• Nenhum resultado encontrado

Radiol Bras vol.37 número2

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Radiol Bras vol.37 número2"

Copied!
1
0
0

Texto

(1)

Radiol Bras 2004;37(2):100 Braquiterapia de alta taxa de dose no

trata-mento do câncer do colo uterino: resultados de controle local, sobrevida e complicações. Autor: Salim Aisen.

Orientador: Wladimir Nadalin. Tese de Doutorado. FMUSP, 2003.

O objetivo deste estudo é avaliar os resul-tados de sobrevida, controle local e complica-ções terapêuticas do tratamento radioterápico exclusivo em mulheres portadoras de câncer do colo do útero, sem qualquer tratamento onco-lógico prévio. Esse tratamento constou da as-sociação de radioterapia externa de megavol-tagem e braquiterapia de alta taxa de dose.

Foram analisadas, retrospectivamente, 874 pacientes tratadas no Serviço de Radioterapia da Divisão de Oncologia do Instituto de Radio-logia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, de ja-neiro de 1991 até dezembro de 2001, com seguimento mínimo de seis meses, mediana de 52 meses (6–71 meses). A idade variou de 24 a 85 anos, com mediana de 53 anos e média de 53,4 ± 12,7 anos. Foram avaliadas pacien-tes dos estádios I a IV, classificadas de acordo com a Nomenclatura de Montreal de 1994, da Fédération Internationale de Gynécologie et d’Obstétrique (FIGO) (Benedet et al., 2001), portadoras de carcinoma epidermóide, adeno-carcinoma e adeno-carcinoma adenoescamoso, todas

com comprovação histológica. As doentes re-ceberam radioterapia externa de megavoltagem com dose de 39,6 Gy em pélvis, dose/dia de 1,8 Gy em cinco frações semanais. A braquite-rapia de alta taxa de dose foi realizada através de quatro frações de 7 Gy, uma fração por se-mana, calculadas no ponto A de Manchester, com intervalos semanais, concomitante com a radioterapia externa. O reforço de dose de 10 a 20 Gy, nos paramétrios, foi feito quando houve indicação.

A sobrevida livre de doença e a global atua-riais calculadas pelo método de Kaplan e Meier foram de 67,3% e de 65,3%, respectivamente. Das pacientes do estádio clínico IB, 90,9% estão sem evidência de doença. Das 12 pacien-tes em que houve falha, uma apresentou pro-gressão local de doença; 11, recidiva local; três, metástases paraaórticas com controle local; e uma, falha local com metástases em gânglios inguinais. Todas as recidivas IIA (15,8%) foram locais. Dos 77 casos IIB que recidivaram, 65 apresentaram falha local; quatro, com metás-tases a distância associada; e 17, óbitos pela doença; 12 apresentaram somente metástases a distância, e três de 12 pacientes com persis-tência de doença local foram a óbito. Das pa-cientes IIIA, 25,0% apresentaram persistência de doença local. Das IIIB, 48,5% falharam: 16 com metástases a distância isoladas; 37 com persistência de doença local; 136

apresenta-Resumo de Tese

ram recorrência local, três com metástases a distância e 31 óbitos por doença. Das 173 pacientes IIIB que falharam, 138 tinham envol-vimento de ambos os paramétrios e 35 de um só. Quatro (40,0%) das pacientes IVA estão sem evidência de doença e seis falharam: três apresentaram persistência de doença local, com dois óbitos, e três recidivas locais, com um óbito. Sessenta e uma doentes apresentaram complicações intestinais, classificadas de acor-do com o grau de toxicidade preconizada pelo Radiation Therapy Oncology Group (RTOG). Des-sas, 29 (3,3%) apresentaram complicações consideradas leves; 18 (2,1%), moderadas; sete (0,8%), graves; e sete (0,8%) necessita-ram de tratamento cirúrgico. Trinta pacientes (3,4%) apresentaram complicações urinárias, sendo 19 (2,2%) consideradas leves; dez (1,1%) moderadas; e uma grave. Nenhuma paciente com complicação urinária necessitou de tratamento cirúrgico.

Referências

Documentos relacionados

No entanto, à medida que se difundiu o emprego clínico do BI-RADS na mamografia, surgiram muitas controvérsias e dúvidas, as quais, quando analisadas, podem ser classificadas em

Médico Radiologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FMUFG), Consultor do Departamento de Doenças do Aparelho Digestivo do

Não foram obser- vadas relações estatisticamente significativas entre os três tumores para a relação Co/Cr, entretanto a porcentagem de variação deste metabólito para

Para esta comparação, os achados de IRM na substância branca foram divididos em quatro categorias: categoria 1 (“aparentemente normal”) – ausência de alte- rações de sinal

Concluiu-se que é possível determinar nó- dulos provavelmente benignos por meio da ul- tra-sonografia e que isto poderia reduzir o nú- mero de biópsias nos nódulos mamários,

Estudou-se, prospectivamente, o comporta- mento das calcificações, da atrofia, das altera- ções da substância branca e das alterações vasculares nas imagens de tomografia

Objetivo: Avaliar a contribuição da ultra-so- nografia para o diagnóstico precoce do sexo fetal entre 11 e 14 semanas de gestação, por meio do estudo do tubérculo

Laser Acoplador direcional Acoplador direcional Fotodetetor Modulador de Fase (PZT) Bobina de Fibra Óptica Rotação Polarizador.. Para minimizar interferências externas