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AVA L I A Ç Ã O D O M E R C A D O D E E F I C I Ê N C I A E N E R G É T I C A N O B R A S I L

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L I A Ã D E R C D E F I I N N B I L l s e n d i t n A V A Ç O O M A O D E I C Ê N C A E E R G É T I C A O R A S - C a s I u s t r a l - A l a T e s ã o

A V A L I A Ç Ã O D O M E R C A D O

D E E F I C I Ê N C I A E N E R G É T I C A

N O B R A S I L

P E S Q U I S A D E P O S S E

D E E Q U I P A M E N T O S

E H Á B I T O S D E U S O

A N O B A S E 2 0 0 5

-P E S Q U I S A D E -P O S S E

D E E Q U I P A M E N T O S

E H Á B I T O S D E U S O

A N O B A S E 2 0 0 5

-Im pre sso n a G rá fic a d a E LE TR OB RÁ S 57 17 56 63 o 20 - 53 o, nc ra B io R Av. an da r Ce ntr o R io d e J an eir o 2 00 90 -0 04 E-m ail: pro ce lin fo @e le tro bra s.c om ww w.p ro ce lin fo .c om .b r L ig aç ão G ra tu ita 0 80 0 5 60 5 06

C L A S S E I N D U S T R I A L - A L T A T E N S Ã O

R E L A T Ó R I O S E T O R I A L :

P R O D U T O S A L I M E N T Í C I O S E B E B I D A S

C L A S S E I N D U S T R I A L - A L T A T E N S Ã O

R E L A T Ó R I O S E T O R I A L :

P R O D U T O S A L I M E N T Í C I O S E B E B I D A S

(2)
(3)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 2

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...3

2. CARACTERIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ...5

3. ENERGÉTICOS E UTILIDADES...8

4. AUTOPRODUÇÃO E COGERAÇÃO ...10

5. GERENCIAMENTO ENERGÉTICO ...11

6. SISTEMA ELÉTRICO E FORNECIMENTO DE ENERGIA...12

7. MOTORES ELÉTRICOS E ACIONAMENTOS...13

8. ELETROTERMIA ...17

9. ELETRÓLISE...17

10. ILUMINAÇÃO ...18

11. RACIONAMENTO ...19

(4)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 3

1.

INTRODUÇÃO

O presente relatório se insere dentro dos trabalhos de avaliação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil, contratado pela Eletrobrás, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD e com recursos doados pelo Global Environment Facility-GEF, por meio do Banco Mundial (BIRD), tendo como objetivo obter informações necessárias para formar uma nova e adequada concepção do atual mercado de eficiência energética do país e do impacto do racionamento sobre o mesmo, além de permitir avaliar os efeitos das ações do PROCEL, em busca de uma maior eficiência no uso da energia elétrica.

Para este relatório, as informações descritivas apresentadas buscam caracterizar, de forma bastante completa, a utilização da energia no setor de fabricação de produtos alimentícios e bebidas, de modo a permitir avaliar os seus desempenhos energéticos e inferir o respectivo potencial de melhoria da eficiência energética existente nesse setor.

Especificamente para o setor industrial atendido em alta tensão, a avaliação foi realizada a partir de pesquisas diretas em indústrias de todo o Brasil, as quais foram selecionadas a partir do cadastro de concessionárias de distribuição de energia elétricas, mediante um procedimento de amostragem. Nesse processo, foram sorteadas unidades representativas dos conjuntos de indústrias por atividade econômica e grupo de tensão das cinco regiões do país.

Dessa forma, o relatório em questão contém as informações consolidadas relativas às pesquisas quantitativas sobre a utilização da energia nas instalações industriais, realizadas nos anos de 2005 e 2006, em 127 indústrias distribuídas em 17 concessionárias do país conforme a tabela a seguir.

(5)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 4

Região Concessionária de Alimentos e Bebidas Amostra de Fabricante Total da Amostra por Região

CELPA 18 NORTE MANAUS 5 23 COELBA 11 COELCE 7 CELPE 5 COSERN 3 NORDESTE CEMAR 3 29 CEMAT 11 CENTRO-OESTE CELG 6 17 CPFL 3 AES 5 LIGHT 8 SUDESTE AMPLA 8 24 COPEL 2 CELESC 18 RGE 11 SUL CEEE 3 34 BRASIL 127

Para a amostra obtida, considerando-se um universo de 6303 indústrias desse setor supridas em alta tensão, chega-se a um erro amostral de 7% para um intervalo de confiança de 90%. Os gráficos a seguir apresentam a distribuição regional do universo levantado e da amostra.

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Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 5 Distribuição universo - Fabricação de produtos alimentícios e bebidas

N 7% NE 17% CO 5% SE 36% S 35%

Distribuição amostral–Fabricação de produtos alimentícios e bebidas

N 18% NE 23% CO 13% SE 19% S 27%

Embora tenha-se procurado definir a amostra com base na distribuição setorial do universo das indústrias para cada concessionária, observa-se um desvio da distribuição regional da amostra em relação à distribuição do universo. Esse desvio ocorreu em virtude do grau de rejeição à participação na pesquisa, o que levou à seleção de outras amostras fora desse setor, alterando, assim, a distribuição amostral. Observa-se que as distorções se deram em detrimento das regiões S e SE, com privilégio das demais. Entretanto, entende-se que para a classe industrial não existem diferenças significativas entre indústrias de um mesmo setor em regiões diferentes; as diferenças são mais expressivas em função do tipo de processo ou dos produtos finais produzidos, dentro de um mesmo setor de atividade.

2.

CARACTERIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES

A distribuição das indústrias do setor de fabricação de produtos alimentícios e bebidas pesquisadas no Brasil, por sub-grupo de tensão e faixa de demanda, pode ser vista nos quadros 2.1 e 2.2 a seguir:

(7)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 6

A2 A3 A3a A4 AS

Brasil 1 0 0 126 0 127

Part.(%) 0,8 0,0 0,0 99,2 0,0 100,0 Quadro 2.1 - Quantidade de indústrias por sub-grupo de tensão

Região Sub-grupo Tensão Total

< 500 500 a 1.500 1.501 a 2.500 2.501 a 3.000 3.001 a 5.000 5.001 a 10.000 10.001 a 20.000 20.001 a 50.000 > 50.000

Brasil 82 27 10 2 4 1 1 0 0 127,0

Part.(%) 64,6 21,3 7,9 1,6 3,1 0,8 0,8 0,0 0,0 100,0

Quadro 2.2 - Quantidade de indústrias por faixa de demanda máxima (kW)

Região Faixa de Demanda Máxima Total

Verifica-se a preponderância do suprimento A4 para as indústrias desse setor, com a maioria das mesmas com uma demanda máxima inferior a 500 kW. Para esse setor, encontramos 6,3% das indústrias com uma demanda máxima acima de 2.500 kW.

Considerando-se a classificação usual com base no número de empregados, ou seja, Pequenas Empresas até 100 empregados, Médias de 101 a 500 empregados e Grandes acima de 500 empregados, no geral, cerca de 58,7% das indústrias pesquisadas seriam enquadradas como de Pequeno Porte, 27,6% de Médio Porte e apenas 13,8% de Grande Porte.

< 30 30 a 100 101 a 250 251 a 500 > 500

Brasil 27 48 24 10 17 127,0 Part.(%) 21,1% 37,6% 19,3% 8,3% 13,8% 100%

Total Região Total de empregados

Quadro 2.3 - Percentual de indústrias por Quantidade de empregados

Em termos de idade das instalações, grande parte das indústrias pesquisadas (34%) encontra-se na faixa de 11 a 20 anos de operação. Somente 12% das indústrias pesquisadas têm menos de 5 anos de operação. Esse setor apresenta uma alta dispersão em termos de idade das instalações.

(8)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 7 < 5 5 a 10 11 a 20 21 a 30 > 30

Brasil 13 25 38 18 18 112

Part.(%) 12% 22% 34% 16% 16% 100%

Total Idade da instalação (anos)

Quadro 2.4 - Quantidade de indústrias por Idade da instalação Região

Teoricamente, os parques industriais mais antigos apresentam maiores potenciais de implantação de medidas de melhoria da eficiência energética, em função do nível tecnológico e de automação das instalações, processos e equipamentos existentes. Cabe ressaltar que, caso a instalação ou planta tenha sido reformada, a idade é informada a partir do ano da reforma. A idade informada é o da planta mais antiga, no caso de instalações com mais de uma planta.

A ocupação média das instalações (informada por 66% das indústrias do setor), ou seja, a média entre a produção do último ano e a capacidade de cada planta industrial, foi de 66%. A distribuição da ocupação é apresentado no quadro 2.5.

< 30% 30 a 50% 51 a 70% 71 a 90% > 90%

Brasil 10,0 16,0 19,0 20,0 19,0 84

Part.(%) 12% 19% 23% 24% 23% 100%

Quadro 2.5 - Quantidade de indústrias por Ocupação média da instalação Região Ocupação média da instalação Total

No que se refere ao peso da conta de energia elétrica dentro dos custos totais, considerando-se as indústrias que responderam essa questão (57% do total), em 80% delas os custos com energia elétrica são inferiores a 10%, sendo que em 40% esses custos são inferiores a 5%. No geral, o custo com energia elétrica representa em média 9,2% do custo total das empresas. A participação do custo da energia elétrica nos custos de produção das indústrias determina, em parte, a propensão a investir em medidas de eficiência energética.

(9)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 8 < 5% 5 a 10% 11 a 20% 21 a 30% > 30%

Brasil 29,0 29,0 6,0 4,0 4,0 72

Part.(%) 40% 40% 8% 6% 6% 100%

Quadro 2.6 - Quant. de ind. por participação % da energia elétrica no custo Região Participação da energia elétrica no custo Total

3.

ENERGÉTICOS E UTILIDADES

O quadro 3.1 e o gráfico 3.1 a seguir apresentam a utilização de energéticos primários pelas indústrias de alimentos e bebidas. O GLP, o óleo diesel e a lenha foram os energéticos mais utilizados, com uma participação de cerca de 13% cada.

Eletricidade

Óleo

combustível Óleo diesel Gás natural GLP Carvão Lenha Outros Total

127

12 16 11 18 - 16 2 127

100% 9% 13% 9% 14% 0% 13% 2% 100%

Energético

(10)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 9 Gráfico 3.1 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% Ó le o co m bu st ív el Ó le o di es el G ás n at ur al G LP C ar vã o Le nh a O ut ro s Energético P ar ti ci p ão

No que se refere às utilidades industriais, a predominante nesse setor é o ar comprimido, presente em 44% das indústrias, seguido pelo vapor com 26%. Vale ressaltar que das indústrias que utilizam vapor, quase 16% produzem o mesmo através da eletricidade. Em 48% das indústrias não é utilizada nenhuma outra utilidade além da eletricidade. O quadro 3.2 e o gráfico 3.2 a seguir apresenta os dados referentes às utilidades industriais no setor de alimentos e bebidas.

Vapor Ar comprimido Água quente Água gelada

Água resfriamento

Fluido

refrigerante Fluido térmico Ar quente Total 33

56 18 21 22 23 1 1 127

26% 44% 14% 17% 17% 18% 1% 1% 100%

Quadro 3.2 - Quantidade de indústrias por Energéticos utilizados Energético

(11)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 10 Gráfico 3.2 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% V ap or A r co m pr im id o Á gu a qu en te Á gu a ge la da Á gu a re sf ria m en to F lu id o re fr ig er an te F lu id o té rm ic o A r qu en te Energético P ar ti ci p ão

4.

AUTOPRODUÇÃO E COGERAÇÃO

Em termos de autoprodução, o setor de alimentos e bebidas apresentou uma participação de apenas 4%, sendo que destes, 40% se dava na forma de cogeração. A autoprodução se dá com diesel para 40% das situações e 20% com gás natural, em todos os casos para a alimentação de um conjunto moto-gerador. A cogeração ocorreu com a utilização de resíduos de processo (bagaço) para queima numa caldeira primária, não sendo utilizado o gás natural em nenhuma situação.

Vale ressaltar que a cogeração é uma medida de melhoria da eficiência energética das instalações que poderia ter uma maior inserção dentro da matriz energética do país.

(12)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 11

5.

GERENCIAMENTO ENERGÉTICO

Apenas cerca de 10% das indústrias disseram possuir uma CICE (Comissão Interna de Conservação de Energia) constituída em suas instalações. Cerca de 54%, dos que declararam possuir CICE, possuem demanda máxima inferior a 500 kW e 38% estão na faixa de 500 kW a 1.500 kW.

Vale ressaltar que 65% das empresas declararam fazer alguma forma de avaliação do uso da energia em suas instalações. A forma mais utilizada de análise da instalação, informado por 45% das indústrias, foi a avaliação geral da instalação; a segunda forma mais utilizada foi a análise dos equipamentos principais, informado por 12% das indústrias.

Cerca de 31% das indústrias desse setor informaram que são estabelecidas e cobradas metas de consumo total de energia e de economia de energia. No entanto, 25% dessas indústrias informaram que não são estabelecidas quaisquer metas de desempenho energético.

Em termos de prioridade para a instalação, conforme o gráfico 5.1, 74% das indústrias informaram que o aumento da produção está entre a primeira ou segunda prioridade. A melhoria da eficiência energética foi escolhida como primeira ou segunda prioridade para 70% das indústrias. A redução dos impactos ambientais só foi colocado como primeira ou segunda prioridade para 32% das indústrias.

53% 21% 31% 39% 9% 24% 36% 24% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Aumento produção Melhoria eficiência energética Redução impacto ambiental Melhoria qualidade Gráfico 5.1 1ª prior. 2ª prior.

(13)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 12

O gerenciamento energético é uma ação indispensável na identificação de oportunidades de melhoria do desempenho energético das instalações. A ausência da mesma enseja um potencial expressivo para a aplicação de medidas de melhoria da eficiência energética das mesmas.

6.

SISTEMA ELÉTRICO E FORNECIMENTO DE ENERGIA

No que se refere ao fornecimento de energia elétrica segundo o enquadramento tarifário, conforme o gráfico 6.1, 21% são consumidores convencionais e 79% horo-sazonais, sendo 61% Verde e 17% Azul. Nenhuma indústria indicou ser consumidor livre.

Gráfico 6.1 Convencional; 21% Azul 17% Livre 0% Verde 62%

Apenas 8% das indústrias afirmaram possuir medições de energia elétrica em outros setores da instalação. Ressalta-se que a medição setorial é uma ferramenta indispensável para o gerenciamento energético da instalação.

(14)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 13

Em termos de fator de potência, 67% das indústrias pesquisadas informaram o fator de potência médio de suas instalações. Das que informaram, 34% possuem fator de potência abaixo de 0,92; cerca de 6% das que informaram afirmaram que o fator de potência está abaixo de 0,8.

No que diz respeito a correntes harmônicas, 17% das indústrias informaram que, em maior ou menor intensidade, são produzidas correntes harmônicas em suas instalações.

O fator de carga médio da instalação foi informado por 74% das unidades pesquisadas. Para o conjunto de indústrias que informaram o valor médio foi de 49%.

Em termos de geração de emergência, 36% das indústrias desse setor afirmaram possuir geradores de emergência em suas instalações. Das que possuem, 28% afirmaram que esses geradores geram no horário de ponta.

7.

MOTORES ELÉTRICOS E ACIONAMENTOS

Cerca de 71% das indústrias do setor de alimentos e bebidas afirmaram possuir sistemas de bombeamento em suas instalações. Do total de sistemas de bombeamento informados, 89% utilizam-se de bombas centrífugas. A forma de controle mais utilizada para os sistemas de bombeamento é o liga-desliga, utilizado em 76% dos sistemas informados; em 16% dos sistemas a forma de controle utilizada é a válvula de restrição e o controle através de inversores só é feita em 2% dos sistemas (ver gráfico 7.1). Cerca de 76% das indústrias informaram, afirmaram que a potência instalada em sistemas de bombeamento é inferior a 100 CV.

(15)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 14 Gráfico 7.1 Válvula restrição 15% Liga-desliga 74% Outro 4% Válvula recirculação 4% Velocidade - inversor 2% Velocidade - outro 1%

Para os sistemas de ventilação, insuflamento e exaustão, 46% das indústrias do setor afirmaram possuí-los. Dos sistemas informados, 81% se utilizam do liga-desliga como forma de controle; 12% dos sistemas utilizam o damper e só 2% dos sistemas usam inversor para controle (ver gráfico 7.2). Para 63% das indústrias que informaram, a potência instalada é inferior a 50 CV.

Gráfico 7.2 Damper 12% Liga-desliga 80% Outro 2% Ajuste pás 2% Velocidade - inversor 2% Velocidade - outro 2%

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Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 15

Em termos de sistemas de ar comprimido e vácuo, 66% das indústrias do setor afirmaram possuí-los. Dos sistemas informados, 61% possuem perdas devido a vazamento inferiores a 5%; 30% dos sistemas possuem perdas entre 5 e 10% e 5% dos sistemas possuem perdas entre 10 e 15% (ver gráfico 7.3). Para 80% das indústrias que informaram, a potência instalada em sistemas de ar comprimido e vácuo é inferior a 100 CV. 61% 30% 5% 4% 1% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% % s is te m as < 5% 5 a 10% 10 a 15% 15 a 30% 30 a 50% % perda Gráfico 7.3

Cerca de 56% das indústrias do setor afirmaram possuir sistemas de refrigeração. Em 64% das indústrias que informaram o sistema de refrigeração é do tipo expansão direta; em 24% das indústrias o sistema é do tipo expansão indireta com água como fluido refrigerante. Dos

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Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 16

sistemas informados, 66% apresenta perdas devido à má isolação da linha inferior a 5%; para 27% essa perda está entre 5 e 10% (ver gráfico 7.4). Cerca de 71% das indústrias possui potência instalada em sistemas de refrigeração abaixo de 100 CV.

66% 27% 4% 3% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% % s is te m as < 5% 5 a 10% 10 a 15% 15 a 30% % perda Gráfico 7.4

Apenas 23% das indústrias do setor informaram possuir sistemas de compressão de processo. Para 50% dos que possuem esse sistema a potência instalada é inferior a 100 CV. Para 95% dos sistemas informados utiliza-se motores assíncronos para o acionamento, enquanto que 5% utilizam para o acionamento motores síncronos.

Para os sistemas de movimentação, manuseio e tratamento, 53% das indústrias do setor afirmaram possuí-los. Dos sistemas informados, 48% são de movimentação, 17% de manuseio e 35% de tratamento. Para 35% a potência instalada em equipamentos desse tipo é inferior a 50 CV.

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Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 17

O gráfico 7.1 a seguir apresenta a participação de cada um dos sistemas motrizes nas indústrias do setor de produtos alimentícios e bebidas.

43% 66% 64% 50% 53% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% P ar tic ip ão v en til aç ão , in su fla m en to e ex au st ão si st em as d e ar co m pr im id o e vá cu o re fr ig er aç ão co m pr es sã o de p ro ce ss o m ov im en ta çã o, m an us ei o e tr at am en to Sistema Grafico 7.5

8.

ELETROTERMIA

Cerca de 40% das indústrias do setor de alimentos e bebidas afirmaram possuir algum tipo de equipamento de eletrotermia. A forma predominante (96%) de produção de eletrotermia é através de resistência elétrica. Para 57% das indústrias que afirmaram possuir o sistema a potência instalada é inferior a 100 kW.

9.

ELETRÓLISE

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Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 18

10.

ILUMINAÇÃO

No setor de alimento e bebidas, nas áreas administrativas, 80% da iluminação é feita com lâmpadas fluorescentes tubulares e 16% com lâmpadas fluorescentes compactas. O gráfico 10.1 a seguir apresenta a distribuição do tipo de iluminação.

Gráfico 10.1 Incandescente 4% Fluorescente compacta 16% Dicróica 0% Fluorescente tubular 80%

Nas áreas administrativas, acredita-se que pode haver uma maior inserção das lâmpadas fluorescentes compactas, em detrimento de parte das fluorescentes tubulares e das incandescentes, o que melhoraria a eficiência do sistema.

Para as áreas industriais internas, a lâmpada mais utilizada é a fuorescente tubular, seguida pela lâmpada mista. O gráfico 10.2 a seguir apresenta a distribuição do tipo de lâmpada para as áreas industriais internas.

(20)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 19 Gráfico 10.2 Fluorescente tubular 77% Vapor mercúrio 5% Mista 13% Vapor sódio 2% Vapor metálico 3%

Na área industrial interna observa-se que existe um potencial de eficientização com a substituição das lâmpadas fluorescentes tubulares (não muito adequadas para a aplicação), as lâmpadas mistas e as lâmpadas de vapor de mercúrio, por lâmpadas de vapor metálico.

11.

RACIONAMENTO

Cerca de 64% das indústrias do setor de alimentos e bebidas pesquisadas declararam ter participado do racionamento, adotando medidas para obtenção de metas de redução de 15%, 20% e 25% do consumo de energia. Cerca de 30% das indústrias conseguiu uma redução do consumo de 25 a 30% como pode ser visto no gráfico 11.1 a seguir. Dentre as medidas adotadas, foram apontadas principalmente as medidas de geração própria, de alteração da produção e de alteração da jornada de trabalho, por respectivamente 80%, 34% e 15% das indústrias que disseram ter participado do racionamento.

(21)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 20 7% 2% 11% 26% 30% 19% 5% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% % i n d ú st ri as < 5% 5 a 10% 10 a 15% 15 a 20% 20 a 25% 25 a 30% > 30% % redução Gráfico 11.1

Não obstante as reduções obtidas, questionadas sobre a possibilidade atual de reduzir o consumo de energia, mantendo o nível de atividade, 42% das unidades admitiram a possibilidade de uma redução de consumo entre 10 e 15% (ver gráfico 11.2).

(22)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 21 9% 14% 42% 16% 16% 2% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% % i n d ú st ri as < 5% 5 a 10% 10 a 15% 15 a 20% 20 a 25% 25 a 30% % redução Gráfico 11.2

12.

INSTITUCIONAL

Verifica-se que cerca de 65% das indústrias pesquisadas afirmaram que conhecem o Selo PROCEL. Das que conhecem o Selo PROCEL, 87% sabem o que ele significa.

No que diz respeito às práticas e crenças referentes à eficiência energética para as indústrias deste setor, os gráficos a seguir apresentam a percepção do setor.

(23)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 22

Gráfico 12.1 - Eu acredito que já foram tomadas todas as medidas possíveis para reduzir o consumo de

energia dessa instalação

Sim 16% Não 80% Não sabe 4%

Gráfico 12.2 - Quando considero investimentos em eficiência energética, fico preocupado que a redução

dos custos com energia sejam menores que o estimado Sim 55% Não 25% Não sabe 20%

Gráfico 12.3 - Demora muito tempo e é trabalhoso obter informações suficientes para tomar decisão relativa a investimentos em eficiência energética

Sim 53% Não 28% Não sabe 19%

Gráfico 12.4 - Há mais benefícios que estão atrelados aos investimentos em eficiência energética do que

apenas redução de consumo

Sim 84% Não 7% Não sabe 9%

(24)

Relatório Brasil – PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS 23 Gráfico 12.5 - Os projetos de eficiência energética

geralmente apresentam tempos de retorno muito longos Sim 48% Não 24% Não sabe 28%

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LI A Ã D ER C D E F I I N N B IL l se nd i t n a Te l al - A tr us I as - C S RA O CA TI ER A E C ÊN IC E O D A O M O Ç A AV o

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05

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5717 6356

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