v 1 5 | 5 3
^
DISSERT A gAO
CAOItA HE MATERIA IIEDICA l THUPEDTICA KSPKCIALMBNTK BRAZILEIHA
i*
o
\ro
I>I:CIMOMedicagao antithermica
P R O P O S I Q O E S
TRES SOBRE CAD V UM V DAS GA DEIB AS DA PACUIMDE
APRESENTADA A ’ FACOLDADE Dli MEDICINA DO RIO DE JANEIRO
26
DE^
iQOpTO DE1887
PAHA SEH Sl'STENTADA
FUR
fa/? P
vc
NATURAL DA PROVIS'01A DU MINAS GEiUE'S
Afim de obter o grAo da Doutor am Medioina
/O
| Ufl lie Janeiro
l tr
.
TYPOGUAPHIA. OARlOO.l.
—
UC.V TIIEOPHILO OTTOM ESOftlFTOmO 1>0 JORNAL L>0 AORICULTORu
issrr
V A ' o ] 539 v
FAMES EE MED DO m DE JANEIRO
DtltEnTnlL
—
Conselheiw Hr.
Barlo <le Saboiu^
Conaelheiro hr, Barao do S. Salvadordo GamBoa,MLL carloa Ferreira do-Sauza Fernandes.
LENTB3 CVmEnU.VL'IGOS
Doulorcs:
.
Touo Martina Toixeira..
*#*Augustn FerreiradosSantas
.
,Jotfo Joaquin1 PkaiTO
.
...:. ..
1asti Paruira 11uisnavftos.
.--
»AMLiMIii> Caelumi d(j AUnelda
.
Domingos Joafe Frelre .
.. ..
..
Joiio lhiptista Kossuth YiiitUi,...
—
.Jose lienkin do Abrou,..
. .
..
....
Cypriano do RIIMZA Freitas,
Jouo Dmiiuscmio PeipmLm da Silva
.
,Pedro AHonan do Carvalho Franco,
.
CoitseJli, Barilo di s. Salvador do Campos
PLysks modlea
.
CJOmica mineral medics o liiineratogia
.
BoUimea & zuolngUi medicas
.
Anntomjft deocripUva
.
Htelulogia thooiiwi e prntica
-
Cliimka Qrgmikn e blnlogita
.
PJiysiologin Umorka e experimenttil, Patholagift gored
.
AMIIDIMUI o phyalologiu pathokgJcita*
PithoLogia modfea,
Polbnbigia cimifika.
Mukriu nmdlca t tUerapautlca, especial*
monte Lmizilcha.
Obstetric!ft,
ALIatomin einirglcs mertichm aporntoria o
fippariilhna,
Hygiene e bUtmin da median:i.
PltarjjiftcuJoflia e arte do furmulftf
-
Medkum legal o LoxicoiogifL.
* *k« f '
a > d -I *I I P
•w a
w**
P !l
3 * * m
* i a
Luiz dft Cunlift I'oijo Junior
-
Vifloondo do MuLiu Mala
. ..
..
® #Lorisellioiro Nuno do Andrade... .
.
.. .
Joso Maria Teixeira * *** * AgosllnUo Jossi Jo Sousa Lima
—
* *Coti&ttUudro Bardo de Torres tlomem
Domingos do Almeida Martins Qosba, Oouselheii’o fturilo do Sabolft,*
-
Jijjtlmio,S,i da Ooslu Limn o 1 'u^Lrn.
Spates do ILJUVI;EL
.
Eriee MfuiuLu da Gama CocLho Candida liarsla Kibeiro
..
..
. ....
Jouo Pizavro Gabizo.
.
.... . ...
..JofioCarloa Tefatelrn Braudrto
-
Glinka modiect <ic iululto&
.
w* w*
Oliidea ciriirgica doadnlLna
.
Oliincd ophlalmologioa
.
Clinic* ohstetrica e gynucolngica
.
Clinks medic
*
o Oinifgica tie chants.
Cllnicu do cutancBS u syphiliUoflB, CliiiLoa pgydiiatrkcL.
i i P > Bi
- - -
t i f f
. B. i
+1
ri al
LENTE SUBSTl LUTG SERVINDO DE ADJUNTc
AnatomU dcflcripLira*
O
-
scar Adolpho do Bulliucs Ribeiro + *ADJUNTQ&
Pbyalca medics
.
Ohimica mineral medica e mineralogia* Bfttanicn c aoologia modioas.
Ilistoiogiti tbeoricJi o pratica
.
i lilmiLLa organics & piologkit,
Pliyslologin (lujpjriea e experimental.
Anatomiii e physudogia palUalogical,
AnaLomia clrurgica, inodLoicia opuiutoria e appandhos*
MuitJLia niedioaeLliGrftpeuUcfttespocialmeiito
brazileira.
Miarmaoologm c nrta do forimiLar.
MedicLtm legal e taxloologlu
.
Hygiene e liisioria Ua roedicida
.
Francisco llihciro do Mondon
^
aOitnulnoArthur Fcnnuidos CamposMaiv|uea
^
[anceboda FaxJoso Panin do Larval ho, ,
.
.....
. .Lulz Ribeiro do Souza FontoA
* # * *
lienriqUQ LadislAo do Souza Lopijs
Ueajamim Antonio da Mocha Faria
.
.Fiftucisco do Castro:
Eduardo Augustoda Maneics Bernardo Alves Perelm,,.
Carlos Ltodrigues du VasconeelLos
..
Ernesto de Freitas Crissiuum
Francisco da Paula Volladares
PL &O Soverjuno de MagaMes
Domingos do G
^
os e Vasconcellos. . « w e «
Clinica medica dc aduilos
.
>B.>I t i l P i
* * ** f c
I 'linioa cixttrgica do nduLLos.
i f e 4 m m -»-» - -
W
Clinics (ibfltctries o gyncoologicn
OUnlca medica e L
-
inityica de t:riaiu;ns.OUnica do molcaLias cuLaiious e aypiulillcaB* Glmiea opliilialmelagicn,
OUnica psydiiumcEL
.
Lula da CostEL Cbavos dc Faria.. .
Joaqnlm Xavier Peroirada Cuului.
Domingos JacyMontGiro Junior
.
. I 9 *m i PAFaculdade nuo approve u0in reprova as oplutites LtttiUiJas tms tliescjj que lUt
NL B
.
sao apreeeutodas
.
1*
V 15 | 5 ^ 0
‘
I
*
li
P
!
Vt 5 544
t I
-I i
QE .
PQr
&s.hyperthermia
e o syndroma clinicoque mais vczcs
exige‘ ^
a iotervengao da medico ; enlretanlo,
upezur tie toilos osconbecimenlos do que
neslaparte a therapeutica
j» tem foito
larga prtn isao,para
conjurara febro cm
pleuoaecesso,
ainda assim,
a despeito dos
esforgosdos lherapeutistas
>6 mister coavir que
neslcponto irmito
ha a desejur ; careccmesmo de
ma-
xima
at loot a o e esltido
d’
aijiiolles quot & n o dever
de produzir algumacousa
a hem da sciuncia medica.
Parecendo
- nos que a
these inauguralnao
dcveser
tao sdmentcurn
ohjecto tie
prova
eseolar,senao
lamhemurn esiudo
responsavcl denosso
tirocinio acadeinico, assctitamos
na
escolha dos ponies de these de tlar preferencia ;i cadeirade
therapeutica,que
,sem
duvulanenhutna ,
{;,no lado
da ohservagao clinica, aanna cm que o
medico mais pdile confiar,quanilo
se
constitmr arbitro davida
doscu
doente,De
facto , para
quoanferissemos um rcsollado immediate c
pralien,que
,certamente ,
Iranicm
brevea recompensa
de nossotrahalho
, li-
zemos
ohjecto de nnssa these o estudo da medioaeao ant,i-
th$rihiea.A falta de traballios especiaes sobre
esse
assumpto, acscasse
?, de temposuffieienle para
hem secompftruma
these rasoavel.
e:idifficuldade
Pa fdrma de expressiio de pensamentos
nos obstaram o
immense) tlescjo-
de
apresentar am trabalho
digna destaFacu Idad e .
m
WVJ .HT’"P-,m
,7ril n
i
i
L
V
1 5 j 5 4
<2
,i
*
DISSERTACAO
¥
m
r
i
i
E
.
3,—
1&S7.I
V l 5 / 5 *
f3
MEDIC AQAO ANTITHERMIC A
w
I
iiisioniA
ARA estudarnios a
acgao
dosmedicamcnlos que
podem combaterlica ao processo
febrile sua
principal caracleris-
liyperlliermia; devemos esludar a
base
damc -
dicagao anli
- febril ou
,para
mellior dizer, da
medi-
co
gao anli- therm ica .
Para moslral inos a neccssidadc dcsta modicagao, devemos assignalar
os
perigosquo
arrastaa
hyper-
tberniia
.
Lieberrneister
baseando- se
sobro faclos experi*menlacs
c
sobre observagoes clinicas,altribuio ao
excesso
de temperalurauma
serie do alieragflescon -
sistindo parlicularmcnte
na
degencragao granulo- gor -
durosa das dilTerentcs visceras
, maximeo musculo cardiaco.
A hyperthermia e a
medida o
niioa causa
da gravidade da molestia;poiem, pode lornar a
seu
lumo um coeflicicnlo de perlurbagocs funccio-
nacs e
devescr
combalida por todosos
meios ilierapeulicos de que dispomos.
A liyperlliermia
pdde lornar- se
acausa
de lesoes degeneralivas maisou men os graves
sobre as visceras, o coragao , o
flgadoc os
rins, assirncomo
sobre o syslema muscular,e
conslilnirum
real perigono
rheuma-
tismo cerebral, por exemplo,
na febre
lyphoide, cerlas pneumonias denalnreza infecciosa, eic
.
0 ideal seria obler medica
memos que
fossem ao mesmo
tempo anti-
septicos c anli
-
tliermicosou nao
acluassempara
abaixara
lemperatura,senao com
a condicaodo exercerem propriedades anti -
zymolicas.
v ^ 5 j 5 ^ 3 v
VO
E
’
semduvida
assim quo se comporlaria,
segundo Bouchard. ,
nafebre typhoids
,
osulfalo tlcijuiuina que,cm alias doses,
consegue abuixara temperalura
,
cmquauto mula ou quasi nada produz em muitas moles-
lias
febris ,
taes cotno a pneumonia,
a erysipela,
etc.
Polo quo acabamos de vor a hyperthermia e urn syndroma clinico que deve ser combalido ; para isso devemos pdr em acgao os
diversos
agentes que conslituem a raedicagao anti
-
thermica.
Estes agcnlcs medicamentosos podem se dividir em dots grupos principaes; os do primeiro grupo
,
nao se dirigem as causus da lliermo-
geuese
feluil ,
Iralamapenas
dc subtraliir a economia as demasias de calbr quo clla produz; e assim que pode lalvez lamhem cxplicar-
so aacgao depressiva lliermica delormiuada pulas emissues sanguineus
.
Os dosegundo grupo visain, ao conlrario
,
combaler a propria causa da hy-
perthermia
.
Como a causa da oxageraguo dos phenomeuos physico
-
cbimicosdepende dos dois grandes factores seguinies : modilicagoes do systoma nervoso
,
modiUcugOes do sanguc,
podcremos collocarem
duas subdivi-
des os medicatnenlos que eonslilnem esic segundo grupo ; n'um so acharao os
modilicadores
lliermicos por acgao sobre o systoma nervoso,
no segundo os medicament os anti
-
tliorniicos por acgao direcla sobre osangue
.
P6dc niesmo existir um lerceiro grupo mixto quo
,
eomo a quiuina, por exemplo,
pcitenga a uma e a oulra destus divisoes.
A mudicaguo anti
-
pyrelica,
apezar dos piogrossos muito rcacs econsideraveis que sc lltc lem dado receutemente, nao saliio ainda inlei
-
ramente
,
do pertodo empirico.
0 processo febril 6 um dos assutnplos inais inleressanles da physio
-
logia palliologica
.
Enleudemos
,
antes de dar um breve cstudo sobre o estado febril e de discutir suas diversas Ibcorias,
para mais larde inelhor explicarmosa acgao da medicagao anti
-
thermica,
tralar succiutamenle do caloranimat .
Comecemos
pela
lempemlum, quo se liga a uma funegao das mais imporlautcs,
a caloriGcagao ou o cal&r animal.
Vi 5 1 5 *
l*
|*0 primeiro facto que cutnpre accentual' no esludo do cal6r animat
,
6 quo die e uma condigao vital necessaria da indo interior
,
HID altri-
bulo important da funcgao nutriliva
.
Os
seres
vivos Lem afaculdade de
produzir calor,tiles tifio sao inlciramenLe ahauJonados as iuflueucias do exterior
,
como us mineraes
,
cuja temperuthrisegueasalteirnativas
da temperalura4
exterior
.
Os seres vivos possuem uma foiue de caiorico que Hies permitLc reagir sobre o meio atnbienle
e
de Hie rcsistir.
0 calor animal so maili-
festa precisamente por esta acfao reciproca
,
[lor esle cotilliclo eolro ofoeo
interior c a temperature exterior.
Quanto a natuivza deste calor
,
nada ha de particular ao scr vivo, nada lia dc especial on de extra-
physico.
Admitlose, idem disso
,
que a produegao do caltlr nos atlimaes SQ ligu as triesmas causas quo a praduejao do caiorico cm gcral,
isto c,
aos processos ordinarios dc combustao chimica.
A inllueiicia do systerna nervoso sobre a
caioriQcaf
5o o lioje as-
sumpto da ordem do dia e objeeto de experiencias de
grande
numero do pbysiologistas c de medicos.
A iinportancia deslas experiences e
franca
no estudo da calorifi-
cacaq sob o iionto de vista palbologlco
,
cm suusoscillators
extra-
norniaes
.
Seremos assim condnzidos a examinar as importantes qucsLoes da felt
re
e daiullaimnuffio ,
que consideramos como desvius dos phenomenosphysioiogicos
decalorilicacao .
As hypotheses sobre a origem do calflr animal remonlam ao
berfo
da ntedicina
.
0 calCr animal foi
a
principleattribuido
a uma causa innala :vida entretinha
*
segundo os untigos,
a cxisteucia de uin foco do calor indispensavcl a sua conUnaag&o .
E* no cora$£o que cste loco se achava coliocado
,
o fazia, segundo Platfio,
ferver o saugue; para Aristoleies, clle
tinlia sua sede noven -
a
K
1
V 1 ^ i * 5 '
)M
V» «
triculo
direilo do
coragfto ; para (laleno
, novcntriculo esqucrdu
. Bslasidcias
reinaramna sciencia durante
secitlos ; e, emquaulo asideias
ga-
lenicas dominaram a mcdlcimi, repolio-
se que o
coragaoora o fdco do ealOr
vital. Priestloy ,Crawford .
Lavoisier virama analogia
quo exisloetilrc
a combuslao e a
respiragao, e dies sustenlaram que cslaultima
funcgao 6a
fontedo caldr animal .
Ifoje
a theoria cliimica
dc Lavoisiere a
unica que rcstaem pe
,e e ao redor della quo sc grupam todas as e x perien cias o todos os
csforgos dos pbysiologislase dos diimicos .
Eis [torque
vamos
indieara targos
tragosos dados
geraesdesla
theoria e ver
como elln
explicaos
faclos pltysiologicosaclualmente
coni
teenies
.Para Lavoisier
a
respiragao e tunacombuslao
vivaou leu
la,em quo
a propria
subslancia
do animal, osangue
,forucce o combustivcl
,car
-bono
cliydrogeneo
, emquanlo a almospliera forneceo elemento com -
hurenle
,o oxygeueo
.E
eiiliioqual 6
asedo ilcsla combuslao
respiratoria?
Lavoisierin -
cliimit
-
se paraa
opiniao quedeveria ser
o pulmiio.Esla
opiniaoa
principio
reitiou cxclusivameule, liojc csla por terra.Ifoje
nos sabemos
, peloprogresso da
sciencia,que o
ealOr,nao e
mats que
a
propria villa,nao
econcenlrado cm um so
ponto.Elle
estaportoda parte e em nenhuma
parte cxclusivainenlcj eumconjuuclo
de aegoes isoiadas
,e uma somma de faclos eiementares .
Esla
Itojeperfeilamenle demonslrado
quea
origeindo cal
0r
estapor toda parlo, e quo a calorilicagao nao c uma funegiio de um orgltit espcciajcomo
a digesliio, a plionagao,a
circulagao,etc
.,porem
,uma faculdade gerat
pcrlenccndoatodos os tccidosdotados de
villanos
quaesseexercem
plicnomeuos dc nulrigao
.
Os plicnomeuos
do
calorilicagao saododuasorders
: creacclo dccaldr
,repartic&o
methodica do ealdr creado
. Esle ultimo papelde
UislribuigSo,de
equilibrag3odas temperaturas
perlenceevidentemente
ao systemada
circulagaogeral
.A
passagem
do sangue alravezde todos os orgaos nivela
sua situagao Ihermica, sua revolugao rapida attenuaas
differengasque muitas con -
.1
i
\
J 4 5 / 5 - H 5
» a
di
^ us
,cntrc
ouLiasas
condigcSesexleriores
,tenflbriam a crear nos
diversos deparlamentosdo organismo
.
Finulmeule ocursodo sanguesendo muilo rapido
nos vasos gcraes
,sollro entrelanlo variagocs de
velocidade .
< ) systema
nervoso
dirigeestas
variaguespor
cerlosmeios c para
dctermiundo fim
.
Complelo
o
esludo esbogadoque
lizemos soljrc O caldr animal; pas-
se
mos a delinear
dornesmo
modo considcragocs do cstado fcbril, quonao e senao
a elevagao da lemperalura eenlral.
I
liasla que esla elevagao seja
um pouco duravel
para affirmarmosque lia febre.
Admille - se quo no
esladonormal
a lomperatnrapcrmanece cons
*tattle
gragas
a unia espccio de oquilibrio enlreas
perdas iic caldre
a produegao do calorico, o que csle equilibrio6
regulado pelo syslemanervoso .
A
elevagaolliermlca
cxplica- sc por
(res
eondigoes dilTereulcs :1
. " — Na
primeira doslas eondigoes lia dimittuigao das petalas . ao
passo que o
color produz- sc cm proporgao normal . E
' islooquesechama
a
reteugSo do calorico.
2
. ” —
N a segunda combinagaoa
produegao decnlAr
augmctila- se
,ficando
as per
dasnormaes .
V
3
. “ —
Einlim podo- se
suppOrque a
produegao de caldrcresce cm
uma
porporgaosulUciente para
quea
elevagao lliermica tenha logar apezardc um
augmenlouas perdas .
Duranle a febre ha um augmenlo seusivel da
exeregao
de acidocar -
bonico
.
Esle augmenlo pode allingir no homem,no
maximo, 20 a30
p.
100.
Eslc augmenlo
e seusivel
desdec comego
doprocesso
, duranleo
periodo decalafrio .
Em
resumo
,o processo
febril acompanlia- se
cvidentemenle deum
augmenlo das oxydagfles,
e estas sao
damesma
nalurezaque no eslado
normal .
\ MS| ! 5 *
j5
V0
estmlo physiologtco ilo
processofebril nos mostra que a fefire
aprcsenla ilois
caractcres cssenciacs
: o augmenlodas
oxydagoes, cuma
alteragao da funcgao
de
regulagaotliermica .
Numerosos
factos palhologicos e expcrimcntaes tom estabclecido
quecerlas
lesGcs
dosyslemanervoso
produzemuma
elevagaoda
lempcralura.
Tal
nao6
a origemdo eslado febril
nas inoleslias.
Nao sc pode vOr,
nestes
faelos,sen
Souma prova da influcncia
jabem coidiccida
do syslcmanervoso
no processo daIbcrmogeneso
.Nas
molestias afebre sc
mostracm cases
em quose
pbde, quasjsem excepgao
, invocaruma
alteragaodo sauguc
.A origem dyscrasica
da febre
eurn facto
bojo pcrfeitamenledc -
monstrado .
Qual
o
modo douegao desta
dyscrasia? Vulpian, emsous bellos
esUidossobre
eslc assumplo, feznotar quo sc podo
emitlir a oslercs -
pcilo
as
ties hypothesesseguinles
:0
saugue allorado nao otTcrecc mais
asubslancia
organisadaviva
as
condipOesnormaes
doconlliclo
nutritivo,donde
podemresultar
aclos organiuos acompauluindo-sc de urn desprendiraento
do
ealdr tnaisconsideravel quo no eslado
normal.
Estas mesmas
coiuligocsnovas modilicain
as funegoesdo
apparellio
vaso -
motor u por ooiiseguinle,as
condigocs de repartigaodo
calOr.
I
I
.
"2
.
Os agentes que adutlerain o saugue impress!
onam as
partes do systemanervoso
quodemandam directamento a
subslancia organisadaviva.
3
.
sAdiniltindo
acxistcncia do
substancias capazes deprovocar
a febre edcsignadas babiLualincntesob onomede
materias pyrcloyeideas,e
certo quo no mometitoem
quo estasmalerias
circulam no saugue,ellas
entramcm
conlliclocom lodos
oselomenlos
auaLomicosdo
organismo. Destc conllidoresulla uma perlurbagao da
nutrigao e por conseguinleuma
exageragao das combustOcs. E’
natural
lainbein queestas mesmas
male-
rias pyrclogenicas liao de impressionar
oseletnenlos
do systemanervoso
.Exercendo
osystema nervoso iufluencia
iiiconlestavel sobreo
pro-
cesso
nutritivo, e logico suppdr quo cerloeslado
anomalodeste
systemav
'15 1 5 ^ < 5
SK
*
arrasle
uma modillcagSo nas
oxydagOesinlersliciaes . 0
sysleiuanervosa regularisa ao mcsmo tempo a
tbermogenesee
ns desperdirios caloriQcosNao sc
coni)ece
aindaqua
! o mecanismo desta tfuplaftmrfao .
F
inkier c
L. Frederic sustentaro a hypothese
dacxistcncia do
centresnervosos que president a
thermogenesc.
Estes centros
seriam siluados
maisabaixo que os liemisphcrios cerc -
braos,
e
maisacimaque a medulla espinhal
A hypo
these
da produced das materias pyrelogenicasno curso
dosprocesses microbicos e
muitosalisfacloria
;e
, alerndisto
,e a quo offeroce
mais
solid ez
aconcepgao
da medicagao anti-
pyrelica.
Em
resumo
o esiado feieviI6
orcsullado
deuma
perlurbarao parti-
cular
dasfuncfdes do
systemanervoso
, pcrtnrb;u;5o sobrevindo direcla -
mcnle quando esle Byslema
r lesado
on dynarnicamenle perturbado puruma nevrose , o
mais dasvezes cm
cnnscquenciade uma
allerajao dosangue
quasisempre de
nrigetn microhiana ou infecciosa.
Tomada
a
hypotliesc da cxistencia das materias pyrelogenicas, o que
temos de fazee para
eombatcro
clctnentnfebre
?Facililar a combustao, a destrulgao
e
acom
piela eliminagilo deslas materias nocivas.
E corno eslas materias acl uam pelo
iutermedlS
dosystema nervoso
,temos a salisfazer
oulrasindicates que
furmulames do seguinte raodo :1 .
°Sustentar
osystema nervoso
cnfraquecido,do maOcira a
excitar e atornar
maispodcroso o roecauisrad da regulagao
ihcrmica.2
.” Moderar
aconsumpgao fcbril
,actuando sobretudo
sobre os elo-
mentos
anatomicos,
aCm do Hie dar de algnmasorte
mais reSislenc-
ia.
Pa’
a atlingirmos estes
lins temosdifferentes
meiosc
agonies medi- camentosos, que
tern constituidoo melliodo
tborapoalico,
denoininado medicarcioantilksnnicn
, queenema os
medicameiiLosconhecidos
soliuma
variada synnnymia: mcdicamentns hypolhermoDisanles,
thermopau-
fiicns, thcrmolysicos,
doferventes
, pyretopausicos, febrirngos, anti-
febris,atUi
- pyreUcos o
euMim anti-
thermicos.
A mrdicagan
hypothermia
enraprebeudeas
medicagoesque
ospharmacologistas
dcscrevem
soilas denotninafOes
do emollienle, lurope-
rante, adslringonte, conlra
- estiimilante
,sudorillca e anestliesica .
li. i
-
1SS7.
r
t
ll ll
V
I
V 1
I 1
!
I
I
I 1
I
v ' ISiSMGv
4
P
6de - sc
accrescenlar a medicagSoevacuante .
Facatnos urn
breve estiulo sobre cadaurn destes
niclliodos Ihera-
l
>ou
Licos.Os emollieiUcp,
chant
adospur
Hardy mmlicamardos atonicos,
setidoa agna
lepidao
principal agentee o vebiculo ordmario
, prodiizcnia
liypolhermasia
penetrando por embebicao , os
lecidos,que
elles enfra-
quecern c relaxam , e so mistorando ao sanguc
,que o
lornam mats fluido, matsaquoso c por
consegtiinlcmenos
cslimnlante,menos
plaslico,monos
reparador, doiuledevc resullavnma diminuitfSo
das combustoes,
das
com mu
lapses da nutricao cellular, clomlehypothermogenese
,e dabl o abaixamonto da temperatura
,*
MEDICA
9
AO TEMPERANTEOs pliarmacoiogistas
com prebend cm
tieslaulassfe os sacs alculinos
organicos (acclatos,malatos
,tartrates ) c
os acidos
corrfispoitdenles (acetico, malico, lartrlco
)as
plantase
principalmente 09fruclos
,que os
conltin,
c
algunsacidos
mtneraes (aciilo sulfnrico, nitrico
, borico, phos-
phorico, etc
. )
Theorias para
explicar 0 effeito hypotbermico dos lemperantes :1
.
‘ Subsiitniyao dooxygenco do ar
poleoxygenco dos tetnperantes
;2* dostruipao da hemoglobina pelos temperaules ;
-
i“,siibiracciio
docixygeneo
dos gtpbulos para a conversao dos acidos
organicoscm
acido carbonico.
Liinilamos
a
apresenlarestas
therms ( pie iGm sido dadas ,
arro*dando de nds 0 dirello da discussfio
que do
qualquerde
.llas suscita
0espirilo.
MEDICA
^
AO ADSTBINGENTEOs adstringenlcs,
conlraliimlo os
lecidose retraliindo os vasos
,occasional
!) aischemia
, dondc diminuigao das metamorphoses organicas,cembustOcs
,por
falln desanguc
, domicliypolhermasia por hypolher -
mogencse
.
\j A
5 I
*
5K
MEDICAQAO CONTRA
-
ESTIMULANTEOs conlra
- cslimulanlos , actaam por
proslragfto (liypnsllicnisanlcs)
augmentodas
perdas dc calore
diminuigao dascombustues .
MEDICA
9 AO
DIAPHORETICAA sudagao 0
um
mcio do realisara hypolliermia
,e como
cl!a detcrmina
, pelaevaporagao
,a
pcrdaou
subtracgSo do calor,c
claroquo
afubre possa
desappa recer
sol > a inflitcncia da bypercrinia sudoral ;donde
vein 0dircilo
da therapeulica nlilisar- se
doslo meio como liy[>o -
thermenisante ou
fobrifugo.
MEDICAgAO ANESTHESICA
Os aneslliesicos produzem
a
bypothermasia pelo cnfraquecimenlo dasdiversas [unegdes.
Acabamos
deste mode a primeira parla danossa
these, a
cujahisloria englobamos de passagem ideias sobre 0 caldr animal, sobre 0
cslado febril, e ilnalmentc additamos
estes
ullimos melliodos Iherapeu-
licos, qiifi,
sem
dnvilla alguma, podemscr considerados
,como
viinos,
oulras tantas mcdicagOes anlilhermicns
.
A segunda parte de
nosso
irabalhocom por se -
ha do lodosos
agonies Iberapeulicos,
quo
16m
sideeinpregados como
anti-
thermicos ;procuraremos
descrovcl-
tts edisculil - os
do meliior mode, flxaudo a nossaaitengao sobre aqnelles
que ao
espirilo pairam duvidas.
R’ natural que
comecemos a
tralar das ipiinas, on antes dcsens sacs
;porque
, ecom
juslo motivoquo
dies occuplto a vanguarda 11alileira dos anlithcrmicos
.
\
M 5 / 5 ^ 1 TV
I I
msToniA CEit\i
. nn
QITIKADa - sc habitual men te o nome de
Quina,
sejaa uma arvorc
parti-
cular,
que cresco nas
llorostas da America meridional, sejaa easca
,quo
dellaproven
),e quo goza ,
porexcellencia ,
da propriedade febrifuga.
Esla averiguado
que em 1638 , a mullier
do vice-
rei doPeru
,o
condo del Cinchon,
que residia em Lima
,cahindo doente
de febrointcrmiltenie,
o
corregedor dc Loxalhe enviouo p
6 de quina, que a
curou promptamente .
Esla
cura
produzio immensoalarido
;foi o
facto prlmeiro do inci-
tamenlo da quina c foi tal o entliusiasmo
nascido ,
que, desdeentao
,o uso
dacasca
febrifugase
espalhou enlreos
hospanhdes do Peru.
Em
suavollapara
Europa, a condessa
delCinchon propagou o rc -
medio
e
fezdisliibuir
aos policeso po
,quo
lumou ontilo u nuincdc
poda condessa
.
A
seu turno
,os
jesuitasflzeram
,em 1670
,romessas considoravcis
aRoma ,
pelointermedio
do cardealdc
Lugo ;d
’ahio uomo
dc po dosjesuitas
,
de po dos padres, dc po do cardeal,Emflm ,
cm1679 .
LuizXrv comprou de um
medico inglez, clia-
mudo Talbor on Talbot, o segredo de utna maneira de
preparar
a quina, a qual parocia superior asoutras .
Esla acquisao foi feila a
preco
dc 2,000 luizes
, deuma
pensaocon -
si
deravel , c
da collagao deum
lituin dcnobreza cm
Inglalerra.
Sabc
- se que
Lafoulaine,a solicilacao
da duqueza de Bouillon, conipCzcm 1726
,um poema em
dois cantos,para eclobrar as virtudes
da quina,
as quaes
esla princezndevia a cura
deuma
gravemolestia
febril
.
A primeira cspecic