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Relatório Final de Estágio

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Academic year: 2022

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Relatório Final de Estágio

Estágio Profissionalizante do 6º Ano do MIM

Ano letivo 2020/2021

Identificação:

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Agradecimentos

Agradeço, em primeiro lugar, à minha mãe e avó, por todo o apoio e amor que me oferecem diariamente, tão fundamentais na conclusão desta etapa.

Ao meu pai que, mesmo já não estando presente, foi um impulsionador desta minha conquista. Sei que estás orgulhoso.

À minha afilhada, que é tão parecida comigo, pela alegria que é tê-la na minha vida.

À minha restante família e amigos, por acreditarem em mim e por todas as palavras encorajadoras que me dão.

Aos meus colegas, companheiros de aulas, estudo e estágios, com quem tanto aprendi e partilhei.

Ao Prof. Doutor Bruno Heleno, pela orientação na elaboração deste relatório.

Por fim, a todos os professores, médicos e restantes profissionais, com quem tive o privilégio de contactar e aprender, que fizeram parte desta etapa tão importante da minha vida e que contribuíram para a minha formação enquanto futura médica.

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Índice

1. Introdução ……….. 4

2. Corpo de Trabalho ………. 4

2.1. Estágio Parcelar de Medicina ……….. 4

2.2. Estágio Parcelar de Cirurgia ……….. 5

2.3. Estágio Parcelar de Pediatria ……… 6

2.4. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia ……….. 7

2.5. Estágio Parcelar de Saúde Mental ………. 7

2.6. Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar ………... 8

2.7. Elementos Valorativos ……….. 9

3. Reflexão Crítica Final ..……….. 9

4. Anexos ………. 12

4.1. Objetivos pessoais e específicos de aprendizagem definidos para cada estágio parcelar …… 12

4.2. Pontos positivos e negativos de cada estágio parcelar ………. 14

4.3. Certificado do workshop “Alterações do equilíbrio ácido-base” ………. 20

4.4. Certificado do workshop “Decisões de fim de vida” ………. 21

4.5. Certificado Sessões Simulação ………. 22

4.6. Certificado curso TEAM ………. 23

4.7. Certificado webinar “World Pancreatic Cancer Day” ……… 24

4.8. Certificado evento “Hérnias na Pediatria” ……… 25

4.9. Certificado workshop “Procriação Medicamente Assistida” ……… 26

4.10. Certificado palestra “Medicina Humanitária” ………. 27

4.11. Certificado palestra “Mindfulness for Development of Emotional Intelligence” ……….. 28

4.12. Certificado curso “Foundations of Lifestyle Medicine Board Review” ……….. 29

4.13. Certificado evento “Médicos pelo Mundo” ………. 30

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1. Introdução

O Estágio Profissionalizante do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM), da Nova Medical School, é uma unidade curricular (UC) composta por seis estágios parcelares: o estágio parcelar de Medicina, o estágio parcelar de Cirurgia, o estágio parcelar de Pediatria, o estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia, o estágio parcelar de Saúde Mental e o estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar.

Os estágios parcelares têm como propósito serem estágios práticos, de características profissionalizantes, em que nós, como alunos, somos integrados numa equipa médica, em variados contextos (hospitalar, comunitário e centro de saúde), e tutelados por um docente da equipa, devendo desempenhar, ao longo do estágio, as múltiplas tarefas que o médico da especialidade desempenha no seu dia a dia de prática clínica, e aplicar, na execução das mesmas, os conhecimentos, gestos e atitudes que fomos adquirindo ao longo dos últimos 5 anos em Medicina, desenvolvendo progressivamente confiança, autonomia, responsabilidade e capacidades de atuação, decisão e liderança.

Para além do Estágio Profissionalizante, o 6º ano é composto por uma UC opcional que, no meu caso, foi Medicina de Emergência e Catástrofe.

Durante o ano podem ainda ser realizadas outras atividades com interesse para o currículo e aprendizagem pessoal enquanto futura médica, sendo estas consideradas elementos valorativos.

Com o presente relatório final de estágio, pretendo definir os objetivos pessoais e específicos para cada Estágio Parcelar e fazer uma síntese de todos os elementos considerados representativos do mesmo, fazer uma breve descrição dos elementos valorativos e, por fim, fazer uma reflexão crítica final, demonstrando o meu posicionamento referente ao cumprimento dos objetivos para cada estágio e fazendo uma análise critica global do 6º ano, considerando a importância que teve para o meu futuro enquanto médica.

2. Corpo de Trabalho

2.1. Estágio Parcelar de Medicina

O estágio parcelar de Medicina Interna foi o meu primeiro estágio do 6º ano. Este estágio teve a duração de 8 semanas (7 de setembro a 30 de outubro) e decorreu no Hospital Egas Moniz (HEM). Durante o meu período de estágio, as minhas atividades foram tuteladas pela Dra. Teresa Romão.

Infelizmente, por motivos de doença e internamento hospitalar, faltei ao estágio no período entre 7 e 15 de setembro e, posteriormente, por um colega ter testado positivo para a COVID-19 e eu ter sido considerada um contacto de alto risco, necessitei de fazer quarentena profilática de 30 de setembro a 14 de outubro.

Compensei o período de faltas, de acordo com o combinado com a minha tutora, com horário extra e idas voluntárias ao serviço de urgência externa do Hospital de São Francisco Xavier (HSFX).

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Na tabela do anexo 4.1., encontram-se os objetivos pessoais e específicos que defini para este estágio.

Ao longo das semanas de estágio, frequentei diariamente a enfermaria do serviço IA do HEM, tendo, inicialmente, acompanhado a atividade de uma Interna da Formação Especializada, mas, rapidamente, foi- me dada autonomia, e foram-me atribuídos doentes, ficando eu responsável pela sua observação, registo do diário clínico, reflexão sobre os problemas e hipóteses diagnósticas, formulação de um plano diagnóstico e terapêutico, interpretação de exames complementares, redação da nota de alta e estabelecimento de contacto com os familiares, enfermeiros e outros profissionais. No final da manhã, discutia o caso clínico de cada doente com a minha tutora. Neste contexto, realizei várias gasimetrias, punções venosas e, numa ocasião, realizei a colheita do teste COVID-19 (zaragatoa naso e orofaríngea). Aprendi ainda a utilizar os equipamentos de proteção individual, tendo em conta o contexto pandémico atual, e observei a colocação de um cateter venoso central e a realização de uma toracocentese.

Em três ocasiões, frequentei o serviço de urgência externa do HSFX, acompanhando um médico em balcão e na zona das macas. Foi-me permitido observar os doentes e fui estimulada a discutir hipóteses diagnósticas e a propor um plano diagnóstico e terapêutico. Numa ocasião, deram-me autonomia parcial para receber doentes em balcão.

Ainda, assisti a dois workshops voluntários online, cujos temas e formadores foram: “Alterações do equilíbrio ácido-base” (anexo 4.3.), pelo Prof. Dr. Pedro Póvoa, e “Decisões de fim de vida” (anexo 4.4.), pela Dra. Camila Tapadinhas.

Por fim, na última semana de estágio, apresentei um trabalho de grupo cujo tema foi “Abordagem ao doente com adenopatias”.

Terminei o estágio parcelar de Medicina com 20 valores.

2.2. Estágio Parcelar de Cirurgia

O estágio parcelar de Cirurgia foi o meu segundo estágio do 6º ano. Este estágio teve a duração de 8 semanas (2 de novembro a 8 de janeiro) e decorreu no Hospital da Luz de Lisboa. Destas semanas, 6 corresponderam ao ensino prático do estágio de Cirurgia Geral, tendo as minhas atividades sido tuteladas pela Dra. Natacha Botelho Vieira, e 2 corresponderam ao ensino prático de um estágio opcional que, no meu caso, foi de Anestesiologia, tendo as minhas atividades sido tuteladas pela Dra. Cristina Pestana.

Na tabela do anexo 4.1., encontram-se os objetivos pessoais e específicos que defini para este estágio.

Ao longo das 6 semanas do estágio de Cirurgia Geral, acompanhei a minha tutora nas consultas externas, no bloco operatório e na sala da pequena cirurgia, tendo nestes contextos tido a possibilidade de assistir a vários procedimentos cirúrgicos realizados num contexto eletivo, de realizar uma anestesia local, bem como,

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por diversas ocasiões, tido a oportunidade de aprimorar a técnica de desinfeção cirúrgica na preparação individual para a participação em atos cirúrgicos, de participar nos atos cirúrgicos como 2º ajudante, de treinar o encerramento da ferida cirúrgica com sutura e de treinar o manuseamento de instrumentos cirúrgicos e laparoscópicos.

Durante as 2 semanas do estágio opcional de Anestesiologia, acompanhei a minha tutora, assim como outros médicos anestesiologistas, no bloco operatório, tendo observado a sua atividade, bem como, tido a oportunidade de realizar vários procedimentos: intubação endotraqueal, colocação de máscara laríngea, colocação de tubo naso e orofaríngeo, colocação de sonda nasogástrica e colocação de um acesso venoso periférico e de uma linha arterial. Num dia, após ter mostrado interesse, tive a oportunidade de assistir a duas cirurgias pediátricas, observando também a anestesiologia em contexto pediátrico.

Também, ao longo das 8 semanas, assisti à sessão de abertura do estágio realizada pelo Professor Doutor Rui Maio, na primeira semana, às aulas teóricas, disponibilizadas no moodle, às sessões clínicas e reuniões multidisciplinares de serviço do hospital e ao minicongresso realizado na última semana de estágio. Ainda, frequentei uma manhã de sessões de simulação (anexo 4.5.), com um workshop de sutura, o curso TEAM (anexo 4.6.) e um webinar realizado no contexto do Dia Mundial do Cancro do Pâncreas (anexo 4.7.). No minicongresso, apresentei um trabalho de grupo intitulado “Quem tem pulgas, também pode ter piolhos”.

Terminei o estágio parcelar de Cirurgia com 18 valores.

2.3. Estágio Parcelar de Pediatria

O estágio parcelar de Pediatria foi o meu terceiro estágio do 6º ano. Este estágio teve a duração de 4 semanas (18 de janeiro a 12 de fevereiro) e decorreu no HSFX. Durante o meu período de estágio, as minhas atividades foram tuteladas pelo Dr. Edmundo Santos. Infelizmente, por motivos de doença e internamento, faltei ao estágio entre 18 e 29 de janeiro, tendo compensado o período de faltas com horário extra nos dias da semana e aos fins de semana.

Na tabela do anexo 4.1., encontram-se os objetivos pessoais e específicos que defini para este estágio.

Ao longo das semanas de estágio, tive a oportunidade de frequentar o serviço de urgência, a Unidade de Cuidados Especiais Pediátricos (UCEP), o serviço de neonatologia, as consultas e o berçário, acompanhando alguns médicos na sua atividade clínica diária, observando, mas também tendo a possibilidade de praticar o exame objetivo, propor hipóteses diagnósticas e sugerir um plano, conforme mostrasse interesse. Ainda, neste período, apresentei um caso clínico com o tema “Pneumotórax”, cuja história clínica colhi num dia em que estive na UCEP.

Terminei o estágio parcelar de Pediatria com 18 valores.

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2.4. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia

O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia foi o meu quarto estágio do 6º ano. Este estágio teve a duração de 4 semanas (15 de fevereiro a 12 de março) e decorreu na Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

As primeiras 2 semanas corresponderam ao estágio de Ginecologia e as minhas atividades foram tuteladas pelo Dr. Dusan Djokovic. As últimas 2 semanas corresponderam ao estágio de Obstetrícia e as minhas atividades foram tuteladas pela Dra. Ana Isabel Machado.

Na tabela do anexo 4.1., encontram-se os objetivos pessoais e específicos que defini para este estágio.

Ao longo das semanas de estágio, tive a oportunidade de frequentar múltiplas consultas (consulta de oncologia, consulta de alto risco, consulta de planeamento familiar, consulta de diabetes, consulta de referenciação, consulta de patologia do 1º trimestre e consulta de gravidez indesejada), a ecografia ginecológica, o bloco operatório de ginecologia, o bloco operatório de obstetrícia, a enfermaria de obstetrícia e o serviço de urgência da MAC, acompanhando os meus tutores, mas também outros médicos. A minha atividade foi maioritariamente observacional, mas tive a oportunidade de realizar vários gestos e procedimentos: exame ginecológico e colheita para colpocitologia, palpação mamária, medição da altura uterina, auscultação dos batimentos cardíacos fetais, participação em uma cesariana e realização de uma ecografia obstétrica por via transabdominal, em autonomia parcial.

Ainda durante o período de estágio, assisti ao workshop “The Woman”, realizado durante a primeira semana do estágio e apresentado pela Prof. Dra. Teresinha Simões, por sessão zoom, onde foi feita uma revisão dos temas mais relevantes de ginecologia e obstetrícia. Na última semana de estágio, apresentei um trabalho de grupo sobre “Hemoglobinopatias na Gravidez”, cujo tema foi baseado num caso clínico observado durante o estágio.

Terminei o estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia com 19 valores.

2.5. Estágio Parcelar de Saúde Mental

O estágio parcelar de Saúde Mental foi o meu penúltimo estágio do 6º ano e teve uma duração de 4 semanas (15 de março a 16 de abril). As primeiras 2 semanas foram de estágio presencial e decorreram na Unidade de Saúde Mental Comunitária (Centro Hospitalar Lisboa Ocidental E.P.E.) Equipa de Carnaxide/

Dafundo, tendo as minhas atividades sido tuteladas pelo Dr. João Vian. As últimas 2 semanas, foram de estágio à distância, tendo sido proposta a realização de algum trabalho prático em casa.

Na tabela do anexo 4.1., encontram-se os objetivos pessoais e específicos que defini para este estágio.

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Nas primeiras 2 semanas de estágio, acompanhei o meu tutor, o Dr. João Vian, e outros médicos, nas consultas comunitárias, tendo tido a oportunidade de fazer perguntas, mas a minha atividade aqui foi essencialmente observacional. Tive também a oportunidade de realizar uma visita domiciliária a casa de um doente e de frequentar, uma vez, o serviço de urgência externa do HSFX.

Nas 2 semanas de estágio à distância, realizei as várias atividades práticas propostas: criei seis vinhetas clínicas e realizei duas histórias clínicas completas, a partir de duas entrevistas clínicas em vídeo, realizadas pelo Prof. Dr. Miguel Talina, e disponibilizadas no moodle.

Ainda, na primeira semana de estágio, assisti a duas sessões teórico-práticas: uma sessão com o tema

“Estigma em Saúde Mental”, apresentada pelo Prof. Dr. Pedro Mateus, e uma sessão de apresentação, em que foram fornecidas algumas notas introdutórias ao estágio e foram apresentados e discutidos vários casos clínicos no contexto do serviço de urgência, dinamizada pelo Prof. Dr. Miguel Talina.

Também ainda na primeira semana, assisti à reunião clínica do serviço de psiquiatria, onde foi apresentado o caso clínico de um doente com esquizofrenia, tendo sido um bom exemplo da complexidade de alguns casos em Psiquiatria.

Terminei o estágio parcelar de Saúde Mental com 18 valores.

2.6. Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar (MGF)

O estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar foi o meu último estágio do 6º ano, teve uma duração de 4 semanas (19 de abril a 14 de maio) e decorreu na UCSP Serpa. Durante o meu período de estágio, as minhas atividades foram tuteladas pelo Dr. Edmundo Sá.

Na tabela do anexo 4.1., encontram-se os objetivos pessoais e específicos que defini para este estágio.

Na primeira semana de estágio, acompanhei o meu tutor nas consultas, tendo realizado a anamnese e o exame objetivo aos doentes, proposto um diagnóstico e um plano, bem como observado a realização do registo clínico, o pedido de exames complementares, a prescrição de receitas, a realização de pedidos de referenciação e a elaboração de certificados de incapacidade para o trabalho e de atestados para a carta de condução.

Nas restantes semanas, foi-me dada autonomia, tendo realizado várias consultas em autonomia parcial, ficando responsável por conduzir toda a consulta desde o primeiro contacto com o doente à elaboração do plano terapêutico, entrando no final da consulta o Dr. para verificar o que registei no registo clínico SOAP e corrigir-me sempre que necessário. Após a devida aprovação da avaliação e do plano pelo Dr., procedia à conclusão da consulta, de forma autónoma. Ao longo do período de estágio, tive também a oportunidade de realizar duas visitas domiciliárias a um lar e de frequentar semanalmente o centro de vacinação COVID-19,

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onde ajudei no preenchimento de questionários. Ainda, durante o período de estágio, realizei uma análise de decisão clínica e um caso clínico, tendo-os apresentado no seminário na última semana.

Terminei o estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar com 16 valores. De ressaltar que perdi um valor por atraso na entrega dos elementos de avaliação do seminário.

Na tabela do anexo 4.2., encontram-se listados os pontos positivos e negativos de cada estágio parcelar.

2.7. Elementos Valorativos

Ao longo do 6º ano, participei ainda em algumas atividades em áreas do meu interesse. Na área de Cirurgia Pediátrica, que é uma especialidade do meu interesse, frequentei o evento “Hérnias na Pediatria”

(anexo 4.8.). Na área de Ginecologia e Obstetrícia, tendo interesse principalmente nas áreas de infertilidade e sexualidade, participei no workshop “Procriação Medicamente Assistida” (anexo 4.9.) e na palestra

“Desmistificando a abordagem da saúde sexual nas consultas médicas” (sem certificado). Na área de Medicina Humanitária, frequentei a palestra “Medicina Humanitária” (anexo 4.10.). Na área de prevenção e da terapêutica não farmacológica, encontrei a Medicina do Estilo de Vida, tendo participado na palestra

“Mindfulness for Development of Emotional Intelligence” (anexo 4.11.) e realizado os cursos “Lifestyle Medicine 101” (atividade não certificada) e o “Foundations of Lifestyle Medicine Board Review” (anexo 4.12.) do American College of Lifestyle Medicine. Atualmente, sou associada estudante da Sociedade Portuguesa da Medicina do Estilo de Vida (SPMEV).

Estando no último ano do curso, participei também no evento “Médicos pelo mundo” (anexo 4.13.), com o intuito de me informar sobre a formação médica no estrangeiro, para poder refletir melhor acerca das possibilidades que tenho para o futuro.

3. Reflexão Crítica Final

Com o término do 6º ano do MIM, é importante fazer uma análise crítica global do ano, referindo o meu posicionamento quanto ao cumprimento dos objetivos definidos para cada estágio parcelar.

O 6º ano revelou-se desde o início desafiador, pois necessitei de recorrer, antes da primeira semana do meu primeiro estágio, ao serviço de urgência, por um quadro de vómitos cíclicos, semelhante ao que costumava ter na infância, tendo obtido, na altura, o diagnóstico de síndrome dos vómitos cíclicos, e tendo ficado internada por um período de 2 semanas, o que comprometeu o início do meu ano letivo. Havendo relação desta síndrome com períodos de stresse, procurei aprender técnicas de mindfulness, através de livros e da participação numa palestra.

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Após alta hospitalar, iniciei o estágio de Medicina. Foi neste estágio que dei os primeiros passos, de forma progressiva, no exercício autónomo da profissão médica, tendo desempenhado as funções que um Interno da Formação Geral desempenha no seu dia a dia hospitalar, ficando responsável pela gestão de um a dois doentes por dia, sempre sob orientação e com o apoio da minha tutora. A autonomia dada, permitiu-me cumprir todos os objetivos que tinha definido para este estágio, ao mesmo tempo que me permitiu reconhecer falhas, lacunas de conhecimento, e dificuldades, quando comparado com estágios menos autónomos de Medicina Interna que tive em outros anos do curso, permitindo-me realizar esforços no sentido de as combater. Sendo a Medicina Interna uma especialidade tão completa e abrangente, reconheço a minha necessidade de melhorar os meus conhecimentos teóricos em relação a algumas patologias, principalmente no que toca à abordagem diagnóstica e terapêutica, estando, no entanto, orgulhosa da minha evolução e do trabalho que realizei ao longo deste estágio.

O estágio de Cirurgia revelou-se um estágio importante na minha formação médica, quer a nível da minha formação teórica, quer a nível da minha formação prática. Este foi um estágio bastante prático, em que tive bastantes oportunidades de assistir e participar como 2º ajudante em procedimentos cirúrgicos eletivos, bem como de treinar competências práticas fundamentais para o meu futuro, tais como: técnicas de sutura, anestésicas e colocação de um cateter venoso central com auxílio de um ecógrafo. Considero que consegui cumprir a maioria dos objetivos que defini, exceto a aquisição de autonomia na realização da anamnese e do exame objetivo no doente cirúrgico, por dois motivos: não frequência dos serviços de enfermaria e urgência e existência de metade das oportunidades de assistir a consultas externas, sendo estas maioritariamente observacionais, devido ao contexto pandémico.

Após o estágio de Cirurgia, voltei a recorrer ao serviço de urgência, pelo mesmo motivo, tendo igualmente ficado internada durante 2 semanas, o que me comprometeu o início do estágio de Pediatria.

Após alta hospitalar, iniciei o estágio de Pediatria. Este estágio foi maioritariamente observacional e existiram poucas crianças internadas ou a recorrer ao serviço de urgência, devido à pandemia e confinamento, pelo que, apesar de ter conseguido atingir a maioria dos objetivos que defini, considero que acrescentou pouco à minha formação, quando comparado com os outros estágios de Pediatria realizados em anos anteriores. No entanto, o meu interesse em frequentar a UCEP, permitiu-me ver o caso de um pneumotórax e gostei muito da oportunidade de frequentar o serviço de neonatologia, tendo sido inspirador perceber a evolução dos recém-nascidos e a sua “força de viver”.

O estágio de Ginecologia e Obstetrícia, por também ter sido um estágio maioritariamente observacional, pela permanência de um número elevado de alunos na MAC e por tutor, e por esta ser uma especialidade tão vasta, não me foi possível cumprir todos os objetivos, nomeadamente: assistir a consultas de infertilidade, a um parto eutócico e a cirurgias ginecológicas histeroscópicas, pelo que irei estar atenta a

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futuras oportunidades para os cumprir. Por outro lado, foi um estágio que superou as minhas espectativas, tendo contactado com temáticas como a disforia de género e a interrupção voluntária de gravidez, bem como, participado numa cesariana e realizado a minha primeira ecografia obstétrica, em autonomia parcial.

O estágio de Saúde Mental foi aquele em que senti maior dificuldade em atingir os objetivos definidos, por ter sido todo observacional. Infelizmente, nenhum doente aceitou falar comigo, de forma a ter podido colher, pelo menos, uma história clínica. No entanto, este estágio, através da componente prática presencial e da realização das atividades práticas em casa, permitiu-me consolidar conhecimentos teóricos, contactar com o seguimento das patologias mentais em ambulatório, diferente do ambiente de internamento psiquiátrico hospitalar que contactei no 5º ano e, através disto, observar o contexto social do doente, a sobrecarga de certas patologias mais incapacitantes no cuidador, essencialmente a família, e o impacto do estigma da doença mental no doente.

O estágio de Medicina Geral e Familiar foi um estágio essencialmente prático, em que realizei a maioria das consultas em autonomia parcial, o que me permitiu atingir os objetivos que defini. É quando nos é dada maior autonomia, que nos apercebemos das nossas lacunas de conhecimento, onde falhamos e o que temos de melhorar. Ao ser uma especialidade tão abrangente, e sendo o meu último estágio, permitiu-me aplicar muitos dos conhecimentos adquiridos nos estágios anteriores. Apesar dos esforços contínuos para evoluir, continuo a reconhecer a minha necessidade de melhorar os meus conhecimentos teóricos e práticos em relação a algumas patologias, nomeadamente dos sistemas ginecológico, músculo-esquelético e neurológico, principalmente no que toca à realização do exame objetivo e abordagem diagnóstica e terapêutica, pelo que estes serão o meu maior foco de estudo e os meus objetivos principais enquanto Interna da Formação Geral.

Ao longo do ano, ao contactar com várias patologias crónicas, relacionadas com o estilo de vida da sociedade moderna, cuja prevalência e incidência se encontra a aumentar, e ao ter autonomia parcial para prescrever terapêutica não farmacológica, bem como para promover a saúde e prevenir a doença, apercebi- me que me sentia mais capaz de prescrever um fármaco do que para falar e tirar dúvidas acerca do estilo de vida, pelo que o abordava menos. Nas minhas experiências como doente, senti igualmente dificuldade por parte dos médicos em me aconselhar sobre o stresse e como prevenir futuras crises, pelo que decidi colmatar esta falha no meu conhecimento com a realização de dois cursos, baseados em evidência científica. A UC opcional e a realização de outras atividades, permitiram-me ganhar conhecimentos em outras áreas do meu interesse: cirurgia pediátrica, infertilidade, sexualidade e medicina de emergência e humanitária.

Concluindo, o 6º ano na globalidade e, sobretudo, o Estágio Profissionalizante, permitiram-me contactar com várias patologias e adquirir conhecimentos teóricos, mas, principalmente, permitiram-me ganhar confiança e autonomia ao praticar a realização de vários gestos e procedimentos essenciais para o exercício da profissão, tendo constituído uma parte crucial da minha formação enquanto futura médica.

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4. Anexos

4.1. Objetivos pessoais e específicos de aprendizagem definidos para cada estágio parcelar

Estágio parcelar Objetivos

Medicina - Melhorar as minhas capacidades de comunicação, ao transmitir informação aos familiares dos doentes e ao discutir informação clínica com outros profissionais de saúde, e ser capaz de estabelecer uma boa relação médico-doente;

- Rever competências teóricas das situações clínicas mais prevalentes e mais importantes no doente adulto, por forma a aumentar a minha capacidade diagnóstica e terapêutica;

- Aumentar a minha autonomia na abordagem ao doente com patologias frequentes, incluindo no que toca à realização da anamnese e do exame objetivo, ao pedido e interpretação dos exames complementares e à formação do plano terapêutico;

- Melhorar a minha confiança na realização de alguns procedimentos médicos, nomeadamente gasimetrias e punções venosas;

- Praticar a elaboração de diários clínicos e notas de alta.

Cirurgia - Aumentar a minha autonomia na realização da anamnese e do exame objetivo, na colocação de hipóteses diagnósticas, no pedido e interpretação de exames complementares de diagnóstico e na formação de um plano terapêutico;

- Aprimorar a técnica de desinfeção cirúrgica;

- Estudar os conceitos teóricos dos atos cirúrgicos mais frequentemente realizados no bloco operatório e na sala de pequena cirurgia, por forma a compreendê-los melhor;

- Dominar a técnica de intubação endotraqueal e outras técnicas importantes em anestesiologia;

- Dominar as várias técnicas de sutura;

- Participar como 2º ajudante nos atos cirúrgicos, sempre que possível.

Pediatria - Rever conhecimentos teóricos das patologias mais comuns da criança e adolescente;

- Melhorar a minha capacidade de comunicação e de estabelecer uma boa relação com a criança/adolescente e com a sua família;

- Melhorar a minha confiança na realização da anamnese e do exame objetivo, que na criança tem as suas particularidades e desafios inerentes à idade;

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- Aumentar a minha autonomia na abordagem do doente pediátrico, incluindo no que toca à interpretação dos exames complementares e proposta do diagnóstico e do plano terapêutico.

Ginecologia e Obstetrícia

- Rever os conteúdos mais relevantes da UC de Ginecologia e Obstetrícia do 4º ano do MIM;

- Aprender a distinguir a auscultação cardíaca fetal da materna, realizando a auscultação dos batimentos cardíacos fetais sempre que possível;

- Aumentar a minha capacidade de aconselhar a mulher em relação ao estilo de vida (dieta, exercício, sono, diminuição do stresse, consumo de substâncias e vida sexual);

- Realizar o exame ginecológico, incluindo a colheita para colpocitologia, e obstétrico, sempre que possível;

- Assistir aos diferentes tipos de parto;

- Assistir a consultas de planeamento familiar, podendo aplicar conhecimentos sobre os principais métodos anticoncetivos;

- Assistir a consultas de infertilidade;

- Assistir a técnicas de cirurgia convencional, laparoscópica ou histeroscópica, no contexto da Ginecologia e Obstetrícia.

Saúde Mental - Melhorar a minha capacidade de identificar sinais e sintomas de perturbação psiquiátrica e traços patológicos na personalidade, comportamento e relacionamento interpessoal;

- Melhorar a minha capacidade de colheita de história clínica psiquiátrica;

- Ser capaz de situar o doente no seu contexto social, laboral e familiar;

- Aumentar a minha autonomia na abordagem ao doente, incluindo no que toca à colocação de hipóteses diagnósticas, pedido e interpretação dos exames complementares e sugestão de intervenções terapêuticas (nas 3 possíveis vertentes: biológica, psicológica e reabilitativa).

Medicina Geral e Familiar

- Rever e solidificar conhecimentos sobre as patologias mais frequentemente encontradas em Medicina Geral e Familiar (MGF), especialmente através do conteúdo da UC de MGF do 5º ano do MIM;

- Melhorar a minha autonomia na realização da anamnese e de um exame objetivo adequado, especialmente nos sistemas ginecológico, músculo-esquelético e neurológico;

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- Realizar consultas em autonomia parcial, sempre que possível, colocando em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do MIM;

- Construir um método sistematizado de realização de uma consulta;

- Desenvolver autonomia na realização do registo clínico SOAP;

- Ser capaz de questionar o doente, na consulta, sobre aspetos psicossociais, culturais e familiares e ser capaz de perceber de que forma estes aspetos influenciam a patologia do doente e integrá-los no seu plano terapêutico e de seguimento;

- Utilizar instrumentos de abordagem familiar, sempre que pertinente, na consulta;

- Aumentar a minha autonomia no pedido e interpretação de exames complementares;

- Melhorar a minha capacidade de identificar corretamente os problemas dos doentes;

- Aprender a elaborar certificados de incapacidade temporária para o trabalho e de atestado para a carta de condução;

- Aprender a utilizar a plataforma informática ALERT P1 e ser capaz de realizar uma referenciação autonomamente;

- Aumentar a minha capacidade de prescrição de fármacos correntes;

- Conhecer padrões familiares de transmissão de doença através de genes e de comportamentos;

- Ser capaz de realizar uma entrevista motivacional, promovendo a mudança de comportamentos do doente para a prevenção e diminuição de risco de desenvolvimento de doenças crónicas relacionadas com o estilo de vida.

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4.2. Pontos positivos e negativos de cada estágio parcelar

Estágio parcelar Pontos positivos Pontos negativos

Medicina - Autonomia na gestão do doente;

- Possibilidade de cumprir todos os meus objetivos;

- Contacto com múltiplas patologias;

- Contacto com doentes em fim de vida;

- Contacto com uma decisão de não reanimar;

- Contacto com internamentos sociais;

- Disponibilidade da tutora e de toda a equipa médica para me esclarecer dúvidas, discutir doentes e partilhar conhecimento;

- Existência de workshops e trabalhos de grupo que permitiram a revisão de temas teóricos, a aprendizagem e a consolidação de conhecimentos.

- Duração inferior do estágio, devido a doença e quarentena profilática, apesar de tentativa posterior de compensação;

- Surto de COVID-19 na enfermaria, com isolamento de doentes COVID-19 positivos, não sendo permitido aos alunos observar estes doentes;

- Contacto com um menor número de doentes no total, comparado com uma situação sem faltas ou pandemia;

- Inexistência de reuniões clínico- científicas, devido ao contexto pandémico.

Cirurgia - Sessão de abertura por parte do regente da UC;

- Sessões teóricas, com temas relevantes;

- Sessões clínicas e reuniões multidisciplinares com vários temas e discussão de casos clínicos;

- Um webinar sobre o cancro do pâncreas, cuja incidência está a aumentar, muito relacionado com o estilo de vida das sociedades modernas;

- Workshop de sutura, relevante para o aproveitamento do estágio e para o futuro;

- Não frequência do serviço de urgência;

- Observação e participação unicamente em cirurgias eletivas;

- Não frequência da enfermaria, pelo que não abordei nenhum doente no pós-operatório imediato;

- Metade das oportunidades para assistir a consultas externas;

- Devido ao contexto atual de pandemia, não foi permitida a permanência dos dois alunos do tutor nas consultas externas, existindo metade das oportunidades para assistir às mesmas;

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- Sessão de simulação sobre técnicas de manuseamento da via aérea e curso TEAM, com ganho de competências teóricas e práticas na abordagem de um doente cirúrgico e politraumatizado grave;

- Sessão de simulação sobre a colocação de um cateter venoso central com recurso a ecografia, tendo sido a única oportunidade prática ao longo curso de treinar esta competência;

- Existência de trabalhos de grupo sobre casos clínicos interessantes observados durante o estágio, que incentivaram a curiosidade e a procura de ganho de conhecimento clínico e científico por parte dos alunos;

- Estágio prático, com múltiplas oportunidades de assistir a vários procedimentos cirúrgicos e de participar como 2º ajudante, possibilitando a aplicação prática das competências adquiridas, quer cirúrgicas, quer anestésicas;

- Interesse por parte das tutoras e de toda a equipa na nossa participação nos procedimentos cirúrgicos e anestésicos e no esclarecimento de eventuais dúvidas;

- Oportunidades para assistir e participar em cirurgias laparoscópicas;

- Oportunidades para assistir a cirurgias com o robot Da Vinci;

- Estágio maioritariamente

observacional nas consultas externas.

(17)

- Oportunidade de assistir a cirurgias pediátricas, observando também a anestesiologia em contexto pediátrico;

Pediatria - Oportunidade de estagiar em vários serviços pediátricos;

- Frequência do serviço de neonatologia;

- Aprendizagem de alguns “truques”

para lidar com as crianças mais pequenas, que apresentam um desafio na realização do exame objetivo, especialmente em contexto de urgência;

- Oportunidade de colheita e realização de uma história clínica completa, com posterior apresentação;

- Oportunidade de assistir a vários tipos de consultas externas (do desenvolvimento e pediatria geral);

- Realização do exame objetivo em diferentes faixas etárias;

- Contacto com múltiplas patologias.

- Estágio maioritariamente

observacional;

- Estágio com duração inferior, devido a internamento hospitalar, apesar de tentativa posterior de compensação;

- Estágio em contexto de pandemia e confinamento, em que as escolas se encontravam encerradas, pelo que menos crianças recorreram ao serviço de urgência, comparado com o que seria esperado num contexto normal;

- Encerramento do piso de enfermaria pediátrica do HSFX, pelo contexto de pandemia. Doentes internados na UCEP, mas poucos;

- Falta frequente dos doentes às consultas, pelo contexto de pandemia;

Ginecologia e Obstetrícia

- Existência de um workshop no início do estágio, que permitiu a revisão de temas teóricos e a consolidação de conhecimentos;

- Oportunidade de frequentar diversos serviços e assistir a múltiplas consultas na área da saúde da mulher;

- Observação de um caso de disforia de género, que me fez questionar sobre o processo cirúrgico de reatribuição de sexo;

- Estágio maioritariamente

observacional;

- Cancelamento do estágio no Hospital Lusíadas, com aumento do número de alunos do 6º ano na MAC;

- Tutores do 4º ano, ao invés do 6º ano;

- Chegada dos alunos do 4º ano na última semana, com impossibilidade de permanência de tantos alunos nos serviços;

- Impossibilidade de assistir a consultas de infertilidade.

(18)

- Contacto com a interrupção voluntária da gravidez;

- Oportunidade de participar numa cesariana;

- Realização da minha primeira ecografia obstétrica por via transabdominal;

- Disponibilidade dos tutores e restantes médicos que acompanhei para me ensinar e esclarecer dúvidas;

- Existência de trabalhos de grupo que permitiram a revisão de temas teóricos, a aprendizagem e a consolidação de conhecimentos.

Saúde Mental - Sessão de apresentação por parte do regente da UC;

- Existência de sessões TP com temáticas relevantes, como o estigma em saúde mental;

- Oportunidade de assistir à reunião clínica do serviço de psiquiatria;

- Contacto com vários doentes e patologias psiquiátricas;

- Atendimento ambulatório na comunidade vs. hospitalar;

- Oportunidade de realizar uma visita domiciliária a um doente, compreendendo, desta forma, melhor o seu contexto social;

- Oportunidade de frequentar o serviço de urgência, contactando com doentes com patologia psiquiátrica em quadro de descompensação aguda.

- Estágio observacional;

- Impossibilidade de colheita de história clínica;

- Várias consultas telefónicas, pelo contexto de pandemia;

- Trabalho prático para realizar em casa permitiu-me rever conteúdos teóricos não só úteis para o meu futuro, como também para a Prova Nacional de Acesso (PNA), no entanto, considero que foi mais trabalhoso que útil, devido às entrevistas clínicas disponibilizadas serem role-plays.

(19)

Medicina Geral e Familiar

- Estágio prático, com realização da maioria das consultas em autonomia parcial;

- Bastante autonomia, pelo que foi mais fácil reconhecer os meus erros e lacunas de conhecimento, possibilitando o estudo no sentido de os combater;

- Disponibilidade da interna da especialidade para esclarecer dúvidas, discutir doentes e partilhar conhecimento;

- Leitura do livro recomendado pelo tutor, “A consulta em 7 passos”, de Vítor Ramos;

- Várias realizações de múltiplos gestos e procedimentos;

- Possibilidade de cumprir todos os objetivos que defini;

- Frequência semanal no centro de vacinação COVID-19;

- Oportunidade de realizar visitas domiciliárias a um lar;

- Realização de uma análise de decisão clínica e de um caso clínico e participação no seminário, que contribuíram para a revisão e consolidação de conhecimentos.

- Consultas maioritariamente de saúde de adultos, com poucas consultas de saúde infantil e juvenil, materna e planeamento familiar.

(20)

4.3. Certificado workshop “Alterações do equilíbrio ácido-base”

(21)

4.4. Certificado workshop “Decisões de fim de vida”

(22)

4.5. Certificado Sessões Simulação

(23)

4.6. Certificado curso TEAM

(24)

4.7. Certificado webinar “World Pancreatic Cancer Day”

(25)

4.8. Certificado evento “Hérnias na Pediatria”

(26)

4.9. Certificado workshop “Procriação Medicamente Assistida”

(27)

4.10. Certificado palestra “Medicina Humanitária”

(28)

4.11. Certificado palestra “Mindfulness for Development of Emotional Intelligence”

(29)

4.12. Certificado curso “Foundations of Lifestyle Medicine Board Review”

(30)

4.13. Certificado evento “Médicos pelo Mundo”

Referências

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