WACC
• Relembrando….
Ativo Permanente Ativo Permanente Ativo Circulante Ativo Circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXIGÍVEL A LONGO PRAZOPassivo Circulante
Passivo Circulante Capital de Terceiros
Capital Próprio 1) Ações Ordinárias 2) Ações Preferenciais 3) Lucros Retidos 1) Ações Ordinárias 2) Ações Preferenciais 3) Lucros Retidos
WACC
• Se cada fonte de capital tem um custo, qual o custo do
capital próprio?
Quando um credor empresta dinheiro a uma empresa, o que ele espera receber de volta? Quando um investidor injeta capital na empresa, o que ele espera receber de volta?
Principal + juros
Retorno sobre o capital investido
• O que é retorno para o credor/investidor será um custo para
a empresa
• No caso do acionista (capital próprio), esse custo é o custo
WACC
• De que forma a empresa pode gerar retorno ao
acionista?
Retorno sobre o capital investido
Distribuição de Lucros Valorização das ações
O custo de capital (ou seja, o retorno esperado da ação) é determinado pelo Modelo de Gordon
O custo de capital (ou seja, o retorno esperado da ação) é determinado pelo CAPM
Custo de Capital Próprio: Modelo de Gordon
• Baseia-se na premissa de que o valor de uma ação é determinado pelo valor presente de todos os dividendos futuros.
Modelo de Avaliação de Crescimento Constante (Gordon)
Onde:
D1: Próximo dividendo esperado da ação P0: Preço da ação ordinária
g: Taxa de crescimento dos dividendos
K
p= D
1/ P
0+ g
CAPM – Capital Asset Pricing Model
• Uma história…..
João possui aplicações em títulos de renda fixa. Atualmente, sua carteira de investimentos rende uma média de 8% a.a.
Seu cunhado convidou-o para ser sócio capitalista de uma start-up que ele está montando.
Qual o retorno mínimo que João deve esperar receber da empresa para que o negócio valha a pena?
8%???
Não! Pois ele está correndo maior risco. Logo, sua expectativa deve ser de 8% + um
prêmio pelo risco
Não! Pois ele está correndo maior risco. Logo, sua expectativa deve ser de 8% + um
CAPM – Capital Asset Pricing Model
• O mesmo raciocínio aplicamos ao mercado de capitais.
• Um investidor, ao tornar-se sócio de uma empresa (acionista), espera receber como retorno a taxa livre de risco + um prêmio por esse risco:
Retorno esperado = Rf + Prêmio pelo risco
• Como precificar esse prêmio?
• Em 1964 Willian Sharpe propõe um modelo de precificação
baseando-se apenas na sensibilidade de um ativo em relação ao
risco sistemático
• O risco não sistemático (específico à empresa) é irrelevante porque poderia ser facilmente eliminado com a montagem de uma carteira diversificada
• Logo, o risco de um ativo será diretamente proporcional à sua sensibilidade às variações do mercado.
CAPM – Capital Asset Pricing Model
• Essa sensibilidade é medida comparando-se as variações do ativo em questão com as variações da carteira de mercado, conforme a expressão:
• Em geral, empresas de atividade cíclica , como as da indústria siderúrgica ou da construção civil, apresentam betas altos, ao passo que empresas relativamente estáveis, como as
concessionárias de serviços de utilidade pública, apresentam
betas baixos.
CAPM – Capital Asset Pricing Model
Betas de algumas empresas brasileiras*
CAPM – Capital Asset Pricing Model
Security Market Line (Linha do Mercado de Títulos)
• A representação gráfica do CAPM é chamada de Security Martket Line (SML)
• Ela reflete o retorno esperado pelo mercado para cada título em função de seu beta
Taxa livre de risco (b = 0)
Retorno Mercado (b = 1)
Retorno Esperado para uma ação “i” com b > 1
CAPM – Capital Asset Pricing Model
• Para ações pertencentes a um mesmo mercado, teremos que Rf e Rm serão idênticos
• Logo, o fator de risco de cada ativo será dimensionado pelo seu
E(Ri) = E(Rf) + b x [E(Rm) – E(Rf)]
E(Ri) = E(Rf) + b x [E(Rm) – E(Rf)] Onde:
E(Ri): Retorno esperado do ativo
E(Rf): Retorno esperado da taxa livre de risco E(Rm): Retorno esperado do mercado
acionário
b: beta do ativo (carteira)
Onde:
E(Ri): Retorno esperado do ativo
E(Rf): Retorno esperado da taxa livre de risco E(Rm): Retorno esperado do mercado
acionário
b: beta do ativo (carteira)
• CAPM:
Prêmio pelo risco de mercado
O prêmio por risco do mercado: prêmio
esperado em relação à taxa livre de risco ao se aplicar no índice de mercado a fim de
CAPM – Capital Asset Pricing Model
• O que adotar como E(Rf) e E(Rm)? Como mensurar esta s expectativas?
• Tais expectativas são facilmente mensuráveis para a taxa livre de risco, mas impossíveis de serem diretamente observadas para o retorno do índice de mercado.
• Para a taxa livre de risco, basta verificar a taxa de juro implícita nos títulos do governo de longo prazo (10 anos ou mais)
• A parametrização da E(Rm) , no entanto, é bastante controversa. O mais comum na literatura é adotar a abordagem histórica. A
premissa implícita é de que a performance passada do mercado se repita no futuro (longo prazo).
CAPM – Capital Asset Pricing Model
• Vários dos principais investidores institucionais do mercado brasileiro são estrangeiros
• Para estes agentes, o ativo livre de risco são os títulos do
tesouro dos Estados Unidos, visto que são considerados os ativos mais seguros do mundo (ou seja: menor risco de default)
• Para tornar o modelo do CAPM aplicado ao mercado brasileiro mais “compreensível” para tais agentes, é comum adotar-se um modelo que leva em conta os T-Bonds (e não a Selic/CDI) como ativo livre de risco
E(Ri) = RT-Bonds + b x (Rmercado EUA – RT-Bonds) + Risco Brasil
E(Ri) = RT-Bonds + b x (Rmercado EUA – RT-Bonds) + Risco Brasil
• Essa metodologia é bastante utilizada nos relatórios de valuation das companhias de capital aberto brasileiras.
WACC – Weighted Average Cost of Capital
• Cada uma das fontes de capital da empresa possui um custo
específico.
• O custo de capital da empresa é determinado pela média
ponderada do custo de capital próprio e de terceiros
• WACC = Custo Médio Ponderado de Capital (ou CMPC):
WACC = w
p. k
p+ w
t. k
t• Os pesos na equação (w) acima representam a proporção
Estrutura de Capital: Mix Ótimo
Graficamente
kt kp WACC Custo (%) Endividamento0 Estrutura ótima de capital
kp
Aplicação para empresas de capital fechado
Aplicação para empresas de capital fechado
• A técnica vista anteriormente serve de base para a utilização do CAPM nas empresas de capital fechado, visto que o beta para estas empresas não é observável
• Para tanto, utilizamos o mesmo princípio subjacente ao cálculo do beta alavancado, com algumas adaptações.
Depende
do setor de atuação
do risco que a empresa oferece Medida de risco
b
Reflete o risco do setor Reflete o risco da empresa
• Índice D/E: obtemos a partir do Balanço
Aplicação para empresas de capital fechado
Cálculo do beta desalavancado (beta setorial)
1. Achar os betas das empresas do setor listadas na bolsa. Como , em geral, são empresas endividadas, o que acharemos são os betas ALAVANCADOS
2. Como seus dados são públicos, temos a informação de sua dívida (D - Debt) e Valor de Mercado (E – Equity). Então, invertendo-se a fórmula anterior, acharemos o beta DESALAVANCADO para cada empresa:
3. Tirando a média dos betas desalavancados, encontramos o beta setorial
4. Com o índice D/E e bd, conseguimos achar o beta alavancado a empresa
5. Jogando o beta alavancado no modelo do CAPM, achamos Kp para a empresa de capital fechado