REGULAMENTO ELEITORAL
Reunida em sessão extraordinária de três de Outubro de dois mil e dezoito, a Assembleia Geral da Ordem dos Advogados de Moçambique aprova o seguinte Regulamento Eleitoral:
Capítulo I Eleições em geral Secção I Órgãos elegíveis Artigo 1 Especificação
1. São eleitos o Bastonário, a Mesa da Assembleia Geral, o Conselho Jurisdicional, o Conselho Nacional, os Conselhos Provinciais e os Regionais se existirem.
2. A eleição realiza-se entre os dias 1 e 15 de Abril do ano do início do triénio subsequente, em data a designar pelo Bastonário.
3. Depois da designação da data das Eleições, o Conselho Nacional deverá disponibilizar, através de Edital, o Calendário Eleitoral.
Artigo 2 Edital Do edital constará a seguinte informação: a) Dia da eleição;
b) Composição da Comissão Eleitoral;
c) Prazo para o registo das candidaturas, na Secretaria da Ordem; d) Composição, incluindo o número de membros a eleger;
e) Locais de votação.
Secção II Comissão Eleitoral
Composição
1. As eleições na Ordem são dirigidas por uma Comissão Eleitoral independente, a ser constituída 45 (quarenta e cinco) dias antes da data das eleições.
2. Fazem parte da Comissão Eleitoral:
a) Dois Advogados indigitados pelo Conselho Nacional, ouvido o Conselho Jurisdicional;
b) Um Advogado estagiário indicado pelo Conselho Nacional; c) Um Advogado indicado pelo Conselho Nacional, que fará as
vezes de Secretário e sem direito a voto.
3. Nenhum membro da Comissão pode integrar qualquer das candidaturas concorrentes.
Artigo 4 Funcionamento
1. O mandato da Comissão Eleitoral começa com a sua designação pelo Conselho Nacional e termina com a entrega do relatório final sobre o apuramento e a divulgação dos resultados.
2. O Presidente da Comissão Eleitoral será o advogado que for eleito pelos pares, reunidos na sua primeira sessão.
3. O modo de funcionamento, periodicidade de reuniões e forma de sua convocação são estabelecidos em regimento próprio a ser aprovado pela Comissão Eleitoral na sua primeira sessão.
4. O suporte administrativo e financeiro da Comissão Eleitoral é garantido pela Ordem.
5. A primeira sessão da Comissão Eleitoral será convocada pelo Bastonário e realizar-se-á no dia seguinte ao da sua designação.
Artigo 5
Atribuições da Comissão Constituem atribuições da Comissão Eleitoral:
a) Receber os requerimentos, processar e decidir o registo das candidaturas concorrentes ao pleito, determinando diligências necessárias;
b) Publicar, no sítio de internet da Ordem, a composição das candidaturas registadas, para fins de eventual impugnação;
c) Requisitar do Conselho Nacional e fornecer aos candidatos a lista actualizada com o nome, contacto e o endereço postal de todos os advogados inscritos;
d) Encaminhar aos advogados as mensagens electrónicas das candidaturas;
e) Requisitar colaboradores ou prestadores de serviços da Ordem para actuar especificamente nas suas actividades e, ainda, atribuir-lhes tarefas, diante da necessidade de condução administrativa das eleições;
a) Requisitar local específico para realização do seu trabalho, colocando servidor exclusivo para atendimento às candidaturas e aos advogados sobre questões relacionadas às eleições;
b) Constituir as mesas para as Assembleias eleitorais;
c) Designar as Mesas Eleitorais de recepção e apuramento dos votos; d) Receber, processar e decidir os pedidos de substituição de
candidatos, após o registo;
e) Promover ampla divulgação das eleições;
f) Fiscalizar a propaganda eleitoral dos candidatos, exercendo poder de polícia no âmbito da Ordem, advertindo os candidatos e determinando-lhes providências, sob pena de instauração de processo disciplinar aos infractores;
g) Advertir os candidatos sobre condutas abusivas;
h) Receber os recursos das suas decisões e encaminhá-los ao órgão competente da Ordem, sem efeito suspensivo;
i) Guardar em condições de rigorosa segurança os boletins de voto, cadernos eleitorais e os votos por procuração;
j) Proceder ao apuramento final dos resultados da votação e divulga-los.
Secção III
Capacidade eleitoral Artigo 6
Capacidade eleitoral activa
São eleitores todos os advogados inscritos na Ordem e com as quotas em dia.
Artigo 7
Capacidade eleitoral passiva 1. São condições de elegibilidade:
a) Ser o candidato advogado inscrito na Ordem e em efectivo exercício há mais de 08 anos para o cargo de Bastonário, Presidente do Conselho Nacional, do Presidente e Vice-Presidente do Conselho Jurisdicional e 05 (cinco) anos para os outros corpos sociais;
b) Ter as quotas em dia, incluindo as da sociedade de advogados de que é sócio ou associado;
2. O candidato deverá comprovar sua adimplência.
3. O período de 08 (oito) ou 05 (cinco) anos estabelecido neste artigo é o que antecede imediatamente a data da posse.
4. Os membros dos órgãos da Ordem podem permanecer no exercício de suas funções e concorrer a qualquer cargo electivo, não havendo impedimento ou incompatibilidade.
Artigo 8 Inelegibilidades
São inelegíveis para qualquer cargo na Ordem os advogados que: a) Estão em situação irregular perante a Ordem;
b) Exerçam cargos ou funções em comissão de serviço, de livre nomeação e exoneração pelos poderes públicos, ainda que compatíveis com o exercício da advocacia;
c) Tenham sido condenados em definitivo por qualquer infracção disciplinar;
d) integram listas, com processo em tramitação, para provimento de cargos em qualquer magistratura.
Capítulo II Processo eleitoral
Secção I
Organização das candidaturas
Artigo 9 Candidaturas
1. As propostas de candidatura deverão ser apresentadas, em requerimento, perante a Comissão Eleitoral.
2. As candidaturas apresentam-se em listas, em conformidade com o modelo 1, que constitui anexo e faz parte integrante do presente regulamento.
3. As listas serão tantas quantas as candidaturas que foram apresentadas.
Artigo 10
Conteúdo do requerimento
Cada lista concorrente apresenta um requerimento que deverá conter:
a) Nome completo dos candidatos,
b) Indicação dos cargos aos quais concorrem; c) Os números de inscrição na Ordem;
d) Os endereços profissionais;
e) Prova de que estão adimplentes na Ordem;
f) Autorização dos integrantes da Lista, mencionando o cargo que postulam e a denominação da candidatura;
g) Denominação da candidatura com o máximo de 30 (trinta) caracteres;
h) Foto do candidato a Bastonário, para constar dos boletins de voto. Artigo 11
Suporte de candidaturas
As listas concorrentes devem ser suportadas por um mínimo de 15 (quinze) advogados em situação regular para Bastonário e 10 para o
Conselho Nacional e Conselho Jurisdicional.
1. Os proponentes das diversas candidaturas aos órgãos da Ordem dos Advogados, identificados pelo nome e número da carteira profissional, não podem subscrever propostas adversárias.
2. Se algum candidato constar de duas listas, considerar-se-á a lista que tiver submetido o requerimento em primeiro lugar.
Artigo 12
Processos dos candidatos
As candidaturas a membros do Conselho Nacional e do Conselho Jurisdicional deverão ter dois suplementes cada.
Artigo 13
Mandatários e das notificações
1. Com a apresentação das candidaturas devem, igualmente, ser indicados os respectivos mandatários com plenos poderes para decidir, que indicarão os respectivos números de telefone, de fax e endereço de correio electrónico, de onde e para onde deverão ser remetidas todas as notificações, ou um único mandatário, no caso de os candidatos assim o indicarem.
2. Os mandatários podem ser os mesmos das diversas listas, desde que não adversárias.
Artigo 14
Findo o prazo para a apresentação das candidaturas, a Comissão Eleitoral verificará, dentro dos 5 (cinco) dias de calendário subsequentes, a regularidade do processo, a autenticidade dos documentos que o integram e a elegibilidade dos candidatos.
Artigo 15 Irregularidades
Verificando-se irregularidades processuais, a Comissão Eleitoral mandará notificar imediatamente o mandatário do candidato, que deverá supri-las no prazo máximo de quarenta e oito horas a contar do momento da notificação.
Artigo 16
Rejeição dos candidatos São rejeitados os candidatos inelegíveis.
Artigo 17
Notificação ao mandatário
1. O mandatário da lista é imediatamente notificado para proceder à substituição do candidato ou candidatos inelegíveis, no prazo de quarenta e oito horas a contar do momento da notificação, sob pena de rejeição de toda a lista.
2. No caso de a lista não conter o número total de candidatos o mandatário deve garantir que seja completada, no prazo de vinte e quatro horas a contar do momento da notificação, sob pena de rejeição de toda a lista.
Artigo 18
Rectificações ou aditamentos
Findos os prazos estipulados nos artigos anteriores, a Comissão Eleitoral deve decidir, em menos de quarenta e oito horas, das rectificações ou aditamentos mencionados.
Artigo 19
Interposição de recurso
1. Apenas o candidato a Bastonário que requereu o registo tem legitimidade para impugnar o pedido de registo de candidato ou de candidatura concorrente.
2. A impugnação deverá ser formalizada em petição escrita e assinada, dirigida ao Presidente da Comissão Eleitoral, no prazo de 03 (três) dias úteis, a contar da publicação da relação dos
candidatos no sítio da Ordem, apontando ausência de condição de elegibilidade, causa de inelegibilidade ou irregularidade formal no pedido de registo, devendo ser instruída com os documentos pertinentes.
3. Não sendo o caso de indeferimento liminar da impugnação, a Comissão Eleitoral notificará imediatamente a candidatura, ou o candidato impugnado isoladamente, para apresentar defesa, no prazo de 03 (três) dias úteis, podendo juntar documentos.
Artigo 20
Apreciação das reclamações
1. Das decisões da Comissão Eleitoral relativas à apresentação das candidaturas cabe recurso para o Conselho Jurisdicional, subscrito pelo mandatário, a interpor no prazo de vinte e quatro horas a contar da notificação da decisão.
2. Tratando-se de recurso apresentado contra o despacho de admissão de qualquer candidatura, o Conselho Jurisdicional manda notificar imediatamente o mandatário da respectiva lista para responder, querendo, no prazo de vinte e quatro horas a contar da notificação para o efeito.
3. O Conselho Jurisdicional decide o recurso no prazo de vinte e quatro horas.
Artigo 21 Sorteio das listas
1. Até ao 10.º dia após o fim do prazo para a apresentação das candidaturas, a Comissão Eleitoral procederá ao sorteio das candidaturas para efeitos de atribuição do número identificador às listas representadas.
2. Os mandatários das listas serão notificados com, pelo menos, quarenta e oito horas de antecedência para, querendo, estarem presentes no acto do sorteio.
Artigo 22 Publicações
As listas definitivas das candidaturas serão publicadas no endereço da Internet da Ordem dos Advogados – www.oam.org.mz e afixadas na sede da Ordem dos Advogados, nos Conselhos Provinciais, nos Conselhos Regionais e na sede dos Delegados, onde os houver.
Campanha eleitoral Artigo 23
Fins da Campanha
1. Os advogados e as candidaturas poderão promover a divulgação das suas propostas de trabalho com vista às eleições.
2. A propaganda eleitoral que tem como finalidade apresentar e debater propostas e ideias relacionadas com a advocacia, as finalidades e futuro da Ordem, deve manter conteúdo ético de acordo com o Estatuto e demais normas aplicáveis.
Artigo 24 Propaganda ilícita
1. Na propaganda eleitoral é vedada a prática de actos que visem: a) A ofensa à honra e à imagem dos candidatos;
b) A ofensa à imagem da Ordem dos Advogados;
2. Constituem condutas vedadas, visando proteger a legitimidade e a normalidade das eleições:
a) A realização de shows artísticos;
b) A utilização de servidores da Ordem em actividade em favor da campanha eleitoral de qualquer candidatura;
c) Transmissão de propaganda por meio de emissora de televisão ou rádio, excluindo entrevistas, debates e notícias sobre a campanha eleitoral, desde que integrando a programação normal da emissora;
d) Utilização de outdoors e assemelhados;
e) Propaganda com uso de carros de som e assemelhado;
f) Distribuição e venda de bens de qualquer natureza, inclusive camisetas e bonés.
Artigo 25
Efeitos de propaganda ilícita
A propaganda antecipada ou proibida importará em notificação de advertência a ser expedida pela Comissão Eleitoral para que, em 24 (vinte e quatro horas), seja suspensa, sob pena de aplicação de multa correspondente a 10 (dez) quotas mensais, sem prejuízo de procedimento disciplinar.
Artigo 26
Propaganda permitida 1. É permitida a propaganda, mediante:
a) Envio de cartas, mensagens electrónicas, mensagens instantâneas para telefones celulares aos advogados;
b) Banners e adesivos de até 600 cm² (seiscentos centímetros quadrados);
c) Distribuição de impressos variados;
d) Manutenção de sítios electrónicos, blogs na internet e assemelhados, desde que devidamente informados à Comissão Eleitoral para fins de registo.
2. No dia da eleição é possível o pedido de voto, fora do recinto de votação, mas é vedada a contratação para esse fim e a propaganda eleitoral nos prédios onde estiverem situadas as salas de votação.
Artigo 27
Papel da Comissão Eleitoral na Campanha
A Comissão Eleitoral zela pela boa imagem da Ordem, pelos preceitos éticos da profissão, bem assim pelo cumprimento das determinações adoptadas, providenciando, para esse fim, junto às autoridades públicas, a retirada imediata das propagandas consideradas irregulares.
Secção IV Observação Eleitoral
Artigo 28
Início e Término da Observação Eleitoral
A observação eleitoral para a eleição dos órgãos da Ordem dos Advogados de Moçambique começa a partir do início do processo eleitoral e termina com a validação e proclamação dos resultados eleitorais. Secção V Escrutínio Artigo 29 Boletins de voto
Os boletins de voto serão de forma rectangular com as dimensões apropriadas para neles se conter a indicação dos números correspondentes a cada lista e os nomes dos respectivos candidatos.
Artigo 30 Cadernos eleitorais
1. A Comissão Eleitoral fornecerá a cada uma das Delegações, até cinco dias antes da data designada para as eleições, cadernos eleitorais actualizados dos advogados inscritos na Ordem dos Advogados.
2. A relação dos advogados não poderá ser utilizada para fim diverso do processo eleitoral e o candidato a Presidente requisitante deverá assinar um termo de compromisso no sentido de não fornecer a terceiros o cadastro de advogados recebido, sob pena de responsabilidade civil ou disciplinar.
Artigo 31
Informação sobre o processo de votação
A Comissão Eleitoral enviará a cada advogado, por e-mail, carta explicativa sobre o processo eleitoral, um exemplar de cada uma das listas concorrentes, boletins de voto, três dias antes da data designada para as eleições.
Artigo 32
Assembleias Eleitorais
1. São criadas Assembleias Eleitorais em Maputo e em cada Conselho Provincial, Conselho Regional ou Delegação.
2. Para cada uma das Assembleias Eleitorais, a Comissão Eleitoral indigitará um presidente e dois secretários, que não poderão integrar as listas concorrentes nem ser representantes de nenhuma das listas concorrentes.
3. Nas Assembleias Eleitorais deverão ser adoptadas as medidas necessárias para viabilizar o direito ao voto de advogados portadores de necessidades especiais.
Artigo 33
Organização das Assembleias
Cada Conselho Provincial, sob a supervisão e coordenação da Comissão Eleitoral, organizará o processo de votação dentro da área da sua jurisdição, para todos os órgãos a eleger.
Artigo 41 Afixação das listas
Na Sede, nos Conselhos Provinciais, dos Conselhos Regionais, dos Delegados e em todas as Assembleias Eleitorais deverão ser afixadas, em local visível, as listas concorrentes e a respectiva composição.
Artigo 42
Formalidades no acto eleitoral 1. A votação é pessoal e directa.
2. Na votação presencial, verificada a identificação do eleitor e o seu direito de voto pelo presidente da mesa e após ser dada baixa do mesmo eleitor nos cadernos eleitorais, pelo secretário da mesa, o presidente da mesa procederá à entrega ao eleitor do boletim de voto.
3. O advogado eleitor deverá votar apresentando a Carteira Profissional de Advogado.
4. O advogado eleitor dirigir-se-á à câmara de voto, com o boletim correspondente e depois de indicar a lista na qual vota introduz o boletim na urna depois de dobrá-lo em quatro.
Artigo 43
Votos nulos e em branco
1. São nulos os boletins de voto que tenham qualquer risco, desenho, rasura ou escrito, ou aqueles que contenham mais do que sentido de voto.
2. São considerados votos em branco os boletins que não contenham qualquer lista.
Artigo 44
Delegados das listas
Os delegados das listas concorrentes deverão ser indicados à Comissão Eleitoral pelos mandatários das mesmas listas, até dois dias antes do designado para as eleições.
Artigo 45
Identificação dos eleitores
A identificação dos eleitores será efectuada através da apresentação da respectiva carteira profissional.
Secção VI
Artigo 46
Voto por correspondência
Pode ser exercido voto por correspondência, devendo o sobrescrito ser enviado à Comissão Eleitoral, com identificação, no envelope, da entidade a quem se dirige, o nome profissional do remetente e o número da sua carteira profissional.
Artigo 47
Da data da validade do voto por correspondência
1. O voto por correspondência deverá ser expedido para a Sede da Ordem.
2. O voto por correspondência deverá ser expedido de modo a que dê entrada até ao fecho da votação presencial.
Artigo 48
Descarga dos votos por correspondência
Os serviços de secretaria registarão a entrada diária dos votos por correspondência, os quais devem ser ordenados por número de carteira profissional e devidamente guardados.
Artigo 49
Contagem dos votos por correspondência
No dia designado para as eleições funcionará na Assembleia eleitoral de Maputo, um serviço especial para abertura dos votos por correspondência, que serão abertos e escrutinados após o termo da votação presencial.
Secção VII
Apuramento eleitoral Artigo 50
Apuramento parcial
Logo que em qualquer Assembleia eleitoral se encerre a votação, proceder-se-á ao apuramento parcial dos votos.
Artigo 51
Formalidades para a contagem dos votos
Na contagem dos votos poderão intervir os secretários das mesas e os representantes das listas, devidamente credenciados pelos presidentes dos respectivos conselhos.
Artigo 52
Encerramento das mesas de voto
Terminado o apuramento, o presidente, os secretários e os representantes das listas concorrentes, em cada Assembleia Eleitoral, deverão proceder ao encerramento, em recipiente adequado, dos votos entrados nas urnas, dos cadernos eleitorais e da respectiva acta.
Artigo 53
Comunicação dos resultados eleitorais parciais
1. Os resultados apurados serão comunicados através da acta de apuramento dos resultados, de modelo Anexo 2, por e-mail à Comissão Eleitoral, na sede da Ordem dos Advogados, em Maputo, onde funcionará a assembleia-geral, com a presença de todos os interessados e, obrigatoriamente, com a de um delegado de candidatura de cada uma das listas concorrentes.
2. Feito o apuramento geral, a Comissão Eleitoral elaborará a acta de apuramento geral conforme anexo 3, anunciando os resultados e proclamando os vencedores.
Artigo 54
Reclamações no decurso do acto eleitoral
1. As reclamações suscitadas no decurso do acto eleitoral serão decididas, pelos presidentes das assembleias eleitorais duas horas após a apresentação da reclamação.
2. Nas decisões das reclamações deverão ser ouvidos os representantes dos mandatários das listas concorrentes.
Artigo 55
Recursos no decurso do acto eleitoral
1. Da decisão proferida nos termos do artigo anterior, caberá recurso imediato, a decidir no prazo de doze horas para a Comissão Eleitoral.
2. Das decisões proferidas nos termos do número anterior não cabe recurso.
Artigo 56
Resultado oficial das eleições
O resultado oficial das eleições será obtido após a recepção, pela Comissão Eleitoral, das actas de todas as assembleias eleitorais, e depois de decididas todas as reclamações.
Artigo 57
Publicação oficial dos resultados eleitorais
A Comissão Eleitoral, elaborada a acta do resultado oficial das eleições, segundo o modelo do anexo 4, envia-a ao Bastonário que a fará publicar no Boletim da República, 2.ª série, bem como no endereço Internet da Ordem dos Advogados – www.oam.org.mz.
Artigo 58 Prazos
Todos os prazos previstos neste regulamento são contínuos, não se suspendendo ao sábado, domingo, dias feriados e férias judiciais.
Artigo 59 Início de vigência
O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação em Boletim da República.
Anexo 1 – Modelo de apresentação de candidatura Anexo 2 - Boletim de voto
Anexo 3 - Acta de apuramento parcial dos resultados Anexo 4 - Acta de apuramento geral