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RESPOSTA À IMPUGNAÇÃO

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RESPOSTA À IMPUGNAÇÃO

IMPUGNANTE: DOMÍNIO INFORMÁTICA PROCESSO Nº.: 20120836

Recebia tempestivamente as razões de impugnação ao Edital da Concorrência nº 02/2012, que tem por objeto o REGISTRO DE PREÇOS COM VISTAS A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO, SERVIÇO DE ATENDIMENTO AOS USUÁRIOS – SERVICE DESK, MONITORAMENTO DO CORREIO ELETRÔNICO, MONITORAMENTO DOS ATIVOS DA REDE, DADOS, IMAGENS E VOZ E IMPLANTAÇÃO DA MODERNIZAÇÃO DOS ATIVOS DA REDE CORPORATIVA DE DADOS, IMAGENS E VOZ DA COMPANHIA DOCAS DO CEARÁ, apresentado pela empresa Domínio Informática Ltda, submetemos à análise da Coordenadoria Jurídica, que se manifestou via Parecer nº 247/2012 nos seguintes termos:

“Vem a esta Coordenadoria pedido de manifestação acerca de Impugnação ao edital à Concorrência nº 002/2012, cujo objeto é a contratação de empresa especializada na prestação do serviço de implantação de política de segurança da Informação, de atendimento ao usuário – service desk , monitoramento do correio eletrônico e ativos e modernização dos softwares e ativos da rede corporativa de dados, imagens e voz da CDC, conforme Projeto Básico e Termo de Referência, às fls. 44 e 80 dos autos.

A Impugnação foi intentada pela empresa Domínio Informática, requerendo a correção de supostos vícios apontados, qual seja, o edital possui como objetivo a contratação dos serviços de tecnologia da informação a serem objetos de um único contrato, e realizados por uma única empresa.

Ainda segundo o impugnante, o objeto licitado

possui especificidades dispares, e deveriam ser

desmembrados em vários contratos visando

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contratar mais de uma empresa, ou seja, que fosse procedida a licitação por itens ou por lote, requerendo por fim que o edital seja readequado aos moldes sugeridos.

É o breve relatório, segue a apreciação jurídica.

Em resposta a impugnação apresentada, o setor fiscal se manifestou contrariamente ao objeto impugnado, defendendo com ardor que a opção pelo não parcelamento decorreu de parâmetros técnicos e econômicos, restando demonstrada a regularidade da licitação em um único lote, tudo conforme entendimento do (TCU Acordão 2831/2012. Plenário. Min. Rel. ANA ARRAES).

Não há nos autos nenhuma evidência no sentido oposto, de que o parcelamento seria mais vantajoso para a Administração. Ao contrário, os indícios são coincidentes em considerar a licitação global mais econômica.

Como o próprio impugnante relata em seu questionamento, podemos verificar que a solução que o setor fiscal está contratando é de grande complexidade, o que só aumenta o risco de sua implantação, e afasta a possibilidade de nossa reduzida equipe ser o integrador das diversas especialidades requeridas.

Vale ressaltar que o Edital não veda a subcontratação de partes de seu objeto, mantida a total responsabilidade do contratado pela qualidade dos serviços prestados e produtos fornecidos, o que atende a nossa necessidade de receber uma solução única, instalada e funcional, nos prazos que nosso negócio exige, sem impedir que os licitantes busquem parcerias nas especializações que entenderem necessário.

Logicamente, a exigência de qualificação técnica

e experiência do licitante, dada a complexidade

do projeto, não é transferível, sob o risco da

Companhia Docas vir a contratar empresa sem

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os requisitos técnicos necessários para o sucesso de projeto tão estratégico a nossa operação.

No tocante ao artigo 7º da Lei 8.666/93, que, segundo a impugnante menciona, nos parece que houve um equivoco em seu entendimento, já que o mesmo informa o seguinte:

§ 5º. É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas, salvo nos casos em que for tecnicamente justificável, ou ainda quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime da administração contratada, previsto e discriminado no ato convocatório.

O Superior Tribunal de Justiça também já se manifestou neste sentido:

ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL.

SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. LICITAÇÃO.

ALEGAÇÃO DE NULIDADE DE ITENS DO EDITAL.

FRACIONAMENTO. ART. 23, § 1º, DA LEI N.

8.666/93. NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA E ECONÔMICA. INADEQUAÇÃO DA VIA MANDAMENTAL.

1. Cuida-se de recurso ordinário interposto contra acórdão que denegou a segurança em writ impetrado em prol da anulação de licitação de serviços de telecomunicações; o Tribunal de origem acordou que a via mandamental seria inadequada, pois seria necessária a dilação probatória.

2. No caso concreto, a recorrente insurgiu-se contra a licitação dos serviços em lote único, quando argumenta que deveria haver o fracionamento do objeto, nos moldes do art. 23, § 1º, da Lei n.

8.666/93; alegou que tal definição do objeto licitado frustraria a competitividade e, portanto, violaria o interesse público.

3. O fracionamento das compras, obras e serviços, nos termos do § 1º do art. 23 da Lei n.

8.666/93 somente pode ocorrer com demonstração técnica e econômica de que tal opção é viável, bem como que enseja melhor atingir o interesse público, manifestado pela ampliação da concorrência.

4. Resta evidente que a opção de fracionar,

ou não, objeto de licitação, nos moldes do art.

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23, § 1°, da Lei n. 8.666/93 somente se mostrará ilegal ante a evidência técnica e econômica de prejuízo; mesmo que tivesse sido comprovado o dano potencial, a via ainda seria inadequada, já que eventuais laudos técnicos teriam que poder ser contraditados; e na via mandamental não existe esta opção. Precedente:

RMS 29.001/ES, Rel. Min. Mauro Campbell

(STJ. 2ª Turma. RMS nº 34.417/ES. Rel: Ministro Humberto Martins. Pub. DJU de 18/09/2012)

O Professor Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, no Parecer nº 2086/00, elaborado no Processo nº 194/2000 do TCDF, deixa claro que:

Desse modo a regra do parcelamento deve ser coordenada com o requisito que a própria lei definiu: só se pode falar em parcelamento quando há viabilidade técnica para sua adoção. Não se imagina, quando o objeto é fisicamente único, como um automóvel, que o administrador esteja vinculado a parcelar o objeto. Nesse sentido, um exame atento dos tipos de objeto licitados pela Administração Pública evidencia que embora sejam divisíveis, interesse técnico na manutenção da unicidade, da licitação ou do item da mesma. Não é, pois a simples divisibilidade, mas a viabilidade técnica que dirige o processo decisório. Observa-se que, na aplicação dessa norma, até pela disposição dos requisitos, fisicamente dispostos no seu conteúdo, a avaliação sob o aspecto técnico precede a avaliação sob o aspecto econômico. É a visão jurídica que se harmoniza com a lógica.

Já o artigo 23 da Lei 8.666/93, informa em seu §

1º. que “As obras, serviços e compras efetuadas

pela Administração serão dividas em tantas

parcelas quantas se comprovarem técnica e

economicamente viáveis, procedendo-se à

licitação com vistas ao melhor aproveitamento

dos recursos disponíveis no mercado e à

ampliação da competitividade sem perda da

economia de escala. “ (grifos nossos)

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Ora, por todo o já exposto, não é técnica e economicamente viável para a Companhia Docas dividir a modernização de sua infraestrutura tecnológica, daí a necessidade de aquisição de uma solução integrada, e não de partes e peças, e a completa aderência à Lei 8.666/93.

O impugnante, a nosso ver, interpreta de forma equivocada não só os dois artigos por ele mencionados, como o termo similaridade (que indica bens e serviços sem similar no mercado, indicado, nesse caso, a dispensa de licitação), restando comprovada a total aderência do Edital aos ditames da Lei 8.666/93.

Já quanto a IN 04/2010, artigo 5º, mais uma vez a impugnante se equivoca, talvez quanto ao entendimento da necessidade de contratação da Companhia Docas do Ceará, cujo objeto é claramente descrito no Anexo V – Termo de Referência :

1) Objeto

Implantação de nova infraestrutura de tecnologia da informação da Companhia Docas do Ceará (CDC), com serviços gerenciados de monitoração, segurança e suporte técnico, em conformidade com as especificações deste Termo de Referência e demais anexos.

Caberá ao licitante vencedor ser o fornecedor de uma solução completa de modernização tecnológica da infraestrutura da CDC, responsabilizando-se pelos

serviços associados de atendimento aos usuários, suporte e assistência técnica, incluindo os aspectos de segurança da informação. (grifos nossos).

A Companhia Docas está contratando uma

solução completa e integrada, que apenas

atenderá a nossas necessidades se seu conjunto

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for inteiramente implantado (Como funcionar os sistemas sem os servidores, estes sem a rede, esta de forma insegura?), que é pré-requisito para a implantação dos novos sistemas que estão com cronograma de implantação já definido.

Todos os itens solicitados fazem parte de uma única solução, que é a modernização de nossa infraestrutura tecnológica, que deve ser realizado considerando os aspectos de escalabilidade, performance, gerenciamento e segurança. Os serviços solicitados são direta e integralmente vinculados aos produtos a serem implantados pelo contratado, e exigimos uma responsabilidade única, e um único ponto de contato quanto ao atendimento e gestão desta infraestrutura, visando exatamente à racionalização e redução do tempo de indisponibilidade de nossos sistemas.

Qualquer paralisação de nossos serviços implica em enormes prejuízos à CDC e à sociedade, impactando todo o fluxo logístico e comercial que passa por nossa operação. Cada vez mais a CDC ficará dependente da tecnologia da informação e dos novos sistemas, e para isso, uma infraestrutura gerenciada em todos seus aspectos, e com os requisitos de qualidade solicitados no presente processo, torna-se item obrigatório.

Não estamos contratando no mesmo objeto serviços de desenvolvimento e manutenção de software junto com serviços gerenciados de infraestrutura de TI, o que, por exemplo, afrontaria ao disposto na IN 04/2010, artigo 5º.

A Companhia Docas está com diversos outros

processos licitatórios em desenvolvimento para

contratação das demais soluções de Tecnologia

da Informação necessárias à implantação da sua

modernização tecnológica (fabrica de software,

CFTV com cabeamento associado, etc ** Validar

e incluir mais **), logo, fica patente que em

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nenhum momento estamos desrespeitando o disposto na IN 04/2010.

Para finalizar, ainda no tocante ao artigo 5º, quanto aos serviços de segurança da informação, o que a IN 04/2010 não permite é que a gerência da segurança da informação seja delegada a terceiros, o que o Edital não inclui em nenhuma parte de seu objeto. O que o Edital inclui são os serviços operacionais, de monitoração, análise e consultoria, que serão demandados e gerenciados pela área de segurança da informação da Companhia Docas, ficando comprovada, mais uma vez, a total aderência do presente Edital também a esta Instrução Normativa.

Por todo o exposto, resta clara a regularidade, legalidade e adequação da opção adotada pelo administrador público em licitar o objeto da presente licitação em um único lote.

À consideração da Diretoria Executiva.

É o Parecer, s., m., j.

Fortaleza, 08 de novembro de 2012”.

Por sua vez, a Diretoria Colegiada da CDC, através da Resolução nº 258, de 08 de novembro de 2012, acolheu o parecer da CODJUR e decidiu pelo não acolhimento da impugnação apresentada, determinando o prosseguimento da licitação em seus ulteriores termos.

Fortaleza, 08 de novembro de 2012.

Carlos Alberto Câmara de Vasconcelos

Presidente da CPL

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