Conforto Ambiental I: Ergonomia e Antropometria

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Texto

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Conforto Ambiental I:

Ergonomia e Antropometria

Profª Claudete Gebara J. Callegaro

Mestranda em Arquitetura e Urbanismo

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ERGONOMIA

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A base primordial da Ergometria é intuitiva. Desde os primórdios da civilização, descobrimos que é variável a escolha, p. ex., de pedras

para atacar num inimigo,

para construir uma ferramenta,

para lançar na superfície de um lago.

Intuitivamente ou por experiências anteriores, avaliamos os recursos de que dispomos, nossas limitações e pendores, o objetivo a alcançar , e elaboramos um projeto mental sobre o que e como fazer o que nos interessa.

Esse processo envolve, pois, uma série de variáveis: •dimensão, forma e material do objeto,

•velocidade de operação,

•posicionamento do corpo do operador,

•peso, condições físicas e motivação do operador, •local em que a ação se dará,

•entre outras variáveis.

Aos poucos tais projetos se tornam conscientes e os transformamos em regras, manuais,

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A desconsideração das proporções e limitações humanas na execução de um trabalho pode gerar doenças, acidentes e situações de grande desconforto:

Imagem veiculada na Internet num arquivo intitulado “Plumber of the year award” (Prêmio do encanador do ano). Sem fonte ou data.

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As doenças ocupacionais já eram observadas e reportadas na medicina desde o século XVII, mas, talvez por falta de comunicação, ou quem sabe por envolverem hábitos bastante arraigados no povo (cultura local), não ganhavam muita atenção e nem se imaginava que devessem mudar.

Com a intensificação de sistemas de industrialização no século XVIII, os processos de fabricação foram divididos em operações simples.

Estas operações eram executadas sempre pelas mesmas pessoas, em ambientes sujos, barulhentos, perigosos, escuros, com espaços nem sempre suficientes para a boa movimentação humana, em jornadas de trabalho de até 16 horas diárias, sem férias.

Hábitos e padrões precisavam ser revistos, pois esse regime de trabalho levava ao aumento de problemas que precisavam ser mitigados:

•doenças músculo-esqueléticas por esforço repetitivo,

•envenenamento por aspiração de gases tóxicos ou contato com metais pesados,

•cegueira, surdez, entre outros dramas.

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No Iluminismo (entre os séculos XVII e XVIII), o binômio Homem-Máquina tornou-se uma constante nos modelos econômicos.

Esse fato teve consequências positivas do ponto de vista da produção e da melhoria das condições de trabalho, com melhor iluminação, ventilação, dosagem das cargas e do tempo de trabalho, entre outros aspectos como o dimensionamento de

espaços para as atividades humanas.

Embora os ensinamentos clássicos ainda estivessem muito presentes na arquitetura de então, alguns profissionais já experimentavam outras formas de projetar. Alguns deixavam de lado o respeito aos dogmas das proporções pré-estabelecidas, dando lugar a uma visão pragmática, em que o objetivo era construir o espaço mínimo ideal para as atividades.

Por exemplo, em 1750, o arquiteto Nicolai Eigtved , no projeto do Hospital de Frederick (hoje Museu de Arte Decorativa), em Copenhague, Dinamarca. Segundo Rasmussen (1986), Eigtved centrou-se nas atividades do setor de enfermagem, analisou as medidas humanas em situação estática (pacientes) e dinâmica (enfermeiras). Com visão científica e bastante racional, projetou

“módulos” de trabalho e os justapôs formando um grande salão de enfermaria.

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ERGONOMIA - EVOLUÇÃO

O arquiteto Eigtved considerou o módulo espacial com base na “célula de produção” (ele não usou essa expressão): •elemento básico – leito hospitalar 180 x 90 cm

•posicionamento dos leitos – perpendiculares às paredes, de maneira a ser possível a circulação das enfermeiras ao redor do paciente.

•circulação – espaço entre leitos – 180 cm, suficiente para o cruzamento de 2 pessoas + acessórios (carrinhos, macas...) •distância entre leitos – 270 cm entre eixos

•janelas – a cada 2 leitos – 540 cm entre eixos •largura do recinto – 2 leitos + circulação – 540 cm

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PARÊNTESIS:

As plantas de arquitetura se baseavam nas proporções humanas, indicadas em pés e polegadas, com divisão duodecimal.

Até hoje, inúmeros objetos com medidas aparentemente estranhas em centímetros têm mais lógica quando estudados em outras bases: talheres, toalhas e lençóis, louça, modulação de ladrilhos, telhas.

Em 1792, com a definição do “metro” e o início de seu uso como medida padrão universal, passou-se a converter as medidas para esse modelo e a se utilizar o sistema decimal , esforço esse que persiste ainda hoje.

Na literatura sobre antropometria e ergonomia, ainda são encontradas muitas medidas em polegadas (25,4mm) e pés (12 polegadas ou 30,48cm), persistindo a relação direta com o corpo humano.

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No século XIX, a relação entre antropometria e condições de trabalho passou a ser estudada de maneira mais científica, aproveitando-se observações sobre fisiologia desenvolvidas em laboratório pela área médica.

Em 1912, o engenheiro Frederick Winslow Taylor (1856-1915) lançou, nos Estados Unidos, o livro “Princípios de Administração Científica”. O taylorismo buscava a melhor maneira de executar operações com eficiência e de constituir processos industriais eficazes.

P. ex.: aumentando-se ou reduzindo-se o tamanho e o peso de uma pá de carvão, a capacidade de transporte de carvão por trabalhador num dia podia ser bastante maior do que nos moldes tradicionais.

O método de Taylor se baseava em observação empírica do trabalho e foi sendo aprimorado por outros estudiosos ligados à administração científica, nessa mesma linha do “homem econômico”.

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Alguns aspectos da abordagem taylorista foram aos poucos sendo contestados. P. ex., ele afirmava que a baixa produtividade se devia à vadiagem dos trabalhadores; que os acidentes de trabalho eram resultado da negligência daqueles; que o dinheiro era a única motivação humana para o trabalho e, assim, os trabalhadores deveriam ser pagos proporcionalmente a sua produtividade.

O excesso de controle dos movimentos físicos dos trabalhadores (metas,

comparações de desempenho, etc.) provocou reação negativa, boicotes, sabotagem das máquinas.

Além disso, os vários estudos de laboratório aos poucos demonstraram que os conceitos tayloristas não eram de todo verdadeiros: uma série de fatores contribui para a baixa produtividade e os acidentes, e o dinheiro não é o único motivador do trabalho humano.

Apesar disso, o aprimoramento das operações e dos processos segundo a metodologia tayloriana trouxe benefícios gerais, inclusive para a saúde dos

trabalhadores (movimentos adequados, limites), para a melhoria do produto final (menos erros e variações), para o meio ambiente (menor consumo de matéria prima e de energia).

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Em 1913, na Alemanha, Max Ruber fundou um centro de Fisiologia do Trabalho, ainda existente e dedicado a pesquisas sobre gastos energéticos no trabalho.

Na mesma época, na Dinamarca e na Suécia, foram criados laboratórios para estudar os problemas de treinamento e coordenação muscular para o desenvolvimento de aptidões físicas.

Nos Estados Unidos surgiu o Laboratório de Fadiga da Universidade Harvard, estudando

fadiga muscular e aptidão física.

Na Inglaterra, durante a I Guerra Mundial (1914-1917), fisiologistas e psicólogos trabalharam em conjunto na criação da Comissão de Saúde dos Trabalhadores na Indústria de Munições, para o aumento da produção de armamentos.

Terminada a guerra, a Comissão foi transformada em Instituto de Pesquisa da Fadiga Industrial e em 1929 transformou-se em Instituto de Pesquisa sobre Saúde no Trabalho, com uma abordagem interdisciplinar sobre: posturas, carga manual, iluminação,

ventilação, etc.

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Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), foram utilizados os conhecimentos científicos e tecnológicos na construção de instrumentos bélicos complexos – submarinos, tanques, radares, aviões, sistemas contra incêndios e bombardeios. Na condição tensa de um campo de batalha, as manobras do operador precisavam ser precisas e, para tanto, foi necessário redobrar o esforço de pesquisa para

adaptação desses instrumentos bélicos às condições humanas, evitando erros: diferenciação de controles, posicionamento lógico dos comandos.

Em 1949, K.F.H. Murrel, engenheiro inglês, começou a dar um conteúdo mais

preciso ao termo Ergonomia, fazendo-o ser reconhecido como disciplina científica. Para isso, criou a Ergonomic Research Society (Associação de Pesquisa Ergonômica), que reunia fisiologistas, psicólogos e engenheiros interessados pela adaptação do trabalho ao homem, em situação não-bélica.

Em 1957 foi criada naquele país a Human Factors Society.

Em Oxford, na Inglaterra, nasce em 1959 a Associação Internacional de Ergonomia (IEA – International Ergonomics Association), que atua até o presente.

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Enfim, a administração do trabalho vem mudando seus conceitos, humanizando-se. Outros aspectos passaram a ser aprimorados, além da pura exploração do homem como parte da máquina:

•projeto de máquinas e equipamentos adaptados às condições humanas, •ambiente físico (iluminação, temperatura, ruídos, vibrações),

•relacionamento humano, •organização,

•treinamento e educação, •motivação individual.

Hoje, p.ex., se valoriza muito o trabalho em grupo (células de trabalho, grupos multidisciplinares), e não mais o desempenho isolado. Para esse novo (na verdade muito antigo) modo de trabalhar, a extrema competitividade e o individualismo exagerado atrapalham.

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ERGONOMIA - EVOLUÇÃO

A era espacial criou novos problemas de ergonomia tais como a ausência de gravidade e forças gravitacionais extremas, cujos graus de tolerância eram desconhecidos.

Novos objetos de consumo - eletro-eletrônicos, mobiliário, automóveis - levam em conta fatores ergonômicos em seus projetos e a cada momento se chega a novas maneiras de se obter conforto.

Neste momento de transição de modelos de desenvolvimento, o estudo do ambiente de trabalho como um todo passa a ser condição básica para a sustentabilidade do conjunto. O relacionamento humano pacífico faz parte disso.

Do binômio homem-máquina

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ERGONOMIA

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A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou

sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de

otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema.

Os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas, de modo a torná-los

compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.

(IEA - Associação Internacional de Ergonomia – definição adotada desde o ano 2000 obtida em

http://www.abergo.org.br em 07/03/2013).

Ergonomia (do grego)

=

Ergo (trabalho)

+

Nomos (normas, regras, leis naturais)

ERGONOMIA - CONCEITO

Alguns países, como os Estados Unidos e o Canadá, preferem a expressão “fatores humanos” ao invés de ergonomia, para abarcar todos os aspectos físicos, psicológicos, organizacionais, etc. que o trabalho humano envolve.

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O objetivo da ergonomia é promover bem-estar (segurança, satisfação) na relação entre o ser humano e suas atividades de trabalho; como decorrência desse bem-estar, em geral se obtém eficiência e produtividade.

De acordo com a Associação Internacional de Ergonomia (IEA em inglês), os programas dos cursos normalmente incluem conhecimentos básicos das disciplinas de Psicologia, Anatomia e Fisiologia, Organização do Trabalho,

Design e métodos de Avaliação e Tecnologia da Informação, necessários para a introdução dos tópicos principais de Ergonomia.

Trata-se, pois, de uma disciplina orientada para uma abordagem sistêmica (visão holística) de todos os aspectos da atividade humana: físicos e cognitivos, sociais, organizacionais, ambientais, etc. Frequentemente esses profissionais intervêm em setores particulares da economia ou em domínios de aplicação específicos.

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Um projeto ergonômico para um Sistema de trabalho envolve a análise de:

Homem (capacidades, limitações, necessidades, comportamento, idade, sexo, treinamento, motivação);

Máquina (equipamentos, ferramentas, mobiliário, instalações >> ajudas materiais que o homem utiliza para o trabalho);

Ambiente físico (temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, gases, entre outros aspectos físicos);

Informação (transmissão de informações entre elementos do sistema, processamento dessas informações, tomada de decisões);

Organização (horários, turnos de trabalho, formação de equipes e outros elementos do sistema produtivo);

Consequências do trabalho (inspeções, estudos de erros e acidentes, gastos energéticos, fadiga e stress).

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A Associação Brasileira de Ergonomia, em sintonia com a IEA, divide a matéria em três domínios de especialização:

Ergonomia física - relacionada com atividade física, observando as características da

anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica: postura no trabalho,

manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo-esqueletais, postos de trabalho, segurança e saúde.

Ergonomia cognitiva - relacionada aos processos mentais, observando percepção,

memória, raciocínio e resposta motora: carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação homem computador, stress, treinamento.

Ergonomia organizacional – relacionada à otimização das estruturas organizacionais,

políticas e de processos: comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações (CRM - domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da qualidade.

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Os conhecimentos ergonômicos podem contribuir para a melhoria das situações de trabalho, aplicados sobre os sistemas e sobre os postos de trabalho. Sua

introdução pode ocorrer em vários momentos:

na concepção de um equipamento, operação ou ambiente – projeto, simulação, protótipo;

na correção de situação existente – substituição de máquinas, colocação de dispositivos para mudança de postura do operador, para segurança na

operação, aumento de iluminação, redução de ruído;

na conscientização dos participantes de um processo ou operação –

educação do operador, individualmente ou em grupo, para que trabalhe de forma segura e reconheça os riscos do ambiente, considerando que o sistema é aberto, ou seja, muitas alterações podem ocorrer modificando o estado “ideal” criado num momento (projeto + correção): desgaste das máquinas, alterações de layout, modificação de processos, programação da produção, etc.

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A formação em Ergonomia, no Brasil, se dá em nível de pós-graduação, por meio de cursos de Especialização (pós-graduação lato sensu), mas são poucos os profissionais especializados.

Contudo, aspectos de Ergonomia são estudados em múltiplas áreas de conhecimento: •Arquitetos e Urbanistas

•Desenhistas de interiores e de mobiliário •Médicos do trabalho •Analistas do trabalho •Psicólogos •Engenheiros •Desenhistas industriais •Enfermeiros

•Engenheiros de segurança e de manutenção •Programadores de produção

•Administradores •Compradores.

Um especialista em Ergonomia tem lugar nesse cenário, coordenando e entrosando os

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A Ergonomia pode ser aplicada em ambientes diversos de trabalho e seu campo de atuação está se expandindo:

•Indústria,

•Agricultura e mineração,

•Serviços (comércio, saúde, educação, escritórios, bancos, lazer)

•Vida diária (meios de transporte, mobiliário, aparelhos domésticos).

Os conhecimentos de um especialista em Ergonomia também podem ser solicitados em outras situações como:

•no projeto de novos produtos de alta disputa de mercado, •na homologação de novos produtos (aeronaves, p.ex.),

•na perícia sobre responsabilidades em caso de segurança do usuário (órgãos de defesa do consumidor, disputas judiciais),

•na orientação ao consumidor (níveis de ruído, eficiência térmica, tempo de vida útil),

•na melhoria do ambiente urbano (circulação de pedestres em locais públicos, adaptação para pessoas com deficiências físicas).

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A análise do custo e do benefício da Ergonomia é bastante complexa, pois não envolve apenas custos diretos de produção, mas também aspectos intangíveis e aspectos

indiretos: Custos:

•Máquinas e equipamentos,

•Substituição de peças e manutenção,

•Tempo de parada para as mudanças (quebra de produtividade), •Seleção e treinamento de pessoal.

Benefícios:

•Aumento de produtividade e de qualidade, •Redução de desperdícios,

•Economia de energia e manutenção,

•Conforto e segurança dos trabalhadores ou usuários (satisfação, redução de acidentes)

•Redução de faltas devido a acidentes e doenças ocupacionais,

•Redução de rotatividade (motivação, otimização do treinamento, menor stress de

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ERGONOMIA – CUSTO-BENEFÍCIO

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ERGONOMIA – CUSTO-BENEFÍCIO

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IIDA, 2001:110,111

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MEDIÇÕES ANTROPOMÉTRICAS

PANERO E ZELNIK, 2002:33 IIDA, 2001:112

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MEDIÇÕES ANTROPOMÉTRICAS

PANERO E ZELNIK, 2002:33

Sugestão para revisão de conceitos de Estatística:

http://www.ime.usp.br/~chang/home/mae116/aulas/Aula%201 -%20Descritiva%20I%20%5BSomente%20leitura%5D.pdf

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MEDIDAS ESTÁTICAS

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MEDIDAS ESTÁTICAS

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MEDIDAS ESTÁTICAS

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MEDIDAS ESTÁTICAS

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística realizou Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2008-2009, onde foram levantadas algumas medidas antropométricas da população brasileira. No link adiante são feitas considerações sobre a alimentação do brasileiro com base nas medidas levantadas:

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MEDIÇÕES ANTROPOMÉTRICAS

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MEDIDAS DINÂMICAS

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MEDIDAS DINÂMICAS

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MEDIDAS DINÂMICAS

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FONTES CONSULTADAS E OBRAS MENCIONADAS:

IIDA, Itiro. Ergonomia: Projeto e Produção. São Paulo: Edgard Blücher, 2001 (edição de 1990, 7ª impressão em 2001).

NEUFERT, Ernst. Arte de Projetar em Arquitetura. 4ª edição. São Paulo: Gustavo Gili, 1974. (Existem edições mais recentes.)

PANERO, Julius; ZELNIK, Martin. Las dimensiones humanas e los espacios interiores: Estándares antropométricos. México, DF: Gustavo Gilli, 2002, 10ª edição.

RASMUSSEN, Steen Eiler. Arquitetura vivenciada. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

http://www.abergo.org.br/ http://www.ibge.gov.br http://www.ime.usp.br

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SEMINÁRIO PARA A PRÓXIMA AULA, 02/04/2013, EM GRUPOS DE ATÉ 4 ALUNOS

Objeto da pesquisa: Conforto ambiental em edifícios e espaços públicos.

Recorte para pesquisa in loco: Mesma região em análise pela disciplina de Projeto de Bairro: VER SLIDE SEGUINTE

•Circulação horizontal (corredores, passeios, catracas) interiores e exteriores, •Circulação vertical (guarda-corpos e escadas, rampas, elevadores),

•Mobiliário público interior e exterior (bancas de jornal, bancos, postes, abrigos de ônibus, luminárias, totens, lixeiras),

•Comunicação (faixas de piso, placas, painéis, murais), •Ventilação, iluminação, ruído,

•Outros elementos e situações que tenham chamado atenção. Objetivos da pesquisa:

1- Perceber situações de conforto e desconforto em ambiente urbano: riscos, orientação, fluidez - piques, fisionomias (satisfação, preocupação)

2- Trazer à consciência algumas variáveis a serem consideradas em projetos de espaços públicos:

•Características dos usuários: altura e idade (crianças, adultos, velhos), pessoas acompanhadas ou sozinhas, carregadas com malas e pacotes ou livres, com e sem dificuldade física de algum tipo (cadeirantes, cegos, com bengala, prótese ou outro elemento), tímidos ou expansivos, lentos ou rápidos;

•Objetivo do equipamento ou ambiente em análise (atividade esperada). Produto da pesquisa:

•Registros visuais e auditivos (foto, video, desenho),

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SEMINÁRIO PARA A PRÓXIMA AULA, 02/04/2013, EM GRUPOS DE ATÉ 4 ALUNOS

O local para pesquisa é de livre escolha de cada grupo.

Foram formados 6 grupos, cada um responsável por uma das situações a seguir:

1. Espaço institucional da UNIB Chácara Flora e acessos.

2. Avenida (a definir): raio de pesquisa de 100 metros com centro em ponto de ônibus. 3. Condomínio (a definir) e acessos.

4. Bairro popular (a definir): 2 quadras. 5. Bairro médio (a definir): 2 quadras.

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