CARTILHA
Promovendo
Igrejas Seguras
WELINTON PEREIRA
Diretor de Relações Institucionais e Advocacy da Visão Mundial
KESS JONES
Gerente de Mobilização da Visão Mundial Textos:
PRISCILIANA JESUS DE OLIVEIRA Bióloga e professora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
Mestre e doutoranda em Medicina Tropical pela Fiocruz REGINALDO PEREIRA
Coordenador de Advocacy da Visão Mundial ANDRÉA ESPÍRITO SANTO
Mobilizadora do Juntos pelas Crianças em São Paulo
Revisão:
RENATA PESSOA VAZ
Assessora de Comunicação da Visão Mundial MAIO DE 2021
LAMENTAÇÕES 3.22-23
O a m o r d o S e n h o r D e u s n ã o s e a c a b a , e a s u a b o n d a d e
n ã o t e m f i m . E s s e a m o r e e s s a b o n d a d e s ã o n o v o s t o d a s
a s m a n h ã s ; e c o m o é g ra n d e
a f i d e l i d a d e d o S e n h o r
A pandemia de COVID-19 provocou mudanças profundas em nossa sociedade. No último ano, as estatísticas tornaram-se rostos conhecidos e as perdas foram cada vez mais próximas. As redes sociais passaram a anunciar os lutos constantes de vários conhecidos. Alguns canais de televisão mostram a dura realidade de profissionais de saúde, do sistema funerário e das famílias que perderam seus entes queridos e que não tinham como oferecer um funeral digno. Se por um lado essa realidade do luto está próxima, por outro vemos a dificuldade em se cumprir um isolamento social mais rígido e as medidas de prevenção ao contágio.
Além disso, a pandemia intensificou as desigualdades sociais, aumentando o número de pessoas em situação de extrema pobreza em nosso meio.
Diante dessa tragédia, somos convidados, como igreja de Cristo, a nos unir para acolher os enlutados e trazer uma palavra de esperança, como igualmente fez o profeta Jeremias no livro de Lamentações. Com a nossa presença nos lugares mais distantes desse país, podemos nos tornar propagadores de boas notícias no enfrentamento à COVID-19 e ser um canal de informações sobre a prevenção e os cuidados necessários para evitar o contágio. A história nos mostra que, nos momentos de maiores tribulações, surgem as mais variadas oportunidades para melhor servir a Deus em misericórdia, compaixão e amor.
Todos nós sabemos que Deus dotou os homens e mulheres de dons e talentos e que hoje somos capazes de desenvolver mecanismos para superarmos as doenças que a humanidade é acometida. Esses talentos permitiram que criássemos as vacinas para a COVID-19.
Elas são uma resposta segura para evitar que outras mortes aconteçam por conta desse vírus. Necessitamos orar para que todas as pessoas tenham acesso à vacinação com a maior rapidez possível.
POR REGINALDO PEREIRA DA SILVA
Coordenador de Advocacy na Visão Mundial
A Cartilha Promovendo Igrejas Seguras traz recomendações importantes sobre a implementação de medidas sanitárias e do processo de vacinação que acontece no Brasil. Essas orientações ajudarão a sua comunidade a tornar-se uma parceira fundamental no enfrentamento à pandemia, criando um grande movimento de igrejas e comunidades baseadas na fé, que juntas promovem a vida e cuidado para com o próximo.
Medidas preventivas:
por que é importante diminuir ou interromper a transmissão do novo coronavírus e o que realmente funciona?
Apesar dos avanços da ciência no combate ao novo coronavírus, com o desenvolvimento de vacinas eficazes e estudos atualizados sobre a doença, as medidas de prevenção ao contágio precisam ser mantidas com a mesma atenção e cuidado exigidos desde o início da pandemia. Mas você sabe por que é importante diminuir ou interromper a transmissão do novo coronavírus?
• A doença é perigosa: Quando uma pessoa é infectada pelo novo coronavírus, ela pode ser assintomática com relação às manifestações clínicas da doença, apresentar quadros leves a moderados ou ainda desenvolver sintomas graves, que podem levar à morte. A doença moderada ou grave é incapacitante, ou seja, ela afeta a capacidade de trabalho e de outras atividades nas pessoas infectadas. Pode, ainda, agravar doenças pré-existentes, como trombose, doenças cardiovasculares e respiratórias, dentre outras. A maior parte das pessoas alcança a cura espontânea ou por intermédio do tratamento médico eficaz. No entanto, grande parte das pessoas infectadas (inclusive assintomáticas) permanece com sequelas após a cura, que podem ser neurológicas ou respiratórias, por exemplo.
• Necessidade de diminuir a sobrecarga nos sistemas de saúde: Ao desenvolver uma doença grave pelo novo coronavírus, a pessoa infectada necessitará de hospitalização. A sobrecarga e o colapso no sistema de saúde do país têm ocorrido devido ao grande número de internações. Atendimentos para outras doenças têm sido ainda mais limitados, para que a demanda dos casos graves de COVID-19 seja atendida.
• Novas cepas variantes do vírus: as mutações do novo coronavírus podem gerar cepas mais transmissíveis e/ou mais perigosas e não há como prever qual será o risco destas novas infecções. Assim, quanto menor for a transmissão, menor será a taxa de mutação do vírus, diminuindo, a possibilidade de surgimento de novas variantes mais perigosas à saúde. As novas cepas têm se mostrado mais perigosas para jovens e adultos. E a cepa antiga ainda circula, afetando ainda pessoas idosas.
• Não há tratamento precoce eficaz contra a COVID-19:
Vale destacar que não há comprovação científica para nenhum tratamento que previna a infecção contra o novo coronavírus.
Também não existe ainda nenhum medicamento que atue diretamente sobre o vírus para diminuir ou acabar com a infecção.
Medidas preventivas
As medidas preventivas são fundamentais para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Quando combinamos todas as estratégias, é possível obter uma proteção maior, diminuindo os riscos e contágio. Mas quais medidas realmente funcionam?
1 Uso de máscaras individuais de proteção 2 Distanciamento físico e isolamento social 3 Higienização das mãos
4 Etiqueta da tosse e do espirro 5 Vacinação
6 Saber identificar e não repassar notícias falsas
7 Considerar apenas informações baseadas em pesquisas científicas e em dados oficiais de autoridades em saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de máscaras para proteção individual. Elas também beneficiam o coletivo, já que impedem a dispersão de gotículas de saliva, espirros, tosse e da respiração de pessoas infectadas, agindo como uma barreira física de contenção do vírus.
É verdade que existem vários tipos de máscara, mas é preciso alertar que nem todas são eficazes - o nível de proteção depende do material com que são feitas e do tempo de uso. Para maior proteção, elas precisam ser trocadas por uma limpa a cada 3 horas.
Para fazer um uso correto da máscara, deve-se:
• Lavar bem as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool a 70% antes de colocá-las.
• Evitar o uso de maquiagem que comprometa a proteção.
• Manuseá-las pelas alças e cobrir todo o nariz e a boca, sem deixar espaços livres entre a máscara e a pele. Ao mesmo tempo, deve ser mantido o conforto na respiração.
Máscaras de proteção –
Quais tipos são eficazes?
Atenção:
• Após vestir a máscara, não toque o rosto e não a ajuste se estiver perto de outras pessoas.
• Se a máscara estiver úmida, suja ou danificada, troque por uma limpa, mesmo que ainda não tenha completado o tempo de duração da proteção. Troque-a também se estiver com dificuldade de respirar.
• Retire a máscara e guarde-a num saco fechado, separando-a de outros objetos e de máscaras limpas, para não contaminar.
• Para evitar contaminações, máscaras cirúrgicas não devem ser reutilizadas nem descartadas em outros locais que não sejam os cestos de lixo – dentro de um saco, isolando-as do restante do material descartado.
• A máscara é de uso individual e não deve ser compartilhada com outra pessoa, mesmo se estiver lavada.
• O uso de máscaras de proteção é contraindicado para crianças com dois anos de idade ou menos.
• Bandanas, lenços e escudos de proteção facial sem máscara por baixo devem ser evitados. Eles não representam barreiras de proteção eficientes.
• Ao viajar de avião, a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que se utilize máscaras caseiras, cirúrgicas ou profissionais (N95,PFF2, FFP2), de três camadas. O escudo de proteção facial pode ser uma proteção a mais, desde que a máscara seja utilizada. A multa para quem não cumprir essa medida pode chegar a mais de R$ 2.000.
Tipos de Máscara
a) Máscaras de tecido
Devem seguir os requisitos mínimos exigidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que segue a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para uma proteção eficiente, devem ser confeccionadas com três camadas, da seguinte forma:
• 1ª camada (mais interna) de tecido 100% algodão, para absorver a umidade;
• 2ª camada (intermediária) de tecido sintético (tecido não tecido - TNT), para agir como filtro;
• 3ª camada (externa) de poliéster ou material resistente à água, para impedir a entrada ou saída de gotículas de saliva.
*Não enfeite sua máscara com lantejoulas ou outros adereços.
Isso aumenta a superfície de contato com o vírus e não é eficaz na proteção.
• Ao confeccionar a máscara, utilize um tecido previamente lavado com água e sabão, hipoclorito de sódio a 1% ou álcool a 70%.
• Faça um molde em papel para garantir que a máscara estará nas medidas corretas para cobrir completamente boca e nariz e não ter folga nas laterais.
• Lave a máscara novamente, conforme instrução anterior. Quando estiver seca, passe com ferro quente.
Atenção:
• Apesar de serem reutilizáveis (após serem lavadas), as máscaras de pano têm duração limitada. Recomenda-se até 30 lavagens.
• Observe se o elástico da alça estiver frouxo e se há sinais de furos, desgastes ou deformações. Nestes casos, elas devem ser substituídas.
• É aconselhado que cada pessoa tenha, pelo menos, 5 máscaras de uso individual.
• Pessoas com COVID-19, profissionais de saúde, socorristas e outras pessoas em contato com doentes não devem fazer uso desse tipo de máscara, dando preferência para as máscaras de uso profissional.
• Se for lavar a máscara na lavadora de roupas, programe o ciclo completo de lavagem de pelo menos 30 minutos com uma temperatura de 60ºC. Prefira sabão neutro e evite o uso de perfumes, para diminuir o risco de alergias.
b) Máscaras cirúrgicas
Apresentam três camadas de proteção e são avaliadas por agências reguladoras. Indicadas para a proteção contra agentes infecciosos transmitidos por gotículas (curta distância), mas não pelos transmitidos por aerossóis, pois não apresenta boa vedação nas laterais. São descartáveis e seu uso deve seguir as orientações já mencionadas anteriormente.
c) Máscaras PFF2, N95 e semelhantes
Oferecem uma proteção comprovada cientificamente contra gotículas, aerossóis e da transmissão de fluidos. Indicadas para pessoas infectadas, profissionais de saúde, socorristas e no caso de necessidade de estar em circulação com outras pessoas por longo tempo ou em ambientes fechados. Protege bem tanto quem a veste quanto as pessoas que estão ao redor.
Para uma boa vedação, é necessária atenção na escolha do tamanho.
Também é preciso cuidado com as falsificações e a modelos sem certificado, pois podem não ter passado por testes de controle de qualidade. Utilize apenas marcas certificadas pelo Inmetro.
• A higienização deve ser feita de acordo com orientações do fabricante.
• Após o uso, guarde a máscara em recipiente limpo, não vedado (para não reter) e só reutilize após três dias.
• Podem ser reutilizadas enquanto estiverem com vedação aceitável e com elástico íntegro.
• Não se deve tocar a parte do filtro, em nenhuma situação.
O manuseio errado pode levar partículas da superfície externa a contaminar a parte interna da máscara.
• Devem ser descartadas quando estiverem sujas, deformadas, com o elástico frouxo ou contaminadas com fluidos corporais (suor ou gotículas de saliva, por exemplo).
d) Máscaras com válvulas de expiração:
De acrílico ou outro material, beneficiam apenas quem a veste. Filtram bem o ar que entra (inspirado), mas não o que sai (expirado). Se a pessoa que a usa estiver contaminada, pode transmitir o vírus para outras pessoas.
Seu uso é vetado em companhias aéreas e não pode ser usada por pessoas infectadas, mesmo estando assintomáticas.
A OMS recomenda o uso de máscaras em complemento às outras medidas de proteção (distanciamento e higiene). Somente o uso de máscaras não protege completamente contra a infecção pelo novo coronavírus.
E se você precisar sair e permanecer um longo período fora de casa?
1) Utilize máscara e protetor facial (face shield)
2) Se estiver usando uma máscara de tecido, carregue uma limpa de reserva e troque-a se permanecer fora por mais de duas horas.
3) Leve consigo álcool em gel, de preferência pendurado fora da bolsa ou mochila. Assim, você higieniza as mãos e não volta a tocar na bolsa.
4) Troque o transporte coletivo pelo transporte individual. Se esta opção não for possível, procure evitar horários de pico com mais pessoas e minimizar o tempo de permanência no transporte, aumentando o tempo de caminhada.
Verdades e mitos sobre a COVID-19
EFÉSIOS 4. 25
Po r t a n t o , a b a n d o n e m a m e n t i ra e d i g a m a v e rd a d e a s e u p r óx i m o ,
p o i s s o m o s m e m b ro s
u n s d o s o u t ro s .
Você sabe o que são Fake News? Fake News, ou Notícias Falsas, em português, são informações incompletas, erradas, distorcidas ou fora do contexto. Na maioria das vezes, são inventadas ou manipuladas. Quando feitas intencionalmente, são utilizadas para destruir reputações, para obtenção de poder, prestígio, dinheiro, seguidores e causar mudanças políticas, por exemplo. As notícias falsas sustentam movimentos anti-vacinas e causam muitos impactos negativos na saúde global. A diminuição da cobertura vacinal em todo mundo e o retorno de antigas doenças, que já haviam sido controladas ou erradicadas de alguns países, como a pólio e o sarampo, são exemplos dos males de se espalhar informações falsas. No meio religioso, infelizmente, muitos textos bíblicos hoje são utilizados para justificar a recusa a atitudes saudáveis, como a vacinação e a tomada de medidas preventivas contra as doenças.
Façamos como Jesus, que em meio à tentação das respostas rápidas, usou a profundidade da Palavra, o que a torna verdade e fez o que era correto. Uma igreja segura é uma igreja que combate a mentira espalhando a verdade. Portanto, vacine-se contra as notícias falsas:
• Recebeu uma mensagem eletrônica sobre COVID-19?
Leia sempre a mensagem inteira.
• As notícias falsas geralmente usam títulos que não condizem com o texto.
• Na dúvida, ouça sempre o que cientistas e pesquisadores têm a dizer. Não tire conclusões de leituras de artigos científicos sem a ajuda de um especialista no tema.
• A mensagem é um relato pessoal ou de terceiros?
Certifique-se de que é verdade.
• Confira a data da publicação original. Notícias antigas são postadas como recentes, muitas vezes.
• Não compartilhe informações sem fonte de referência oficial e que não podem ser rastreadas.
• Ligue para as centrais oficiais de combate às notícias falsas do Ministério da Saúde: 136 ou pelo whatsapp (61) 9938-0031 ou (61) 99333-8597
• Recebeu uma mensagem que não cita a fonte de referência?
Cheque nos sites oficiais (como o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde, a Fiocruz e o Butantan) e confira se é verdade antes de compartilhar.
• Suspeite de mensagens com expressões alarmistas, exageros e absurdos, como oferta de cura e teorias da conspiração.
Geralmente esses artifícios aparecem em mensagens enganosas para se conseguir mais likes e cliques.
• Erros de pontuação, erros de português, palavras em caixa alta, erros conceituais grosseiros são sinais claros de que a mensagem
• A mensagem contém emojis? Qual órgão oficial utiliza esses caracteres em uma mensagem importante? Nenhum!
• A mensagem fala nomes de médicos ou pesquisadores responsáveis pelo fato descrito ou informação transmitida? Confira se as fontes são verdadeiras.
• Já reparou que grande parte das mensagens falsas terminam em
“envie essa mensagem para todos os seus contatos” ou “repasse essa informação”? São outras expressões para ficar de olho.
• Preste atenção no remetente das mensagens.
• Não clique em links ou vídeos que remetentes desconhecidos enviam para você.
Desfazendo Notícias Falsas
Antibióticos matam o coronavírus?
Antibióticos não combatem o coronavírus, nem qualquer outro vírus.
Antibióticos combatem apenas bactérias.
O calor mata o vírus?
Não há comprovação científica de que o vírus seja inativado quando exposto ao calor ambiente.
Qualquer máscara protege contra o coronavírus?
Nem todas as máscaras impedem a entrada do coronavírus no
organismo. A proteção conferida pelas máscaras depende do material de que são feitas, do ajuste correto ao rosto (boa vedação), do tempo de uso, do manuseio e da higiene com as mesmas. Essa medida de proteção depende de outras medidas (higienização constante das mãos e evitar aglomeração) para ser mais eficiente.
O vírus permanece nas roupas por até duas horas?
As roupas de pessoas que tiveram contato com pessoas infectadas devem ser lavadas imediatamente após cada uso, respeitando-se os devidos cuidados.
Água morna com bicarbonato de sódio, sal ou vinagre mata o coronavírus na garganta?
Não há nenhuma comprovação científica de que gargarejar água morna, salgada ou com vinagre mate o vírus presente nas amígdalas e o impeça de chegar aos pulmões.
Tomar café previne a infecção pelo coronavírus?
Não existe nenhuma substância, além da vacina, que previna contra a doença.
Os vírus vivem até 10 minutos nas mãos?
Comer alimentos quentes evita a contaminação pelo coronavírus?
Não há comprovação científica para essa informação.
As vacinas alteram o DNA das pessoas?
Não existe essa possibilidade. O material genético só pode ser alterado por radiações fortes, quando exposto a substâncias químicas específicas ou com uma variação de temperaturas extremas muito brusca.
A vacinas contra a gripe aumenta o risco de doença grave por coronavírus?
Não existem dados científicos que confirmem essa relação.
Existem medicamentos contra a COVID-19?
Não! Não existe nenhum medicamento que combata a doença, nem que ajude a prevení-la (o chamado tratamento precoce). As prescrições feitas pelos médicos, que se baseiam em estudos científicos, tratam alguns sintomas ou complicações da doença, mas não são capazes de eliminar o vírus. E o único tratamento precoce eficaz é seguir as medidas de prevenção, como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.
Vitamina C aumenta a imunidade contra o coronavírus?
Não existe comprovação científica sobre esse fato. Pessoas que fazem uso de vitamina C não são imunes até mesmo a resfriados comuns.
A ozonioterapia pode prevenir ou curar a COVID-19?
Essa terapia não é embasada cientificamente. O que é comprovado é que o gás ozônio pode causar efeitos tóxicos, inflamação, câncer e morte.
A homeopatia pode me tornar imune contra a COVID-19?
Não há comprovação científica que demonstre a prevenção ou cura da COVID-19 através de tratamentos homeopáticos.
O novo coronavírus foi criado em laboratório?
Não. As diversas análises do material genético do vírus, em comparação com as de outros, revelou que este vírus tem parentesco com os causadores da SARS e da MERS. Há fortes evidências de que a doença se originou com mutações de coronavírus de pangolins e morcegos.
O vírus não infecta e nem mata crianças e jovens?
Infecta, sim. Embora um percentual relativamente menor de crianças morra de COVID-19, elas apresentam um alto potencial de transmitir o vírus para outras pessoas, incluindo adultos e idosos. Além disso, as novas cepas do coronavírus têm infectado mais jovens nos últimos meses, aumentando o número de hospitalizações e de mortes nessa faixa etária.
Posso fazer álcool em gel caseiro para substituir o comercial?
Não, pois não há testes de agências reguladoras, como Inmetro e Anvisa, que atestem a padronização, a qualidade e a eficácia das receitas caseiras contra a contaminação pelo coronavírus. A produção caseira de álcool em gel é arriscada, podendo provocar incêndios, irritação grave de pele e mucosas, intoxicação e queimaduras pela manipulação inadequada de álcool líquido em altas concentrações. Além disso, dependendo do espessante utilizado, pode haver a proliferação de micro-organismos no álcool em gel caseiro.
As vacinas são perigosas por que causam efeitos adversos?
As vacinas podem causar efeitos adversos, como qualquer outro fármaco (remédios e soros). Em geral, quando ocorrem, esses efeitos são leves e não demandam hospitalização. Os efeitos adversos graves ocorrem em pouquíssimos casos. A doença, ao contrário, produz mais casos graves e pode levar à morte. As vacinas contra a COVID-19 utilizadas no Brasil são eficazes, principalmente contra casos graves e morte pela doença.
Elas foram aprovadas em testes clínicos em que participaram milhares de pessoas em todo o mundo e por testes em agências reguladoras. Por isso,
Se deixarmos o vírus proliferar na população, poderemos ter imunidade de rebanho?
Não antes de termos muitas mortes. A proliferação descontrolada do vírus gera um alto número de hospitalizações e óbitos, podendo gerar variantes mais infectantes ou letais. Além disso, não se sabe por quanto tempo a imunidade gerada pela infecção dura ou o quanto protege contra a reinfecção pelo coronavírus. Muitos casos de reinfecção estão ocorrendo. Para que haja imunidade de rebanho eficaz, cerca de 70% da população deve ser vacinada. Apenas a vacinação em massa garante a proteção coletiva contra a COVID-19.
Para obter informações verdadeiras, acesse os canais de comunicação dos sites mencionados neste material e/ou faça perguntas diretamente
a especialistas.
Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz): https://portal.fiocruz.br/
Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude Instituto Questão de Ciência: https://iqc.org.br/
Organização Mundial da Saúde: https://www.paho.org/pt/brasil
Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos / Fiocruz: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/
Xiaolu Tang e colaboradores, On the origin and continuing evolution of SARS-CoV-2, National Science Review, Volume 7, Issue 6, June 2020, Pages 1012–1023. Disponível em: https://doi.org/10.1093/nsr/nwaa036
Wu Z e colaboradores. Characteristics of and Important Lessons From the Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Outbreak in China: Summary of a Report of 72 314 Cases From the Chinese Center for Disease Control and Prevention. JAMA. 2020;323(13):1239–1242. doi:10.1001/jama.2020.2648.
Sociedade Brasileira de Imunizações: https://sbim.org.br/
Conselho Federal de Química: http://cfq.org.br/
Agência Nacional de Vigilância Sanitária: https://www.gov.br/anvisa/pt-br .
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cartilha de proteção respiratória para trabalhadores de saúde.
Disponível em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/covid-19-tudo-sobre-mascaras-faciais-de- protecao
Máscara N95 e PFF2: por que países da Europa reprovam material caseiro e agora exigem máscara profissional. BBC.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55794988
Fischer EP, Fischer MC, Grass D, Henrion I, WarrenWS, Westman E. Low-costmeasurement of face mask efficacy for filtering expelled droplets during speech. Sci Adv.2020 Sep 2;6(36):eabd3083. doi: 10.1126/sciadv.abd3083.PMID:
32917603; PMCID: PMC7467698.8
Protocolos sanitários: Atividades religiosas. Governo do Estado de São Paulo. Disponível em https://www.saopaulo.
sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/protocolo-atividades-religiosas-v-03.pdf
Como sua igreja pode reabrir com segurança até surgir uma vacina contra o coronavírus. Chistianity Today. Disponível em: https://www.christianitytoday.com/ct/2020/may-web-only/quando-igrejas-reabrir-coronavirus-covid-19-vacina-brasil.
html
Referências para pesquisa
https://portal.fiocruz.br/coronavirus/material-para-download
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/educacao-e-pesquisa/educanvisa?b_start:int=20 https://www.bbc.com/portuguese/topics/clmq8rgyyvjthttps://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/coronavirus https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/covid-19
https://www.epsjv.fiocruz.br/saiba-mais-sobre-o-coronavirus-sars-cov-2-e-a-doenca-covid-19 https://www.who.int/https://instagram.com/biofiocruz?igshid=7rhywl96x9nhhttps://instagram.com/
butantanoficial?igshid=1khoniy78v8ll
Fontes e referências utilizadas
visaomundial.org/ visaomundialbrasil visaomundialbr