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Roteiro de estudos para recuperação final

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Academic year: 2021

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Texto

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Roteiro de estudos para recuperação final

Disciplina:

LITERATURA

Professor (a):

ELIZETE PEREIRA

Conteúdo:

Literatura e suas origens Funções da Literatura Texto literário

Texto não literário

Arte contemporânea brasileira História da MPB

Interpretação de texto

Referência para estudo:

Apostila Volumes: 1, 2, 3 e 4.

Sites recomendados:

http://www.oziris.pro.br/enviados/201212892413.pdf www.recantodasletras.com.br

Atividade avaliativa:

Questão 01 – Para responder à questão, leia o fragmento de Machado de Assis, de 1866, e o poema de Mario

Quintana, de 1940, e analise as afirmativas.

TEXTO A

A explicação da minha recusa e do desamor com que eu via a minha prima estava no meu gênio solitário e contemplativo. Até aos quinze anos fui tido por idiota; dos quinze aos vinte chamavam-me poeta; e, se as palavras eram diferentes, o sentido que a minha família lhes dava era o mesmo. Era pouco de ser estimado um moço que não comungava nos mesmos passatempos da casa e via correr as horas na leitura e nas digressões pelo mato.

TEXTO B

Eu nada entendo da questão social. Eu faço parte dela, simplesmente... E sei apenas do meu próprio mal, Que não é bem o mal de toda a gente, Nem é deste Planeta... Por sinal Que o mundo se lhe mostra indiferente! E o meu Anjo da Guarda, ele somente, É quem lê os meus versos afinal...

E enquanto o mundo em torno se esbarronda. Vivo regendo estranhas contradanças

No meu vago País de Trebizonda... Entre os Loucos, os Mortos e as Crianças. É lá que eu canto, numa eterna ronda, Nossos comuns desejos e esperanças!...

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I. O uso da primeira pessoa está de acordo com a temática dos textos, relacionada à afirmação da individualidade. II. Os dois autores expressam uma atitude crítica frente aos interesses sociais que anulam os valores humanos. III. Em contextos sociais muito distantes no tempo, os autores expressam, em gêneros diferentes, seu

posicionamento.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que está/estão correta(s): a) apenas I.

b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e II. e) I, II e III.

Questão 02 – Analisando as falas das personagens, assinale a alternativa que contenha as expressões utilizadas em

seu sentido conotativo:

a) “Você vai comer asfalto” e “estou morto”.

b) “No quinto período, seu babaca” e “você vai comer asfalto”. c) “Ameaça terrorista” e “aula de educação física”.

d) “Ameaça terrorista” e “estou morto”.

Questão 03 –

BANKSY. Disponível em: www.banksy.co.uk. Acesso em: 4 ago. 2012

TEXTO II

Só Deus pode me julgar

Soldado da guerra a favor da justiça Igualdade por aqui é coisa fictícia

Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo Mas tenta me imitar se olhando no espelho Preconceito sem conceito que apodrece a nação Filhos do descaso mesmo pós-abolição

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O trecho do rap e o grafite evidenciam o papel social das manifestações artísticas e provocam a a) mobilização do público contra o preconceito racial em contextos diferentes.

b) consciência do público sobre as razões da desigualdade social. c) rejeição do público-alvo à situação representada nas obras.

d) reflexão contra a indiferença nas relações sociais de forma contundente. e) ideia de que a igualdade é atingida por meio da violência.

Questão 04 – Observe as imagens abaixo:

Sabendo que o artista Evandro Prado causou grande impacto no público devido a sua proposta apresentada em uma coletânea de pinturas, assemblages e instalações, onde a temática sobre a cocacola surge como ícone e objeto de adoração, é correto afirmar que:

a) Evandro Prado, artista sul-mato-grossense, é um exemplo que ilustra como a arte contemporânea se limita a regionalismos para fugir da globalidade.

b) O artista em questão utiliza de sua obra para fazer apologia à sociedade de consumo.

c) O artista apresenta, em sua produção, as seguintes características da arte contemporânea: utilização de ícones tradicionalmente conhecidos da arte clássica.

d) Com as obras apresentadas acima, a proposta do artista é negar suas raízes sul-mato-grossenses, devido ao fato de não expor, em seu trabalho, elementos regionais tais como a fauna e a flora pantaneira.

e) Ao contrário dos artistas tradicionais, empenhados em agradar o público com suas obras, nos últimos dois séculos surgem diversos artistas com propostas que intencionam o choque e não apenas a contemplação estética.

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A capa do LP Os Mutantes, de 1968, ilustra o movimento da contracultura. O desafio à tradição nessa criação musical é caracterizado por

a) letras e melodias com características amargas e depressivas. b) arranjos baseados em ritmos e melodias nordestinos.

c) sonoridades experimentais e confluência de elementos populares e eruditos. d) temas que refletem situações domésticas ligadas à tradição popular.

e) ritmos contidos e reservados em oposição aos modelos estrangeiros.

Questão 06 – Som de preto

O nosso som não tem idade, não tem raça E não tem cor.

Mas a sociedade pra gente não dá valor.

Só querem nos criticar, pensam que somos animais. Se existia o lado ruim, hoje não existe mais,

porque o „funkeiro‟ de hoje em dia caiu na real. Essa história de „porrada‟, isto é coisa banal Agora pare e pense, se liga na „responsa‟: se ontem foi a tempestade, hoje vira a bonança. É som de preto

De favelado

Mas quando toca ninguém fica parado

Música de Mc‟s Amilcka e Chocolate. In: Dj Marlboro. Bem funk.

À medida que vem ganhando espaço na mídia, o funk carioca vem abandonando seu caráter local, associado às favelas e à criminalidade da cidade do Rio de Janeiro, tornando-se uma espécie de símbolo da marginalização das manifestações culturais das periferias em todo o Brasil. O verso que explicita essa marginalização é:

a) “O nosso som não tem idade, não tem raça”. b) “Mas a sociedade pra gente não dá valor”. c) “Se existia o lado ruim, hoje não existe mais”. d) “Agora pare e pense, se liga na „reponsa‟”. e) “se ontem foi a tempestade, hoje vira a bonança”.

Questão 07 – Lixeiras afáveis

Lixeiras pequenas e esmaltadas. Dentro coisas delicadas movem-se um pouco como cascas de ovo espinhas de peixe e também nunca inteiramente quietas partes de cebolas perola- das levíssimas ali fazem seu ninho. Lixo não atômico, tem certa graça ligeira vinda de refeições ainda mais rápidas.

Fala de ceias tardias inventivas de estudantes pobres e artistas de amantes frágeis de estômago enjoado e dos restos de que são feitos os sonhos e das migalhas que se soltam da toalha agitada diante da janela e vão tomar parte na noite misturadas às estrelas.

TAVARES, Zulmira Ribeiro. O mandril. São Paulo: Brasiliense, 1988. p. 18.

a) O texto acima aborda uma questão bem discutida contemporaneamente, o lixo. Considerando a forma como foi escrito, podemos classificá-lo como texto literário ou não literário? Justifique.

b) A composição de Zulmira Ribeiro Tavares redimensiona o emprego convencional do termo lixeira. De acordo com essa afirmação, explique o título “Lixeiras Afáveis”.

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Questão 08 – Leia o fragmento abaixo do poema No caminho com Maiakóvski de Eduardo Alves da Costa. No caminho com Maiakóvski

"[...]

Tu sabes,

conheces melhor do que eu a velha história.

Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor

do nosso jardim. E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores,

matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. [...]"

Eduardo Alves da Costa

“De tudo o que dissemos se conclui que a literatura se distingue da não-literatura pelo conteúdo e pela forma, e que as características essenciais da obra literária são duas: um conteúdo intuitivo e individual e uma forma produto da criatividade expressiva do artista.” (Antônio Soares Amora)

Justifique a afirmativa acima considerando o texto de Eduardo Alves da Costa, publicado em 1968.

Questão 09 – De 2006 a 2011, o artista Alexandre Órion realizou uma intervenção urbana denominada Ossário, por

meio da limpeza seletiva da poluição depositada nas paredes de túneis da cidade de São Paulo. Observe as imagens.

Leia, a seguir, o que ele disse sobre a intervenção urbana:

“Uma boa intervenção é aquela que dialoga com um lugar e é capaz de ressignificá-lo.” Explique como o trabalho Ossário, de Alexandre Órion, consegue concretizar sua fala.

Questão 10 – Considerando as noções de autoria, técnica e função social, estabeleça um paralelo entre grafite e

pichação.

Pichação em Joinvile

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Questão 11 – A cantora Nara Leão foi considerada musa da Bossa Nova, no entanto, seu trabalho como intérprete

não se limitou a esse movimento, uma vez que ela também fez parte do Tropicalismo, participando, inclusive, do icônico álbum Tropicália ou panis et circences. Nara é a mulher que aparece no retrato segurado por Caetano Veloso na capa do álbum, no qual interpretou a canção Lindonéia, composta por Caetano e Gilberto Gil no ritmo de um bolero cubano. Leia a letra dessa música e, em seguida, responda ao que se pede.

Lindonéia

Na frente do espelho Sem que ninguém a visse Miss

Linda, feia

Lindonéia desaparecida Despedaçados, atropelados Cachorros mortos nas ruas Policiais vigiando

O sol batendo nas frutas Sangrando

Oh, meu amor

A solidão vai me matar de dor Lindonéia, cor parda

Fruta na feira Lindonéia solteira

Lindonéia, domingo, segunda-feira Lindonéia desaparecida

Na igreja, no andor

Lindonéia desaparecida Na preguiça, no progresso Lindonéia desaparecida Nas paradas de sucesso Ai, meu amor

A solidão vai me matar de dor No avesso do espelho Mas desaparecida Ela aparece na fotografia Do outro lado da vida Cachorros mortos nas ruas Policiais vigiando

O sol batendo nas frutas Sangrando

Oh, meu amor

A solidão vai me matar de dor vai me matar

vai me matar de dor

Compare a letra da canção interpretada por Nara Leão na Tropicália com a bossanovista “Garota de Ipanema”, indicando quais características desses movimentos são identificadas nessas canções.

Obra de Aryz, grafiteiro espanhol.

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Questão 12 – Leia a letra da canção para responder à pergunta. Clube da esquina nº2

Por que se chamava moço Também se chamava estrada Viagem de ventania

Nem lembra se olhou prá trás A primeiro passo asso asso ... Por que se chamavam homens Também se chamavam sonhos E sonhos não envelhecem

Em meio a tantos gases lacrimogênios Ficam calmos calmos calmos... E lá se vai

Mais um dia ah ah...

E basta contar compasso E basta contar consigo Que a chama não tem pavio De tudo se faz canção

E o coração na curva de um rio rio rio rio... De tudo se faz canção

E o coração na curva de um rio ... E o rio de asfalto e gente

Entorna pelas ladeiras Entope o meio fio

Esquina mais de um milhão

Quero ver então a gente gente gente...

(Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges) Interprete o verso “E sonhos não envelhecem”, articulando-o ao contexto da Ditadura Militar, no qual a canção foi produzida e vinculada.

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FOLHA DE RESOLUÇÃO: Roteiro de estudos para recuperação final

Disciplina:

Literatura

Professor (a):

Elizete

Aluno (a):

Turma:

GABARITO – PROIBIDO RASURAS/ QUESTÕES FECHADAS

Nº 01 Nº 02 Nº 03 Nº 04 Nº 05 Nº 06

QUESTÕES ABERTAS

Nº 07 Nº 08 Nº 09 Nº 10 Nº 11 Nº 12

Referências

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