Física Experimental 1
A3vidade 1 – Erros e Medidas
Universidade Federal de Pernambuco
Centro Acadêmico do Agreste
Núcleo de Formação de Professores
Prof. Luis H V Leão
“Embora este Guia forneça um esquema de trabalho para obter incerteza, ele não pode subs;tuir pensamento crí;co, hones;dade intelectual e habilidade profissional. A avaliação de incerteza não é uma tarefa de ro;na, nem um trabalho puramente matemá;co. Ela depende do conhecimento detalhado da natureza do mensurando e da medição. Assim, a qualidade e a u;lidade da incerteza apresentada para o resultado de uma medição dependem, em úl;ma instância, da compreensão, análise crí;ca e integridade daqueles que contribuíram para atribuir o valor à mesma.”
Tradução de um trecho do “Guide to the Expression of Uncertainty in
Measurements”, Interna3onal Organiza3on for Standardiza3on,
Geneva (1993).
Medidas e Incertezas
Alguns conceitos sobre medidas e incertezas:
• Toda operação de medida exige do experimentador
habilidade no manuseio de instrumentos de medida e a capacidade de efetuar corretamente a leitura destes instrumentos.
• Não basta, por exemplo, determinar o comprimento de
uma barra através de uma régua, é preciso saber expressar essa medida com o número correto de algarismos
significa3vos e avaliar corretamente a sua incerteza. Desta forma, outra pessoa poderá entender o valor dado à
grandeza e também qual o intervalo de confiança da
medida, o que poderá permi3-‐la reproduzir os resultados ou mesmo receber uma encomenda que poderá executar.
Medidas e Incertezas
• Há grandezas que nem sempre podem ser ob3das
diretamente, como área, volume, densidade, etc. Neste caso, a incerteza final da grandeza depende da incerteza de cada medida realizada para obtê-‐la.
• O processo para obtenção das incertezas de grandezas
indiretas chama-‐se de cálculo de propagação das incertezas.
• Pretendemos aqui discu3r alguns conceitos e
procedimentos básicos para que se possa expressar
corretamente as medidas e resultados de experiências, assim como analisá-‐los com um mínimo de correção e rigor tanto do ponto de vista numérico como conceitual.
O que é medir?
• Medir implica em comparar uma caracterís3ca de um
sistema (por exemplo, comprimento, volume,
velocidade, massa, temperatura, etc.) com referências 3das como padrão (unidades)
• Exemplos de padrões: metro (para comprimentos),
segundo (para tempo), quilograma (para massa)
• Outras unidades de medida são os múl3plos e
submúl3plos destas grandezas (mm, km, cm), as grandezas derivadas destas grandezas (m/s, m/s2).
• Existem outras unidades empregadas fora do SI, como
a polegada (comprimento) e a libra (peso).
O que é medir?
•
O valor de uma grandeza subme3da a
medição costuma ser adquirido através de um
procedimento que, em geral, envolve algum(s)
instrumento(s) de medição.
•
O próprio processo de medida, assim como o
instrumento u3lizado, tem limites de precisão
e exa3dão.
•
Toda medida realizada tem uma incerteza
associada que procura expressar a nossa
ignorância (no bom sen3do) do valor medido.
O que é medir?
• Por mais cuidadosa que possa ser uma medição e por
mais preciso que possa ser o instrumento de medida u3lizado, não é possível realizar uma medida exata.
• Sempre existe uma incerteza na definição do resultado
de uma medida. Por esta razão, o resultado da medida de uma quan3dade m (qualquer) deve sempre estar acompanhado de uma es3ma3va da incerteza
correspondente.
• A seleção do processo de medida, do instrumento
usado e a reprodu3bilidade da grandeza medida têm que ser expressas de alguma forma.
Representação de Medidas
• A medida de uma grandeza é representada na forma:
m = M ± ΔM
• onde “m” é o resultado da medida, “M” é o valor
medido e “ΔM” uma quan3dade posi3va, que é chamada incerteza da medida e que determina o número de dígitos (algarismos) u3lizados para
formular este resultado (a incerteza é expressa por um número com um único algarismo significa3vo).
• Compete ao experimentador avaliar a incerteza para
cada medição.
Representação de Medidas
•
A expressão M ± ΔM nos diz que qualquer dos
valores compreendido entre M + ΔM e M -‐ ΔM é
aceitável para a medida da grandeza e que o
experimento em questão não permite
preferência por nenhum deles.
M -‐ ΔM M ± ΔM M + ΔM
ΔM ΔM
Exemplo
• O resultado da medida do volume de um sólido
(medida indireta) foi determinado por: V = 2,3652168 cm3
• Suponha que a incerteza da medida é de 0,04 cm3.
• Logo, a medida do não deve ser escrita como:
V = (2,3652168 ± 0,04) cm3
E sim como: V = (2,37±0,04) cm3
V = 2,3652168 cm
3ΔV = 0,04 cm
3Exemplos
Erros
•
Se, ao realizarmos uma medida, cometemos
erros, inevitavelmente, minimizá-‐los passa a
ser nossa obrigação. Podemos classificar os
erros em:
–
Erros sistemá3cos;
–
Erros grosseiros;
–
Erros acidentais.
Erros sistemá3cos
• São aqueles provenientes do próprio instrumento, quando este
apresenta algum erro de escala. Por exemplo, se u3lizarmos uma régua graduada para trabalhar a 10°C e trabalharmos com ela a 30°C, a dilatação, sofrida por sua escala, acarretará um erro
sistemá3co por toda a experiência.
• Um outro exemplo muito comum é a u3lização de instrumentos
com escalas não zeradas, como mostra a figura. Uma caracterís3ca dos erros sistemá3cos é que eles influem sempre no mesmo
sen3do: sempre para mais ou sempre para menos do valor verdadeiro.
Erros acidentais
• São aqueles que, por razões várias, ocorrem durante a
experiência, e que são divceis de eliminar, como, por exemplo, o erro do experimentador ao decidir qual a melhor leitura quando ele terá que fazê-‐la a olho,
es3mando um valor.
• Quanto mais experiência o experimentador adquire,
menos e menores erros deste 3po ele cometerá, mas, ainda assim, toda vez que realizar medidas, estará
cometendo erros.
• Uma caracterís3ca dos erros acidentais é que eles
influem aleatoriamente nos dois sen3dos, para mais ou para menos do valor verdadeiro.
Erros grosseiros
• Estes são causados, como o próprio nome sugere, por inexperiência
do experimentador. Ele comete esses erros quando, por exemplo, lê 10 e a leitura certa seria 100, ou então, quando a unidade certa seria kg, ele a lê em g.
• Por displicência do experimentador esses erros passam
despercebidos pois ele não tem ideia da ordem de grandeza do que mede.
• O erro grosseiro pode decorrer também da inabilidade no
manuseio do instrumento de medida, engano de leitura, cálculos errados, etc.
• Observação: Em princípio, os resultados com erros grosseiros são
devidos a falha do experimentador ou u3lização de técnica
deficiente, e devem ser eliminados. Os outros erros podem ser reduzidos com técnicas mais aperfeiçoadas e melhores
instrumentos, mas nunca serão eliminados totalmente.
Erros
Quando um experimentador determina o valor de uma grandeza, três situações são possíveis:
1. O valor da grandeza já é conhecido com exa3dão. Por
exemplo: A soma dos ângulos internos de um triângulo; a relação entre o comprimento e o diâmetro de uma
circunferência, etc.
2. O valor da grandeza não é conhecido exatamente, mas há
um valor adotado como "melhor". Por exemplo: A aceleração da gravidade em um determinado local, a carga do elétron, a densidade de uma substância, etc. 3. O valor da grandeza não é conhecido. Por exemplo: O
comprimento de uma barra, o volume de uma esfera, etc.
Erros x Desvios
• Quando o valor ob3do para uma grandeza difere de seu valor exato,
dizemos estar afetado de um erro.
erro = modulo do (valor medido -‐ valor exato)
• Quando o valor ob3do difere do valor adotado como melhor, dizemos
estar afetado de um desvio.
desvio = modulo do (valor medido -‐ valor adotado)
• Embora conceitualmente haja diferença entre erro e desvio,
matema3camente são equivalentes.
• A par3r deles definem-‐se desvio (ou erro) rela3vo e desvio (ou erro)
percentual, que permitem avaliar melhor o resultado de uma experiência. – desvio rela3vo = (desvio/valor adotado)
– desvio percentual = [desvio rela3vo x 100]%
Obs: Em termos de avaliação dos resultados, o desvio percentual nos dá a informação mais obje;va
Exemplo
Algarismos signica3vos
•
Quando o experimentador realiza apenas uma
medida, este será o valor da grandeza.
•
A grandeza deve ser expressa com um número
correto de algarismos, chamados algarismos
significa3vos.
Algarismos signica3vos
Exemplo:
• A barra AB da figura é medida
com duas réguas, uma
cen;metrada e outra
milimetrada.
• Pela figura 2a pode-‐se dizer que
o comprimento AB é 8,3cm.
• Observe que o algarismo 8 é
exato, enquanto que o
algarismo 3 que foi avaliado é o
duvidoso.
• Na figura 2b a medida de AB é
82,6 mm ou 8,26 cm.
• Aqui 8 e 2 são exatos e o 6, que
foi avaliado, é o duvidoso.
B A
Algarismos signica3vos
• Os ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS de uma medida são os
algarismos exatos acrescidos do úl3mo, que é o duvidoso.
• Do exemplo, observamos que:
• O número de algarismos significa3vos depende do
instrumento de medida.
• Observe que na medida do comprimento da barra AB da
figura 2 a régua cen3metrada forneceu dois algarismos
significa3vos (2 AS), enquanto que a milimetrada forneceu três algarismos significa3vos (3 AS).
• O valor do algarismo duvidoso depende exclusivamente do
operador.
Algarismos signica3vos
Exemplo
:
•
Na figura 3 o cilindro A tem comprimento
L
A= 36,25 cm
e o cilindro B tem diâmetro
D
B= 1,25 cm
.
•
Estão corretos esses valores?Em que casa decimal está
o algarismo duvidoso?
Figura 3
25 (cm) 30 35 40
LA
Algarismos signica3vos
•
Para determinarmos a incerteza de uma medida
devemos considerar os fatores que influem na
sua avaliação:
– a habilidade do experimentador;
– as condições em que a medida foi realizada – o próprio objeto a ser medido
– o instrumento u3lizado
•
Entretanto, devemos expressar a incerteza de
uma medida em termos que sejam
compreensíveis a outras pessoas.
Critérios
• Se o instrumento NÃO PERMITIR A
AVALIAÇÃO DO ALGARISMO DUVIDOSO,
este será considerado como sendo o úl3mo algarismo ob3do no instrumento e, neste caso, a incerteza es;mada (erro associado à
medida) será:
Δ( ) = A MENOR DIVISÃO DA ESCALA DO
INSTRUMENTO.
Exemplo:
• Nos instrumentos digitais (com mostrador
numérico) normalmente o erro é igual a menor variação da medida. No caso da
balança da figura 1 temos Δm = 0,01g então a massa medida, corrigindo o valor indicado, seria: m= (460,55 ± 0,01) g (5 AS)
Critérios
• Se o instrumento PERMITIR A
AVALIAÇÃO DO ALGARISMO
DUVIDOSO, a incerteza es;mada
(erro associado à medida) será:
Δ( ) = A METADE DA MENOR DIVISÃO DA ESCALA DO INSTRUMENTO.
Exemplo:
– Menor divisão: ΔV = (10 km/h)/2= 5 km/h
– Leitura: V = (123 ± 5) km/h
Expressão da medida
Como devemos expressar o resultado final de uma medida?
Exemplo:
• U3lizando uma régua cuja menor divisão foi um cen~metro, avaliamos o
comprimento AB em 8,3 cm. Como o experimentador pode avaliar o algarismo 3, a incerteza da medida será: ΔAB = 1cm/2 = 0,5 cm (metade da menor divisão da escala do instrumento). O valor da medida do comprimento AB deve ser expressa por:
AB = (8,3 ± 0,5) cm (2 AS).
Exemplo:
• U3lizando uma régua cuja menor divisão foi um milímetro, avaliamos o
comprimento AB em 82,6 mm. Como o algarismo 6 pode ser avaliado, a incerteza da medida será: ΔAB = 1mm /2 = 0,5 mm (metade da menor divisão da escala do instrumento). Portanto, devemos expressar o valor da medida do comprimento AB como sendo:
AB = (82,6 ± 0,5) mm (3 AS).
Exemplos
•
Indique qual será a incerteza de uma medida
realizada com os seguintes instrumentos:
–
régua comum;
–
relógio digital;
–
relógio analógico;
–
termômetro clínico;
–
Transferidor.
Regras de arredondamento
• Durante o cálculo de grandezas cujo o valor é medido
indiretamente, nossos cálculos podem nos levar a dúvidas como no exemplo abaixo:
Exemplo:
• Foram medidos os lados de um retângulo, obtendo-‐se:
L1 = 12,3 mm e L2 = 2,4 mm.
• A área será:
A = L1.L2 = 29,52 mm2.
• O resultado final tem 4 AS? Bem, L1 tem 3 AS e L2 tem 2 AS.
• Se o resultado final for escrito com 3 AS (como L1) então facilmente
arredondaremos para A = 29,5 mm2, mas se o resultado for escrito
com 2 AS (como L2), o resultado e A = 29 mm2 ou A = 30 mm2?
Regras de arredondamento
Adotaremos o critério NBR 5891, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), para as aproximações:
• Quando o algarismo imediatamente seguinte ao ul3mo algarismo a ser conservado for
inferior a 5, o ul3mo algarismo a ser conservado permanecera sem modificação.
– P. ex.: 1,333333 arredondado a primeira decimal tornar-‐se-‐á: 1,3.
• Quando o algarismo imediatamente seguinte ao ul3mo algarismo a ser conservado for
superior a 5, ou, sendo 5, seguido de no mínimo um algarismo diferente de zero, o ul3mo algarismo a ser conservado devera ser aumentado de uma unidade.
P. ex.: 1,666666 arredondado a primeira decimal tornar-‐se-‐á 1,7 e o numero 4,850003 arredondado a primeira decimal tornar-‐se-‐á: 4,9.
• Quando o algarismo imediatamente seguinte ao ul3mo algarismo a ser conservado for 5
seguidos de zeros, dever-‐se-‐á arredondar o algarismo a ser conservado para o algarismo par mais próximo. Conseqüentemente, o ul3mo algarismo a ser re3do, se for ímpar, aumentara uma unidade.
P. ex.: 4,550000 arredondado a primeira decimal tornar-‐se-‐a: 4,6.
• Quando o algarismo imediatamente seguinte ao ul3mo algarismo a ser conservado for 5
seguido de zeros, se for par o algarismo a ser conservado, ele permanecera sem modificação. P. ex.: 4,850000 arredondado a primeira decimal tornar-‐se-‐á: 4,8.
Regras para operações com
Algarismos Significa;vos
• Vimos que toda medida está acompanhada de uma incerteza, porém em alguns casos não conhecemos seu valor explicitamente. Nessa situação, admi3mos que a incerteza está no úl3mo algarismo e u3lizamos as seguintes regras prá3cas:
Adição e Subtração
Considere que se quer adicionar os resultados de vários comprimentos:
1. Devemos, inicialmente, passar todas as parcelas para a mesma unidade, no caso metro, temos: L1 =12,34 m, L2 = 0,057340 m, L3 = 0,00345 m L4 = 3,42210 m e L5 = 0,98 m
2. Em seguida verificamos qual (ou quais) das parcelas possui o algarismo duvidoso na posição decimal mais elevada ou a parcela (ou parcelas) que possui o menor número de casas decimais.
3. Colocamos as parcelas como mostrado a seguir e verificamos que os algarismos 4 de L1 e 8 de L5 possuem a posição decimal mais elevada (centésimo) como também possuem apenas duas casas decimais.
4. Em seguida devemos modificar as demais parcelas para que elas fiquem com o mesmo número de casas decimais de L1 (ou L5).
– L1 12,34 ~ 12,34 continua como está
– L2 0,057340 ~ 0,06 o algarismo 5 foi acrescido de uma unidade pois 7 > 5
– L3 0,00345 ~ 0,00 foi mantido o 0 pois 3 < 5
– L4 3,42210 ~ 3,42 foi mantido o 2 pois 2 < 5
– L5 0,98 ~ 0,98 continua como está
– 16,78
• O resultado da soma é 16,78 e podemos expressar o comprimento total como: L =16,78 m
• OBS: Esta regra é aplicada também para o caso de subtrações.
Regras para operações com Algarismos
Significa;vos
Mul;plicação e Divisão
• Vamos supor que queremos medir o volume de um cilindro, isto é:
V = A × h = π (RA ) 2 × L
A = (1/4) π (DA ) 2 × LA
• Onde DA = 1,3 cm e LA = 36,3 cm, assim: V = (1/4) π (DA ) 2 × L
A = (1/4) π 3,14159 × (1,3)2 × 36,3 => V = 48,181777 cm3.
• Com relação a esse resultado temos as seguintes questões:
– 1 – Quantos algarismos significa3vos (AS) deve ter V ?
– 2 – Quantos AS deve ter π?
– 3 – E a fração ¼ , quantos AS deve ter?
• Para responder essas perguntas adotaremos as seguintes regras:
1. O resultado de uma mul3plicação (ou divisão) deve ter `tantos algarismos significa3vos quanto forem aqueles do número de menor AS entre os números u3lizados na operação.
2. Uma constante como π, caso não seja indicado no problema o número de AS, deve ser u3lizada com um número de AS maior que o número de menor AS na operação.
3. Os números 1 e 4 não foram ob3dos a par3r de alguma medida realizada e não devem ser considerados na determinação do número de AS na operação pois são constantes exatas.
• Para finalizar, o resultado da operação no cálculo do volume do cilindro será V = 48 cm3 (2 AS que vem de
DA = 1,3 cm).
• Obs. As regras estabelecidas acima só deverão ser u3lizadas quando não conhecermos explicitamente o valor da incerteza da medida. No caso em que sabemos o valor da incerteza, u3lizaremos um método de propagação que será abordado na próxima seção.
Paquímetro
• O paquímetro com nônio, também conhecido como
paquímetro universal, é um instrumento de medição dotado de uma escala e um cursor que desliza nela.
• No cursor está gravada uma segunda escala chamada
nônio, também conhecida como vernier.
Paquímetro
Paquímetro
•
h†p://www.stefanelli.eng.br/webpage/
metrologia/p-‐paquimetro-‐nonio-‐
milimetro-‐05.html
Paquímetro – resolução 0,1 mm
Paquímetro – resolução 0,1 mm
Micrômetro
•
O micrômetro, ou parafuso micrométrico, é
cons3tuído por um parafuso de passo constante
e preciso. Uma rotação completa do parafuso
corresponde a um deslocamento de um passo.
•
É usado para medir dimensões com resoluções
da ordem de 10 μm. Apesar de apresentar uma
resolução maior que o paquímetro, o micrômetro
mostra-‐se um instrumento bem menos versá3l.
•
As dimensões medidas não podem passar de
alguns cen~metros e devem corresponder
sempre a diâmetros externos.
Micrômetro
A maioria dos micrômetros possui uma
catraca, localizada na extremidade do parafuso, cuja função é aliviar a pressão
Micrômetro
• A dimensão do objeto é lida a par3r de duas escalas, como ilustrado em detalhe na figura 10.
• A primeira escala, expressa em milímetros, se localiza
na bainha e é responsável para leitura com precisão de 0,5 mm
• A segunda escala, de maior precisão, se encontra
inscrita no tambor.
Micrômetro
• A marcação graduada localizada na bainha é geralmente subdividida em intervalos
mínimos de 1 ou 0,5 mm.
• As marcações dos milímetros partem da linha da escala num sen3do, enquanto as
marcações de meio milímetro, quando existentes, partem no outro.
• Sua leitura é realizada diretamente pelo número indicado pelo corte que o tambor
cria na escala subjacente. Ou seja, a parte visível da escala da bainha denota o valor da medida.
• A leitura do número do tambor é realizada de forma similar, pelo ponto em que sua escala numerada é cortada pela linha horizontal inscrita na bainha. Isso permite ler dois algarismos exatos no tambor e es3mar o algarismo duvidoso.
Micrômetro Milesimal
• No micrômetro milesimal a menor diferença entre indicações
é dividida por dez por um nônio gravado na bainha.
• Deste modo, a resolução passa a ser:
Resolução = 0,01 mm / 10 = 0,001 mm.