• Nenhum resultado encontrado

Direito Penal: A Legítima Defesa

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Direito Penal: A Legítima Defesa"

Copied!
38
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU - USJT

CAIO MIRANDA DA CRUZ

A LEGÍTIMA DEFESA

Monografia apresentado ao Curso de Direito do Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Mooca, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito

Orientadora: Professora. Me. Juliana Pullino Reis

São Paulo 2022

(2)

CAIO MIRANDA DA CRUZ

A LEGÍTIMA DEFESA

Monografia apresentado ao Curso de Direito do Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Mocca, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito

Orientadora: Professora. Me. Juliana Pullino Reis

São Paulo 2022

(3)

CAIO MIRANDA DA CRUZ

A LEGÍTIMA DEFESA

Monografia apresentado ao Curso de Direito do Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Mocca, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito

Orientadora: Professora. Me. Juliana Pullino Reis

, , de 2022.

Local dia mês ano.

Professora e orientadora Prof. Me.Juliana Pullino Reis Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Mooca

Prof.

Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Mocca

Prof.

Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Mocca

(4)

Dedico este trabalho a Deus e aos meus pais, Hélio Carlos da Cruz e Solange Miranda Barbosa da Cruz que estiveram ao meu lado em todos os momentos.

(5)

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus pela infinita fidelidade, mesmo diante da minha imperfeição.

Aos meus pais, que sempre estiveram ao meu lado me incentivando a realizar este sonho.

Aos meus irmãos que sempre me apoiaram mesmo diante de toda dificuldade.

A minha namorada que nunca soltou as minhas mãos, sempre me motivando e encorajando para que este momento chegasse.

Enfim, a todas aquelas pessoas que torceram por mim e aqueles que não torceram também, pois cada palavra de incentivo ou desincentivo foi essencial para que esse sonho fosse possível.

(6)

LISTA DE ABREVIATURAS Apud = Citado por.

Art. = Artigo.

CF = Constituição Federal.

Cf. = Conferir.

CP = Código Penal.

Ibidem = Do mesmo autor, na mesma obra, na mesma página.

Idem = Do mesmo autor, na mesma obra, em página diferente.

Op. Cit = Obra citada.

§ = Parágrafo.

(7)

RESUMO

A legítima defesa, de acordo com o código penal brasileiro, ocorre quando a pessoa, em defesa própria ou de terceiros, utiliza-se moderadamente dos meios necessários para repelir uma injusta agressão. Para que se exista legítima defesa, a agressão deve ser, necessariamente, proveniente de ato humano, caso contrário, restará caracterizado outra excludente de ilicitude, (estado de necessidade). O Direito tem como um de seus propósitos a regulamentação da vida em sociedade. Por qualquer que seja o motivo, se for evidenciado que essa paz na convivência das sociedades, o Direito faz cumprir seu dever através de leis e sanções ao transgressor. Para que possamos estabelecer boa convivência em sociedade, é necessário que sejam estabelecidas condições gerais de convívio básico, neste sentido, a definição de tais condutas humanas, podem ser de dois campos: direito ou moral. Para estabelecer boa convivência em sociedade, é necessário que sejam estabelecidas condições gerais de convívio básico, neste sentido, podemos definir que tais condutas humanas, podem ser de dois campos: direito ou moral. O estudo também expõe a figura do excesso, suas principais classificações, quais são as consequências para o sujeito que comete qualquer tipo de excesso, extrapolando o limite permitido por lei para resguardar dentro da legítima defesa, sendo julgado por seus atos. Para que o assunto fosse ressaltado, houve o embasamento da argumentação através de doutrinas, jurisprudências relacionadas ao tema proposto e citações.

Palavras-chave: Direito Penal. Ação de Legítima Defesa. Excesso. Agente. Doloso.

(8)

ABSTRACT

Legitimate defense, according to the penal code, occurs when a person, his own or that of third parties, makes moderate use of Brazilian defense means to repel an unjust aggression. For a natural defense, aggression must be human, if, originating, originating, it will remain characterized outside of illegality (state of necessity). Law has as one of its purposes the regularization of life in society. For whatever the reason, if it is evident that this peace in the coexistence of societies, the Law will fulfill its duty through the laws and make the transgressive reason. In order for them to be built, there are two societies of fundamental principles, in this sense, the definition of such human principles, the definition of such human principles. To establish themselves, it is necessary for the fields to be able to define society, which are necessary for them to be human principles, can be defined as basic principles or such moral principles. The study exposes its excess, also its main references, which commit any kind of extension, extrapolating or limiting allowed by law to protect within the natural defense, being judged by acts. For it to be highlighted, there was the basis of the doctrine, jurisprudence or subject related to the proposed theme and citation.

Keywords: Criminal Law. Self-Defense Action. Excess. Agent. Deceitful.

(9)

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 10

1 EXCLUDENTES DE ILICITUDE ... 12

2 EXCESSO ... 13

3 CONCEITO DE LEGÍTIMA DEFESA ... 16

3.1 AGRESSÃO INJUSTA, ATUAL OU IMINENTE ... 18

3.2 DIREITO SEU OU DE OUTREM ... 20

4 ESPÉCIES DE LEGÍTIMA DEFESA ... 21

4.1 LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA ... 23

4.2 LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA ... 24

4.3 LEGÍTIMA DEFESA RECÍPROCA ... 25

4.4 DEFESA E O AGENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA ... 26

5 OFENDÍCULOS E EXCESSO ... 27

5.1 EXCESSO DOLOSO ... 30

5.2 EXCESSO CULPOSO ... 31

5.3 EXCESSO ACIDENTAL E EXCESSO EXCULPANTE ... 32

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 33

REFERÊNCIAS ... 37

(10)

10

INTRODUÇÃO

Neste trabalho, pautou-se por realizar uma uma revisão bibliográfica sobre a legítima defesa à luz do direito penal no Estado democrático de direito, de acordo com o Código Penal Brasileiro.

O instituto da legitima defesa está presente no direito penal, na parte geral do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 25. A legítima defesa é entendida como uma causa de exclusão de ilicitude, e tem espaço em cenário de destaque uma vez que excluída a ilicitude, não há crime. Em sua definição legal estão expressos os elementos que caracterizaram o instituto e que sem os mesmos, a legítima defesa será afetada, como por exemplo, nos casos de excesso na legítima defesa o agente responderá pelo dano que causar, assim que superado o que era necessário para cessar a agressão injusta.

O direito surge como uma forma de regular as relações entre os indivíduos de uma sociedade, partindo deste instituto, o direito penal é formado por um conjunto de regras e princípios que integram um campo específico do ordenamento jurídico, dedicado à tutela dos bens jurídicos mais relevantes de uma sociedade que, de forma coercitiva, visa proteger esses bens.

No primeiro capítulo, foi apresentada a exclusão de antijuridicidade, prevista no art. 23 do Código Penal, esta que exclui a culpabilidade de condutas ilegais em determinadas circunstâncias.

No segundo capítulo abordei a conceituação da legítima defesa. Também foi discutida agressão injusta direito seu ou de outrem e as legislações que trata sobre o instituto e suas abordagens.

No terceiro capítulo foi analisado as espécies de legítima defesa, contendo os requisitos e os pressupostos que levam a conduta do agente a ser resguardada pela legítima defesa. Com observância do excesso na legítima defesa e suas consequências no ordenamento jurídico.

No quarto capítulo foram apresentadas as diversas ofendículos e excesso, com em excesso doloso e culposo. Dada a importância da legítima defesa como instituto jurídico e causa de exclusão de ilicitude, por meio de definições, conceitos e quesitos com a intenção de que mesma se configure, além do estudo sobre os limites da reação do agente, as espécies de excesso derivador dessa reação. Assim sendo, se torna indispensável desmembrar o artigo 25 do CP, pois norma prevê que, repele injusta

(11)

11

agressão, a direito seu ou de outrem, atual ou iminente, aquele que se usando moderadamente dos meios necessários, faz se por legítima defesa.

Foram feitas pesquisas bibliográficas em livros, periódicos, revistas, publicações e artigos. A fim de que possamos utilizar um processo de análise de informação, com o raciocínio lógico e a dedução para obter uma conclusão sobre determinado tema ou assunto, será utilizado o método dedutivo que é um processode análise, de dois ou mais fatos verificando suas similaridades e diferenças.

(12)

12

1 EXCLUDENTES DE ILICITUDE

As excludentes de ilicitudes são reconhecidas em caso de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal ou exercício regular de direito.

Portanto, muitas pessoas cometem crimes e justificam seus crimes alegando que pertencem a um desses pressupostos para não serem responsáveis por tais atos.

Portanto, os magistrados devem analisar minuciosamente os fatos dos crimes no ordenamento jurídico caso a caso para que os infratores não fiquem impunes.

Uma conduta receberá a qualificação de ilícita quando se encaixar, não só nos elementos do tipo e nos pressupostos de imputação, como também, na confrontação com as normas permissivas. Indiscutivelmente há uma conexão entre regras e exceções, mas isso envolve uma noção de causalidade e neutralidade contra a injustiça. Sobre o conceito de crime, afirma Válter Kenji Ishida que:

Para a maioria da doutrina, crime éfato típico, antijurídico e culpável. Para nós, crime é fato típico e antijurídico‟. Conceitua ilicitudeanteriormente, pois, estando estes conceitos correlatos, que descreve como uma relação de contrariedade entre o fato e o crime, não sendo o bastante que seja o fato atípico, ou previsto emlei, ou venha a violar bens jurídicos penalmente tutelados, devendo ser contrário à lei, não sendoamparado por norma que o justifique (2010, p.119).

O doutrinador Luiz Regis Prado ao tratar do tema em sua obra Curso De Direito Penal Brasileiro, traz conceito fundamental para a análise quanto à ilicitude e a sua relação com a legítima de defesa como forma de exclusão da ilicitude, assim afirmando:

O elemento conceitual do delito, ilicitude ou antijuridicidade – expressões consideradas aqui como sinônimas -, exprime a relação de contrariedade de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), como direito positivo em seu conjunto. Enquanto a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, isto é, o juízo de tipicidade, tem um caráter positivo, o juízo de ilicitude, decorrente da verificação daoperatividade de uma norma permissiva, evidencia um aspecto negativo. Nessa linha, acentua-se que a ilicitude ou antijuridicidade é a violação da ordem jurídica em seu conjunto, mediante a realização do tipo. A realização de toda ação prevista em um tipo de injusto de ação doloso ou culposo será antijurídica, enquanto não concorrer uma causa de justificação. (PRADO, 2007, p.392).

Para o doutrinador a antijuridicidade ocorre quando há uma violação da ordem jurídica, sendo realizado o tipo penal previsto em sua legislação e, desta forma, para que haja sua exclusão, deve se constatar a situação na qual se aplique uma das causas de justificação, sendo no nosso tema a legítima defesa, que se configurando

(13)

13

excluirá a ilicitude ou antijuridicidade do fato típico culpável.

Nesse sentido, o doutrinador vai além ao tratar sobre a ilicitude e as causas de justificação de seus efeitos, os quais serão em regra a permissibilidade ou autorização dada pela lei penal nos casos específicos:

Toda ação típica é ilícita, salvo quando justificada. Com acerto se distingue que as causas justificantes têm implícita uma norma permissivaou autorizante que, ao interferir nas normas proibitivas ou preceptivas, faz com que a conduta proibida ou não-realização da conduta ordenada seja lícita ou conforme ao Direito. (PRADO, 2007, p. 394).

Conforme conceitua Prado, o elemento subjetivo deve estar presente em todas as causas de justificação, ou seja, o agente tem que ter consciência, o animus e a vontade de praticar a conduta. A exclusão de ilicitude, portanto, depende do conhecimento do agente ao praticar um ato que é típico, mas mediante tal situação, se torna justificável e lícito. De exemplo, é o estado de necessidade que requer como elemento objetivo o conhecimento e a vontade do salvamento (PRADO, 2007, p. 394- 397).

(14)

14

2 EXCESSO

Conforme parágrafo único do art. 23 do Código Penal, o agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo. O doutrinador Stevan aponta que embora o Código Penal se refira ao excesso nas formas dolosa e culposa, pode ele tomar contornos que vão muito além do dolo ou da culpa. Com efeito, pode-se falar em excesso voluntário (ou consciente) quando o agente tem plena consciência de que intensifica desnecessariamente sua conduta de início legítima. Exemplo: depois de ter dominado o ladrão, a vítima efetua disparos de arma de fogo contra ele, por raiva, matando-o. Assim, consciente da desnecessidade de seu comportamento, a vítima do roubo, que agia em legítima defesa, após ter dominado o ladrão e ter efetuado disparos, torna-se autora de um homicídio doloso.

(ESTEFAM, 2021, p. 134)

Ademais, há também o excesso involuntário (ou inconsciente), fruto do qual deriva da má apreciação da realidade (erro de tipo). Nesse, o sujeito ultrapassa os limites da excludente sem se dar conta de seu exagero, de modo que para determinar sua responsabilidade penal será preciso avaliar se o erro de tipo por ele cometido foi evitável ou não.

Seguindo-se, considera-se evitável ou vencível o erro no qual uma pessoa de media inteligência e discernimento não teria cometido na situação em que o agente se encontrava, por exemplo, o agente que durante um roubo reage à abordagem do agressor e, ato continuo ao desarmá-lo e dominá-lo por completo, mas sem notar essas circunstâncias, o agride fisicamente, supondo por equívoco que o ladrão ainda não havia sido completamente subjugado. Nesse caso deve o agente responder pelo resultado produzido excessivamente a título de culpa (se a lei previr o crime na forma culposa). Por outro lado, nessa esteira, será inevitável (ou invencível) o erro em que qualquer pessoa mediana incorreria na situação em que os fatos se deram, por exemplo, a vítima que durante um roubo, sem se dar conta de que o ladrão portava uma arma de brinquedo, reage à investida efetuando disparos de arma de fogo, ceifando a vida do agressor. Se assim for, ficam afastados o dolo e a culpa, surgindo o chamado excesso exculpante, isto é, o sujeito não cometerá crime algum, apesar do excesso. (ESTEFAM, 2021, p. 134)

Desta forma, o excesso não pode ser visualizado de maneira isolada, devendo sempre estar vinculado a uma causa de exclusão da ilicitude, visto que este instituto

(15)

15

do direito penal não possui autonomia jurídica própria. Sendo assim, para se determinar a existência do excesso, faz-se necessário a presença lógica da excludente da legítima defesa (causa de justificação), bem como de seus elementos estruturais, bem como que o agente ultrapasse os limites da causa de justificação, incorrendo assim em excesso na legítima defesa.

Registre-se, ainda, que existem autores que distinguem o excesso intensivo do excesso extensivo. Dá-se o excesso intensivo ou excesso nos meios quando há exagero indevido na reação. O excesso extensivo ou excesso na causa verifica-se com a inferioridade do direito protegido em comparação com aquele atingido pela repulsa empregada (por exemplo: uma pessoa defende seu patrimônio de uma agressão injusta e atual tirando a vida do agressor). (ESTEFAM, 2021, p. 134)

(16)

16

3 CONCEITO DE LEGÍTIMA DEFESA

A legítima defesa está prevista no artigo 25 do Código Penal (CP), sua letra prevê que repele injusta agressão atual ou eminente a direito seu ou de outremaquele que usa moderadamente dos meios necessários, o fazendo pela legítima defesa.

Importante mencionar que o legislador não a limita à proteção da vida ou da integridade física, visto que todos os bens jurídicos são passíveis de ser legitimamente defendidos, exigindo-se apenas que verifique-se os requisitos legais para a excludente. Não há dúvida, por exemplo, de que poderá alegar legítima defesa a pessoa que, para se defender de um estupro, acaba matando seu agressor.

(PASCHOAL, 2015, p. 36)

Os requisitos necessários para caracterizar a legítima defesa, se dão por conhecimento da situação justificante, a direito próprio ou de terceiro com uso moderado de tais meios para cessar a agressão, seja ela atual ou iminente, bem como injusta. É o que se encontra ao analisar o art. 25 do CódigoPenal: “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”:

Não se impõe a observância de proporcionalidade entre o bem jurídico injustamente atacado e aquele atingido no exercício da legítima defesa.

Não há escala de valor entreos bens em conflito, nem há direito que se deva admitir violado sob o pretexto da maior relevância do direito do agressor. A proporcionalidade que deve ser observada, (...), éa da relação entre a forma como se deu o ataque e a forma como ocorre a defesa.

Noutras palavras, nada impede que alguém que tenha seu patrimônio atacado num furto invista contra a integridade física do furtador para fazer cessar a injusta agressão, desde que, aí sim, o faça proporcionalmente (moderadamente).

A legítima defesa de terceiro não depende de sua autorização, desde que, evidentemente, o bem jurídico que sepretende defender seja indisponível, como a vida. Aliás, é possível até mesmo que o agente invista contra alguém prestes a se suicidar e, atingindo-lhe a integridade física, ponha a salvo sua vida. Por outro lado, se o bem jurídico for disponível, como o patrimônio, o agente que atue contra a vontade do titular o fará ilicitamente, embora, nesse caso, o mais provável seja que proceda em legítima defesa putativa. De fato, é difícil vislumbrar a situação em que alguém se pusesse a proteger o patrimônio de outrem contra a vontade expressa do titular;

mas é possível (e mais verossímil) que alguém busque defender o patrimônio de terceiro imaginando que o ataque seja injusto, sem o consentimento do titular. (CUNHA, Rogério Sanches. Manual de Direito Penal: Parte Geral: arts. 1º ao 120. 8. ed. Salvador: Juspodivm, 2020. p.

337-338).

Garcia, por seu turno, diz que a legítima defesa nada mais é que um meio lícito e necessário para repelir todo e qualquer tipo de agressão quando o Estado não poder

(17)

17

resguardar a segurança naquele momento específico, sendo o único meio disponível e atual para proteger seu direito ou de outrem, repelindo a injusta agressão. (GARCIA, 1975, p. 306).

A legítima defesa putativa é ordenada pelos seguintes fatos: I) erro quanto aos limites de uma excludente de ilicitude; II) erro quanto aos pressupostos fatídicos e; III) erro quanto à existência de uma causa excludente de ilicitude.

Destarte, o fato típico praticado em legítima defesa é lícito, portanto, não configura crime. A proporcionalidade na legítima defesa contida no artigo 25 do CP expõe que a lei não exige o sentido de ser necessária a proporcionalidade (critério adotado no estado de necessidade), entretanto, doutrina e jurisprudência posicionam- se em sentido anverso, na qual é necessária tal proporcionalidade quando na legítima defesa.

Nucci explica que a legítima defesa surge como direito natural do homem desde a existência das primeiras sociedades como uma forma de autodefesa onde o indivíduo precisa reagir/repelir a uma agressão injusta contra si. É incontestável que o instituto da legítima defesa sofreu diversas alterações com o passar dos anos e conforme o ordenamento jurídico de cada sociedade que a admitiu. Torna-se conveniente expressar o conceito antefalado.

É a defesa necessária empreendida contra agressão injusta, atual ou iminente, contra direito próprio ou de terceiros, usando, para tanto, moderadamente, os meios necessários. Trata-se do mais tradicional exemplo de justificação para a prática de fatos típicos.Por isso, sempre foiacolhida, ao longo dos tempos, em inúmeros ordenamentos jurídicos, desde o direito romano, passando pelo direito canônico, até chegar à legislação moderna.

(NUCCI , 2009, p. 256).

Portanto, qual é a necessidade de incluir esse instituto dentro do sistema normativo jurídico? A resposta é fácil. Como consequência da incompetência do Estado em garantir uma efetiva proteção a todos os indivíduos que compõem, seja pela enorme porção territorial do nosso país, pela falta de contingente policial insuficiente e até mesmo pelo crescente número de violência em todo o Brasil, apresenta-se a responsabilidade de criar mecanismos a fim de que o próprio indivíduo possa preservar o bem jurídico protegido que corre risco.

(18)

18

3.1 AGRESSÃO INJUSTA, ATUAL OU IMINENTE

Para a doutrina de Hungria, a agressão configura-se como todo ato que fere ou ameaça um bem jurídico protegido por um indivíduo ou pelo Estado, decorrente essa de ação humana, excetuadas suas exceções. Nesse sentido, aquele que se utiliza de um animal como instrumento contra um sujeito está sim cometendo uma agressão que enseja dentro da legítima defesa. Acrescendo o adjetivo “injusta” poderá o legislador caracterizar a agressão como ser repelida. O legislador define que não basta haver agressão, mas ela deve ser injusta, o que nesse caso podemos definir como o que é contrário ao ordenamento jurídico, um ato ilícito. Aqui é importante destacar que o sujeito até então vítima de uma agressão não pode ter dado causa, ou seja, motivo com finalidade de que a agressão ocorresse, pois nessa situação não existe legítima defesa ou excludente de ilicitude. (HUNGRIA, Apud GREGO, 2003, p.

393)

Há que se observar segundo o escolio de Fernando Capez que em determinadas situações a “A injustiça da provocação deve ser apreciada objetivamente, isto é, não segundo a opinião de quem reage, mas segundo a opinião geral, sem se perder de vista, entretanto, a qualidade ou condição das pessoas dos contendores, seu novel de educação, seuslegítimos melindres. Uma palavra que pode ofender a um homem de bem já não terá o mesmo efeito quando dirigida a um desclassificado. Por outro lado, não justifica o estado de ira a hiperestesia sentimental dos alfenins e mimosos. Faltará a objetividade da provocação, se estanão é suscetível de provocar a indignação de uma pessoa normal e de boa-fé. É bem de ver que a provocação injusta deve ser tal que contra ela não haja necessidade de defesa, pois, de outro modo, se teria de identificar na reação a legítima defesa, que é causa excludente de crime’’. (CAPEZ, 2007, p. 282)

Complementarmente e de forma mais objetiva, Capez conceitua que não basta a agressão ser somente injusta, mas deve ser também atual ou iminente. Agressão atual é a qual teve início e continua acontecendo, até que o agente consiga repelir tal ação. Já a agressão iminente refere-se aquela que está próxima de ocorrer, a qual o sujeito pode agir antes que comece. Importante ressaltar que o dispositivo legal somente autoriza a reação nesses dois casos, tendo em vista que a resposta a uma agressão passada se configura como vingança, o que é rejeitado pelo ordenamento jurídico, assim como também não se aceita a reação a uma agressão que possa

(19)

19

acontecer futuramente, pois essa é capaz de ser repelida por outros meios, até mesmo com a busca pela proteção do Estado.

O agente deve sempre rechaçar a agressão de maneira preventiva, ou seja, antes que o ataque aconteça ou para que este cesse imediatamente, impedindo dano mais gravoso ao bem jurídico. Aquele que age de forma premeditada ou após cessada a agressão não mais se encontra amparado pela discriminante, de modo que responderá penalmente pelos seus atos. Assim, não age em legítima defesa aquele que realiza o fato típico depois de uma agressão finda, que já encerrou, a repulsa deve ser instantânea à agressão ou a tentativa dela; a delonga na repulsa não caracteriza a discriminante. Quem, instigado pela vítima, encaminha-se a sua casa, pega uma arma e retorna para o acerto de contas não atua de maneira lícita. O escólio de Mirabete na citação acima traz um exemplo clássico de como o indivíduo atuando ilicitamente age após interrompido o ataque, buscando assim uma arma para se vingar de seu agressor. Em síntese a agressão deve ser injusta, atual e iminente, devendo contrariar o senso comum e o ordenamento jurídico, ensejando sua retalização lícita pelo agente, o qual atua amparado pelo manto da reação humana natural.

(MIRABETE, 2004, p. 173)

(20)

20

3.2 DIREITO SEU OU DE OUTREM

Jesus diz dentro do dispositivo legal que o legislador traz a possibilidade de o indivíduo defender bem jurídico próprio e também de terceiros, pois como já dito anteriormente, essa possibilidade de defesa se dá devido ao Estado que por muitas vezes não dá conta de resguardar a sociedade de forma rápida e onipresente, desta forma, transfere seu dever a todo sujeito pertencente à sociedade. Dessa forma é possível que o indivíduo além de atuar em sua legítima defesa a fim de proteger bem jurídico poderá proteger o bem jurídico de terceiros repelindo injusta agressão, sem que seja necessário a existência de vínculo algum entre este terceiro, como parentesco, amizade, entre outros. (JESUS, 2002, p. 374- 375).

Para Bitencourt é importante ressaltar a legítima defesa de terceiros sobre o consentimento da vítima, visto que conforme o bem jurídico é afetado mesmo com boas intenções, o sujeito que intervém pode responder penalmente pelos seus atos.

Segundo a doutrina majoritária, na hipótese de o bem jurídico ofendido ser disponível e o sujeito consente com a agressão/lesão a direito seu, aquele que por ventura intervir poderá responder por suas ações. Já na hipótese do bem jurídico ofendido ser indisponível, será considerada legítima a ação daquele que intervir para defender o direito de outrem, mesmo com consentimento da vítima, conforme:

(...) a defesa de direito alheio, deve-se observar a natureza do direito defendido. Como adverte Assis Toledo, quando se tratar “de direitos disponíveis e de agente capaz, a defesa por terceiro não pode fazer-sesem a concordância do titular desses direitos, obviamente (BITENCOURT, 2007, p.

318).

Em referência a esse assunto Nucci expressa que, quando se tratar de indisponível o bem jurídico lesado, é nítido que não deve existir nenhuma dúvida de que a agressão seja ilícita, porque mesmo que tivesse consentimento do ofendido na hipótese de lesão em curso este não seria relevante, não teria eficácia (NUCCI, 2006, p. 252).

Portanto, para que o consentimento seja válido, deverá preencher requisitos como: o ofendido ser exclusivamente o titular do direito; indubitável; compreender o caráter ilícito da situação que está acontecendo; o bem jurídico ser disponível; o indivíduo ser completamente capaz; e o consentimento livre.

(21)

21

4 ESPÉCIES DE LEGÍTIMA DEFESA

Bettiol, doutrinador de Direito penal, nos ensina a respeito da legítima defesa, aduzindo que essa na verdade corresponde a uma reação natural do individuo, sendo essa um extinto natural que o leva a reação pelo agredido para tutelar seu bem júridico. (BETTIOL, 1997, p. 447).

Nesse contexto, a legítima defesa é um direito do cidadão, constituindo fundamento justificado contra uma agressão desonesta. Quem se defende de uma agressão injusta, atual ou iminente, age conforme o Direito, ou seja, amparado pela legítima defesa:

O exercício da legítima defesa é um direito do cidadão e constitui uma causa de justificação contra uma agressão injusta. Quem se defende de uma agressão injusta, atual ou iminente, age conforme o direito, praticando, portanto, uma ação reconhecida como valiosa (Jescheck, 2011, p. 419).

Jescheck ensina que a legítima defesa é classificada em: I) legítima defesa recíproca, que é a legítima defesa contra legítima defesa (inadmissível, salvo se uma delas ou todas forem putativas); II) legítima defesa sucessiva, a qual há reação contra o excesso; III) legítima defesa real, quando há a exclusão da ilicitude; IV) legítima defesa putativa, que é a imaginária, tratando-se de modalidade de erro prevista nos artigos 20, § 1° e artigo 21, ambos do CP; V) legítima defesa própria: quando o agente salva direito próprio; VI) legítima defesa de terceiro: quando o sujeito defende direito alheio; VII) legítima defesa subjetiva: se dá quando há excesso exculpante (decorrente de erro inevitável); VIII) legítima defesa com erro na execução ou “aberratio ictus”: na qual sujeito, ao repelir a agressão injusta, por erro na execução, atinge bem de pessoa diversa da que o agredia, por exemplo, A, para salvar sua vida, saca uma arma de fogo e atira em direção ao seu algoz B; no entanto, erra o alvo e acerta C, pessoa que apenas passava pelo Local. Assim, A agiu sob o abrigo da excludente e deverá ser absolvido criminalmente; na esfera cível, contudo, deverá responder pelos danos decorrentes de sua conduta contra C, tendo direito de regresso contra B, seu agressor; IX) legítima defesa geral: é a prevista no caput do art. 25, cujo reconhecimento se dá quando o sujeito uma vez imbuído do propósito defesa, repele agressão injusta, atual ou iminente, a direito próprio ou alheio (GARCIA, 1975, p.306) e; X) legítima defesa especial: é a prevista no parágrafo único do dispositivo, tendo sido acrescentada pela Lei n° 13.964/2019, a qual se configura quando o agente de

(22)

22

segurança pública repele a agressão ou risco de agressão à vítima mantida refém durante a prática de crimes.

De acordo com o parágrafo único do art. 25 do Código, “considera-se em legítima defesa, desde que presentes os requisitos gerais da excludente, o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante aprática de crimes”.

Conforme entendimento de Carlos Pires Soares Neto, a legítima defesa não reconhece a possibilidade de vingança:

Não há que se falar em legítima defesa quando, cessada a suposta agressão, o denunciado, estando sozinho e sem sofrer agressão, além de não estar na iminência de sofrê- la, ateia fogo na motocicleta da vítima. Nessa situação, o que se percebe é que o acusado agiu imbuído de verdadeiro sentimento de vingança. (Acórdão n° 1245218 00308275520108070007, Relator: Carlos Pires Soares Neto, Primeira Turma Criminal, data de julgamento: 23/4/2020, publicado no PJe: 4/5/2020).

(23)

23

4.1 LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA

Legítima defesa putativa, ou também denominada legítima defesa ficta. Tão somente o perigo existe no imaginário daquele que o supõe repelir legitimamente um injusto. A ação do que supostamente foi agredido é revestida de antijuridicidade para aquele que está por repelir a injusta agressão que no momento vem a agir por legítima defesa real. Afirma Jescheck que “o fato praticado sob a suposição errônea de uma causa de justificação continua, pois, sendo um fato doloso”. (Jescheck, 2011, p. 419).

Os artigos do código penal relacionados aos erros que sobrecaem na hipótese de legítima defesa putativa são:

Art. 20. O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. § 1° É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpae o fato é punível como crime culposo.

Art. 21. Odesconhecimento dalei é inescusável. O erro sobre a ilicitude dofato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. Parágrafo único. Considera-se evitável o erro seo agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível,nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.

Por fim, Mirabete diz que, sendo assim, conforme artigos supracitados acima, cabe a possibilidade de o agente responder por seus atos culposamente, se o erro se der por culpa, como previsto pelo artigo 20 do código penal. (MIRABETE, 2006, p.

184).

(24)

24

4.2 LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA

Capez afirma que ao se tratar de legítima defesa sucessiva, o agressor executa a ação ilícita diante da vítima, que no ato de se proteger acaba por revidar de forma exagerada e acaba extrapolando os limites dispostos da legítima defesa. Assim, no exagero, causa lesão ao primeiro agressor que tenta nivelar as ações usando dos meios que estiver ao seu alcance. (CAPEZ, 2007, p. 289).

Na situação, em que a agressão efetuada pelo sujeito deixa de ser autorizada e passa a ser injusta é que podemos dizer em legítima defesa sucessiva, no que concerne ao agressor inicial. Logo, aquele que viu afastada sua agressão inicial injusta pode neste instante arguir a excludente a seu favor, valendo-se dela porque a vítima passou a ser apontada como agressor, em consequência de seu demasiado excesso. (CAPEZ, 2007, p. 290).

(25)

25

4.3 LEGÍTIMA DEFESA RECÍPROCA

A legítima defesa recíproca, não é adotada pelo judiciário brasileiro, mas se faz necessário sua compreensão. Esse instituto de legítima defesa, é definido por dois indivíduos que em conjunto se defendem um do outro por acreditar que estão agindo em legítima defesa, ou seja, os dois supõe que estão usando da característica de antijuridicidade, mas que fere o pressuposto da injusta agressão e por isso não é aceita na legislação brasileira.

Conforme explica o brilhante Noronha, apesar de inexistir legítima defesa recíproca, na prática, quando se trata do cometimento de lesões recíprocas, não sabendo o magistrado determinar a prioridade da agressão, deve esse inocentar ambos, uma vez o in dubio pro reo contido na legítima defesa. Sucede que, a todo modo, tal prática não retira a impossibilidade de legítima defesa recíproca, tratando- se de simples mecanismo para não penalizar algum dos dois sujeitos que é inocente.

De pronto, é de fácil percepção que mesmo que esse instituto não faça parte do rol aceito dentro do ordenamento jurídico brasileiro, há a possibilidade de se desenhar um cenário existente, sendo necessário assim de pleno o dominío da hipotese da legítima defesa recíproca. (NORONHA, 2000, p. 208).

(26)

26

4.4 DEFESA E O AGENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA

No exercício regular do direito, deve ser observada a conduta do sujeito, a norma prevê que que o sujeito poderá exercer de forma regular o direito, mas para isso sua conduta deve se encaixar no exercício de um direito, pois, caso contrário, haverá abuso de direito, e o sujeito que veio a cometer a prática abusiva responderá por tal abuso.

É conhecido como “pacote anti-crime” a Lei n° 13.964 de 2019, instituto que trouxe inúmeras mudanças para o Código Penal e o Código de Processo Penal. As mudanças deste instituto estão ligadas ao objetivo de nosso estudo. Isso porque, a inclusão de um parágrafo único dentro do artigo 25 passou a prever mais uma hipotese de légitima defesa. O parágrafo único acrescentou a possibilidade de quando obedecidos os pressupostos legais, supõe-se em legítima defesa o agente de segurança pública que repele a agressão ou seu risco sobre a vítima réfem durante cometimento doutro delito.

O agente de segurança pública, embora autorizado a repelir a agressão ou o risco de agressão à vítima feita refém, todavia, não se exime de agir com a devida moderação, empregando, para tanto, somente os meios necessários, sob pena de incorrer em excesso punível.

A aferição do excesso, por seu turno, deve ser efetuada a partir do cenário ex ante, isto é, considerando os dados objetivos que estavam à disposição do agente de segurança pública no momento de sua reação, e não ex post, vale dizer, depois de encerrada a ação policial, quando então ficam evidenciadas todas as variáveis.

(ESTEFAM, 2020, págs. 306-313).

(27)

27

5 OFENDÍCULOS E EXCESSO

Compreendem como sendo ofendículos todos os instrumentos empregados regularmente e de maneira predisposta (previamente instalada), para a defesa de algum bem jurídico, geralmente esse traduzindo-se como uma posse ou propriedade.

Há autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta, sendo os primeiros aparatos visíveis (cacos de vidro nos muros, pontas de lança etc.); ao passo em que os segundos seriam ocultos (cercas eletrificadas, armadilhas etc.). De qualquer modo, a jurisprudência recomenda que o aparato seja sempre visível e inacessível a terceiros inocentes (em se tratando de defesa mecânica predisposta, é preciso a existência de alguma advertência visível, por exemplo, as placas contendo os dizeres: “Cuidado, cão bravio” ou “Atenção, cerca eletrificada”, além da inacessibilidade a inocentes). Presentes esses requisitos ora apontados, o titular do bem protegido não responderá criminalmente pelos resultados lesivos dele decorrentes. Assim, quando atingir o agressor, terá agido em legítima defesa (preordenada); se atingir terceiro inocente, será absolvido com base na legítima defesa putativa. (ESTEFAM, 2021, p. 134)

Doravante, a doutrina de Delmanto é salutar para explicar o aumento da criminalidade, visto que as pessoas buscam meios alternativos de defesa para servir de proteção aos bens jurídicos (vida, residência ou patrimônio); há exemplos também sobre os ofendículos, que são objetos utilizados para resguardar um bem jurídico, tais como obstáculo, engenho ou animais, valendo-se desses para a proteção de bens e interesses. Os ofendículos (muros com arames farpados, com cacos de vidro, eletrificação, entre outros), facilmente podem ser caracterizados como exercício regular de direito e também podem ser recepcionados como meio de légitima defesa preordenada, pois refletem-se de impedimentos posicionados exclusivamente para atuar no momento da agressão alheia. (DELMANTO, 2011, p. 177).

Evoluindo, existe corrente doutrinária que acredita que o ofendículo classifica- se como exercício regular de um direito, pois todos os indivíduos têm direito de defender seu bem jurídico, mesmo ante a falta dos pressupostos da agressão atual ou iminente ao tratar-se do ofendículo na propriedade. Por outro lado, existe a corrente que acredita que esses aparatos são meios de legítima defesa, uma vez que quando forem utilizados, os requisitos da legítima defesa estarão todos presentes, configurando assim esse instituto de excludente de ilicitude.

(28)

28

Outrossim, corrente tercearia acredita ser mista a natureza jurídica do ofendículo, uma vez que quando na sua instalação trata-se de um exercício regular de direito, tendo em vista que o Direito autoriza o proprietário a se precaver de algum tipo de invasão e lesão aos seus bens e, em um segundo plano, quando da real utilização do aparato, visto que o mesmo se caracteriza como uma espécie de legítima defesa, sendo essa última corrente doutrinária mais abalizada ao analisar-se a natureza dos ofendículos.

Doravante, essa légitima defesa é classificada por alguns mestres como preordenada, assim como faz Nucci, ao aduzir que a legítima defesa preordenada, trata-se de voltar a atenção para o instante de funcionamento do obstáculo, o qual ocorre quando da ação do sujeito para lesionar interesse ou bem jurídico da vítima.

(NUCCI, 2006, p. 252).

Os pré-requisitos da legítima defesa, assim como as espécies mais importantes, falaremos sobre a figura do excesso dentro desse instituto, determinando os tipos mais comuns e as consequências para o agente que se excede estando amparado por essa excludente de ilicitude. O excesso pode ser definido de inúmeras maneiras, mas o significado que melhor se encaixa ao tema seria a definição como uma forma de exagero, nada mais é que ultrapassar os limites autorizados pelo legislador.

Tem-se que o agente amparado pela legítima defesa praticando uma ação legítima e lícita em repulsa a uma agressão injusta, atual ou iminente, utiliza de modo desproporcional os meios necessários, ou seja, no momento da ação não obedece a um dos pressupostos da legítima defesa ou até observa esse pré-requisito, mas por algum motivo o ignora posteriormente.

De acordo com Bruno, a fim de que a conduta permaneça dentro dos limites na qual a proteção é legítima, deve-se preservar aquela moderação, aquela justa, apesar de relativa, proporcionalidade entre a ofensiva e a repulsa. Caso o lesado exceda tais limites, usando recurso mais do que o necessário ou utilizando-o sem a moderação adequada, expõe-se ao excesso na defesa (BRUNO, 1978, p. 383):

Assinale-se que só a desnecessidade dos meios não basta para afirmar o excesso punível, desde que eles tenham sido usados moderadamente. O exemplo facilitará a compreensão: se, ao se ver ameaçado e tendo à mão uma bengala e uma pistola, o agente usa destae alveja o braço de quem o ameaça, pode- se dizer que se valeude meio desnecessário, mas usado moderadamente; ao contrário, se emprega abengala (meio necessário), mas mata o agressor combengaladas na cabeça,o uso do meio necessário é que terá sido imoderado. O excessoinclui, pois, tanto o meio como a utilização

(29)

29

deste, devendo ambos ser examinados. Assim, em caso de júri, ainda que os jurados neguem o emprego do meio necessário, devem ser perguntados sobre a moderação no uso e sobre o elemento subjetivo do excesso (dolo ou culpa). (DELMANTO, 2011, p. 177).

Mesmo que configurado o excesso no caso concreto, cabe ao magistrado se resguardando pelo acervo probatório para o justo julgamento, tanto de forma objetiva quanto subjetiva em relação a conduta praticada pelo indivíduo naquele momento, uma vez que ele pode ter cometido o excesso até de maneira acidental, não percebendo a gravidade de seus atos, a justificar sua ação em vista do momento psíquico em que se encontra. (DELMANTO, 2011, p. 177).

(30)

30

5.1 EXCESSO DOLOSO

O dolo, por sua vez, se caracteriza pela vontade do autor em obter um resultado desejado ou assumir o risco de produzir tal resultado. Dessa forma, o agente que consegue repelir a injusta agressão vale-se propositalmente da situação, sacrificando mais que o necessário para proteger seu bem jurídico ameaçado ou lesado.

Entretanto, o Código Penal aponta que logo depois de anunciar as causas justificantes da conduta típica, deverá “o agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo”. (art. 23, parágrafo único do Código Penal).

Sobre o assunto, o doutrinador Bruno, aduz que o excesso pode ser doloso, uma vez que o atacado pode, em estado repleto de fúria, ultrapassar espontaneamente e de forma voluntária a utilização dos meios limítrofes da legítima defesa, devendo o resultado ser penalizado sem mais ponderações como crime doloso. (BRUNO, 1978, p. 384).

Prudente, assim, esclarecer que o sujeito arcará com as consequências pelo excesso doloso a partir do momento em que passar do limite da reação lícita, ou seja, no primeiro momento o indivíduo se encontra repelindo a ação mas, porteriormente, acaba por sobressair, sendo responsabilizado pelos atos que cometeu quando da ultrapassagem dos limites permitidos por lei. Zaffaroni e Pierangeli bem observam:

“Excesso significa “passar dos limites” de uma dessas causas eximentes, mas, para

“passar dos limites” será sempre necessário se ter estado, em algum momento, dentro deles”. (Zaffaroni, 2006, p. 502)

De conformidade com este conceito de excesso, necessário é se ponderar que haverá excesso nas eximentes quando, na legítima defesa, a ação desenvolvida em resposta à agressão se prolongue para depois de cessada essa agressão; ou quando no cumprimento de um dever tenham cessado as circunstâncias que criam essa responsabilidade, todavia o agente decide por continuar a ação. De igual maneira, tem-se no estado de necessidade prolongação da ação, muito embora a situação de necessidade não mais persista. Contrariamente, não haverá excesso quando a defesa não tenha sido necessária ou moderada, ou quando na necessidade se dispusesse de outro meio menos lesivo, porque em nenhum desses casos o autor teria atuado dentro dos limites da eximente e, portanto, nunca poderia ter excedido.

(31)

31

5.2 EXCESSO CULPOSO

A doutrina em geral classifica o excesso em doloso, culposo, acidental ou exculpante, sendo que apenas os dois primeiros estão positivados no Código Penal.

O Código Penal Militar, por sua vez, trata também do excesso escusável. (art. 45, parágrafo único).

Cunha, importante mestre, expõe que configura-se como exagero o decorrente da falta de dever de cuidado objetivo ao repelir a agressão. Trata-se do erro de cálculo, na qual é empregado maior violência do que era necessário para garantir a defesa.

Se presente o excesso, o agente responde pelo resultado típico provocado a título de culpa. (CUNHA, 2020, p. 348).

No contexto do excesso culposo podem ser aplicadas as mesmas regras atinentes aos erros de tipo e de proibição, quando o agente se equivoca quanto aos limites da excludente, como podemos extrair do artigo retro: “Art. 45 (...) Parágrafo único. Não é punível o excesso quando resulta de escusável surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação”.

O excesso culposo decorre da inobservância do dever de cuidado do agente enquanto atua respaldado por alguma das causas excludentes da ilicitude.

Imaginemos, por exemplo, que um indivíduo seja atacado por alguém desarmado e, licitamente, ponha-se a repelir a agressão injusta, contudo, exibe o agressor compleição física avantajada, tendo o agredido então se apossado de um pedaço de madeira para rechaçar os socos que receberia mas, por falta de cuidado, acaba atingindo a cabeça do agressor, o qual vem a falecer em virtude do golpe sofrido.

Neste caso, o agredido seria responsabilizado por homicídio culposo. (CUNHA, 2020, p. 348).

(32)

32

5.3 EXCESSO ACIDENTAL E EXCESSO EXCULPANTE

Greco explica que o excesso acidental é o exagero que decorre do caso fortuito, embora não em intensidade suficiente para cortar o nexo causal. Por vezes, o agente se excede na defesa, mas o exagero é meramente acidental. Não se pode dizer ter havido moderação na defesa, pois o dano provocado no agressor foi além do estritamente necessário para repelir o ataque, embora o exagero possa ser atribuído ao fortuito. (GRECO, 2013, p. 217).

Logo, o excesso exculpante trata-se de uma causa supralegal de exclusão da culpabilidade. Essa modalidade é decorrente de medo, surpresa ou perturbação de ânimo, sendo fundamentada na inexigibilidade de conduta diversa. Ilustrando: o agente, ao se defender de um ataque inesperado e violento, apavora-se e dispara seu revólver mais vezes do que seria necessário para repelir o ataque, matando o agressor. Pode constituir-se uma hipótese de flagrante imprudência, embora justificada pela situação especial por que passava. Por oportuno, registre-se a lição de Welzel na mesma esteira, mencionando que os estados de cansaço e excitação, sem culpabilidade, dificultam a observância do cuidado objetivo por um agente inteligente, não se lhe reprovando a inobservância do dever de cuidado objetivo em virtude de medo, consternação, susto, fadiga e outros estados semelhantes, ainda que atue imprudentemente. (WELZEL, 2015, p. 216).

(33)

33

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde que surgiram as primeiras civilizações tornou-se necessário garantir o convívio harmônico em sociedade e, para que a harmonia fosse estabelecida entre os indivíduos, se viu necessário a criação de normas para regular as condutas indesejadas no meio social, visando assim proteger a comunidade das transgressões que eventualmente possam lesionar bens jurídicos essenciais à manutenção da vida em convívio. A legítima defesa é um instituto de antijuridicidade natural e inerente, cujo instuito é de garantir a manutenção da harmonia. O indivíduo que repele injusta agressão deve compactuar com os direitos previstos em lei, devendo valer seu direito de defesa uma vez ameaçados seus bens, sua propriedade, família ou vida, atuando justamente de modo a se proteger do ato agressor. Esse instituto, por oportuno, é utilizado pelo indivíduo que usando moderadamente dos meios necessários repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

A legítima defesa trata-se de uma excludente de ilicitude, que se dá uma vez que o país não possui garantia o suficiente por parte do Estado para garantir de maneira plena a segurança pública da população em geral, sendo assim, cria-se mecanismos de modo a dificultar ações ilícitas, promovendo aparatos que permitam ao indivíduo se defender de alguns crimes que possam vir a ocorrer.

A legislação brasileira, mais precisamente em nosso Código Penal, ou Decreto- Lei nº 2.848 de 1940, prevê a legítima defesa como uma das excludentes de ilicitude do artigo 23, o qual traz em sua redação que não comete crime o sujeito que atua em legítima defesa, estado de necessidade, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Para um entendimento mais preciso desse instituto como excludente de ilicitude, foi abordado neste artigo de maneira sucinta a teoria tripartite que é adotada majoritariamente pela doutrina como a teoria que define o crime como sendo um fato típico, ilícito (antijurídico) e culpável.

Descortinando, é requisito para configuração de crime que seja o fato típico, devendo promover-se uma análise a primeiro momento sobre a conduta do sujeito, bem como que haja previsão normativa estabelecida em lei, sendo o ilícito, quando contrário ao ordenamento jurídico, punível, uma vez cometido pelo sujeito uma ação com reprovação social de maneira consciente dos seus atos, quando deveria atuar em conformidade com o estabelecido pela Lei. Sendo assim, a legítima defesa como excludente de ilicitude, está relacionada com uma ação de um indivíduo que se opõe

(34)

34

a uma conduta prevista no ordenamento jurídico.

O instituto da legítima defesa é especificado no artigo 25 do CP como aquele em que o sujeito repulsa uma agressão injusta, atual ou que está para começar, valendo-se moderadamente dos mecanismos necessários a seu próprio direito ou de terceiros. Além do disposto no artigo 25 do CP, foi acrescentado pela Lei n° 13.964 de 2019 o parágrafo único, o qual relata sobre a possibilidade do agente de segurança pública atuar em legítima defesa caso preenchidos os requisitos do caput do artigo, no que que se refere da agressão ou risco desta contra pessoa mantida refém no decorrer da prática de crimes.

Evoluindo, no decorrer do trabalho observamos que em relação aos requisitos estabelecidos para a caracterização da autoproteção todos devem estar devidamente preenchidos, de maneira clara diante do caso concreto pois, caso contrário, nenhum indivíduo poderá se valer do benefício da excludente de ilicitude.

Quanto a repulsa, o sujeito deve usar dos meios que tem à disposição no momento, de modo proporcional e moderado a fim de fazer parar a agressão, que por seu turno deve estar ocorrendo ou estar para acontecer, não podendo o indivíduo reagir a uma agressão passada, pois tal fato é vedado pela lei, configurando-se como forma de vingança que não é aceita para absolvição pelo instituto estudado, além do agente responder por seus atos criminalmente.

Noutro ponto, analisamos também as situações que estão ocorrendo de maneira frequente na sociedade e, como forma de justiça, a sociedade está agindo por si em desencontro com a lei, buscando a justiça com suas próprias mãos, o que por muitas vezes acaba com crime, uma vez presente o intuito de castigar o agente criminoso que ainda não foi julgado pelo órgão competente. Nesses casos o direito penal prevê a punição de acordo com o artigo 345 do CP, auferindo uma pena para quem comete esse tipo penal, cuja soma se da pela detenção de quinze dias a um mês, além da pena correspondente a violência realizada. O referido artigo traz situações e exemplos de casos que possam vir a ocorrer, como na legítima defesa sucessiva, que ocorre quando há a defesa da vítima contra o agressor.

O erro na execução foi outro ponto abordado dentro de nosso trabalho, situação na qual o sujeito por erro na ação de pressão do ataque acaba atingindo terceiro que não faz parte do litígio, sendo esse fato punível caso o erro fosse possível de evitar, bem como que no caso contrário, poderia o sujeito ser absolvido, segunda alguns doutrinadores.

(35)

35

Doravante, trabalhou-se a figura dos ofendículos, aparatos esses utilizados por pessoas para proteção residencial ou patrimonial. Os ofendículos para alguns doutrinadores traduzem-se no exercício regular de um direito e, para outros, como forma de legítima defesa. Já corrente tercearia e mais abalizada defende que quando do momento da instalação demonstram tratar-se de um exercício regular de um direito, átimo que no momento da ação de proteção, incorrem em forma legítima defesa.

Ulteriormente, relembre-se o excesso dentro da legítima defesa e suas consequências. Nesse sentido, vale ressaltar que conforme dispõe o artigo 23 do CP, parágrafo único, se impõe a possibilidade de o sujeito que se exceder dentro de qualquer uma das hipóteses responder penalmente por esse excesso, seja de forma culposa ou dolosa. O excesso doloso refere-se no caso em que a vítima após fazer cessar a agressão age de maneira espontânea e por vontade própria, continuando a agredir o outro sujeito que até então era o agressor, desejando o resultado final. No caso do excesso culposo o agente por algum motivo, seja ele por imprudência, se excede na tentativa de defesa, não desejando o resultado, mas ocorre por impéricia desse após fazer cessar a agressão. Existe ainda o caso em que pode ocorrer o excesso exculpante, no qual o agente se excede após parar a agressão, sendo tal ação ocasionada por um abalo emocional além do comum, causado pela situação fática de extremo estresse e tensão, levando este a agir sem imaginar que sua ação passou dos limites aceitos da moderação e proporção.

É possível identificar que o objeto de estudo deste trabalho é complexo e necessita de extrema cautela, pois contém inúmeros pré-requisitos para se configurar o caso concreto. Assim sendo, a legítima defesa trata-se de um instituto jurídico que deve ser extremamente analisado para que se aplique a causa excludente de ilicitude, sendo ela um benefício para o agente que se encontra em específica situação, somente podendo ser invocada quando estabelecidos os pressupostos de ordem objetiva e subjetiva.

O estudo foi feito de maneira aprofundada para alcançar o pressuposto das espécies mais comuns de legítima defesa, trazendo um conteúdo rico em explicações, conceitos e discussões de grandes doutrinadores da área penal, bem como da importância de o julgador fundamentar sua decisão, relacionada a cada caso concreto, sempre em conformidade com a análise do acervo probatório e pela perspectiva do agente que está respaldado pela legítima defesa, observando também a importância

(36)

36

dos fatos quando houver qualquer tipo de excesso.

(37)

37

REFERÊNCIAS

BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal: Parte geral. 11ª ed., São Paulo: Saraiva, 2007, v.1.

BRUNO, Aníbal. Direito Penal: parte geral. 3ª ed. introdução, norma penal, fato punível. Rio de Janeiro: Forense, 1978, tomo 1°.

CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal: Parte Geral. 16. ed. São Paulo: Saraiva, 2012, v.1.

CUNHA, Rogério Sanches. Manual de Direito Penal: Parte Geral: arts. 1º ao 120º.

8. ed. Salvador: Juspodivm, 2020.

CAPEZ, Fernando. Execução Penal – Simplificado: 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2013.

DELMANTO, Celso. et al. Código Penal Comentado. 8 ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

ESTEFAM, André. Direito penal: parte geral (arts. 1° a 120°) – São Paulo: Saraiva Educação, 2018.

GREGO, Rogério. Curso de Direito Penal: Parte Geral. 13. ed. Rio de Janeiro:

Impetus, 2011.

GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal: Parte Geral. 18. ed. Rio de Janeiro:

Impetus, 2016. v.1.

JESCHECK, H.H.El Tribunal Penal Internacional. Revista Penal, n. 8, 2011.

DOTTI, René Ariel. Curso de Direito Penal: Parte Geral. 6. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2018.

JESUS, Damásio E. de. Direito penal. Parte geral. v. I. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

MELO, Matheus Marques de. A Legítima Defesa como excludente de ilicitude e o limite da reação do agente. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) – Universidade Pontifícia Universidade Católica de Goiás, GOIÂNIA, 2020.

MIRABETE, Julio Fabbrini, Renato N. Manual de Direito Penal: Parte Geral. v. 1. 24 ed. São Paulo: Saraiva, 2007.

PRADO Luis Regis. Curso de direito penal brasileiro. 5ª ed. V. 1. São Paulo: Revista Dos Tribunais. 2005.

NORONHA, Edgard Magalhães. Direito Penal. v. 1. 35. Ed. São Paulo: Saraiva, 2000.

PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro: Parte Geral. 7. ed. São

(38)

38

Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.

NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Direito Penal: Parte Geral / Parte Especial.

6 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revistas dos tribunais, 2009.

Revista Âmbito Jurídico – A legítima defesa no direito brasileiro. Disponível em:

http://www.ambito- juridico.com.br/pdfsGerados/artigos/1293.pdf. Acesso em: 20 de abril de 2022.

ESTEFAM, André. Direito Penal: Parte Geral: arts. 1º a 120. 9. ed. São Paulo:

Saraiva Educação, 2020.

CUNHA, Rogério Sanches. Manual de Direito Penal: Parte Geral: arts. 1º ao 120.

8. ed. Salvador: Juspodivm, 2020.

SANTOS, mismarta. Legítima defesa no código penal brasileiro. Disponível em:

https://jus.com.br/artigos/45314/legitima-defesa-no-codigo-penal-brasileiro. Acesso em: 20 de abril de 2022.

SILVA, Perlla Leite Andrade. Ação de legítima defesa e excesso: uma abordagem à luz do comportamento humano regido pela emoção. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2017.

TRINDADE, Pedro Gabriel dos Santos. A atividade policial e a legítima defesa.

Disponível em: https://www.boletimjuridico.com.br/artigos/direito-penal/4629/a- atividade-policial-legitima-defesa. Acesso em: 20 de abril de 2022.

WELZEL, Hans. O Novo Sistema Jurídico Penal. Uma Introdução à Doutrina da Ação Finalista, 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.

PASCHOAL, Janaina C. Direito Penal: Parte Geral. Disponível em:

https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520449196/pageid/52 Minha Biblioteca, (2nd edição). Editora Manole, 2015.

ESTEFAM, André. DIREITO PENAL V 1 - PARTE GERAL (ARTS. 1º A 120).

Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555590159/

Minha Biblioteca, (10th edição). Editora Saraiva, 2021.

ZAFFARONI, Eugenio Raúl; PIERANGELI, José Henrique. Manual de Direito Penal Brasileiro: Parte Geral. 6. ed. São Paulo: Revista Dos Tribunais, 2006.

Referências

Documentos relacionados

Portanto, o objetivo deste trabalho foi analisar os elementos: temperatura do ar, umidade relativa do ar e temperatura da superfície do solo, e aplicar o Índice de Calor

Não cabe legítima defesa real, pois, uma das condi- ções para que se possa identificar a legítima defesa é a injusta agressão.. É impossível, no mesmo contexto fático, duas

Adotada no Brasil.. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou

defesa da honra no Brasil e a construção das mulheres.. especialmente aqueles ocorridos em segmentos de classe média e alta, ganharam visibilidade midiática e das

Conforme disposto na lei, a legítima defesa pode ser utilizada na defesa de direito próprio ou de terceiros, mesmo que esta última não seja uma pessoa conhecida ou próxima,

Para efeitos de utilização da legítima defesa, a agressão deve ser injusta, assim considerando-a como aquela contrária ao ordenamento jurídico, ou seja, proibida pelo Direito,

Diante disso, não poderia ser diferente o exame da agressão injusta e atual a originar a legítima defesa, ou seja, tomando como pressuposto os princípios da proteção individual

Como afirma Roxin, em relação às agressões irrelevan- tes, a afirmação do direito perante o injusto não retroce- de tanto como nas hipóteses anteriores, que