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§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Erro sobre a pessoa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Erro sobre a ilicitude do fato (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena;
se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Exclusão de ilicitude (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Excesso punível (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Estado de necessidade
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Legítima defesa
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
TÍTULO III DA IMPUTABILIDADE PENAL
Inimputáveis
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Menores de dezoito anos
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
TÍTULO IV DO CONCURSO DE PESSOAS
Regras comuns às penas privativas de liberdade Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Circunstâncias incomunicáveis
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Casos de impunibilidade
Art. 31 - O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Atualizada /04/2010 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 21 QUESTÕES
1. (Polícia Civil/MG.Delegado Civil - Março/2007) Sobre a lei penal, é CORRETO afirmar que:
a) São espécies de extra-atividade da lei penal a retroatividade in malam partem e a ultra- atividade.
b) A lei temporária é exceção ao princípio da irretroatividade da lei penal, sendo ela ultra-ativa
c) A abolitio criminis equivale à extinção da punibilidade dos fatos praticados anteriormente à edição da nova lei e faz cessar todos os efeitos penais e civis da sentença condenatória transitada em julgado
d) Em matéria de prescrição, assim como para determinação do tempo do crime, a teoria adotada pelo Código Penal é a da atividade
2. (Polícia Civil/MG.Delegado Civil - Março/2007). Quanto às causas de justificação é CORRETO afirmar que:
a) Na administração da justiça por parte dos agentes estatais é meio legitimo o uso de armas com o intuito de matar individuo que tenta evadir-se de cadeia pública.
b)O policial ao efetuar prisão em flagrante tem sua conduta justificada pela excludente do exercício regular de direito.
c) Pode ser causa de exclusão da ilicitude o consentimento do ofendido nos delitos em que ele é o único titular do bem juridicamente protegido e pode dele dispor livremente
d)A obrigação hierárquica é causa de justificação que exclui a ilicitude da conduta de agente público.
3. (Polícia Civil/MG.Delegado Civil - Março/2007). Com relação às causas excludentes de ilicitude, é CORRETO afirmar que:
a) Não existem causas supralegais de exclusão da ilicitude, uma vez que o art. 23 do Código Penal pode ser entendido como numerus clausus.
b) Não se reconhece como hipótese de legítima defesa a circunstância de dois inimigos que, supondo que um vai agredir o outro, sacam suas armas e atiram pensando que estão se defendendo
c) São requisitos para configuração do estado de necessidade a existência de situação de perigo atual que ameace direito próprio ou alheio, causado ou não voluntariamente pelo agente que não tem dever legal de afastá-lo.
d) Trata-se de estrito cumprimento de dever legal a realização, pelo agente, de fato típico por força do desempenho de obrigação imposta por lei.
4. (Polícia Civil/MG.Delegado Civil - Março/2007). Quanto ao erro em matéria penal todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
a)
A finalidade precípua do erro de tipo essencial é a de afastar o dolo da conduta do agente.b)
Para a teoria extremada ou estrita da culpabilidade o erro que recai sobre uma situação de fato é erro de tipo, enquanto o erro que recai sobre os limites de uma causa de justificação é erro de proibiçãoc)
O erro de tipo acidental incide sobre dados irrelevantes da figura típica e não impede a apreciação do caráter criminoso do fatod)
O erro mandamental é aquele que recai sobre o mandamento contido nos crimes omissivos próprios ou impróprios.5. (Polícia Civil/MG.Delegado Civil - Março/2007). Em relação aos inimputáveis e às medidas de seguranças é correto afirmar que
a) Sendo adequado às circunstancias pessoais em que se encontre o sentenciado, a qualquer tempo, pode a pena do mesmo ser substituída pela aplicação de medida de segurança.
b) As medidas de segurança destinam-se exclusivamente aos inimputáveis. Aos semi-imputáveis somente há previsão de redução de pena e, necessitando eles de especial tratamento curativo, não há que se falar em substituição da pena por medida de segurança consoante o princípio da reserva legal
c) O réu considerado inimputável será absolvido e conseqüentemente será aplicada a ele uma medida de segurança que não possui limite de tempo mínimo nem máximo.
d) A desinternação é sempre condicional, devendo ser restabelecida a situação anterior se o agente, antes do decurso de cinco anos, pratica fato indicativo de periculosidade.
6. (Analista Judiciário. TRF4, 2004) Com relação à eficácia da Lei Penal no espaço, considere:
I. aplica-se a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves estrangeiras de propriedade privada, achando-se em pouso no território nacional ou em vôo no
espaço aéreo brasileiro.
II. aos crimes praticados em embarcações brasileiras, de natureza pública, que se encontrarem em porto estrangeiro, será aplicada a lei do país em que a
embarcação estiver aportada.
III. aos crimes cometidos a bordo de embarcações mercantes ou de propriedade privada brasileira, que se acharem em alto-mar, será aplicada a lei brasileira.
É correto o que se afirma APENAS em:
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
7. (OAB/MG. Exame de Ordem - Abril/2008) Com relação aos crimes culposos, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Em se tratando de crimes culposos, muitas vezes o dever objetivo de cuidado está estipulado em normas legais ou administrativas, relacionadas com a regulamentação de determinadas profissões ou atividades geradoras de riscos.
b) A previsibilidade subjetiva é um conceito relacionado com a previsibilidade do “homo medius”.
c) Nos crimes culposos o tipo é aberto
d) Na análise da tipicidade da conduta culposa, é preciso considerar, além de outros elementos, a conexão entre o desvalor da ação e o desvalor do resultado, ou seja, analisar se o resultado produzido está dentro do âmbito de proteção da norma de cuidado violada.
8. Prova Concurso Público TRT/MA Juiz do Trabalho Substituto - Agosto/2006. As regras de irretroatividade de lei penal e da taxatividade, decorrem de qual princípio:
a)Legalidade;
b) Culpabilidade;
c) Proporcionalidade
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d) Subsidiariedade e) Igualdade;
9. TRT/MTJuiz do Trabalho Substituto - Fevereiro/2006.
São componentes do tipo:
a) a conduta dolosa ou culposa; o resultado (exceto nos crimes de mera conduta); o nexo causal (salvo crimes de mera conduta e formais) e a tipicidade
b) somente a conduta dolosa; o resultado (exceto nos crimes de mera conduta); o nexo causal (salvo crimes de mera conduta e formais) e a tipicidade
c) a conduta dolosa ou culposa; o resultado, inclusive nos crimes de mera conduta; o nexo causal (salvo crimes de mera conduta e formais) e a tipicidade
d) a conduta dolosa ou culposa; o resultado (exceto nos crimes de mera conduta); o nexo causal (salvo crimes de mera conduta e formais) e a atipicidade
e) somente a conduta culposa; o resultado (exceto nos crimes de mera conduta); o nexo causal (salvo crimes de mera conduta e formais) e a tipicidade
10. Aponte a alternativa correta sobre a desistência voluntária.
(A) Na desistência voluntária, segundo posição uniforme da doutrina, há isenção de pena.
(B) Na avaliação da desistência voluntária, importam os
motivos do agente.
(C) Na desistência voluntária, o agente não responde pelos atos anteriormente praticados.
(D) Embora a desistência deva ser voluntária, pode não ser espontânea.
11. Quando o agente se embriaga para cometer o crime
em estado de embriaguez, (A) pode ou não ser punido, de acordo com o grau de sua
embriaguez.
(B) não pode ser punido.
(C) pode ser punido, mas não incide circunstância agravante.
(D) ocorre a situação tratada pela teoria como da actio libera in causa.
12. A coação irresistível, de que trata o artigo 22 do Código Penal, é causa de (A) exclusão de atipicidade.
(B) exclusão de ilicitude.
(C) exclusão de antijuridicidade.
(D) exclusão da culpabilidade.
13. Por iter criminis compreende-se o conjunto de:
( ) a) atos de execução do delito;
( ) b) atos preparatórios antecedentes ao delito;
( ) c) atos de consumação do delito;
( ) d) fases pelas quais passa o delito.
14. Um caçador, no meio da mata, dispara sua arma de fogo sobre um objeto escuro, supondo tratar-se de um animal, e atinge um fazendeiro. Nesta hipótese, restou configurado:
a) ( ) erro sobre pessoa.
b) ( ) erro de tipo.
c) ( ) erro provocado por terceiro.
d) ( ) aberratio ictus.
15. A coação moral irresistível e a obediência hierárquica são admitidas como:
a) ( ) causas excludentes da ilicitude.
b) ( ) causas dirimentes da imputabilidade.
c) ( ) causas dirimentes da punibilidade.
d) ( ) causas excludentes da culpabilidade.
16. Em relação as causas de exclusão da ilicitude, é correto afirmar
a) não há crime quando o agente pratica o fato em estado de necessidade, em legítima defesa ou sob influência de violenta emoção logo após provocação da vítima.
b) caso o agente, em estado de necessidade, incorra em excesso doloso ou culposo, não responderá por este, pois está amparado por uma excludente de ilicitude.
c) não se configura legítima defesa em relação à agressão desferida por loucos, ébrios ou alienados, pois os mesmos são considerados inimputáveis.
d) para caracterizar a legítima defesa, o agente deve usar moderadamente os meios necessários para repelir a injusta agressão, atual ou iminente, a um direito seu ou de outrem.
17- Pedro, João e José estavam em um barco em alto mar. Sem motivo justo, João agrediu José e ambos entraram em luta corporal, comprometendo a estabilidade do barco, que ameaçava virar, colocando em perigo a integridade física e a vida de Pedro, que não sabia nadar.
Com a intenção e a finalidade de evitar que o barco virasse, Pedro empurrou João, que continuava desferindo socos em José, para fora da embarcação, tendo o mesmo sofrido lesões corporais em razão de sua queda na água.
Em tese, Pedro agiu em:
a) legítima defesa própria.
b) estado de necessidade.
c) exercício regular de um direito.
d) legítima defesa de terceiro.
(e) n.d.a.
18- Assinale a alternativa correta:
a) O arrependimento eficaz ( art. 15 do C.P.) sempre torna atípica a conduta do agente.
b) O arrependimento posterior ( art. 18 do C.P.) tem como conseqüência a redução de pena e tem cabimento em crimes de qualquer natureza.
c) A desistência voluntária (art. 15 do C.P.) e o arrependimento eficaz do agente, para que o beneficiem, devem ocorrer antes do resultado típico e o arrependimento posterior até o recebimento da denúncia ou da queixa.
d) A desistência voluntária do agente, para beneficiá-lo, deve ocorrer antes do resultado típico e os arrependimentos eficaz e posterior até o recebimento da denúncia ou da queixa.
e) n.d.a.
19 -. Julieta, desejando a morte de Romeu, ministra-lhe uma dose de veneno. Arrependida, porém, ministra-lhe, ato contínuo, um antídoto, o que evita que a morte ocorra.
Apesar disso, vem a vítima a sofrer conseqüências lesivas em seu organismo. Nesse caso, pode-se dizer que:
a) houve tentativa perfeita
b) configura-se caso de desistência voluntária c) tipificou-se o delito de lesões corporais dolosas d) Julieta deve responder por tentativa de homicídio e) n.d.a.
20 -. O filho intervém, energicamente, a favor da mãe, diante das ameaças que o pai, embriagado fazia a sua esposa. O pai bêbado não se conforma. Vai até o guarda- roupa, retira de lá uma espingarda e, pelas costas, aciona
Atualizada /04/2010 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 23 várias vezes o gatilho contra o próprio filho. Nada
acontece. A mãe, pressentindo aquele desfecho, havia retirado da arma todos os cartuchos. O pai cometeu:
a) crime falho b) tentativa perfeita c) crime impossível d) tentativa imperfeita (e) n.d.a.
21 - Segundo a legislação penal e a doutrina, a alternativa correta é:
a) a legítima defesa é causa especial de diminuição de pena
b) pode haver legítima defesa contra legítima defesa c) a legítima defesa é uma circunstância atenuante d) pode-se agir em legítima defesa putativa.
e) n.d.a.
22 - O termo "ofendículos", em tema de legítima defesa, significa:
a) sujeitos ativos atingidos pela legítima defesa b) sujeitos passivos atingidos pela legítima defesa
c) ofensa inicial ao bem jurídico atingido, a qual motiva a legítima defesa
d) aparato para defender o patrimônio ou qualquer bem jurídico de ataque ou
ameaça e) n.d.a.
23 - A coação moral irresistível é causa de:
a) extinção de punibilidade b) exclusão de culpabilidade c) exclusão da antijuridicidade d) diminuição especial da pena e) n.d.a.
24. MPT Procurador do Trabalho - Dezembro/2007.
Observe as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
I - Para a tipificação do crime de falso testemunho ou falsa perícia é irrelevante que o falso tenha influído na
decisão da causa.
II. - No crime de falso testemunho há extinção da punibilidade se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou relata a verdade.
III - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado tipifica o crime de tergiversação.
IV - Um amigo do proprietário da empresa X, ré em ação trabalhista, promete dinheiro à testemunha para fazer afirmação falsa em favor da empresa perante juiz do trabalho. A conduta do amigo do proprietário da ré não configura o crime de corrupção ativa de testemunha, porque o amigo não é parte no processo.
a)
apenas uma das assertivas está corretab)
apenas duas das assertivas estão corretasc)
apenas três das assertivas estão corretasd)
todas as assertivas estão corretas25 - .Acerca dos efeitos da sentença penal condenatória, assinale a opção correta:
a)uma vez transitada em julgado, poderá o interessado pleitear a reparação do dano, por meio de procedimento ordinário, no juízo civil;
b)nos crimes praticados por servidor público, com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública, se aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, a condenação acarretará, automaticamente, a perda do cargo ou da função pública;
c)o pai que praticar crime contra o filho menor somente ficará sujeito à perda do pátrio poder se o crime for, concomitantemente, doloso e sujeito à pena de reclusão;
d)por expressa vedação constitucional, a sentença penal condenatória não pode gerar confisco de qualquer natureza.
26.Tratando-se de legislação penal, assinale a afirmativa falsa (AFRF- 2002);
a)a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando por si só produziu o resultado;
b)o dever de agir, para se evitar a omissão incumbe a quem, com o seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado;
c)não exclui a imputabilidade penal o estado de embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substâncias de efeitos análogos;
d)salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, com redução de um terço a metade.
Prova da Polícia Federal, aplicada em 13/09/2009.
Cargo de Escrivão.
Instituição responsável: Cespe/Unb.
www.cespe.unb.br/concursos
Quanto à tipicidade, ilicitude, culpabilidade e punibilidade, julgue os itens a seguir:
27. Para que se configure a legítima defesa, faz-se necessário que a agressão sofrida pelo agente seja antijurídica, contrária ao ordenamento jurídico, configurando assim, um crime.
28. São elementos do fato típico: conduta, resultado, nexo de causalidade, tipicidade e culpabilidade, de forma que, ausente qualquer dos elementos, a conduta será atípica para o direito penal, mas poderá ser valorada pelos outros ramos do direito, podendo configurar, por exemplo, ilícito administrativo.
29. Os crimes comissivos por omissão – também chamados de crimes omissivos impróprios – são aqueles para os quais o tipo penal descreve uma ação, mas o resultado é obtido por inação.
Prova da Polícia Civil do Estado do Pará, aplicada em 27/09/2009.
Cargo de Escrivão.
Instituição responsável: Instituto Movens.
www.movens.org.br/portal/concursos
30. João, agente de polícia civil lotado em departamento de combate ao crime organizado de dado estado brasileiro, e seu cunhado Fernando, que exerce profissão de marceneiro e tem conhecimento da condição funcional de João, subtraíram um microcomputador daquela repartição policial, apropriando-se do equipamento.
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Nessa hipótese, João e Fernando praticaram, respectivamente, os delitos de:
a) apropriação indébita e furto.
b) peculato e furto.
c) peculato e apropriação indébita.
d) peculato e peculato.
31. No sistema constitucional brasileiro, a imputabilidade penal:
a) exclui a ilicitude da ação delituosa, isentando o agente de penalidade.
b) é a capacidade de, ao tempo da ação ou da omissão, entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
c) é sinônimo de potencial consciência da ilicitude.
d) é irrelevante para a aplicação da pena.
GABARITO
1-B;2-C;3-D;4-B;5-A;6-B;7-B;8-A;9-A;10-D;11-D;12-D;13- D;14-B;15-D;16-D;17-B;18-C;19-C;20-C;21-D;22-D;23- B;24-B;25-C;26-D;27-E;28-E;29-C;30-D;31-B;