O l a v o P R E I R E y . <
, Primeiras Noçôes
4 9 0 e x e r c i c i o s92 problemas rosolvic'os
3 8 1 g r a v u r a ? À F r a n c i s c i o A I . V E S , & O R I O D E J A N E I R O " ' i f , — O v . o o a , R U A D A B A H J A ! R Ï D E E M * , i . .B*ELLO HORISONTE (I'.IN-Asil S>0 lA !l
1 9 0 7
f
Primeiras Noçôes
d e - •
• V II-; I '.*1
/ l ^ ^
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K
h .:[ i f l a â à S UOiavo F R EI R E
P r i m e i r a s N o ç ô e s
d eGeoietria Pratica
4 9 0 e x e r c i c i o s92 problemas resolvidos
3 8 1 ê r r a v u r a s F r a n c i s c o A L V E S & C » RIO DE JANEIRO 314, ~ RDA DO Ouvidor,R U A D A B A H I A
BBLLO HGRISQNTE (MINAS)
rua de s. bento, 65
SAC PAULO
Ao dilecto Mestre e AmigOj
0 I I I " e E x " S h rDr. ./. J. de MENEZES VIEIRA,
em testemunho de gratidào O.D. C. 0 Olavo Outubro — O L A V O ,Teu livrinho — Primeiras noçôes de Geometria é
um bom inslrumcnto de ensiuo e uma prova da
conquis-ta que vfio fazendo entre nos os sâos principios
peda-gogicos.
Gonseguiste libertar-te dos velhos moldes quanto ao methodo, aos exemplos, ao eslyio e ao sestro de arran-jar compendios por empreitada e à la minute ; aceita
meus sinceros parabens !
Sinto, entretanto, que tivesses em um ponlo transU i gido com a rotina', preferindo problemas abstractos às queslôes praticas, cuja resoluçâo se oflerece todos os
d i a s n a v i d a s o c i a l .
Receiasle por ventura os sarcasmos de que foi
vicli-ma o excellente M. Desargues, o consciencioso
propa-gandista da geometria appUcada as artes? Que le importaria semelhante affronta?
Aos teus censores respondenas corn as textuaes
pala-v r a s d o i l l u s t r e G l a i r a u t e m 1 7 4 1 :
Qu'EucIide se donne la peine de démontrer que les
cercles qui se coupent n'ont pas le même centre, qu'un
triangle renfermé dans un autre a la somme de ses côtés plus petite que celle des côtés de cet autre; on ne sera
i p a s s u r p r i s .
La géométrie avait à convaincre des sophistes obs
' Nâo transigi em absoluto porque pretendo publicar uma aerie de problemaa de oaracter essenciabjiente pratioo.
0 . F R E I R E
— 8
-unos qu, se faisaient gloire de se refuser aux vérités
les plus évidentes. 11 fallait donc alors que la géomé
trie .eut, comme la logique, des raisonnements pour
fermer la bouche à la chicane. Mais les choses ont
change de face. Tout l'aisonnement qui tombe sur ce
que le bon sens seul décide d'avance est aujourd'hui en
puie perte et n est propre qu'à obscurcir la véiûté et
dégoûter les lecteurs. »
E na verdade, meu arnigo, la géométrie du bon sens,
a geomeiria realmente descriptiva e inluitiva é a unica
que deve ter o direilo de entradanas escolas prlniarias.
' ste é G parecer do teu velho inestre e amigo dedicado.
M k x e z k s V i e i k a .
N. C. — 26 Outubro 1894.
A l g ' u m a s o p i n i ô e s s o b r e
a primeira ediçào
Jornal do Commercio. 29 de março de 1895 :
Os Srs. Alves & G" acabâo de éditai- um livre muito
util, do Sr. Olavo Freire. Intitula-se Pri7neiras noçOes
de Geomeiria Pratica e dû ao ensino da geometria
ele-mentar a facilidade que os estudantes nâo encontrâo em
outres compendios.
O Sr. Olavo Freire, pela clareza da sua exposiçâo e
pela excellencia do methodo que iidoptou, soube tornar o seu hvro urna obra didaetica de mérite
verdadeira-mente excepcional. Por elle a geometria elementarpéde
ser ensinada com grande vanlagem nas escolas de
ins-trucçâo primaria, e sabem todos quanto o conhecimento
da geometria impôe-se hoje a todas as profîssôes.
Como em outres compendios d'essa sciencia, o livro é
ornado de muitas gravuras, cerca de 260, explicativas e exemplificativas.
0 Paiz, 7 de abril de 1895 ; Primeiras noçôes de Geometria Pratica. O Sr
Olavo Freire, conhecido e reputado professor de desenlw
e tiabalhos manuaes, soube com pericia compendial-em
159 paginas, in-8o, todas as noçôes elementares de geo
m e t r i a p r a t i c a . ®
O volume que temos présente constitue trabalho
— 1 0 —
Os numerosos exercicios e problemas praticos
U a m a n n ï i c a d a s f f r a v u r a s a u e e n c ( » r r a o
e a s U s n u u i e r o s u s v . p i w . i c i u
nitidas e bem applicadas gravuras que encerra o
coni-uendio do Sr. Olavo Freire elucidam cabalmente a ma
teria cuio ensino, amenisado d'essa forma, torna-se
ta-refa àgradavel e facil ao professor e ao discipulo.
P efaciao livre do professor Olavo Freire o emerilo
educ'acionisla Dr. Menezes Viera, cujas palavras
consti-o.pm ura brade de animaçao ao joveii professor e penhor
valioso daulilidade de seu Irabalho.
0 Democrat^ Fed^i'al (S. Panic), 15 de maio 1805 : Geomclria pralica dos estiinados e populares ediiores
srs Alves & C" Rccebemos um pequeno compendio escolar com o litulo Pfimiras noçôes de Geometi'ia
Pralica. deslinado, como se v6, aos estabelecimeiUos de instrucçâo primaria.
0 livro, corapilado pelo sr. Olavo Freire, contem 318 exercicios, 71 problemas e 233 gravuras. Desenvolve intuitivamente todos os elemenlos indispcnsaveis aos
priraeiros conhecimentos de malhematica linear, exem-pUficando os problemas com bôas gravuras elucidalivas.
Pela sua clareza de exposiçào e pela dislribuiçâo me thodica das materias, torna-se o présenté opusculo um
livro de grande uiiUdade para os principiantes, princi
palmente si considorarmos que no genero, raros sâo os auctores, que se prestam pela precisâo e clareza, â apren dizagem dosjovens esludantes.
Recommendando, pois, aos srs. professores, o livro
do sr. Olavo breire, •''Sradecemos aos sympalhicos edi
iores a valiosa offerla.
1
PRIMEIRAS NOÇÔES
d eGEOMETRIA PRATIGA
G A P I T U L O I P R I M E I R A S D E F I N I Ç Ô E SSUMMARIO ; Espaço. ~ Corpo. — ExtensÂo.
— V o l u m e . — S u p e r f i c i e . — L i n h . a .
PONTO.
Si collocamos um tinteiro sobre uma
mesa, elle fica em uma posiçâo definida no
e s p a ç o .
A mesa esta no es
paço limitado pela
sala; esta, no espaço
comprehendido pelaescola; a escola, sobre a
Terra ; e a Terra, em continuo iiiovimento pelo
e s p a ç o .
D'esta sorte todas ^s cousas estâo no
- 1 2
-espaço : porém que -espaço? — Onde
principia ou acaba?
0 espaço, sem ter começo nem Hm, enceira
todas as causas e estende-se em fodas as direcçoes.
Todas as cousas que occupam um certo
lugar no espaço chamam-se COrpOS.
Assim um tiiiteiro, uma
H P t i n n i e s a , u m l i v r o ,
xyL/i ^\J, folba, etc. occupam
um certo lugar no espaço e
Sâo por isso chamades COrpos, {fig. 1).
Fi|:. 1- Uma pedra ; uma iin» bomem : corpos. E X E R C I C I O S :
1. — Este livro occupa espaço? que nome
recebe?
2. — Queéuracorpo?
— 1 3 —
3. — Dae alguns exeraplos de corpos : na aula no
j a r d i m , n o p a t e o . '
4. — Um lapis sera um corpo? — porque ?
O espace occupado por um corpo
chama-se extensào.Extensâo.
com uma, duas ou
très dimensôes, isto é, comprimento;
compH-meiito e largura-, e finalmente comprimento
largura e espessura.
1 . 2 . 3 .
E X E R C I C I O S :
Que nome tem o espaço occupado por um corpo?
Quantas dimensôes pôde ter uma extensâo?
C o m o s e c h a m a m ?
' A extensâo corn très dimensôes, isto é,
comprimento, largura
\/ n! n m P ® espessura ou
profun-Y \J Ê U 11 i didade recebe o nome
d e v o l u m e .
— 1 5 — — 1 4 —
pai-ede, o soalho e o tecto de uma sala é urn
v o l u m e .
, A qltura ou profundidade é em certos ca
SOS denoniinada espessura.Assim dizemos ; a espessura de uma folha
de papel, dc uma taboa, etc.
-0 volume de um corpo é o lugar
este occupa no espace.X
Uma regua, um relogio, um lapis
occu-pam lugares no espaco; estes lugares sac
OS volumes d'estes objectes.
E X E R C I C I O S :
Ira T- ^ ® Home que recebe uma extensâo com "fs dimensôes?
g' ^ exemples.® ° volume de um corpo?
Home receWv regua no espaço, que
®cerladamenle : a altura de uma folha
como devemos dizer?
do pegamos n'um livre ou em outre corpo
qualquer, é na
Superficie.
corpo, que
to-camos; quando o operario fôrra uma parede,
é na sua superficie que elle colla o papel.
A epiderme do corpo humane, o epicarpo
(pellicula externa de um fructo) sac SUpC"
fi c i e s .
A' extensao com duas dimensôes, isto é,
comprimento e largura dâ-se o nom© de s u p e r fi c i e .
Alguns corpos têm uma s6 superfi^'^ ■
Fig. 2. — Um ovo : corpo com
uma uniea suporflcie. ' F i g . 3 . — f l o r e s :am corpo limitado por
duas superficie^
Cô \'
cei'ca ^'^pai'ado do espaço que o
s u n ^ r s u p e r fi c i e -
'cie nâo tern espessura.
Quan-uma esj5hera,.Quan-uma bola de bilhar, um ovo
(fig. 2), um limao etc.; outres sâo limitados
; 0
— i 6
-caixa cyliiulrica; por très uma moeda cle nikel,
uni lapis cylindrico, etc.
0 dado de jogar {fig. 4) é t'ormado por seis superficies, um esqua-dro por cinco.
As superficies dos corpos podem s&v planas,
ou curvas; dividem-se
portantoas superficies
em planias e curvas.
A s s u p e r fi c i e s d e
uma pranclieta, da taboa
de lima mesa, de um espellio commum sâo
planas.
0 marceneiro utilisa-se de um instrumento
chamado plaina (fig. 5)
para obter uma super
ficie plana.
As superficies do ovo.
Fig. 5. — Uma plaina. de uma larauja etc., sâo
c u r v a s .
0 torneiro é o operario que mais conliece
Fig. 4.
q u e r n n o s
as superficies ciirvas; é elle
labrica os cabos de utensUios, as maçanetas~
ascolumnas, os piôes, cujas superficies
s â o c u r v a s .
— 1 7 —
As superficies curvas sâo concavas ou
c o n v e x a s . w
Umatelliacol- (J
locada de modo 1 n F i g . 6 . — U m a t e l h a : s u p e n î c i e c o n c a v a . a servir de calna(fig. 6) é uma superficie concava. e
em seiitido inverse (fig. 7) é uma super ficie convexa; a. parte in- ,
terior de um tubo {fig. 8)
^Saperfmi cwvaw
*
Fig. 7. — Uma tolho : superficie convexa. Fig. 8.
é concava e a parte exterior é convexa.
S y n o p s e planas, c u r v a s . .
Superficies , .
o o n c a v a s . f c o n v e x a s . E X E R C I C I O S : — Onde esta a superficie d'esta parede ?2. — Que idéa fazeis da superficie de um corpo? 3. — A superficie de um corpo é sempre da mesmn
substancia que o corpo?
4. — Tern uma superficie ires dimensôes? quai a
di-mensao que Ihe falta?
5. — Pôdû um corpo teruma sô superficie?—exemples. 6. — Conheceis alguns corpos terminados per duas
— 1 8 —
— Por quantas superficies é formada esla regua V
8 — Como se chamam estas superficies ?
9. — Qual 0 operario que mais deve conhecei'as super
ficies curvas . — e o que mais deve conheccr as super
ficies planas.
10. - Ccmo pode o marceneiro obter uma superficie
plana (
H. - Quantas superndes tern urn dado de jognr?
12. - Como se ohu,„a a supernde do uraa bol^'
; ? ■
I
c i :
1
■
eudV-eocsterior-r" " de uma
velr'""'™' concavas; -
eon-A extensao onm
c o m p r i m e n t o , c h a m a - s e '
I ! 1 ^ I n ^ " ' u i t o l i n o , u mL / / ? / ? 5 . l a p i s
S i
p °
-linhas, porém pQ^,^^Q como
melhor que façai^-iQg ; porque, por
g u r a o u u m a u m a I r i r
-nSo tern largu,^^ ^ ^ '""ha geometrica
camenle ^^P^ssura, porém
iini-E n t r e l a n t o
empregamos o
0 encontre on Interi! etc.
"e duas
super-- 1 9 — ficies (fig. 9) dà-n o s t a m b e m a l i n h a . A aresta de u-m a r e g u a , o s c o n t o r n o s d e u m copo, de uma fl6i\ de um livro s â o l i n h a s . J( As linhas sâo rectas (/?o. fO) ou
. .R interaccçâo de
n _ - R e c l a l i n h a .
curvBSjflfig-Pig- 10. —Linhas rectas. Fig. 11. — Linhas curvas
Um fio (/?»■ 12) esticado dà-nos idéa
d e u m a l i n h a
r e c t a . 0 i n s t r u m e n t e
— 2 0
ra auxiliaro traçado das lînhas rectas
cha-ma-se regua (fig. 13).
Fig 13. - Uma rogua. Q CarpilltcirO G O
pintoi- scrvem-se algunias vezes, pai-a traçar
lima linha recta, cie um cordel coberto de
F i g . u .
des esticado pelas
extremida-Sando depois pelo meio e
lar-0®»almente uma linha rectapor meio
deduaslet-tras collocadas, uma
- B
D(
I . .
F i g . c a d a e x t r e m i d a d e ,
^ecta AB. como poi* exemplo :
u m a | i „ u P ° « o
a
1 5 ) .
A 5® '-ecta Podemos traçar
' . o J J a a d a " ^ r t i c a l ,
' K— 2 1 —
A linha recta esta na posicSo vertical
(fi^. ITi) quando segue a direcçâo do fio a
praifUi V 17).
O fio (I prunio compoe-se geralmente de
um eordcl, na extremidade do qual X
itclia suspenso um corpo
pe-{sado.
Ofio a prumo é muito iisado
pe-los pedreiros.lîm um relogio de pa-rede , quando nao esta
tra-balhando, o pendiilo oc
cupa a posiçâo vertical.
\^A linha recta esta
Fig. Hi.—Linha crû posiçSo horlzoiital
r e c t a o m p o s i - ^ ^ ,
çào vortical, (fig' l^) quaildo SCgUC
a direccao das aguas quietas, tranquillas. ^
Assim, por exemplo, si conseguirmos
col-locar sobre a superficie
d'agua um phosphoro
Fig. 17.
Fig. 18. — Linha recta em posiçâo Fig. 19. — Linha roota om h o r i z o n t a l p o s i ç n o i n c l i n a t l n .
e si este aid se conservar, ficarà em posiçâo
'">V' ' ,
linha r
o o
ecta esta em posiçâo incîinada
Fig. 20.
(fig. 10) quando nâo estiver em posiçâo m
vertical nem horizontal. ^
K
n e m
— 2 3 —
E' com o metro f) (fig 20) que
geral-mente se medem as Wnhas rectas.A linha que, além de nao ser recta, nao
é f o r m a d a d e r e c t a s , é u m a ^
l i n h a
c u r v a .
I
Ha uma infinidade de linhas (
curvas e a mais simples é a ^
circumferencia (fig. 21).
linha composla de rectas é cliamada
linha queJjrada {fig 22).
Fig. 22. — Linha quebradn. Fig. 23. — Linha mixta.
A linha composta de rectas e curvas
chama-se linha mixta {fig- 23).,;
no metro è a unidade principal de
ma millionesima parte de xim quarto do fhata ou
qua-0 metro lem geralmente a fdrma de uma i ^ dlvisôes
drada, dc madeira, sobre a qual estao
dos decimetros, centimetres e algumas madeira
Fabricatn-se tambem metro, dobradiços (fig. 20) em madeira,
osso ou metal; e em fitas de panno, aço ou pap . .
-Divide-se o metro em decimetros. ® eeX
0 decimetro é a decima parte do nietro; o
s i m a p a r t e e o m i l l i m e t r o . a Te r ^ = 1 decametro; 100 metro. = 1 hectometre; 1.000 r»et,oe
= I kilometre; 10,000 metres 1 myrlametro.
- 2 4 —
EXERCÏCIOS :
n o m e r e c p h o ^ »
a i m e n s à o ? ^ © x t e n s â o c o m u m a u n i c a
2. Como se ph'»TM«~
ficie? ' ®^^^Gniidades de uma
super-— Como se cham
<inas superficies ? . ^ ^ i^tersecçùo ou encontro de
6 - I ■
o- — Mostrai umn I5«i
7-Quald'estes,
8. — Como podeis tracoi-'^^ ^ ° — porque?
ardo^.a y uma Hnha no papel ? - e na
II- - De que processV^'" ° forma'
carpmte.ros para traçar nZ7T'"'
12. - Como geralmem. a
«-Seguado,,. P°^°-'^»«-doumponlo
uma linha recta ? ^^ao que sGffn.
15. — Quando um ^ nomes recebe 16. — Quando é ^ Vertical v
1'- — Quando inclin^ ^
19.-Para que sel ?
20. - Traçai un,^ j ® ^ fio a p^u ,
hor,sontnl;^ine,. ^ r.ecta ein ^ •
II' é o rnBtroi vertical;
-22. — Para que
-23. — Como se divid*^'
24.-Um metro q ® ° 'Uetro?
— 2 o —
25. — Meio meli'o quantos cenlimelros tem?
26. — Quantos millimètres serilo necessaries para
for-m a r u for-m for-m e t r o ?
27. — Quando uma linha nûo é recta, nem formada de
linhas reclas, como se chama?
28. — Quai a mais simples linha cun'a?
29. — Que é uma linha quebrada?
30. — Que é uma linha mixta?
31. — Traçai uma linha recta; uraa linha curva: uma
linha quebrada; uinaUnhn mixta.
Pon to.
As extremidades de umaliidia sâo pontos;
<1 intersecçâo de duas linhas c um ponto, e
o Uigar onde duas linhas se
encontram é tambem um p o n t o .
O ponto geometrico nâo
tem dimensôes, isto é, niXo tem
cofnpri-^tento, largura nem espessurn', entretanto
determinamol-o por meio uni signal
deixado pela ponta do lapis, da penna, do
giz sobre uma superficie.
Désignâmes os pontOS
pormeiodelettras; assim, Pie.24. —Ponto a.
por exemple ; ponto A {fig. 24), ponto B,
- 2 G
-EXERCICIOS :
— Gomo sp extremidades de uina liniia 'i ^ QuanLic A- ^ inlersecçào do duas linhas?
« -Smo d temoponto?
"^0 désignâmes um ponto?
C A P I T U L O 1 1SUMMARIO : Angllos.— DivisÀo dos angulos.
— B l S S E C T D l / . P n O B L E M A S .
Si duas rectus se encontram, iormam um
a n g u l o .
A n I InC compasso
aber-n 11 I Do. to (fig. 25). as
to-lhas de uma tesouia
{fig. 26) dâo-nos perfeita idea
do angulo.
0 ponto deencontro
cliama-Fig. 25. — Compasso aberto :
u m a n g u l o .
se i>crtice, as linhas tomam o m foih«
2 8
afastamento dos lados chama-se
angulo 27). ^'*"><1 do
Vwtict Designa-seuinti'eslettrascolioca^.
Venice e as o u t r a s d u a sas ^
Fig, 27. — Urn angnlo. e x t r e
-aiidades dos
lados (fig. 28) ou
simples-mente por uma leitra collocada °
i fi g - 2 9 ) . X
Pig- 29. — Angulo V. pj \ /
O.-Anguiorecto. Fig.31.-A.,U r n a n g u l o é - " " ' " " s u . , .
31) ou otoso
Si uma lin],. ''eahe sobre out,,
- -■■- p a n a
para outre lado
gulo é recto ' °
a abenura d ''■s-A»p.io
' a " 9 u l o é
— 2 9 —
que a do angulo recto, elle é egndo; si
m a i o r é o b t u s e ,
Alinha que di-vide o angulo . e m d u a s p a r t e s ^ i g u a e s c h a m a -s e b i s s e c t r i z { fi g , 3 3 ) . F i g . 3 3 . -O angulo, conforme as Um
^'ias que o
Fig. 34. — Angulo rectilineo. Fig. ffi. —. .
Aogyiç cur\-i1iaeo.
formam, é rectilineo (dg. 34), curvilineo
ifiS- -35), OU mixtiUneo (fig. 36).
Si as linhas que o
for-m a for-m s a o r e c t a s : o a n
-- , F i g . 3 6 . — A n g u l o m i s t U I n e o .
gulo e rectilineo. Exem
ples : og angulos de um esquadro, de um
cartao de visitas, etc.
Si as linhas que o formam sao curvas : o
a n g u l o é c u r v i l i n e o .
- 3 0 —
assim como da liera, da roseira, a
extre-miclade da I'ollia de
um canivete, a ponta de unia espada etc.
E, finalmente, se as
linhas que o formam
s a o u m a r e c t a e o u
-P i c
— U m a f o u c © : u m ®ogiiio mixtilineo.
tru
plu ® angulo é mixtilineo.
Exem-fg ' fouce (fig. 37), a ponta de um
{fig 38).
39, ^^rv^ilineo pode ser co/u'e.ro
- ' U ) . O i l c o / w e . v o - c o n c a u o n^. 0
«"Uvei'^^'irviiinoo
" K ' l l o'■«laçao . """ {fig- 43). 301.
« " r v i l i i i o osomma tie st,
^'O'H'e.vo■^'"'"idezas os
— 31 '^^'igulos sac
^ ^ n t a r e s . UPP^®' t l U * " Augulo eurTilinoo c o a c a v o .angulo coiiîpi®^^^
1-Op . 43. _ Angulo mixlilin®® complemonlar.F i g . 4 4 ' — A V B : a n g u l o
c o n v o x o - c o n c a v o . , , ,
q u e . ' ^ ^ ^ n c | U l O J d a n o s u m a n
-^^^' junto a um outro any j
aUlo recto. %
a n g u l o
- e m e u
-7'' {fig- 4.^) é
^ lue falta a'"Ui-o angulo
pa,-a
dois
— 3 8 ~
Synopse
Os angulos podem sei- considerados :
1 -Conforme a sua gi-andeza.
Angulos. .
obiusos. agudos. /^ecfos. 2° — ContornieAnguhs.
anaturezade seus lados.
'^sciiUneos. ^tAtvilineos. c o n v e x o s . c o n c t t V Q s . ( ^^^^^xo'concavos.
'p'^fiJineos. , i *^onvexos.
c o n c a i ^ o sde'Ir ^ —a de
suasgran-Anguios
'^^'^Phmenfares.''"Pplementares.
pelo
O S t û S
— 3 3 —
" Dois angulos formados um pelo prolon
gamento dos lados do outre Sao oppostos pelo vertice [fig. 46). Deis angulos op
postos pelo vertice sao
p e l " ■
i g u a e s . _ t e m
Os angulos sac adjace^^
um lado commum a ambo^l^ la^l^ ,
o ® Fig. 4". — Angulos adjacentes.
A r- depen'l''
. d t a m e n t o o u a p p r o x i m a c ^ -O comprimento dos n a d a i n Q u e e m s u a grandeza.Os'angulos for
mados ao redor de umponto valem quatre a n g u l o s r e c t o s
i/ig. 48).
f~ Os angulos
for-l u a d o s d o m e s r a o
-— 3 4 -— ■
tornado sobre esta recta valem dois
an-gulos rectos (fig. 49).
Fig. 40. — Angulos formados ao rodor de um pooto o do mesmo lado de uma recta :* dois angu
l o s r e c t o s .
Problema I. — Construir um angulo igiial a oiitro
angulo dado (*).
Soja CAB 0 angulo dado (fig, 50). Com uma dislancia
qualquer e do ponto A, como centre, descrevamos o arco
F«g- 52.
de circumferencia de circule (*"') EF com
o s / a c / o s d o a n g u l o . e n t r e
Corn igual abertura de compasso e h
Iracemos a curva MX, meçamos co^ ° n , „ tancia EF e appliquemol-a em MX % 51)
N que, hgado ao ponto G, resoK*era
a d i s
-(') Para mcdir e roproduzir um a^,
?oni-8e de um ulonsilio
•) Vêde Capitulo VIII.
SH.rvoni.8e de um ulonsilio chamado =,
" •
Prob?*^Os 0
02).
3 5 —
Problema II. — Traçar a bissectriz de um angulo ou
dividil-o em duas partes iguaes.
Do ponto A, com uma distància qualquer, descrevamos
o arco MN. Dos pontos M e N, como
centres, {fig. 53) e com uma mesraa
G: distancia descrevamos' os arcos que
\ determinam o ponto G, o quai, ligado
F i g . 5 i .
ao .veriicc do angulo, isto é ao ponto A, nos darâ a
bissectriz pedida.
I Problema III. — Dividir um angulo em quatre, -jilo, dezaseis, trinta e duas partes iguaes.
Para resolvcr este problema,
tire-sc a bissectrj> do angulo
{fig. 54}, depois dividamos cada mctade do angulo em duas
partes iguaes e prosigamos
n'esta operaçâo até encontrar a divisfio desejada.
P r o b l e m a I V. — D i v i d i r um angulo recto em 1res partes iguaes.
Do vertice A {fig. 55), como
ceniro, e com uma distancia qualquer, descrevamos o
arco MD ; dos pontos M e D, como centres, e com
a mesma distancia marquemos os pontos G e H, os
A
— 3 6 -fi ' i a e s u n i d o s
M
ao Venice A, rosolverâo o problcma.
P r o b l e m a V . — Dado urn angu-Id agudo, achar o sou complomento. Seja DAC o an-gulo agudo [fig. 56). Levantemos com 0 esquadro e a rcgua, pelo V e n i c e u m a l i n l i a p e r p e n d i c u l a r A M . O a n g u l o Fig.
56-é 0 coniplemento do angulo DAG,
Problema Vl -Dadoum
o b t u - \
sOf achar oseu
supplemento. Seja MDA 0 a n g u l o o h - _ t u s o , ( fi g _ i ) P r o l o n g u e - F i g . 5 7 . niOS 0 /orfrt 1"^ V
para a esquorda e acharemos o angulo,
^ M D N s u p p l e m e n i o d e M D A .
P r o b l e m a V M . — D i v i
-dir um angulo em duas partes
iguacs sein auxilio do
coin-p a s s o . ,
Seja V 0 angulo {fig. 58).
I arquemos com uma tira
e papel, sobre um lado, as
distanças VM e MF e
repro-duzamoUs no outro lado do ""gulo em VN e NE.
Trace-— 3 7 Trace-—
mos as rectas ME e NF. A recta VPQ divide o angulo V
em duas partes igunos.
E X E R C I C I O S : 1. — Traçai um angulo.
2. — Como so chama o ponto do encontro d'ostas duas
linbas?— e .que nome recebem estas linhas?
3. — Como désignâmes un angulo ? 4. — Como se dividem os angulos?
5. — Traçai um angulo recto; — um angulo agudo; —
u m o b t u s o .
6. — Qual dos très o maior?— o menor?
7. — Mostrai um angulo recto ; — um angulo agudo ; —
um angulo obtuso.
8. — Que é uma bissectriz?
9. — Como se classificam os angulos segundo as linhas
q u e 0 f o r m a m ? '
. 10. — Que é um angulo rectilineo ? — um angulo
curvl-lineo? e um angulo mixticurvl-lineo?
11. — Traçai um angulo rectilineo; um curvilineo; um
m i x t i l i n e o .
12. — Como se dividem os angulos curvilineos?
13. — Traçai os angulos curvilineos que conheceis.
14. — Como se dividem os angulos mixtilineos ? traçai-os.
15. — Que é um angulo complementar ? 16. — Que é um angulo supplementar ? 17. — Que siio angulos adjacentes?
18. — De que depende a grandeza de um angulo? 19. — A que é igual a somma dos angulos formadosao
redor do um ponto ?
20. — A que é igual a somma dos angulos formados do mesmo lado de uma recta e ao redor de um ponto situado
— 3 8
-anm'.i" ^ bissecti'iz de inn angulo recto; — de urn
9 - 7 ^ " « ^ 1 ' ' ' ^ P » » ' l e s i g u a e s .
z t - n l l l a - " " " i g " a e s .
25 — rnm ' obluso em oito partes iguaes.
altfuns onern^ "■tensilio do quo so servem
2 G . J ^ T r n A T = i n g u l o ?
compasso. ^ ^'ssecinz do urn angulo sem auxilio do
0 outi^?®' """ adjacentes 6 recto, que é
(S ô outre? ^ angulos adjacentes «5 agudo, quo
é 0 outi'o? angulos adjacentes é obtuso, que
C A P I T U L O I I I
SUMMARIO : Peiipendiculares e obliquas. —
PnOBLEMAS.
S i u m a r e c t a e n c o n t r a i i m a o u t r a e f o r m a
Perpendiculares
e obliquas.
forma um ana'ulo attutlo ou obtuso : é oblî—o o
tim ano'ulo recto ; c perpendicular; e si
f o r m a
q u a .
Synopse
UfnQ linho rocto i cec/o ; é perpendicular.
agudo a n g u h . . . o u é o b l i q u a . e n c o n t r a o u t r a e f o r m a o u o b t u s o— 4 0 —
c 3»
De um ponto fora de uma linha recta, podemos abaixar (*) uma perpendicular sobre esta recta, e so podemos abaixar
u m a .
0 esquadro em forma do
T usado polos desenhistas
til nos mostra duas linhas
I perpendiculares entre
Fig.sg.-umtradorduas si, um ti'ado (/?^. 59).
H n h a s p o r p c n d i c u l a r u s « u t r e s i .
Problema Vlll, — De um ponto situndo fora de
M A * 1 A r s M > A
uma recta, abaixaruma
perpendicular à mesma recta.
!• Soluçao (com a
regua e o esquadro) : Façamos coincidir
uma aresta da regua com a recta AB {fig. 60),
e escorreguemos o lado
menor do esquadro pela regua até o lado
maior encontrar o pon- Fig. CO.
to 0. Tracemos a recta OM e teremos resolvido o pro
b l e m a .
2' Soluçao (com a regua e o compasso) :
(*) Ahaixar, slenill^a •
ifituado f(5rn de uma recH Perpendicular de um ponto
i esquord.i do uma linha'veUio-.? " direita on
nma Imha horizontal. em ciina ou em baixo do
— 4 1 —
Façamos centre no ponto 0 e com uma abertura de 0 E \ - B c o m p a s s o m a i o r que a distancia e m l i n h a r e c t a d'este ponto à recta AB (/?§'. 01) d e s c r e v a m o s u m a r c o q u e c o r l e e s s a r e c t a e m dois pontes E c F, dos quaes, c o m o c c n t r o s e c o m u m a a b e r t u r a d e c o m p a s s o m a i o r d o que a melade de EF, determine-m o s 0 p o n t o G , ^
o qual ligado ao ponto 0 nos dâ a perpendicular pedida. Problema IX. — For um ponto tornado sobre uma
recta, levantar uma perpendicular a esta recta.
1' Soluçao (com a regua e o compasso) : A partir do ponto 0 {fig. 62) marquemos duas distancias iguaes
OD e OG.
Dos ponlos D e G,
c o m o c e n t r e s , e " c o m
uma distancia maior
que OD ou OG,
des-crevanios dois arcos
T - 3
Fig. 62.
que determincm o ponto M. A recta OM resolve o pro
blema.
— 4 2 — 4 3 —
Façamos coincidir uma aresta da regua com a recta
AB {(îg. 63), appliquem o s G v e r t i c e d o a n -gulo recto do esquadro no ponto 0, o lado
m e n e r d o n i e s n i o e s
quadro contra a regua
e l e v a n t a m o s a r e c t a
OM, quo satisfaz o
pro-b l e m a .
F i g .
p r o b l e m a X . —
L e v a n t a r u m a p e r
pendicular pela
extre-m i d a d e d e u extre-m a r e c t a
cujo prolongamento nûo possamos traçar.
1' Soiuçâo.— Tiremos pelo ponto B (fig- 64), uma obli
qua BX; no pon to C d'esta obli q u a f a ç a m o s c e n t r o e t r a c e m o s u m a c i r -cumferencia que passe pelo extre
m e B e c ô r t e a \ r e c t a A B c m u m A — ponto E, ( JllHIIIIIP <> l" F fio ponto (.) p o r u m a r e c t a r|Tir>,pi'nliMi({it<lu,
jlolwmiriP „ D. A nn (! a porpo„dl,H.i»,.
mNbdo V Ô":„r,ÏÏ 0"
extra-O o r c o M X . . c .-/
«riy. un un qunl<[ii..i- VM doscrevajuos • A M X Fig. 05.A partir do ponto M, com a mesma distancia VM deter-minemos o ponto B e a partir d'este ultimo, o ponto C.
Unamos o ponto B ao ponto C e
fa-çamos passai' pelo
m e i o d a r e c t a B C uma perpendicular. A recta VE é a per pendicular pedida. P r o b l e m a X I . — D i v i d i r u m a r e c ta em duas partes
iguaes ou fazer
pas-sar uma perpendicular pelo meip de uma recta.
Façamos centro em A e B (fig. 66), e com uma distancia
inaior que a metade da recta AB deterniinemos os pontos
C e D pelos quaes
passe a recta CD, isto
é, a perpendicular
que divide a recta AB
em duas partes iguaes. P a r a d i v f d i r u m a
^ recta em quatro, oito,
dezeseis, trinta e duas
pnrtos igimoR, bnfitarâ
« i l V i l U l I I I O R t t H c l O l l l P
-Idilo, ijiiai'til pfti'lu,
oitava parte,
successi-V H i n n n l n i m >
s C
l ' I g . l i l i ,
I C 1 0 9
1. — Quando uma recta encontra uma outra, (piaes sAo
"S pobiçûes que pode occupnrem relaçAoa essa outrai" 2. — Mostrae uma perpendicular; — uma obliqua.
— 4 4
-3.—Umaperpendicularestâsempre emposiçâoverlical?. 4. — Traçae uma perpendicular em posiçâo inclinada. 5. — Que é um esquadro? para que serve? — e a
re-gua?
6. — Traçae uma perpendicular com a regua e o es
quadro.
7. — Uma obliqua, que angulo forma na extremidade
de uma recta horisontal? 8. — Exemples.
9. E no meio de uma recta vertical? 10. — Exemplos.
11. — Que quer dizer abaixar uma perpendicular?
~ Fazei passar pelo meio de uma recta de 40'"/m de comprimento uma perpendicular.
~-^^*^curae um ponto igualmente distante das ex-remi ades de uma recta de 36 milUmetros do compri
m e n t o , ^
. p o n t o d a d o e m u m a r e c t a e a 2 0 m i l l i m c -os e istancia de uma de suas extremidades, levanlae
"mapm-pendicularaessarecta.
mid^nd perpendicular por uma das
extre-traçar^^ ^ prolongamento nûo possaes
nrnvîv^ ^larcae sobre uma recta um ponto que seja o mais
proximo de um outro ponto dado fôra d'essa recta.
C A P I T U L O I V
SUMMARIO : Parallelas. — Linh.as conver
g e n t e s . — L i n h . a s d i v e r g e n t e s . — P r o
-B L E M A S .
Duas ou mais linhas situadas em uma
mes-ma superficie
Pq HP 11û I o Q plana,seguindo
' d I o, ! / Cl Cl Of igual direcçâo
e conservandoentre si, duas a duas, a mesma distancia,
Fig. 67.
Fig. os. Fig. 09.
tomam o nome de parallelas 67, 68,
Os Irillios por onde correm as
loconio-tivas ou os bonds sâo linhas parallelas; nunca se
encon-tram, o que acontece por
linhas parallelas.
ruas do Ouvidor e do
Ro-sario sao parallelas
entre si.
Tracemos duas
per-pendiculares a uma
m e s m a r e c t a ; e s t a s
perpendiculares
con-s e r v a m a m e con-s m a d i con-s t a n c i a p o r
mais que se prolongueni, uun^.^
tram : sâo parallelas,
o que nos mostra que
l-'ig. 70.
Fig. 71.
7 2 .
<l"as per|K.n(li,-,ulare.s a nma recta
sao parallelas eu,si
e.Jtodo':'r i,distantes
«m toao o coniprimento.
Fig. 73.
b>uas parallelas cortadas por uma
obli-fpm, lorniam com esta obliqua, oito angulos, sendo quatro agiidos
'^uacs c qiialro ol)tu-sos tanibem iguae^ — i/lg. lA).
Os angulos m, b, c, n {//g. 74),
cha-mam-se internos porque teem a abertura para dentro da figu
ra, e os angulos a, e , r, d e x t e r n o s
porque teem a aber tura para lôra da figura.
Estes angulos
com-parados dous a dous
sâo clas.sificados do seguinte modo :
' aliernos-infernos iguaes.
Duas pecfas aliemos-extemos iguaes.
rallelas cortadas] correspondente:> iguaes.
internes de um mesmo laao
supp/ementares.
externos de um mesmo lado supplementares.
Na fiyura 74 os angulos m e il, C e b
por uma obliqua
— 4 8 —
sâo alternos-internos; a e d, e e r
alter-nos-externos; een, bed, aec m
e r covrespondentes: b e n internas de um
lado da obliqua ; a e r externes de um
lado; e e d externes de autre lade.
Duas ou mais linhas rertacctas que, nao tendo
Fig. 75.
Fig. 76.
ponte algum de commum e prolongadas, se
encontram : sâo convergentes (fig. 75).
« " T " ' ' " • P " " " ' ' " ! '
d i r e c c ô e ^ e m d i v e r s a s
de diyergenoia
— 4 9 —
O Venice de um anguio é um ponto de
divergreijcia.■dada Xn. — Traçaninia parallela a uma recta
PO"to dadb u i n J o . M G ® û î'egua) ; ' , ''"n'o N uté 0 _ " P o i i t o \ r g a r o e & 4 u a < a w o ^
-quai tracemos a recta M G parallela
C N
Fig. 77.
a mesma distancia (MN)
des-crovamos o arco M C ; lomemos G N igual a M C, u nam os o ponto M ao ponto G. A recta M G é a paral lela pcdida.
2* Soluçao (com a regua
e o esquadro) :
Appliquemos um dos
lados do angulo recto do
osquâdro sobre a recta CN
(Ao- façamos
escorre-gar 0 esquadro pela regua
tPS, XlII. _ Dadas duas rectos
convergen-eencia ^ ^issecli-iz sem recorrer ao ponto de
- 5 0 — .
seocn.e MN .
vidamos cada uin dos
any:ulos AMN ; CNM •
BMN; DNMem daas
partes iguaes. Unamos 0 ponto E ao ponfo F i'if?. 7fJ.
didr™^ a
pe-2^Soluçao._s3j„^ BA
I as rectasconver-(fig, 80). Do ponto
° angulo " "»"oi.î^a'rDC d"T
pedida. P"'as ^ ^Da D.v|d^„„o3
D
^^ERCICIOs :
- ■f'-awrduariillh'"'''' ■'"'■""clas.
— 5 1 —
5. — Quantos annules fôrinam duasparallelas cortadas
por unia obliqua? — Conic se chamam?
6. — Quando duas rectas seguem dîrecçôes diverses,
q u e n o m e r e c e b e m ?
7. — Quando duas ou mais linlias rectas sâo conver
gentes? — quando sâo divergentes?
H, — 'l'rai^uui Iros rectas convergcniu»; — o 'i
thver-g e n t e s .
U. — Moslruo o puiilo clo coiivorgoncia ; — o o poiilo «lo
divergencia.
10. — Traçae uma recta parallela a iima outra por um
p o n l o d a d o .
U. Traçae corn a regua e o esquadro diverses
paral-lelas a uma recta dada.
12. — Traçae uma parallela a uma recta dada, de modo
que a menor dislancia de uma à outra seja de 'lO
milHine-I r o s .
13. — Traçae duas curvas parallelas a mâo livre.
14. - Traçae, â mâo livre, duat. Unhas mixtas paralle
las.
15. — Traçae dous angulos rectos, um com os ladospa-rallelos aos lados do outro.
16. — Podem duas superficies ser parallelas.
17. - Podem, uma superficie curva e uma superficie
p l a n a s e r p a r a l l e l a s ? , . . .
18. — Uma linha recta c outra curva po em sei pa ^
CAPITULO V
SÏÏMMARIO : TnUNGuios.
D A D E D K
Uma superlicio plana limit
Trian^ulos.
Uma superficie plana limitada por
linhas rectas c h a ni a - s e
triangulo
tern très ansuln-i f très lados e tr ^ V t i c e s .A tnpeca {fig,
J-cm a fôriîia
triangu-nïusica ha umPijj. 81. — Uma tripcça r firma j. • ^HtO cliamatio
triaaguiar. ^I'^angulo, cuja fomia
Os angulos de um triannu'lf "1^' ■
por très lettres collocada ^^sjgnam-se
® 6ni seust r è s t r i -• e s 81) Fig. 82. — 5 3
-(lizeiiLos por exemple, angulo A, angulo B,
angulo C (fig- 82). At A s o m m a c l o s lados de um tri angulo chama-sc periinetro. A s o m m a d o s
très angulos é igual a dois angulos rectos.
^ T r a c e m o s u m t r i-anguio Cjualquer (fig. 83) soljrc car-tao oupapel. recor-temos OS angulos creste triangulo, ajuntcmos como nos Fig. 83. mostra a (fig. 84) e
veremos que o primeiro e o ultimo lados do
t r i a n g u l o fi -c a m e m l i n h a recta. Os angu l o s fi c a m d o mesmo lado da recta AB (fig. 8'!) e ao redor do ponto 0 : Fig. 84.
0 4 —
Qualquer laclo de urn triangulo p6de
A . s e n i i ' - I h e c l e
A perpendicular
abai-x a d a d e u m d o s v e r t i c e s
sobre a base on sobre
o prolonganiento d'csta
c h a m a s e a l t u r a d o t r i
-angulo.
Fig. 85. — A rccta AB é uma .m o d i a n a . A r c c t a q u c u n e u m
dos vertices, do triangulo ao mcio do Jado opjjoslo cliama-se mediana [fig. 85).
Todo o triangulo
tcin ti'cs alluras., très bissecirizes e ti'cs
me-dianas. rig. 8C.-Triang..lo oscalono.
Os triangulos cm relacao â grandeza de sous lados sao : E s c a l e n o s , si os lados sâo desiguaes(//g. 80). Jsosçeies, si d o i s d e s e n s l a d o s s a o iguaes (//g. 87).
Equilateros, si os lados sâo iguaes (y?^. 88).
Fig. 87.-- Triangulo
i s o s c o l o s .
Fig. 88. — Triangulo
c q i i i l a t e r o .
— 5 5
T - . ^,.r.r>rlp/a de sens angulos sâo :
rciacao a gran(ic/-<i w...
Acutangnlos, si todos os
an-„ulos sâo agudos (fig. 89);
Obtu-tangnlos. s.
ï'ig. 80. — Triangulo
acutangulo. Fig. 90. —TrianguloobtuRangulo. Fig. 91. —Trianguloroctaogulo.
teem um angulo obtuse [fig. iK)),;
Rectaii-£ru2os, si tceni uni angulo recto {fig. 91);
^^inangiiios, si todos os
'ï'igulos sâo iguaes (pg, 1)2).
^'odo o triangulo
equi-latero é equiangulo.
triangulo rectangulo
e lado opposto ao angulo
*ecto chama-se hypotetiusa
® es lados do angulo chamam-se calhetos, o
Fig, 92. — Triangulo
oquiangulo^
Synopse
triangulos dividem-se :
t ■ Km relaçâo â grandeza de sens lados=
/ E s c a h n o s
^i^îangulos. , , | isosceles
\ EguHaieros
- 5 0 —
2°. Em relacâo a ffrandp7i
o aiiueza de seus angulos.
i^cui
angu/
Obiusangu/osos
ffsciangu/os I
^Ç^iangulos
Casos de igualdade de triangulos
Dot's I Mfrs ""j'y"'''''>"'P''^/>oniiic/o
triangulos ignées. ''^^pedivamente
sào iguaes 2" Um tado ,auni
J n d o
-A — 2 ! L ! L _ r e q u i l n t e r o . S e j a
° '^<^0 dado.
Tracemos uma recta qual.iuer MX sobre to/nemos MN { f t i f J u r \ •* » X i igual a AB. Fig. 94. P r o b l e m a X V . !• alamos ccnlro em
. ® N e com uma
dis-
tanciaigualaABdotor-"iinoinos o ponto C,
qae, unido aos pontes "I e N resolvorâ o
problema.
Dados OS ins lados, construir
N — 0 1 — Fig. 95. B C E
-um triangulo. Sejam AB, CD, EF os iados dados {fi?. 05).
S o b r e a r e c t a M N {pg. 9r») mhnjucmos a partir da oxtre-midadc .M-, umadis-tancia MY igual a AB; do ponto M, c o m u m a d i s l a n c i a ignal à CD e do p o n t o V c o m u m a distancia igual a EF, doterminemos 0 ponto P. Unamos o ponto P aos pon
tes M e V, e tere-m o s r c s o l v i d o o
p r o b l e m a . F i g .
Problema XVI. — Dados dois lados ê o angulo
por elles comprehendido, construir um triangulo.
Mv
F i g . 9 9 .
B (pg, 97) é 0 angulo; EF e GH {pg. 98) sSo os lados
conhecidos. Sobre uma recta indefinida, marquemos uma
distancia AC {pg. 99), igual a EF. Pelo ponto A façamos um angulo MAC igual ao angulo B, sobre MA e a partir
- 5 8
do ponto A marquemos «a distanci-» a v ,
mos 0 ponto N ao ponto C e teremf. iffual a GH,
una-g u l o p e d i d o . ^ - a Fis. 100. Fig. 101. P r o b l e m a X V I I . — Gonstruir um triangulo s e n d o d a d o s u m l a d o e
dois angulos que Ihe sue
adjacentes.
AB (fig. 100) é o lado e G e H {fig. 101) OS angulos adjacente^. A partir do ponto M e sobre a recta MN [fig. 102) marquemos
AB. Pelo ponto M façamos um
Fig. 103. Pig. 104.
Fig. 102. a distanoia MD igual a
angulo igual a G epelo
ponto D, um angulo igual a H. As duas r e c t a s M E e D F c o r
-tam-se no ponto Goo
triangulo MOD é o triangulo pedido.
P r o b l e m a X V I I I . — C o n h e c e n d o - s e u m angulo agudo e a
hypo-tenusa, corlstruir um
triangulo reclangulo. V é o angulo agudo (fig. 103) e AB é ahypo-tenusa fig. 104).
Tome-mos MD [fig. 105) igual a AB, pelo ponto M façaTome-mos um
— 5 9 —
angulo igual ao angulo V e abaixemos sobre MG a per
pendicular DE.
liMD é 0 triangulo pedido.
P r o b l e m a X I X . —
Gonstruir um triangulo
rec-tangulo, conhecendo-se a
hypotenusa e um cathcto.
D
Figs. 106 o" J07. Fig. lOS.
AB [fig. 106) é a hypotenusa e CD [fig. 10") é o catheto. Sobrc MN marquemos MT [fig. 108) igual a CD; pelo
ponto M ievantcmos uma perpendicular ME, façamos contre em T o com uma abcrtura de compas.so igual a
AB, cortemos a perpendicular ME no ponto G o qual
^Igado ao ponto T,.resolve o problema.
E X E R C Ï C I O S ^
t. —; Traçae iini triangulo,
2. — Que nome tern a somma dos lados de um trian
gulo?— Exemplo.
3. — A quo é igual a somma dos angulos de um trian
gulo? — Mostrae praticamentc.
— Mostrae a altura de um triangulo.
5.—• Mostrae a mediana.
6. — Como se tiividem os triangulos em relaçâo â
gran-^eza de seus lados?
7. — Traçae um triangulo escalcno; um isosceles,
^111 equilatero.
— 6 0 —
8. — Como se dividem os triangulos em relaç5o â
gran-deza de seus angulos?
9. — Traçae um triangulo aoulangulo; — um
obtusan-gulo; — um rectanobtusan-gulo; — um equiangulo.
•10. — Mostrae uma hypotenusa; — um catheto. 11.— Quaes sac os très cases de igualdade dos trian-gulos?
12. — Construi um triangulo equilatero cujo lado seja
igual a 30 miliimetros.
13. — Idem um triangulo equilatero cujo perimetro seja igual a 120 miliimetros.
14. — Idem um triangulo rectangulo cujos cathôtos
me-çam, um 30 miliimetros e o oulro 37 miliimetros. 15. — Idem um triangulo rectangulo em que um dos ca
thôtos meça 25 miliimetros e a hypothenusa 40 miliime
t r o s .
10 . Idem um triangulo rectangulo isosceles cuja som ma dos cathôtos seja igual a 50 miliimetros.
17. Idem um esquadro em cartâo, medindd o catheto
mener 101 millimetros e o maior 203 miliimetros.
C A P I T U L O V !
SUMMARIO : Quadhilatehos. — Quadrado.
— Losango. — Rect.angulo. —
Par.allelo-GRAAIAIO. TrAPEZIO. — PrOULEMAS.
Uma superficie plana terminada por quatre
l i n h a s
Quad ri late ros.zz
s e u n i^Uadrilatero (fig. 109). O Largo de S. Fran
cisco de Pailla é um
Quadrilatère. Os enveloppes s5o
gcral-^ e n t e q u a d r l l a t e r o s .
Uada quadrilaterO tem quatro lados,
fi^atro angulos e quatro K^ertices.
A li nha que une dois vertices oppostos, isto é)
^'">0 consécutives, chama-sediagojiai (//g. HO).
— 6 2 —
Cacia Cfuadrîlatcro tern duas diosonaes.
A somma dos lados de urn quadrilatère
chama-se perimetro. Os quadriiateros sao :
Quadrilateros..
1. — Quadrado. 2. — Losango. 3. — Recianguh. 4;. — Parallelogrammo. 5. — Trapezia. 6. — QuadrHaiero irregular.S' um quadrilatero tem os lados iguaes,
parallelos dois a dois e os
angu-los rectos, toma o nomc de qua
drado {fig. 111). Uma moldura
,, rig. Ill " P^^'^'^t^raiormadeumffuadrado;
quaTrT :
ii'uaes " ' ^ de um quadrado silo
V"aes,pe..pcndiculares entre sic
;;'em-scmutuamcntcaomeio
.i.andotraçamosasrfwg-„„„e,s.
V" <=lle flea
dlvi-' - c o - M .
'-gulos .sosceles iga.es ,12).
— 6 3 —
Ti-acemos solire papel on cartao um qua
drado Ç suas diagonacs; em seguida
cor-temol-o segundo os lados e as diagonaes e
ohtercnios os quatro triangulos que,
super-postos, nos niostrarao praticamente que sao
' g u a c s .
Synopse
Quadrado, ,
( a d o s . . . • {( iguaes e
( parallelos dais a dais.
angulos rectos.
iguaes.
diagonaes. perpend/culares entre
i si, dividem-se ao meio.
Uni quadrilatero com os lados iguaes,
parallelos dois a dois e com dois angidos
'''giulos el dois obtusos,
cha-•^la-se îosango, (fig. 113).
jnntarmos as bases dedous triangulos isosceles,
obteremos uni losange.
Um um iosaj2£fO os angidos opp.ostos sao
'ê^acs, as diagonaes sao dcsiguaes,
9 g m & m W " i . 5
— 6 4 —
pcndiculares entre si e dividem-se ao meio.
0 îosango com as diagonaes (ica dividido
em (juatro triangulos
rec-langulo-escalenos igiiaes
[fig. li/.).
A base é qualquer um
dos lados e a altitra é a per
pendicular levantada de um ponto da base ou
do sen prolongamento sobre o lado opposto.
Fig. 11 J.
l a d o s .
Synopse / iguaes e
[para/leios dais a dais.
Losango.. -,
anguios.dais agudos iguaes.
dois obiusos iguaes.
des/guaes
diagonaes. .j penpendicuiares enire
si, dividem-se ao njeio.
Quando um
quadpila-tero tern os lados
oppos-tos iguaes e parallelos e os
anguios rectos,
cliama-se rectangulo {fig. 115). Fig. ii5.-iu-cwnsuio. Uma moldura, uma nota de quinlientos
— 6 5 —
FOIS, um mappa, um livro, um cartao de visi
tas, um caderno,uma regua etc., tern a forma
de um rectangulo.
As diagonaes do um rectangulo sao iguaes
^ divitlem-se ao meio; a base é geralmentc
"111 dos lados majores e a allura 6 um dos
'"dos adjacentes â base:
S y n o p s eiados oppostos.. | ®
( parallelos. anguios vecios. . I i g u a e s e diagonaes. . | " ( dividem-se ao meio.^uadrîlatero, cujos lados oppostos
'guaes e parallelos e os anguios, doise dois
obtu-A
' ^ uni par
aile-A s
''este
é geralmenté^ um dos dois lados
^^cfangulo.
■ (fig.WiS).
dlagon a es
quadrîla- Fig. IIU. — Parallologrammo.
desiguaes e dividem-se ao meio.
" l a i
%
P r
_ 6 6 —
.«1, nrnloDffamento ao lado
op-a bop-ase ou o seu pioiono
posto. Synops® ( iquaes e {ados opposios. J ^ [paraiieios , ( dois agudos
Parallelogrammo anguios. . ^
desiguaes e dividem-se ao meio diagonaesSi o quadrilatère tem somcntc tlois cle
Fig. 117. — Trapozio. Fig. 118. — Trapozio rectangulo.
seas lados paraUelos, recebe o nome de trapezio (fig. 117). O
trapezio c rectangulo, [fig. I 18) quando tem
dois 'angiilos rectos; é
Fig. 110.—Tinpozio isosceles, isoscsles, Qu symetri—
OO, (fig. 119) quando os lados nûo parallcloQ
m
— 6 7 —
sao iguaes,e éescaleno ou irregular (fi'g. 120) quando os angulos e
OS lados sao desiguaes. Os lados paraUelos
sao as bases do
trape-/
zio e a altura é a per- f'ig- l-O. — Trapezio escaleoo. pendicular que une as duas bases ou uma
base e o prolongamento da outra.
Synopsè
rectangulo : dois angulos rectos.
, , J ■ i l a d o s n a o p a r a l l e -. -. I s o s c e l e s o u s y m e t n c o | / r O p O Z / O i [ / o s , i g u a e s . , , { l a d o s e a n q u l o s d e -e s c a l -e n o o u i r r -e g u l a r . ) ^ ( siguaes.
•Problema XX. — Construir um qiiadrado, conhe-c e n d o - s e u m l a d o .
1». Soluçào. — Sobre uma recta
appliquâmes o lado AM {eonhe-cido) e de cada um dos ponto A e M (fig. 121) levanlemos, com o auxilio de um esquadro, uma
^ perpendicular.
Façamos as dislancias AD e
MC iguaes cada uma a AM;
unamos o ponto D ao ponto G e teromos conslruido o
Fife'. 1-22.
Fig. 124.
• B
2» Soluçâo. — Seja AB {fig. 122) o lado do quadrado. Façamos uni angulo recto M
(pg, 123).
A partir do ponto M e com nma
distancia igual à recta AB
det e r m i n e m o s n o s l a d o s d o s a n -gulos, OS pontes E e F ; façamos centro n'esses pontos e com a
mesma distancia (AB), determi* nemos o ponto G, o qual, unido
aos pontos E e F, resolve o pro-b l e m a .
Fig. 123.
Problema XXI. —Gonstruir um reclangulo,
conhe-cendo-se dois lados adjacentes.
Façamos um angulo recto. A partir do vertice, com umadistanoia igual a AB {fig. 124) determine-mos 0 ponto E {fig. 126) e com a distancia CD {pg. 125), 0 ponto F; façamos partir do ponto F uma parallela a VE e, do ponto E, outra a VP ; estas duas
r e c t a s e n c o n t r a m - s o n o ponto G. 0 quadrilatère VEFG é 0 rectangulo pedido. Fig. 126. P r o b l e m a X X I I . —
Construir um parallélogramme, sendo dados dois lados
adjacentes e uma diagonal.
Scjam AB e CD (fg. 127) os lados adjacentes e EF" {pg. 128) a diagonal. Tracemos a linha MN igual a AB;
do' ponto M {pg. 129) com a distancia CD e ,do ponto N
C - • D
F i g . l a .
— G O —
com a distancia EF, determinemos o ponto P, unamol-o
Q
• D '
D Fig. 127.
Fig. 128. Fig. 129.
aqs pontos M e N. Do ponto P tiremos uma parallela
a MN e do ponto N, outra a MP.
O quadrilatère MNPQ é o parallelogrammo pedido.
Problema XXlll Construir uni parallelogrammo,
- B E F A -C - • B Fig. 130. Fig. 131. - K
sendo dados dois lados adjacentes e a altura. S'ejam AB e CD {pg. 130) OS lados adjacentes e EF {pg. 131) a altura. '
Tracemos a li nha MN igual a CD e do ponto N {Pg. 132) le-^ ' a n t e m o s u m a perpendicular igual â rec tal EF. Palo
G () a / / ' / / . /
/ ■
/
M Fig. 132.ponto Q tracemos uma linha indefinida JK parallela a MN.
'açamos centro em N e com a distancia AB cortemos
|io ponto H a recta JK; unamos 11 a N e pelo ponto M
t'-acemos uma parallela a NH. MNGil é o
— 7 0 — — 7 1 — Problema XXIV. — Construirumparallelog^rammo
sendo dados dois lados
A
-C - - V
Fig. 133.
adjacentes, urn angulo agudo
\ H r E Fig. 134. um angulo obtuso-Sejam AB e CD {fig. 133) OS lados ad jacentes; E e F {fig. 134) OS angulos. Fa-çanios MN igual a CD e nos pontos M e N {fig. 135) construa-mos dois angulos
res-pectivamenle iguaes aos angulos E e F; do ponto M coino centre, e com a distancia AB determinemos oponto G do qual façamos partir a parallela GH, que resolve o problenia.
\
. I
Fig. 135.
Fig. 133.
Problema XXV. '— Construir um parallelogrammo Bcndo dados dois lados adjacentes e um angulo.
Sejam AB e CD {fig. 136) os lados adjacentes e E
{fig. 137) oangulo. Sobre umarecta indefinida marquemos
D
a distancia MN igual a CD, no ponto M {fig. 138) façamos
um angulo igual a E e com ^ g
uma distancia igual a AB
marquemos o ponto P, a
partir de M. Do ponto N tracemos uma parallela a
MP e do ponto P outra a MN. — MNPQ é o
paral-^ l e l o g r a m m o p c d i d o .
P r o b l e m a X X V I . — Construir um losango sen-do dadas as duas
diago-n a e s .
Sejam AB e CD {fig. 139) as diagonaes. Tracemos estas diagonaes
perpendi-cularmente entre si, e
re-cijSrocamente uma pelo
meio da outra, unamos os pontos A, D, B, C, {fig. 140) c t e r e m o s r e s o l v i d o . 0 problema. P r o b l e m a X X V J I . — C o n s -truir um losango qualquer. Tr a c e m o s a s r e e -las AB e CD per-pendicularmente entre si (/ig-. 141); tomemos a partir do ponto 0, OM igual a ON, OP igual a O R ; t r a c e m o s a s rectasRM,MP,PN
e NR e o quadrilatère RMPN é o losango pedido.
i - B Fig. 142. - B Fig. 143. — 1 2 —
Problema XXVllI. —Conslruirumlosango conhe-cendo-se um lado e uma das diagonaes. Seja AB [fîg. 142) 0 lado e CY){fig. 143) a diagonal
conhe-cida; tracemos JIN
[fig. 144) igual a
CD; dos pontes 51
e N, com uma
aber-tura de compassé igual a AB, deter-minemos os pontes 0 e P. Unamos os pon-tos 0 e N, N e P, p e 51, 51 e 0. P Fig. 144.
0 quadrilatère ONPM é o losange pedido.
ProblGma XXIX. — Construir um trapezio
syme-t r i c o .
Tracemos uma recta AB {{ig. iA5), dividamol-a ao meio
e com a distancia OA descrevamos uma
semi-circumfe-rencia tendo como centro o
ponto 0 (meio da recta AB).
Do ponto A e corn uma dis
tancia qualquer determinemos
0 ponto M do quai façamos part,r uma reola MN parallela ^
T T Unamos os Donffic HtF i g - 1 ^ 5
-é 0 trapezio symelHco pVdid^ ^ ^
— 7 3 —
E X E R C I C I O S : 1. - Mostrae um quadriiatero.
2. — Traçae sobre papel ou cartâo um quadrilatère e
em seguida recortae-o com a tesoura.
3. — Qiiantos lados, — angulos, — vertices tem um
quadriiatero ?
4 — Quantas diagonaes?
5. — Que entendais por perimetro de um quadrila
t è r e ?
6. — Quaes os quadrilatères que conheceis?
7. Traçae sobre papel um quadrado, um losango, um rectangulo, um parallélogramme, um trapezio. Recortaé
cada um d'elles com uma tesoura.
8. — Mostrae as diagonaes de cada um.
Dizei que sabeis a respeito das diagonaes dos
quadrilateros.
A somma dos angulos de uiri quadriiatero é
igual a quantos angulos rectos?
H. — Exemple.
12. — Mostrae praticamente que um quadrado corn as
diagonaes fica dividido em quatro triangulos rectangulos
isosceles iguaes.
13. — Traçae um quadrado cujo lado meça 20
millime-t r o s .
Traçae um quadrado cuja somma das diagonaes
seja igual a uma décima parte do metro.
15. — Traçae um quadrado, em que uma das diago
naes seja igual a 30 millimetres.
16. — Traçae um parallelogrammo sendo dous lados
adjacentes, um o dobro do outre e a diagonal igual ao
// ' n. rectangulo cuja base seja igual a
40 miUimetros e a allura, a metade da base.
'^8. 1 raçae um rectangulo cuja base seja igual a 5
\ezes a a luia e a altura igual a diagonal de um
quadra-do de 2 centimetros de laquadra-do.
7~ parallelogranimo com os seguintes
ft ^ iffual a 40 miUimetros; um lado adjacente
/ miUimetros; um angulo agudo igual à terça parte de um angulo recto
2 0 T *
iffini /ft losange em que uma diagonal seja
j! -^40 miUimetros e um lado igual a 30 miUimetros.
timelpftc o um losango cujo lado seja igual a 3
cen-lado n7o palTb,oToeZmtos''"°''"°
igual a 12o"co'nUmo'tros? ^1° Pm'imu'™ ^
igual ao ^"uLlriZuk r."™l cujo perimetro é
lado? equilatero de 12 centimetros de
de lado?^ ' ° Poi'imetro de um quadrado de 60 metres
de lado ? ^ P«"metro de um losango de 32 kilomètres mento e 5 metmc
sala? ^ ^'■gura; qual o perimetro d'esla
mede 4 cmiti'
ietrorrum°ado aT '■®'''
®"Sulo cuja base
m e t r e s ? ^ ^ d j a c e n t e à b a s e , 3 c e n t i
-uma a 40 ceSeTrol°rafut°ra?3Z°Z'''''™'®"''"'
3 0 — T p f t / . c e n t i m e t r o s .
e sobre cada um Xs ?a'do1[''um ^
maos, um Inanguio equilatero.
— 7 5 —
31. — Traçne um triangulo equilatero de 2 centimetros
do lado e sobre cada um dos lados, um quadrado.
32. — Traçae um quadrado e sobre cada um dos lados um triangulo isosceles cuja base seja igual a 2 centi metros e a allura igual a diagonal do quadrado,
33. — Traçae um losango c sobre cada um dos lados um quadrado,
34. — Traçae um losango cuja metade seja igual aum
tanto algumas ha que têm nome especial ;
assim per exemple :
G A P I T U L O V I I
S U M M A R I O : P o l y g o n o s . — P o l y g o n o s r e g u -L \ U E S . — P o l y g o n o s i i i r e g u l \ i i e s .
Uma superficie plana iimitada per muitas
r e c t a s c h a m a - s e
Poly^onos.iZ'^Z't
' c t a s s i i o O S l a d o s
do polygono. A' somma dos lados de urn polygono da-se o nome v, de perimelro.
f / G e r a l m e n l e a d e n o m i
-I n a ç â o d e p o l y g o n o é
Fig. 146. — Polygono. dada as superficies planas
limitadas per mais de quatre rectas,
entre-/ 5 lados — peniagono,
6 lados — hexagono, 1 lados — hepiagono.
is l
ados — oci
9 lados - enneagono.ogono.
10 lados — decagono. 11 lados — undecagono.
12 lados — dodecagono. 15 lados—psniadecagono.
\ 20 lados — - icosagono.
Em um polygono pode haver angulos
rectos, agudos, obtusos, salientes,reentran-iguaes e desreentran-iguaes.
Um polygono é regular on irregular.
Si OS lados e.angulos sao iguaes, o
po-'ygono é regular-., e si sao desiguaes, o
polygono é irregular.
■A- recta que une dois vertices nîïo
conse-'^"tivos de um polygono recebe o nome
diagonal.
' f
I'jg. 147.
— 7 8 —
Jâ sabemos que a somma dos angulos de
um triangulo c igual a dois angulos rectos,
portante para conhecermos a somma de um
polygono qualquer, decompomol-o em
triaugulos, pelas diagonaes
partindo de um so vertice,
per cxemplo {fig. 147).
Tantos triangulos :
tan-tas vezes dois angulos rectos ;
assim, por exemplo, um
pen-eonodecom^osirem tagouo {fig. 147)
dccompoe-fiangulos e a
somma de seus angulos é igual a 3 vezes
2 angulos rectos ou 6 angulos rectos.
A. somma dos angulos de um
é igual a tantas vezes dois angulos rectos,
quantos sao os lados menos dois.
E X E R C I C I O S :
— Traçae um polygono qualquer.
2. — Mostrae os lados, os angulos, os vertices.
Que 6 uraperimeiro?
— Gomo se chama uma superficie plana limitada por niais de qualro lados ?
5- — Dae-me os nomes dos polygonos que conheceis.
— Que ë uma diagonal?
- 7 9
-7 . Traçae todas as diagonaes de um hexagono, de
um penlagono, etc.*
8. — Que é um polygono regular? 9. — Que é um polygono irregular ?
10. — A quantos angulos rectos 6 igual a somma dos
angulos de um polygono; — de um octogono; — de um
C A P I T U L O V l l l
SUMMARIO : Girgumferencia. — CincuLo.
Raio — Diametro — Arco. — Corda. — Flécha. — Segakte. — Tangente. —
Segmento. — Sector. — Problemas.
Unia linlia cuiTa fecliada situada em urn
Gircumferencia.
Oirculo.
mesmo piano e cqiiiclistante dc urn ponto
\ i n t e r i o r , c h a m a s e c î r-cumferencia {fig. 148).
A esse ponto interior
da-se o nome dc centra
da circumferencia e a
Fig. U8. _ porçâo do piano on
supcr-licie plana limitada pela
cir-'-r
— 8 1 —
CumforencSa, o uomc do circulo (fig. 149).
m
i
Fig. 149. — Circulo. F1&. Mopda do nickol :
Urn circulo.
Dm annel, um ai'*' P'pa nos dâo idéa
d e u m a
gma moeda de nickel, (fig.
y, 150}) '""^da dc uni carro
(fig- ' Rueijo de Minas,
o n i o s t r a -d o r -d e u mrelogio, as
l e n t e s d e u m b i n o -Pig. i:>l. — Roda do um Fi?*
c a r r o : u m c i r c u l o . u m c i r c u l o .
culo, um pandeiro tern a torma
circular isto é, de Cir^
C U l o ,
\
A recta que liga o centra a ; 1
Rualquer ponto da
CÏPCUm"-ferencia, chama-se raio (/rv^
^^3) e toda a recta que liga
— 8 2 —
pelo centra cliama-sc dictmetro {pg. 154),
Em u ma ci rcu m fe re n ci a to tl o s o s ra i o s
e diametros sao igiiacs.
F'fc'.154. —Um diametro Fig. 155.—Um arco. Fig. l56. — Uma corda.
Uma porçâo qualquer da circumf erencîa
chama-se arco {pg. 155) e a liiiha recta que
liga as extreminades de um arco cliama-se corda (pg.
156). A' perpeiuUcular que
parte do meio da corda c ter
mina no areo dâ-se 'o nome
♦de/leclia(/?o.^ 9 O
" 157).
A recta que corta a circutn^
ferencia em dois pontos
re-cebe o nome de secante i/iff
158).
_ A' i-ecta que, situada fora do
Circulo, tern um unico ponto
<-ie commum com a circumferencia
f t
Fig. 157. — Uma tleclia.
Fig, 158. — Uma s c c a n t o .
— 8 * ^ —
dâ-sc o nome de tangente {pg
Esse ponto
com-m u n i o i l a com-m a - s e j30J2to de contacta.
Toda a tangente
é perpendicular ao raio que termina
n o p o n t o d e c o n -t a c -t o .
1
159 V P o n t o d t c e n t a c t o 15<l.— Uma tangonto.A porçâo do circulo limitada pelo arco e
y
liî>
IIJ! Fig. IfiO. — Um s o g m o n t o . Fig. lia. — Um . s o c l o r .Fig. ir.-2. — Angulo
c e n t r a l . \ \ * U a / j ' , ■ V r " ' ■ A , ✓ s - F i g .
pela corda cliama-se^segmeiJto [pg. 160) c a,
porçâo comprchcndida. entre
um arco e dois raios quo