• Nenhum resultado encontrado

A HISTÓRIA DO FUTSAL

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2019

Share "A HISTÓRIA DO FUTSAL"

Copied!
43
0
0

Texto

(1)

1

A HISTÓRIA DO FUTSAL

Existe uma grande controvérsia sobre a origem do Futebol de Salão, onde a dúvida reside no fato de que não se sabe se foram os brasileiros que, ao visitarem a ACM de Montevidéu, levaram do Brasil o hábito de jogar futebol em quadras de basquete; ou se foram os brasileiros que conheceram a novidade ao ali chegarem e, ao retornarem, difundiram a prática em território nacional.

Não sendo o intuito deste trabalho a descoberta do real precursor do futebol de salão, a seguir, você pode acompanhar cronologicamente os principais fatos que marcaram a história do nosso futebol de salão.

O Futebol de Salão nasceu nos anos 30 e foi criado na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, Uruguai.

As inúmeras conquistas que o Uruguai obteve na época, fizeram do futebol o esporte mais praticado naquele país; tanto por crianças como por adultos. Conseqüentemente, faltavam espaços e campos para a prática do futebol. A solução encontrada foi a de improvisar locais menores como quadras de basquete e salões de baile. Contudo, já que tal espaço era muito menor do que um campo de futebol foi necessário algumas modificações no seu modo de jogar.

Por volta de 1933, foram redigidas as primeiras regras, fundamentadas no futebol (essência do jogo), basquete (tamanho da quadra), handebol (trave e área) e pólo aquático (regulamentação do goleiro com relação de não poder sair do limite da área de meta).

Neste período, por ocasião de um curso no Uruguai, patrocinado pelo Instituto Técnico da Federação Sul Americana das ACM's, cópias destas regras foram distribuídas a todos os representantes da América do Sul.

O primeiro escrito sobre o futsal no Brasil é datada em 1936, pelo autor Roger Grain, em uma Revista de Educação Física, onde o mesmo apresenta as regras do futsal.

(2)

2 Entre os adultos, o gosto pelo Futebol de Salão era tanto que passou a ser um problema disciplinar na maioria das ACM`s da América do Sul, a ponto de, na Conferência dos Diretores de Educação Física das ACM`s Sul-americanas, ser recomendado que o Futebol de Salão fosse limitado à pratica somente de menores. A ACM de São Paulo foi a única que continuou com o Futebol de Salão em seu programa para adultos. Sem dúvida deveu-se à ACM de SP a divulgação deste esporte, especialmente para os adultos, conforme palavras encontradas nas primeiras regras divulgadas em Abril de 1950 pelo Depto. de Ed. Física daquela entidade.

Na década de 50 são dados os primeiros passos para a institucionalização do esporte com a criação da primeira federação. Em 1954, foi fundada a Federação Carioca de Futebol de Salão, tendo como presidente Ammy de Moraes, e, posteriormente surgiu as federações de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Em março de 1958, a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) oficializou a prática do Futebol de Salão no país, fundando o Conselho Técnico de Futebol de Salão, tendo as federações estaduais como filiadas.

A partir da década de 80, começaram os primeiros campeonatos Pan-americanos e mundiais, saindo o Brasil como vencedor.

A década de 90 representa a grande mudança no de Futebol de Salão. Da fusão do Futebol de Cinco (praticado pela FIFA) com o Futebol de Salão (praticado pela FIFUSA) surgiu o FUTSAL. Apesar desta fusão, tivemos simultaneamente dois campeonatos mundiais, um na Guatemala (Futsal) e outro na Bolívia (Futebol de Salão), o que gera uma grande confusão por parte dos aficionados e de certo modo tem trazido prejuízos para que este esporte se torne Olímpico.

O Futsal, procurando modernizar-se, tem alterado com freqüência suas regras nos últimos anos.

(3)

3 No atual cenário, observa-se que o Futsal tem sofrido inúmeras alterações na sua forma de jogo, impostas pelas modificações das regras, pela evolução da preparação física (melhora da capacidade de marcação das equipes e maior movimentação dos jogadores) e pela profissionalização dos atletas e de toda a comissão técnica. Em função disto, os profissionais do futsal, principalmente os formadores, devem buscar a atualização e a troca de conhecimentos e experiências, a fim de que realizem o seu trabalho dentro de uma metodologia coerente com as necessidades e interesses do jovem praticante.

O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DO JOGO DE FUTSAL

A aprendizagem de qualquer modalidade esportiva deve ser feita com cuidadosa e adequada metodologia. Os preceitos da pedagogia, da didática e da psicologia devem ser empregados pelo professor na iniciação esportiva, pois está ultrapassado e há muito tempo a fase do empirismo, da auto-aprendizagem e da ausência de segura orientação na iniciação desportiva.

A literatura em língua portuguesa, apresenta-nos autores que relacionam o ensino do

Futsal “somente” aos fundamentos do jogo, pois a palavra fundamentos vem do latim “fundamentu” que quer dizer base, alicerce, assim, muitos profissionais de Educação Física, fieis ao significado da palavra, entendem que para a prática do jogo de Futsal, é necessário antes o ensino dos fundamentos, que são os elementos da técnica individual dos jogadores de linha (passes, chutes, dribles,...) e dos jogadores de gol, os goleiros (arremessos, empunhadura, quedas, ...).

A partir cultura antiga, ainda observa-se hoje, seja nas escolas, clubes e equipes e até mesmo na literatura, a iniciação no Futsal trabalhada a partir dos fundamentos, para posteriormente trabalhar-se a aplicação destes em situações de jogo.

(4)

4 Os problemas desta metodologia estão visíveis na hora do jogo, pois geralmente durante os exercícios em formação dois a dois, colunas e fileiras, o aluno não depara-se com situações reais de jogo, como adversários, tempo limitado para tomar certas decisões, espaço reduzido e outras.

Neste caso, a aprendizagem é restrita a gestos automatizados em situações completamente distintas as que o aluno terá que enfrentar no momento do jogo, como oponentes, regras e limites de tempo para resolver situações de defesa e ataque.

Em função desta antiga cultura, a forma de ensino que se observa na prática é a decomposição do jogo evidenciando as ações técnicas ( passar, chutar, driblar, etc.) através de educativos. Conseqüentemente os famosos “educativos”, como por exemplo, no caso do

voleibol a bola fixa acima da rede para a cortada, são grandes “deseducativos” para a

aprendizagem inicial deste fundamento, pois preparam para uma situação estável que não existe durante o jogo propriamente dito.

Assim, o sucesso nesta ação não depende somente da maneira como ela é executada (técnica) mas sim da adaptabilidade às exigências do meio. E isto precisa ser muito praticado. Em outras palavras, o ensino da técnica em algumas situações não corresponde àquelas enfrentadas pela criança no jogo.

Como o jogo de Futsal envolve as ações técnicas e as ações táticas, ambas devem estar inter-relacionadas na sua aprendizagem. A tática do jogo de Futsal compreende os sistemas de defesa e os sistemas de ataque.

No entanto, há geralmente uma adaptação de métodos de ensino-aprendizagem da tática de outras modalidades coletivas, como handebol, basquetebol, e voleibol, para o Futsal. Com a evolução dos esportes em geral, mais especificamente o Futsal, exige-se hoje que, no processo de formação de jogadores, se aplique uma metodologia que permita o desenvolvimento geral das ações técnicas e táticas.

(5)

5 Toda decisão depende da percepção e antecipação de uma situação, como também da experiência específica que o atleta tem adquirido no esporte, assim, devemos propiciar aos alunos atividades semelhantes as situações de jogo.

No processo de ensino-aprendizagem do Futsal, a criança deverá saber interpretar a situação de jogo, pois somente assim conseguirá reunir informações para chegar a melhor solução. Quanto mais informações o professor transmitir, menos decisões a criança deverá tomar.

Ensinar a técnica (fundamentos do jogo) e a tática (sistemas de defesa e ataque) separadamente, é como ensinarmos a jogar sem oportunizar a sua aplicabilidade, pois a técnica e a tática então relacionadas.

Alguns autores, entendem que os gestos técnicos, não teriam a primazia no ensino, não seriam o ponto de partida. Em contraste a esta afirmativa, outros autores, acreditam que somente com o domínio dos fundamentos a criança consiga jogar, para ele, a criança tem facilidade em aprender o Futsal por que desde cedo ela pratica os fundamentos do jogo.

Percebe-se que este autor afirma que somente com a prática dos fundamentos do jogo a criança pratique o Futsal, desconsiderando que o jogo envolve as ações além das ações técnicas as ações táticas.

Para a prática de qualquer modalidade esportiva coletiva, onde há ações de intervenção externa (adversários, regras, tempos limitados para ações, etc.), as ações táticas são tão importantes como a qualidade técnica nas resoluções de problemas enfrentados durante o jogo.

Sendo as ações técnicas e táticas os alicerces para que o jogo se desenvolva racionalmente, somente com a combinação destas ações nas atividades, é que poderemos desenvolver e aprimorar na criança a “capacidade de jogo”.

A metodologia de ensino-aprendizagem do jogo de Futsal, deverá ser a partir de uma inter-relação das ações técnicas e das ações táticas, de modo a serem desenvolvidas globalmente no aluno, isto quer dizer, que a capacidade motora e a capacidade cognitiva devem ser trabalhadas em conjunto, para que o aluno desenvolva a “Capacidade de Jogo”.

(6)

6 Defini-se “Capacidade de Jogo”, como as ações técnicas e táticas, empregadas de

maneira racional durante o jogo, de modo que venha resolver, as situações e os problemas

existentes no jogo, que estão em mudança permanente”.

Portanto, podemos concluir que, para o desenvolvimento da “Capacidade de Jogo”,

é necessário que, a metodologia a ser empregada pelo professor, tenham uma aproximação com o jogo (situações reais de jogo).

Para isto, faz-se necessário que o professor utilize-se de atividades técnico-táticas. A formação técnico-tática assume, portanto, na didática dos jogos desportivos coletivos, uma posição central.

A TÉCNICA

A TÉCNICA INDIVIDUAL DO FUTSAL

Define-se a técnica como todo o gesto ou movimento realizado pelo atleta que lhe permite dar continuidade e desenvolvimento ao jogo. É descrita também como uma série infindável de movimentos realizados durante uma partida, tendo como base os fundamentos do jogo. No futsal, as técnicas individuais, empregadas durante a prática do jogo, são adaptadas as condições e situações do jogo a ao tipo somático do jogador, utilizando a forma mais funcional e econômica para alcançar seu objetivo no jogo. O padrão técnico de cada indivíduo é fundamentalmente influenciado pelos componentes de equilíbrio, ritmo, coordenação geral e coordenação espaço-temporal, enfim, de suas vivências e experiências motoras de um modo geral.

(7)

7

Técnicas Individuais dos jogadores de linha

As técnicas individuais dos jogadores de linha são divididas em condução, passe, chute, domínio, drible e finta, marcação e cabeceio.

Condução de bola

É a ação de andar ou correr com a bola, próxima ao pé, por todos os espaços possíveis de jogo, protegendo-a quando acossado pelo adversário. A condução de bola é um dos fundamentos que propicia, durante o aprendizado, um maior tempo de contato com a bola, facilita o controle da bola e auxilia muito para a realização de um drible. Alguns aspectos serão importantes para uma boa condução de bola; entre eles destacaria a cabeça elevada possibilitando a visão do jogo, proximidade da bola junto ao corpo, coordenação do movimento principalmente em velocidade, proteção da bola, equilíbrio do corpo, noção de espaço de quadra e estar sempre atento às condições de passar, chutar em gol ou até mesmo de manter-se com a bola.

A condução ainda é classificada com relação à trajetória e em relação à execução. * Relação à trajetória classifica-se em retilínea e sinuosa

* Relação à execução classifica-se em face interna, face externa e solado.

Passe de bola

Passe é o ato de entregar a bola diretamente ao companheiro ou lança-la em um espaço vazio da quadra. O passe possibilita o jogo em conjunto e a progressão das jogadas. A execução da técnica do passe facilitará também o aprendizado do chute de bola, pois ambos partem de um gesto motor muito parecido, mas com objetivos diferentes. Neste futsal atual, talvez o passe seja um dos fundamentos mais importantes, pois as movimentações dos atletas são intensas e de certa forma imprescindíveis para o desenvolvimento da mecânica de jogo.

(8)

8 precisão no toque, intenção e objetivo ao tocar na bola, força adequada para que a bola percorra a distância estabelecida.

Classificação dos passes: * Em relação à distância; Curtos até 4 metros; Médios de 4 a 10 metros; Longos acima de 10 metros.

* Em relação à trajetória: Rasteiro;

Meia-altura; Parabólico; Alto.

* Em relação à execução Face interna;

Face externa; Anterior (bico); Solado;

Dorso.

* Em relação ao Espaço de jogo Lateral;

Diagonal; Paralelo.

* Passes de Habilidade Com a coxa;

(9)

9 Ombro;

Calcanhar ou solado para trás; Parabólico ou cavado.

Chute ao gol

Chute é a impulsão dada à bola com um dos pés, tendo como objetivo o gol adversário. Para alguns estudiosos o chute pode também ser defensivo, quando o objetivo é impedir as ações de ataque (chutão para longe da zona de perigo).

No chute, se estabelece uma reação de forças (pé e bola), contudo estudos apontam que o determinante para a velocidade do chute é a velocidade imprimida pela perna do pé de toque ao tocar a bola.

Para que o chute seja correto é importante salientar alguns fatores: * posição do pé que não chuta (base);

* posição do pé que chuta (bico ou peito do pé);

* posição do joelho da perna que chuta (fletido para impulsão da perna); * posição do corpo e da cabeça no momento do chute (equilíbrio). Destaca-se algumas fases para o chute:

* na corrida para a bola, o corpo deve estar ligeiramente inclinado para frente; * o pé deve ser levantado para trás e para cima, flexionando-se a perna; * o pé que chuta deve estar contraído, porém, a perna solta;

* o movimento de trazer o pé para bater na bola é explosivo;

* após o impacto na bola, o pé continua sua ação para a frente e para cima, completando assim, um meio círculo.

Classificação do chute.

* Em relação à trajetória: rasteiro;

meia altura ;

(10)

10 * Em relação aos tipos e execução correspondente

simples – anterior (bico), dorso do pé (peito do pé) e interna; bate pronto - dorso do pé, parte externa e interna e anterior; voleio - dorso do pé;

cobertura - ântero-superior do pé.

Domínio e Recepção de bola

Domínio é a ação de receber a bola e deixá-la sobre controle. Quando se intercepta a trajetória de uma bola passada ou arremessada, estamos receptando a bola. Para que um passe consiga atingir o seu objetivo, o atleta que quer receber a bola deve estar bem colocado para facilitar a chegada da bola e também deverá possuir uma boa técnica para sua recepção. Na verdade, uma boa recepção de bola agiliza o jogo e dá condições imediatas de conduzir, passar, driblar ou de finalizar ao gol.

Classificação da recepção

* Em relação à trajetória percorrida pela bola Rasteira;

Meia altura; Parabólica; Alta.

* Quanto à execução

Nas recepções rasteiras- face interna, face externa e solado.

Nas recepções à meia altura - face interna e externas dos pés e coxas e anterior da coxa.

Nas recepções parabólicas - cabeça, peito, coxa, dorso dos pés e solado. Nas recepções altas- cabeça e peito.

Drible e Finta

(11)

11 muscular, ritmo, muita malícia e sentido de improvisação. O drible nada mais é que ultrapassar o adversário com a posse de bola. Alguns estudiosos ainda colocam que para que isto aconteça, o atleta deve ter completo domínio de bola (perto dos pés), agilidades nos movimentos (cintura), habilidade no trato da bola e criatividade para sair pelo lado mais fraco do marcador.

Já a finta é o movimento executado sem bola. Pode-se fintar com os pés, com as pernas, com o tronco, com os braços, e até com os olhos; basta realizar um movimento qualquer e se deslocar no inverso. Deve-se salientar ainda que a finta com o corpo pode ser utilizada para possibilitar um recebimento de um passe, para auxiliar posteriormente em drible, ou até mesmo para a marcação, onde ameaçamos com corpo a nossa aproximação para interceptação da bola.

Classificação dos dribles.

* Quanto ao objetivo

Ofensivo - tem como objetivo a meta adversária;

Defensivo - tem como objetivo manter a posse de bola em condições de segurança.

* Quanto ao tipo Dribles simples; Dribles complexos; Dribles clássicos.

* Quanto à execução

Dribles simples

- puxadinhas e saídas laterais; - com o solado dos pés; - com a parte interna dos pés; -com a parte externa dos pés.

(12)

12 -geralmente os que utiliza associado a uma finta com o corpo

Dribles Clássicos

- dorso (peito) do pé - no caso de chapéu.

- elástico, meia-lua, bolas por entre as pernas do adversário.

Ao driblar, devemos ainda considerar o tempo de reação para aplicação do drible; coordenação e equilíbrio; domínio sobre as diferentes técnicas individuais; visão e noção espacial e velocidade de execução.

A finta pode ser classificada quanto ao objetivo:

Ofensiva - quando tem-se o objetivo de conseguir se desmacar do adversário para que seja possível receber a bola do companheiro de equipe.

Defensiva - quando se ameaça que encurtar o marcador, dificultando a linha de passe, ou até mesmo quando nos aproximamos do oponente que está atacando, insinuando que vamos abordá-lo para retirar a bola de seu controle.

Ao fintar, deve-se considerar a sincronização de movimentos, noção ampla de espaço, visão de jogo e tempo de bola.

Marcação

Apesar de muitos autores não citarem em suas obras, a marcação como um fundamento individual e sim coletivo, acreditamos que, como os demais elementos da técnica individual, deva ser estimulado e também treinado como os demais. A marcação é a ação de impedir que o adversário receba a bola, ou que o mesmo progrida pela quadra de jogo. No futsal competitivo traduz-se no principal elemento de defesa em decorrência das constantes movimentações.

A marcação pode ser dividida em dois estágios:

(13)

13 observar o pé dominante do adversário e de oferecer sempre a lateral da quadra para sua progressão.

* Abordagem: quando o jogador estiver com um bom equilíbrio e abordar o oponente, buscando obter a posse da bola ou desequilíbrio na ação do passe do adversário. Na ação de marcar individualmente, é importante que não se marque a bola após a ação de passe do oponente e sim o seu deslocamento.

Outros itens importantes de marcação:

* Antecipação: É a ação exercida para chegarmos na bola antes do adversário. * Cobertura: A cobertura poderá ser exercida tanto numa jogada ofensiva onde um companheiro de equipe vai realizar uma jogada de drible individual, quanto numa ação estritamente defensiva, afim de auxiliarmos o colega de equipe durante a tentativa de drible do jogador adversário, formando uma segunda linha de marcação.

Cabeceio de bola

Cabeceio é o ato de golpear a bola com a cabeça. Com a nova alteração das regras, tornou-se ainda mais utilizado este fundamento, principalmente nas situações de desafogo da defesa ao lançar a bola ao ataque, onde há interceptação da equipe adversária e no lançamento do goleiro com as mãos para o outro lado da quadra, buscando um companheiro de equipe.

Classificação do cabeceio * Quanto ao objetivo Ofensivo e defensivo. * Quanto à execução Frontal e lateral.

Técnicas Individuais do goleiro

(14)

14 também resolver um jogo. Existem em muitas equipes o goleiro artilheiro, que além de salvar a sua equipe com excelentes defesas, ainda vai ao ataque para marcar os gols. Talvez, hoje em dia, na formação de base, apareçam muitos garotos, buscando a posição de goleiro. Antigamente, só ia para o gol o menino que tinha dificuldade de jogar com os pés, ou o gordinho. No capítulo de tática do futsal, onde abordam-se as posições dos jogadores no futsal são enfatizados com maior profundidade alguns aspectos importantes para o goleiro. Vejamos alguns fundamentos básicos para o desenvolvimento da técnica dos goleiros:

* Pegada ou empunhadura

Pegada ou empunhadura é o posicionamento básico das mãos que possibilita exercer as ações de defesa da bola quando chutada, passada ou arremessada nos diferentes planos. É o princípio básico de um goleiro na qual é efetuada com o uso das mãos, procurando manter os braços unidos, exceto em caso de lances muito rápidos, e chutes muito potentes que impossibilitam a pegada da bola. Os braços ficam soltos e as mãos firmes, afim de que a bola não ultrapasse esta resistência.

No entanto, em qualquer circunstância, após a pegada, o goleiro deve proteger a bola, usando uma parte do corpo como obstáculo seguinte, pois caso haja passagem inicial, encontrará outra barreira. Para facilitar a colocação do corpo como segundo obstáculo, recomenda-se que o goleiro jamais fique imóvel no gol. Pelo contrário, deve estar em constante movimentação, principalmente pernas e braços.

* Defesas baixas e defesas altas

As defesas baixas são todas as defesas exercidas abaixo da linha da cintura, fazem parte as caídas laterais, encaixadas de bola e os recursos utilizados com os pés. Já as defesas altas são todas as defesas exercidas com as mãos ou peito acima da linha de cintura.

* Espalmar

(15)

15 realizar o toque, o qual é feito entre a palma da mão e a primeira articulação dos dedos. Deve-se ter cuidado para não deixar que a bola, ao ser espalmada, rebata para frente.

* Lançamento

O lançamento é o passe do goleiro aos companheiros de equipe, pode ser realizado com as mãos ou com os pés. Este passe também constitui elemento básico na construção de jogadas e, portanto, deve ser seguro, preciso, rápido, oportuno, inteligente, de modo a assegurar o máximo a posse da bola para a sua equipe.

Com as mãos, o goleiro pode efetuar dois tipos de lançamentos, por cima e por baixo. Um de maior potência, onde o goleiro procura jogar a bola para um atacante no setor ofensivo da quadra. O outro é de menor potência, e é usado para distâncias curtas. Com os pés, são inúmeras as possibilidades de execução, dependendo da distância do companheiro e do objetivo proposto. Como exemplo, pode-se citar o lançamento com um bate-pronto, um voleio ou com um passe rasteiro. Ao certo, o goleiro terá somente 4 segundos para realizá-lo, por isso deverá realiza-lo com muita rapidez e eficácia.

* Fechar o ângulo

O goleiro deve movimentar-se, sempre procurando ocupar a bissetriz do ângulo formado pela bola e os postes da meta. Tanto no plano horizontal como no plano vertical. Fechar o ângulo é simplesmente fazer com que o gol se pareça menor ao atacante, isto é, tentar fechar ao máximo as áreas abertas do gol. Avançar à frente do gol, facilita o goleiro para efetuar a pegada no caso de chutes fortes, porém, não o ajudaria no caso de bolas em que o atacante tenta encobrir o goleiro.

* Saída de gol

(16)

16 * Desenvolver os fundamentos dos jogadores de linha

O goleiro com a chance de poder jogar com os pés como os demais jogadores, deverá desenvolver e aprimorar muito a sua coordenação de membros inferiores. É indicado inclusive que ele trabalhe em conjunto com os demais atletas de linha e que também realize um treinamento técnico-tático de situações que necessitarão da sua participação. O passe, o chute, o drible curto e a proteção de bola acontecem com freqüência durante o jogo.

A TÁTICA

Antes de começarmos a abordar o tema a tática do futsal, cabe-nos esclarecer que apesar de reconhecermos que o jogador de futsal deverá ter características universais (saber atuar em qualquer setor da quadra, desempenhando todas as funções), é de extrema

importância que apresentemos as posições básicas com seu local inicial de atuação e suas funções no jogo.

POSIÇÕES E FUNÇÕES DOS JOGADORES DE FUTSAL

Goleiro

(17)

17 Último Homem / Fixo / Beque

Sua função básica é defensiva, porém deve saber o momento exato de participar de algumas manobras ofensivas, como organizador, abrindo espaços para os companheiros e chegando como homem surpresa para o arremate à gol. Este jogador deverá também orientar os colegas durante a marcação e ter um bom senso de cobertura. Tem como espaço inicial de jogo o centro de sua meia quadra.

Lateral / Ala Direito e Esquerdo

São os responsáveis pela construção das jogadas e têm a tarefa de marcar e atacar. Atuam na maioria das vezes pelas laterais da quadra, com infiltrações também para o centro da quadra.

Homem de Frente / Pivô

Este é o responsável pela distribuição das jogadas e, quando acionado, exerce as ações de finalização e de abrir espaços na área adversária para a penetração de seus companheiros. A sua característica básica é saber jogar de costas para o gol. A sua área de atuação é a quadra adversária.

Eis alguns conselhos citados por Vieira (1987), que devem ser seguidos na organização de um bom plantel para sua equipe:

 Jogadores juvenis – O atleta que é promovido da equipe juvenil para equipe adulta, normalmente cai de rendimento. De certa forma é natural. Ambiente diferente, colegas mais velhos, outro estilo de direção técnica, etc. No entanto, se ele demonstrou qualidades que o fizeram ser convocado para o plantel adulto, é importante que o treinador tenha paciência para esperar a adaptação, que, às vezes, demora até um ano.

(18)

18 independentemente da equipe que está enfrentando. Por outro lado, existem aqueles mais fracos, de caráter que se acovardam nas partidas mais importantes, e na maioria das vezes, são responsáveis por derrotas, pela sua falta de brio. Prestigiem os primeiros citados e se desvencilhem destes.

 A uniformidade no estilo de jogo – O rendimento coletivo de uma equipe é o resultado do estilo de jogo de seus integrantes. Se você tem jogadores rápidos, velozes, não é aconselhável juntá-los a jogadores lentos, embora eles sejam os chamados craques, pois, em termos de conjunto, o resultado será negativo. Muitas vezes, equipes sem nenhuma estrela, produzem muito mais coletivamente que aqueles recheadas de renomeados jogadores com características diferentes. Cuidado, pois, ao convidar alguém para integrar a sua equipe, principalmente quando ela não possui estilo ideal que você esta adotando.

ATAQUE

Evolui enormemente e ultrapassa a defesa na possibilidade de trabalho e de aplicação. Atacar é inato a todos, porém alguns jogadores o fazem com mais facilidade que outros. Atacar no Futsal atual, aparentemente, parece uma tarefa mais fácil do que antigamente devido à mudança nas regras que fizeram com que a violência e as faltas no jogo fossem diminuídas. Por outro lado, o treinamento no Futsal evoluiu muito. Os treinadores são mais estudiosos e a condição física dos atletas fez com que os espaços da quadra diminuíssem, tornando a marcação e a recuperação mais eficazes.

Na nova Tática do Futsal, pouco se utiliza com os atletas a linguagem sistema e tática de jogo. Atualmente, os treinadores buscam desenvolver em suas equipes uma mecânica de jogo (padrão de movimentação) que possibilite a partir desta, uma série de alternativas para que se possa ludibriar o sistema defensivo da equipe adversária. Na maioria das vezes é necessário alguns meses de treinamento para que a equipe consiga executar esta mecânica com naturalidade.

(19)

19 salientar que os movimentos e os fundamentos táticos de ataque que iremos aplicar devem ser adaptados as características dos nossos jogadores.

A seguir, de uma forma didático-pedagógica expomos alguns pontos e temas importantes sob a tática do jogo.

Sistema  é a maneira de distribuir os jogadores na quadra, ou simplesmente o posicionamento dos jogadores.

Tática  são as movimentações dos jogadores dentro de um determinado sistema.

TIPOS DE SISTEMA DE JOGO

SISTEMA 2 : 2

É o pioneiro entre os sistemas de jogo, datado por volta de 1950, consiste em ter dois jogadores na armação na quadra de defesa e dois jogadores na quadra de ataque. É um sistema ainda muito empregado durante a partida. Algumas equipes o utilizam em final de jogo, mas quando se encontram com o resultado favorável.

É aplicado também quando o adversário faz marcação pressão, onde as trocas dos passes fica dificultada e a ação do goleiro como opção mais indicada. Indicado para as equipes que possuem um goleiro lançador e um pivô que saiba dominar com facilidade, estando de costas para o gol (Escora).

Tem-se utilizado muito este sistema quando a equipe adversária esta com um jogador a menos (expulsão temporária). Dentre todos os sistemas é um dos mais fáceis de ser aplicado na escola, principalmente por ter um equilíbrio ofensivo e defensivo, não necessitando tantos deslocamentos combinados para que a bola consiga sair da defesa para a zona de ataque.

(20)

20 SISTEMA 3 : 1

Este sistema é um dos mais utilizado no Futsal. As suas possibilidades de variações são muitas e propicia a realização inúmeras jogadas ensaiadas. Deste sistema surgiu as variações do rodízio de três e de quatro jogadores. Suas principais vantagens são favorecer as armações de jogadas e ter sempre cobertura e balanço defensivo. Já suas desvantagens são a grande movimentação, a necessidade de ótimo preparo físico e um bom nível técnico dos atletas. O posicionamento do pivô que fica na quadra ofensiva, poderá ser na frente da área do adversário (referência de passe) ou em uma das laterais da quadra, objetivando atrair o fixo, e facilitando a infiltração de outros jogadores da sua equipe no espaço de quadra ofensiva.

Como já foi enunciado no inicio do texto os rodízios de três (troca de posição de três jogadores) e de quatro (troca de posições pelos quatros jogadores) poderão ocorrer com os jogadores deslocando-se pelo meio ou pelas alas.

SISTEMA 2 : 1 : 1

Como a própria distribuição preconiza, dois jogadores são previamente definidos como armadores na quadra de defesa, um mais adiantado no meio da quadra com função de armação e outro definido como atacante, movimentando-se na quadra adversária. A sintonia entre o jogador do meio e o atacante é importantíssima para um bom desenvolvimento do ataque

Neste sistema , quando o jogador do centro da quadra retorna para a armação da jogada, passa para o sistema 3 : 1 e, quando o jogador sobe para o ataque passa para o 2 : 2.

SISTEMA 1 : 2 : 1

(21)

21 necessidade de movimentação constante dos jogadores em quadra. De qualquer forma é possível ser utilizado em quadras de dimensão pequena, onde se faz necessário um pivô de referência, e um fixo que guarde mais posição a frente da área com cuidados estritamente defensivos.

SISTEMA 3 : 2

É uma variação do sistema 2:2. O goleiro soma-se na organização da jogada. Utiliza-se principalmente quando o adversário está recuado em sua quadra de defesa. Neste sistema é necessário um goleiro que tenha facilidade de trocar passes e que tenha bom chute de média e longa distância, por isso tem-se colocado um goleiro linha na maioria das vezes.

Caracteriza-se pela utilização de um jogador no centro da quadra, organizando as jogadas e outros quatro atletas na meia quadra de ataque, tentando finalizar ou abrir espaços. O goleiro pode ser utilizado tanto no centro como nas alas. O jogador que ocupa a posição central (geralmente o goleiro) deve ser um bom passador e finalizador para que o sistema tenha resultado. Sua principal vantagem é ter 5 contra 4 no ataque, um bom tempo de posse de bola, possibilitando um grande desgaste do adversário para marca-lo.

Suas desvantagens são o desgaste do goleiro e a defesa desprotegida durante o ataque. Este sistema tem sido também chamado de 1x2x2 e 5x0 (de cinco). É possível observar também que algumas equipes em determinados momentos tem se posicionado 2x3, com um goleiro e somente um ala na armação da jogada, colocando três homens na frente (obs: ainda algumas equipes neste sistema 2:3 atuam com o goleiro posicionado na frente com mais dois atacantes e dois jogadores na armação da jogada).

SISTEMA 4 : 0 ( quatro em linha)

(22)

22 espaço vazio. É necessário que todos os jogadores tenham excelente habilidade de bola, bom passe e sobretudo que saibam jogar muito sem a bola. As opções que se derivam deste sistema são múltiplas. É indicado para ser aplicado em quadras grandes.

SISTEMA 1 : 3

É um sistema suicida e muito arriscado. Por isto, é utilizado em momentos em que a equipe necessita do resultado e já está no final do jogo. Também é aplicado quando a equipe adversária já tem as 05 faltas coletivas. Neste sistema o ala que recebe a bola do goleiro tenta uma jogada individual sobre o seu marcador e os demais jogadores se posicionam no fundo da quadra do adversário ou em uma das alas, com o intuito de abrir espaços. Atualmente este sistema tem sido pouco utilizado em função da possibilidade do goleiro sair da área para auxiliar no ataque.

DEFESA

A quem afirme que o melhor ataque, começa por uma boa defesa. Esta afirmação é positiva, a medida que as principais situações de ataque no jogo derivam de um erro do adversário e de bolas roubadas na marcação, onde são realizados os contra-ataques. As defesas, hoje em dia, evoluíram muito em função do melhor condicionamento físico dos atletas e também em função da nova dinâmica estabelecida dentro de um futsal com concepção total, todas devem saber atacar e defender. Nesta primeira parte, será esboçada uma pequena revisão de literatura voltada para a tática defensiva e posteriormente abordaremos assuntos atuais como defesa alternada e princípios de jogo defensivo.

Marcação significa não deixar o oponente jogar, isto é, combate-lo de forma legal, impedindo o mesmo de levar vantagem nas disputas de bola e consequentemente defender o seu gol contra as investidas da equipe contrária.

(23)

23 De forma bem resumida, como foi visto acima pelos autores a marcação pode ser vista de três maneiras:

Marcação individual : tem como objetivo executar a ação de marcar de forma direta um determinado oponente. Há duas formas de marcação individual: pressão parcial e pressão total.

Marcação por zona ou espaço: ação de marcar um determinado espaço ou setor da quadra de jogo.

Marcação mista: combina as ações de marcação individual e por zona.

Defesa Alternada / Divisão da quadra em linhas

Além desta classificação que foi citada, alguns treinadores se utilizam de outros critérios que veremos abaixo para ocupação em quadra da sua marcação. Durante a partida o treinador deverá utilizar uma linguagem que o adversário não compreenda, possibilitando se necessário a utilização da defesa alternada, que nada mais é que as alterações sucessivas de defesas no transcurso do jogo, afim de impedir que o adversário se equilibre e se adapte ofensivamente ao tipo de marcação imposta.

A. B.

Basquete

Volei

Meia Quadra

Handebol

Linha 1 Linha 2 Linha 3

Linha 4

(24)

24 JOGADAS ENSAIADAS E COMBINADAS

(25)
(26)

26 O GOLEIRO DE FUTSAL

O Goleiro é o jogador que defende a meta da sua equipe.

O Goleiro de Futsal é o único jogador que pode jogar a bola com as mãos dentro da sua área, exceto se receber uma bola atrasada do companheiro (tem de receber com o pé).

O Goleiro é, antes de mais, um jogador com um peso específico na sua equipe, pois organiza, determina, posiciona e transmite a segurança defensiva necessária aos seus colegas, bem como potencializa os contra-ataques e /ou ataques.

O Goleiro é o jogador que domina, através da sua visão global e periférica, todas as movimentações dentro da quadra (adversárias e dos próprios colegas), tendo como função tática principal: a de vigiar e observar a colocação dos adversários, essencialmente perante uma possível perda de bola ou esquema táctico ofensivo (escanteio, falta, etc).

O Goleiro é o jogador que tem de fazer uso dos seus atributos de comunicador para avisar e falar continuamente com os seus colegas, afim de organizar e orientar as movimentações e posicionamentos defensivos e ofensivos, revelando domínio sobre as situações que poderão propiciar erros coletivos.

O Goleiro poderá ser o capitão de equipe ou seu substituto na ausência desse. Representa a organização no desenrolar do jogo e representa os seus companheiros na defesa das vitórias e na obtenção inequívoca dos muitos gols marcados e dos poucos sofridos.

TREINAMENTO DE GOLEIRO NO FUTSAL

(27)

27 Antes de mais, penso que é legítimo salvaguardar que defendo que sob um trabalho integrado (coletivo) o Goleiro deve ter ao seu dispor um técnico especializado e preparado para a especificidade que este trabalho requer.

Tenho a consciência que em diversas equipes, nomeadamente amadoras, é quase impossível contemplar na equipe técnica um especialista neste quesito. No entanto, penso que a maioria dos treinadores "esquecem-se" do trabalho individualizado que estes devem ter, quando poderiam durante a preparação do trabalho técnico-táctico, promover a introdução de hábitos de trabalho multidisciplinares que os "obrigassem" a um trabalho (vigiado) de melhoria técnica e de promoção de uma condição física essencial para a abordagem ao jogo.

Desta forma, o treinador deverá promover exercícios motivantes (sempre com bola) que contemplem no plano físico-motor exercícios de Coordenação (manual e óculo-podal), Velocidade (sobretudo de reação), Agilidade, Força (superior para encaixe de bolas, abdominal e inferior) e Flexibilidade (essencial nesta posição).

(28)
(29)
(30)
(31)
(32)
(33)

33 Devemos, sobretudo ter noção que o treinamento não deverá ser um "massacre" sobre os goleiros, o seu planejamento para além da diversidade poderá ser preparado com materiais diferentes, com minimização dos efeitos colaterais que os exercícios possam causar e, sobretudo com muita imaginação, entretenimento, alegria e entusiasmo.

(34)

34 EXERCÍCIOS DE MANUTENÇÃO FÍSICA E TÉCNICA

1. Sentado com a bola atrás das costas. Girar o tronco, apanhar a bola, girar para o outro lado e colocar a bola atrás do corpo novamente. A cada série determinada

mudar o lado do “giro” inicial.

2. Sentado, elevar as pernas unidas (sem encostar) no chão e passar a bola de uma mão para a outra por baixo das pernas.

3. Sentado, flexionar o tronco e levar a bola até aos pés. Prender a bola entre os pés, rolar para trás e soltar a bola nas mãos.

4. Sentado, o companheiro fica de pé na frente e lança a bola acima da cabeça, uma vez de cada lado, para realizar a recepção. Deixar o tronco cair para trás, elevando a perna do lado contrário.

5. Sentado com auxílio de dois companheiros. Alternadamente, um “chuta” a bola

rasteira e o outro lança a bola quicada. Mudar o lado das bolas após o número de execuções determinadas.

6. Sentado, o companheiro lança a bola alta e reta sobre a cabeça. Deixar o tronco cair para trás e agarrar a bola.

7. Deitado em decúbito dorsal (costas) com os braços em cruz. Prender a bola entre os pés e rolar para os dois lados, encostando a bola nas mãos.

8. Deitado, o Goleiro recebe a bola do companheiro na frente do rosto, devolve, faz

(35)

35 9. Deitado em decúbito dorsal (costas). Com auxílio de dois companheiros, ficando um a 2 metros da cabeça da cabeça e outro a 2 metros dos pés. Recebe a bola alta daquele que está a seus pés, devolve, gira o tronco, ficando em decúbito ventral (barriga para baixo), para receber a bola rasteira do que está próximo da sua cabeça.

10.Deitado em decúbito ventral (barriga para baixo) com os braços em cruz e a bola numa das mãos. Rolar a bola de uma mão para outra elevando o tronco para ela passar por baixo.

11.O companheiro na sua frente lança a bola para o Goleiro receber a bola acima da cabeça.

12.Utilizar duas bolas. O Goleiro recebe a bola alta e devolve rasteira.

13.De pé com as pernas afastadas. O Goleiro rola a bola por entre as suas pernas e cai para trás para apanhá-la.

14.O companheiro joga a bola por entre as pernas do Goleiro que cai para apanhá-la. Alternar o lado da queda.

15.A bola é passada por entre as pernas do Goleiro, este gira, cai e apanha. Alternar os lados.

EXERCÍCIOS DE COORDENAÇÃO

1. Correr jogando alternadamente para cima duas bolas de Futsal, uma em cada mão. Apanhá-las sem deixar cair ao chão. Observar a altura das duas bolas.

2. Mesmo que o anterior com duas bolas de tênis.

3. Mesmo que o anterior jogando com uma mão a bola de Futsal e com a outra a bola de tênis. Após, trocar os lados das bolas.

4. Jogar as bolas Futsal para cima ao mesmo tempo e tocar com as mãos nos calcanhares.

5. Igual ao anterior mas com uma bola de tênis e outra de Futsal.

6. Correr driblando a bola de handebol com uma mão e com a outra jogar uma bola de tênis para cima e apanhá-la. Mudar de mãos após x repetições.

(36)

36 8. Dois a dois. Cada um com uma bola de Futsal, passando-a lateralmente no ar de

uma mão para outra e após para o colega.

9. O Goleiro fica com duas bolas, jogando-as uma com cada mão para cima e recebendo e devolvendo a terceira bola para o colega.

10.Mesmo que o anterior, agora utilizando três bolas de Futsal.

11.Mesmo que anterior com a utilização de três bolas de tênis e realizando o passe picado para o companheiro.

12.Uma corda grande é amarrada ao poste da baliza. O técnico irá fazer o Goleiro saltar a mesma, devendo este rodar a bola ao redor da sua cintura.

13.Igual ao anterior, agora joga a bola para cima sem deixar cair.

14.Mesmo que o anterior, agora driblando a bola de handebol.

15.Mesmo que anterior, batendo palmas na frente do corpo após jogar a bola de Futsal para cima.

EXERCÍCIOS DE MANEJO DE BOLA

1. Elevar alternadamente as pernas para a frente (marcha) e passar a bola por trás dos joelhos.

2. Afastar as pernas, flexionar o tronco e passar a bola ao redor das pernas, fazendo um oito.

3. Flexionar o tronco e passar a bola por entre as pernas afastadas, apanhando-a na frente do corpo e no ar após estender o tronco.

4. Mesmo exercício anterior, jogando a bola alternadamente pelo lado direito e esquerdo.

5. Com uma bola de Futsal pressa nos pés, saltar e jogar a bola para cima pela frente do corpo e apanhá-la no ar sem deixar cair.

6. Mesmo que anterior, lançando a bola por trás do corpo.

(37)

37 8. Com os braços estendidos, segurar a bola à frente na altura do peito. Soltar a bola a

bater as mãos atrás do corpo e apanhá-la sem deixar tocar no chão.

9. Segurar a bola na frente do corpo e lançá-la para trás por cima da cabeça apanhando-a com as mãos por trás do corpo.

10.Mesmo que o anterior jogando a bola com as duas mãos, das costas para a frente do corpo.

EXERCÍCIOS ACROBÁTICOS

Estes exercícios permitem o desenvolvimento da agilidade do Goleiro, melhorando o seu desempenho nesta qualidade, além de colaborar também no desenvolvimento da coordenação motora. Note-se que para a realização destes exercícios é aconselhado o uso de colchonetes de ginástica.

1. Realizar um rolamento para a frente ficando de pé ao finalizar o movimento. 2. Realizar um rolamento para a trás ficando de pé ao finalizar o movimento.

3. Realizar um rolamento para a frente ficando de pé, e de seguida para trás ficando de pé ao finalizar o movimento.

4. Realizar um rolamento para a frente com salto sobre um plinto de ginástica ou algo semelhante.

5. Realizar um rolamento para a frente com salto por dentro de um arco, seguro pelo técnico ou colega.

6. Os três Goleiros ficam de pé na mesma linha. O do meio faz um rolamento para a frente, passando por baixo de um dos colegas que irá saltar e em seguida rolar por baixo das pernas do terceiro, que irá saltar e assim sucessivamente.

7. Mesma dinâmica anterior, com os Goleiros deitados em decúbito ventral (barriga para baixo). O do meio irá rolar lateralmente por baixo de um dos colegas que irá saltar por cima dele e rolar por baixo do terceiro, que irá saltar e depois rolar e assim sucessivamente.

8. Três Goleiros devem realizar o oito, sem bola, em deslocamentos rápidos e curtos. 9. Mesmo exercício que o anterior com a utilização de uma bola de Futsal. Os Goleiros

(38)

38 10.Realizar a “parada de mão”, seguida de rolamento.

Todos os exercícios poderão ser modificados (variantes), originando novos exercícios. O treinador tem de ter criatividade.

EXERCÍCIOS DE VELOCIDADE DE REAÇÃO

Independentemente de qualquer outro talento que o Goleiro possua, ele deve ser rápido, veloz, pois ao contrário deverá procurar no aprimoramento de outras qualidades físicas e técnicas, a condição necessária para se tornar o que podemos considerar um bom Goleiro.

1. O Goleiro fica de frente para uma parede, numa distância de 2 metros (máximo). O técnico fica atrás e irá arremessar uma bola de handebol contra a parede para que o Goleiro a agarre. A bola deve ser lançada em lados e alturas variadas.

2. Mesmo que o anterior utilizando bolas de tênis e/ou bolas de handebol alternadamente.

3. Mesma estrutura do exercício anterior, com o Goleiro a uma distância de 1 metro da parede. O técnico lança uma bola de tênis contra a parede e o Goleiro deverá reagir o mais rápido possível, objetivando tocar na bola.

4. O Goleiro fica na posição de espera de costas para o técnico, numa distância de aproximadamente de 4 metros. Ao sinal sonoro (Já!) do técnico ele irá girar e receber a bola para a segurar. Destaca-se que o “giro” deve ser realizado uma vez

para cada lado. A altura e lado de lançamento da bola devem ser alternados.

5. Mesmo que o anterior com a utilização de uma bola de handebol e outra de tênis, alternando lançamentos fortes e quicados.

6. Mesmo que o anterior, com a utilização de uma bola de Futsal. O técnico irá rolar a bola para os lados e avisará o Goleiro quando ela estiver próxima, dizendo o lado da bola (esquerdo / direito). Girar e fazer a defesa em queda.

(39)

39 8. Mesmo que o anterior utilizando uma bola de handebol/tênis (individual ou

alternadamente) e fazendo o passe picado por entre as pernas.

9. O Goleiro fica entre dois colegas, numa distância de aproximadamente 3 metros de cada um. Ele irá receber bola de Futsal de um, girar e receber de outro. A altura e

direções das bolas devem ser variadas. Observar o lado do “giro” para que seja

trocado seguidamente.

10.O Goleiro fica de costas para o técnico que irá lançar sobre si uma bola de Futsal (tênis, individual ou alternadamente)). O Goleiro deve apanhá-la antes deste cair ao chão.

11.O técnico fica com uma bola de Futsal em cada mão, distanciado a 1 metro do Goleiro. Ele irá movimentar as duas bolas juntas e jogar uma para que o Goleiro faça a defesa.

12.Dois a dois em decúbito ventral (barriga para baixo) com os braços soltos ao longo do corpo, distanciados a 1 metro entre si. No meio dos dois uma bola de Futsal. Ao sinal do técnico devem tentar puxar a bola para junto do seu corpo. Determinar o

“castigo” para o mais lento.

13.Mesmo exercício que o anterior com o técnico soltando uma bola de Futsal da altura do seu peito. Quando a bola tocar no chão os Goleiros devem tentar apanhá-la.

14.O Goleiro fica em decúbito dorsal (costas) segurando uma bola de Futsal. Ele irá lançar a bola para cima, fazer um giro de 360º e apanhá-la novamente. Alternar os

lados dos “giros”.

(40)

40 EXERCÍCIOS TÉCNICOS NA BALIZA

Os exercícios na baliza permitem ao Goleiro habituar-se ao espaço proporcionado pelo seu local de atuação. Quanto melhor for a sua noção espacial, melhor será o seu posicionamento na baliza.

O treino na baliza permite a adequação com a situação de jogo, ou seja, a variações de posições, tanto no ataque, através de quem finalizará para gol, bem como do próprio Goleiro nas suas mais variadas situações de defesa.

Além disso, este trabalho exige as qualidades físicas necessárias ao Goleiro, como a velocidade de reação e agilidade, possibilitando ainda a melhoria da resistência, flexibilidade e potência. Isto é possível através de formas variadas de treinar, através de chutes (várias distâncias), velocidades e alturas de diferentes.

O número de repetições realizadas para cada exercício na meta deve ser baseado no objetivo do mesmo e na atual condição, técnica e física do Goleiro, procurando a melhor forma de melhorar as qualidades e corrigir os defeitos.

1. O Goleiro fica encostado num poste e o técnico na linha da área com uma bola em frente ao outro poste. O Goleiro desloca-se para receber e defender uma bola alta.

2. Mesmo que o anterior, com passe quicado da bola.

3. Mesmo que o anterior com passe rasteiro.

4. O técnico e outro Goleiro ficam nas linhas dos postes, sendo que o técnico tem a bola. Eles passam a bola entre si e o Goleiro deverá acompanhá-la deslocando-se lateralmente, devendo ficar sempre na frente da bola.

5. Mesmo que o anterior, com a bola a ser passada entre os dois e posteriormente arremessada (também pode ser quicado) para a meta.

6. Mesmo que o anterior, colocando-se dois jogadores de campo, que farão o passe entre si com os pés e eventualmente o chute.

(41)

41 lançar a bola para cima e para a frente, deslocando-se e apanhando aquela que foi lançada pelo colega. Manter um deslocamento constante. Definir o número de movimentos.

8. Mesmo que o anterior com passe quicado.

9. Mesmo que o anterior com um passe quicado e outro reto.

10.Colocar um cone no meio da meta e ligeiramente desviado da linha de meta. Nas linhas dos postes ficam posicionados o técnico e o colega com uma bola cada um. O Goleiro desloca-se para um lado e para outro, pela frente do cone para fazer a defesa das bolas altas. Determinar um número de repetições.

11.Mesmo que o anterior, com o Goleiro deslocando-se e fazendo a defesa baixa sem queda.

12.Mesmo que o anterior, com o Goleiro de um lado a fazer defesa alta e do outro, defesa baixa sem queda.

13.Mesma estrutura que o anterior, com a bola a ser jogada quicada e o Goleiro a fazer defesa média.

14.Colocar dois cones no meio da meta, distanciados aproximadamente 50 cm entre si. O Goleiro deve deslocar-se em forma de 8, passando entre os cones, para receber a bola lançada alta nos cantos pelo colega e pelo técnico.

15.Mesmo que o anterior, com o Goleiro a fazer defesa baixa sem queda, da bola chutada pelo técnico e por um companheiro.

16.Mesmo que o anterior, defendendo uma bola rasteira e uma bola alta.

17.Mesma estrutura que a anterior, com a bola sendo arremessada de várias formas, ou seja, alta, média, rasteira e quicada.

18.O técnico fica posicionado na linha de um poste e no limite da área com uma bola. O Goleiro fica junto ao poste contrário, de lado para o técnico. Ao sinal, gira e defende a bola chutada rasteira. Após x repetições muda-se de lado.

19.Mesmo que o anterior com chute médio e alto.

(42)

42 21.Mesmo que o anterior com a 1ª bola alta e a 2ª rasteira.

22.Goleiro em decúbito dorsal (costas) no meio da meta. O técnico fica com uma bola na linha de área. O Goleiro vai girar para fazer defesa após chute rasteiro (médio). Deve executar-se para os dois lados.

23.Mesmo que o anterior com alternância de chute rasteiro de um lado (técnico) e do outro (colega) defesa média.

24.Colocar um banco sueco deitado lateralmente, distanciado de 1 a 2 metros, na frente da linha de meta, formando um ângulo de 45º com a mesma. O Goleiro fica sobre a linha de meta, com o olhar voltado para o banco. O técnico fica próximo do poste com uma bola e de frente para o banco. Ele chutará contra o banco para o Goleiro efetuar a defesa. Mudar de lado após x repetições.

25.Utilizando sinalizadores poderemos efetuar exercícios que contemplem defesas altas médias, rasteiras, com deslocamentos e saltos ou skipings baixos, visualizando ou não a partida da bola, a partir dos exercícios anteriormente expostos. A imaginação

não tem limites…cada um poderá criar os seus circuitos. Lembrem-se exercícios curtos incisivos e de rápida execução.

EXERCÍCIOS DE LANÇAMENTO MANUAL

1. Distribuir vários cones pelo meio campo ofensivo do Goleiro (delimitar uma zona). Ele deverá lançar a bola e acertar os cones. Cada lançamento certo, o técnico retira o cone que foi acertado.

2. Igual ao anterior com dois Goleiros um em cada lado. Eles lançaram as bolas em sistema de competição derrubando os cones do adversário.

3. Formar três metas de 2 metros cada, dispostas no meio e nas laterais do meio campo ofensivo. O Goleiro deve lançar a bola que deverá passar por entre as metas.

(43)

43 5. Colocar junto à linha do meio campo, dois arcos um de cada lado. O Goleiro faz lançamentos tentando colocar a bola dentro dos arcos ou até mesmo dentro do círculo central de forma forte ou “pingado”.

6. O Goleiro fica com uma bola de Futsal, enquanto que o técnico lança uma bola de Basquetebol para que o Goleiro tente acertar.

7. Mesmo que o anterior com bolas de menor porte (voleibol, handebol, tênis, etc).

8. O Goleiro fica na meta com bolas de Futsal, enquanto o seu técnico ou colega colocado sobre a linha lateral faz rolar bolas para o outro lado, para que o Goleiro tente acertar.

9. Mesmo que o anterior com bolas mais pequenas.

10.Próximo da linha da área é formada uma meta de 10 metros de largura. Nessa meta um jogador de campo ou outro Goleiro terão de defender as bolas não podendo utilizar as mãos. O Goleiro tentará fazer gol através de lançamento forte e colocado. Dois Goleiros poderão efetuar jogo 1x1 no mesmo sistema.

Referências

Documentos relacionados

Ele é fruto de um projeto do Inmetro para a preservação da história da metrologia e das políticas governamentais de normalização e qualidade no Brasil, realizado pelo Centro

Neste contexto, o estudo foi realizado em quatro fragmentos, remanescentes de mata ciliar, por meio de levantamento florísticofitossociológico, localizados respectivamente em

Fig. Jurassic-Cretaceous geological evolution for the West Gondwana and its relationship with zeolite-cemented sandstone. A) During the Jurassic, quiescence periods without

Para o Planeta Orgânico (2010), o crescimento da agricultura orgânica no Brasil e na América Latina dependerá, entre outros fatores, de uma legislação eficiente

Disto decorre que cada entidade sindical minimamente representativa deverá, num futuro próximo, escolher, em primeiro lugar, um dado mix de serviços,sejam de de natureza

Muitas vezes as crianças aprendem as letras, sílabas e as palavras sem sentido, mas não entendem o que escrevem, não é considerado alfabetizado, pois a escrita é considerada

Sendo que este pode ter um papel bastante relevante nas situações de stress que as fa- mílias da criança com doença oncológica enfrentam e pode ainda ser benéfico nos

psicológicos, sociais e ambientais. Assim podemos observar que é de extrema importância a QV e a PS andarem juntas, pois não adianta ter uma meta de promoção de saúde se