• Nenhum resultado encontrado

ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR SET 2016

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR SET 2016"

Copied!
51
0
0

Texto

(1)Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Parede e laje de concreto celular estrutural moldada no local para a construção de edificações — Projeto, execução e controle — Requisitos e procedimentos APRESENTAÇÃO 1) Este Projeto foi elaborado pela Comissão de Estudo Especial de Parede e Laje de Concreto Celular (ABNT/CEE-185), com número de Texto-Base 185:000.000-001, nas reuniões de: 23.11.2012. 15.01.2013. 19.02.2013. 12.03.2013. 16.04.2013. 15.05.2013. 16.06.2013. 17.07.2013. 31.10.2013. 12.11.2013. 23.11.2013. 10.12.2013. 17.04.2014. 06.05.2014. 27.05.2014. 19.08.2014. 16.09.2014. 14.10.2014. 04.11.2014. 13.07.2016. a) É previsto para cancelar e substituir as ABNT NBR 12645:1992 e ABNT NBR 12646:1992, quando aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma continua em vigor b) Não tem valor normativo. 2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta informação em seus comentários, com documentação comprobatória; 3) Tomaram parte na sua elaboração: Participante. Representante. ABCP. Rubens Monge. ABCP NE. Eduardo Barbosa Moraes. ABECE. Sergio Osorio. ABESC. Arcindo Vaquero. © ABNT 2016 Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(2) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. ABIQUIM. Odair S Teixeira. ABNT/CB-002. Paulo E. F. de Campos. ABNT/CB-002. Rose de Lima. ALCANCE INOVAÇÃO. Marcelo Lancerotti. BASF. Debora Rizzo Cervenka. BAÚ CONSTRUTORA. Norley Baú. BUILDING. Evilásio Badziack. CAIXA ECONOMICA FEDERAL. Andre Chamis. CAIXA ECONOMICA FEDERAL. Everton Eltz. CAIXA ECONOMICA FEDERAL. Luiz Zigmantas. CAIXA ECONOMICA FEDERAL. Simone C. Ormiéres. CBIC. Georgia Grace. CIA CONST. E INC. AGUIRRE. Julio Aguirre. CINEXPAH. Carlos Pereira. COINPE CONSTRUTORA. Marcos Pires. CONSTRUTORA PRIORI. Ulisses Giacomini. COPLAS. Erica Tonieti. COPLAS. Erica Tonieti. COPLAS. Renato Luiz Pereira. COPLAS. Rodrigo Augusto. COPLAS. Wesley Lima Medeiros. ECOPORE. Caspar Heinrich Menk. ECOPORE. José de Meneses Filho. EMPERCON ENG. E PROJETOS LTDA.. Everson Luis do Nascimento. EPT. Fabiana A. P. da Silva. FALCÃO BAUER. Luis A. Borin. GERDAU. Daniel Ribeiro de Castro. GERDAU. Juliano Anastácio Limp. GETHAL. Antonio C. Chiocca. GLD. Cristiano F.Chiocca. GLD.GETHAL. Roberto F. Chiocca. GLD-GETHAL. Ricardo Andrade Nascimento. GML CONSTRUTORA. Guilherme S. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(3) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. GNF INCORPORADORA E CONSTR. LTDA.. Mario H. Giacomini. GPD. Fernando Pereira. GRÁFICO EMP. LTDA. Julia Barbosa Neves. IBTS. João Batista R. Silva. ICZ. Paulo Silva Sobrinho. IZA. Willian Marques. JLVB. Jose Luiz. LIVING CONSTRUTORA. Kátia Cristina. LIVING CONSTRUTORA. Sung A No. PERNAMBUCO INDUSTRIAL. Jose Orlando Vieira F.. PHMAC. Paulo Henrique R. Machado. PHMAC. Rodrigo de O. Rodrigues. PLANO A CONSULTORIA. Accacio Ferraz. POLAR. Adailton Enumo. RED. Alvaro S. Barbosa Jr.. SAFRA CONSTR.. Sergio Mafra. SH. Marcus Palanca. SINAPROCIM. Daniel de Luccas. SINDUSCON-SP. Fernando J. Teixeira Filho. SINDUSCON-PR. Ivanor Fantin Jr.. SMC. Márcio J. Estefano Oliveira. TECNOMETA. Francisco G. Oliveira. TECNOMETA. Gustavo F. R. de Oliveira. TECNOMETA. Jose Alexandre Araujo. TECNOMETA. Jefferson E. de Oliveira. TELESIL ENGENHARIA. Osman Ramires Neto. TENDA. Emanuel Mafra. UFAL-AL. Flavio Barbosa de Lima. UFF. Protásio Ferreira de Castro. UFSCAR. Guilherme A. Parkesian. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Eduardo Cabral. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Luis Alberto Carvalho. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(4) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Parede e laje de concreto celular estrutural moldada no local para a construção de edificações — Projeto, execução e controle — Requisitos e procedimentos. Projeto em Consulta Nacional. Cast in place structural cellular concrete wall and slab for building construction — Design, execution and control — Requirements and procedures. Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para exigência dos requisitos desta Norma. A ABNT NBR 16569 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Parede e Laje de Concreto Celular (ABNT/CEE-185). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº XX, de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX. Esta Norma cancela e substitui as ABNT NBR 12645:1992 e ABNT NBR 12646:1992. O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:. Scope. This Standard specifies requirements and procedures for the design, execution and control of buildings with with cast in place wall and slab of structural cellular concrete with dry density between 1 400 kg/m3 and 2 000 kg/m3. This Standard does not apply to:. —— lightweight concrete which does not strictly complies with Structural Cellular Concrete of definitions 3.1.1, 3.1.2 and 3.1.3; —— wall and slab with embedded forms; —— wall under predominantly horizontal actions, such as retaining walls, walls in tanks or similar; —— foundation, foundation elements, diaphragm wall, nailed soil or similar; —— wall and slab under different actions from ground floor houses, two story or multiple stories building. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(5) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Parede e laje de concreto celular estrutural moldada no local para a construção de edificações — Projeto, execução e controle — Requisitos e procedimentos. 1 Escopo Esta Norma especifica os requisitos e procedimentos para projeto, execução e controle de edificações com parede e laje de concreto celular estrutural, moldadas no local, com massa específica aparente no estado endurecido entre 1 400 kg/m3 e 2 000 kg/m3. Esta Norma não se aplica a: —— outros tipos de concreto leve distintos do concreto celular estrutural definido em 3.1.1 a 3.1.3; —— parede e laje de concreto moldadas no local com formas incorporadas; —— parede submetida a ações predominantemente horizontais, como muros de arrimo e paredes de reservatórios ou similares; —— fundação, elementos de fundação, parede-diafragma, parede de contenção, solo grampeado ou similar; —— parede e laje com solicitações distintas de casas, sobrados e edifícios de múltiplos pavimentos.. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 5738, Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova ABNT NBR 5739, Concreto – Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos – Método de ensaio ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto ABNT NBR 6120, Cargas para o cálculo de estruturas de edificações ABNT NBR 6123, Forças devidas ao vento em edificações ABNT NBR 7212, Execução de concreto dosado em central – Procedimento ABNT NBR 7480, Aço destinado a armaduras de concreto armado – Especificação ABNT NBR 7481, Tela de aço soldada – Armadura para concreto ABNT NBR 8681, Ações e segurança nas estruturas ABNT NBR 8953, Concreto para fins estruturais – Classificação pela massa específica, por grupos de resistência e consistência NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 1/47.

(6) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. ABNT NBR 9062, Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado ABNT NBR 9778, Argamassa e concreto endurecidos – Determinação da absorção de água, índice de vazios e massa específica. Projeto em Consulta Nacional. ABNT NBR 11768, Aditivos quimicos para concreto de cimento Portland – Requisitos. ABNT NBR 12644, Concreto leve celular estrutural – Determinação da densidade de massa aparente no estado fresco ABNT NBR 12655, Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e recebimento – Procedimento ABNT NBR 14859-3, Lajes pré-fabricadas de concreto – Parte 3: Armaduras treliçadas eletrossoldadas para lajes pré-fabricadas – Requisitos ABNT NBR 14931, Execução de estruturas de concreto – Procedimento ABNT NBR 15575-1, Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 1: Requisitos gerais ABNT NBR 15575-2, Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais ABNT NBR 15421, Projeto de estruturas resistentes a sismos – Procedimento ABNT NBR 15696, Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos ABNT NBR 15873, Coordenação modular para edificações ABNT NBR 15900-1, Água para amassamento do concreto – Parte 1: Requisitos ABNT NBR 16055, Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações – Requisitos e procedimentos ABNT NBR NM 67, Concreto – Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone ABNT NBR NM 33, Concreto – Amostragem de concreto fresco. 3 Termos, definições e símbolos Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos, definições e símbolos.. 3.1 Termos e definições. 3.1.1 concreto-base concreto estrutural normal, de cimento Portland, com densidade no estado endurecido compreendida entre 2 000 kg/m3 e 2 800 kg/m3. 3.1.2 agente incorporador de vazios produto capaz de produzir, por agitação mecânica, vazios de dimensões milimétricas, incomunicáveis, homogêneos, uniformemente distribuídos, estáveis e indeformáveis até o final do processo de lançamento e cura, mantendo inalterada a alcalinidade do concreto-base 2/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(7) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 3.1.3 concreto celular estrutural concreto de cimento Portland em que o aditivo incorpora, por agitação mecânica, vazios de dimensões milimétricas, incomunicáveis, homogêneos, uniformemente distribuídos, estáveis e indeformáveis até o final do processo de lançamento e cura, mantendo inalterada a alcalinidade do concreto-base 3.1.4 parede de concreto celular estrutural elemento vertical, de concreto celular estrutural, moldado no local, com comprimento maior ou igual a 10 vezes sua espessura, capaz de suportar ações predominatemente verticais e coplanares à parede 3.1.5 laje de concreto de concreto celular estrutural elemento de concreto celular estrutural em que duas dimensões da mesma ordem de grandeza (lados) predominam sobre a terceira dimensão (altura ou espessura), capaz de suportar ações predominantemente ortogonais a seu plano médio e de desempenhar adequadamente a função de diafragma rígido 3.1.6 construtor pessoa física ou jurídica, capacitada tecnicamente e habilitada, responsável pela execução da obra 3.1.7 inspeção e fiscalização atividade de verificação da conformidade da execução com o projeto 3.1.8 documentação para execução e controle de obra documentação que descreve os métodos e procedimentos usados para execução de paredes de concreto celular estrutural 3.1.9 tolerância limite da diferença entre as dimensões especificadas em projeto e as dimensões executadas 3.1.10 especificações de projeto documentos que estabelecem dados técnicos e requisitos para um projeto em particular, preparados para complementar e qualificar os requisitos desta Norma 3.1.11 elemento pré-moldado de concreto celular estrutural Elemento de concreto celular estrutural moldado e curado fora do local de uso final 3.1.12 vida útil (VU) período de tempo em que uma edifícação e/ou seus sistemas se prestam às atividades para as quais foram projetados e construídos, com atendimento dos níveis de desempenho previstos nesta Norma, considerando a periodicidade e a correta execução dos processos de manutenção especificados no respectivo Manual de Uso, Operação e Manutenção NOTA Interferem na vida útil, além da vida útil de projeto, das características dos materiais e da qualidade da construção como um todo, o uso correto e a operação da edificação e de suas partes, a constância e a NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 3/47.

(8) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Projeto em Consulta Nacional. efetividade das operações de limpeza e manutenção, as alterações climáticas e os níveis de poluição no local da obra, as mudanças no entorno da obra ao longo do tempo (trânsito de veículos, obras de infraestrutura, expansão urbana e etc.). O valor real de tempo de vida útil será uma composição do valor teórico de vida útil de projeto devidamente influenciado pelas ações da manutenção, da utilização, da natureza e da sua vizinhança. As negligências no atendimento integral dos programas definidos no manual de uso, operação e manutenção da edificação, bem como as ações anormais do meio ambiente, irão reduzir o tempo de vida útil, podendo este ficar menor que o prazo teórico calculado como vida útil de projeto.. 3.1.13 vida útil de projeto (VUP) período estimado de tempo para o qual um sistema é projetado, a fim de atender aos requisitos de desempenho estabelecidos nesta Norma, considerando o atendimento aos requisitos das normas aplicáveis e o estágio do conhecimento no momento do projeto, e supondo o atendimento da periodicidade e correta execução dos processos de manutenção especificados no respectivo manual de uso, operação e manutenção (a VUP não pode ser confundida com tempo de vida útil, durabilidade, prazo de garantia legal ou contratual) NOTA A VUP é uma estimativa teórica de tempo que compõe o tempo de vida útil. O tempo de VU pode ou não ser atingido em função da eficiência e registro das manutenções, de alterações no entorno da obra, fatores climáticos etc.. 3.2 Símbolos Aplicam-se os símbolos das ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 16055.. 4 Requisitos gerais de qualidade da estrutura e do projeto 4.1 Generalidades Tendo em vista as peculiaridades das paredes de concreto celular estrutural, a garantia da durabilidade deve ser estabelecida em projeto e fundamentada em critérios que observem a agressividade do ambiente e os mecanismos preponderantes de deterioração da armadura constantes na ABNT NBR 6118 à época de execução da estrutura, bem como os mecanismos de manutenção e proteção a serem adotados durante o período de vida útil de projeto (VUP). No caso de defasagem entre as datas de projeto e execução da estrutura, é obrigatória a atualização do projeto. Todas as paredes e lajes de cada ciclo construtivo da edificação devem ser moldadas, preferencialmente, em etapa única de concretagem, permitindo que, após a desforma, as paredes contenham em seu interior, vãos para portas e janelas, tubulações ou eletrodutos de instalações, elementos de fixação de coberturas e outros elementos específicos, conforme o caso. Como regra geral, somente podem ser embutidas em paredes de concreto celular estrutural as instalações não fluidas, devendo em quaisquer situações garantir o cobrimento adequado da armadura e da seção transversal compatível com os esforços solicitantes. No caso de laje, deve-se, adicionalmente, verificar a flecha (deslocamento vertical) e a admissibilidade da abertura ou formação de fissuras, conforme o caso. A aplicação desta Norma à parede e laje de concreto celular estrutural pré-moldada deve ser complementada pela ABNT NBR 9062.. 4/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(9) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 4.2 Requisitos de qualidade da estrutura Uma estrutura em concreto celular estrutural deve ser projetada de modo que: —— resista a todas as ações que produzam efeitos significativos sobre ela, tanto durante a construção quanto ao longo de sua vida útil; —— sob as condições ambientais existentes à época de projeto, e quando a estrutura for utilizada conforme preconizado em projeto, conservar sua segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida útil; —— contemple detalhes construtivos que possibilitem manter a estabilidade pelo tempo necessário à evacuação, quando da ocorrência de ações excepcionais localizadas previsíveis, conforme a ABNT NBR 6118.. 4.3 Requisitos de qualidade do projeto O projeto de uma estrutura em parede de concreto celular estrutural deve considerar o seguinte: —— sistema estrutural adequado à função desejada para a edificação; —— combinações de ações compatíveis e representativas; —— dimensionamento (ELU) e verificação (ELS) de todos os elementos estruturais e da estrutura como um todo, quando necessário; —— especificação de materiais de acordo com o dimensionamento e verificação efetuados; —— modulação coordenada conforme a ABNT NBR 15873. Os projetos de detalhes embutidos ou vazados, fôrmas e escoramentos devem ser validados pelo projetista da estrutura.. 4.4 Documentação do projeto estrutural de paredes de concreto celular estrutural O projeto estrutural deve apresentar desenhos e especificações. Estes documentos devem conter informações claras, corretas e consistentes entre si, tornando possível a execução da estrutura de acordo com os critérios adotados. O projeto estrutural deve conter plantas de forma das paredes e lajes, e elevação das paredes com as respectivas armaduras. Sempre que necessário, devem ser apresentados: localização de pontos de reforços, detalhes de amarração de parede com parede e posicionamento de juntas de controle ou movimentação. O projeto estrutural deve contemplar as etapas construtivas com as respectivas idades e resistências do concreto, tendo em vista a capacidade resistente das paredes e lajes de concreto celular estrutural na desforma. Antes do início da execução de qualquer parte da estrutura, as especificações de projeto devem estar completas e disponíveis. As especificações do projeto estrutural devem cumprir e fazer referência a esta Norma e, quando necessário às ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 16055. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 5/47.

(10) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. O memorial descritivo do projeto estrutural deve conter as seguintes caracterizações: —— do empreendimento e do local de implantação;. Projeto em Consulta Nacional. —— dos materiais e sistemas; —— das hipóteses de carregamento.. 4.5 Documentação da qualidade da estrutura de concreto celular estrutural A documentação da qualidade da estrutura deve ser elaborado pelo construtor, em comum acordo com os responsáveis técnicos pelas disciplinas envolvidas e com o plano da qualidade da obra (PQO) para a execução da estrutura de concreto celular estrutural. O plano de garantia da qualidade deve estar de acordo com os requisitos desta Norma. O PQO deve estar disponível no local da obra. Os resultados de controle de qualidade, no estado fresco do concreto celular estrutural, são parte do PQO e devem ser mantidos em obra. Podem ser validados pelo construtor ou seu representante, ouvido, formalmente e quando necessário, o projetista da estrutura, todos devidamente capacitados e habilitados.. 5 Critérios de projeto que visam à durabilidade 5.1 Generalidades Tendo em vista as peculiaridades das paredes de concreto celular estrutural, a garantia da durabilidade deve ser estabelecida em projeto, fundamentada em critérios que observem a agressividade do meio ambiente e os mecanismos preponderantes de deterioração da armadura constantes nesta Norma e nas ABNT NBR 6118 e ABNT NBR 16055 à época de execução da estrutura, bem como os mecanismos de manutenção e proteção a serem adotados durante o período de vida útil de projeto (VUP). No caso de defasagem entre as datas de projeto e execução da estrutura, é obrigatória a atualização do projeto. Para comprovação do atendimento aos requisitos mínimos, devem ser realizados os ensaios específicos, conforme as ABNT NBR 15575-1 e ABNT NBR 15575-2. Caso se constate que o tipo de concreto a ser utilizado não garanta a proteção das armaduras, deve ser adotado procedimento especial de proteção e conservação, como aplicação de revestimentos hidrofugantes e pinturas impermeabilizantes sobre as superfícies do concreto, revestimentos de argamassa, de cerâmica ou outros ou aplicação de inibidores de corrosão adicionados ao concreto. No caso de concreto aparente, devem ser adotadas medidas complementares na formulação do concreto celular estrutural que garantam a VUP pretendida.. 5.2 Formas arquitetônicas e estruturais Devem ser evitadas disposições arquitetônicas ou construtivas que possam reduzir a durabilidade da estrutura. Deve ser previsto em projeto o acesso para inspeção e manutenção de partes da edificação com vida útil inferior à vida útil da estrutura.. 6/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(11) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 5.3 Qualidade do concreto celular estrutural de cobrimento Atendidas as demais condições estabelecidas nesta seção, a durabilidade das estruturas depende em alto grau das características do concreto-base e da espessura e qualidade do concreto celular estrutural de cobrimento da armadura. Não é permitido o uso de aditivos contendo cloreto na sua composição em estruturas de concreto celular estrutural armado ou protendido.. 5.4 Cobrimento Para atender aos requisitos estabelecidos nesta Norma, o cobrimento mínimo da armadura é o menor valor existente ao longo de todo o elemento considerado, constituindo-se em critério de aceitação. Além do cobrimento nominal mínimo, devem ser tomadas medidas especiais para o aumento da proteção da armadura, se o concreto celular estrutural for submetido a agente agressivo (ambiente marinho ou agente químico), abrasão, alta ou baixa temperatura (acima ou abaixo da temperatura média do período de observação ± 15 °C), ou corrente elétrica. O projetista da estrutura, a fim de garantir a proteção da armadura face à agressividade ambiental, deve indicar procedimento especial de proteção e conservação. A execução de paredes de concreto celular estrutural moldadas no local deve atender aos requisitos de execução e controle de obra desta Norma. A Tabela 1 estabelece as classes de agressividade ambiental, conforme a ABNT NBR 6118. Tabela 1 – Classes de agressividade ambiental Classe de agressividade ambiental. Agressividade. Classificação geral do tipo de ambiente para efeito de projeto. Risco de deterioração da estrutura. I. Fraca. Rural. Insignificante. II. Moderada. Urbana a, b. Pequeno. III IV a. b. c. Marinha a. Forte. Industrial a, b. Muito forte. Industrial a, c Respingos de maré. Grande Elevado. Admite-se um microclima com uma classe de agressividade um nível acima (mais branda) para ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto celular estrutural revestido com argamassa e pintura). Admite-se uma classe de agressividade um nível acima (mais branda) em: obras em regiões de clima seco, com umidade relativa do ar menor ou igual a 65 % ou partes da estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos, ou regiões onde chova raramente. Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indústrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, indústrias químicas.. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 7/47.

(12) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Para garantir o cobrimento mínimo (Cmín), o projeto e a execução devem considerar o cobrimento nominal (Cnom), igual ao cobrimento mínimo, acrescido da tolerância de execução (Δc). Assim, as dimensões das armaduras e os espaçadores devem respeitar os cobrimentos nominais, estabelecidos na Tabela 4, para Δc = 10 mm (obras correntes).. Projeto em Consulta Nacional. Quando houver um controle adequado de qualidade e rígidos limites de tolerância da variabilidade das medidas durante a execução, pode ser adotado Δc = 5 mm, com a exigência de controle rigoroso explicitada no projeto estrutural. Permite-se, neste caso, a redução dos cobrimentos nominais, conforme a Tabela 4, em 5 mm. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície mais externa da armadura. O cobrimento nominal de uma determinada barra deve sempre atender a:. —— Cnom ≥ Øbarra —— Cnom ≥ Øfeixe onde ∅n = ∅ n n é o número de barras do feixe; Cnom ≥ 25 mm.. —— Cnom ≥ 25 mm A Tabela 2 estabelece a correspondência entre a qualidade do concreto-base e a classe de agressividade ambiental. Tabela 2 – Correspondência entre a qualidade do concreto-base e a classe de agressividade ambiental Concreto. Classe de agressividade ambiental – Conforme a Tabela 5. a. I. II. III. IV. Relação água/cimento em massa. ≤ 0,60. ≤ 0,55. ≤ 0,50. ≤ 0,45. Classe do concreto (ABNT NBR 8953). ≥ C20. ≥ C25. ≥ C30. ≥ C40. a. O concreto-base empregado na execução da estrutura deve atender aos requisitos estabelecidos na ABNT NBR 12655.. A Tabela 3 apresenta a correspondência entre a qualidade do concreto celular estrutural e a classe de agressividade ambiental. Tabela 3 – Correspondência entre qualidade do concreto celular estrutural e a classe de agressividade ambiental Classe de agressividade ambiental – Conforme a Tabela 5 a Número de pavimentos. I. II. III. IV. Até dois pavimentos. ≥5. ≥8. ≥ 12. ≥ 16. Até cinco pavimentos. ≥7. ≥ 10. ≥ 14. ≥ 18. Acima de cinco pavimentos. ≥9. ≥ 12. ≥ 16. ≥ 20. a. 8/47. fck ≥ 10 MPa para concreto celular estrutural em contato com o solo, além de proteção contra a penetração de umidade e ataque de agentes agressivos. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(13) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. A Tabela 4 mostra a correspondência entre cobrimento nominal e a classe de agressividade ambiental. Tabela 4 – Correspondência entre o cobrimento nominal para ∆c = 10 mm e a classe de agressividade ambiental Classe de agressividade ambiental – Conforme a Tabela 5 Componente ou elemento. I. II. III. IV. Cobrimento nominal mm. Laje a,b. 25. 30. 40. 50. Parede b, c, d. 30. 35. 45. 55. a. Para a face superior de lajes e vigas revestidas com argamassa de contrapiso, com revestimentos finais secos tipo carpete e madeira, com argamassa de revestimento e acabamento, como pisos de elevado desempenho, pisos cerâmicos, pisos asfálticos e outros, as exigências desta Tabela podem ser substituídos pelos de 7.4.7.5, respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm. Nas superfícies expostas a ambientes agressivos, como reservatórios, estações de tratamento de água e esgoto, condutos de esgoto, canaletas de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente agressivos, devem ser atendidos os cobrimentos da classe de agressividade IV. Em parede interna (sem contato com o ambiente externo ou solo), pode-se adotar o cobrimento nominal mínimo desta tabela, subtraído de 5 mm. No trecho das paredes em contato com o solo junto aos elementos de fundação, a armadura deve ter cobrimento nominal ≥ 50 mm.. b. c d. No caso do uso de armaduras com cobrimentos maiores que o especificado, fica a critério do projetista estrutural a prescrição de classe de agressividade ambiental imediatamente acima (mais branda), desde que se verifique o estado-limite de abertura ou de formação de fissuras, conforme o caso, em face eventualmente tracionada.. 6 Propriedades dos materiais 6.1 Concreto celular estrutural 6.1.1 O concreto-base, quando preparado em central deve estar conforme a ABNT NBR 7212, e quando produzido em obra, deve atender à ABNT NBR 12655. 6.1.2 A densidade do concreto base é obtida conforme a ABNT NBR 9833. A densidade de massa aparente no estado fresco do concreto celular estrutural é medida conforme a ABNT NBR 12644. NOTA. O concreto celular estrutural possui:. a). densidade no estado endurecido entre 1 400 kg/m3 e 2 000 kg/m3;. b). relação a/c menor ou igual a 0,6;. c). teor de ar incorporado menor ou igual a 37 %.. d). Na ausência de resultados experimentais, pode-se considerar: γs = γf – 80 (kg/m3). onde γs. é a densidade no estado endurecido;. γf. é a densidade no estado fresco. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 9/47.

(14) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 6.1.3 O controle tecnológico dos materiais constituintes do concreto celular estrutural deve atender aos requisitos da ABNT NBR 12644 e desta Norma.. Projeto em Consulta Nacional. 6.1.4 A caracterização do concreto celular estrutural e o ensaio de resistência à compressão, nas idades de controle, devem ser executados conforme a ABNT NBR 5739. Os ensaios de absorção de água e índice de vazios devem atender à ABNT NBR 9778. 6.1.5 A consistência do concreto celular estrutural deve ser especificada conforme os requisitos de dosagem, considerando as condições de produção, transporte e lançamento e, as especificações do projeto estrutural, constituindo encargo do responsável pela execução da obra.. 6.1.6 Recomenda-se o uso de cimentos com escória de alto forno e pozolanas para concretos suscetíveis à ação de cloretos, por propiciarem uma permeabilidade menor a cloretos, quando comparados a concretos de mesma relação aos produzidos com outros cimentos.. 6.1.7 O uso de aditivos deve atender à ABNT NBR 11768 e, em particular, à norma específica do concreto celular estrutural, que é a ABNT NBR 12644, bem como a esta Norma. 6.1.8 A especificação do concreto celular estrutural, atendendo às especificações do projeto estrutural e aos requisitos do responsável pela execução da obra, deve considerar: —— densidade de massa aparente máxima no estado fresco; —— resistência característica à compressão para retirada de cimbramento e desforma, compatíveis com o ciclo de produção; —— resistência característica à compressão e módulo de elasticidade aos 28 dias (fck); —— resistência característica à compressão e módulo de elasticidade em idades variadas, quando necessário; —— classe de agressividade ambiental do local de implantação da estrutura, conforme a Tabela 1. Na ausência de ensaios, podem ser empregados os seguintes valores estimados, conforme equações abaixo: ECS = 0, 037 1, 5 fck. onde Ecs é o módulo de elasticidade secante do concreto celular estrutural, expresso em megapascals (MPa); pc é a densidade aparente seca do concreto celular estrutural, expressa em quilogramas por metro cúbico (kg/m3); fck é a resistência característica do concreto celular estrutural à compressão, expresso em megapascals (MPa); Eci = ECS /α i onde Eci é o módulo de elasticidade inicial do concreto celular estrutural, expresso em megapascals (MPa); 10/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(15) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. α i = 0, 8 +. 0, 2 fck ≤1 80. ν = 0,20 onde ν 6.1.9. é o coeficiente de Poisson do concreto celular estrutural. Requisitos complementares podem ser solicitados pelo projetista da estrutura tais como:. —— o módulo de elasticidade (inicial) aos 28 dias e na idade de desforma de laje, quando for necessário; —— retração do concreto celular estrutural. Na ausência de resultados experimentais, pode-se adotar o valor estimado pela ABNT NBR 6118, conforme a seguinte equação: −1, 5 × 10 −3 × (Pc − 1 400) + 2, 0 ≥ 1,1 onde Pc é a densidade aparente seca do concreto celular estrutural, expresso em quilogramas por metro cúbico (kg/m3). NOTA Recomenda-se o uso de microfibras sintéticas AR (álcali resistente) para controle da fissuração por retração nas primeiras idades, conforme especificação do projeto estrutural.. —— deformação lenta do concreto celular estrutural. Na ausência de resultados experimentais, pode-se adotar o valor estimado pela ABNT NBR 6118; —— coeficiente de dilatação térmica do concreto celular estrutural; —— na ausência de resultados experimentais, pode-se adotar conforme a seguinte equação: 1,1 × 10 −5 °C. 6.2 Aço 6.2.1. Generalidades. A armadura em aço pode ser substituída parcial ou totalmente por macrofibras estruturais de desempenho comprovado. 6.2.2. Barras. Conforme a ABNT NBR 7480. 6.2.3. Tela soldada. Conforme a ABNT NBR 7481. 6.2.4. Treliças. Conforme a ABNT NBR 14859-3. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 11/47.

(16) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 7 Comportamento conjunto dos materiais. Projeto em Consulta Nacional. 7.1 Na ausência de ensaios que comprovem o cálculo da resistência de aderência (fbd) pela ABNT NBR 6118, considerar um coeficiente multiplicador adicional de fctd, conforme a seguinte equação: η4 = 5, 83 × 10 −4 × (ρc − 1 400) + 0, 75 ≥ 1,1. onde. 7.2. ρc é a densidade aparente seca do concreto celular estrutural, expressa em quilogramas por metro cúbico (kg/m3). O cálculo do comprimento da emenda por traspasse deve estar conforme a ABNT NBR 6118.. A armadura da laje deve ser predominantemente constituída por tela soldada ou material de desempenho equivalente. O uso de barra somente é permitido em caráter complementar e localizado. A emenda de telas soldadas por traspasse deve ter o comprimento mínimo de: a). armadura estrutural (necessária ao equilíbrio da seção): 2 malhas + 2 franjas;. b). armadura de distribuição: 1 malha + 2 franjas.. 8 Segurança e estados-limite Conforme a ABNT NBR 6118 e, complementarmente, a ABNT NBR 8681.. 9 Ações 9.1 Generalidades Considerar as ações preconizadas pelas ABNT NBR 6120, ABNT NBR 6123 e ABNT NBR 15421. Devem ser consideradas todas as combinações de ações laterais a que a estrutura possa ser submetida, inclusive cargas de desaprumo, de acordo com 9.2 e 9.3.. 9.2 Esforços solicitantes O cálculo dos esforços solicitantes deve ser realizado de acordo com os princípios da teoria das estruturas. As edificações com paredes de concreto celular estrutural devem ser contraventadas de tal forma que não ocorram grandes deslocamentos relativos entre o topo e a base da edificiação, respeitando-se os limites estabelecidos na ABNT NBR 6118. Admite-se esta condição atendida quando: —— a estabilidade lateral dos componentes e do conjunto estrutural é garantida pela disposição de paredes resistentes em direções ortogonais ou proximamente ortogonais. A ligação entre parede e laje deve ser assegurada, de modo a reduzir a esbeltez da parede; —— sob cargas verticais, permite-se o cálculo das reações da laje na parede pelo método das charneiras plásticas; —— a laje é projetada, estruturalmente, como solidária com as paredes resistentes e funciona como diafragma rígido, de modo a transferir a estas os esforços horizontais. 12/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(17) 9.3 Cargas verticais nas paredes O carregamento gravitacional das paredes deve considerar todas as cargas atuantes sobre ela, de acordo com a ABNT NBR 6120. Considera-se que estas cargas atuem paralelamente ao plano médio das paredes, considerando as solicitações de compressão e flexão, podendo seus esforços característicos ser obtidos em regime elástico, obedecidas as premissas de 14.2. 9.3.1. Cargas linearmente distribuídas. As cargas gravitacionais são admitidas linearmente distribuídas e aplicadas nas paredes, que podem ser tratadas como elementos planos. Como regra geral, as cargas assumem um caminhamento inclinado ao longo das paredes, propagando-se inclusive entre paredes contíguas, mesmo que não coplanares, segundo o ângulo de 45 %. Nesta condição, recomenda-se a verificação das tensões de cisalhamento no encontro entre paredes. A não consideração dessa distribuição de cargas conduz, em geral, a algumas paredes e respectivas fundações subsolicitadas. 9.3.2. Cargas concentradas ou parcialmente distribuídas. Nas paredes estruturais, uma carga concentrada ou parcialmente distribuída pode ser suposta propagada uniformemente em seções horizontais limitadas por um dos planos inclinados a 45° com a vertical e passando pelo ponto de aplicação de carga ou pelas extremidades do trecho de aplicação. Deve-se verificar a interferência entre cargas próximas conforme a Figura 1. A tensão de contato deve ser verificada conforme 14.7. h. h. h. 45° 45°. h. 45°. 45°. h. Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Figura 1 – Cargas concentradas ou parcialmente distribuídas 9.3.3. Distribuição de cargas devidas à abertura. Nas seções horizontais acima e abaixo da abertura, a distribuição da carga deve excluir as zonas limitadas por planos inclinados a 45°, tangentes às bordas da abertura. A verificação estrutural destas regiões deve ser realizada conforme 14.8.. 9.4 Ações ortogonais ao plano da parede As ações horizontais que devem ser consideradas são as originadas pelo vento, pelo desaprumo e por sismo quando requerido pela ABNT NBR 15421, não se prescindindo das demais ações que, na avaliação do projetista da estrutura, possam produzir esforços relevantes. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 13/47.

(18) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Atender à ABNT NBR 6118 sobre a superposição ou não das ações do vento, desaprumo e sismo. A verificação estrutural deve considerar as seguintes ações (cargas) conforme 9.4.1 a 9.4.3.. Projeto em Consulta Nacional. 9.4.1. Ação do vento. Conforme a ABNT NBR 6123. 9.4.2. Desaprumo. Para edificações de vários andares, deve ser considerado o desaprumo global através do ângulo de desaprumo θ, conforme a seguinte equação: 1 θ= 170 H onde θ. é o ângulo de desaprumo, expresso em radianos (rad);. H. é a altura da edificação acima do nível do solo, expressa em metros (m).. 9.4.3. Sismo. Conforme a ABNT NBR 15421.. 9.5 Comportamento do conjunto parede-transição O modelo de análise estrutural das edificações de paredes com vigas-baldrame (apoiadas em blocos de coroamento de estacas) ou vigas de transição deve considerar a interação parede-viga (efeito arco).. 9.6 Interação entre fundação e estrutura Em situações especiais, verificar a necessidade de considerar a interação solo-estrutura. Os parâmetros geotécnicos adotados devem ser definidos por especialista. Na maioria dos casos, a hipótese de Winkler é satisfatória.. 9.7 Coeficientes de ponderação dos esforços Os coeficientes de ponderação dos esforços devem ser determinados conforme a ABNT NBR 6118 e, complementarmente, a ABNT NBR 8681, quanto às combinações para o estado-limite último (ELU) e estados-limite de serviço (ELS).. 10 Resistências Cabe ao projetista estrutural especificar a resistência característica à compressão do concreto celular estrutural (fck), que deve ser adotada em atendimento aos esforços, critérios de durabilidade e tensões em paredes (de concreto celular estrutural) e lajes.. 11 Limites para dimensões, deslocamentos e aberturas de fissuras 11.1 Dimensões mínimas A espessura mínima das paredes com altura de até 3 m deve ser de 10 cm. Para paredes com alturas maiores, a espessura mínima deve ser λ e , com λe obtido de acordo com o disposto em 14.2. 30. 14/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(19) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. Os demais limites para as situações de serviço, inclusive deslocamentos, formação ou abertura de fissuras (a fim de garantir a durabilidade) e outros, com exceção de critérios específicos, baseados em ensaios, devem atender à ABNT NBR 6118.. 11.2 Juntas de trabalho 11.2.1 Juntas de controle verticais Para prevenir o aparecimento de fissuras, deve ser analisada a necessidade da colocação de juntas verticais. NOTA A fissuração da parede pode ocorrer por variação de temperatura, retração ou variação brusca de carregamento, altura ou espessura da parede.. Para parede contida em um único plano e na ausência de uma avaliação precisa de condições específicas, pode ser necessário dispor juntas verticais de controle. O espaçamento máximo entre juntas deve ser determinado com dados de ensaios específicos. Na falta destes ensaios, pode-se adotar a distância máxima de 6 m entre juntas verticais de controle para paredes internas e externas. As juntas podem ser passantes ou não passantes, pré-formadas ou serradas. 11.2.2 Junta de controle horizontal Em face da deformação volumétrica da última laje, deve-se dispor uma junta de controle horizontal entre o topo da parede e a face inferior desta laje. 11.2.3 Juntas de movimentação Sempre que a deformação por efeito da retração ou variação da temperatura puder comprometer a integridade do conjunto, recomenda-se o uso de juntas de movimentação, como estabelecido a seguir: —— a cada 16 m da estrutura em planta. Este limite pode ser alterado com base em avaliação mais precisa dos efeitos da retração ou variação da temperatura sobre a estrutura. —— nas variações bruscas de carregamento, altura ou espessura da parede.. 11.3 Instalações As tubulações verticais de instalações podem ser embutidas nas paredes estruturais, desde que prevaleçam simultaneamente as seguintes condições: —— o cobrimento adequado da armadura e seção transversal líquida suficiente para resistir aos esforços solicitantes esteja garantido; —— a manutenção das instalações não cause quaisquer danos à parede estrutural; —— o diâmetro da tubulação não ultrapasse o menor valor entre 50 mm e 50 % da espessura da parede, com armadura de reforço (tela soldada) de um só lado ou em ambos os lados da tubulação, para parede armada com uma só tela ou com tela dupla, respectivamente. A armadura de reforço deve prolongar-se de no mínimo 50 cm para cada lado a partir do eixo da tubulação; —— o espaçamento mínimo entre tubulações verticais seja de duas vezes a espessura da parede;. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 15/47.

(20) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. —— não haja contato entre tubos metálicos e armaduras, possibilitando a corrosão galvânica; —— a diferença de temperatura no contato entre a tubulação e o concreto celular estrutural não ultrapasse 15 °C;. Projeto em Consulta Nacional. —— a pressão interna na tubulação seja inferior a 0,3 MPa. Não é permitido o embutimento de tubulações verticais no encontro de paredes. Este embutimento somente pode ocorrer a uma distância do encontro de paredes superior a uma vez e meia a espessura da parede. O trecho de parede com embutimento de tubulações horizontais deve ser considerado não estrutural. Este trecho de parede deve ser estruturalmente isolado das paredes estruturais contíguas e do fundo de laje ou viga acima.. 12 Análise estrutural 12.1 Objetivos da análise estrutural A análise estrutural deve permitir a obtenção dos esforços internos, tensões, deslocamentos e deformações em um elemento ou em toda a estrutura, de modo que os estados-limite de serviço e último possam ser corretamente verificados.. 12.2 Premissas da análise estrutural A análise da estrutura deve ser realizada considerando o equilíbrio de cada um dos seus elementos e da estrutura como um todo. O caminho descrito pelas ações, verticais ou horizontais, deve estar claramente definido desde o seu ponto de aplicação até a fundação. Deve-se contemplar nesta análise as interferências com os outros subsistemas (aberturas, instalações e outros).. 12.3 Hipóteses básicas É considerada válida para obtenção dos esforços solicitantes, a análise elástica linear e a análise das situações de serviço (ELS). Devem ser utilizadas as combinações de ações conforme a ABNT NBR 6118 e, complementarmente, a ABNT NBR 8681. Para análise das situações de estado-limite último (ELU), ou na falta de modelo mais preciso, admite-se a utilização dos esforços solicitantes obtidos pela análise linear. A parede componente do sistema estrutural de contraventamento pode ser representada por elemento linear, desde que seja considerada, além da deformação por flexão, a deformação por cisalhamento. A interação de paredes que se interceptam deve ser incluída no modelo, representando de forma adequada a eventual distinção entre a posição do centro de gravidade e do centro de cisalhamento da seção transversal composta (T, L, C etc).. 12.4 Premissas básicas de concepção do projeto As estruturas em paredes de concreto celular estrutural projetadas e construídas de acordo com esta Norma devem atender às seguintes premissas básicas: —— comprimento da parede maior ou igual a dez vezes a sua espessura (para caracterizar o elemento de parede), caso contrário devem ser dimensionados como pilar-parede; 16/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(21) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. —— espessura da parede maior ou igual a 10 cm, observadas as limitações previstas em 12.1; —— resistência característica à compressão mínima do concreto celular estrutural (fck) conforme a Tabela 6, atendendo aos demais requisitos de durabilidade em função da classe de agressividade ambiental; —— consideração dos esforços causados pelas restrições aos efeitos da variação volumétrica (retração, temperatura etc); —— análise dos esforços de torção, quando o centro de torção não coincidir com o centro de gravidade, e o modelo de análise não considerar intrinsecamente estes esforços de torção. Paredes predominantemente comprimidas (excentricidade de carga menor que t/10; onde t é a espessura da parede sem revestimento) podem ser tratadas pelo critério simplificado de dimensionamento desta Norma.. 13 Instabilidade e efeitos de segunda ordem 13.1 Instabilidade global Conforme a ABNT NBR 6118.. 13.2 Instabilidade local Conforme a ABNT NBR 6118.. 13.3 Instabilidade localizada Conforme a ABNT NBR 6118.. 14 Dimensionamento, verificação estrutural e detalhamento 14.1 Generalidades 14.1.1 Os procedimentos de dimensionamento, verificação da segurança estrutural e detalhamento do projeto desta Norma devem ser complementados pelas ABNT NBR 16055 e ABNT NBR 6118. 14.1.2 Devem ser previstas armaduras de ligação entre os elementos: parede x parede e parede x fundação, com área mínima especificada conforme 14.3. 14.1.3 Para aberturas, deve ser seguido o descrito em 14.8. 14.1.4 As paredes devem ser construídas monoliticamente e com armadura de ligação entre si, observada a armadura mínima estabelecida conforme 14.3, na ligação parede com parede em todas as suas bordas. Qualquer elemento pré-moldado (laje, escada e outros) não pode penetrar na parede, reduzindo a sua seção, devendo ser consolidado com esta, a fim de preservar o efeito de diafragma rígido e garantir a continuidade das paredes. 14.1.5 As paredes devem ter extremidades com travamento de no mínimo três vezes a sua espessura. Também há necessidade de travamento sempre que o comprimento da parede entre os travamentos ultrapassar duas vezes a sua altura geométrica. Na impossibilidade deste travamento, a parede deve ser verificada adicionalmente como pilar-parede, conforme a ABNT NBR 6118. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 17/47.

(22) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 14.1.6 As paredes que não estiverem continuamente apoiadas em outro elemento (parede inferior, viga de transição ou fundação contínua) devem ter esta região não apoiada analisada como viga-parede. 14.1.7 O projeto estrutural da laje deve atender à ABNT NBR 6118.. Projeto em Consulta Nacional. 14.1.8 Não é permitida a abertura de paredes ou sua remoção sem prévia consulta formal ao projetista da estrutura. Esta observação deve constar no projeto da estrutura e no manual de uso, operação e manutenção da edificação.. 14.2 Premissas básicas de dimensionamento O dimensionamento das estruturas de paredes de concreto celular estrutural deve atender às seguintes premissas básicas: —— trechos de parede com comprimento menor que dez vezes a sua espessura devem ser dimensionados como pilar-parede; —— paredes devem ser dimensionadas à flexocompressão para os esforços atuantes, considerando-se, a excentricidade mínima de 1,5 cm + 0,03 t, onde t. é a espessura da parede sem revestimento, expressa em centímetros, (cm).. —— comprimento equivalente da parede (λe), de acordo com a Figura 2.. . Topo. Topo. b. b. e = . . e =. . 1 + (β/3)2. ≥ 0,3 . β = /b Base. Base. Topo. e = . b. . 1 + β2. e = . 2β. Base. Topo. β = /b. se β ≤ 1. se β > 1. . b. e = 2b ≤ . Base. Figura 2 – Comprimento equivalente λe. 14.2.1 Não considerar a contribuição da armadura comprimida no dimensionamento. 14.2.2 Quando da utilização de armaduras iguais em ambas as faces, para t < 15 cm. onde t 18/47. é a espessura da parede sem revestimento, expressa em centímetros, (cm). NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(23) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. A armadura vertical considerada deve ser de 50 % da seção total de armadura (armadura de apenas uma das faces). Para t ≥ 15 cm, permite-se a consideração de 67 % da seção total de armadura, devido à maior eficiência destas armaduras em paredes mais espessas.. 14.3 Armadura mínima 14.3.1 Seção de aço 14.3.1.1 Devem ser utilizados os aços definidos em 7.2 ou material de desempenho equivalente. 14.3.1.2 A seção mínima de aço das armaduras verticais, obtidas com aço CA-50 ou CA-60, deve corresponder a no mínimo 0,09 % da seção da parede. Para construções de até dois pavimentos, permite-se a utilização de armadura mínima equivalente a 67 % deste valor. 14.3.1.3 A seção mínima de aço das armaduras horizontais deve corresponder a 0,15 % da seção da parede. No caso de paredes externas com até 6 m de comprimento horizontal entre juntas de controle ou paredes internas de qualquer comprimento, permite-se a utilização de armadura mínima equivalente a 60 % deste valor. Para construções de até dois pavimentos, permite-se a utilização de armadura mínima de 40 % deste valor. 14.3.1.4 A armadura de ligação nos encontros de paredes deve observar o mínimo estabelecido para a armadura horizontal. Na continuidade das paredes entre pavimentos deve ser respeitada a armadura mínima vertical. 14.3.1.5 No caso de utilização de armaduras em ambas as faces, para t < 15 cm, a armadura mínima vertical deve ser aplicada a cada uma das faces. Para t ≥ 15 cm, permite-se, neste contexto, a utilização de 67 % desta armadura em cada uma das faces, devido à maior eficiência destas armaduras para paredes mais espessas. Na direção horizontal, a armadura total mínima permanece inalterada. 14.3.2 Espaçamento entre barras de aço O espaçamento máximo entre as barras das armaduras vertical e horizontal não pode ser maior que duas vezes a espessura da parede, respeitado o máximo absoluto de 30 cm. 14.3.3 Armadura no plano médio ou em ambas as faces A parede pode conter armadura apenas em seu plano médio. Para espessura de parede (sem revestimento) superior a 15 cm ou em parede sujeita a choque de veículos, devem ser dispostas armaduras em ambas as faces.. 14.4 Reforços horizontais Sempre que as paredes tiverem a borda superior livre, ou borda inferior parcialmente livre, deve existir armadura horizontal com valor mínimo de 0,5 cm2, em toda a sua extensão, disposta junto à borda livre, ou parcialmente livre, a uma distância de no máximo o dobro da espessura da parede. Todas as aberturas com dimensão horizontal maior que o dobro da espessura da parede (sem revestimento) devem ser reforçadas com armaduras horizontais próximas às bordas superior e inferior da abertura, sendo a seção da armadura determinada por modelo elástico ou biela-tirante, respeitando o mínimo de 0,5 cm2 em cada borda. A armadura deve ter comprimento igual ao maior entre o vão da abertura, acrescido de 1/8 do vão, ou ao comprimento de ancoragem correspondente para cada lado. Pode-se, alternativamente, utilizar o dimensionamento proposto conforme 14.8, ou tratar os trechos de parede localizados sobre/sob aberturas como elementos fletidos que aporticam as paredes contíguas às aberturas. Neste caso, as armaduras de flexão destes elementos, determinadas com base nas cargas verticais e horizontais, devem ser perfeitamente ancoradas nas paredes contíguas à abertura. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 19/47.

(24) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 14.5 Resistência-limite sob solicitação normal 14.5.1 Resistência de cálculo sob solicitação normal de compressão. Projeto em Consulta Nacional. A resistência de cálculo deve ser determinada conforme a equação a seguir, considerando a minoração referente à instabilidade da Seção 13, com as excentricidades previstas conforme em 4.2. nd ,resist =. (0, 85fcd + ρ ⋅ fscd ) ⋅ t (0, 85fcd + ρ ⋅ fscd ) ⋅ t ≤ ≤ 0, 4fcd ⋅ t k1 [1 + 3 ⋅ k2 (2 − k2 )] 1, 643. onde nd,resist . é a força normal resistente de cálculo, por unidade de comprimento, admitida no plano médio da parede;. ρ . é a taxa geométrica da armadura vertical da parede, não superior a 1 %;. t . é a espessura da parede (sem revestimento);. sendo fscd = ES ⋅ 0,002/γs γc = 1,4 ⋅ 1,2 = 1,68 Para: 35 < λ < 86 ⇒ k1 = λ /35, k2 = 0 Para: 86 < λ < 120 ⇒ k1 = λ /35, k2 =. λ − 86 35. 14.5.2 Verificação à compressão. O dimensionamento é atendido quando a força normal solicitante de cálculo por metro linear obtido pela análise estrutural for inferior à força normal resistente de cálculo dada em 14.5.1, em todos os trechos de cada parede. Considerando que todos os casos e combinações de carregamento relevantes estão contemplados, para cada trecho de parede a ser verificado e para cada caso ou combinação considerada, permite-se considerar que a segurança no estado-limite último seja atendida quando: nd ,resist ≥. 3 ⋅ nd ,máx . + nd ,m ín. 4. onde nd,máx. . é o maior valor da força normal por unidade de comprimento, para o carregamento considerado, no trecho escolhido;. nd,mín. . é o menor valor da força normal por unidade de comprimento, para o carregamento considerado, no trecho escolhido.. Os valores representados por nd,máx. e nd,mín. devem corresponder aos esforços das seções dos extremos do trecho considerado, sendo que, ao longo de toda a extensão deste trecho, os sinais destes valores se mantêm constantes, conforme a Figura.3. No caso de tração, adota-se nd,mín. igual a zero. 20/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(25) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016 Diagrama a considerar. Compressão. Tração Diagrama real. Figura 3 – Diagrama dos esforços de compressão 14.5.3 Dimensionamento à tração devido a momentos no plano da parede A força total de tração é resultante da integração do bloco de tensões e ocorre devido a momentos no plano da parede. Para efeito de dimensionamento à tração, devem ser consideradas todas as combinações de carregamento em cada trecho da parede. Na falta de método mais preciso, permite-se utilizar a expressão conforme 14.5.2 em todo o trecho tracionado.. 14.6 Dimensionamento ao cisalhamento 14.6.1 Forças convencionais de cisalhamento O esforço solicitante total horizontal em uma direção é distribuído por todas as almas das paredes resistentes na mesma direção. Em nenhum caso pode-se considerar a mesa ou flange parcial ou totalmente. O esforço solicitante deve ser obtido considerando-se todas as combinações de carregamento relevantes. 14.6.2 Verificação da resistência A força cortante solicitante de cálculo (Vd) não pode superar a força resistente de cálculo (Fvd) da equação a seguir: Vd ≤ Fvd Fvd = 0, 3fct ,d (1 + 3σcmd /fck ). ∑ (t.I ); com (1 + 3σcmd /f ) ≤ 2 ck. Sendo fct ,d =. 0, 21(fck )2/3 γc. onde σcmd. é a tensão média de cálculo no concreto celular estrutural comprimido, expressa em megapascals (MPa);. t. é a largura (sem revestimento) de cada trecho que compõe uma mesma parede, tomado sempre na direção do esforço cortante, expressa em metros (m);. l. é o comprimento de cada trecho que compõe uma mesma parede, tomado sempre na direção do esforço cortante, expresso em metros (m); NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 21/47.

(26) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. fck. é a resistência característica à compressão do concreto celular estrutural, expressa em megapascals (MPa).. 14.6.3 Armadura de cisalhamento. Projeto em Consulta Nacional. Caso a condição Vd ≤ Fvd não seja atendida, deve-se armar a parede ao cisalhamento com armaduras dadas pelas seguintes equações: Ash / S Ash / S = Vd / Fyd ASV / S = (Vd – nd / 2)/Fyd. onde vd é a força cortante por unidade de comprimento; nd é a compressão por unidade de comprimento no mesmo trecho de parede.. 14.7 Dimensionamento devido a cargas localizadas A tensão de contato provocada por elementos não contínuos não pode superar o valor de σcont,d dado pela equação: σcont,d ≤ 0,85 fcd. 14.8 Dimensionamento ao redor das aberturas 14.8.1 Região de influência. 0,75 av. Para uma abertura de dimensão horizontal ah e dimensão vertical av, deve ser considerada uma região de influência de 0,5 ah de cada lado, horizontalmente, e de 0,75 av acima e abaixo, verticalmente. No caso de existirem aberturas na mesma parede elas devem estar espaçadas em no mínimo ah, conforme a Figura 4. Caso contrário, o trecho entre as aberturas deve ser dimensionado como pilar-parede.. 0,75 av. av. ≥ ah. ah/2. ah. ah/2. Figura 4 – Distribuição horizontal de aberturas em uma parede Estão dispensadas de quaisquer verificações e reforços, furos ou aberturas com dimensão máxima não superior ao dobro da espessura da parede. Furos e aberturas consecutivos devem ter um espaçamento livre entre eles de no mínimo quatro vezes a espessura da parede. 22/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(27) 14.8.2 Limitação de tensão no concreto celular estrutural 14.8.2.1 Definição da distância de influência. av. 2dv. A distância de influência dv é o valor da distância a partir do qual as tensões podem ser consideradas uniformes ao longo de toda a parede, sem a influência da abertura. Este valor aparece entre uma abertura e uma estrutura de apoio fixa (viga-baldrame ou de transição). Entre duas aberturas consecutivas verticalmente, deve ser considerada a abertura uniformizada a partir da distância 2dv, conforme a Figura 5.. dv. Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. ah VB ou VT. Legenda VB viga-baldrame VT viga de transição. Figura 5 – Distância vertical de influência entre duas aberturas 14.8.2.2 Definição do coeficiente Kab O coeficiente Kab indica a parcela de carga que se desvia sob a abertura. Este desvio é nulo para aberturas contínuas (dv = 0) e é total para dv = 0,75 ah. Os valores de Kab são fornecidos pelas seguintes equações: Dv ≥ 0, 75ah ⇒ K ab = 0,15αv 2 sendo. αv 2 = 1 −. fck 250. onde fck é a resistência característica do concreto celular estrutural, expresso em megapascals (MPa). Para dv < 0,75 ah, interpolar no gráfico da Figura 6, com K1 e K2 conforme descrito em 14.5.1.. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 23/47.

(28) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016 Kab. Projeto em Consulta Nacional. 0,85 k1 [1 + 3 k2 (2 - k2)]. 0,15 α v2. 0,75. dv /a h. Figura 6 – Diagrama para interpolação linear de Kab. 14.8.2.3 Definição do esforço solicitante. O esforço solicitante a considerar é a maior resultante vertical obtida pela análise estrutural, que deve, obrigatoriamente, considerar as aberturas. Toma-se a maior entre as duas resultantes R1 e R2 obtidas pela integração das tensões normais atuantes em uma região não menor que ah/2 de cada lado da abertura, conforme a Figura 7. ah/2. ah. R1. ah/2. R2. Figura 7 – Esforço vertical solicitante na vizinhança da abertura. 14.8.2.4 Verificação. A verificação deve ser realizada pela seguinte equação: Rd,máx. ≤ Kab ∙ fcd ∙ t ∙ ah onde Rd,máx.. 24/47. é o maior entre R1 e R2 da Figura 7, majorando de γf.. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(29) 14.8.3 Armadura de reforço ao redor das aberturas 14.8.3.1 Distribuição. av/2. av. lb ou. av/2. As armaduras de reforço ao redor das aberturas devem ser distribuídas em faixas superior (função verga) e inferior (função contraverga), ultrapassando os limites do vão de ah/2 e devem ter como comprimento mínimo, além da abertura, o maior valor entre os comprimentos, conforme a Figura 8. av/2 + 10 ∅. Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. lb ou. ah/2 + 10 ∅. ah/2. ah. ah/2. sendo (ah/2 + 10Ø) ou λb,nec onde Ø. é o diametro da barra;. λb,nec é o comprimento de ancoragem necessário. Figura 8 – Comprimento das armaduras de reforço 14.8.3.2 Armaduras A armadura horizontal é composta de duas parcelas: a). armadura dimensionada para função verga, e. b). armadura necessária para equilibrar o desvio da força vertical.. Determinação das cargas para dimensionamento da função verga, conforme a Figura 9.. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 25/47.

(30) ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. h/2. a. h/2. °. 45. h - Altura da verga. Verga. 45. °. Laje. 45°. 45°. Projeto em Consulta Nacional. Laje. h - Altura da verga. Verga a. h/2. l - Vão da viga. h/2. l - Vão da viga. Figura 9 – Carga em verga. Armadura necessária para equilibrar o desvio da força vertical, conforme a equação seguir: ∆As /h ≥. Rd ,máx. dv ⋅ 2 ⋅ fyd 0, 75 ⋅ ah. sendo dv ≤ 0,75 ah. onde dv. é a distância a partir da qual as tensões podem ser consideradas uniformes ao longo de toda a parede, sem influência da abertura, conforme 14.8.2.1;. Rd,máx. é o maior entre R1 e R2, conforme a Figura 7, majorando γf.. Na parte inferior da abertura, como contraverga, deve-se prever no mínimo uma armadura igual a ∆As/h.. A armadura vertical, de cada lado da abertura, é obtida pela seguinte equação: As /v ≥ s. 2 ⋅ Rd ,máx. − K ab ⋅ fcd ⋅ t ah fyd. sendo dv ≤ 0,75 ah. onde dv. é a distância a partir da qual as tensões podem ser consideradas uniformes ao longo de toda parede, sem influência da abertura, conforme 14.8.2.1;. Rd,máx. é o maior dentre R1 e R2, conforme a Figura 7, majorando γf.. 26/47. NÃO TEM VALOR NORMATIVO.

(31) Projeto em Consulta Nacional. ABNT/CEE-185 PROJETO ABNT NBR 16569 SET 2016. 15 Projeto estrutural da laje A análise estrutural, o dimensionamento (verificação da segurança no ELU), as verificações no ELS e o detalhamento de lajes de concreto celular seguem as prescrições da ABNT NBR 6118, considerando, adicionalmente, os requisitos de detalhamento da Seção 8.. 16 Dano acidental e colapso progressivo 16.1 Disposições gerais As prescrições a seguir apresentadas têm como objetivos principais: a). evitar ou reduzir a probabilidade da ocorrência de danos acidentais em elementos da estrutura;. b). evitar colapsos progressivos de parte significativa da estrutura no caso da ocorrência de danos acidentais;. c). para tanto, devem ser realizadas pelo menos as verificações conforme 16.2 e 16.3.. 16.2 Danos acidentais 16.2.1 Danos diversos Elementos estruturais sujeitos a quaisquer ações fora do conjunto que normalmente é considerado para as estruturas de paredes de concreto celular estrutural devem ser tratados de forma cuidadosa e específica, e devem receber basicamente três tipos de cuidados, que muitas vezes podem ser superpostos: a). proteção contra a atuação das ações excepcionais através de estruturas auxiliares;. b). reforço com armaduras construtivas para aumentar a ductilidade;. c). consideração da possibilidade de ruptura de um elemento, computando-se o efeito desta ocorrência nos elementos estruturais remanescentes.. 16.2.2 Impactos de veículos e equipamentos Precauções especiais devem ser tomadas em relação às paredes para as quais não seja desprezível a possibilidade de choques provocados por veículos ou equipamentos que estejam se deslocando próximo à estrutura. Nos casos de elementos que possam ser submetidos a impactos significativos, recomenda-se a adoção de estruturas auxiliares que possam impedir a incidência destes impactos. Quando estruturas auxiliares que previnem os danos acidentais não puderem ser utilizadas de forma confiável, as seguintes providências devem ser tomadas, simultaneamente: a). os elementos sob risco devem ser reforçados, utilizando-se armaduras com uma taxa mínima igual ao dobro da armadura mínima preconizada, conforme 14.3;. b). as lajes dos pavimentos e os elementos estruturais adjacentes devem ser dimensionados e detalhados de forma que os elementos passíveis de danos estruturais possam ser retirados da estrutura, um de cada vez, com coeficientes de segurança reduzidos conforme 16.3.2, sem que outros elementos do sistema estrutural atinjam o ELU. NÃO TEM VALOR NORMATIVO. 27/47.

Referências

Documentos relacionados

Da mesma forma, apesar de não poder ser feita uma recomendação específica sobre o período de tempo para administração subsequente de uma dose de enoxaparina após a remoção de

Esta oferta não corresponde, na maior parte dos casos, a disciplinas que fazem parte dos currículos escolares (aí predominam o francês, o espanhol e o alemão) mas permite que

Essa vertente linguística permi te que se pense no discurso como fator histórico, ideológico e socialmente construído e, no sujeito, como construção histórica e

A Unidade de Cuidados na Comunidade de Castelo Branco, adiante designada por UCCCB, é uma unidade elementar de prestação de cuidados de saúde, apoio

Hoje a leitura tem por objetivo formar o leitor, para tanto é necessário conceber “a leitura não como o resultado satisfatório do processo de letramento

Todas as modificações elencadas não se darão sem a “ação consciente e deliberada de órgãos centrais de decisão” (tradução nossa, FUR- TADO (1972 [1966], p. Fi- nalmente,

Antonello e Azevedo (2011) destacam outros autores que aprofundam a compreensão da AO como processo cultural, que são Weick e Westtey (2004) e também Gergen (1985) que

20 da Constituição, que durante o processo constituinte foi decidido não permitir a incidência do ICMS sobre petróleo no estado de origem — isto é, no estado