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Material 1ºano 3ºbim

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Academic year: 2021

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Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Educação Coordenadoria Regional Metropolitana VII CIEP Brizolão 169

Profª: Giselle Campos

Arcadismo ou Contexto Histórico:

- Nascimento da noção de Estado Laico

- Iluminismo (Século das Luzes). Uso da razão, da racionalidade. Alguns dos pensadores e filósofos: John Locke, Voltaire, Jean-Jacques

- Ascensão burguesa, decadência da aristrocracia. - Queda do Absolutismo (Antigo Regime)

- Revolução Francesa - Revolução Industrial

- Independência dos Estados Unidos, que deu espaço para as demais revoluções ocorridas na América.

No Brasil: Inconfidência Mineira

* Maior nome da poesia portuguesa árcade: Manuel

Algumas características:

- Retorno aos moldes clássicos: inspiração na Mitologia Greco - Contrapondo-se ao Barroco, há a graciosidade

simplicidade, a valorização da perfeição formal, o bucolismo campo), pastoralismo (pastor sábio,

- Ideal da vida mediana Burguesa; uma vida sem problema, vida privada (característica burguesa).

- Ascensão das cidades -> gerando uma busca por ambientes naturais, com ar puro. - Inspiração nas odes de Horácio (poeta da Roma Antiga):

Diem (aproveitar o momento), Inutilia Trunca

aureas mediocritas (valorizar a vida simples e o equilíbrio)

No Brasil: indício de cor local, mas sem uma consciência nacionalista. Ex: Poema “Destes penhascos fez a natureza” de Claudio Manuel da Costa.

Uso de pseudônimos: Glauceste Satúrnio. Presença da poesia satírica Gonzaga.

1. Em relação ao Arcadismo, julgue os itens a seguir em (C) certos ou (E) errados:

a) O Arcadismo tem como um dos traços principais a inspiração clássica. b) O Arcadismo brasileiro se caracteriza por sua forte religiosidade. c) Forte influência das ideias iluministas

d) Grande valorização do campo em detrimento da cidade. Governo do Estado do Rio de Janeiro

Secretaria de Estado de Educação Coordenadoria Regional Metropolitana VII CIEP Brizolão 169 – MARIA AUGUSTA CORREIA Profª: Giselle Campos

Arcadismo ou Neoclassicismo (séc XVIII/XIX)

Nascimento da noção de Estado Laico

luminismo (Século das Luzes). Uso da razão, da racionalidade. Alguns dos pensadores e filósofos: Jacques Rousseau, Montesquieu, Diderot, Adam Smith.

ão burguesa, decadência da aristrocracia. Queda do Absolutismo (Antigo Regime)

Independência dos Estados Unidos, que deu espaço para as demais revoluções ocorridas na

Inconfidência Mineira

Maior nome da poesia portuguesa árcade: Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Retorno aos moldes clássicos: inspiração na Mitologia Greco-Romana, estética artística clássica. se ao Barroco, há a graciosidade, a clareza, a leveza, o equilíbrio, a naturalidade, a simplicidade, a valorização da perfeição formal, o bucolismo (exaltação e valorização da vida no

, pastoralismo (pastor sábio, ilustrado).

Ideal da vida mediana Burguesa; uma vida sem problema, com conforto. Ideia da noção de lar, da vida privada (característica burguesa).

> gerando uma busca por ambientes naturais, com ar puro. Inspiração nas odes de Horácio (poeta da Roma Antiga): Fugere Urbem (fugir da cidade)

, Inutilia Truncat (cortar o inútil), locus amoenus (lugar ameno) (valorizar a vida simples e o equilíbrio).

cor local, mas sem uma consciência nacionalista. Ex: Poema “Destes ez a natureza” de Claudio Manuel da Costa.

Tomás Antônio Gonzaga – Dirceu, e Claudio Manuel da Costa

Presença da poesia satírica (crítica com humor ácido): Cartas Chilenas de Tomás Antônio

Atividades

Em relação ao Arcadismo, julgue os itens a seguir em (C) certos ou (E) errados: a) O Arcadismo tem como um dos traços principais a inspiração clássica.

b) O Arcadismo brasileiro se caracteriza por sua forte religiosidade. c) Forte influência das ideias iluministas

d) Grande valorização do campo em detrimento da cidade.

luminismo (Século das Luzes). Uso da razão, da racionalidade. Alguns dos pensadores e filósofos: Smith.

Independência dos Estados Unidos, que deu espaço para as demais revoluções ocorridas na

Romana, estética artística clássica. , a clareza, a leveza, o equilíbrio, a naturalidade, a

(exaltação e valorização da vida no com conforto. Ideia da noção de lar, da > gerando uma busca por ambientes naturais, com ar puro.

(fugir da cidade), Carpe (lugar ameno)

cor local, mas sem uma consciência nacionalista. Ex: Poema “Destes e Claudio Manuel da Costa -

Cartas Chilenas de Tomás Antônio

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e)Emprego de uma linguagem rebuscada e trabalhada ao extremo, usando muitos recursos. 2. TEXTO I

Destes penhascos fez a natureza (Claudio Manuel da Costa) Destes penhascos fez a natureza

O berço em que nasci: oh! quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!

Amor, que vence os tigres, por empresa Tomou logo render-me; ele declara Contra meu coração guerra tão rara Que não me foi bastante a fortaleza.

Por mais que eu mesmo conhecesse o dano A que dava ocasião minha brandura, Nunca pude fugir ao cego engano;

Vós que ostentais a condição mais dura, Temei, penhas, temei: que Amor tirano Onde há mais resistência mais se apura.

Há neste soneto uma natureza especifica, a paisagem rochosa de Minas Gerais. Este elemento da natureza é comparado ao eu-lírico do poema, que permanece lúcido sobre a sua condição desde o princípio. O eu-lírico, apesar da lucidez, persiste no cego engano de achar que pode vencer o amor.

Questão 1

O poema apresenta uma comparação entre um elemento da natureza e o eu-lírico. Qual o elemento natural utilizado na comparação e qual sua relação com o eu-lírico?

Questão 2

Na primeira estrofe, o eu-lírico demonstra um sentimento de surpresa em relação ao um fato. Descreva e explique o elemento causador desta surpresa.

Questão 3

Na última estrofe, o poeta apresenta uma relação de oposição. Identifique e explique esta relação. Glossário

Penhas: pedras, rochas Terna: que tem doçura Brandura: serenidade Apura: aprimora

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Artigo Enciclopédico

Quantas vezes você precisou fazer uma pesquisa escolar ou simplesmente, matar uma curiosidade sobre um determinado assunto? Neste caderno, estudaremos sobre um gênero discursivo que nos auxilia nessa busca pelo conhecimento. Trata-se do Artigo Enciclopédico. Nas primeiras aulas deste caderno, você estudou o Arcadismo, estética literária do século XVIII. Nesse período, foi publicada a “Enciclopédia” (1751), na França, marcando assim uma nova etapa na vida cultural europeia. Era uma obra composta de vários volumes que foram sendo publicados ao longo de quinze anos. Incluía ensaios e artigos sobre ciência, filosofia, política, literatura etc. e dava ao leitor uma visão panorâmica e atualizada de todos os campos do conhecimento. Observe a explicação do filósofo Diderot , um dos organizadores da Enciclopédia , sobre o significado dessa palavra: “O objetivo de uma enciclopédia é o de reunir os conhecimentos que estão esparsos sobre a superfície da Terra, expor o sistema geral desses conhecimentos a todos os homens, e transmitir àqueles que virão depois de nós esse mesmo sistema, pois é preciso que os trabalhos dos homens dos séculos passados não tenham sido inúteis para aqueles dos séculos que ainda estão por vir.” → O arOgo enciclopédico é um gênero discursivo que apresenta, de maneira organizada e sistemática, as informações básicas e necessárias para o entendimento de determinado conteúdo do conhecimento humano. A finalidade desse gênero é registrar e difundir o conhecimento acumulado, por meio de uma obra de referência (a enciclopédia) que pode ser consultada por qualquer pessoa a qualquer momento, se necessário.

→Atualmente, os arOgos enciclopédicos podem ser encontrados em jornais, revistas e nas próprias enciclopédias, além da internet em sites de busca e de disseminação de conhecimentos diversos, como o mais famoso site enciclopédico da atualidade, a Wikipédia.

→ O perfil dos leitores enciclopédicos pode ser definido de duas maneiras: são pessoas que procuram uma informação específica sobre algum ramo do conhecimento humano para realizar um trabalho escolar, uma matéria jornalística, uma pesquisa acadêmica; ou curiosos que gostam de ampliar seus conhecimentos.

→ O arOgo enciclopédico é redigido por verbetes, que consistem na apresentação de definições sobre um assunto de forma sucinta e direta (como em dicionários de língua portuguesa). Usa-se a 3ª pessoa do discurso e linguagem formal.

A Estrutura da Palavra

A Estrutura da Palavra

Ao fazer uma separação silábica você pode observar que uma palavra pode ser segmentada em letras e sílabas e que essas unidades não são portadoras de sentido. Porém, existe uma forma de segmentá-las em unidades portadoras de sentido. Esses elementos formam a estrutura da palavra. As unidades significativas formadoras da palavra chamam-se

morfemas ou elementos mórficos. Os principais morfemas são:

Radical → é o morfema que contém o significado básico do vocábulo e, a partir do qual, pode

constituir uma família de palavras. Observe as palavras abaixo. O termo em destaque é o que chamamos de radical: expl-icar, expl-icação, expl-icável.

Afixos → são morfemas que se juntam ao radical, modificando seu sentido básico. Quando são

colocados antes do radical, chamam-se prefixos; quando ao colocadas depois do radical, chamam-se sufixos.Inexplicável (in - prefixo) - inexplicavelmente (mente- sufixo)

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Desinências → indicam as flexões dos nomes e dos verbos. Sempre aparecem no final das

palavras variáveis, ou seja, que variam na forma. Desinências nominais → caracterizam as variações dos substantivos, adjetivos e certos pronomes quanto ao gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural).

meninas: m e n i n - a - s ↓ ↓ ↓

radical / desinência de gênero/ desinência de número

Desinências verbais → informam sobre o modo, o tempo, o número e a pessoa dos verbos.

falaríamos: f a l a ría mos ↓ ↓ ↓ ↓ radical / vogal temática / desinência modo temporal (Fut. Pres. do Indicativo) / desinência número- pessoal (1ª pess. do plural)

Vogal temática → tem a função de ligar o radical às desinências. Pode ser verbal ou nominal. Vogal temática verbal → indica a conjugação do verbo: primeira conjugação (vogal a), segunda

(vogal e) e terceira (vogal i). A união de vogal temática com o radical chama-se tema.

Vogais e consoantes de ligação → são elementos que aparecem no interior do vocábulo

apenas para facilitar a pronúncia ou ligar morfemas. Não são consideradas morfemas, pois

não são portadoras de informações. Exs: GasÔmetro - cafeIcultura (o Ô e o I são vogais de

ligação) mamaDeira - chaLeira (o D e o L são consoantes de ligação)

Formação de Palavras

Há dois processos básicos: derivação e composição.

→ Ocorre a derivação quando, a partir de uma palavra primitiva, se forma uma nova palavra

(derivada), com o acréscimo de prefixo e/ ou sufixo. Esses afixos podem, muitas vezes, alterar o significado e a classe gramatical da palavra. Veja quais são os principais tipos de derivação:

Derivação prefixal: Acrescenta-se um prefixo a um radical ou a uma palavra primitiva. Exs: descanso, antebraço.

Derivação sufixal: Acrescenta-se um sufixo ao radical ou a uma palavra primitiva. Exs: ansioso,

jogador, visível, brasileiro.

Derivação prefixal e sufixal: Acrescenta-se um prefixo e um sufixo a um mesmo radical em

sequência, ou seja, os afixos não são anexados ao mesmo tempo. Mesmo que não haja o prefixo ou o sufixo, a palavra já apresenta um sentido completo. Exs: Desigualdade,

desobediência

Derivação parassintética: Resulta do acréscimo simultâneo de um prefixo e de um sufixo a um mesmo radical ou à palavra primitiva.Exs: amadurecer, ensaboar

OBS: Na derivação parassintética o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente

simultâneo (ao mesmo tempo) e não deve ser confundido com casos de derivação prefixal e sufixal, como os das palavras desobediência e desigualdade.

Derivação regressiva: Ocorre a redução da palavra primitiva, pela retirada de sua parte final.

Formam-se, principalmente substantivos a partir de verbos. Exs: Perder → perda apelar→apelo censurar→ censura alcançar→alcance caçar→caça pescar→pesca

Derivação imprópria: Mudança de classe gramatical, sem que haja modificação em sua forma.

Ex: O amar trouxe muita dor. (verbo amar transformado em nome – substantivo)

→ Ocorre a composição quando se unem duas ou mais palavras (ou radicais) para a formação

de uma palavra composta, com novo significado. Veja os tipos de composição:

Composição por justaposição: As palavras ou radicais se unem sem nenhuma alteração

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Composição por aglutinação: As palavras ou radicais fundem-se e ocorre perda/alteração

fonética (oral) ou gráfica (escrita). Exs: planalto (plano+alto), vinagre (vinho+acre), embora (em+boa+hora).

Compostos eruditos: São as palavras compostas apenas de radicais gregos e latinos. Agrícola:

-agri (latim) + -cola (latim) Odontologia: -odonto (grego)+ logia (grego).

Hibridismos: São as palavras compostas de radicais de línguas diferentes. Exs: Monocultura: -mono (grego) + -cultura (latim) Burocracia: -buro( francês ) + - cracia (grego)

Outros processos de formação de palavras

Siglas: resultam da combinação das letras iniciais das palavras para formar um nome mais curto e também se constituem como um processo de formação de palavras. Exs: CPF → Cadastro de Pessoa Física CD→ Compact Disc RG→ Registro Geral FMI→ Fundo Monetário Internacional.

Estrangeirismos: Empréstimo linguístico proveniente de lingua estrangeira. Exs: Clicar, affair,

personal trainer, show, making-of, shopping.

Abreviação: Resulta da eliminação de um segmento da palavra para se obter uma forma mais

curta, que tem o mesmo significado da palavra original. Exs: moto (motocicleta), motor (motorista), micro (microcomputador), cine (cinema/cinematógrafo).

Onomatopeia: É a imitação de sons, ruídos e vozes de animais reproduzidos pela formação de

uma palavra nova. Exs: Miau (gatos), pingue-pongue.

Neologismos: São palavras criadas recentemente ou usadas para atender às necessidades de

expressão dos usuários da língua e criar diversos efeitos. Internetês (a linguagem da internet); Xisnovar (denunciar); adultescente; namorido.

Atividades

“ Sino de Belém, como soa bem! Sino de Belém bate bem-bem – bem.” (Manuel Bandeira)

1. O poeta utiliza, como recurso expressivo, uma palavra formada por um determinado

processo. Identifique–a e indique de que processo se trata.

2. Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras

Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana.

Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo:

Teadoro, Teodora.

a) Neologismo é o processo pelo qual são criadas novas palavras. Qual é o neologismo do poema? Qual a brincadeira sonora que esse neologismo propicia?

3. Indique o tipo de processo de formação das palavras abaixo e destaque os elementos

mórficos indicados entre parênteses: a) afro-brasileiro (prefixo) b) vaqueiro (sufixo) c) enrubescer (sufixo) e) noticiário (sufixo) f) cafeteria (sufixo) g) desvalorização (prefixo) h) materialista (sufixo) i) amadurecimento (prefixo)

4. Destaque nas palavras abaixo o elemento mórfico pedido:

a) c a f e t e i r a (consoante de ligação) b) a l u n o s (desinência de gênero) c)f u g i s s e (desinência modo temporal) d)i n s e t i c i d a (vogal de ligação) e) c a n t o (desinência número pessoal)

f) c o m p r a v a s (desinência modo temporal)

g) p r o i b i r e m o s (vogal temática) h) b u s c a r e m (tema)

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5. nascemorre

(Haroldo de Campos) A base do poema acima são os verbos nasce e morre.

a) Qual o radical desses verbos?

b) Que morfema foi agregado ao radical da palavra renasce e remorre ?

c) Sabendo-se que p refixo –re indica repetiçao, o que significa a palavra remorre, palavra criada pelo poeta?

6. Transforme os seguintes trechos em impessoais:

a) Quando leio jornais e revistas, vejo que a inclusão de pessoas é um assunto muito discutido ultimamente e requer análise e cautela. Afinal, não é uma questão que depende apenas de leis e deveres estatais, depende acima de tudo da consciência social.

b) Por tudo isso, penso que fica evidente que a leitura desempenha um papel transformador na vida dos indivíduos.

Atividades sobre Neologismos 1.Leia um trecho da música de Chico Buarque, “Pedro pedreiro”: “Pedro pedreiro penseiro esperando o trem

Manhã, parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem

De quem não tem vintém

Pedro pedreiro fica assim pensando Assim pensando o tempo passa [...]” a)Por que penseiro é um neologismo?

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b) Se o compositor não tivesse criado o neologismo, que palavra de mesmo sentido e já consagrada pelo uso ele teria que utilizar?

c) Que motivos teriam levado o compositor a criar o neologismo, em vez de empregar a palavra referida no item anterior?

Utilize o poema a seguir para responder as próximas questões:

Neologismo Beijo pouco, falo menos ainda.

Mas invento palavras que traduzem a ternura mais funda

E mais cotidiana.

inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo

Teadoro, Teodora.

Manuel Bandeira

2. Com relação ao poema, é CORRETO afirmar que:

a) o verbo "teadorar" e o substantivo próprio "Teodora" são palavras cognatas, pois possuem o mesmo radical;

b) as classes das palavras que compõem a estrutura do vocábulo "teadorar" são pronome e verbo; c) o verbo "teadorar", por se tratar de um neologismo, não possui morfemas;

d) a vogal temática dos verbos "beijo", "falo", "invento" e "teadoro" é a mesma, ou seja, "o"; e) a palavra “teadorar” não existe na língua portuguesa e, nesse caso, o poeta cometeu um grave erro gramatical.

3. O poema chama-se Neologismo, pois: a) dá ideia de coisa ultrapassada; b) encerra uma mensagem otimista;

c) apresenta características de versos soltos; d) introduz palavras novas na língua.

e) contesta as regras gramaticais. 4. Neologismo pode ser definido como: a) o uso de qualquer recurso arcaico da língua;

b) uso de palavras que infringem as regras atuais da grafia;

c) Criação de palavras para atender às necessidades culturais, científicas e da comunicação de um modo geral.

d) palavras ou expressões, que, por diversas razões, saem de uso e acabam esquecidas por umacomunidade linguística, embora permaneçam em comunidades mais conservadoras.

e) o emprego de palavras, expressões e construções alheias ao idioma que a ele chegam por empréstimos tomados de outra língua.

5. De que maneira o poeta expressa a sua ternura?

6. Que verso justifica o fato do poeta escrever um poema curto, com economia e palavras?

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8. (PUC) Leia o poema Neologismo, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa correta relativa à interpretação do texto

a) ( ) O poema traduz o sentimento de mundo caótico da poesia de Manuel Bandeira. b) ( ) Está presente no texto o conflito entre o eu-lírico e o mundo.

c) ( ) O ritmo traduz, na quebra dos versos, a inquietude do poeta.

d) ( ) A invenção de palavras é recurso usado por pessoas que falam pouco. e) ( ) Para expressar o sentimento com maior vigor é preciso inventar a palavra. 9. Carnavália

Repique tocou O surdo escutou E o meu corasamborim

Cuica gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim? [...]

ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002 (fragmento).

No terceiro verso, o vocábulo ”corasamborim”, que é a junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e à situação emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa palavra foi formada por qual tipo de derivação? Por quê?

Fontes: Brasil Escola; Portal Educação; VEJA

Os Conectores e as suas relações de sentido

Certas palavras ou expressões podem ser empregadas para estabelecer diferentes relações de sentido entre as orações e os parágrafos de um texto, favorecendo, assim, a sua progressão. As palavras ou expressões que desempenham essa função podem ser chamadas de conectores ou operadores discursivos.

Alguns conectores e as relações que poderão estabelecer de acordo com o contexto:

Adição: E, nem (= e não), não só... mas também;

Oposição: Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto; Conclusão: Logo, pois (colocada após o verbo), portanto, por isso; Alternância: ou, ora, quer, nem, seja;

Explicação: Como, uma vez que, porque, que;

Causa: Pois (colocada antes do verbo), porque, que, visto que; Condição Se, a menos que,

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Consequência: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que; Conformidade: como, conforme, segundo;

Concessão: embora, mesmo que, ainda que, se bem que, conquanto;

Proporção: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais... tanto mais; Comparação: (mais)... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como;

Tempo: mal, quando, sempre que, assim que, desde que, logo que (tempo exato, pontual,

simultâneo); enquanto (tempo progressivo, contínuo);

Finalidade: a fim de que, para que; Continuidade e, ainda, assim, desse modo, além disso,

ademais;

Referências

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