izantes na cultura. de. arroz no Uruguai. 22. 5. Evolução do uso de herbicidas na Reaião Leste. 23. 6. Consumo anual e per capita de arroz branco. no. Uruguai, período 1972-1932. 7. Consumo per capita para alguns. 25 p~íses. e regi6es 26. "- 1950-52, 1961-63 e 1975 .. 8. Produção e exportação de arroz no Uruguai, 1965 -1981. 9. 27. Estimativas de elasticidades-preçó da área tada para o arroz no Uruguai pelo modelo de justamento parcial.. 10. pla~. a-. Período 1956-1986. Estimativas de elasticidades-preço da área tada para o arroz no Uruguai pelo modelo de justamento parcial com variáveis binárias.. 79 pla~. aPe-. ríodo 1956-1986 . 11. 79. Estimativas de elasticidades-preço relativo. de. area plantada para o arroz no Uruguai pelo. mo-. dela de ajustamento parcial~. Período 1956-1986. 82.
(8) v i oi i. 12. Estimatlva~.. de elasticidades-preço. calculéldas. por diferentes autores em diferentes anos.. ". 82.
(9) .f.. ix. .. (. OFERTA DE ARROZ NO URUGUAI. Autor: MARTIN JUAN DABEZIES . JOS~. Orientador:. NORO~HA. FERREIRA DE. RESUMO. O arroz, cultura de relevância no setor gropecuário e na economia do Uruguai, dinâmico nos últimos vinte anos.. a-. tem-se mostrado muito. Sua cultura e. processa-. mento geram um numero elevado de empregos e sao. responsa-. veis por quase 10% do total das divisas provenientes. das. .. exportações do pais. A produção local iza-se fundamentalmente Região Leste do pafs, na Bacia da Lagoa Mirim, em. na. cultivos. de área média de 200 hectares e com três agroindústrias com áreas médias de 2650 hectares. l. .. o. setor industrial. cial é muito concentrado, sendo que somente um moinho responsável por 50% da. -. e. produç~o.. Nos últimos dez anos tem-se opservado mudança tecnol6gica de. comer-. import~ncia,. que elevou os. uma. rendimen~. tos de arroz para aproximadamente 5500 kg/ha. Em face da sua 1. importância, o. Toda a produção de arroz no Uruguai é irrigada.. conhecimento.
(10) - x. das relaç5~s est~uturais da ofe~ta de arroz i pree~inincia. grande. de. na orientaçio das políticas, especialmente. de. preços, e no conhecimento da resposta dos produtores face a 'estímulos ou desestímulos que possam afetar a cultura. '.. Este estudo teve como objetivo analisar. as. estimar. relaç5es de oferta agregada de arroz no Uruguai e. as elasticidades-preço de resposta de área plantada e. ren-. dimento agrícola, para o período 1956-86. Para isso, empregou-se o modelo. Nerloviano. com expectativas estáticas de preço e suposta rigidez mobilidade dos recursos, no curto prazo.. na. As equaçoes foram. ajustadas pelo método dos mínimos quadrados Tentou-se também testar a hipótese denão-reversibilidadeda função de area plantada. Para a área plantada, os modelos explicaram quase 99% das variaç5es ocorridas.. estimados As elastici-. dades-preço para área colhida foram estimadas nas médias de todo o período sob estudo e para os _períod'os 1956-75, 1976-86 mediante a inclusão de variáveis binárias no. modelo. Nerloviano. Para todo o período as. elasticidades-preço. de curto prazo e longo prazo resultaram em 0,209 e. 1,101.. Para o _primeiro período as elasticidades-preço foram 0,49 e 1,978, e para o segundo de 0,07 e 0,23 para curto e p r a z o r e s p e c t i v a m.e n te.. longo.
(11) xi Os coeficientes de ajustamento indicam os produtores estimulados pelo. que máximo. preço ajustaram no. 25% da área desejada em um ano. ..;.-,. Os resultados obtidos neste estudo sao melhantes aos encontrados por outros autores para o. seBrasi I. e outros países subdesenvolvidos.. - ajustadas Para rendimento, as equaçoes. re-. sultam em coeficientes incompatíveis com a teoria e hipóteses básicas do estudo. A hipótese de não-reversibilidade nao ser testada por problemas de especificação do modelo.. pode.
(12) xii RICE SUPPLY IN URUGUAY. Author: MARTIN JUAN DABEZIES Adviser:. JOS~. FERREI~A. DE. ~ORONHA. SUMMARY. Rice has become a very important agricultural product in Uruguay economy, with significant changes in the last twenty years.. It is an important source of. employment. and it is responsible for nearly ten per cent of Uruguaian exports. The production. is concentrated in the East. Region of the country,in the Bacin. of Mirim's Lagoon. Averaae. farm sizes 200 hectares,except for three agroindustries with average of 2650 hectares. is very concentrated.. Industrial ization of rice. One industrial establishment alone,. is responsible for fifty per cent of the production. Important changes in cultivation tecnology have occurred during the last decade.. Yields increased. from 4000 to 5500 kg/ha. Because of the importance of rice production to the Uruguayan economy, understanding rice supply relations . become crucial for price pol icy.. has.
(13) xi i i. The objective of'this research.. is to ana1yse pric~. and to estimate ,ricesupply relationships in Uruguay . . elasticities~both for acreage and yie1d, usinga time series data, for the period 1~56-1936. '.. Supply functions. A Nerlovian mode1 was used.. were adjusted to the data by the ordinary least square method.. The hypotesis of non-reversibility function was. also tested, using ·the HOUCK especification. The cultivated-area model used in this study, explained ninety-nine per cent of changes. in area.. The price-elasticity of the planted area, was calculated at the means of the variables, for the whole period and for the periods 1956-1975 and 1976-1986, using dummy variables in the Nerlovian model. For the whole period price-elasticities for short and long run were 0.209 and 1.101. respectively.. ·For. the first period price-elasticities were 0.49 and 1.978, and for the. second~. 0.07 and 0.23 foY short and long run. respectively. Adjustment coefficients show that farmers, estimulated by prices, were able to adjust twenty-five per cent of the area to be cultivated in one year. For yields, the equations used coefficients that are not compatible with the hypotesis formu1a~ed.. resulted in ~heory. and the.
(14) xiv Non-reversibi 1 ity hypotesis was not adequatedly tested. bec~use. of missspecification of the. modelo The results. of. this. research,. ate. reasonably similar to those of other authors in Brazi 1 ancl other developing countries..
(15) 1.. INTRODUÇÃO. 1.1.. Importância da Cultura. Os primeiros intentos de cultivar o arroz. ,.. pais. no. remontam-se a finais do século passado, embora somente. depois de 1930 a cultura começou a se tornar comercial dando origem aos primei ros moínhos.. De 1935 em diante,. auto abastecimento do mercado interno; a cultura. logra-se o expande-se. de forma sustentada e a partir da década de 50 passam a exportados. ser. - em quantidades significativas. graos Nas duas Gltimas décadas, a produç~o de arroz. apresenta um marcado dinamismo em contraste com o resto atividade agrícola.. Desde 1960 até o presente, a. da. produç~o. doeste cerea I multipl ica-se por sete, alcançando em torno de 400mil toneladas nos últimos anos.. Este crescimento deve-se à grande. expansao na area, que quase triplica-se, cultivando-se. na. atualidade, perto de 80 mil hectares e, em menor medida ao incremento nos rendimentos fÍsicos, com valor médio de 4850kg/ha nos últimos 6 anos. A área semeada com arroz representa 0,5% superfície do Uruguai.. da. Usam-se solos planos e bpixos que a-.
(16) · 2.. presentam alta. p~odutividadecom. arroz, sendo pobre a. capa-. cidade para a maioria das demais atividades agropecu~rias. Em média, estima-se que a cultura ocupa pessoa a cada 15 hectares e um profissional cada 800. hecta-. '.. res.. Como referência,. uma. e-. indica-se que a média para o país. de um trabalhador para cada 100 hectares.. Incluindo as pes-. soas ocupadas no transporte e na indústria, obtem-se aproximadamente 8.500. pe~soas. diretamente ocupadas na. ~roduç~o. benefi.ciamento de arroz segundo a Associação de Cultivadores de roz (ACA). t. e Ar-. i mp o r ta n te s a I i e n t a r, que a s c a r a c t e r í s t i c as de s -. ta atividade resultou na necessidade de serviços de. apoio,. que demandou força de trabalho, pelo que a ocupaçao gerada muito maior que os valores apresentad6s.. ~. Os serviços e. as. obras de infraestrutura (caminhos, obras para irrigação. e. drenagem, secagem e armazenagem do portante efeito de. dinamizaç~o. gr~o). tamb~m. ~m. hectare de arroz. para a exploração de. o. ~. superfíci~;. o. ca~ital. n í ve I. tradicional. de i n-. investido em. doze vezes maior do que o pecu~ria. im-. regional.. A P r o d u ç ã o d'e a r r o z r e que r a I t o vestimento por unidade de. tem um. necess~rio. (ACA).. valor da produção obtido em um hectare. arroz é cerca de 38 vezes maior ao alcançado em um de pastagem; e três vezes superior ao que se. obt~m. de. hectare em. m~dia. pela agricultura extensiva (ALONSO, 1982). Em. t e r mos d e g e r a ç a o d e d i v i 5 as, o a r r o z e. 5. u-.
(17) 3.. "' perior em 50 vezes a pecuiria extensiva.. Embora os requeri-. mentos de divisa~ seja~ bem maiore~, o balanço ~ favorivel ao arroz.. .. ano de 198 1!, americanos. claramente. Estimativas feitas por STENERI para. o. resultou em um balanço positivo de três -dólares. par~. cada dolar uti1izado na. tem muita importincia, uma vez que. produç~o.. ~ais ~e. Este fato. 80% da prbduçio. ~. exportada. Resumindo, a receita bruta arrozeira tem perado nos últimos. anos. de. outras culturas e tem. su-. repre-. sentado quase 12% da receita bruta agrícola; o valor das exportações tem osci lado entre isto. ~,. 60 e. 100 mi lhões de dólares,. quase 10% das exportações totais do país.. 1.1.1. Condições naturais para a cultura. o vel mundial.. a r roz. "~. uma "c u I t li r a b a s ta n te d i f u n d i d a a n í -. Embora pareça naturalmente adaptado às. ções tropicais de altas temperaturas e umidade, os rendimentos por unidade de superfície temperadas.. s~o. obtidos nas regiões baixas. consideradas condições favoráveis. para a acumulação de reservas no. o tem. naiores. A menor temperatura, em particular as. temperaturas noturnas,. rim,. s~o. condi-. país,. ~r~o.. particularmente a Bacia da LagoaMi-. um clima adequado para a cultura do arroz.. temperatura média. ~. de 20,4°C durante a estação de. A. cresci-.
(18) · 4. mento,. setembro a abril,. a luminosidade é perto de. horas de sol ea precipitação. 2000. média anual e de 1.128 mm.. Segundo eORSI. (1982) o arroz é uma. cultura. que cresce bem em regiões que tem temperatura média superior a 20 0 e durante a estação de crescimento e, para ter eficiência térmica, a temperatura máxima média do mes mais deve ser superior a 25 0 e.. quente. t assim que o autor coloca a. talidade do país na zona preferencial de aptitude para o desenvolvimento da cultura.. Assi~,. tem-se. térmica de. No entanto, a média. longos períodos não exprime fielmente as condições cas do Uruguai.. to-. ~rimaveras. climáti-. chuvosas ou exces-. sivamente secas e no verão podem acontecer prolongadas. es-. tiagens; a temperatura pode igualmente variar grandemente de um ano para outro. no que se refere i. Tudo isto traz conseqüências data de. seme~dura,. manejo da cultura,. crescimento da mesma, à disponibilidade de máquinas quantidade de água disponível rendimentos. t~ndência. negativas ao. necessárias, à. para rega e, finalmente,. nos. A variabilidade dos rendimentos em torno. da. pode ter origem na mencionada variabi I idade cl imá-. tica, porem, o fato de ser uma cultura irrigada, atenua muito o que sucede no Uruguai. com outras culturas. em. extensi-. vaso Estudos feitos por. CHEB~TAROFF. (1980) apontam. que no país dão-se variações importantes na duração das ras luz e a floração tem lugar com o encurtamento dos. hodias..
(19) 5. '<. o. melhor seria que a floraçio coincidisse com o período. mixima iiolaçio, ma~ a ~poca de ~emeadura ~ de outubro cultur~. diante, umB vez que a. Este a~tor local iza o Uruguai em uma po~içio. em. n~. requer no mínimo l5 0 C. de. solo.. intermediária,. do ponto de vista cl imático,' comparando com duas das principais zonas de produçio do arroz no a 43 0 de latitude norte,. e. mu~do:. Sapporo,no Japio,. .. .. Los Banos, nas Filipinas, a 140. de latitude norte. Em síntese,. nao sao. as. condiç~es. c1imáti~as. do país. imitantes para o desenvolvimento de um ciclo. tivo anual em ótimas policultura anual e roz e todo. condiç~es, tamb~m. prod~. embora nio seja possível a. o. a cultura sem irrigação.. ar-. rrigado no Uruguai. ~.a1ta.. A dotaçio dos solos aptos para arroz Sem levar em consideraçio a disponibi 1 idade de. ~gua,. tem-se. detectado quase um mi lhão e meio de hectares de uso pastori..!,. -arrozáve1. (Tabela. sio aráveis.. e Figura 1), das quais perto de 600mi1. Do total. desta superfície,. localizam-se na bacia da Lagoa Mirim;. 382 mil. 135 mi. hectares. na zona centro. em torno do Rio Tacuarembó e seus afluentes, e os restantes repartem-se entre o norte e. colas do 1 i tora1 e sul.. as áreas. tradicionalmente agrí-.
(20) Tabela 1. Terras de uso arroz-pecuiria, no Uruguai. Região. S u P(h~~ í c i e. Porcentagem no total do país. arroz. pecuária. Porcentagem arivel. Arapey. 115.698 115.698. 0,67 0,67. apto. muito boa. s/d. Rio Tacuarembo. 540.779 540.779. 3, 07 3, 07. apto. moderada. 25. 651.602 52.333 194.455 135.708 38.430. apto apto apto apto apto apto. regular moderada boa regular regular moderada. 25 75 50. 103.515. 3,70 0,30 1 , 1O 0,77 0,22 0,69 0,62. 139.042 25.653 113.389. 0,78 O, 14 0,64. apto apto. muito boa moderada. 1.447.121. 8,22. Unidade de 5010. Norte Centro Leste E I Ceibo. La Charqueada Lazcano R.de Ramirez Rio Branco San Luis. 122.111. Outros . Sa n Ramón ·V i 11 a Soriano TOTAL Fonte: Dirección de SueZos. y. Aptidão de uso. 25. 75 50 s/d. 22 40. FertiZizantes (DSF) - Ministério de Agricultura y Pesca (MA?).. .0".
(21) ..; :,7. '1< .. .. ~. ~.. f. ~. "'2.. -'b .. J~ '). ~ ~/O' .~<~ Fonte: D.S.F./MAP. Figura 1. Áreas arrozáveis. (áreas achuradas no mapa)..
(22) 8. Um aspecto a destacar, é que grande proporção dos solos arrozá~~isji foram utilizados, não tendo suas. caracte~rsticas ,. 80% da área. já. originais.. assim,. Na bacia da Lagoa'. Mi r i m. usada alguma vez ~om arroz.. foi. Os solos,. entio~. não seriam a limitação. a expansao da cultura, o mesmo nao. aco~tecendo. quantidade de água necessária é de 15.000 m3. com a. para. ág~a.. A. , dos quais dois. terços devem ser abastecidos pela irrigação.. Embora o. possua uma rede hidrográfica muito ampla, o volume de requerido para fornecer as necessidades, só se encontra tura1mente em cursos de importância ou lagoas.. país agua na-. Tradicional-. mente a irrigação é efetuada por bombeamento, o que obriga a cultura estar localizada nas proximidades das referidas fontes de água. Estudos feitos para as principais bacias, determinam a existência de boas disponibilidades de água à condição de serem feitas. importantes obras de represamento. e. sistematização.. 1.1.2. Localização da cultura. Levando em consideração os requerimentos. da. cultura em topografia, solos e água, a mesma local iza-se em três regi5es bem definidas (Figura 2): • A Região norte; culturas ~esenvolvidas nos.
(23) 9. .. ,. departamentos. l. de Arti~as e Salto,. rios. tomando agua dos. Cuareim, Uruguai e seus afluentes . • A Região centro; nos departamentos de cuaremb6 ~ Rivera, usando como fonte de ~g~a o Rio. Ta-. Tacua-. remb6 e afluentes . . A Região leste; nos departamentos de ro Largo, Treinta y Tres, Lavalleja e Rocha.. Çer-. A região for-. ma parte da bacia da Lagoa Mirim; constitui uma extensa res de planícies com inclinação suave para a lagoa. a-. sulcada. por mu i tos r i os. entre eles Yaguaron, Tacuarí, Cebollatí, 01 imar. outros menores.. A Lagoa Mirim. fonte de. ~gua.. Esta região,. ~. a principal e mais. segura. pela extensão alcançada. cultura e ppr sua potencialidade,. ~. .sem. d~vida,. e. pela. a mais. im-. existiam no país. al-. portante.. 1.1.3. Organização da produção. No princípio do. s~culo. guns moínhos que processavam arroz comprado no exterior e a produção resultante abastecia o mercado interno. foi mencionado, o arroz começou a. Como. j~. cultivado no. Uruguai. em 1930, por parte de empresas agroindustriais que. tamb~~. industrializavam o grao.. ~er. No começo, estas empresas. xistiam com os antigos moinhos e toda a produção era nada ao mercado interno. 1. Equivalente a Estados no Brasil.. co-edesti-.
(24) 10. areas de arroz 1 i mi te s de p a r ta n,t:: i1 t a i s. '.. .. "'-. ,......... "'\...~_...... ~'. '. (r~t.. .. "lO''. -',. .. \ ... ~.'. ~ ..... \. •. ,I. • .--e,-, •. -'\.. \.,.._\ .-........ . ( . . '"' . . .. "" ...... _._ ................ --.). . . . .. "........... '"""-.... . . ....... .... . . . . i · . · .. ,-. ~. \ .. ~. (. t--.'\. .. \. \. j', •. _., .. _." ....••. . . _.. ,. ._. ..' .,. ~.::.....,. . . ~I ••>. ~. \,'. ). . ~_.. I. ~ ...... . . . . . '-r. .>(1 . . .. :.:.: ~~ í~ ')~ ':.4.:.~>.~.:~ :~ \\. ". , .......,.'\. .•.. . , . . .:4:. (t···. ; ) : .... .. .' ... ~,,/ V .... ·) i.J I '\. I. ~~. . .. Figura 2.. Localização da cultura.. .'. . .......~& .. .............r-~ ....!>---r_ .• ~. ).:;/::::::;>, -. -----~~-.... I. '"~ .. . '.. .'. <r. \,.
(25) 11 . "(. Durante a. ~icada. moinhos. de 40, apareceram. que processavam arroz de estabelecimentos agropecuários dispersos.. ~ u~ período de grand~ expansio em que cresce o nG-. meto de ~oinhos e produtores. de cresciment6, segue-se na. rurais. se~unda. Depois deste. -período. metade da dica da de. uma etapa de forte concentraçio, onde. o~. moinhos começam. prestar uma série de serviços.para lograr melhor econSmico, assegurando matéria-prima.. 50,. a. resultado. Durante esta. epoca. desaparecem v'rias empresas pequenas e saem fortificadas. um. numero reduzido de maiores. A. confrontaçio. en t re. os. moinhos. e. entre grandes empresas industriais e produtores, origina apariçio de. empresas cooperativas que se consolidam nos 60.. nos. Estas cooperativas encaminham-se à exportaçio,. vez que o mercado interno era abastecido por empresas. a auma que. possuiam marcas conhecidas a nível de consumidor. nacional.. Até esse momento, o mercado interno oferecia mais. segurança. de colocação de produçio a preços remuneradores, visto. que. a expansio do setor efetua-se em função do mercado interno. Por Gltimo, na década de 70, processa-se. uma. nova estrutura do setor industrial com a desaparição de. uma. das empresas cooperativas e a passagem de outra a anônima.. sociedade. Paralelamente, dá-se uma grande expansio da produ-. çao por crescimento dos volumes exportados. ~. de salientar que em fins dos anos 60,. ob-.
(26) 1 2.. serva-se uma brusca mudança nas variedades de arroz produzidas e um grande esforço para melhorar a qualidade do. produ-. to, devido a exigência do segmento do mercado internacional, onde dirige-se a exportações.. produç~o. e que tem permitido a. "~xpans~o. Este segmento e o de arroz longo de muito. das boa. qualidade. Durante o processo descrito, e a. industrializaç~o. permaneceram em mãos de. produç~o. a. na-. capitais. cionais, o que permi"tiu que os ganhos ficassem dentro da sociedade.. Porém, até 1963, ano em que o Banco da. começou a oferecer crédito, o sistema bancário. Repúbl ica estrangeiro. apropriava-se de parte dos ganhos gerados internamente. No momento atual, o setor consolidou-se com a existência de algumas grandes empresas agroindustriais. pro-. priamente ditas, numerosos produtores agrfcolas e umas. pou-. cas empresas industriais. A nível agrfcola, existem aproximadamente 320 produtores com área cul ti vada comum no resto do mundo. groindustriais. A área. - e nao. relativamente extensa, o que. média,. excluindo as empresas. é de perto de 200 hectares de cultivo.. aNas pro-. regiões norte e centro apresentam maior importância as. duções pequenas, como conseqüência, a superfície média é inferior à nacional. (Tabela 2).. Na região leste. co-existem. dois tipos de produtores; as empresas agroindustriais e que somente produzem arroz verde.. No ano agrfcola. os. 81/82,.
(27) 13. tris emptesas. ag~oindustriais,. com superffcie. m~dia. . hectares, controlavam 13,8% da superffcie cultivada na e 11,6% a nfvel nacional.. 2644. de. região. Os produtores restantes da região,. tinham superffcies médias de 236 hectares e foram responsáveis por ".. 72,3% da produção nacional. são comuns na produção arrozeira, formas precárias de posse da terra e água, como conseqüência da lidade do produtor em. pr~cura. te 30% da area sob cultivo. ~. de novas terras.. mobi-. Aproximadame~. real izada em terras pr6prias.. Pela elevada uti I ização de mão-de-obra lariada, elevado nfvel de capitalização, grande com os mercados de insumos, produtos. assa-. vinculação. e de dinheiro; as em-. presas produtoras de arroz podem ser caracterizadas como tipicamente capitalistas. No pafs existem. 11. moinhos. incluidas as. a-. groindústrias, encarregados de realizar o processo industrial e.comercial. As 4 maiores processaI 81,8% da produção, indicando aI to grau. de. concentração na. na. indústria.. Os moinhos· pequenos trabalham. região norte; dos cinco maiores, CIPA SAMAN,. COOPAR, ARROZAL 33. trabalham somente na região leste, em. todo. o. pafs.. CASARONE. e e. Todos são socieda-. des anônimas e muitos produtores participam· como acionistas..
(28) Tabela '2. Superffcie e. nGm~ro. de produtores arrozeiros.. Tamanho de area. Regiões. de. arroz (lia). Leste ha. Produtores. ha. 214. 8. 300. 40-200. 12.949. 111. 5.498. 200-450. 16.567. 61. 4.608. 450-1000. 15.364. 27. 607. 1000-2000. 4.458. 3. 49.552. 210. 7.933. 3. 57.485. 213. 1-40. SUB-TOTAL. TOTAL'. Centro e norte. 11.013. produtores. 1O. ha. ". produtores. 514. 18. 67. 18.447. 178. 18. 21.175. 79. 15.971. 28. 4.458. 3. 60.565. 306. 7.933. 3. 68.498. 309. 1'. 96. mais de. 2.000. TOTAL. J/. 11.013. 96. l/C orre.spon d e a empresas agroln . d ustrlals. .. Fonte: ALONSO, 1982.. Dados originais da ACA. .,.... .J:-.
(29) 15 . ". A empresa mais antiga é CIPA, que surgiu. em. 1928; seguiram-se ARROZAL 33, no início dos· anos 30 e CASARONE em 1937.. Em 1947, funda-se SAMAN e muito depois,. .em. princípios dos anos 60, dois moinhos cooperativos: COOPAR e CAPJl.RROZ; este último fal ido. e~. 1979 mesmo ano em que COOPAR. transforma-se em sociedade anônima. A indústria é fortemente concentrada. empresa, SAMAN, controla mais de 50% da produçio. Uma total;. COOPAR controla 20%; CASARONE e ARROZAL 33 com 10%·cada e CIPA com 3% (Tabela 3).. A capacidade industrial. da encontra-se saturada na atual idade.. instala-. Esse fato é. grave na etapa de secagem do grio, atividade. u~a. muito. totalmente. central izada, que se concentra em um período muito. curto. de tempo e nio pode ser adiada sem riscos de grandes. per-. da s. Recentemente as cinco maiores indústrias associaram-se para a construçio de uma fábrica de arroz boilizado,. ARROZUR S.A.,. mil toneladas.. Gremial. com capacidade instalada de. No marco desta integraçio, existem. pa ra a cons t ruçio de uma. par-. fãbri ca. de Molinos Arroceros. 40. planos. de 6leo. comestível de arroz (GMA) ..
(30) 16.. Tabela 3. Participação dos diferentes moinhos no mento.. processa-. (Porcentagem recebida em termos de. em casca). t. arroz. Urugua i. Anos. Moinho 1974-76. 1977-79. 1975. SAMAN. 36,7. 45,8. 51, 5. 'COOPAR. 25 ,1. 26,3. 22,2. 7 ,5. 7,4. 8,6. 10 ,7. 9,8. 11, 7. CIPA. 2 ,8. 1, 5. 2,7. COPARROZ 1. 9.3. 4,5. Outros. 7 ,9. 4,7. ARROZAL 33 CASARONE. 1. COPARROZ fechou ao fim do ano de 1979.. Fonte: Comision SectoriaZ deZ Arroz..
(31) 17 .. a industria-. Av i ncu I ação en t re a produção, lização e a comercialização e muito estreita. empresas agroiridustriais, t~am~se. essas. No caso. das. atividades. encoh-. totalmente lntegradas em uma mesma unidade produti'.. SAMAN e. va, processando ocasionalmente arroz de terceiros. COOPAR adqu i rem· a tota I i dade do arroz de dentes.. produtores. indepen-. Porém a vinculação agricultor-indústria é bem maior. que o simples fato ·de uma transação de mercadorias; a. in-. dústria atua em aspectos financeiros, serve deavalistapera..Q. te às instituições financeiras,. realiza adiantamento de in-. sumos; na pesquisa, financia projetos de pesquisa e. assis-. tência técnica; abastece insumos e bens de capital; dá terra e água para cultivo; e financia e a5siste tecnicamente a construção de açudes para irrigação.. 1.1.4. Tecnologia empregada. A tecnologia a. nível. industrial é. relativa-. mente simples e as empresas tem-se mantido atual izadas face Analiza-se. aos processos tecnol6gicos uti I izados no mundo. então, a tecnologia empregada na cultura.. No país, o reconhecimento da importância t~cnologia na cultura do arroz é relativamente tardia,. se. co'mparada. com o restante das atividades agropecuárias, devido velmente à aptidão. possi-. dos recursos naturais e a adaptação. modelo de produção introduzido do exterior.. As. da. do. primeiras.
(32) 18.. pesq~isas. foram'feitas pelas empresas. a participação di reta .do Estado,. - de variedades visando a çao. particulares,. e se referiam. ~olocação. no. sem. a. avalia-. mercado. exter-. no.. o. estado começa a participar na pesquisa. de. arroz tard1amente; como antecedente pode-se citar o· Projeto Regional. da Bacia da Laboa Mirim,. 1965-70, que. indicou. a. necessidade de uma estação experimental,. que so começou. a. funcionar no começo dos anos 70.. surge a. Ex p e r i me n t a I d o Es t e (E EE) ,. Assim,. Estação. iniciando-se um processo siste-. mático de pesquisá nos diferentes aspectos da cultura.. A. ação da EEE esteve, desde suas origens, 1 igada ao setor prifato. vado,. denunciado. po r. numerosos. colaboração - Areas de Recuperação de. trabalhos feitos em. rQstrojos~. I 979; S i s tem a d e Ce r t if i c a ç ã.o de Sem e n te s ,. Pesca. convênio. do. (MAP). convênio. e. EEE - Setor Pri-. 1977 - e que culmina em 1981 com. vado Arrozeiro,. e. entre. Ministério. o. Setor Privado. o. único. na. rea I idade. AR-. ~. COOPAR,. Plano de Prédios Pilotos, EEE. ROZAL 33, 1974;. çao. EEE. de. a celebra-. Agricultura. e. Este tipo. de. Arrozeiro.. nacio -. agropecuária. na I. Com relação as técnicas de produção roz. ela. no Uruguai,. Tradicionalmente, tivo, Este. é toda. rea I i zada. sob. tem. como. finalidade,. ar-. irrigação.. depois de dois anos sucessivos de. os campos ficam em descanso por seis descanso. de. a o i to. a diminuição. culanos. da.
(33) 19. infestação de ervas daninhas que sao difíceis de· controlar Durante o tempo· sem. cultu-. ra, os campos sao aproveitados para pecuária, ainda. as sim,. e afetam muito os rendimentos.. com baixa produtividade. Na atua 1 idade, quase esgotados os campos novos, somente um terço da cultura pos. ~. ~. Nestes cam. feita .neles.. de. possível obter-se bons rendimentos sem o uso. f e r til i -. zantes e herbicidas. A impossibi 1 idade de se fazer cultivo contíEste. nuo, dá origem a um sistema de produção arroz-gado. sistema existe como tal, a nível físico sobre a unidade solo, não acontecendo o mesmo a nível da empresa, uma. vez dife-. que na maioria dos casos, os agentes produtivos são rentes.. o. arroz. ~. cultivado pelo agricultor que. as terras e a pecuária. ~. de. arrenda. feita pelo dono da terra, quando o. agricultor não realiza cultivo. A escassez de terras agricultáveis e a. necessida-. de de aumentar a produção, levou a intensificação do uso do. solo. mediante. rotaç~es. mais ·curtas, onde depois do arroz,. se-. meiam-se. esp~cies. de pastagens de alta produtividade e. in-. troduzem-se a araçao e a gradagemno verão. Aspecto importante na cultura ~. ~. o uso de. a-. por inundação na maior parte do. ciclo. da cultura, sendo a agua tradicionalmente obtida de. cursos. gu·a.. A irrigação. naturais.. A elevação da água. ~. feita por bombeamento. por.
(34) 20. meio de motores de combustio interna, o que resulta em distâncias nio muito longas das fontes de água pelos custos . . associados. A alternativa para areas distantes dos cursos longe da água é construir açúdes nas partes áltas de pequenas bacias, para poder fazer irrigaçio por gravidade.. A irrigaçio a. partir. de açudes, tem se incrementado desde meados da década de 70. No a n o a g r í c o 1a 75/76 e x i s t i a m o i to b a r r a 9 e n s que i r r i ga v a m. 2,3% da superfície cultivada; nos últimos anos estãoemfuncionamento cerca de 50 b~rragens que irrigam mais de 30% da area.. Os represamentos de água são investimentos. vultosos. o que obriga, na maioria dos casos, a encurtar o ciclo. da. rotação e assim conseguir amortizar a obra. A preparação do solo e feita no. inverno-pri-. mavera, em condições muito adversas e seguindo o das taipas.. contorno. Este tipo de trabalho, determina que a irriga-. ção nao possa ser feita até 60 dias da semeadura e que a água nao fique distribuída. uniformemente~. o que. a populaçio de plantas seja pouco uniforme: competição com as ervas daninhas é pobre e os são afetados.. ocasion~. Assim sendo, a rendimentos. Atualmente é recomendada, e efetuada por al-. guns produtores, a preparação do solo no verã%utono pendo as taipas e nivelando. pois da semeadura. as. condiç~es. que. rom-. A sistematização é feita. Este tipo de preparo permite,. onde a planta vai. se desenvolver", boas. de-. melhorar estru-. turas de drenagem para faci litar a colheita e controlar excessos de chuva . . Segundo estas. recomendaç~es. a área de cul-.
(35) 21.. ,. ... tivo fica em boas condições, tura, estabelecer pastagens.. para uma vez levantada a. cul-. Estas pastagens permitem. au-. mentar a produçio de carne em 400%. A mudança mais. importante verificada. ~a. pro-. ,.. dução de arroz é o uso de grão longo, tipo " pa tna".. Hoje. 90% da superfrcie é plantada com a variedade Blue Belle, riginiria de Beumont, Texas, is condições do Uruguai.. EUA, que tem grande. 0-. adaptação. Sua qual idade é muito apreciada no. mercado internacional. A ferti 1 ização é hoje uma pritica comum; 90% da superfrcie éferti 1 izada em doses relativamente altas de fósforo, mas o uso de nitrogênio não é tão difundido (TabeI a 4).. A a-r e a t r a ta d a c o m h e r b i c i das é d e. 40%, cor respondendo a áreas de campos velhos A colheita,. a p r o x i In a cl a rn e n te (Tabela 5).. igualmente is demais tarefas. da. cultura, e totalmente mecanizada e é feita a granel.. O. grão é transportado diretamente para secagem nos mornhos. e. depois armazenado..
(36) 22.. Tabela 4. Evolução do uso de ferti lizante na cultura de arroz no Uruguai. (Percentagem de área. em relação ao total. de área plantada).. Fert i 1 i zação Ano agrrcola. fertilizada. basal. (N _ p) 1/. Fertilização com uréia. 1975/76. 72,6. 31, 9. 1976/77. 62 ,4. 32, O. 1977/78. 59,6. 45, 5. 1978/79. 62 , O. 3 !), 1. 1979/80. 7 O ,o. 49, 1. 1980/81. 86,0. 77,7. 1981/82. 91 ,5. 82 ,8. 1./ As formu 1 açoes utl. I .Iza d as. Fonte: ACA.. são muito pobres em nitrogênio.
(37) 23.. '.. Leste. Tabela 5. Evolução do uso de herbicidas na Região (Percentagem de área tratada. em relação ao total. área plan.tada). Ano Agrícola. Sup.. tratada. 1975/76. 7,9. 1976/77. 5,6. 1977/78. 17, O. 1978/79. 12 , 8. 1979/80. 26,2. 1980/81. 35,. Fonte: ACA.. 1. de.
(38) 24. 1.1.5. Déstino da produção. 1 • 1 .5 . 1. He r c a do i n t e r no. .Como já foi dito, o auto abastecimento mercado interno foi alcançado em 1935.. do. Este mercado absor-. ve 50 mil toneladas de arroz em casca, das quais 35 mil são para consumo humano e 15 mi I para semente.. . quantidade. A. destinada ao consumo humano representa um consumo por habitante aproximadamente 10 quilogramas por ano (Tabela. 6),. países (Tabela. 1.1.5.2.. que. é baixo. se. de. arroz. comparado com. branco outros. n.. Exportações. A pa r t i r de 1 936, o p a í s e x p o r t a vo I um e s c r e s centes de arroz que depois de 1950 tornam-se Nos últimos anos as exportações passam de. ~erca. i:nportarites. de 50% para. 90% da produção nacional (Tabela 8), representando madamente 2% do comércio mundial. do cereal.. aproxi-.
(39) 25.. Tabela 6. Consumo anual e per capita de arroz branco· no Uru guai, perfodo 1972-1'982. Co·n 5 um o t o tal. Ano agrícola. (toneladas). .. Consumo per capita ( qui 1o 9 r a ma 5 ). 1972/73. 27.063. 1O, 4. 1973/74. 27.457. 1 O, 6. 1974/75. 26.385. 9,5. 1975/76. 26.994. 9,3. 1976/77. 23.953. 8, 7. 1977/78. 26.004. 9,3. 1978/79. 26.991. 9,7. 1979/80. 22.689. 8,1. 1980/81. 21.718. 7,3. 1981/82. 20.391. 7.3. Fonte:. Comisión SectoriaZ deZ Arroz..
(40) 26.. Tabela. 7.. Consumo per capita ses e. regiões. logramas. Região ou. l. branco para algunspa. 1950/52, 1961-63 e 1975 (Em qui-. pessoa e por ano).. Hédia. Média. 1950-52. 1961,-63. 1975. país. 5. 4. 6. Bra si 1. 33. li li. h7. Cuba. 57. 50. 43. 4. 5. 6. 104. 1 17. 103. 2. 3. 6. 3. 3. 3. Argentina. Héxico Japão Estados Unidos Europa. 1,. por. -. de arroz. l. Pa ra os períodos. 1950-52' e 1961-63. dental. Fonte:. SISTO,. 1982.. somen te. i nc 1ue Eu ropa Oc i-.
(41) 27. Tabela 3 . Produção e exportação de arroz no Uruguai,. 1965-. 1983. . P"rod ução (toneladas). Anos '-. Exportação " (toneladas). % exportada. 90.042. 26.094. 29. 1966. 83.746. 62.622. 75. 1967. 115.617. 57.165. L} 9. 1968. 104.456. 29.432. 23. 1969. 134.496. 99.8 1f4. 74. 1970. 133.611. 51.451. 37. 1971. 122.158. 96.553. 79. 1972. 127.995. 61.712. 48. 1973. 136.917. 87.913. 64. 1974. 157.940. 79.940. 51. 1975. 188.535. 137.892. 73. 1976. 216.521. 137.134. 63. 1977. 228.276. 171.297. 75. 1978. 225.646. 140.078. 62. 1979. ·247.973. 228.79"0. 92. 1980. 304.975. 200.243. 62. 1981. 335.034. 290.763. 37. 1982. 373.785. 251.020. 67. 1983. 390.460. 317.670. 81. 1965.
(42) 28. '<. o. Urugu~i. vende no segmento do com~rcio. arroz de grão longo de alta qual idade,. de. I iderado pelos Esta-. dos Unidos, e com destino a pafses com altos ingressos grande di'sponibilidade de divisas.. 'ou. Analizando'o destinodas. exportações uruguaianas, ve-se. que existe coincidência tre os pafses aos quais vendem. en-. Uruguai e E.stados Unidos, sen-. do que e s te ú I t i mo. ~. o p r i nc i pa I c o mp e t i d o r no me r c a d o. ex t e r -. no (SISTO, 1982).. Nos últimos anos, a exportaçao de. arroz. De arroz se-. vem sendo feita com maior grau de elaboração.. mi-processado, passou-se a exportar arroz branco e a partir de 79, arroz parboi led.. Esta evolução. ~. muito similar. experimentada pelos Estados Unidos com dois anos de. a. prece-. dência. Embora as exportações uruguaianas tenham sido crescentes, o mais notório desta evolução de mercados compradores. est~veis.. ultimamente tenha reduzido suas compras.. v~riações. ausência. a. A Europa Ocidental. ser considerada um mercado relativamente. surge como o mercado mais. ~. inst~vel,. est~vel,. A. Am~. pode. ainda que. r i ,ca. Latina. fundamentalmente. pelas adqui-. mostradas pelo Brasi I, que em alguns anos. riu a metade da exportação do Uruguai, e em outros A Europa Oriental e. quase nada.. Extremo. - merOriente sao. cados compradores eventuais e de volumes pequenos. cado. anos. O. mer-. que tem aumentado sua importância, se bem que com. cilações,. e. o. pafs ao qual foi. Oriente. Médio,. destacando-se o. vendido 60% das exportações em 1984.. 05-. I. rã, Nas.
(43) 29. vendas i. este pafs, o Uruguai. foi. favorecido pelo". conflito. deste com os Estados Unidos; desde 1979 existe um. convênio. Ir~. para tro-. de longo prazo entre os governos do Uruguai "e. o. mercãdo. nige-. importante comprador de arroz parboi 1 izado. até. car arroz e outros produtos por petróleo. riano foi 1984.. 1.1.6. Polfticas para o arroz. A. definiç~o. das políticas destinadas à. tura, tem-se caracterizado por ser em geral,. cu 1-. resultante. uma estreita interação entre o setor privado e o. de. Estado.. Esta interação manifesta-se através da existência de instituições de integração entre as partes, na vênios de cooperação recíproca,. ~ssim. elaboraç~o. como na formulação. promoção de propostas sobre aspectos concretos por dos grupos. e~presariais. ao Estado.. Este fato é. pela existência de associações empresariais. e. parte possível. consolidadas,. ainda que tendo relações confl itivas entre elas, sao zes de fazer propostas conjuntas.. de con-. capa-. - emEsta sol idez na açao. presarial e a importância econômica alcançada pelo. setor. arrozeiro o seu grande poder de barganha. As associações empresariais do setor duas: Asociaci3n de Cultivadorcs de. Ar~o~. sao. (ACA), que agru-. p a os p r o d u t o r e s a g r í c o 1as, c r i a d a em 1 947; e a L; l' ,) 1'/1: a l. d t;;. MolinOB Arroceros (GMA), formada pelas emptesas industriais.
(44) 30. (excetd . COOPAR S.A., que por sua origem de cooperativa tem -se mantido fora). criada em 1950.. Em 1968 funda-se a. miss"ão' HonorãriÇl de Promoção Arrozeira na órbita do'. Co-. Minis-. tirio da Agricultura e com pa~ticipação da ACA e GMA.. Em. 1973 passa a se denominar Comissão Setorial do Arroz,. com. participação também do Banco da República Oriental do. Uru-. guai. (BROU), Ministério de Indústria, Ministério de. Trans-. porte, Ministério de Agricultura, Ministério de Economia. e. a Secretaria de Planejamento.. 1.1.6.1. política de preços. o. Uruguai é um dos poucos países no. mundo. que nao aplica pol íticas de sustentação de preço para o arO preço ao produtor e- fixado na CSA, median-. roz em casca.. te negociação entre as associações e representantes do verno.. Os critérios considerados são preço. custo agrícola e custo industrial.. internacional,. Em certo período, à CSA. determinava o volume comercial izado "internamente ços.. go-. e os pre-. Os preços internos eram fixados abaixo dos preços in-. ternacionais para proteger o consumidor (OIKOS, 1977>. tualmente,. os. volumes. liberados de controles.. e. os. preços. internos. Aestão.
(45) 31.. ". 1.1.6.2. Política de crédito. o. setor arrozeiro e forte usuário de. to, de fontes públ icas e privadas,. crédi-. de custeio agrícola, .de. ca-. pital de custeio na indústria, e de 'investimento (OIKOS, 197]).. Em. 1962 cria-se uma linha de cridito pelo. ~ROU. e este passa. a. Porém,. ser a principal fonte de financiamento de custeio.. devido a quantidade emprestada ser inferior aos gastos. da. cultura, os agricultores tem tido que complementar'com fontes privadas, especialmente com adiantamento dos moinhos conta da colheita (OIKOS, 1977).. a. Para o ano agrícola 85/36. conseguiu-se, através de negociações entre o BROU e a que o crédito público atendesse a todas custeio e fosse de mais fáci I acesso.. o. ACA,. necessidades. de. banco oficial. tem. também I i n h as a mé d i o p r a z o p a r a ma qui na r i a e ou t r o s i n v e s timentos.. A nível da i,ndústr,ia, oBROU apoia com. de custeio e adiantamento. crédito. a conta das exportações.. 1.1.6.3. Pol ítica tributária. o pecuário,. arroz é tributado, como todo o setor agro-. de forma indireta através dos insumos e bens. capital uti I izados.. No início de 1905 calculou-se que. de 20Z. dos custos diretos correspondiam a impostos indiretos (STENERI, 1986).. A partir do ano agrícola 81/82, o governo tem. devolvido parte destes impostos no momento da. exportaçao,.
(46) 32. dependendo das suas necessidades orçamentais. Hoje vigora a 7,2%do preço FOB por este conceito. Devido à integração vertical do setor, total idade da evolução. ~. a. repassada aos produtores agrícolas.. 1.1.6.4. política tecnológica. Já foi dito que a característica. principal. do processo tecnológico no setor arrozei ro, tem sido a participação do setor privado na geração e gia.. difus~o. de tecnolo-. O Estado incorpora-se ativamente em 1970, com a. ins-. talação da Estação Experimental do Este (EEE). A colaboração entre o setor privado e o tado culminou com a assinatura do Convênio de T~cnico-Econ6mica. ce-se que,. "0. Cooperação. MAP - Setor Privado Arrozeiro. ROZAL 33, CIPA S.A., SAMAN S.A ... Neste convênio. setor privado cooperará com o. Es-. MAP. ACA,. AR-. estabelenos. pro-. gramas de pesquisa, melhoramento, sistemas de produção, sementes, etc., que sobre o arroz desenvolvem-se na EEE II (ARROZ, 1982).. 1.1.6.5. política de comércio exterior. As importações de arroz estao taxadas em 10% no caso do arroz em casca e semi-processado, e 20% para. o. arroz beneficiado. At~. princípios dós anos 00, a importação. de.
(47) 33. máquinas agrícolas era I ivre de taxação.. Este fato foi mul-. to importante pela incidência da maquinaria nos. custos agri. colas. Sem dGvida, o aspecto mais destacável da' litica de comércio exterior aplicado ao anos, foi. arroz,. a realização de acordos comerciais. de outros países.. nos Gltimos. com. governos. Esta tem sido a maior e principal via. colocação da produção uruguaia.. Assim foram feitos. com o Irã, em intercâmbio por petróleo;. de. acordos. com a Nigéria,. petróleo também e nos Gltimos tempos com o Brasi I, no do Protocolo de Expansão Comercial. po-. por marco. (PEC).. t importante sal ientar que a apl icação do poder negociador do Estado é uma das ções das associações t. quer. principais. de produtores,. reivindica-. quer. de. indus-. r i a i s.. 1.2.. Importância dos Estudos de. Ofe~ta. Nos países subdesenvolvidos cuário é de grande importância,. o. setor agrope-. seja para produzir. tos, seja para gerar divisas que permitam acelerar cessos de crescimento.. alimen~eus. pro-. Este fato resul ta em que os governos. intervenham fortemente no setor,. tanto através de pol ít i cas.
(48) 34. macroeconômicas,. específ"icas', quanto através de políticas. mas com marcados efeitos sobre a agricultura. 'Para o delineamento dessas políticas. e. ne-. cessário conhecer as respostas que os produtores teriam fa". ce as mesmas.. Os estudos das. relações de oferta de. tos agrícolas desempenham um papel. produ-. importante, na medida em. que apontam elementos para determinar a direção e magnitude da resposta esperada dos produtores rurais a estImulos desestímulos.. Esse conhecimento permite que os. res de políticas tomem decisões assistidos por. ou. formuladoprevisões. mais precisas. No Bras i I, tem-se efetuado, a part i r dos nos sessenta, uma série de trabalhos. çao.. n~. a-. área sob considera-. Contrariamente, poucos esforços têm sido. dedicados. nesta direção, no Uruguai. Dos trabalhos publ icados no Brasi I, a abrangência, quer geográfica quer por culturas, é Ex i s tem as sim.. considerável.. t r a b a I h o s a n í v e I na c.i o n a I , . r e g i o n a I o u. es-. Este tipo. de. tadual e para as culturas mai s importantes.. estudos permitiu um aprimoramento metodol6gico para estimativas de oferta de produtos agrícolas.. 1-.3. Objetivos. Este trabalho tem por objetivo geral. ana I i -.
(49) 35.· sar as relações de oferta agregada de arroz para o Uruguai. Os objetivos específicos são: a) Estimar as elasticidades preço. da. ofer-. ta agregada de curto e longo prazo; b) Estimar as. relações de resposta a. preço. da area plantada a curto e longo prazo; c) Estimar as de rendimento. físico da. relações de resposta a. cultu~a. a curto e longo prazo.. preço.
(50) 36.. 2. HETODOLOGIA. 2.1. Aspectos Te6ricos e. Estimaç~o. A oferta de um bem. Empfrica. ~. entendida como a. rela-. - entre a quantidade oferecida, por unidade de tempo, paçao ra venda, aos alternativos preços desse produto,. mantidos. constantes os preços dos demais produtos alternativos, fatores de. produç~o. e as condições tecnol6gicas de. dos. produ-. -. çao. A laç~o. -se na. funcional funç~o. derivaç~o. da curva de oferta como uma. entre quantidade. de. produç~o. oferecida e preço,. de cada firma.. baseia-. .I\dmi te-se que. decisões de flque fl , flquanto fl . e flcomofl produzi r sejam t~ntes. te-se. do objetivo de tamb~m. ~aximizaç~o. re-. as. resul-. do lucro da firma.. Admi-. que a firma atua em um mercado de concorrência. perfeita, o que impl ica que. n~o. tem. dimens~o. ra alterar os preços dos fatores e produtos.. suficiente paA firma. - somente as madora de preços e o que ajusta, sao. ~. to-. quantida-. des. A partir das condições de ç~o de. maximizaç~o. da fun-. lucro, obt~m-se a curva de oferta da firma como. a.
(51) 37. parte ascendente da curva de custo marginal, a partir ponto de cruzamento com o ponto mfnimo da curva· de variável médio.. L. =. custo. Seja:. RT - C. onde. RT. PQ. =. f (Q). C =. onde L e a. do. funç~o. lucro; RT. ~. (2. 1). + K. a receita total dependente de. preços constantes (~) e quantidade vendida (Q) , eCeocusto total dependente do custo variavel [f(Q)]e do custo. fixo. (K). E n tão:. L. = PQ -. f (Q). -. (2. 2). K. A condição de primeira ordem para o de uma função (neste caso a função lucro) é que a primeira da função em relação à variável igual a zero.. dL. =. p. f'(Q). máximo derivada. independente, seja. Isto é:. =. O. pois. dQ. P. =. f'(Q), onde f'(Q). é o custo marginal da firma,. este entendido como a adição ao custo. ~otal. produção ter sido aumentada em uma unidade. que:. decorrente Tem-se. custo da então.
(52) 38.. P=. eMa.. Isto impl ica em que para maximizar o lucro a firma produzirá até que o custo adicional da última. unida-. de seja igual ao preço determinado no mercado. Para assegurar que a é necessárioma1s uma. condiç~o;. funç~o. atingiu o máximo. que a derivada segunda seja. menor que zero, isto e, que:. < O ,. < O. ent~o. ou seja. isto é, a curva de custo marginal deve. ser. crescente a partir do ponto em que a curva de custo. margi-. > O. nal atinge o mínimo.. d(~\ .,Q. -;. Qf'(Q). -. f(Q). f. I. (Q) 1. ---- =. dQ. Q. Q. Q. I=O. Para que essa expressa0 seja igual a zero. e-. n e c e s s á r i o que cus t o va r i á v e I mé d i o s e j a i g u a I ao cus tom a r ;.. ginal, sempre que Q > O.. o ponto de custo variável médio mínimo. -. e.
(53) 39. chamado·de ponto de fechamento da firma, porque preços menQ res resultariam em perdas líquidas para a firma.. o. produtor entio. ofertar~. distintas. quanti-. dades dependendo do preço fixado no mercado do bem em ques". tio. A sensibilidade do produtor às variações. de. preços e medida pela elasticidade-preço, que exprime a laçio de aumento (d·iminui.ção). proporcional. face a um aumento (diminuição). proporcional. (%) dá U6). re-. produção. do preço.. Assim:. dQ Ep. =. Q (2.3). dP P. onde Ep é o coeficiente de ~lasticidade-preço da. oferta;. Q é a quantidade ofertada do produto.; e P e'" o preço de mer-. cado do produto.. o v~lido. e-. desenvolvimento anal ítico antes feito. para firmas produzindo só um produto e, por incluir Para. um componente de custo fixo,. representa curto prazo.. derivar a curva de oferta no. longo prazo, o p.rocedimento. o mesmo, mas permitindo que todos os fatores de estejam variando.. J~. a consideraçio de que a firma. e-. produção produz.
(54) 40.. '.,. vários produtos resulta em uma derivação da oferta bastante complexa (PASTORE, 1973,; BARROS, 1985). A oferta da indústria (neste caso a agregada de arroz no Uruguai), sera a somatória das. oferta 'curvas. ,. de oferta dos produtores individuais, que se pressupoe. a-. tuam em concorr~ncia nos mercados de pro~uto e fatores.. Se. a anál ise fosse para o setor agrícola em seu conjunto, der-se-ia. po-. observar curvas de oferta de fatores positivamen-. te inclinadas.. Este fato resultaria em que a oferta. agre-. gada não fosse mais a somatória das ofertas individuais, já que aumentos de produção resultariam em maiores custos,. o. que deslocaria para cima as curvas de custo marginal. Este desenvolvimento teórico fundamenta. as. estimativas empíricas feitas a partir dos dados de produção observados.. t possível derivar curvas de oferta. partin-. do-se de funções de produção de grupos homogêneos de produtores.. Estudo deste tipo foi. real izado por CROCOMO. (1974). para derivar funções de oferta de mi lho e soja. A forma ma i s comum de se determi nar funções oferta e a partir de dados agregados para produção,. de. preços. e outras variáveis que se reputem como relevantes na anál ise.. Neste estudo, será feito desse modo, tentando determi-. nar as relações de oferta agregada de arroz de. e s t i ma t i va. do comportamento da área plantada e dos rendimentos ffsicos e suas determinantes..
(55) 41. 2.2. Material. trabalho. As informações básicas para este são provenientes da Direción de Estadisticas. Agropecuarias. (DIEA); dos dados fornecidos pela Asociación de. Cultivado-. res de Arroz, da Comisión Sectorial del Arroz e da. Asocia-. ción de Industriales Arroceros, do Uruguai.. Os dados cl imáticos foram tomados da ción General de Meteorologia,. Dire-. do Uruguai.. Para o deflacionamento dos preços. utilizou-. -se o Indice Geral de Preços ao Consumidor publicado. pela. Direción General de Estadistica y Censos.. O-período anal izado corresponde a 1956 - 1936.. 2.3. Método. Do referencial teórico desenvolvido e. pressu-. pondo a racional idade econômica dos produtores na tomada de decisões é necessário determinar quais são os preços que. o. agente econômico leva em conta. Por outro lado, já foi. visto que a diferença. entre curto e longo prazo é devida à existência ou não fatores fixos.. Na prática, e mais ainda na cultura sob es-. tudo, os fatores não tem rápida mobil idade no tempo, vez que a cultura de arroz irrigado requer vultosos timentos.. de. uma Inves-.
(56) 42. Estes dois fatos dio origem aos modelos defasagens distribuidas, seja pela forma como sio. de. formadas. as expectativas de preços, seja pela rigidez dos fatores no curto prazo.. Os trabalhos revisados que anal isam oferta. de. produtos agrfcolas (BRANDT, 1964, 1965, 1966; ROSSO, CARMO, 1974; TOYAMA, 1970; TCHIZAWA, 1973; ROJAS, BEIRO, 1974; REBELLO, 1973; LADEIRA,. 197~;. NAMEKATA, 1977; FERREIRA, 1974; ZOCKUN,. 1964;. 1973; RI-. PASTORE,. 1973;. 1978; SANTOS, 1972;. SALARO, 1982; PINAZZA, 1978), consideram expectativas ticas de preços e rigidez a curto prazo dos fatores. de outra forma, os produtores consideram o preço de um. est~. Dito de-. terminado ano anterior para fazer suas previsões, mas a resposta não é imediata ao equi I fbrio desejado, devido à rigidez de alguns fatores.. o. ano considerado para determinar o. preço depende em grande medida se a cultura é anual ou. pe-. rene. As equaçoes a serem estimadas, nao permitem distinguir qual. entretanto,. dos mecanismos se acha presen-. te, o que exige do pesquisador um bom conhecimento da. rea-. lidade para a qual especifica o modelo.. alii. (1979) discutem esta. con~lusão. BARBOSA. baseados em hip6teses alter-. nativas para a parte estocástica das equações das.. et. especifica-. A discussão deste aspecto escapa ao alcance deste es-. tudo. As duas hip6teses comentadas podem ser tadas conjuntamente em um s6 modelo, podendo-se. tes-. determinar.
(57) se existem fontes de defasagem.. No caso positivo, nao. e. possível discriminar qual das fontes estão presente, devido. i. forma da equação reduzida que se estima.. PASTORE. (1973). comenta problemas resultantes deste tipo de m~delo tido de acontecer a inclusão de mais uma fonte de. no senmulticocom-. linearidade e também a perda de graus de liberdade e plexidade da forma reduzida,. quando sã~ considerados preços. de outros produtos.. Neste trabalho pressupoe-se expectativas estiticas de preços e certa rigidez na mobilidade dos fatores de produçao, com o preço no ano imediatamente anterior como expectativa de pre ço futuro.. Na cultura sob estudo a rigidez poderia. provi r. da não disponibi I idade de terra própria; a necessidade uma infraestrutura de irrigação que não é de ripida trução; a fatores tos e outros.. institucionais, i.e.. GRILICH~S. de cons-. liberação de. crédi-. (196.]), elabora um modelo em. que. desenvolve os custos de ajustamento, diferenciando os. cus-. tos do produtor estar fora do equi I íbri o (perda de. lucros). e o custo derivado da realocação dos fatores que tem de ser realizada para se voltar ao equilíbrio. Passa-se agora a uma descrição mais detalhada. do modelo de expectativas estiticas e rigidez no curto. prazo dos fatores..
(58) 44. 2.3.1. Modelo envolvendo rigidez dos fatores a curto prazo. NERLOVE. Baseado em constatações empiricas, (1956) observou que as elasticidades-preço de oferta. das até então, eram demasiado pequenas quando na prática.. consideradas. Este autor caminhou nas duas direções. aponta-. das anteriormente sugerindo modelos de defasagens buidas por meio dos quais é possível se obter ~es. de curto e de longo prazo.. obti-. distri-. elasticida-. Ao modelo em que as. expec-. tativas de preço são estáticas, mas que introduz a idéia de que as 'respostas a estímulos de preço não se esgotam em. um. só período, NERLOVE chamou de ajustamento parcial. Assim uma variação de preço levaria a alterações na oferta.. No longo prazo, a produção. duas. ajustar-. -se-ia de modo a atingir o equi 1 íbrio indicado pelo preço, através de realocação nos fatores produtivos. curto prazo, no período seguinte à vigência do novo. novo No preço,. dar-se-ia um ajustamento em direção ao equi I íbrio, mas restrito pela não perfeita mobil idade dos fatores. Na Figura 3 ilustra-se a ocorrência fenômeno e como se obtém as duas curvas de oferta (e tanto duas elasticidades de oferta), de curto e de prazo.. desse porlongo.
(59) ,. -'o. '-. OL Pl - - - - - - - - -. (. -(. Q*. O. Figura. Q*. 1. 3. Curvas de oferta de curto e longo prazo..
(60) 46. ". Partindo de uma situação de equilíbrio preço. Po. e quantidade o!erecida Q~, quando o preço. para P , a quantidade ofertada observada 1. ~. ao. aumenta. Ql e nao Q*1. que. seria a observada se não existisse rigidez na n;obilfdadedos fatores.. Se o equilíbrio inici.al fosse a preço Pl e. quan-. tidade ofertada Q~, uma queda de preço a. P o' resultaria. em. uma quantidade ofertada observada QO' maior que Q~. Ficam assim del ineadas as curvas de de curto prazo (OC última. ~. 1. oferta. e OC ) e a de longo prazo (oL): 2. Esta. aquela que seria observada se transcorresse o tem-. po suficiente para remover todo tipo de rigidez. to prazo são aquelas observadas na prática.. Na. As de cur real idade. obtém-se uma s~rie de curvas de curto prazo, associadas. a. uma única curva de longo prazo.. o. modelo discutido pode ser expresso. pelo. sistema:. (2.4. ). (2.5. ). sendo. Q~. a quantidade produzida no longo prazo ao preço. Pt~l'. ~. 10-. A equação (2.5) mostra quanto do ajustamento desejado. grado no curto prazo (neste caso o período seguinte); o coeficiente. ~. expressa a proporção do ajustamento quando as va-. riáveis estão na escala aritm~tica ou a elasticidade.de aju~.
(61) 47. logarítmica.. tamento quando as variáveis estão na escala. Em qualquer dos casos, seu valor será um númer~'entre eum.. sistema. Se fosse um, o ajustamento seria total e o. reduzir-se-ia somente a equação (2.4).. zero. nao. Se fosse zero. existiria nenhum ajustamento, pois não existiria. resposta. dos produtores a preço.. - as formas estruAs equaçoes (2.4) e (2.5) sao turais do modelo. forma reduzida. Substituindo (2.4) em (2.5), chega-se. a. (2.6) capaz de ser estimada:. (2.6). Esta equação não é mais uma relação. funcio-. na1 e sim uma relação entre variáveis observáveis cujos coe ficientes podem ser estimados estatisticamente. At é a qui ,p a r a e f e i t o d e e x e mp I i f i c a r a gica do modelo, a variável dependente foi duzida e a única variável. independente foi. Ió -. a quantidade proo preço do. pro-. duto defasado um período.. Neste estudo a quantidade produ-. zida (ou oferta agregada). será estimada a partir de. duas. equações: uma para área plantada e outra para rendimento. fi. sico da cultura onde são incluidas outras variáveis afetan-. do ambas equaçoes. Para area plantada, obtem-se a forma reduzida genérica:.
(62) 48.. =. b a + b1 1 O. k E. j. =1. (2.7). a. x. + (1 J. J. ~. onde At e area plantada; A - 1 t. area plantada no ano. rior; k e o número de variáveis independentes. ante-. - os a.- sao. X. ;. J. J. coefi-. coeficientes das variáveis independentes e b 1 e o ciente de ajustamento. Para rendimento, obtem-se a seguinte. forma. reduzida:. c·X. I. I. + (1. -. (2.8). b ) 2. onde Rt é o rendimento; R - 1 o rendimento do ano t z. ~. anterior;. o númer.o de variáveis indeoendentes x.', sendo c.I os coefi• I coeficiente. cientes destas variáveis independentes e b 2 o de ajustamento.. (2.7) e (2.3) sao Se as equaçoes. estimadas. com os logarítmos das variáveis, as elasticidades de. ajus-. tamento b 1 e b 2 são obtidas subtraindo-se as estimativas do coeficiente de regressão da variável dependente da unidade.. retardada,. As elasticidades-preço de longo prazo sao. tidas pela divisão da estimativa do coeficiente de. ob-. regres-. são da variável preço pelos coeficientes de ajustamento.. r. necessário salientar que a inclusão da va-. riável dependente retardada, como variável. independente,. tende a reduzir a autocorrelação nos resíduos e. ~. que problemas de especificação do modelo (i .e., nao. possível inclu-.
(63) são de variáveis relevantes),. sejam mascarados pelos coefi-. cientes daquela variável e dessa forma. subesti~e-se. o. coe-. ficiente de ajustamento que por sua vez resulta numa. su-. t da. perestimação da elasticidade de longo prazo.. maior. importância neste tipo de modelos uma boa especificação dos mesmos,. isto é, deve-se ser muito rigoroso na seleção Para tal, deve-se recorrer. variáveis a serem incluidas. teoria econômica da oferta.. das. Dal i pode-se derivar que. ,quantidade produzida de um produto depende do preço. a a. de I e,. do(s) preço(s) do{s} produto(s) que compete(m) pelos. fato-. res de produção, dos pr6prios preços dos fatores, do. nível. tecno16gico e de fatores não econômicos que afetam os. pro-. cessos bio16gicos.. o. fato da cultura do arroz no Uruguai, apre-. sentar comportamentos diferentes na sua evolução indicaria a. conveni~nciade. clua variáveis binárias. tempo ra 1 ,. especificar um modelo que. para. testar a vaI idade de. rar o período sob estudo, em dois estágios.. o. insepa-. ano de corte. estaria situado na 'metade da década de setenta, pois foi partir desse momento que as exportaçoes passa ram a significativamente.. a. crescer. Os pacotes tecnol6gicos gerados. pela. pesquisa foram adotados rapidamente, face aos requerimentos de se produzir a custos competi tivos no mercado assim como de se atender'à. vo mercado em expansao.. exig~ncias. Com a. .de. externo,. qual idade desse no. inclusão destas. variáveis. binárias tenta-se mostrar uma mudança de comportamento,. a-.
(64) 5ü. oferta.. fetando o intercepto e a inclinação da função de. Exemplos de uso de binárias neste tipo de modelos podem ser encontrados emNAMEKATA (1977), ZOCKUN (1978). e. SIHIÃO. (.1 984) . '.. A seguir os dois modelos a serem neste estudo, assim como a fundamentação de suas. utilizados escolhas,. são discutidos: - Área plantada. =. f. (área plantada defasada;. preços defasado do produto; preço defasado do produto substituto; tendência).. As duas primei ras variáveis dest~. independentes. modelo são inclufdas ·por causa do modelo de. mento parcial com expectativas estáticas. d~. ajusta-. preços e. rigi-. dez na mobilidade dos fatores. Embora o arroz seja uma cultura fundamentalmente de exportação e não exista uma intervenção direta governo na fixação do preço, não será considerado o. do. preço. internacional devido a que pol rticas gerais (especificamente a cambial), fizeram com que o preço recebido pelos dutores não corresponda a esses preços internacionais.. pro-.
(65) 51.. "(. Devido à abrangência geográfica do estudo, à baixa produtividade. da~. pastagens existentes e as. caracte-. rísticas das terras nas quais se desenvolve a cultura do ar roz, o. ~nico. produto competitivo. ~. a. criaç~o. de gado·. A variável a uti 1 izar ~eria o preço do. corte.. mas, por falta de. informaç~o. s~rre. para a. pa ra. bezerro,. de anos. conside-. rada, será uti 1 izado o preço do boi gordo como proxy. relevante. Uma vez que o preço do boi seja na expl. icaç~o. de área plantada, será usado o mesmo. modelo,. mas substituindo as variáveis preço do arroz e preço do gado pela variável preço relativo do boi/preço do arroz. A variável. tendência foi. incluida com o. t u i t o d e a t e nua r o s e f e i tos d e i mp o s" s i b i 1 i d a d e d e s e uma. especificaç~o. total do modelo; como expressa. . (1973), "Na verdade seria preferível. ma que a. o bt e r. PASTORE. inclui r expl ici tamente. as variáveis que provocam esses deslocamentos na oferta.. in-. pers i stentes. Mas elas nem sempre sao quantificáveis, de for-. inclus~o. da variável. tempo representa simplesmente. um artifício uti 1 izado para descrever esse comportamento, e justifica-se como uma medida de prudência para evitar vi~s. um. de especificação no coeficiente de ajustamento". - Rendimento físico. =. f. (rendimento. do; preço defasado do produto; precipitação em outubro, novembro; tendência).. defasasetembro,.
(66) 52.. (2.10). '.. A precipitação nas datas de fim de. do solo e de semeadura é importante,. preparo. na medida que é. comprovado que o atraso no pluntio provoca quedas. fato. relevan-. tes no rendimento.. o. deflator uti lizado para preço será o indi-. ce Geral de Preços ao Consumidor, como forma de eliminar as variações no nível geral de preços. A oferta agregada vai. ser obtida pela. iden-. tidade:. ./. A especificação das variáveis end6genas e exogenas e: Qt. =. quantidade total produzida no ano t, em. At. =. area plantada no ano t, em hectares;. Rt. =. rendimento agrícola no ano t, em. qui logramas;. quilo. gramas por hectare; At - 1. =. area plantada no ano t-1, em hectare;. Pt-1. =. preço real de arroz no ano t-l. ços em 1973), em N$ (novos pesos) por tonelada;. (pre-.
(67) 53. P 9 t -l. =. preço real do boi gordo no ano. t-1. a. (p r e ç o s de 1 973), em N$ ( n o vos p e s os) p o r to n e 1. da;. Pg Pa = T = ano 1956 igual 56, até ano 1986 ------ = 36; ~. R t 1. =. ~. rendimento agrícola no ano t-l,. em. quilogramas por hectare; Ch. =. precipitaç~o. pluviométrica nos meses de. setembro, outubro e novembro, ano t-l, em mi I imetros. As. hipóteses estabelecidas'. antecipadamente,. com base no suporte teórico e o conhecimento empírico,. A. inclus~o. da variável. binária no modelo. ajustamento parcial simples tem por objetivo. testar~que. determinado momento, as mudanças tecnológicas a nível produtor resultaram em diferentes respostas aos econômicos.. Este fato implica em que a variável. s~o:. de em do. estímulos binária de. incl inação afeta a variável preço do produto defasado. no. modelo proposto. Assim a partir das equaçoes estruturais ajustamento parci41 para área plantada e rendimento,. com in-.
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